domingo, abril 14, 2013

ERA TUDO O QUE ELES QUERIAM.




O Nordeste do Brasil já entrou no 3º ano de seca que atinge mais de 10 milhões de pessoas e nossas atenções deveriam se voltar ao efeito climático que impede o plantio agrícola, exceto nas pequenas áreas irrigáveis, e que praticamente já dizimou o rebanho de gado de corte e de leite e que trará reflexos negativos por décadas futuras.

Os Governos Federal e Estadual já demonstraram todo o seu arsenal de incompetência para minorar os efeitos da seca. A receita é antiga.  Liberar recursos para distribuição de água em carros pipas e aumentar o número de cisternas, velhos glichês de quem vive alheio à realidade do Nordeste. Os governos municipais, salvo as raras e boas exceções, aproveitam da ocasião como bom comerciante do crime para ampliar a pilhagem do dinheiro público. “Infelizmente, a população de cada comuna incapaz de reagir fica com a “boca escancarada esperando a morte chegar.”

Na minha velha e espoliada Jeremoabo a Prefeita Municipal repetiu a lição de sempre. Passando pela cidade na manhã de hoje, domingo, 14.04, me deparei com um espetáculo circense estarrecedor. Enquanto o povo vive na miséria e sobrevive apenas com as aposentadorias rurais e o Programa de Combate a Fome do Governo Federal, por deboche, a Prefeita comprou para o deleite de seu gabinete um veículo Amarok cabine dupla cujo custo não deverá ter sido inferior a R$ 130.000,00 e mais outros 16 veículos expostos na via pública a incrementar ainda mais o trambique com peças de reparação e desvio de combustível e por certo, nos próximos 12 meses a frota já estará totalmente sucateada a exigir novas compras. A coisa não cheira bem e o futuro nos dirá.

Quando usei do título “Era tudo que eles queriam”, eu me refiro a campanha desenfreada da TV Globo por seus colunistas e economistas de plantão que vem defendendo o aumento da taxa de juros pelo Banco Central do Brasil para deleite das grandes corporações financeiras, sob o argumento de que a inflação estaria à beira do descontrole.

 Leio no Correio do Brasil que na última sexta-feira, 12.04, Ana Maria Braga em seu programa matinal na “Venus Platinada”, exibiu um colar de tomate a fortalecer a campanha dos juros altos, pela alta de preço do tomate que pressiona a inflação. Ana Maria Braga é aquela mesma que participou da incipiente campanha Cansei, em 1977, a pressionar o Governo Lula. Aos participantes daquele movimento eu afirmei que “Cansei dos Imbecis”. Pois bem, no mesmo dia da aparição da apresentadora com o colar de tomates, na CEAGESP (mercado distribuidor da cidade de São Paulo) o produto sofreu uma queda de 43% no preço e a economista Mirian Leitão, ferrenha inimiga do Governo Dilma, admitia que o aumento da inflação seria resultado de efeito sazonal. 

Enquanto a TV que empurrar goela abaixo que virá uma inflação, pretende ela nos convencer que nas eleições Venezuelanas a disputa entre Maduro e Capriles vem pau a pau como a se armar uma virada eleitoral a eleger Capriles. Foi hilariante uma repórter da TV Globo se dizendo da Argentina, dizer que estava a cobrir as eleições da Venezuela. Chaves foi para a Venezuela o que Lula foi para o Brasil ao introduzir políticas sociais e modificar a distribuição da riqueza nacional, a proporcional poder aquisitivo a quem vivia na miséria. Cá e lá a elite é a mesma e a mídia é manipulada.

Não sei sobre as apurações na Venezuela e segundo três institutos de pesquisa a diferença pro Maduro será substancial.

QUEM AVISA AMIGO É. A Constituição do Brasil acolheu o princípio da separação dos Poderes ao dizer no seu art. 2º que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. O que vale dizer, Prefeito Administra, Juiz julga e Vereador legisla. Tenho dito.

FRASE DA SEMANA. Com a fábrica de cimento Paripiranga gerará 

2000 empregos, em   compensação, com a Portaria N. 001/2013, 

Jeremoabo gerará 2000 desempregos” (Dedé Montalvão

 em comentário a remoção das barracas, trailers e armações

 metálicas dos mototáxi pela Prefeita de

 Jeremoabo Anabel de carvalho). 

Paulo Afonso, 14 de abril de 2013.

Fernando Montalvão. montalvao@montalvao.adv.br

Escrit. Montalvão Advogados Associados.





.O Padre Ramos que queriam banir de Jeremoabo,  benzeu ou exorcizou?










Esperamos que apurações semelhantes as abaixo relacionadas também


 aconteçam em Jeremoabo, pois a ONG já entrou com


 REPRESENTAÇÃO contra a prefeita por contratação  ilícita:


MP denuncia a contratação de advogados por prefeituras sem licitação

Do Portal AZ em Brasília




Conjur - Prefeito responde por contratar advogado sem licitação






Maluf, o invencível, continua lavando dinheiro na Suíça...

Jamil Chade (Estadão)




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Felipe Rosa/ Gazeta do Povo / Neste ano o PR recebeu 900 mil doses a mais que em 2012

Começou a campanha contra gripe

No Paraná, 2,8 milhões de doses, que protegem contra três tipos de vírus, estão disponíveis na rede pública de saúde


Presidente da Petrobrás descarta novo reajuste de combustível em 2013



Saiba garantir os atrasados acima de R$ 37.320

 em 2014

Quem tiver o pedido de pagamento da ação liberado pelo juiz

 até 1º de julho receberá no ano que vem

 

 

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Procurador-geral do MP de Sergipe é acusado de prevaricação

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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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