terça-feira, abril 12, 2011

Jornal do Brasil - País - Roseana Sarney está entre os que tiveram suas eleições questionadas no TSE

Jornal do Brasil - País - Roseana Sarney está entre os que tiveram suas eleições questionadas no TSE

Nos jornais: Congresso vai discutir novo referendo sobre armas

O Estado de S. Paulo

Congresso vai discutir novo referendo sobre armas

Como reação ao massacre de crianças numa escola em Realengo (Rio), o Senado vai discutir agora a possibilidade de se fazer um novo referendo sobre a venda de armas no País. A proposta será levada pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), aos líderes partidários em reunião hoje. Em 2005, a consulta popular levou à derrubada de um artigo do Estatuto do Desarmamento que proibia o comércio de armas no País. Para Sarney, o resultado contrário ao desarmamento não é um impeditivo para que se realize uma nova consulta popular. Câmara e Senado teriam de votar nova legislação proibindo a venda de armas, antes de levar o tema a consulta popular. Ontem, o governo anunciou que vai adiantar o início da Campanha de Desarmamento para 6 de maio. Uma das ideias é pagar também pelas munições que forem entregues.

Na elite da burocracia, 6,7 mil não têm concurso

O retrato da máquina pública no início do governo Dilma Rousseff revela a existência de 6.689 funcionários não concursados nos cargos de confiança da Presidência e dos ministérios - o equivalente a quase um terço do total de postos preenchidos por nomeações. Destes, quase 500 estão nas duas faixas salariais mais altas do funcionalismo. Dilma herdou da gestão Luiz Inácio Lula da Silva uma estrutura burocrática que permite a nomeação de cerca de 21,7 mil pessoas para cargos de confiança - os chamados DAS, exercidos por quem tem função de chefia ou direção e pela elite dos assessores da presidente, de ministros e de secretários. Em fevereiro deste ano, 31% desses cargos eram ocupados por não concursados, e 64% por servidores de carreira, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. Há ainda uma pequena parcela de servidores cedidos por órgãos de outras esferas - do Legislativo, de governos estaduais e de prefeituras municipais, por exemplo.

''Nunca um partido teve tanto poder''

Autora do livro A Elite Dirigente do Governo Lula, a pesquisadora Maria Celina D"Araujo, da PUC do Rio de Janeiro, mapeou o perfil dos detentores de cargos de confiança no governo Lula e, entre outros pontos, detectou alto grau de filiação ao PT. Dos detentores de cargos de natureza especial (os secretários executivos dos ministérios, por exemplo), além de DAS 5 e 6, cerca de um quarto era filiado a algum partido - e, destes, 80% eram petistas. Segundo a pesquisadora, é inédito o alto grau de poder exercido pelo PT na máquina federal.

Gestão Lula extrapolou meta que ela mesma criou

O governo Luiz Inácio Lula da Silva estourou os limites que ele próprio estabeleceu para o ingresso de servidores não concursados nos cargos de confiança com remuneração mais baixa. Dados do Ministério do Planejamento indicam que, em dezembro de 2010, último mês da gestão Lula, 26,2% e 28,2% dos cargos DAS 1 e DAS 3, respectivamente, eram ocupados por não concursados. Segundo decreto editado por Lula em 2005, essa parcela não poderia ultrapassar 25%. Por outro lado, o governo encerrado em 2010 poderia ter preenchido com até 50% de não concursados os cargos DAS 4, mas manteve esse grau de ocupação em apenas 31,6%.

Em crise com PV, Marina prega candidatura avulsa

Em meio à crise que enfrenta em seu partido, o PV, a ex-senadora Marina Silva (AC) decidiu retomar a bandeira das candidaturas avulsas, em todas as instâncias do poder, da vereança à Presidência da República. Nos encontros com militantes do PV descontentes com a atual direção partidária, que adiou para 2012 as eleições internas previstas para este ano, ela tem mencionado que a reforma política deveria acabar com a exclusividade de candidaturas pelos partidos. Foi o que ocorreu no sábado em São Paulo, durante um discurso sobre os problemas que enfrenta com a direção do PV, no poder há 12 anos. Disse que está cada vez mais difícil atrair bons quadros para os partidos que existem hoje, uma vez que seus dirigentes se preocupam apenas em ganhar eleições, em vez de discutir propostas políticas para o País.

Governo de SP articula para evitar racha tucano

Na tentativa de buscar acordo interno após o racha na eleição para a Executiva Municipal tucana, a cúpula do PSDB paulista sinalizou a favor de uma composição e resolveu aumentar o espaço de participação dos vereadores nos cargos de direção partidária. Diante do impasse do último domingo, quando vereadores paulistanos se retiraram do processo de formação da nova Executiva Municipal, os articuladores do Palácio dos Bandeirantes acataram algumas demandas colocadas pelos parlamentares a fim de costurar um acordo.

A ideia agora é abrir espaço para os vereadores em cargos com maior poder de fogo. Além da secretaria-geral, que era uma demanda dos parlamentares e que os aliados de Alckmin resistiam em entregar, estão ainda em discussão a segunda-vice-presidência e outro cargo na direção.

Justiça barra pagamentos a amigo de Hélio Costa

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 158,4 milhões que seriam pagos à empresa VT UM Produções, do Rio de Janeiro, em decorrência de acordo extrajudicial supostamente irregular lesivo a0 patrimônio da Telebrás. Em decisão liminar, à qual o Estado teve acesso, o juiz Antônio Corrêa, titular da 9.ª Vara Federal de Brasília, mandou bloquear todos os créditos tributários devidos pela estatal como parte do pagamento, em um acerto feito em 2006. O acordo deu prejuízo estimado em pelo menos R$ 169 milhões aos cofres públicos. A VT UM pertence ao empresário Uajdi Menezes Moreira, amigo de mais de 30 anos do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, a quem a Telebrás era subordinada na época em que foi firmado o acerto. Costa abriu mão de recorrer à Advocacia-Geral da União (AGU) e de acionar os meios possíveis para abortar o negócio, como era seu dever de ofício.

Procurador pede ao STF para arquivar inquérito contra Temer

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requereu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive inquérito aberto para investigar suposta participação do vice-presidente, Michel Temer, num esquema de corrupção no Porto de Santos. Com a viagem de Dilma Rousseff à China, Temer assumiu interinamente a Presidência. Para Gurgel, os fatos noticiados no inquérito já foram apurados e, por decisão do então procurador-geral, Geraldo Brindeiro, a investigação foi arquivada. Brindeiro concluiu que não havia indício de participação de Temer em crimes. Segundo Gurgel, a apuração somente poderia ser reaberta se existissem fatos novos. "As provas colhidas não trouxeram elementos novos que autorizem a reabertura da investigação, já arquivada, contra Michel Temer", anotou, em parecer ao STF.

Dilma nomeia outro do PMDB, mas não chama ex-ministro

Enquanto a nomeação do ex-ministro Hélio Costa para um cargo em alguma estatal continua emperrada, outras indicações do PMDB mineiro começam a deslanchar. O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) nomeou ontem Sérgio Dâmaso para a diretoria-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Assim como o nome de Costa, o de Dâmaso havia sido entregue a Palocci em fevereiro. Dâmaso era superintendente do DNPM em Minas. Quando o PMDB deu 100% dos votos a favor do salário mínimo de R$ 545, em fevereiro, e ajudou o governo a conquistar fácil vitória na Câmara, o partido tornou a lembrar a Palocci que aguardava as nomeações de apadrinhados. Os mineiros reforçaram a indicação de três nomes: além de Dâmaso, o de Hélio Costa, que fora derrotado na eleição para governador, e o do ex-deputado Marcos Lima. Até agora, só o primeiro foi contemplado.

Cartunista recua e diz que charge de Lula é dele

O cartunista Jean Galvão, autor de uma charge em que o presidente Lula aparece distribuindo dinheiro e que foi utilizada numa pergunta sobre mensalão em uma prova escolar em Minas Gerais, recuou da afirmação de que seu trabalho havia sido falsificado, como ele dissera à Folha de S. Paulo, informação também divulgada pelo Estado no sábado. A charge, segundo ele, é um desenho inacabado e abandonado em 2005, e que foi indevidamente capturado de um blog pelos autores da prova. A Secretaria da Educação de Minas negou responsabilidade no episódio, afirmando que a prova foi preparada por uma empresa terceirizada.

O Globo

Referendo para proibir venda de armas já divide Congresso

A proposta de revisão do Estatuto do Desarmamento a partir de um novo referendo popular, que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pretende apresentar, já encontra resistências no Congresso. Senadores, como o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), defendem um amplo debate antes da consulta. Outros, como Paulo Paim (PT-RS), acham que um acordo entre governo e fabricantes de armas seria mais eficaz. Embora mais de 60% da população brasileira tenham votado contra a proibição da venda de armas e munição no Brasil no referendo de 2005, Sarney acredita que a comoção provocada pelo massacre na escola de Realengo possa mudar o sentimento em relação ao assunto. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou para 6 de maio o início de uma nova campanha nacional pelo desarmamento, que deve durar até o fim do ano.

Irresponsabilidade educacional

Mecanismo que poderia ajudar a punir fraudes nos gastos dos governos com educação, a chamada Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) foi retirada do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai definir justamente as prioridades para o setor nos próximos dez anos. A LRE, que cria uma "ação civil pública de responsabilidade educacional" e fazia parte das discussões do plano, foi retirada para não atrapalhar o andamento do projeto de lei do PNE. Passou a integrar outro PL, de número 8.039/2010. Com tramitação separada, o texto já começa a enfrentar obstáculos no Congresso, como o pedido, na última semana, de apensamento de pelo menos outros sete projetos.

Haddad: TCEs devem fiscalizar verbas

Se depender do Ministério da Educação, a fiscalização do uso de verbas do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) vai continuar precária. O ministro Fernando Haddad afirmou ontem que essa atribuição é dos tribunais de contas dos estados e admitiu que, se eles não agirem, os abusos vão ocorrer.

- O Tribunal de Contas da União afirma que não é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação que fiscaliza o Fundeb. O Fundeb é 15% do Ministério da Educação. Os outros 85%, o TCU sabe que nós fiscalizamos. Os tribunais de contas dos estados têm que atuar, porque o dinheiro do governo federal se mistura com o dinheiro local no financiamento da educação - disse ele ao responder apressadamente a perguntas de jornalistas durante sua visita a Recife.

Ampliar ensino médio e superior está entre as metas mais difíceis do novo plano

Um dos principais obstáculos para a expansão do ensino superior no país, o aumento da cobertura do ensino médio - hoje, metade dos jovens entre 15 e 17 anos não se encontra nesse nível de ensino - está entre as metas mais difíceis do novo Plano Nacional de Educação (PNE), hoje na Câmara. O plano traz como duas das suas 20 metas duplicar as matrículas do ensino médio técnico e aumentar a taxa de matrículas no ensino médio para 85% dos jovens entre 15 e 17 anos. Outra das metas mais problemáticas do novo PNE é a ampliação da própria taxa de matrículas no ensino superior. A meta para esse ponto determina o aumento das matrículas no ensino superior para uma cobertura de 33% entre aqueles com 18 a 24 anos. Hoje, esse percentual é, segundo o MEC, de 17% - enquanto a Turquia tem 21,1%; o Chile, 28,3%; e a Hungria, 29%. A Coreia, referência de desenvolvimento tecnológico, tem 56,5%.

Assentamentos ameaçam plano para barrar desmatamento da Amazônia

Mais uma vez, os assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) surgem como inimigos da conservação da Floresta Amazônica. Relatório preliminar do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) sobre o plano de combate ao desmatamento da Amazônia põe esses assentamentos como um dos principais problemas da estratégia do governo para barrar a destruição da floresta. Segundo o levantamento, essas áreas sofrem "ameaças concretas de desmatamento e devem ser tema de ações mais específicas em diferentes níveis". Isso porque, em muitos casos, os locais destinados à reforma agrária não têm regularização fundiária nem ambiental. O documento diz que o próprio Incra dificulta a legalização dos assentados.

Invasores e invadidos em comunhão

Cerca de três mil integrantes do MST ocuparam ontem as dependências externas da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia, como parte dos protestos do "Abril Vermelho". Como o MST tem bom diálogo com o governo baiano, a Secretaria estadual de Agricultura atendeu a um pedido do movimento e dará carne para alimentar os acampados durante a ocupação. A Seagri instalou ainda 32 banheiros químicos no lado de fora do prédio.

- Não achamos nada demais, é até uma obrigação do Estado fornecer carne para alimentar os trabalhadores - disse o coordenador estadual do MST, Márcio Matos.

Caso Temer: procurador pede arquivamento

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pedindo o arquivamento do inquérito que apura a participação do vice-presidente da República, Michel Temer, no suposto esquema de cobrança de propina de empresas detentoras de contratos no porto de Santos, em São Paulo. O caso veio à tona na semana passada, quando o relator, ministro Marco Aurélio Mello, derrubou o sigilo das investigações. Para Gurgel, não há indícios de que Temer tenha recebido dinheiro de forma ilegal. Em 2000, o inquérito tinha sido enviado ao antecessor de Gurgel no cargo, Geraldo Brindeiro, mas houve arquivamento pelo mesmo motivo. "As provas colhidas no curso das investigações não trouxeram elementos novos que autorizem a reabertura da investigação, já arquivada, contra Michel Temer", escreveu Gurgel. Agora, Marco Aurélio deverá devolver o inquérito à Justiça Federal de São Paulo, para a apuração de fraudes supostamente cometidas por pessoas sem direito a foro especial.

Jaqueline Roriz se cala sobre denúncias

Depois de um mês de ausências não justificadas e uma internação por problemas renais no fim de semana, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) voltou rapidamente no fim da manhã de ontem a seu gabinete, na Câmara. Segundo assessores, ela despachou com a equipe e foi almoçar. Na saída, Jaqueline voltou a dizer que não poderia falar, por orientação de seus advogados, sobre o vídeo em que aparece recebendo R$50 mil de Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Limitou-se a falar sobre seu estado de saúde. Na última quinta-feira, Jaqueline sentiu-se mal, foi ao serviço médico da Câmara, que recomendou que ela procurasse uma clínica médica. A deputada foi internada com quadro de infecção urinária e teve alta no último sábado. Ontem, ela disse estar se sentindo melhor.

OAB cobra no Supremo decisão sobre Ficha Limpa

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte defina se a Lei da Ficha Limpa terá validade para as eleições municipais de 2012. No último dia 23, o tribunal decidiu, em julgamento, que a lei não teve validade para as últimas eleições, em outubro de 2010. No entanto, os ministros não se pronunciaram sobre a validade futura da regra. A lei impede a candidatura de pessoas condenadas por um colegiado, ou que tenham renunciado ao mandato para escapar de punição.

No Senado, ponto controla cada vez menos

A lista de funcionários do Senado dispensados do ponto eletrônico não para de crescer. E o mau exemplo vem dos próprios membros da Mesa Diretora, que aprovaram a regra para disciplinar a gazeta em toda a Casa. Além dos 1.060 servidores que já haviam ficado fora desse controle - como diretores, servidores lotados nos estados e chefes de gabinete - ontem mais 162 ganharam o privilégio. Nem os integrantes da Mesa Diretora, que referendaram a proposta de controle de presença dos servidores da Casa adotada pela 1ª Secretaria, estão dispostos a cumprir a medida moralizadora adotada pela instituição no início do mês. A começar pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que dispensou do ponto oito dos 26 funcionários lotados em seu gabinete.

PPS tenta barrar fuga de deputados para PSD

O PPS decidiu recorrer novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a saída de deputados para o novo partido que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O PPS entra hoje com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), editada em 2007, que disciplinou a decisão sobre a fidelidade partidária. O argumento é que ela dá margem à prática do troca-troca partidário. Amanhã, o PSD fará em Brasília ato político de abertura da ata de fundação da legenda. Segundo a senadora Kátia Abreu (TO), que deixou o DEM para fundar o PSD, a sigla já tem o apoio de 30 deputados e dois senadores.

Folha de S. Paulo

Oposição deve desistir de buscar o 'povão', diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende em artigo que será publicado nesta semana uma revisão profunda da estratégia adotada pelo PSDB e pelos demais partidos de oposição para voltar ao poder.
Numa espécie de manifesto, ele afirma que a oposição deveria desistir de conquistar as camadas mais pobres do eleitorado e se conectar com a nova classe média produzida pelo crescimento econômico dos últimos anos. "Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", falarão sozinhos", diz o ex-presidente. Ele observa que a classe média não participa da vida política do país como no passado, mas está presente em lugares onde os partidos praticamente não existem, como as redes sociais da internet.
"Se houver ousadia, as oposições podem organizar-se, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates sobre temas de interesses dessas camadas", diz. O artigo aparecerá no novo número da revista "Interesse Nacional", que será publicado na quinta. E no site interessenacional.uol.com.br.

Serra agora quer prévia para comando da sigla

O ex-governador de São Paulo José Serra e o senador Aécio Neves (MG) estão prestes a reeditar queda de braço protagonizada em 2009. Só que com papéis invertidos. Em mais um lance de sua disputa com Aécio, Serra articula a realização de consultas populares para a escolha dos candidatos do PSDB. Em 2009, Aécio quis prévias para a definição do candidato à Presidência. Favorito para a disputa, Serra resistiu à proposta e foi escolhido. Hoje, porém, Serra defende a adoção de primárias já no ano que vem para a definição do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo.

TCU vê superfaturamento em cartilhas da gestão Lula

O Tribunal de Contas da União confirmou superfaturamento e pagamento por serviços fantasmas em contratos firmados pela Presidência para a impressão de 5 milhões de cartilhas de propaganda do governo Lula, entre 2003 e 2005. O montante desviado, entre itens superfaturados e não entregues ao governo, segundo o TCU, é de cerca de R$ 10 milhões.
Foram aplicadas multas de R$ 2,6 milhões a gráficas, agências de publicidade e a parte do núcleo que comandava a área de comunicação do governo, então dirigida por Luiz Gushiken.

Corte não levou em conta provas, dizem investigados

O advogado Henrique Costa Araújo, que defende Duda Mendonça, diz que vai recorrer do acórdão e que as provas encaminhadas ao TCU comprovam que todo material contratado foi entregue. "Pelo que li do acórdão, todos [os condenados] devem recorrer. Fizemos e entregamos tudo e não houve sobrepreço", afirma. Costa argumenta que não conseguiu acesso aos orçamentos cujos resultados o TCU incluiu no processo. "Apresentamos um estudo econométrico que demonstra a regularidade dos preços. Há diversas variáveis, como prazo de entrega, preço da tinta, valor do dólar", diz.

Paraná demite servidor por participação em filme erótico

O governo do Paraná demitiu ex-ator de filme erótico que havia sido nomeado chefe regional do IAP (Instituto Ambiental do Paraná).
O caso veio à tona ontem, quando o senador Roberto Requião (PMDB), desafeto do governador Beto Richa (PSDB), criticou a indicação para o cargo de Valter Pagliosa, 27, a quem se referiu como "ator pornô". "O que [ele] fez no filme vai fazer no IAP?", disse Requião, que afirmou ainda, por meio do microblog Twitter, possuir uma cópia do filme em que Pagliosa atuou, chamado "A Outra Metade". O filme foi rodado em 2006 e contou com elenco de atores amadores de Cascavel. Pagliosa, nomeado para o cargo em fevereiro, interpreta na produção um médico que se envolve com uma mulher transtornada com aventuras sexuais do marido.
"Não é um filme pornográfico. É romântico-erótico", afirma Pagliosa.
O governo estadual disse que a nomeação gerou "situação de desconforto" e argumentou que Pagliosa omitiu o fato do currículo.

Sarney enfraquece controle de frequência no Senado

Dez dias depois de implementar o controle de frequência por impressão digital dos servidores do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), dispensou um terço dos servidores do seu gabinete de registrarem o ponto. Outros nove senadores também liberaram servidores ontem. A Casa gastou R$ 1,154 milhão para coletar as informações digitais dos servidores e armazená-las em cartões personalizados na implantação do ponto biométrico -em um "pacote moralizador" do Senado anunciado após a crise que atingiu a instituição em 2009. Os funcionários ficam agora liberados de registrar o ponto no início e no fim da jornada de trabalho.

Presidente de estatal é denunciado por supostos desvios

A Procuradoria da República em Goiás ajuizou ação de improbidade administrativa contra funcionários da estatal Valec, vinculada ao Ministério dos Transportes, devido a supostas irregularidades na ferrovia Norte-Sul. A investigação apontou licitações viciadas e superfaturamento em trecho da obra e diz que podem ter sido desviados até R$ 92 milhões em valores atuais. O presidente da Valec José Francisco das Neves, o ex-diretor de engenharia da estatal Ulisses Assad e o superintendente de projetos Jorge Antônio Almeida são acusados pelos procuradores de improbidade.

Dilma se irrita com crítica de presidente do BNDES ao câmbio

A presidente Dilma Rousseff ficou irritada ao ver um embate interno do governo em torno do câmbio se tornar público pela boca do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, como a Folha revelou no último sábado.
Coutinho criticou a equipe econômica comandada por Guido Mantega em um evento com mais de 200 empresários.
Ele condenou o fato de o governo priorizar o controle da inflação, abandonando o "compromisso" de segurar o câmbio a R$ 1,65.
Além da crítica explícita, Coutinho instou a plateia a pressionar o governo a agir contra a apreciação do real.

Correio Braziliense

Em busca do acordo

A falta de consenso sobre a ampliação do Conselho de Segurança das Organização Nações Unidas (ONU) impediu que diplomatas dos cinco países integrantes do Brics fechassem ontem o comunicado conjunto que os chefes de estados devem assinar na próxima quinta-feira, em Sanya, na reunião de cúpula do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, agora, a África do Sul. As dificuldades surgiram por conta da indefinição do novo integrante. Os sul-africanos não querem avançar o sinal sobre o tema, sem antes obter uma posição mais firme dos países do continente africano em relação ao assunto. A África do Sul tem manifestado nas reuniões internas que gostaria de apresentar uma candidatura de membro permanente do Conselho de Segurança, mas, como a Tunísia e o Egito fizeram movimentos nesse sentido, ela prefere não avançar. Alem disso, os africanos cobram o ingresso com poder imediato de veto, situação em que o Brasil não tem a mesma visão.

Cinco membros permanentes

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fiscaliza e tenta manter a paz mundial. Composto por 15 países após a Segunda Guerra Mundial, o órgão pode adotar medidas drásticas, que vão desde os embargos econômicos até o uso da força com uma coalizão militar, para fazer valer suas decisões, conforme estabelecido pela Carta das Nações Unidas — documento que firma os objetivos e deveres do conselho.

Venda de aviões é liberada

A presidente Dilma Rousseff começou o seu périplo pela China “com o pé direito”, conforme definiu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. A presidente recebeu a informação do embaixador brasileiro em Pequim, Clodoaldo Hugueney, que a Embraer vai obter a licença para vender 35 aviões modelo EMB 190 para as companhias chinesas — 10 já acertados em janeiro e mais 25 a serem negociados. Além disso, a empresa fechará um acordo para a fabricação do jato Legacy no país. “A China, que antes, não permitia a compra de jatos executivos para suas empresas, agora virou um mercado promissor na área e todas as empresas do setor estão se voltando para cá”, afirmou o embaixador.

Reciprocidade em pauta

Paralelamente aos investimentos em equipamentos de computação e telecomunicações e dos acordos da Embraer, a grande aposta do Brasil no que se refere às exportações para a China é o setor de alimentos. A Marfrig Alimentos S.A. aproveitou a visita da presidente Dilma Rousseff ao gigante asiático para anunciar que irá construir duas joint ventures no país. Serão seis centros de distribuição nas principais cidades chinesas, incluindo a capital, Pequim. O projeto engloba investimentos de US$ 252 milhões em 10 anos e, a partir de 2012,quando começar a funcionar, as associações de empresas terão capacidade de processamento de 200 mil aves por dia.

Gabinete de peixes e sereias

O deputado Romário (PSB-RJ) nomeou para seu gabinete, na última sexta-feira, a modelo e atriz Bella Rodrigues e o ex-goleiro amador Luiz Cláudio Henriques. Bella participou de novelas e seriados de três emissoras de televisão. Ao Correio, ela admitiu que “ainda não começou a trabalhar” como secretária parlamentar, apesar de a nomeação já ter ocorrido. Já Luiz Cláudio é amigo de infância de Romário e jogou com o ex-atleta no time Estrelinha, criado pelo pai do deputado fluminense, Edevair de Souza Farias. É atribuído a Luiz Cláudio o apelido de “Peixe” que o ex-jogador carrega. Na lista de funcionários do escritório parlamentar do Rio de Janeiro também está a dentista Edianne de Abreu. A odontóloga hospeda nas redes sociais da internet fotos em que demonstra proximidade com Romário. Os registros foram feitos em festas, boates e na praia. A nomeação de Edianne é de 15 de fevereiro e ela mantém registro ativo no Conselho de Odontologia. Romário contratou 16 pessoas, até agora, com a verba de R$ 60 mil que a Câmara concede para os deputados usarem na montagem do gabinete em Brasília e nos escritórios de apoio. Onze dos 16 funcionários do mandato do deputado do PSB dão expediente no Rio de Janeiro, de acordo com o chefe de gabinete de Romário, Marco San.

Presente no plenário e no futevôlei

Logo após a posse na Câmara, o deputado Romário (PSB-RJ) teve o nome envolvido em polêmica. Dois dias depois de assumir o mandato, ele foi flagrado jogando futevôlei na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com amigos, enquanto seus colegas discutiam temas de interesse nacional no plenário. O deputado foi fotografado às 17h, horário em que ocorria a sessão legislativa. Apesar de ter viajado antes do início da sessão, Romário passou pela Casa e registrou presença. O parlamentar ficou indignado com o flagrante e usou o Twitter para criticar os fotógrafos que ficam de plantão na Barra da Tijuca para fazer registros de celebridades.

Prevenção a passos lentos

A tragédia que resultou em mais de 900 mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro, ocorrida há três meses, serviu para que o governo federal acelerasse o ritmo de repasses para ações emergenciais, mas praticamente congelou os recursos previstos em prevenção a novos episódios, como a construção de barragens, reservatórios e a canalização de rios. Só 1,5% dos R$ 237 milhões previstos para 2011 foi aplicado (veja quadro). O projeto de implementação do sistema nacional de alerta e prevenção de desastres naturais, prometido pelo governo em janeiro, caminha a passos lentos. O Ministério da Ciência e Tecnologia deve apresentar nas próximas semanas o projeto executivo do sistema à Casa Civil. Só depois o dinheiro começa a pingar. A expectativa da pasta e do Palácio do Planalto é que no próximo verão o sistema esteja funcionando em parte.

Fonte: Congressoemfoco

Fórum das Águas de Manaus

“Num mundo ambientalmente correto, a questão da água no Amazonas merece a atenção internacional. É um estado-armazém de parte expressiva do manancial de água doce da terra”


Chegamos ao 3º Fórum das Águas de Manaus. Em 2009, quando aconteceu a primeira edição, era difícil prever que iríamos tão longe. Avançamos em 2010 e, este ano, obtivemos palestras marcantes e participações ainda mais expressivas. Um dado avulta do evento: para cada real gasto em saneamento, são economizados quatro reais em saúde.

Manaus é a capital do Amazonas e da Amazônia, banhada pelos rios Negro e Solimões que, ao desaguar, no porto da cidade, formam o Encontro das Águas e recebem o nome conjunto de rio Amazonas.

As previsões científicas são de que, em 15 anos, 1,8 bilhão de pessoas terão problema de abastecimento d’água no planeta. Em Manaus, com toda essa profusão de água, temos mais de 100 mil pessoas, hoje, sem água na torneira ou com intermitência no serviço.

Com a água cada vez mais cara que o petróleo – basta ver quantas garrafas de água mineral de 150ml são vendidas por R$ 1, quase sete para atingir o volume dos atuais R$ 3 do litro de gasolina –, a cidade continua registrando invasões das margens de igarapés, os berçários dos rios, por toda parte. Só na gestão do ex-governador e hoje senador Eduardo Braga (PMDB-AM), é que o problema começou a ser combatido, por intermédio do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), financiado pelo governo do estado e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), hoje tocado pelo governador Omar Aziz. Mais de 16 mil famílias já foram retiradas e outro tanto continua em áreas similares.

O ribeirinho do interior foge da enchente, da seca ou da falta de perspectiva econômica rumo ao Eldorado, representado pela capital e a Zona Franca. Ao chegar, quer morar perto da água, como sempre fez, empurrado pela cultura de tirar dali o peixe para o sustento básico. Só que, diante dos altos preços do mercado imobiliário, ele precisa invadir a terra para morar. Sem previsão orçamentária para oferecer infraestrutura a esses novos bairros, o poder público fica de braços amarrados e a promiscuidade se instala.

O dado sobre a influência do saneamento na saúde da população, levado ao debate pelo diretor executivo do Instituto Trata Brasil, Édson Carlos, é fundamentado em diversas pesquisas e encontra respaldo na experiência do Prosamim. Só 11% do esgoto manauara, informa ele, é coletado hoje, enquanto 60% da água tratada pela concessionária do serviço na capital, a Águas do Amazonas, é perdida.

O realismo fantástico desse ambiente mostra nos filmes atores e atrizes tomando água na torneira, enquanto o caboclo bebe direto do rio. Da mesma forma que é impensável para um europeu ou norte-americano beber diretamente em seus rios, para o caboclo a água da torneira é tabu, dado o histórico de problemas no tratamento.

Num mundo ambientalmente correto, a questão da água no Amazonas merece a atenção internacional. É um estado-armazém de parte expressiva do manancial de água doce da terra. O 3º Fórum das Águas de Manaus mostrou a seriedade da questão. Vamos continuando lutando para fortalecê-lo, a cada ano, no dia-a-dia, em cada pequena vitória obtida.

* Graduada em Economia na Universidade de Boston (EUA), é casada e mãe de dois filhos, Maria Eduarda e Pedro. Antes de entrar na vida política, trabalhou na corretora financeira Merrill Lynch (Boston), fez parte dos quadros do Banco Pactual (Rio de Janeiro) na área de contabilidade de fundos internacionais e private banking. Também atuou na área comunicacional e cinematográfica, dirigiu o jornal Estado do Amazonas e a programação da TV Rio Negro. Produziu o filme Woman on top (Fox). Em 2006, foi eleita deputada federal pela primeira vez. Em 2010, foi reeleita (pelo PP-AM) com mais de 140 mil votos. Seu mandato tem como foco principal a defesa da preservação do meio ambiente e dos direitos das mulheres.

Outros textos do colunista Rebecca Garcia*

Fonte: Congressoemfoco

Para analistas, oligarquias são sinal de atraso

Dados mostrados pelo Congresso em Foco, que mostram a concentração do poder político nas mãos de famílias, preocupam cientistas políticos, que consideram a constatação uma demonstração de que a democracia brasileira ainda precisa avançar

Claudio Versiani
Cerca de metade dos parlamentares do Congresso têm outros parentes políticos. Um sinal de atraso na democracia brasileira, segundo analistas

Edson Sardinha e Renata Camargo

O elevado número de parlamentares com parentes na política revela o quanto o poder se concentra, cada vez mais, nas mãos de poucas famílias e o quanto o país, apesar do crescimento econômico, ainda precisa avançar na consolidação da democracia. A avaliação é feita por dois cientistas políticos e um historiador ouvidos pelo Congresso em Foco. Os três professores afirmam ver com preocupação o fato de 328 dos 649 congressistas brasileiros combinarem laços políticos e familiares, como revelou levantamento exclusivo feito por este site. Segundo eles, esse controle pode ser mais visível no Legislativo, mas também se reproduz no Executivo, no Judiciário e até no Ministério Público.

Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o poderio das famílias políticas é crescente, impede a circulação de poder, favorece grupos que combinam poder político e econômico e está associado ao encarecimento das campanhas e ao controle dos partidos por núcleos familiares.

“Há uma oligarquização da política. A política cada vez mais passa a ser um negócio de família no Brasil. Passa, muitas vezes, de pai para filho. As eleições estão cada vez mais caras, você tem de ter como condições de elegibilidade estrutura de dinheiro e estrutura familiar política. Isso é um fenômeno também de reprodução do poder político”, considera.

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Redes de favores

O atual sistema eleitoral, o modelo de financiamento de campanha e a estrutura das legendas favorecem a perpetuação das famílias na política, de acordo com o professor. “A política é feita através de redes de favores, práticas como clientelismo e patronagem. É exatamente aí que as famílias têm muitas vantagens. Uma família com uma organização consegue ao mesmo tempo estar inserida no campo político, ter capital e contatos políticos. Por isso, cada vez é maior o número de jovens parlamentares filhos, netos e parentes de políticos. A cada legislatura vai aumentando a proporção de políticos que têm conexão de parentescos”, explica.

Na atual legislatura, apenas oito dos 40 deputados com menos de 35 anos não vêm de família com tradição política. “Só se elege quem é profissional, quem tem muito dinheiro, quem tem muita estrutura. Quem é amador, político novo, só com suas ideias, não consegue se eleger de primeira. Para se eleger, você tem de ter dinheiro e estrutura política, e quem tem mais dinheiro e estrutura política são famílias que já estão no poder político. Um jovem de 20, 30 anos, só se elege se for de uma família política, com raras exceções. Os próprios partidos passam a ser controlados por famílias”, afirma o professor da UFPR.

Democracia pela metade

O cientista político Moisés Augusto Gonçalves, da PUC-MG, diz que o controle político por famílias prejudica a ascensão de setores organizados da sociedade civil. “Sobretudo no interior, há uma dependência de boa parte da população em relação a essas famílias. O poder econômico nesses lugares passa como um trator. A situação é muito grave. Tem de distinguir o discurso de democracia e sua garantia efetiva. No plano legal, avançamos, mas na realidade efetiva e ocupação, estamos muito atrasados”, considera o professor.

Para o professor da PUC-MG, o poderio político familiar mostra o quanto ainda falta para a democracia brasileira se concretizar. Na avaliação dele, o atual modelo político-eleitoral é excludente e tende a conservar as elites no poder. Isso ocorre, em parte, porque as rupturas políticas no Brasil sempre foram resultado de acordos feitos por cima, deixando sempre a maior parte da sociedade fora das decisões, segundo Moisés.

“Nossa democracia é incipiente, embrionária, não consolidada e com verniz liberal. Há apenas um verniz liberal. Isso denota dificuldade de implantar uma democracia autêntica, onde haja alternância de poder no Legislativo”, diz. “É algo extremamente preocupante e revelador. Aquela ideia de democracia enquanto espaço aberto para a ocupação de poderes acaba sendo limitado à ocupação por uma pequena parcela da sociedade”, acrescenta.

“Neocoronel”

O historiador José Octávio de Arruda Mello, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), afirma que a concentração de poder nas mãos de poucas famílias revela que o país ainda não conseguiu se livrar dos resquícios do velho coronelismo. “Não tem mais o bico de pena, do voto de cabresto, mas tem o sistema de aliança, que é mais fluido. As alianças vão desde a base até em cima. É urbano. O coronel tradicional tinha cartucheira atravessada no peito. O neocoronel é um homem de cidade. São bacharéis, pessoas ilustradas, mas que sabem onde está o peso da máquina, onde está a força do poder. Eles costumam penetrar nas universidades. É um coronelismo ilustrado, mas é um coronelismo”, considera.

O “coronel ilustrado”, segundo o professor, exerce seu poder não mais pela terra, como seus ancestrais, mas por meio da burocracia. A dependência em relação a essas famílias é mais comum, na avaliação dele, em estados mais pobres. “As famílias rateiam o poder, colocando seus representantes nas posições decisórias. Elas estão também no Judiciário. É o estamento, a comunidade de poder que não se renova. No Legislativo, isso é mais visível”, diz o professor da UFPB.

Tudo dominado

O professor da Universidade Federal do Paraná Ricardo Costa de Oliveira também vê essa “contaminação” dos poderes pelas famílias. Mas ele ressalta, porém, que esse controle não é exclusividade das regiões mais pobres do país. "O Paraná, mesmo com a imagem de que é um estado moderno, de migração, tem famílias políticas e conexões de parentescos muito antigas. Então, o Paraná não é diferente do Maranhão, de Alagoas e outros estados", afirma.

Autor do livro a Teia do Nepotismo, que descreve e analisa a contratação de parentes nas instituições públicas por parte de políticos no Paraná, ele avalia que as estruturas públicas estão sendo, cada vez mais, ocupadas por famílias. “No Brasil, para entender o Tribunal da Contas, têm que entendê-lo pela dimensão do parentesco. Em qualquer estado do Brasil, tribunal de contas só é entendido pelas suas conexões de parentesco e poder político familiar”, diz. “A estrutura do Ministério Público é também ‘colonizada’ por famílias. Cartórios, a mesma coisa. A gente vê que é um fenômeno pelo qual a classe dominante se organiza no Brasil e empiricamente você realiza aquilo que chamo de cartografia do poder político pelas estruturas de parentesco”, observa.

Além de dificultar a renovação, a “familiarização” na política brasileira acarreta outros problemas, como a busca crescente de privilégios por parte dos detentores de mandato, segundo o professor da UFPR. “Há um controle arcaico do sistema político, com parlamentares querendo cada vez mais vantagens coorporativas, cada vez mais ampliar seu orçamento, vislumbrando o benefício da reeleição. Querem mais verbas indenizatórias, mais recursos para si, para assessores. Isso faz do poder Legislativo mais inchado, menos eficiente e mais propenso à corrupção”, analisa Ricardo.

Político profissional

Para Moisés Augusto, da PUC-MG, a política no Brasil tem sido abraçada cada vez mais como uma profissão, e não como uma atividade. “Há uma indistinção entre o público e o privado. A política se torna um meio de perpetuação do poder em que o bem público cede a interesses particulares. Não é apenas a esfera da representação da política que se torna meio de sobrevivência. Se torna um meio de defesa de interesses familiares e privados. As pessoas também são representantes de interesses familiares. Não há ruptura entre o imperialismo e o estado democrático de direito. É uma linha de continuidade”, afirma.

“A esfera política é uma extensão da usina, da fábrica, da fazenda, do banco. Morei muito tempo no Nordeste. Era muito comum ouvir discurso político em que o sujeito dizia: ‘Vou administrar a cidade como se fosse minha fazenda’. Ou algo do tipo: ‘Como sou uma boa dona-de-casa e sei gerir a economia doméstica, serei uma ótima prefeita’. Esse discurso também existe no Sudeste, mas ele fica no pano de fundo. Mas para quem tem um olhar mais reflexivo, ele está presente”, observa Moisés Augusto.

Para Ricardo Costa, da UFPR, é preciso institucionalizar a política e cortar vantagens e benefícios decorrentes do mandato usufruídos por parlamentares e outras autoridades. Só assim, avalia ele, seria possível inibir o interesse de famílias por tantos cargos públicos. "Precisamos ter um poder Legislativo sem vantagens e privilégios para o parlamentar. Na Suécia, por exemplo, o parlamentar não tem assessores, carro, verba indenizatória. Com isso, ele vale pelo que ele é, em termos de ideias e propostas. No Brasil, o parlamentar vale pelo dinheiro que ele consegue capturar e distribuir", diz.

Esta é a última reportagem de uma série iniciada no último dia 4 pelo Congresso em Foco que pretendeu mostrar como a política vem se tornando, cada vez mais, um “negócio de família” no Brasil, as razões e as implicações desse modelo. As matérias se basearam em levantamento exclusivo feito pelo site sobre os elos de parentesco entre os 649 congressistas que assumiram mandato este ano, entre titulares, licenciados e suplentes em exercício.

Leia aqui a série completa sobre a bancada dos parentes

Fonte: Congressoemfoco

OAB quer definição de Ficha Limpa


O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ajuizar uma ação declaratória de constitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Tribunal defina os termos da validade da lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012.

Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é essencial que o Supremo se manifeste sobre a constitucionalidade dessa lei para que não haja mais insegurança jurídica ou dúvidas futuras sobre quem poderá ou não ser candidato.

No dia 23 de março, o STF anulou a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. O Supremo entendeu que a lei não poderia ser aplicada na última eleição devido ao princípio da anualidade.

A lei provavelmente valerá a partir das eleições de 2012, mas os ministros ainda irão analisar recursos que questionam se a lei é constitucional. Os ministros precisam avaliar, por exemplo, se é legal a determinação que torna inelegível candidatos cassados pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Tribuna da Bahia

Exame médico em excesso faz mal?

Noemi Flores

Até que ponto a ida constante a médicos que termina com a solicitação de uma série de exames pode ser salutar? Quem responde a esta pergunta é o médico americano H. Gilbert Welch, especialista em clínica médica, autor de “Overdiagnosed”, recém-lançado nos Estados Unidos.

Neste livro, ele que também é pesquisador da Universidade Dartmouth alerta as pessoas para o excesso de diagnósticos e exames preventivos, concluindo que a epidemia destes exames, ou “screening”, como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salva vidas.

Welch esclareceu em uma entrevista à Folha de S.Paulo que a prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: “Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume”.

Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.

“Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.

Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte”, afirmou Welch.

Sobre esta concepção do pesquisador americano, médicos baianos como o otorrinolaringologista, Otávio Marambaia, conselheiro do Conselho Regional de Medicina (Cremeb), e os cardiologistas Joel Pinho, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), e Júlio Braga, da Coordenação de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde do Município (SMS), também concordam e falaram que este assunto já é discutido no país durante reuniões e encontros da categoria.

“A tese é razoável, infelizmente isto é muito estimulado pela imprensa toda vez que aparece uma técnica nova a pessoa quer fazer. Mas a medicina é a conversa com o médico, exames são complemento. Quando o médico não examina, pede exame é porque ele não fez o que deveria”, adverte Marambaia. O médico destaca que “a clínica é soberana, a maioria do atendimento deve ser feita por exame clínico, saber o histórico do paciente, análise da conversa.

Após isto, o médico vai investigar realizando o exame físico, de toque e depois elabora o diagnóstico. Se tiver algum exame a ser feito, é para dirimir uma dúvida, quando a doença tem características muito próximas de outras”, sinalizou.

Um fator importante apontado por Marambaia é de que as pessoas estão acreditando mais nos exames, preferem confiar na tomografia e paralelo a isto existe o médico desconfiado que pede exame demais para se proteger de eventual processo caso aconteça algo com o paciente e tenha que ser julgado e o juiz perguntar por que não solicitou determinado exame. “ É a medicina defensiva “, argumenta.

Outro aspecto também levantado pelo conselheiro do Cremeb é de que o paciente não tem fidelidade com o médico, “a medicina não é ciência exata, mas não se inventa doença. Por exemplo, uma pessoa que sofre enfarte, ela possui um histórico de vida sedentária, má alimentação, rica em gorduras, tudo isto é o histórico do indivíduo se acompanhado por um médico e seguir as prescrições a doença não será fatal. A medicina não pode ser praticada sem o histórico do paciente e sem o exame físico”, assegurou.

Exposição a radiações

O cardiologista Joel Pinho concorda com os colegas e afirma que o principal da avaliação é o exame clínico com o método de abordagem do paciente e o histórico.

E todo o exame por mais sofisticado que seja pode trazer malefício, principalmente os invasivos e que expõem as pessoas a radiações, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, cateterismo “podem provocar lesão e radiação excessiva quando faz assiduamente, por exemplo de quatro em quatro meses, isto já foi constatado”.

O cardiologista Júlio Braga vai mais longe ainda em relação a exames com frequência desnecessária “ todo exame tem falha, acusa que o indivíduo tem uma doença e ele não tem”, lamentou. Ele cita outros que são feitos que podem causar danos irreversíveis na saúde do indivíduo.

A exemplo do teste PSA (antígeno prostático específico), que é o exame de próstata, também citado pelo médico americano Gilbert Welch . “O PSA alterado muitas vezes não quer dizer que é câncer, aí o indivíduo se submete a uma biópsia sem necessidade o que pode levá-lo a problemas mais sérios”, disse Braga.

Viciados em médicos -Dentre as pessoas que não saem de consultórios médicos está o bancário aposentado Leandro Gomes Fernandes, 62 anos, se considera uma pessoa vaidosa, não dispensa a academia e realiza exames periódicos duas vezes ao ano e quando indagado se não era em excesso a quantidade, já que os médicos aconselham uma vez por ano, ele disse que vai continuar fazendo pois está na “idade de risco”.

“Eu tenho pressão alta e procuro sempre fazer eletrocardiograma e o de colesterol e diabetes porque a gente nunca sabe, ainda mais que frequento a academia, tem o baba de final de semana com amigos. Aí a gente tem que estar perfeito, sem nada errado. Uso uma alimentação saudável, os remédios todos os dias, mas mesmo assim sempre quero saber como estou”, revelou.

Já a gerente de marketing Rosana Gonçalves Miranda, 54 anos, já fez todo o tipo de exame que se possa imaginar. “Tenho muito medo de doença, confesso que sou hipocondríaca mesmo, fale quem quiser.

Mas só posso dizer que minha saúde vai de vento em popa, graças aos exames que me dão esta segurança: meu coração vai bem, meu colesterol idem, sem diabetes, minha tireóide perfeita e também os exames femininos tudo em ordem, Graças a Deus!”, exclamou.

Fonte: Tribuna da Bahia

A História não tem pressa

Carlos Chagas

Vivemos de modismos. De idéias pré-concebidas. Por que, por exemplo, determinar 100 dias como primeiro prazo para o julgamento de um governo ou de uma governante? Por que não 102 ou 110, ou 200, 500 ou 800? Dirão muitos que a vida é assim. Os casamentos são contados por bodas de prata, de ouro e até de diamante. As guerras, por décadas ou séculos. As religiões, por milênios.

Se não insurgir-se, Dilma Rousseff deveria dar de ombros para a cascata de análises, interpretações e diagnósticos apresentados pela mídia no fim de semana, a respeito de seu desempenho na presidência da República. Afinal, a data que interessa mesmo é a de cada dia, com ênfase para o último de seu mandato.

Para Getúlio Vargas, foi 24 de agosto de 1954, mesmo tendo ele permanecido por quinze anos variadíssimos, numa primeira etapa, e três anos e meio de incompreensões, no segundo.

Juscelino Kubitschek preferiu ressaltar os 50 anos em 5, no começo, para no final fixar-se na data futura que não chegou, de 3 de outubro de 1965, quando voltaria ao poder. Jânio Quadros jamais imaginou que 25 de agosto de 1961 seria o fim, muito menos João Goulart, de que tudo terminaria no 1º de abril de 1964. Dos generais-presidentes, note-se apenas a sequência de seus mandatos com dia certo para transmitirem o poder, exceção de Costa e Silva que adoeceu antes. Para Tancredo Neves o destino não deixou um dia sequer, para José Sarney um ano lhe foi surripiado. Fernando Collor imaginou vinte anos, defenestrado em dois e meio, ao contrário de Fernando Henrique, que era para ser julgado depois de quatro anos e burlou seus julgadores, estendendo o prazo para oito. O mesmo tempo concedido ao Lula, de olho em mais oito, ainda que sem prazo certo para iniciar o retorno.

Essas considerações se fazem por conta da evidência de que a análise da ação dos presidentes da República não deve ser medida em dias, meses ou sequer anos. A História não tem pressa e não comporta açodamentos, ainda que se apresente pródiga em surpresas. Dilma pode ter ido bem nos primeiros 100 dias, mas quem garante que seguirá assim nos seguintes? Melhor aguardar.�

A MELHOR IMAGEM

Diz a sabedoria popular que o melhor juiz, numa partida de futebol, é aquele que não aparece, do qual a torcida não toma conhecimento.

Deveria ser assim no Poder Judiciário, isto é, sendo naturais e acordes com o Bom Direito, suas sentenças não precisariam despertar polêmicas e muito menos protestos. Conforme essa evidência, em termos de opinião publica e publicada, o ano não começou bem no Supremo Tribunal Federal. A decisão a respeito da lei ficha limpa desagradou o sentimento nacional, mesmo sem a emissão de juízos de valor sobre sua constitucionalidade.

O problema é que nova frustração poderá ser oferecida pela mais alta corte nacional de justiça, no correr de 2011. Num caso, se for mais uma vez protelado o julgamento dos 40 mensaleiros, que agora dizem ser 38. São réus, já foram denunciados pelo Procurador Geral da República por formação de quadrilha e outros crimes, mas multiplicam recursos e expedientes de toda ordem. Pior ficaria a situação, porém, na hipótese de, julgados, serem absolvidos. Importa menos a argumentação de seus advogados. Vale mais a natureza das coisas.�

OITO MAIS UM

Os oito governadores do PSDB preferem ficar com Aécio Neves, apesar das críticas por ele formuladas a Dilma Rousseff e ao PT, do que engajar-se na corrente da intransigência sustentada por José Serra, Fernando Henrique e Sérgio Guerra. Gostariam que o senador mineiro tivesse sido um pouco mais tolerante com a presidente da República, mas dispõem de mecanismos para absorver o discurso de Aécio como uma necessidade oposicionista. Do que fogem feito o diabo da cruz é do radicalismo da ala paulista dos tucanos. Afinal, para cumprirem suas promessas de campanha, os governadores precisam do palácio do Planalto. Até Geraldo Alckmin.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Você quer saber como a imprensa tratava o presidente João Goulart? Então, confira aqui a pesquisa da jornalista Cristiane Costa.

Carlos Newton

Muito tem se discutido neste blog sobre o governo João Goulart e o golpe militar de 31 de março. Quem não viveu aquela época não tem uma real noção do que aconteceu. Por isso, vale a pena publicar a pesquisa da jornalista Cristiane Costa, postada originalmente no blog BrHistória.

O levantamento mostra que a imprensa, praticamente sem exceção, apoiou a derrubada do presidente João Goulart, em função dos desatinos cometidos ao propor uma reforma agrária demagógica, que atingiria todas as grandes fazendas produtivas, num país onde não faltam extensas áreas improdutivas a serem cultivadas.

Além disso, Jango queria derrubar a lei da oferta e procura, ao tabelar, também demagogicamente, todos os aluguéis nas áreas urbanas. Sem falar na quebra da hierarquia nas Forças Armadas. Estas foram as principais razões da queda, que teve expressivo apoio da classe média, como os jornais registraram. É só conferir:

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O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!” – (Do editorial “BASTA”, 31 de março de 1964 – Correio da Manhã – Rio de Janeiro)

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“Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!” – (Do editorial “FORA!”, 1° de abril de 1964 – Correio da Manhã)

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“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas” - (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

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“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.” – (Jornal do Brasil, edição de 1º de abril de 1964.)

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“Minas desta vez está conosco”(…) “Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.” – (Estado de S. Paulo – 1º de abril de 1964)

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“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade” - (O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

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“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento” – (O Dia – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

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“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas” – (Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

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“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada”… “atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal”. – (O Globo, 2 de abril de 1964)

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“Lacerda anuncia volta do país à democracia.” – (Correio da Manhã, 2 de abril de 1964)

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“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil” – (Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

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“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada …” - (O Globo – Rio de Janeiro – 4 de Abril de 1964)

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“Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos”(…) “Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.” – (Estado de Minas, 5 de abril de 1964)

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“A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. – (O Globo, 5 de abril de 1964)

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Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!” - (Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964)

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“Congresso concorda em aprovar Ato Institucional”. – (Jornal do Brasil, 9 de abril de 1964)

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“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve” – (Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)

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“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento” - (A Razão – Santa Maria – RS – 17 de Abril de 1964)

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Nota de Redação – Seis dias depois da derrubada de Goulart, a Tribuna da Imprensa de Helio Fernandes foi o primeiro jornal a se posicionar contra o regime militar. Depois, o Correio da Manhã de Paulo Bittencourt também foi para a oposição. Mas todos os outros destacados órgãos da chamada grande imprensa seguiram apoiando indefinidamente a ditadura, como fica demonstrado nesses dois editoriais que seguem abaixo, também pesquisados pela jornalista Cristiane Costa:

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. – (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 31 de Março de 1973)

“Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. – (Editorial assinado por Roberto Marinho, publicado no jornal” O Globo”, 7 de outubro de 1984, sob o título “Julgamento da Revolução”)

Fonte: Tribuna da Imprensa

Banco PanAmericano, Silvio Santos: maratona de indignidade, irregularidade, compensação. Banco Votorantim, Ermírio de Moraes. Recebeu 19 bilhões, continua controlando o “banquinho”.

Helio Fernandes

A Caixa Econômica e o Banco do Brasil estão envolvidos em escândalos memoráveis, infindáveis, inexplicáveis. A Caixa entrou no banco de Silvio Santos, quando ele já estava falido, e Dona Dilma longe de ser presidente.

O volume “injetado” começou pequeno, foi crescendo, crescendo, já é assustador. E se afastarmos a questão financeira, sobram fatos e recompensas insaciáveis, só que ninguém é punido. Os maiores responsáveis (?), premiados com cargos no exterior, representativos e com excelente remuneração em dólares.

Quem “investiu” 36 por cento no PanAmericano de Silvio Santos, foi a então presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho. Afonso Castilho, que foi diretor da própria Caixa, garante e confirma: “Comprar ações de outro banco, não tem precedentes na Caixa”.

Já publiquei na época, mas é preciso registrar agora: quando a então presidente (já ex) Maria Fernanda fez o primeiro repasse a SS, o prejuízo representava, oficialmente 2 bilhões e 100 milhões de reais. Mas os números verdadeiros passavam do dobro, chegavam a mais de 4 bilhões e 500 milhões.

Complicador gravíssimo, também já registrado aqui, com EXCLUSIVIDADE. A Caixa, pretendendo se livrar repercussão, “ofereceu” o PanAmericano a André Esteves, do Pactual. Excelente negociador, e “sentindo” que a Caixa queria se livrar da negociata, fez as maiores exigências, todas aceitas pela Caixa, já sem a presidente que iniciou a negociata.

Este pediu “prazo longo” para pagar, a Caixa nem hesitou ou discordou. Então ele terá até o ano de 2030 para saldar a dívida. E como acertaram, ele e a Caixa, “sem nenhum custo histórico”. Quer dizer, 20 anos, sem o acréscimo de 1 real de juros. E SS também não DEVE mais nada ao governo ou a quem quer que seja. Ele mesmo garante isso, com o estardalhaço de quem tem uma empresa de capitalização, ganhou como empresário, agora fatura muito mais como administrador fraudulento.

Como já informei ali em cima, a ex-Maria Fernanda Coelho, está arrumando as malas, será representante do Brasil junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Diga-se a bem da verdade, não é a primeira vez que esse cargo do BID tem sido usado. Só que é um cargo suculento, de mão dupla. Agora, foi para premiar uma “dedicação” ao governo. Mas já foi várias vezes, utilizado para silenciar economistas que criticavam governos.

No caso do escândalo da Caixa, quem autorizou Dona Maria Fernanda Coelho, presidente da instituição, a “socorrer” Silvio Santos, foi o presidente Lula. Quem “mandou-a” para o BID foi a Dona Dilma. E diversos órgãos de comunicação insistem na desinformação: “Lula e Dilma não se encontram há muito tempo, podem estar até em caminhos diferentes ou conflitantes”. Ha!Ha!Ha!

Agora, o escândalo ainda maior, mais violento no volume, desculpem a palavra, semvergonhice sem igual. O Banco do Brasil, POR ORDEM DIRETA DE LULA, entregou 19 bilhões de reais ao senhor Ermírio de Moraes.

Esse senhor, que há anos já havia feito negociatas com minérios. Costumava dizer e repetir: “Jamais serei dono de banco, minhas empresas são sempre reprodutivas”. Apesar de tudo, fundou um “banquinho” (antigamente chamado de tamborete), o Votorantim. (A palavra “tamborete” começou a circular a partir de Poços de Caldas).

Jogador e com a voracidade do lucro (empresarial ou não), pouco antes do último ano do governo Lula, Ermírio de Moraes fez uma “parada” astronômica em dólar futuro. Prejuízos “incalculáveis”, menos para ele, que “sentiu na pele” o vulto e o tamanho da “tacada”, que saiu toda ao contrário.

Desesperado, Ermírio de Moares procurou o próprio Lula e “pediu que o socorresse”. Disse a Lula que a crise financeira mundial “atingiu minhas empresas, estão em situação precaríssima”. Escondeu de Lula que jogara e perdera no mercado financeiro.

Lula, como faria com Silvio Santos, “auxiliou” Ermírio de Moraes, só que o escândalo não tinha comparação. Nem os personagens. SS era um camelô sem maiores conhecimentos empresariais. Ermírio de Moraes nasceu e enriqueceu nas empresas do pai, fundador de tudo.

(Ermírio de Moraes, o pai, era empresário empreendedor e interessado no país e na coletividade, defendia o Brasil, sempre. Em março de 1962, muito amigo do presidente João Goulart, foi nomeado embaixador em Bonn, Berlim ainda não voltara a ser a capital. Vetado pelo Senado, não se aborreceu, garantiu: “Em outubro venho senador”. Foi eleito mesmo, teve excelente relacionamento com os que o vetaram para embaixador.)

O Banco do Brasil podia (era uma ordem presidencial) ter feito, não da forma vergonhosa como fizeram. Ermírio de Moraes RECEBEU NA HORA 19 bilhões. E o Banco do Brasil “comprou” 49 por cento das ações desse “banquinho”.

Se pagasse 19 bilhões por todo o “banquinho”, ainda seria caro, burro e escandaloso. Mas deixando Ermírio de Moraes no controle, como justificar? Nesse caso, Lula foi o responsável pela negociata e o desperdício de 19 bilhões, sem contrapartida para o Banco do Brasil.

Dona Dilma só assistiu, não participou. Mas podia ter interferido. Agora, tinha a obrigação de COBRAR os 19 bilhões.

***

PS – Principalmente sabendo que empresas do mesmo Ermírio de Moraes estão comprando potências do setor de energia eólica. Com dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor.

PS2 – Em tempo, nem sei se ajuda ou melhora a situação de Lula socorrendo Ermírio. Um assessor entregou a Lula, impressas, acusações que fiz aqui mesmo, sobre os prejuízos de Ermírio no “mercado”. Lula recompensou Ermírio com um palavrão dos grandes. Podia anular O PRESENTE VULTOSO.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Senado vai rediscutir comércio de armas no Brasil

Na esteira da tragédia no Rio de Janeiro, o presidente da Casa, José Sarney, propôs um novo referendo sobre o tema. Parlamentares contrários tentam barrar iniciativa

Publicado em 12/04/2011 | André Gonçalves, correspondente

Brasília - Líderes partidários do Senado vão discutir nesta semana a possibilidade de realizar um novo referendo sobre o comércio de armas no Brasil. A ideia partiu ontem do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Parlamentares contrários à proibição já se articulam contra a iniciativa, vista por eles como uma tentativa de exploração midiática do assassinato de 12 crianças no Rio de Janeiro, semana passada.

A primeira votação ocorreu em 2005 e era um desdobramento do Estatuto do Desarmamento, lei promulgada em dezembro de 2003 e que proibiu o porte de armas por civis – mas abriu exceções para casos em que há ameaça à vida da pessoa. O artigo 35, que vedava completamente a comercialização de armas de fogo e munição em qualquer parte do território, foi o único ponto do texto avaliado na consulta popular. No final, 59 milhões de pessoas (64% dos votantes) disseram “não” à proibição da venda legal e 33 milhões (36%), “sim”.

Deputado quer exportar lei de recompensa a policiais do Paraná

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) vai apresentar amanhã um projeto de lei que cria um sistema de recompensa destinado a policiais que apreendem armas ilegais. O modelo é inspirado na legislação adotada no Paraná desde 2003, com apoio do ex-governador Roberto Requião (PMDB).

Leia a matéria completa

Planalto antecipa campanha do desarmamento

Brasília - O governo vai antecipar para maio o lançamento de uma nova campanha de desarmamento. A data prevista para o início da campanha é 6 de maio, exatamente um mês após o assassinato de 12 estudante na escola de Realengo, no Rio de Janeiro. A previsão inicial era de que a nova campanha tivesse início em junho.

Uma das ideias do governo para a nova campanha é pagar também pelas munições que forem espontaneamente entregues. Na campanha passada, feita entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, apenas os cidadãos que entregavam as armas de fogo eram indenizados.

Todos os detalhes da campanha, inclusive os valores que serão pagos, serão discutidos por um conselho formado por integrantes do governo e de representantes da sociedade civil. A primeira reunião está marcada para a próxima segunda-feira, quando a data da campanha deve ser oficializada.

“Ficou absolutamente caracterizado que quando se realiza essas campanhas você tem uma redução muito forte na mortalidade, que se reduz mais de 50% no Brasil. Tínhamos previsto realizar uma campanha em junho, mas diante dessa tragédia decidimos sugerir a antecipação. Essas campanhas não são feitas sozinhas, são feitas em conjunto com a sociedade civil”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Agência Estado

Sarney falou ontem em votar uma nova lei “imediatamente”. “O Rui Barbosa dizia que só quem não muda são as pedras. O que não se deve é mudar do bem para o mal e do mal para o pior. Nós estamos mudando do mal para o bem, de maneira que eu acho que a população vai ser sensível”, declarou.

A proposta do peemedebista gerou repercussão imediata. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse que plebiscito só deveria ser encaminhado depois de um “amplo debate”. Já o líder do PSDB, Alvaro Dias, adiantou que a discussão só poderia ser retomada após a constatação de que não há qualquer impedimento legal.

“A princípio, não me oponho porque a possibilidade de levar esses temas à consulta popular é sempre interessante. Mas acho preocupante tomarmos decisões em função de apenas um episódio, só porque há uma repercussão imediata”, justificou o tucano. Em 2005, ele ficou em cima do muro, apesar de se declarar favorável ao desarmamento e à comercialização de armas.

Na época, as campanhas foram organizadas em frentes parlamentares. A do “sim” (a favor da proibição do comércio) foi batizada de “Brasil sem armas”. A do “não” (contra a proibição) era intitulada “Pelo direito da legítima defesa”.

A vitória do “não” foi ainda mais expressiva nos três estados do Sul – 80% a 20%. No Paraná, o resultado foi de 73% a 27%. A campanha do “sim”, contudo, custou menos da metade da adversária, segundo a prestação de contas dos dois comitês à Justiça Eleitoral.

O comitê do “sim” declarou ter arrecadado R$ 2,3 milhões. O principal doador (R$ 400 mil) foi a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev). Já o grupo do “não” informou uma receita de R$ 5,7 milhões, sendo que os principais doadores foram a Companhia Brasileira de Cartuchos e a Forjas Taurus, que produz armas.

Vice-presidente da frente pelo voto “não” e coordenador do comitê do grupo no Paraná, o deputado federal Abelardo Lupion (DEM) afirmou que uma nova consulta popular é ilegal e inaceitável. “Estamos falando de uma decisão soberana do povo brasileiro. Querer um novo referendo é uma atitude de demagogia e populismo de certos políticos para tirar proveito da tragédia do Rio.”

Para o professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília, Cristiano Paixão, há condição legal para a realização do novo referendo. “Como a outra consulta foi estabelecida por lei ordinária, não existe impedimento. Inclusive, a mudança pode ser feita até pelo próprio Congresso”, disse o advogado.

Fonte: Gazeta do Povo

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Consignado do INSS fica mais vantajoso

Gisele Lobato
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) disse que não vai aumentar o valor máximo das taxas que os bancos podem cobrar de aposentados e de pensionistas no empréstimo consignado (com desconto direto do benefício), apesar de o governo ter aumentado o imposto sobre a operação. Com isso, a modalidade de empréstimo, que já tem juros mais baixos, deverá ampliar sua vantagem.

Pelas regras atuais do INSS, os bancos podem cobrar até 2,34% ao mês, para o empréstimo, e 3,36%, para o cartão consignado. A taxa máxima considera todos os custos da operação, incluindo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

"O consignado vai ficar ainda mais vantajoso para o consumidor, pois nas outras operações de crédito, a alta no IOF será repassada", diz Renato Oliva, presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça,

Defensoria briga por revisão pelo teto

Ana Magalhães
do Agora

A Defensoria Pública da União, com sede no Rio de Janeiro, vai entrar com uma ação civil pública pedindo que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pague a revisão pelo teto nos postos previdenciários. A decisão vale para todo o país.

Na ação, a defensoria deve pedir a garantia do pagamento no posto para quem foi prejudicado pelo aumento do teto em 1998. Com isso, a ação poderá beneficiar quem se aposentou entre julho de 1988 e dezembro de 1998 e teve a média salarial limitada ao teto da época.

A revisão pelo teto foi garantida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em julgamento realizado em setembro do ano passado. No momento, o instituto estuda como fará o pagamento desta revisão: se irá pagar tudo no posto, se irá parcelar os atrasados ou se irá acertar as contas com os aposentados na Justiça.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça,

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