sábado, abril 09, 2011

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Prestação de financiamento fica mais cara hoje

Manuela Barem
do Agora

Os consumidores que pedirem um empréstimo ou fizerem um financiamento pagarão prestações mais caras a partir de hoje, quando passa a valer o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que é um imposto cobrado em todos os financiamentos e empréstimos. A taxa irá de 1,5% ao ano para 3% ao ano e faz parte das medidas do governo para tentar conter a alta da inflação.

Assim, o aumento anunciado pelo governo irá pesar no bolso dos aposentados que pedirem um consignado (que têm o desconto direto do holerite), de quem financiar um carro e de quem cair no cheque especial a partir de agora.

Apesar de a prestação nem sempre aumentar muito, os clientes devem ficar atentos com a diferença que será paga em todo o financiamento.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

INSS pode parcelar revisão pelo teto

Ana Magalhães
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderá parcelar o pagamento dos atrasados da revisão pelo teto, segundo informou ao Agora o presidente do INSS, Mauro Hauschild. O parcelamento dos atrasados (grana dos cinco anos anteriores ao pedido no posto) é uma das opções que a Previdência irá apresentar aos ministérios da Fazenda e do Planejamento na semana que vem, quando o governo irá se reunir para discutir saídas para a correção garantida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Hauschild, o INSS irá apresentar outras duas opções para a revisão pelo teto: uma delas será pagar os atrasados à vista e garantir a correção do benefício no posto. A terceira opção será adiar o pagamento e deixar a Justiça decidir caso a caso, conforme os segurados forem garantindo seu direito à correção.

A revisão foi reconhecida pelo STF em 2010 e beneficia quem se aposentou entre 1988 e 2003 e teve a média salarial limitada pelo teto da Previdência. Com a decisão do STF, os outros tribunais terão que garantir a correção.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

sexta-feira, abril 08, 2011

Massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo

Wagner lança Pelegrino como candidato do PT

Fernanda Chagas

Na tentiva de dar fim às muitas polêmicas instaladas em torno de quem será o candidato do PT para a Prefeitura de Salvador em 2012, o governador Jaques Wagner afirmou que, no que depender dele, o deputado Nelson Pelegrino será o candidato natural do partido para o embate.

A afirmação que movimentou o meio político baiano se deu em entrevista ao programa Que Venha o Povo ontem, após o apresentador Casemiro Neto questionar de que maneira o chefe do Executivo baiano pretendia “aparar as arestas” entre os prováveis candidatos, leia-se o senador Walter Pinheiro e Pelegrino, que nos últimos dias não têm economizado nas trocas de farpas quando o assunto é a sucessão municipal. Pelegrino, que não esconde de ninguém o desejo de ocupar o Palácio Thomé de Souza, sem dúvida, deve estar rindo à toa.

O governador minimizou, no entanto, as declarações de Pinheiro à Tribuna, que acabaram por surpreender até mesmo alas petistas. Wagner disse acreditar que o que o senador disse sobre as eleições foi no sentido de mostrar que o partido não irá impor um candidato. Vale lembrar, Pinheiro, em entrevista exclusiva a este jornal, ao defender a construção de um nome de consenso para as eleições de 2012, admitiu que esse nome pode ser definido de fora do PT.

“O PT é o maior partido da base do governo, portanto, tem uma tarefa enorme de dar o exemplo para fora, fazendo as coisas por dentro.

É importante que o nome possa ser escolhido num nível de conversa, de identificação, para depois encaixar esse nome, talvez com um de outro partido, senão a gente fica querendo impor um nome nosso aos outros partidos, dizendo que é o nosso que deve disputar 2012. Se a gente se fechar nas prévias para impor um nome aos outros partidos, nós vamos terminar quebrando a cara”, disparou na ocasião.

Sobre a ambição do PP em também entrar na disputa, Wagner foi direto: “O PP pode até lançar candidato, mas o PT já tem o do partido”. Em relação à reforma administrativa no governo, que irá criar novas pastas e 173 cargos comissionados, o governador fez questão de pontuar que “ele é o governador que menos criou cargos na Bahia. No que diz respeito à hegemonia conquistada no estado, o líder do Executivo disse que “as pessoas entenderam que o nosso caminho é melhor para a Bahia”.

Wagner também comentou sobre o discurso que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez em plenário, em que criticou os cem primeiros dias do governo Dilma (Rousseff) e os dois mandatos do presidente Lula. Segundo o governador baiano, o tucano não foi nada criativo e caiu na mesmice ao criticar o PT sem observar o crescimento da sigla. Finalizou sua entrevista ao afirmar que, por este caminho, “Aécio não chegará a lugar nenhum”.

Poderes debatem Segurança

Os chefes dos três poderes, Governo do Estado (Jaques Wagner), Tribunal de Justiça (Telma Brito) e Assembleia Legislativa (Marcelo Nilo), mais Defensoria Pública (Célia Padilha), Ministério Público Estadual (Wellington Lima e Silva) e Ordem dos Advogados do Brasil - seção Bahia (Saul Quadros) se reúnem hoje, às 10h, no Gabinete do Governador, no CAB, para tratar de Segurança Pública.

A reunião faz parte da Agenda Bahia 2011, que terá na pauta de discussões o programa estadual Pacto Pela Vida. Na ocasião, será criada a Câmara Setorial de Articulação dos Poderes e assinado um documento para criação do Núcleo de Prisão em Flagrante da Capital.

Ambas as iniciativas visam uma maior integração entre os poderes e uma agilidade nos inquéritos e processos criminais. A Agenda Bahia é um programa implantado em 2007, visando à cooperação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Fonte: Tribuna da Bahia

ACM Neto pede a expulsão de Gilberto Kassab do Democratas

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), entrou hoje (7) com uma representação pedindo a expulsão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do partido. O deputado alega que Kassab usou a estrutura partidária do DEM para criar uma nova agremiação, o Partido Social Democrático (PSD).

Segundo ACM Neto, Kassab teria usado o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Comissão Provisória do Estado de São Paulo, criada pelo DEM para registrar domínios que seriam usados pelo PSD.

“Ele agiu deliberadamente contra o interesse do Democratas [DEM], além de ter deixado de cumprir os deveres inerentes aos cargos partidários que ocupava com justeza”, alegou o deputado, na representação.

Agora, Kassab terá oito dias para apresentar sua defesa. O relator do caso, no partido, é o deputado Mendonça Filho (PE).
Fonte: Tribuna ad Bahia

Câmara aprova aplicação de penas alternativas à prisão preventiva

Texto prevê prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica para crimes leves. Lei só entra em vigor 60 dias após sanção da presidente Dilma Rousseff

07/04/2011 | 19:27 | G1/Globo.com

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (7) uma mudança no Código de Processo Penal que cria opções alternativas à prisão preventiva. São penas mais brandas, como prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica, que poderão ser aplicadas para crimes de menor potencial ofensivo.

A intenção das novas punições é a mesma da prisão preventiva: manter a ordem, garantir que o criminoso seja processado e evitar que ele volte a cometer delitos. Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, a mudança vai desafogar, principalmente, as delegacias.

“Essas medidas permitem ao juiz avaliar se o sujeito é perigoso e se precisa deixá-lo preso. É mais fácil para o Estado, menos degradante para o investigado e alcança o mesmo efeito prático da prisão, que é aplicar a lei penal. Óbvio que não vai ser aplicado a crimes dolosos, contra a vida, ou a reincidentes”, disse o secretário do ministério.

De acordo com a lei em vigor, a prisão preventiva é a única medida cautelar para garantir o andamento regular do processo contra uma pessoa investigada por crime. O projeto aprovado pelos deputados segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff e só poderá entrar em vigor 60 dias depois de sancionado.

Além das alternativas à prisão preventiva, os deputados aprovaram uma flexibilidade no valor da fiança. Pela nova redação do Código de Processo Penal, o juiz pode adaptar o valor da sanção de acordo com a capacidade de pagamento de quem praticou o crime.

“Dessa forma, a fiança poderá ser aumentada para que tenha realmente impacto para o infrator com melhores condições socioeconômicas ou ser reduzida dependendo do caso”, afirmou Pereira.

Fonte: Gazeta do POvo

Jornais: charge de teste em Minas liga Lula a corrupção

FOLHA DE S.PAULO

Teste em Minas liga Lula a corrupção; petistas reagem
A oposição ao governo de Antonio Anastasia (PSDB), liderada pelo PT, reagiu a uma prova aplicada a estudantes pela Secretaria de Educação de Minas que relaciona o ex-presidente Lula a corrupção. Em fevereiro, alunos do primeiro ano do ensino médio fizeram um teste de história em que uma das questões exibia uma charge adulterada de autoria cartunista Jean, publicada na Folha em novembro de 2007.

A prova questiona o que a imagem quer dizer. A opção certa, pelo gabarito, é a que fala que a charge sugere a "relação entre movimentos sindicais do início da década de 1980 e o mensalão, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política".

A imagem usada pelo governo mineiro, porém, é diferente da versão original. Na Folha, o título é "CPMF", e Lula dá "favores" e "cargos" a políticos. Na prova, o título é "Operação Abafa", e Lula distribui dinheiro. Jean disse que sua charge foi tirada de contexto. O teste é parte de um exame que avalia o nível de conhecimento dos alunos da rede estadual. Os estudantes têm cerca de 15 anos.

Os petistas reclamaram que outra questão aborda pontos positivos das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. A Secretaria de Educação lamentou as questões e as chamou de "inadequadas". Em nota, a oposição mineira reclamou do uso de dinheiro público para "luta partidária" e diz que a prova visa "impor uma versão unilateral, improvável, sobre determinados fatos".

Secretaria diz que "lamenta" o uso da imagem no teste
A Secretaria de Educação de Minas afirmou, por nota, que "lamenta profundamente" a inclusão da charge. Segundo a pasta, "o conteúdo foi abordado de forma absolutamente inadequada". O governo diz que as questões contradizem o guia de elaboração de provas, que determina evitar "abordagens de pregação religiosa ou ideológica".

A secretaria confirmou "falsificação" da charge de Jean e considerou "grave" a manutenção da assinatura do chargista. A pasta disse que vai apurar a alteração e que o professor que fez a questão disse ter achado o desenho num site.

Novo relatório do mensalão propõe investigação no BB
O relatório final da Polícia Federal sobre a origem do dinheiro do mensalão aponta total descontrole nos gastos do Banco do Brasil com publicidade e propõe que um inquérito apure o "incrível poder discricionário" dos diretores do banco para indicar empresas que são "agraciadas com recursos públicos". O relatório confirma que recursos repassados pelo BB foram uma das principais fontes do mensalão, um esquema montado para compra de apoio político no Congresso que foi revelado pela Folha em 2005, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assinado pelo delegado Luís Zampronha, o relatório afirma que o desvio de recursos do BB para o esquema "somente seria possível com a participação ativa de membros da instituição financeira". A Folha teve acesso à íntegra do relatório da PF. O documento apresenta as conclusões de um inquérito aberto em 2007, após a apresentação da denúncia que deu origem ao processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Instituição nega que seus recursos tenham sido usados em esquema
O Banco do Brasil disse que "refuta a ilação" feita no relatório da PF de que recursos da instituição foram usados no mensalão. Sobre os pontos acerca da área de marketing do banco e da utilização dos recursos do Fundo Visanet, afirmou que só comentaria, "se necessário, aos órgãos competentes".

Segundo o banco, o fundo não era administrado pelo BB e tinha natureza privada. O ex-diretor de marketing Renato Naegele não foi localizado. Em nota em 2005, ele negou irregularidades. O BMG disse que os empréstimos ao PT e às empresas de Marcos Valério obedeceram às práticas bancárias.

PF pede a Ministério Público varredura em conta do PT
A Polícia Federal pediu à Procuradoria-Geral da República que vasculhe a conta bancária do PT e identifique pessoas que receberam parte do dinheiro do mensalão. O relatório final do inquérito sobre a origem dos recursos do esquema afirma que continuam desconhecidos os beneficiários de 59 pagamentos, em um total de R$ 2,3 milhões (valores da época).

As retiradas foram feitas entre fevereiro e julho de 2003 da conta que o PT nacional tem na agência do Banco do Brasil, na avenida São João, em São Paulo. A maior delas foi de R$ 500 mil por meio de um cheque compensado. Houve outras quatro compensações de cheques acima de R$ 100 mil.

Partido diz não ter recebido pedido para justificar contas
O presidente interino do PT, Rui Falcão, afirmou ontem que a legenda não recebeu nenhum pedido formal para apresentar a contabilidade da Executiva Nacional nem os repasses feitos da conta do partido em 2003 com o dinheiro dos empréstimos dos bancos Rural e BMG. Eloi Pietá, secretário-geral da Executiva Nacional, disse que o partido não comenta o relatório da Polícia Federal sobre a origem do dinheiro do mensalão por se tratar de um documento sigiloso.

O ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza disse que não se recordava em detalhes de todos os encaminhamentos no caso. Lembrou, contudo, haver tratado da contabilidade de diferentes partidos políticos e não apenas do PT. A Procuradoria-Geral da República, por meio da assessoria de imprensa, esclareceu que o procurador Roberto Gurgel ainda analisa o relatório policial. Informou ainda que o relatório não vai constar do processo principal do mensalão para não atrasar as investigações.

Presidente da Câmara leva seu filho e Romário a viagem oficial
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai aproveitar uma viagem oficial à Espanha para assistir ao clássico espanhol entre Barcelona e Real Madri. Ele levará na viagem seu filho de 13 anos e o ex-jogador e deputado Romário (PSB-RJ). A viagem, revelada ontem pelo Blog do Noblat, acontecerá entre 14 e 17 deste mês. O jogo será no dia 16. Segundo Maia, outros compromissos já estavam agendados.

Ele afirma que vai arcar com todas as despesas de seu filho e diz que esse é o jeito que tem para ficar com ele. Diz também que pagará os ingressos para o jogo e as diárias do final de semana. Romário, que atuou no Barcelona, se convidou para integrar a comitiva. Questionado sobre sua ida, já que temas prioritários ao ex-jogador, como esporte e inclusão de pessoas com deficiência, não são pauta da viagem, Maia disse: "Ele é um deputado como outro qualquer". A assessoria de Romário não ligou de volta para falar sobre a viagem.

Carona em avião presidencial foi um "equívoco", afirma ministério
O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) admitiu ontem que houve "equívoco" na carona dada a uma amiga do piloto do avião que levou a presidente Dilma Rousseff a Natal, no Carnaval. O comandante do avião, coronel Geraldo Corrêa de Lyra Júnior, deixou que a professora Amanda Patriarca fosse incluída no voo, tanto na ida quanto na volta.

O GSI defendeu, no entanto, que não houve quebra nas normas de segurança do avião presidencial. "Todos os passageiros do voo em questão foram previamente identificados e submetidos aos procedimentos usuais de segurança", informou o gabinete, em nota. O caso foi divulgado pelo jornal "O Estado S. Paulo". A professora, de acordo o jornal, é irmã de uma comissária que faz parte da equipe do avião presidencial.

Entidade critica Lula e elogia Dilma no trato com a mídia
As tensões entre governo e mídia que marcaram os anos Lula foram atenuadas com a nova administração Dilma, graças às diferenças de estilo dos dois ao lidar com os meios de comunicação. Essa é avaliação de um informe da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP na sigla em espanhol), apresentado ontem em reunião em San Diego (EUA). "Ao contrário do ex-presidente Lula, que com frequência fazia comentários que revelavam sua irritação com a atuação de meios de comunicação independentes, a atual governante não é dada a pronunciamentos polêmicos", diz o informe sobre o Brasil.

"E, desde seu primeiro discurso como presidente eleita, fez questão de afirmar seu compromisso com o respeito à liberdade de imprensa." O texto foi lido pelo vice-presidente da SIP no Brasil, Paulo de Tarso Nogueira, também representante do Comitê de Liberdade de Expressão da Associação Nacional dos Jornais e consultor de "O Estado de S. Paulo".

Ele pediu cautela, já que Dilma tomou posse em janeiro. Também lembrou a censura que sua publicação enfrenta desde 2009, imposta pela Justiça, sobre gravações de supostas irregularidades praticadas pelo empresário Fernando Sarney. O relatório também elogia a saída de Franklin Martins da Secretaria de Comunicação Social, dizendo que ele "politizava a comunicação oficial".

Deputados apoiam redução, mas exigem garantias de pagamento
A proposta do governo de reduzir o valor das emendas parlamentares tem o apoio de deputados – desde que exista algum tipo de garantia formal de que a verba será realmente paga. Eles pedem, ainda, a criação de um mecanismo que desburocratize a liberação de emendas de até R$ 500 mil.

Como a Folha revelou ontem, a proposta é que o limite para as emendas que podem ser incluídas no Orçamento caia dos atuais R$ 13 milhões para algo entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões. Outro impasse é o que será feito com restos a pagar de 2007, 2008 e 2009 que ainda não foram liberados. Uma das opções é pagar os valores referentes às obras que já começaram. Um dos objetivos do governo com a medida é justamente eliminar, até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff, a prática de postergar a execução das despesas.

Governo dobra imposto de crédito pessoal
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que vai dobrar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na concessão de crédito para pessoas físicas com prazo igual ou superior a um ano. O objetivo da medida, segundo o governo, é conter a inflação. Hoje, o consumidor paga 1,5% sobre o valor do financiamento e, com a mudança, vai pagar 3%. De acordo com o ministro Guido Mantega, o total de empréstimos pessoais no Brasil está em torno de R$ 700 bilhões ao ano.

A medida começa a vigorar hoje e atinge todas as operações de crédito pessoal. Entre elas, compras feitas no crediário, empréstimos pessoais, crédito consignado (com desconto direto no salário), rotativo do cartão de crédito e parcelamento para compra de automóveis. Na avaliação da Fazenda, a inflação está ligada ao aumento dos preços de matérias-primas no exterior. Contribuem também, na avaliação do governo, aumentos de preços de alimentos, afetados pelo prolongamento do período de chuvas.

Ministro se confunde sobre medida
Na entrevista de ontem, o ministro Guido Mantega disse que o IOF de 3% seria cobrado a cada mês e que a medida valeria para empréstimos imobiliários. Mais tarde, a Fazenda divulgou nota de esclarecimento. E esclareceu que os empréstimos imobiliários estão isentos, e que a alíquota máxima para um ano ou mais seria de 3%. O IOF incide sobre o valor do financiamento.

O ESTADO DE S. PAULO

Stédile admite que Bolsa Família ajudou a reduzir acampamentos
Ao avaliar que 2010 foi o pior ano para a reforma agrária, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, apontou o programa federal Bolsa Família como um dos fatores que levaram à redução do número de acampamentos de sem terra no País. "É verdade, o Bolsa Família ajudou a acomodar as pessoas em algumas regiões", afirmou ele nesta quinta-feira, 7, em entrevista coletiva, no Recife. Segundo ele, nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, a média anual de ocupações era de 280. Nos oito anos do governo Lula havia 200 mil famílias acampadas no País. Atualmente, são 80 mil - 60 mil delas do MST.

Na sua avaliação, à acomodação promovida pelo Bolsa Família, se aliou a lentidão no processo da reforma agrária nos últimos anos, desestimulando o agricultor, além do fato de 2010 ter sido ano eleitoral, quando a sociedade discute eleição. "Há uma situação de psicologia social, se as pessoas começam a se dar conta que a reforma está mais lenta, se perguntam: porque ocupar, se vai demorar?", observou Stédile, referindo-se à facilidade de fazer acampamento depois que o ex-presidente Lula prometeu fazer reforma agrária com uma canetada. Como nada foi feito, veio o desânimo.

Ao citar que em Pernambuco, por exemplo, não foi feito um só assentamento de terra no ano passado, ele questionou a existência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que "não funcionou nem em Pernambuco nem no Brasil".

Oposição a Anastasia acusa governo mineiro de usar exame escolar para atacar Lula
Partidos do bloco de oposição ao governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), na Assembleia Legislativa do Estado e parlamentares que apoiam o governo da presidente Dilma Rousseff no Congresso organizaram um protesto e pedem explicações ao Executivo mineiro sobre uma prova aplicada a alunos da rede estadual de ensino. Em uma das questões de uma prova do Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar (PAAE), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é retratado em charge entregando dinheiro a políticos.

Os estudantes deveriam interpretar o desenho e escolher uma das quatro possíveis respostas da questão. A correta, pelo gabarito do exame, seria a letra “D”, segundo a qual o desenho “sugere, ironicamente, uma relação entre os movimentos sindicais do início da década de 1980 e o ‘mensalão’, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política”.

O líder da minoria na Assembleia mineira, deputado Antônio Júlio (PMDB), classificou o exame como uma “forma de agressão, sem precedentes na história, de um presidente do nosso País”. Ele ressaltou que outras questões também tinham “direcionamento político para beneficiar o PSDB”.

O parlamentar deu como exemplo outra questão que falava sobre as privatizações promovidas durante o governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. “Deram nossas empresas de graça, mas a resposta correta na prova era que as privatizações reduziram o déficit público para permitir ao governo direcionar recursos para áreas sociais”, observou.

Apesar de críticas, Senado decide trocar frota de 86 veículos
Depois de várias desistências provocadas pela previsão de que a medida será criticada pelos contribuintes, o Senado vai mesmo trocar a frota de 86 veículos utilizados pelos parlamentares. A decisão foi adotada nesta quinta-feira, 7, na reunião da Mesa Diretora. O primeiro-secretário, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), afirma que estão sendo examinadas duas alternativas: adquirir novos veículos em substituição aos Fiat Marea com média de oito anos de uso ou optar por um contrato de locação.

A medida atende a boa parte de senadores, incomodados com os problemas de oficina dos carros que usam. O Senado tem ao todo 188 veículos, entre os quais estão os 86 dos senadores, além de ônibus e microônibus utilizados no transportes de funcionários e convidados, vans para o transporte de integração até os estacionamentos, caminhões para transporte do mobiliário, ambulâncias, veículos leves e médios.

Lucena afirma que o alvo é reduzir o custo da Casa na área de transportes, hoje de R$ 17 milhões ao ano incluindo pessoal e demais despesas. O primeiro-secretário acredita que a substituição dos veículos reduzirá gastos com combustível, peças e manutenção da mão de obra. Qualquer que seja a decisão, a troca será feita mediante leilão eletrônico. Lucena avalia que o valor dos veículos em uso deve girar em torno de R$ 14 mil a R$ 15 mil.

'Missão’ de Romário e Maia inclui jogo europeu
Com um dos grandes ídolos do Barcelona na década de 90 ao seu lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), assistirá ao maior clássico do futebol espanhol na próxima semana na capital Madri. As passagens aéreas serão pagas pela Casa. Entre um programa e outro da agenda oficial que cumprirá naquele país europeu de 14 a 17 deste mês, Marco Maia atendeu à sugestão do deputado Romário (PSB-RJ) para comparecer ao ‘Fla-Flu espanhol’, ou seja, o disputado jogo dos adversários históricos, Real Madrid x Barcelona.

A viagem tem caráter oficial. Além do ex-jogador Romário, ídolo do Barcelona, Maia levará o filho único, Vinicius, 13 anos, o primeiro secretário da Câmara, Eduardo Gomes (PSDB-TO), e dois assessores. "A viagem dele (Vinícius) será paga por mim. A estadia e as despesas dele serão pagas por mim", afirmou Maia, após confirmar a agenda, revelada pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog nesta terça-feira.

Maia tentou rechaçar a interpretação de que estaria se aproveitando de uma viagem oficial para fazer turismo. "Temos essa agenda marcada há muito tempo. Se eu estiver lá, vou ao jogo. Poderia ser uma peça de teatro, visitar um museu. É final de semana. Tem algum crime nisso?", questionou ele. "Não tenho nenhum interesse de fazer viagem de turismo. Recebemos convites na Câmara o tempo todo."

Câmara poderá investigar trabalho escravo
Foi protocolado nesta quinta-feira, 7, na Câmara dos Deputados requerimento para a criação de uma CPI para investigar a questão do trabalho escravo no País. Além do deputado Claudio Puty (PT-PA), autor da iniciativa, outros 183 parlamentares assinaram o documento. O pedido ocorre uma semana após o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Dimas Lara Barbosa, ter visitado o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), justamente para pedir-lhe que seja colocada em votação a PEC 438/2001, que trata exatamente deste tema. Segundo aquela proposta de emenda constitucional, toda propriedade na qual for constatada a exploração de trabalho escravo deverá ser expropriada.

A PEC tramita desde 2004 e não existe nenhuma perspectiva de ir a votação a curto prazo. Ela é barrada sobretudo pela bancada ruralista, que contesta o conceito de trabalho escravo contido na emenda. Por enquanto é difícil avaliar se a CPI proposta pelo deputado Puty irá adiante. Em entrevista ao Estado, ele disse que a comissão pode ser uma “oportunidade para chamar a atenção da sociedade brasileira para o tema e também debater os diferentes pontos de vista que o envolvem, especialmente a definição do que é trabalho análogo ao trabalho escravo”.

Serra e Aécio divergem sobre reforma política
Um dia depois de ter discursado como líder da oposição no Congresso, o senador Aécio Neves (MG) divergiu da proposta do ex-governador José Serra (SP) de que o PSDB deve se concentrar em apenas um ponto da reforma: o voto distrital puro para as eleições de 2012. Aécio está confiante em que o partido tem condições de fechar um consenso em torno de mais pontos da reforma, como a adoção do voto distrital misto e o fim das coligações proporcionais.

"Vamos eleger três ou quatro temas que podem unir o partido na reforma política. Passaremos a defender como bandeiras do PSDB", propôs Aécio, durante seminário do PSDB sobre reforma política. Serra não ouviu as sugestões de Aécio: foi embora do encontro de tucanos antes do início da fala do mineiro.

Durante o seminário, Serra defendeu o lançamento de uma grande campanha para a aprovação no Congresso do voto distrital puro para as eleições municipais de 2012. De autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o projeto prevê a instituição do voto distrital para os vereadores já nas eleições do ano que vem para as cidades com mais de 200 mil eleitores. "O voto distrital para o município está ao nosso alcance. Podemos fazer uma campanha, uma cartilha para reforçar o projeto", disse Serra.

Serristas querem rodízio no comando do PSDB
Na tentativa de recuperar espaço dentro do PSDB, aliados do ex-governador José Serra querem propor um rodízio na presidência do partido. A renovação do comando está marcada para o dia 28 de maio e, hoje, a tendência é reeleger o deputado Sérgio Guerra (PE). O grupo liderado por Serra está, no entanto, inconformado e insiste em implantar a rotatividade na presidência: um ano, ficaria nas mãos de aliados do senador Aécio Neves (MG) e, no ano seguinte, com um representante dos serristas.

O grupo de Serra resolveu investir na proposta de rodízio depois das articulações fracassadas para colocá-lo no comando do conselho político do partido. A criação do conselho foi anunciada no fim da semana passada numa reunião dos oito governadores do PSDB, em Belo Horizonte. Serra não gostou, porém, do formato idealizado, que deverá contar com 14 integrantes e ter no comando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em conversas reservadas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, teria sugerido um rodízio na presidência do conselho. Mas, na reunião de sábado, Alckmin não apresentou nenhuma sugestão nesse sentido. Pela proposta aprovada pelos oito governadores, o conselho será um "órgão de assessoramento" e não vai disputar espaço com a direção partidária. Insatisfeitos com esse formato, os serristas avaliam que o conselho "morreu", uma vez que a instância deverá ter efetivamente pouco poder de ação.

Kassab elogia Aécio ao lançar PSD em Minas
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou nesta quinta-feira, 7, em Minas Gerais, o Partido Social Democrático (PSD), com apoio declarado ao governador tucano Antonio Anastasia e elogios ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Kassab, porém, não quis adiantar se a nova legenda apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 ou defenderá uma possível candidatura de Aécio, cotado como um dos principais nomes da oposição.

O prefeito paulistano participou do evento oficial para a criação da legenda em Minas na noite desta quinta, na Assembleia Legislativa do Estado, ao lado de parlamentares que já declararam a intenção de aderir ao partido: os deputados federais Geraldo Tadheu (PPS), Walter Tosta (PMN) e Alexandre Silveira (PPS) e os deputados estaduais Fábio Cherem (PSL), Neider Moreira (PPS) e Hélio Gomes (PSC). Em MG, o PSD será coordenador pelo empresário Paulo Safady Simão.

"A grande maioria dos integrantes do partido caminhou com Anastasia que, ao lado de Aécio Neves, fez nos últimos anos um trabalho extraordinário de recuperação do Estado. Com competência, bons quadros, serviço público", declarou Kassab. "É evidente que o partido aqui, até pela história dos seus quadros, está pronto para continuar contribuindo com o trabalho de Anastasia", disse. Mas, perguntado se isso significava apoio à candidatura do ex-governador mineiro em 2014, o prefeito preferiu não se posicionar. Disse que o importante é "que o partido dê independência aos seus membros".

Vida do delator do 'mensalão do DEM' está em perigo
O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal (DF) Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção desmantelado pela operação Caixa de Pandora, corre risco iminente de morte. Os desafetos são muitos e alguns planos de assassinato foram detectados por setores de inteligência policial.

Para complicar a situação, o governo do DF devolveu à União a responsabilidade pela integridade do réu, mas a Polícia Federal (PF) recusa, alegando que Durval, indisciplinado, viola as regras de segurança, se expõe indo a eventos sociais e se recusa a aceitar os termos rígidos do Programa de Proteção de Testemunhas.

O problema, para o Ministério Público, é que se ficar um só dia sem proteção, Durval é um homem morto. Para pôr fim ao impasse, o relator do inquérito da Caixa de Pandora no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Arnaldo Esteves Lima, intimou o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, a assumir a responsabilidade "pela proteção, a segurança e a vida" de Durval.

O GLOBO

ANTT adia licitação do trem-bala por 90 dias
O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, acaba de anunciar o adiamento, por 90 dias, do leilão do trem-bala que interligará Rio, São Paulo e Campinas. A medida era esperada diante da solicitação de vários grupos interessados - especialmente as empresas que detêm a tecnologia do Trem de Alta Velocidade (TAV) - na disputa do empreendimento, orçado em R$ 33 bilhões.

É a segunda vez que o governo adia o leilão, que ocorreria inicialmente no dia 16 de dezembro. A nota data era 29 de abril, mas a documentação dos concorrentes deveria ser entregue já na próxima segunda-feira. Segundo Figueiredo, o governo não fará modificações no modelo de concessão, mas poderá alterar alguns termos do edital do leilão, como por exemplo em relação à tributação de importações relacionadas à obra.

Venezuela: racionamento após apagão em 18 estados
A Venezuela decretou racionamento de três horas na noite desta quinta-feira depois que um apagão provocado por um incêndio afetou 18 dos 24 estados do país, forçando a paralisação da refinaria El Palito, do metrô de Caracas e do serviço de trem. O incidente trouxe de volta os temores de que sejam aplicadas medidas de racionamento de energia, como as executadas em 2010 em meio a uma aguda crise energética.

O ministro de Energia Elétrica, Alí Rodríguez, disse à noite que era necessário fazer "o racionamento este noite entre as 19h e 22h em todos os estados do país". Mais tarde, a estatal Corpoelec, que administra todo o sistema elétrico do país, explicou que Caracas não está incluída no plano de cortes.

A falha elétrica ocorreu quando uma das principais linhas de transmissão, de quase 800 KV de capacidade, saiu de funcionamento, impactando várias plantas. O apagão representa uma nova dor de cabeça para o presidente Hugo Chávez, meses depois de ter sua popularidade afetada pelo racionamento de energia.
Fonte: Congressoemfoco

Câmara mantém prisão especial para autoridades

Os deputados modificaram o texto do novo Código de Processo Penal aprovado pelo Senado para manter o privilégio

Mário Coelho

A Câmara manteve nesta quinta-feira (7) a possibilidade de prisão especial para autoridades. Os deputados modificaram o substitutivo ao Projeto de Lei 4208/01, que altera o Código de Processo Penal, aprovado anteriomente pelo Senado. O texto aprovado pelos senadores eliminava o privilégio: previa que quem tiver diploma de nível superior, tiver mandato eletivo e for integrante das Forças Armadas, por exemplo, deveria ficar alojados no mesmo local que os presos comuns. A matéria agora vai para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

No texto que veio do Senado, a prisão especial só poderia ser concedida quando houvesse necessidade de preservação da vida e da integridade física e psíquica do preso, reconhecida pela autoridade judicial ou policial. A previsão provocou debate entre os parlamentares. Todos os partidos, com exceção do PPS, concordaram em manter a diferenciação entre os presos. Para o deputado Roberto Freire (PPS-SP), a medida é um "privilégio inadmissível". "Nós queremos acabar com privilégios da prisão especial", afirmou.

Assim, mantêm o privilégio de prisão especial, de acordo com o artigo 295 do Código de Processo Penal:

I - os ministros de Estado;
II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia;
III - os membros do Parlamento Nacional, do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados;
IV - os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito";
V – os oficiais das Forças Armadas e os militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
VI - os magistrados;
VII - os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República;
VIII - os ministros de confissão religiosa;
IX - os ministros do Tribunal de Contas;
X - os cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função;
XI - os guardas-civis dos Estados e Territórios, ativos ou inativos.
XI - os delegados de polícia e os guardas-civis dos Estados e Territórios, ativos e inativos.

O relator do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), a favor do fim da prisão especial, reconheceu a resistência dos deputados e disse que o assunto poderá voltar a ser tratado na votação do projeto de reforma do Código de Processo Penal em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Além de manter o benefício, os deputados aprovaram também alternativas à prisão preventiva. Com o novo texto, o juiz pode optar, em casos de menor gravidade, por medidas cautelares. Entre elas, a obrigação de se apresentar periodicamente ao magistrado, a proibição de manter contato com pessoa envolvida no crime e a necessidade de dormir sempre em casa.

Fonte: Congressoemfoco

Enfim, a Filial começa a imitar os Estados Unidos, mas segue o que a Matrix tem de pior: os frequentes massacres em escolas, cometidos sem motivo algum.

Carlos Newton

Se tivesse ocorrido nos Estados Unidos, a nossa Matrix, não haveria novidade alguma. Mas aqui na Filial, é inacreditável saber que um ex-aluno invadiu, na manhã desta quinta-feira, a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, e fez vários disparos, que teriam atingido mais de 30 alunos.

As notícias iniciais são de que onze pessoas morreram, entre elas nove meninas entre 12 e 14 anos. Dezoito crianças e adolescentes estão sendo atendidos no Hospital Albert Schweitzer, no Hospital de Saracuruna, no Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), no Hospital da PM e no Hospital Pedro Ernesto. A maioria dos feridos foi atingida no tórax e na cabeça. O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira. Uma versão diz que ele foi baleado na perna e depois se matou, antes de ser preso.

Wellington deixou uma carta explicando as razões do atentado. Seu teor ainda não foi divulgado, mas segundo o comandante do 14º BPM, Djalma Beltrame, o conteúdo teria características fundamentalistas. Não importa o que ele esteja dizendo na carta, não há justificativa.

O título desta nota foi enviado por uma comentarista muito assídua, que se assina sob pseudônimo de “Mariposa”. Realmente, é uma tentativa de imitação do lado mais podre dos Estados Unidos, onde a população pode se armar à vontade. Aqui no Brasil, a população decente e trabalhadora realmente foi desarmada, mas as autoridades esqueceram de desarmar os bandidos.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Alckmin 1 X 1 Aécio

Carlos Chagas

Parar, não parou. Pelo contrário movimentou-se como nunca. Fala-se do Senado, quarta-feira, a partir do discurso de Aécio Neves. Na atual Legislatura, uma inovação. Estavam presentes quase todos os senadores, os apartes tomaram mais de quatro horas. Louve-se a tolerância do presidente José Sarney, que descumpriu o regimento e deixou de limitar a presença do colega mineiro aos vinte minutos regulamentares.

Aécio Neves parece ter lido Proust, já que só agora saiu em busca do tempo perdido. Sem dúvida, assumiu a liderança das oposições, num discurso ético, propositivo, firme e educado. Criticou adversários, não inimigos. Não poupou o PT nem a presidente Dilma, mas abriu perspectivas para um dialogo permanente, em termos altos.

A conclusão é de que o ex-governador de Minas acaba de empatar o jogo sucessório, com tanta antecedência praticado no ninho dos tucanos. Até seu pronunciamento, o placar indicava Geraldo Alckmin na frente, depois de haver implantado forte esquema de poder em São Paulo, preparando-se para estendê-lo aos demais estados. Além de maliciosamente ter lançado a candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo. Aécio Neves, a partir de agora, ocupa o mesmo patamar. Resta aguardar a réplica de Serra. Sua presença no plenário, direito concedido a todo ex-senador, faz prever que não demora muito, nesse estranho jogo de três times em campo.

PEGANDO CARONA

Apesar do brilho da sessão de quarta-feira, no Senado, não dá para omitir que no meio dos variados apartes solicitados a Aécio Neves, muitos pareciam inteiramente dispensáveis. Senadores tentaram pegar carona na mensagem do ex-governador, aproveitando para autopromover-se e abordar temas em nada relacionados com o confronto entre oposição e governo. Com todo o respeito, ouviram-se montes de bobagens. Até o programa de renda mínima viu-se incluído nos debates. A situação dos índios na Amazônia, os excessos do agro-negócio, a necessidade de todas as crianças irem para a escola, as cotas para negros e a tentativa de transformação da Petrobrás em Petrobrax ganharam destaque.

Aécio Neves elogiou todos os que o interromperam, mas lá no fundo terá lembrado características parlamentares de Carlos Lacerda, que quando recebia apartes bobos dirigia-se ao aparteante com um contundente “retire-se do meu discurso!”

MERCADO PELA METADE

Parece acorde com as leis do mercado que quando o preço do barril do petróleo aumenta internacionalmente, também aumente entre nós o preço da gasolina. É o que a Petrobrás defende, para os próximos dias. Só que tem um problema: quando o petróleo cai nas bolsas lá fora, a gasolina não cai, aqui dentro. Pelo contrário, preços uma vez elevados não diminuem nunca. Trata-se de vigarice. De usurpação da economia popular. Do reconhecimento de que o mercado prevalece quando funciona a favor. Contra, de jeito nenhum…

GOZAÇÃO

Em Washington, o ex-presidente Lula ridicularizou o novo relatório da Polícia Federal a respeito do mensalão. Disse que se a documentação for incluída no processo, só em 2050 a questão será julgada. A aceitação do novo relatório depende do relator da matéria contra os 40 réus mensaleiros, ministro Joaquim Barbosa, que não terá gostado nem um pouco da observação do Lula. Em especial quando dos corredores do Supremo Tribunal Federal chegam suposições a respeito de que sentenças, mesmo, não são esperadas para este ano. Com certeza 2050 ficará mais próximo…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Os jornais divulgam que o massacre de Realengo “mobiliza autoridades e a presidente Dilma Rousseff se diz chocada”. Não se podia esperar outra coisa. Mas o que irão fazer? Nada, podem apostar.

Carlos Newton

Há quem sugira aumentar o controle sobre as escolas, contratar mais seguranças e porteiros, instalar sistemas integrados de TV etc. Mas será que é por aí? Surgem também os mais diversos tipos de explicações técnicas e especializadas, não faltam teorias escalafobéticas.

Os repórteres logo assediam os principais psiquiatras e psicanalistas do país. E cada um responde como pode. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, foi um dos mais procurados. Disse que o atirador de Realengo provavelmente sofria de transtorno de personalidade e não de doença mental.

“É um tipo de comportamento chamado em inglês de mass murder, ou seja, assassino em massa. Geralmente são indivíduos entre 20 e 30 anos, solitários, que não param em emprego, com poucos laços com família, amigos e vizinhança. Eles costumam ter traços paranoides. Por exemplo, achar que todos são sacanas com ele, olham estranho ou estão falando e tramando contra ele. Procuram o isolamento social e às vezes podem estar tristes ou mostrar sinais de depressão. Buscam vinganças contra perseguidores reais e imaginários”, disse o psiquiatra, acrescentando que diferentemente de uma doença mental (depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar e outras fobias adquiridas e desencadeadas por algum fator), no transtorno de personalidade a pessoa já nasce com o problema. E não há tratamento.

Além disso, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria ressalvou que difícil é dizer qual seria esse transtorno: paranoide, esquizoide, borderline, narcisista, histriônico, obsessivo compulsivo ou antissocial?

Traduzindo: é tudo especulação. Para saber exatamente, só se algum médico tivesse examinado o atirador. Enfim, chegamos ao ponto. Nenhum médico examinou o atirador, para identificar-lhe a periculosidade. Este é o ponto crucial, a única providência que poderia ter evitado a tragédia.

Pela carta que deixou, constata-se que era evangélico mais do que convicto, que nas mãos de algum pastor incompetente sofreu uma lavagem cerebral e passou a dividir a sociedade entre puros e impuros.

Mas ninguém na Igreja que ele frequentava, nem mesmo seu adorável e dedicado pastor, percebeu a periculosidade desse jovem? Por quê? Ora, porque esse tipo de fiel, radical e robotizado, é cada vez mais comum nas igrejas evangélicas, onde essa voluntariosa “devoção” é saudada como uma mensagem divina.

Vamos falar claro: esse tipo de pastor só pensa em faturar fieis, porque isso significa faturar dízimos, esta é a realidade dos tempos atuais, deixemos de hipocrisias. Se estivesse numa igreja em que o pastor realmente se preocupasse com os fiéis, alguém teria percebido que o rapaz tinha problemas mentais e tentaria encaminhá-lo a tratamento.

Chegamos, então, a outro ponto crucial. Com a progressiva derrocada da rede pública de saúde, como oferecer assistência psiquiátrica e psicológica a um paciente como esse, que precisa de tratamento intensivo, com uso de medicamentos caros e assistência permanente?

Então, a culpa não é somente do pastor, que até agora não foi identificado. Boa parcela da culpa reside no descaso das autoridades brasileiras, que nas últimas cinco décadas, pelo menos, se dedicam a destruir o sistema público de saúde, para beneficiar os hospitais e clínicas particulares. Esta é uma verdade que não admite contestação. Todos sabem, todos percebem, e ninguém reage, ninguém toma providências. Saúde é um direito constitucional, tinha de ser garantido a todos.

Mas para que serve mesmo a Constituição? Ora, acaba de servir para manter na política uma série de pilantras, conhecidos como fichas-sujas, como Maluf, Barbalho e muitos outros seguidores fiéis, que são como grande número de pastores e estão obcecados por uma divindade etérea, que somente se materializa nos caixas dos bancos. Aleluia, irmão!

Fonte: Tribuna da Imprensa

Aécio Neves ficou 6 horas e 35 minutos na tribuna. Retumbou: “Sou o líder da oposição e candidato à sucessão”. Não disse se será em 2014 ou 2918. Quando acaba seu mandato no Senado e completa 58 anos.

Helio Fernandes

Não posso ficar em silêncio diante do importante e competente pronunciamento do ex-governador de Minas. Mesmo correndo o risco de ser acusado de favorecê-lo, glorificá-lo, prestigiá-lo. 2014 e 2018 ficam tão distantes, que mesmo que pretendesse apoiar Aécio, daqui a pouco ninguém se lembraria.

Visibilíssimo: Aécio Neves estreou no Senado, se colocando de tal maneira como líder da oposição e tão candidatíssimo a uma próxima sucessão, que só restou a José Serra, presente o tempo inteiro, sem se afastar um minuto, apenas o espaço de duas afirmações inconsequentes.

1 – “É estranho assistir a pessoas falarem sobre você, presente, e não poder responder”. 2 – “2014 está muito longe”. Nas duas oportunidades “ria amarelo”, sabia sem nenhuma dúvida, sem poder negar, que o triunfo da apresentação de Aécio era irrefutável.

Aécio programou tudo nos mínimos detalhes, e as coisas não saíram do planejado. Ele fugiu do discurso rotineiro, sozinho na tribuna, os outros senadores entrando e saindo, exclamando ou até dizendo baixinho: “Puxa, ainda não acabou? Quanto tempo ainda temos que esperar?”

Mobilizou o Senado inteiro, não apenas Serra que ficou ouvindo. Aécio deliberadamente convocou o Senado não só para ouvi-lo, para debater com ele, dividiu os holofotes, ninguém podia recusar. Numa quarta-feira reservada para sessão deliberativa, “sem nada para deliberar”, Aécio conseguiu que o tempo todo fosse destinado para atender à sua convocação de debater, contradizê-lo, até desmenti-lo, como fez o primeiro aparteante.

Esse foi Lindberg Farias, o mais duro, o mais demorado, o mais incisivo, pois desmentia “os números do seu governo, que são rigorosamente falsos”. Interrompia não o aparte mas o discurso paralelo, para dizer: “Senador, nada pessoal, sou admirador de Vossa Excelência, é apenas política”.

Em mais de meia, repetiu isso 9 vezes. Era exatamente o que Aécio queria. Aí, respondia tranquila e cordialmente, colocava os programas, levava alguns minutos nos elogios abertos ao aparteante, sem nem de leve responder crítica com crítica. Conseguiu o que pretendia.: criar um clima de cordialidade que dominou a tarde-noite inteira.

Isso animou a todos, principalmente os representantes da “base de apoio”. Compreendendo que poderiam criticar o governador-senador sem serem atingidos por ele, formaram filas para responder. E se satisfizeram com a reação, ao mesmo tempo satisfaziam o senador.

Como os representantes do PSDB eram minoria, e os do DEM, que ainda não se definiram, possíveis partidários de Aécio mas não identificados, o debate ficou restrito à “base de apoio”, exatamente o pretendido, projetado e planejado por Aécio aconteceu rigorosamente.

Das 6 horas e 35 minutos em que Aécio ficou na tribuna, o discurso inicial não tinha nem 1 hora. Mas os apartes foram quase sempre muito restritivos, e as respostas conceitualmente amenas, o que resultou: esse tempo integral ficou sendo todo de Aecio. E na verdade foi assim o que aconteceu.

E é preciso ressaltar: hoje o tempo é todo limitado, ninguém pode falar mais que determinado tempo, mínimo, que impede os grandes discursos do passado. Mesmo porque os oradores de antigamente valorizavam o tempo, tinham substância até mesmo para garantir audiência.

No Império, o Visconde do Rio Branco falou 8 horas seguidas, para defender o filho, o Barão do Rio Branco. Este, representante (ainda não existia embaixador) na Argentina, foi acusado por outro deputado de “negligência”.

Convenceu inteiramente, ninguém se retirou. Registre-se como curiosidade. O pai foi apenas Visconde, o filho, Barão, superior. O pai é nome de uma “ruazinha” minúscula, perto da Praça Tiradentes. O filho identifica a mais importante avenida, que se chamou inicialmente, desde que foi aberta em 1905, de Avenida Central.

Aécio conseguiu fixar sua posição de LÍDER DA OPOSIÇÃO (e garantiu que ela existirá) e candidato dessa mesma oposição. Não fixou data. Foi o derrotadíssimo José Serra que, contraditoriamente, socorreu o próprio Aécio: “2014 está muito longe”. O ex-governador mineiro deixou bem claro que é candidato. Mas com pouco mais de 50 anos, não precisa andar de calendário na mão.

***

PS – Notem, principalmente os que já se preparam para discordar e dizer, “Aécio não merece esses elogios”, que não elogiei o discurso. Nem sequer analisei o conteúdo, portanto não elogiei nada.

PS2 – Me fixei no triunfo do planejamento, da confirmação da presença do Senado inteiro, que era o que ele pretendia. Que consagração maior para um estréia do que ser “criticado” duramente por Romero Jucá?

PS3 – Lide do presidente FHC, de Lula e de Dona Dilma, Romero Jucá precisava mostrar ao Planalto-Alvorada, “serei líder não até 2014, e sim até 2018”. Pelo menos, quando acaba seu último mandato.

PS4 – Quase às 9 horas da noite, Aécio deixava a tribuna. Mas não saia simplesmente. Convocava todo o Senado “para um debate na próxima quarta-feira, quando estaremos fixando os caminhos e os compromissos para o futuro do país”.

PS5 – Que estreia. Nos próximos tempos, receberá os dividendos. E Aécio teve o cuidado de não dizer nada, mas ter o Senado inteiro para concordar com ele.

Helio Fernandes |Tribuna da Imprensa

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