quarta-feira, setembro 15, 2010

STJ mantém governador do Amapá preso Mário Coelho

Mário Coelho

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha acatou nesta terça-feira (14) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e prorrogou a prisão temporária do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), por conta da Operação Mãos Limpas. Além dele, também continuarão presos o ex-governador e candidato ao Senado no estado Waldez Goés (PDT) e o presidente do Tribunal de Contas (TCE-AP), José Júlio Miranda. Os outros três são o ex-secretário de Educação José Adauto Santos Bitencourt, o secretário estadual de Segurança, Aldo Alves Ferreira, e o empresário Alexandre Gomes de Albuquerque.

Joaquim Barbosa nega liberdade a Waldez Goés

A medida foi solicitada hoje pelo MPF. De acordo com o órgão, o pedido de prorrogação foi necessário para não comprometer os depoimentos em curso e o andamento das investigações. Como o inquérito está sob segredo de justiça, o nome dos envolvidos não pode ser divulgado. Segundo o STJ, o relator do inquérito prorrogou a prisão temporária por mais cinco dias. Os outros 12 presos na última sexta-feira (10) serão liberados. O ministro, de acordo com a corte, já expediu os alvarás de soltura.

A prisão temporária terminava à meia noite desta terça-feira. A Operação Mãos Limpas resultou na prisão de 18 pessoas na sexta-feira. De acordo com a apuração da Polícia Federal, que contou com o apoio da Receita Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Banco Central, eram desviadas verbas dos fundos de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

As investigações começaram em agosto de 2009 e revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Amapá. Os envolvidos são investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes conexos.

Fonte: Congressoemfoco

Se eleição fosse hoje, Dilma teria 63% do Senado

Cresce a performance dos candidatos governistas, de acordo com as últimas pesquisas, aumentando o tamanho da base da candidata petista num eventual governo. Arthur Virgílio, um dos maiores inimigos do governo, neste momento está fora do Senado

Saulo Cruz/Agência Câmara
Vanessa Grazziotin, do PCdoB, ameaça deixar o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, sem mandato

Rudolfo Lago

Se a onda vermelha, como mostrou o Congresso em Foco no dia 7 de setembro, não alterou muito as disputas para os governos estaduais, o mesmo não se pode dizer da disputa para o Senado. Em agosto, levantamento do site já mostrava que Dilma Rousseff (PT), caso as eleições fossem naquele momento, teria uma maioria confortável de 57% no Senado em um eventual governo. Mas alguns dos principais algozes do atual governo continuariam a postos para assombrá-la. Passado pouco menos de um mês, novo levantamento demonstra que candidatos governistas viraram situações desfavoráveis em alguns estados e aumentaram o tamanho da base de Dilma, caso ela seja mesmo eleita presidente, como demonstram hoje as pesquisas.

Se as eleições fossem hoje, tomando-se como base a última pesquisa disponível em cada estado, levando-se em conta os dois primeiros colocados e o terço de senadores que prosseguirão por mais quatro anos, Dilma, caso eleita, teria o apoio de 63% dos senadores, ou 51 deles. Serra, hoje, teria ao seu lado apenas 27 senadores (33,3%). Marina Silva, do PV, teria situação complicada: nenhum senador em sua base de apoio. E Plínio de Arruda Sampaio (Psol), na remotíssima hipótese de se eleger, poderia contar com Heloisa Helena, que deve se eleger senadora por Alagoas.

Como seria o Senado se as eleições fossem hoje

Últimos números das pesquisas para o Senado

A tarefa de livrar Dilma de opositores ferrenhos vem obtendo sucesso no Amazonas e no Rio de Janeiro. No Amazonas, o senador Arthur Virgílio (PSDB) é nome que consta de uma “lista negra” do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que contém nomes que ele não quer de forma alguma ver de novo no Senado pelos problemas que lhe causaram na oposição. Até a última pesquisa, Arthur parecia que conseguiria garantir um novo mandato: ele aparecia em segundo, atrás de Eduardo Braga, do PMDB. Pesquisa do Ibope realizada entre 10 e 12 de setembro, porém, mostra que ele foi ultrapassado pela deputada Vanessa Grazziotin, do PCdoB. E Eduardo Braga disparou, com 80% das intenções de voto.

No Rio, Dilma livrou-se – pelo menos neste momento - de uma potencial dor de cabeça: o ex-prefeito César Maia, pai do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia. César Maia era o segundo nome, perdendo apenas para Marcelo Crivella, do PRB. Mas, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro, foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria.

Mudança do eixo oposicionista

Berço do PSDB, São Paulo, com a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa para tratar de um câncer, não deverá ter senadores oposicionistas na bancada caso se confirme um eventual governo Dilma. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, a bancada paulista será formada por dois petistas que já foram marido e mulher – Eduardo e Marta Suplicy – e complementada pelo cantor de pagode e vereador Netinho de Paula (PCdoB), que hoje lidera a pesquisa.

Essa derrocada paulista aponta para Minas Gerais como novo eixo de liderança da oposição ao governo. Ali, Aécio Neves (PSDB) segue com folga para se eleger senador. E puxa com ele o ex-presidente Itamar Franco, que deverá ser o único senador do PPS. A bancada se completa com Elizeu Rezende (DEM), que permanecerá por mais quatro anos.
Outra indicação da possibilidade de deslocamento do eixo de liderança da oposição para fora de São Paulo é o bom desempenho de Tasso Jereissati (PSDB) no Ceará. E a formação de um enclave oposicionista – confirmadas as últimas pesquisas – em Goiás, com os tucanos Marconi Perillo e Lúcia Vânia e o demista Demóstenes Torres.

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Fonte: Congressoemfoco

PF vai investigar denúncia de lobby na Casa Civil

Thomaz Pires

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito para investigar a denúncia de tráfico de influência na Casa Civil envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a ministra não será investigada porque, segundo ele, Erenice "não está diretamente envolvida nos fatos". Como ministra, ela só poderia ser investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro disse que a PF vai investigar se o filho de Erenice praticou tráfico de influência ao fazer lobby, em troca de uma "taxa de sucesso", para uma empresa aérea obter contrato com os Correios. A denúncia foi publicada no último fim de semana pela revista Veja. O envolvimento da ministra no caso também será apurado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Por meio de nota oficial (veja a íntegra abaixo), Erenice voltou a rebater hoje (14) as denúncias da revista. No comunicado, a ministra alega estar sendo vítima de uma campanha difamatória.

"Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um 'fato novo' que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado", disse a chefe da Casa Civil, sem citar o nome do adversário tucano, José Serra.

A ministra afirma ter encaminhado aos ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, e da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pedidos para a abertura de investigações sobre as acusações publicadas pela revista. Segundo a reportagem, o filho de Erenice, Israel Guerra, intermediou a renovação de contratos milionários para empresas em troca de propina após a confirmação dos negócios.

A ministra classificou as acusações de “mentiras” e disse esperar celeridade nas apurações e confiar na competência das autoridades. Segundo ela, a reportagem é a “mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira”.

A nota alega que a reportagem divulgada pela revista faltou com o compromisso ético jornalístico. “Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística”, escreveu.

Hoje pela manhã, o presidente Lula se reuniu com ministros para discutir o assunto e a violação de dados sigilos da Receita Federal. Também nesta terça-feira, o DEM pediu que a Procuradoria-Geral da República apure as denúncias contra a ministra da Casa Civil.

Lei a nota de Erenice Guerra:

NOTA Á IMPRENSA

1. Encaminhei aos Ministros Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, e Luis Paulo Teles, da Justiça, ofícios em que solicito que se procedam todas as investigações necessárias no sentido de apurar rigorosamente os fatos relatados em matéria publicada pela revista Veja, em sua edição mais recente, e que envolvem tanto minha conduta administrativa quanto a de familiares meus.

2. Espero celeridade e creio na exação e competência das autoridades às quais solicitei tais apurações.

3. Reafirmo ser fundamental defender-me de forma aberta e transparente das mentiras assacadas pela revista Veja. E assim o faço diante daquela que já é a mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira.

4. Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística.

5. Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um "fato novo" que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado.

6. Pois o fato novo está criado e diante dos olhos da Nação: é minha disposição inabalável de enfrentar a mentira com a força da verdade e resoluta fé na Justiça de meu país, sem medo e sem ódio.


Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República

Fonte: Congressoemfoco

Nos jornais: Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas

O Globo

Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas

A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi sócia de duas empresas enquanto ocupava cargos no governo Lula, a partir de 2003. Ela é suspeita de tráfico de influência por causa da ação de seu filho, Israel Guerra, na intermediação de contratos com o governo. Erenice teve participação nas duas empresas, sediadas em Brasília, desde 1994, quando deixou a Eletronorte, até 14 de março de 2007, quando já era assessora de Dilma Rousseff na Casa Civil. Uma terceira empresa, de segurança e arapongagem, foi aberta em 1997 em nome de Israel Guerra e de uma "laranja”. Ontem, o escândalo derrubou um assessor de confiança de Erenice - na Casa Civil, sócio oculto do filho dela, também sob suspeita. 0 presidente Lula cobrou explicações de Erenice, mas decidiu mantê-la no cargo. A conduta da ministra, que continua negando tudo, será analisada pela Comissão de Ética Pública.

Caso Erenice: ministra controla direção dos Correios

A forte atuação da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, nos últimos meses, para mudar o comando dos Correios - o que ocorreu no final de julho - virou motivo de grande desconforto e preocupação no Palácio do Planalto. Já há o reconhecimento de que Erenice operou, não só para efetuar mudanças na estatal, como, na prática, passou a controlar os Correios.

A empresa está subordinada ao ministro das Comunicações, José Artur Filardi. No entanto, hoje Erenice tem ascendência direta sobre os dois principais cargos da estatal: o presidente David José de Matos e o diretor de Operações, o coronel Artur Rodrigues Silva. Os dois são indicações pessoais da ministra.

Contrato de R$ 19 milhões com a Infraero

Antiga empresa do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, a RCM Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo Ltda ganhou em agosto uma licitação da Infraero no valor R$ 19 milhões.

O contrato é para cuidar de manuseio de cargas, por um ano, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Rodrigues Silva, conhecido como coronel Artur, deixou a empresa em 2008, mas, em seu lugar, ficou sua mulher, Eugenia Maria. Em fevereiro, ela também saiu da RCM.

Serra crê em mais focos de corrupção na Casa Civil

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem acreditar no surgimento de novos focos de corrupção no governo federal, desde que o Ministério Público passe a investigar as denúncias de tráfico de influência no ministério da Casa Civil.

O tucano desdenhou do trabalho da Comissão de Ética Pública da Presidência, que vai apurar o escândalo. Para Serra, que fez corpo a corpo pelas ruas do centro de Itapeninga, no interior paulista, uma teia foi instalada em estatais como os Correios para "encher o bolso" de pessoas ligadas ao governo e ao PT.

Em comício ao lado de Dilma, Lula fala em 'extirpar o DEM'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Joinville, durante comício ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que o "DEM precisa ser extirpado" da política brasileira.

Lula acusou a família Bornhausen, que tem sua base eleitoral em Santa Catarina, de integrar a "direita raivosa" que tentou, segundo ele, derrubá-lo do poder em 2005. Ele não citou o escândalo do mensalão, ocorrido na época.

- Essa direita raivosa é a mesma direita que articulou para Getulio dar um tiro no coração, não queria deixar Jango governar e boicotou o governo de Juscelino. Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo, em 2005. E não o fez porque eu tinha um ingrediente a mais, eu tinha vocês - disse Lula no palanque, ao lado de Dilma e da senadora Ideli Salvatti, candidata do PT ao goveno estadual.

Eduardo Jorge terá acesso a documentos

A juíza da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Polyanna Martins Alves, determinou nesta segunda-feira que a Polícia Federal permita aos advogados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, acesso ao inquérito que investiga a quebra de sigilo fiscal de tucanos e familiares do presidenciável José Serra (PSDB).

No despacho, a juíza ressalta que os advogados podem, inclusive, analisar documentos de diligências ainda não concluídas, assim que forem incorporados ao processo.

Quebra de sigilo: protesto do PSDB em Mauá

O PSDB vai promover, na próxima quinta-feira, um ato de repúdio aos casos de violação de sigilos fiscais na Receita Federal que atingiram, entre centenas de contribuintes, a filha e o genro do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

O evento será feito em Mauá, berço do escândalo. Antes dos discursos em um estádio na cidade, o PSDB cogita fazer uma "lavagem" simbólica da calçada em frente à Delegacia da Receita.

Ministro do TSE cassa registro de Paulo Rocha

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Aldir Passarinho Junior cassou nesta segunda-feira o registro da candidatura do deputado federal Paulo Rocha (PT-PA) ao Senado, com base na lei da Ficha Limpa.

Ele considerou Rocha inelegível por ter renunciado ao cargo de deputado federal em 2005, quando seu nome estava envolvido no escândalo do mensalão, para fugir da cassação.

Vanessa passa Arthur Virgílio no Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, encomendada pela TV Amazonas, afiliada da TV Globo no Amazonas, mostra que a candidata ao Senado Vanessa Grazziotin (PCdoB) ultrapassou Arthur Virgílio (PSDB).

Ela alcançou 39% das intenções de voto, contra 34% do tucano, mas a diferença dos dois ainda está dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

AP: presos na Operação Mãos Limpas perdem votos

Pesquisa Ibope, encomendada pela Rádio TV do Amazonas e divulgada nesta segunda-feira, mostra uma queda dos candidatos do Amapá presos durante a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal. Um dos presos, o governador Pedro Paulo (PP), candidato à reeleição, caiu oito pontos. Saiu de 19% em agosto para 11% agora, caindo da terceira para a quarta posição.

A liderança continua com Lucas Barreto (PTB), que tem 34%, seguido por Jorge Amanajás (PSDB) com 23% e Camilo Capiberibe (PSB) com 17%. Em agosto, Barreto tinha 28%, Amanajás 20% e Camilo Capiberibe 10%. Genival Cruz (PSTU) tem 1%. Brancos e nulos são 3% e indecisos, 10%.

Folha de S. Paulo

PF acha R$ 167 mil na casa do governador do Amapá

A Polícia Federal encontrou R$ 167 mil e US$ 2,5 mil em espécie durante as buscas na casa do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição, preso na sexta-feira passada na Operação Mãos Limpas.

Dias era o principal alvo das investigações desde que foi secretário estadual de Saúde na gestão do governador anterior, Waldez Góes (PDT), que também foi preso.

Lula cita prisão de aliado para elogiar governo

O presidente Lula citou ontem, em Criciúma (SC), as prisões da Operação Mãos Limpas, no Amapá, para mostrar que seu governo ""prende quem rouba".

As prisões aconteceram na última sexta-feira. Na véspera, porém, Lula havia aparecido no horário eleitoral gratuito pedindo votos para o ex-governador Waldez Góes, candidato do PDT ao Senado e um dos presos na operação.

Ex-diretora rebate Peluso sobre conselho

Neide de Sordi, ex-diretora do Departamento de Pesquisas Judiciais, órgão do Conselho Nacional de Justiça, contesta a alegação de Cezar Peluso, presidente do CNJ, que atribuiu à aposentadoria dela o fato de o Conselho Consultivo, indicado em 2009 por Gilmar Mendes, não se reunir desde abril.

"A minha aposentadoria não pode ser usada para justificar a inoperância do CNJ", afirmou, em mensagem enviada sexta-feira aos nove consultores que acompanham as pesquisas para aprimoramento do Judiciário.

ONU critica trabalho escravo no Brasil

Falta de punições, número insuficiente de policiais e assassinatos de defensores dos direitos humanos são alguns dos obstáculos para a erradicação do trabalho análogo ao escravo no Brasil.

A informação é da relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Gulnara Shahinian, que veio ao país em maio. As críticas estão em relatório que será divulgado hoje no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Ações contra trabalho irregular resultam em multa de R$ 448 mil

Três ações contra trabalho escravo resultaram no pagamento de R$ 448 mil em verbas rescisórias para 167 pessoas achadas em condições análogas à escravidão em plantações de morango, em MG, e em canaviais, no RJ.

Em Campos (norte do RJ), a ação do Ministério Público do Trabalho achou 33 trabalhadores em situação irregular. Em MG, 51 trabalhadores de Cambuí (447 km de BH) foram encontrados em situação irregular em 12 de agosto -39 em condições análogas à escravidão.

Governo tenta debelar crise e demite assessor da Casa Civil acusado de lobby

O governo lançou uma operação para tentar impedir que a acusação de lobby envolvendo o filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) atinja em cheio a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e contamine os últimos meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Um servidor da Casa Civil subordinado à ministra foi exonerado e Erenice disse estar disposta a abrir seus sigilos bancário e fiscal e também de familiares.

Filho de Erenice diz que foi "enganado"

O filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Israel Dourado Guerra, 32, disse ontem à Folha que foi "enganado" pelo consultor de empresas Fábio Baracat.

"Eu fui enganado por aquele rapaz. Ele se dizia dono da empresa, se dizia ser sócio. Ele se mostrava como um empresário bem-sucedido, bem-intencionado", afirmou o filho de Erenice.

Casa Civil pediu ao Itamaraty carta para marido de ministra

A Casa Civil pediu carta de apresentação ao Itamaraty para que o marido da hoje ministra Erenice Guerra viajasse ao exterior representando uma empresa privada em 2007, ano em que ela ocupava a secretaria executiva e a candidata Dilma Rousseff (PT) era a titular da pasta.

Troca de e-mails a que a Folha teve acesso revela que Raymundo Magno, então assessor especial da Casa Civil, solicita "nota diplomática" de pedido de visto para os EUA e para a China para José Roberto Camargo Campos.

Escritório de irmão teve 3 contratos com a União

O escritório de advocacia em que trabalhou um dos irmãos da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) teve desde 2004 três contratos, todos sem licitação, com a União no valor total de R$ 63,5 mil.

Em 2004, o Trajano & Silva Advogados -que até março tinha como um dos sócios Antonio Alves de Carvalho, irmão da ministra- recebeu R$ 32 mil da Eletronorte, órgão em que Erenice fez carreira, para fazer pareceres sobre a usina de Belo Monte.

Presidente da Anac determina devassa em cargos comissionados

A diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, determinou que a agência faça uma checagem dos indicados para cargos de confiança. A Casa Civil vai analisar as informações.

A medida atinge principalmente as indicações feitas pelos diretores de Regulação Econômica, Ricardo Bezerra, e de Infraestrutura Aeroportuária, Rubens Vieira. Eles tomaram posse em agosto.

Justiça tira polícia de SP de apuração de violação

DE SÃO PAULO Decisão da Justiça de Santo André (ABC) considerou que o inquérito sobre o uso de procurações falsas para quebrar o sigilo fiscal da filha de José Serra não deve tramitar no Judiciário de São Paulo, o que, na prática retira a Polícia Civil paulista das investigações do caso.
A medida frustra a expectativa do PSDB de que as apurações da Polícia Civil de São Paulo, sob o governo do partido, levassem à demonstração da ligação das violações a filiados do PT antes das eleições de outubro.

Lula agora quer "extirpar" o DEM da política brasileira

Em comício ontem à noite em Joinville ao lado da candidata Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula afirmou que é preciso "extirpar" o DEM da política brasileira, pois é um partido que "alimenta ódio".

Lula se referia a uma frase dita em 2005 pelo então presidente do PFL (atual DEM), Jorge Bornhausen, durante o escândalo do mensalão. Ao falar do PT, ele comentou: "Estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos".

Marina cresce entre eleitores mais ricos

Imune ao escândalo da Receita, a presidenciável Marina Silva (PV) aproveitou o tiroteio entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para crescer no eleitorado de maior renda e escolaridade.

Dados da última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, mostram que ela herdou os votos que a petista perdeu após ser vinculada à quebra de sigilos fiscais.

PSDB se queixa de atuação de Serra em debate

Integrantes da campanha de José Serra (PSDB) não escondiam ontem insatisfação com o desempenho dele no debate Folha/RedeTV!. Tucanos se queixaram da falta de objetividade, do uso de expressões e da linguagem corporal. Tenso, Serra mal conseguia concluir o raciocínio dentro do tempo fixado. Sua performance foi discutida em reunião.

PT aposta em vídeo de Lula para alavancar Mercadante

A campanha do senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, reserva para a reta final da disputa vídeo em que ele aparecerá em diálogo emotivo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O filme será usado na propaganda eleitoral e foi produzido na semana passada, em Brasília.

Governador lidera pesquisa no Ceará com 58%

Com 42 pontos de dianteira, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), seria reeleito no primeiro turno se a eleição terminasse hoje, aponta o Datafolha.

Se considerados somente os votos válidos, Cid sairia das urnas com 69%, um dos maiores percentuais entre os que lideram pesquisas. Ele tem agora 58% .

Ibope aponta liderança de Anastasia, com 9 pontos à frente de Hélio Costa

DE BELO HORIZONTE - Pesquisa Ibope sobre as intenções de voto para o governo de Minas, divulgada ontem, coloca o candidato à reeleição Antonio Anastasia (PSDB) nove pontos à frente do seu principal concorrente, o senador Hélio Costa (PMDB).

Anastasia tem 41% das intenções de voto, contra 32% do peemedebista. Os indecisos somam 15% dos entrevistados. Brancos e nulos são 9%. Os demais candidatos na disputa somaram 2%. Esse resultado indica a vitória tucana no primeiro turno.

Funcionária investigada por violações é "devolvida"

A Superintendência da Receita Federal em São Paulo encaminhou ontem uma solicitação de retorno imediato da servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Ana Maria é uma das investigadas no caso de quebra de sigilo de tucanos e de outros contribuintes.

Dilma defende relação "não pessoal" com Irã

Com o pé direito imobilizado após uma queda, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) se reuniu na manhã de ontem com representantes da comunidade judaica no país, na sede da Confederação Israelita do Brasil (Conib). O principal assunto foi sua visão dos rumos da política externa brasileira.

Dilma e Serra têm maior duelo da campanha

O maior confronto da campanha presidencial até agora foi protagonizado anteontem à noite por Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no debate Folha/RedeTV!.

Em cerca de duas horas, os adversários trocaram acusações em torno de investigações de corrupção recentes.

Correio Braziliense

Suposto esquema faz primeira vítima

Após ter o nome citado na divulgação de um suposto esquema de lobby, propina e tráfico de influência que envolveria a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o assessor da Secretaria Executiva do órgão Vinícius de Oliveira Castro pediu, ontem, a exoneração do cargo. Ele trabalhava no Palácio do Planalto desde 30 de junho do ano passado e ocupava função com remuneração de quase R$ 7 mil. Castro e Israel Guerra, filho de Erenice, teriam recebido R$ 5 milhões por intercederem em licitações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e na renovação de uma concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em favor da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA). Por meio de uma nota, o servidor anunciou a decisão e afirmou que “repudia todas as acusações”.

Diante das suspeitas, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, ordenou que a Corregedoria-Geral da PF analise se há necessidade de abrir um inquérito policial de ofício — quando a PF abre o processo por iniciativa própria. A corporação vai avaliar se existem indícios objetivos de crimes de tráfico de influência, desvio de dinheiro público para pagamento de propina e advocacia administrativa.

Cabos eleitorais artísticos

São Paulo — Wagner Moura, Fernando Meirelles, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes. A lista poderia ser a de convidados para uma premiação cultural, mas as celebridades, pra lá de acostumadas ao tapete vermelho, são na verdade apenas alguns dos cabos eleitorais que resolveram declarar abertamente apoio à candidatura de Marina Silva (PV) em um evento organizado ontem, na capital paulista.

Muitos aderiram há tempos à campanha verde e resolveram emprestar a credibilidade e o prestígio com milhares de fãs para tentar aumentar os índices que Marina tem registrado nas pesquisas — a candidata alcançou 13% das intenções de votos no último Datafolha. É o caso do diretor de cinema Fernando Meirelles, consagrado nacional e internacionalmente com o filme Cidade de Deus e responsável mais recentemente pela filmagem do livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Lula: DEM tem de ser “extirpado da política”

Quando Luiz Henrique foi eleito, pensei que ele ia mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que precisamos extirpar da política brasileira”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, sobre o governador catarinense, do PMDB, que agora apoia o DEM.

O principal compromisso de campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ontem, em Joinville, foi marcado por críticas contundentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao DEM. Em comício de apoio à ex-ministra da Casa Civil e aos candidatos do PT no estado, Lula defendeu que o partido de oposição fosse “extirpado” da política nacional. “Eu não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio, que entrou na Justiça para acabar com o ProUni, como o DEM entrou”, disse Lula.

Código em discussão

Belo Horizonte — A primeira de uma série de nove audiências públicas promovidas em todo o país para a elaboração do anteprojeto do novo Código Eleitoral, ocorrida ontem, em Belo Horizonte, expôs fissuras na comissão de juristas que trata do caso. Para alguns membros da comissão, temas como o financiamento de campanha — se deve ser misto ou público — e, em consequência, se o sistema de lista proporcional deve ser aberto ou fechado, são os pontos mais importantes. Para outros especialistas, entretanto, essas questões seriam objeto de reforma política, e não da comissão.

Certo, até agora, é que o anteprojeto deve se ater às questões relacionadas aos tipos penais envolvendo fraudes eleitorais e abuso de poder econômico, propaganda política, aspectos relacionados à prestação de contas e à composição da Justiça Eleitoral, além da organização da vasta legislação.

Com quantos ele fica?

Se protesto, desmotivação política ou convicção efetiva é difícil saber, mas o fato é que o eleitor paulista tem se caracterizado por conduzir personagens polêmicos ao parlamento. Em 2002, Enéas Carneiro recebeu 1,57 milhão de votos para a Câmara. O número expressivo levou com ele outros cinco integrantes do Prona, completamente desconhecidos, ao Congresso. Em 2006 foi a vez de Clodovil Hernandes, terceiro deputado federal mais votado do país, com 493 mil votos pelo PTC. Agora, na era das redes sociais e da internet como cabo eleitoral, Francisco Everardo Oliveira, o Tiririca, lidera todas as bolsas de apostas virtuais para ser o parlamentar mais votado em 3 de outubro. Com a plataforma baseada em “pior do que tá, não fica”, amplamente divulgada via YouTube e repercutida no Twitter, o palhaço e ator promete ser o puxador de votos da coligação que inclui PT e PCdoB.

Geddel ameaça deixar o barco

O aumento da temperatura do conflito entre os candidatos ao governo baiano Geddel Vieira Lima (PMDB) e Jaques Wagner (PT) pode resultar no embarque do peemedebista e ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula no palanque do DEM no estado, que faz oposição ao governo federal. Os dois ex-aliados têm andado às turras desde o ano passado, com troca de acusações e fortes ataques de Geddel ao governo do petista. Nas últimas duas semanas, o deputado federal aumentou o tom das ameaças e dá indícios claros de que pode apoiar Paulo Souto (DEM) em um eventual segundo turno entre o candidato do DEM e Wagner.

Recurso de Roriz chega ao Supremo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso extraordinário apresentado pela defesa do candidato ao GDF Joaquim Roriz (PSC) contra a decisão da Justiça Eleitoral que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa. De acordo com o TSE, o caso do ex-governador deverá ser o primeiro a ser julgado pelo plenário do Supremo com base na Lei Complementar nº 135/2010. No entanto, ainda não há garantias de que a situação será avaliada pelo STF antes do primeiro turno das eleições, marcado para 3 de outubro.

No despacho, Lewandowski reforça a decisão do TSE de barrar a candidatura de Roriz porque a Lei da Ficha Limpa “criou novas causas de inelegibilidade, mediante critérios objetivos, tendo em conta a ‘vida pregressa do candidato’”. O presidente do TSE considerou, no entanto, que o recurso impetrado pela defesa de Roriz atende aos requisitos de admissibilidade — quando há aspectos constitucionais a serem analisados — para ser encaminhado ao Supremo. O envio é considerado uma vitória para a defesa de Roriz, que tem pressa em que o caso seja apreciado pelo STF antes das eleições.

Estado de S. Paulo

Governo demite assessor de Erenice para conter escândalo

O Planalto demitiu Vinícius de Oliveira Castro, assessor da Casa Civil acusado de integrar esquema de lobby no governo. 0 afastamento do funcionário, técnico de baixo escalão, foi a medida de maior impacto tomada pelo Planalto para estancar a crise envolvendo a chefe dele, a ministra Erenice Guerra - que foi braço direito de Dilma Rousseff quando a candidata presidencial do PT estava no governo. 0 assessor negou a acusação de que ele e Israel Guerra, filho de Erenice, receberam propina para direcionar licitação dos Correios. 0 Planalto acionou a Comissão de Ética para analisar o caso.

Lula cobra reação rápida da ministra

0 presidente Lula cobrou reação rápida da ministra Erenice Guerra denúncia de esquema de lobby. Luta avaliava que o afastamento de Erenice poderia abastecer o arsenal da oposição contra a candidata Dilma Rousseff. Em nota, ela colocou seu sigilo bancário à disposição.

Pré-sal tem novo poço gigante

O governo estima que haja reservas potenciais de ate 8 bilhões de barris de petróleo no poço de Libra, que esta sendo perfurado pela ANP em parceria com a Petrobras na Bacia de Santos. Assim, libra pode ser, ao lado de Tupi, a maior descoberta mundial de petróleo nos últimos 20 anos. A área deve protagonizar o primeiro leilão do pré-sal com contratos de partilha.

Em MG, Anastasia abre nove pontos sobre Hélio Costa

O candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia, atingiu 4% das intenções de voto e abriu nove pontos porcentuais sobre Hélio Costa (PMDB), segundo pesquisa do Ibope para o Estado e a TV Globo. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) chegou a 43%, 13 pontos à frente de Joaquim Roriz (PSC).

Em Cuba, 500 mil funcionários serão demitidos

Cuba anunciou que vai demitir 500 mil servidores, para tornar “mais eficiente o processo produtivo", o ex-presidente Fidel Castro havia dito que o modelo cubano "não funciona mais".

Fonte: Congressoemfoco

A morosidade da Justiça, em números



Roseann Kennedy

É velha a reclamação sobre a morosidade na Justiça. Quem precisa de alguma decisão nos tribunais do país sabe que é preciso paciência. Mas, além da situação prática, nesta terça-feira foi possível comprovar em números a lentidão do Poder Judiciário.

Menos de 30% dos processos que tramitaram na Justiça em 2009 foram concluídos. Na primeira instância, onde está o principal gargalo, somente 24 de cada cem processos tiveram desfecho. E olha que isso é uma média, porque quando a análise é feita por estado é possível encontrar um volume de papéis ainda maior nas gavetas.

É verdade, também, que o número de processos abertos cresce a cada ano e o número de juízes é baixo frente ao tamanho da população brasileira. Hoje a média nacional é de oito juízes para cada grupo de cem mil habitantes. Estatística bem diferente da registrada na Europa, onde países como Espanha, Itália e Portugal têm proporção de 18/cem mil habitantes.

No entanto, contratar mais juízes sem dinamizar o sistema também não adianta. A mera contratação de magistrados seria apenas mais um paliativo que viria acompanhado de mais gastos.

É preciso incentivar procedimentos conciliatórios, acordos e limitar a quantidade de recursos. No mínimo, deveria haver alguma grande multa para aquelas pessoas que, mesmo sabendo do erro, recorrem infinitas vezes somente para protelar a punição judicial. No meio político, então, isso vem sendo usado por anos como forma de garantir alguns mandatos e mordomias.

Agora, sendo um pouco utópica, eu vou defender punição rigorosa aos criminosos, porque somente assim é que acredito ser possível inibir a prática no país.

Em tempo, enquanto a Justiça caminha lentamente, os gastos no Poder Judiciário continuam a todo vapor. Em 2009, o gasto foi de mais de R$37 bilhões e quase tudo relativo a despesa de pessoal.
Fonte: Congressoemfoco

Apoio de Waldir Pires a Emiliano (PT) está incomodando

Na Bahia é assim. Quando começam a ser plantadas, na imprensa, notas exalando intrigas, pode saber, alguém está se incomodando. O jornalista Raul Monteiro, do blog Política Livre, registrou que Waldir Pires alegou “agenda cheia” para se esquivar do pedido do candidato Valmir Assunção, para gravar apoio no programa de TV.

Valmir Assunção, segundo a nota, chegou a integrar a tropa de choque do PT que queria emplacar a candidatura de Waldir Pires ao Senado, e, no último momento, pulou fora do barco. A nota poderia ter dito, todos pularam fora do barco, menos Emiliano.

Intriga política feita, Raul Monteiro, em questão de minutos, publicou outra versão. O coordenador da campanha de Valmir Assunção, Ivan Alex, teria ligado e negado que tenha feito qualquer pedido ao ex-governador Waldir Pires. “Quem trata destas questões sou eu e nunca tomamos qualquer iniciativa neste sentido, mesmo porque sabemos que o ex-governador apóia a candidatura do companheiro Emiliano (José). Waldir é um homem sério, não deveria ter seu nome envolvido em mentiras”, disse Alex, lamentando que figuras, segundo ele, interessadas em prejudicar Valmir tenham divulgado a informação.

Não apurei nada, não vale a pena. A única coisa certa é que Waldir Pires faz campanha para Emiliano, deputado federal (1331) e, evidentemente Wagner, Lídice a Pinheiro. Waldir também tem comparecido a alguns eventos da campanha de Vânia Galvão, candidata a deputada estadual (13133).
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

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Isis Valverde posa para a revista "Be Fashion" Policiais em frente à torre Eiffel após evacuação devido a ameaça de bomba Engavetamento de caminhões na via Dutra deixa um motorista morto
Manifestantes do PETA protestam em Nova York Lionel Messi comemora gol em goleada do Barcelona Roberto Carlos em treino no Parque São Jorge

Idosa de 71 anos esfaqueia dois assaltantes

Wellington Alves
do Agora

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - Uma idosa de 71 anos esfaqueou dois assaltantes que invadiram a casa dela, ontem, em São José do Rio Preto (438 km de SP).

Os criminosos entraram encapuzados e quando tentaram render o marido dela, foram surpreendidos com facadas nas costas e no tórax.

Os assaltantes fugiram e chamaram os bombeiros, dizendo que foram feridos em uma briga, mas foram presos. A polícia diz que vítimas não devem reagir a crimes.

Fonte: Agora

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CET vai cancelar 2.423 multas na marginal

Folha de S.Paulo

O DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário) decidiu cancelar 2.423 multas aplicadas por marronzinhos na marginal Tietê e decorrentes das falhas na sinalização da via. Foram analisadas 3.092 autuações, do período entre 27 de março --quando a obra de expansão foi inaugurada-- e 16 de julho. As multas posteriores a esse período ainda estão sendo revisadas.

O órgão atende a recomendação do Ministério Público, que constatou problemas como falta de placas e de pintura nas pistas da marginal. A Dersa (estatal responsável pela obra) teve até 31 de agosto para corrigir as irregularidades e, como descumpriu o acordo, está sujeita a pagar multa diária de R$ 100 mil desde então.

Para a promotora Maria Amélia Pereira, os tipos de multa relatados pelo DSV reforçam que há falhas. Quase metade delas (1.032) foi para carros que andaram sobre as demarcações que dividem as pistas --em locais onde, muitas vezes, elas nem existiam. "O marronzinho não poderia ter multado se a sinalização era falha", diz.

Fonte: Agora

Supremo vai decidir troca de aposentadoria

Ana Magalhães
do Agora

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai decidir se o aposentado que continua trabalhando e pagando o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderá desistir do seu benefício para obter um maior, incluindo na conta as últimas contribuições previdenciárias. O aumento pode chegar a 63%.

Um processo sobre a troca de benefícios (também conhecida como desaposentação) está pronto para ser julgado no Supremo. Entretanto, o tribunal informou que não há um prazo previsto para decidir sobre o assunto.

A decisão da mais alta instância do Judiciário deverá ser seguida pelos tribunais inferiores, que não têm um entendimento unificado sobre o tema. Há juízes que não aceitam a troca de benefícios, outros que são favoráveis e ainda há decisões que aceitam a nova aposentadoria somente se o aposentado devolver tudo o que já recebeu do INSS.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta,

Disputa pelo Senado eleva temperatura no estado

Romulo Faro

A dezessete dias das eleições, o cenário político baiano incendeia. Desta vez, as chamas subiram alto por conta dos postulantes ao Senado Federal. O candidato democrata José Carlos Aleluia voltou a mirar sua metralhadora para o candidato a vice do governador petista Jaques Wagner (que tenta a reeleição), Otto Alencar (PP).

Aleluia questionou a adversária Lídice da Mata (PSB), que concorre pela chapa petista, sobre a trajetória política de Otto, fundamentada na ideologia do extinto “carlismo”. “Você não se sente constrangida por fazer chapa com o mais subalterno dos carlistas, que recebe aposentadoria integral de R$ 25 mil como conselheiro do TCM por cinco anos de trabalho?”, questionou Aleluia.

Lídice não perdeu tempo e recomendou que Aleluia fosse resolver o problema que tem com Otto Alencar, “porque em todos os debates, em lugar de apresentar suas propostas, ocupa o tempo para atacá-lo”.

A candidata disse ainda que Otto veio para o projeto capitaneado pelo governador Jaques Wagner porque entendeu que o anterior, a que Aleluia ainda pertence, “não atende aos interesses da Bahia”. “O senhor deve procurar resolver esse seu problema com Otto Alencar, isso já está virando obsessão”, aconselhou a deputada.

A Lídice, Aleluia respondeu que “não tenho nenhum problema pessoal com Otto Alencar. Tenho problema com a aposentadoria dele que é uma vergonha e uma afronta aos aposentados brasileiros. A aposentadoria de Otto é imoral”, disse o candidato do DEM.
Sem deixar por menos, Otto Alencar lançou um desafio a Aleluia.

“Se ele provar que recebo integral, eu renuncio a minha candidatura, se não provar, ele renuncia à dele”, propôs o progressista, acrescentando que põe em jogo uma “candidatura vitoriosa” contra uma “derrotada”. Alencar defende veementemente que sua aposentadoria é proporcional ao tempo em que serviu no órgão. “Tenho 35 anos de serviço público, desde o exército, a pronto-socorro e na universidade”, salienta.

Sobre sua ida para a chapa de Wagner e sua relação com o “carlismo”, Otto também rechaçou as declarações do adversário.
“Tive coragem para não ser subalterno a quem quer que seja e, talvez por isso, não pude depois ser candidato a governador ou senador”.

Otto partiu para o ataque e disse que “ele (Aleluia) passou o tempo todo no PFL brigando com Antonio Carlos e agora, para ser senador, põe o filho suplente”, provocou.

Em contato com a Tribuna da Bahia, o candidato José Carlos Aleluia respondeu ao desafio de Otto. “Quem está sendo acusado de paternidade é ele. Ele é que tem que fazer o exame de DNA. Mande ele mostrar os dois contracheques dele, o de deputado e o de conselheiro”, provocou. O democrata voltou a dizer que a aposentadoria de Otto é “imoral”.

“Como alguém trabalha cinco anos e recebe aposentadoria em valor integral?”, indagou, complementando que "se ele renunciasse, faria muito bem à chapa de Wagner. Se ele mostrasse seu contracheque, a Bahia ficaria arrepiada”. (RF)

Fonte: Tribuna da Bahia

Idoso francês é preso por atos libidinosos

Daniela Pereira

Foi preso na tarde de anteontem o francês Jean Claude Adrien Solem, 72 anos, sob acusação de pedofilia. O acusado foi detido em flagrante na praia de Jauá, tentando abaixar o biquíni de uma garota de 12 anos.

A ação libidinosa foi presenciada por um casal, que acionou militares da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Preso, o francês foi encaminhado para as carceragens da 26ª CP, onde permanece detido.

Há um ano e meio morando sozinho na região do Phocc, Camaçari, Jean Claude estava sendo monitorado pelo Serviço de Investigação (SI) da delegacia há cerca de seis meses.

“Já tínhamos denúncias sobre os atos ilícitos dele e abrimos investigação. Apesar de ele alegar que a garota frequentava a casa dele como amiga, a menor esteve aqui, acompanhada pela mãe, e garantiu que ele pagava R$ 10 para ela manter relações sexuais com ele”, contou a delegada, Jamila Cidade.

Em defesa, o acusado alegou ter agido com a “melhor das intenções” e que pretendia apenas ajudar a adolescente e a família, pois possuíam uma vida de muita pobreza. “Meu lema é tolerância e caridade. Essa menina já esteve na minha casa várias vezes, acompanhada de amigas, irmãos e até da própria mãe.

Elas me pediam dinheiro e ajuda, pois não tinham o que comer. Eu sempre a ajudava e me tornei amigo da família”, defendeu-se, alegando que a relação sexual não era feita à força. “Ela não era uma criança, tinha 12 anos e sempre estava batendo na porta da minha casa”, garantiu.

Segundo Cidade, a mãe da menor compareceu à delegacia, mas, como estava muito nervosa, não conseguiu prestar depoimento. Pai de dois filhos, o francês confessou ter tido relações com outros menores, porém nunca teria agido com violência. “Espero que com a divulgação da imagem dele, outras vítimas aparecem para prestar depoimentos”, afirmou a delegada.

Autuado em flagrante pela plantonista Maria Helena, Jean responderá por estupro de vulnerável e, se comprovado a acusação, pode cumprir de 8 a 15 anos de prisão.

Fonte: Tribuna da Bahia

Verônica Serra, ACUSADÍSSIMA agora de ter o sigilo fiscal vazado, em 2001 estava do outro lado. Quebrou o sigilo de 60 milhões de brasileiros. E até o Daniel Dantas era APANIGUADO

O que está no título destas notas ou lembranças, é raro, quase inédito, mas rigorosamente verdadeiro. Os ricos, mesmo os de fortuna LEGÍTIMA, vá lá, se escondem, se fecham no silêncio, detestam que apregoem ou desvendem a que alturas o seu rico dinheiro já atingiu.

(Uma das razões da repercussão espantosa da quebra do sigilo da Receita federal, não é por causa da campanha eleitoral, nem porque tentaram atingir o candidato José Serra. Até pode ou poderia atingir o presidenciável do PSDB, mas o número de “levantamento” de sigilos, já ultrapassou a casa de milhares, e portanto, Serra e a filha estão distantes e não i-s-o-la-d-o-s).

Além do mais, a revista “Carta Capital”, no exemplar que está nas bancas, revela a ação nada exemplar de personagem que estava de um lado em 2001, e do outro, agora, e que se chama Verônica Serra, filha do ex-governador. Apenas transcrevo o que saiu na revista, apenas e simplesmente procurando que mais cidadãos tomem conhecimento dos fatos.

Da “Carta Capital”, textual: “Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um CASO ESCABROSO.(A maiúscula é minha. HF) Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País.”

Continuando, apenas para não ficar muito longo, e facilitar a leitura: “O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg”.

“A Decidir.com teve acesso às informações cadastrais, mesmo sem ser empresa de recuperação de créditos. Continuando, vem a matéria assinada por Leandro Fortes, com o título “SINAIS TROCADOS. Extinta empresa de Verônica Serra, expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros, obtidos num acordo questionável com o governo FHC”.

Textual e não contestado por ninguém, continua o repórter Leandro Fortes: “Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias“.

“Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma resposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado”.

“Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém. Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais”.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras”.

“Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE)”.

***

PS – A transcrição acaba aqui. Comprem a revista. O que há ainda para ler é sensacional. E a sócia de Verônica Serra na quebra do sigilo de 60 MILHÕES de pessoas, se chama também Verônica. É Dantas, lembra alguma coisa?

PS2 – Só que o sobrenome Dantas deixa bastante visível que se trata do cidadão que fez a frase eterna: “Só tenho medo da Polícia e da primeira instância. LÁ EM CIMA EU RESOLVO”.

PS3 – Para que as duas Verônicas, filhas de pais ilustres, precisariam do SIGILO BANCÁRIO de 60 milhões de brasileiros?

PS4 – Estranhíssimo: na época, apesar do envolvimento do poderoso Michel Temer, não houve a menor repercussão. E por que Michel Temer, tão silencioso em 2001, 9 anos depois GANHAVA A SORTE GRANDE DA VICE DE UMA CANDIDATA JÁ VITORIOSA?

PS5 – E por que as duas Verônicas, BRASILEIRAS, sócias em uma empresa BRASILEIRA, que violaram e violentaram o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, precisavam de uma filial nos Estados Unidos.

PS6 – Nenhum mistério, apenas CONTRADIÇÃO em relação à personagem de 2001 que volta em 2010. O pai agora é candidato, Em 2001, se preparava para ser. Mas nenhum propósito eleitoral, apenas FISCAL nas duas vezes.

Helio Fernandes |Tribuna da Imprensa

Por que permanece?

Carlos Chagas

Culpada ou inocente, Erenice Guerra entra no rol de ex-ministros e altos auxiliares do presidente Lula que, acusados de irregularidades, não se demitiram no primeiro momento. Nem foram demitidos, servindo de alvo para adversários até que o desgaste os defenestrasse implacavelmente. José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci, além de Delúbios e penduricalhos, deixaram-se fritar até a frigideira explodir. Melhor teriam feito, em defesa do presidente Lula, se tivessem pedido as contas ao primeiro sinal de denúncias. O mesmo acontece com a atual chefe da Casa Civil, apoiada no vasto coração do chefe. Pior para todos.

A pergunta é se a permanência de Erenice ajuda ou atrapalha a candidatura de Dilma Rousseff. Pelo jeito, o presidente Lula acrescenta novo argumento ao seu sentimento de complacência: julga melhor para a candidata que sua sucessora permaneça na Casa Civil. Pode estar enganado, como das vezes anteriores. Como coordenadora da administração federal, Erenice não apenas desgasta-se. Desgasta o conjunto, de resto inexpressivo, com as exceções de sempre. O chefe do governo perdeu excelente oportunidade de compor um ministério de primeiro time, logo depois da desincompatibilização dos ministros candidatos às eleições do dia 3. Optou por tirar os reservas do banco, inclusive na Casa Civil. Nada que ofusque sua popularidade, ao menos por enquanto, mas uma decisão responsável por privá-lo de conselhos essenciais para levar ao fim seus oito anos de mandato.

Porque MArina cresceu

Continuam os mesmos os percentuais de Marina Silva, nas pesquisas, mas setorialmente ela cresceu alguns pontos. Junto aos eleitores mais ricos, aumentaram as tendências em seu favor. A explicação é simples: cada vez mais a filha da floresta aproxima-se do asfalto da Avenida Paulista. Tornou-se neoliberal. Sua antiga pregação parece haver sido esquecida. Se o PSDB estiver atrás de uma candidata para 2014, já encontrou.

Tucanos depenados?

Enquanto Antônio Anastasia cresce em Minas, Beto Richa cai no Paraná. Yeda Cruzius não se firmou no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, os tucanos nem aparecem. Resta-lhes São Paulo, com nítida vantagem para Geraldo Alckmin. A conseqüência, ao menos por enquanto, é de que o PSDB pode deixar de ser a grande força política no Sul e no Sudeste. Como suas chances são reduzidas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, apesar de Marconi Perilo parecer imbatível em Goiás, surge a dúvida: diminuirão as bancadas tucanas na Câmara e no Senado? O PMDB confirmará a condição de maior partido nacional. É bom Dilma Rousseff prestar atenção.

Na Câmara e no Senado

Por conta das expectativas favoráveis, cresce no PMDB a tendência para ocupar as presidências da Câmara e do Senado, nos dois primeiros anos da próxima Legislatura. José Sarney continuará entre os senadores e como Michel Temer permaneceria entre os deputados, não fosse virtual vice-presidente da República, os peemedebistas já costuram a indicação de Henrique Eduardo Alves. Bem que o PT tenta alterar o rumo dos ventos, julgando-se no direito de presidir e a Câmara, mesmo inferiorizado em número de deputados. Mas se os companheiros arriscam-se a quebrar a cara, se retomarem antiga sugestão do presidente Lula, de formar um bloco com os pequenos partidos governistas. Estaria deflagrado o conflito.

Fonte: Tribuna da Imprensa

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