Léo Arcoverdedo Agora e Folha Online
Dois policiais civis acusados de ter extorquido dinheiro de dois integrantes da quadrilha chefiada pelo megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, no primeiro semestre de 2007, foram presos na madrugada de ontem. Até a conclusão desta edição, outros três policiais supostamente envolvidos no crime estavam foragidos.
Advogado de defesa nega crime
André Barcelos, piloto de Abadía, e Daniel Marostica, que, segundo as investigações, atuou como "laranja" do traficante, repassaram um carro, uma moto e R$ 400 mil em dinheiro aos acusados em troca da liberdade, de acordo com o delegado Caetano Paulo Filho, da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
O autor do crime de extorsão mediante sequestro contra Barcelos foi, segundo a corregedoria, o policial civil Christian Rener Fernandes de Godoy, 33 anos, que trabalha no 41º DP (Vila Rica), na zona leste da capital. A polícia diz que ele recebeu R$ 400 mil e um carro do piloto de Abadía.
Já o policial Thiago Luiz Berbare Bandeira, 33 anos, do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro SP) de Santo André (ABC), teria recebido uma moto de Daniel Marostica com a condição de não entregá-lo à polícia.
Ainda de acordo com a corregedoria, os dois policiais detidos negaram participação no crime, mas não souberam justificar a aquisição dos veículos nem o dinheiro, bens obtidos alguns meses antes de agosto de 2007, quando ocorreu a prisão de Abadía.
A polícia diz que grande parte desse dinheiro foi "lavada" na compra de "bens móveis e imóveis", mas a corregedoria não informou ontem que bens foram esses.
InquéritoFoi a partir de um depoimento de Abadía, na sede da Polícia Federal, na Lapa (zona oeste de SP), que a corregedoria instaurou o primeiro inquérito contra policiais com atuação em toda Grande São Paulo, acusados de ter extorquido dinheiro de vários integrantes da quadrilha chefiada pelo megatraficante.
O pagamento teria sido para que a quadrilha não fosse presa quando traficou drogas para fora do Brasil a partir de São Paulo, entre 2005 e 2007.
Em setembro do ano passado, o delegado Caetano Paulo Filho assumiu o caso e desmembrou o inquérito em quatro investigações distintas. De lá para cá, 20 pessoas foram indiciadas por extorsão, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. Dessas, 17 são policiais civis ou delegados. Desses 17 policiais indiciados, dez eram do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos).
Paulo Filho afirmou ontem, porém, que "gansos" (informantes da polícia) e comerciantes já foram identificados como comparsas nos crimes.
A estimativa é que os cinco crimes tenham rendido pouco mais de R$ 3 milhões aos 17 policiais, agora chamados na polícia de o "outro PCC", sigla para policiais civis corruptos.
Outros quatro policiais civis foram indiciados sob a a acusação de exigir R$ 400 mil de Ramón Maznuel Yepes Penagos, o El Negro, outro megatraficante colombiano ligado a Abadía, para apresentá-lo à Justiça como se fosse um comerciante mineiro.
Os inquéritos sobre as extorsões contra os megatraficantes Abadía e El Negro deverão ser concluídos e entregues à Justiça na próxima semana.
Fonte: Agora
domingo, agosto 16, 2009
Aposentado pelo teto até 2003 pode ter revisão
Carolina Rangeldo Agora
Os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que se aposentaram até 2003 e tiveram o benefício limitado ao teto da época (valor máximo pago pela Previdência) ou não conseguiram incorporar revisões podem ter um reajuste na Justiça, segundo uma nova decisão da Justiça Federal do Sul do país.
Pedido de reajuste deve ser feito na Justiça
A revisão com base na reforma de 1998 já era garantida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Agora, essa nova decisão também concedeu a revisão pelo teto de 2003 --que beneficia principalmente quem se aposentou entre 1998 e 2003 e teve perdas.
Em 1998 e em 2003, o teto do INSS teve aumentos extras por conta de reformas da Previdência. Só que os benefícios não foram reajustados. Para a Justiça, quem teve o benefício do INSS limitado pode pedir seus "créditos" com base nesses aumentos dos tetos.
Há duas situações em que o segurado pode ter reajuste. A primeira vale para quem teve o benefício limitado logo no momento da concessão --quando a média dos salários de contribuição foi maior que o teto da época. A segunda vale para quem teve direito a uma revisão --a mais comum é a da URV, válida para aposentados de 1994 a 1997-- e, pela limitação do teto, não conseguiu receber parte do reajuste ou todo o aumento.
Dupla revisãoDe acordo com o advogado previdenciário Daisson Portanova, a revisão do teto pode chegar a 34,72% para um segurado que se aposentou em setembro de 1994, com benefício limitado ao teto e com direito à revisão da URV.
Nesse caso, o primeiro aumento (feito no ano seguinte) incorporou parte da diferença, quando o valor do benefício passou de R$ 582,86 (teto de 1994) para R$ 832,66 (teto de 1995). O primeiro aumento para o segurado aposentado com o benefício limitado é de até o valor do novo teto.
Esse mesmo segurado incorporou mais 10,96% da diferença pela revisão do teto de 1998 e o restante pela correção do teto de 2003. Ele pode ter direito a atrasados (diferenças não pagas pelo INSS nos últimos cinco anos) de R$ 30.426. Para ter direito ao reajuste, é preciso entrar na Justiça.
Após 1998Os segurados que se aposentaram entre 1998 e 2003 não têm direito à revisão da URV, mas podem pedir o reajuste se tiveram o benefício limitado ao teto da época ou tiveram alguma correção que não foi totalmente incorporada por conta da limitação.
Por exemplo: um trabalhador tem mais de 35 anos de contribuição e seu salário de benefício deu R$ 1.500, quando pediu a aposentadoria em 2000. Mas o teto da época era de R$ 1.328,25 --valor que ele recebeu. Em 2001, ele teve o primeiro reajuste, tendo benefício de R$ 1.430. Mesmo assim, ele teve uma perda de 4,7%, que poderá ser incorporada na revisão do teto de 2003.
Esse aposentado também tem o direito aos atrasados. O pedido de reajuste deve ser feito na Justiça. O Ministério da Previdência não comenta ações judiciais.
Fonte: Agora
Os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que se aposentaram até 2003 e tiveram o benefício limitado ao teto da época (valor máximo pago pela Previdência) ou não conseguiram incorporar revisões podem ter um reajuste na Justiça, segundo uma nova decisão da Justiça Federal do Sul do país.
Pedido de reajuste deve ser feito na Justiça
A revisão com base na reforma de 1998 já era garantida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Agora, essa nova decisão também concedeu a revisão pelo teto de 2003 --que beneficia principalmente quem se aposentou entre 1998 e 2003 e teve perdas.
Em 1998 e em 2003, o teto do INSS teve aumentos extras por conta de reformas da Previdência. Só que os benefícios não foram reajustados. Para a Justiça, quem teve o benefício do INSS limitado pode pedir seus "créditos" com base nesses aumentos dos tetos.
Há duas situações em que o segurado pode ter reajuste. A primeira vale para quem teve o benefício limitado logo no momento da concessão --quando a média dos salários de contribuição foi maior que o teto da época. A segunda vale para quem teve direito a uma revisão --a mais comum é a da URV, válida para aposentados de 1994 a 1997-- e, pela limitação do teto, não conseguiu receber parte do reajuste ou todo o aumento.
Dupla revisãoDe acordo com o advogado previdenciário Daisson Portanova, a revisão do teto pode chegar a 34,72% para um segurado que se aposentou em setembro de 1994, com benefício limitado ao teto e com direito à revisão da URV.
Nesse caso, o primeiro aumento (feito no ano seguinte) incorporou parte da diferença, quando o valor do benefício passou de R$ 582,86 (teto de 1994) para R$ 832,66 (teto de 1995). O primeiro aumento para o segurado aposentado com o benefício limitado é de até o valor do novo teto.
Esse mesmo segurado incorporou mais 10,96% da diferença pela revisão do teto de 1998 e o restante pela correção do teto de 2003. Ele pode ter direito a atrasados (diferenças não pagas pelo INSS nos últimos cinco anos) de R$ 30.426. Para ter direito ao reajuste, é preciso entrar na Justiça.
Após 1998Os segurados que se aposentaram entre 1998 e 2003 não têm direito à revisão da URV, mas podem pedir o reajuste se tiveram o benefício limitado ao teto da época ou tiveram alguma correção que não foi totalmente incorporada por conta da limitação.
Por exemplo: um trabalhador tem mais de 35 anos de contribuição e seu salário de benefício deu R$ 1.500, quando pediu a aposentadoria em 2000. Mas o teto da época era de R$ 1.328,25 --valor que ele recebeu. Em 2001, ele teve o primeiro reajuste, tendo benefício de R$ 1.430. Mesmo assim, ele teve uma perda de 4,7%, que poderá ser incorporada na revisão do teto de 2003.
Esse aposentado também tem o direito aos atrasados. O pedido de reajuste deve ser feito na Justiça. O Ministério da Previdência não comenta ações judiciais.
Fonte: Agora
Secretário de Sorocaba é preso com menores em motel
Agencia Estado
O engenheiro Januário Reina, secretário de Administração da Prefeitura de Sorocaba, foi preso na tarde deste sábado por policiais da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Ele foi flagrado com três adolescentes dentro de um motel em Itu, por volta das 15h30.Reina e as adolescentes, duas de 14 anos e uma de 15, foram levados à sede do Deic, em São Paulo. Os policiais chegaram ao motel, que fica no Km 28 da rodovia do Açúcar, bairro de Itamirim, após receberem informações da entrada do secretário no local. A reportagem tentou entrar em contato com representantes da Prefeitura de Sorocaba mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.
Fonte: A Tarde
O engenheiro Januário Reina, secretário de Administração da Prefeitura de Sorocaba, foi preso na tarde deste sábado por policiais da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Ele foi flagrado com três adolescentes dentro de um motel em Itu, por volta das 15h30.Reina e as adolescentes, duas de 14 anos e uma de 15, foram levados à sede do Deic, em São Paulo. Os policiais chegaram ao motel, que fica no Km 28 da rodovia do Açúcar, bairro de Itamirim, após receberem informações da entrada do secretário no local. A reportagem tentou entrar em contato com representantes da Prefeitura de Sorocaba mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.
Fonte: A Tarde
Empreiteira pagou imóveis para família Sarney em SP
Agencia Estado
Há três décadas, a família Sarney tem como endereço em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na Alameda Franca, nos Jardins. Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem à sua disposição outras duas unidades. Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati - cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria - tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, área do governo federal em que Sarney exerce influência. Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termoelétricas.Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família. Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador, em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.Por um mês, o Estado mapeou a história da aquisição dos dois apartamentos. Em Porto Alegre, a reportagem localizou o economista Felipe Jacques Gauer, de 46 anos. Ele conta que, assim que decidiu vender o apartamento 22, após mudar de São Paulo para a capital gaúcha, foi contatado por um neto de Sarney. Segundo Gauer, foi José Adriano, filho mais velho do deputado Zequinha, quem o procurou, por telefone. Estava interessado em comprar o imóvel."Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", disse Gauer ao Estado. Tudo aconteceu conforme o neto de Sarney combinou. Dias depois, Gauer foi procurado por Maria Rosane Frota Cabral, irmã e sócia de Rogério Frota na Aracati. "Percebi que, por alguma razão, não queriam que o sobrenome Sarney aparecesse na história", diz o economista.Maria Rosane acertou de encontrar Felipe Gauer pessoalmente para fechar a compra. Em 20 de fevereiro de 2006, os dois viajaram para São Paulo. Ela saiu de Brasília, onde mora, e ele, de Porto Alegre. A pedido de Rosane, se encontraram no Aeroporto de Congonhas. O negócio foi sacramentado no saguão: a sócia da Aracati levara ao aeroporto um escrevente do cartório de Sorocaba, interior paulista, e a escritura, que já estava pronta, foi assinada ali mesmo."Ela (Rosane) ligou para o banco e mandou fazer a transferência do pagamento. Telefonei para a minha gerente e, assim que recebi a confirmação de que o dinheiro tinha caído em minha conta, assinei a escritura", conta Gauer. Indagado se não estranhou a maneira atípica como se deu a transação, o economista respondeu: "Eu achei estranho, mas estava precisando vender o apartamento."Fechado o negócio, o próprio José Adriano, que aparecera no noticiário recente como dono de uma empresa que intermediava crédito consignado no Senado, passou a morar no apartamento. À época, José Adriano trabalhava em São Paulo. Depois que ele se mudou para Brasília, o apartamento ficou por conta do irmão, Gabriel. Um apartamento no prédio vale, hoje, cerca de R$ 300 mil.A história da compra do outro apartamento, o de número 32, é semelhante. Deu-se dez meses depois, em dezembro de 2006. A venda foi feita pelo empresário Sidney Wajsbrot, 43 anos, dono de uma fábrica de plásticos em Guarulhos, e pela mulher dele, a psicóloga Liza Heilman.Ao Estado, Wajsbrot contou que, antes mesmo de pôr o apartamento publicamente à venda, foi procurado pelo zelador do prédio. "Ele me disse que o senador Sarney estava procurando um apartamento, que ele já tinha dois apartamentos no prédio e queria um terceiro, para um assessor dele", afirmou o empresário.A partir do contato do zelador, o próprio Rogério Frota apareceu para tratar do negócio. Primeiro, fez uma visita para conhecer o apartamento. Na hora de fechar a compra, a exemplo do que ocorrera na aquisição do apartamento 22, foi a irmã de Rogério Frota, Rosane, quem viajou de Brasília para São Paulo a fim de resolver. Novamente, estava acompanhada de um funcionário do cartório de notas de Sorocaba. "Ela veio com o rapaz do cartório, trouxe um cheque nominal, da empresa, e assinamos a escritura", diz Wajsbrot. "Legalmente, o nome dele (Sarney) não aparece."O Estado falou nas últimas semanas com moradores e funcionários do condomínio Solar de Vila América. Eles acham que a família Sarney é proprietária de três apartamentos no prédio: o 82, desde 1979 em nome de Fernando Sarney, e os dois comprados e registrados em 2006 pela empreiteira de Rogério Frota.Em 19 de julho do ano passado, agentes da Polícia Federal chegaram a montar vigilância na porta do prédio, em meio a investigações de empresas da família Sarney. Eles souberam que um funcionário dos Sarney saíra de Brasília rumo a São Paulo com uma mala e receberam ordem de interceptá-la.Ao perceber a presença de agentes federais na frente do prédio, o zelador passou a informar Fernando Sarney. Depois, ajudou o portador da mala a deixar o edifício, escondido no porta-malas de um carro dos Sarney. Mês passado, o zelador acabou demitido.Não é a única polêmica a envolver os Sarney no prédio. Moradores ouvidos pelo Estado contam que o apartamento número 22 é comumente utilizado para receber "gente de Brasília" e, nessas ocasiões, costumam ocorrer festas.Entre os funcionários do prédio, é conhecido o esforço para evitar que os apartamentos sejam relacionados aos Sarney e ao próprio Rogério Frota. Até dias atrás, a conta de TV a cabo de um dos apartamentos estava em nome do ex-zelador. As informações são do jornal O Estado de São Paulo
Fonte: A Tarde
Há três décadas, a família Sarney tem como endereço em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na Alameda Franca, nos Jardins. Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem à sua disposição outras duas unidades. Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati - cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria - tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, área do governo federal em que Sarney exerce influência. Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termoelétricas.Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família. Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador, em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.Por um mês, o Estado mapeou a história da aquisição dos dois apartamentos. Em Porto Alegre, a reportagem localizou o economista Felipe Jacques Gauer, de 46 anos. Ele conta que, assim que decidiu vender o apartamento 22, após mudar de São Paulo para a capital gaúcha, foi contatado por um neto de Sarney. Segundo Gauer, foi José Adriano, filho mais velho do deputado Zequinha, quem o procurou, por telefone. Estava interessado em comprar o imóvel."Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", disse Gauer ao Estado. Tudo aconteceu conforme o neto de Sarney combinou. Dias depois, Gauer foi procurado por Maria Rosane Frota Cabral, irmã e sócia de Rogério Frota na Aracati. "Percebi que, por alguma razão, não queriam que o sobrenome Sarney aparecesse na história", diz o economista.Maria Rosane acertou de encontrar Felipe Gauer pessoalmente para fechar a compra. Em 20 de fevereiro de 2006, os dois viajaram para São Paulo. Ela saiu de Brasília, onde mora, e ele, de Porto Alegre. A pedido de Rosane, se encontraram no Aeroporto de Congonhas. O negócio foi sacramentado no saguão: a sócia da Aracati levara ao aeroporto um escrevente do cartório de Sorocaba, interior paulista, e a escritura, que já estava pronta, foi assinada ali mesmo."Ela (Rosane) ligou para o banco e mandou fazer a transferência do pagamento. Telefonei para a minha gerente e, assim que recebi a confirmação de que o dinheiro tinha caído em minha conta, assinei a escritura", conta Gauer. Indagado se não estranhou a maneira atípica como se deu a transação, o economista respondeu: "Eu achei estranho, mas estava precisando vender o apartamento."Fechado o negócio, o próprio José Adriano, que aparecera no noticiário recente como dono de uma empresa que intermediava crédito consignado no Senado, passou a morar no apartamento. À época, José Adriano trabalhava em São Paulo. Depois que ele se mudou para Brasília, o apartamento ficou por conta do irmão, Gabriel. Um apartamento no prédio vale, hoje, cerca de R$ 300 mil.A história da compra do outro apartamento, o de número 32, é semelhante. Deu-se dez meses depois, em dezembro de 2006. A venda foi feita pelo empresário Sidney Wajsbrot, 43 anos, dono de uma fábrica de plásticos em Guarulhos, e pela mulher dele, a psicóloga Liza Heilman.Ao Estado, Wajsbrot contou que, antes mesmo de pôr o apartamento publicamente à venda, foi procurado pelo zelador do prédio. "Ele me disse que o senador Sarney estava procurando um apartamento, que ele já tinha dois apartamentos no prédio e queria um terceiro, para um assessor dele", afirmou o empresário.A partir do contato do zelador, o próprio Rogério Frota apareceu para tratar do negócio. Primeiro, fez uma visita para conhecer o apartamento. Na hora de fechar a compra, a exemplo do que ocorrera na aquisição do apartamento 22, foi a irmã de Rogério Frota, Rosane, quem viajou de Brasília para São Paulo a fim de resolver. Novamente, estava acompanhada de um funcionário do cartório de notas de Sorocaba. "Ela veio com o rapaz do cartório, trouxe um cheque nominal, da empresa, e assinamos a escritura", diz Wajsbrot. "Legalmente, o nome dele (Sarney) não aparece."O Estado falou nas últimas semanas com moradores e funcionários do condomínio Solar de Vila América. Eles acham que a família Sarney é proprietária de três apartamentos no prédio: o 82, desde 1979 em nome de Fernando Sarney, e os dois comprados e registrados em 2006 pela empreiteira de Rogério Frota.Em 19 de julho do ano passado, agentes da Polícia Federal chegaram a montar vigilância na porta do prédio, em meio a investigações de empresas da família Sarney. Eles souberam que um funcionário dos Sarney saíra de Brasília rumo a São Paulo com uma mala e receberam ordem de interceptá-la.Ao perceber a presença de agentes federais na frente do prédio, o zelador passou a informar Fernando Sarney. Depois, ajudou o portador da mala a deixar o edifício, escondido no porta-malas de um carro dos Sarney. Mês passado, o zelador acabou demitido.Não é a única polêmica a envolver os Sarney no prédio. Moradores ouvidos pelo Estado contam que o apartamento número 22 é comumente utilizado para receber "gente de Brasília" e, nessas ocasiões, costumam ocorrer festas.Entre os funcionários do prédio, é conhecido o esforço para evitar que os apartamentos sejam relacionados aos Sarney e ao próprio Rogério Frota. Até dias atrás, a conta de TV a cabo de um dos apartamentos estava em nome do ex-zelador. As informações são do jornal O Estado de São Paulo
Fonte: A Tarde
sábado, agosto 15, 2009
Aposentados de 2000 a 2004 podem ter revisão
Carolina Rangeldo Agora
Quem já possuía o tempo mínimo de contribuição para se aposentar (35 anos, homem, e 30 anos, mulher) entre novembro de 1999 e janeiro de 2000 pode ter revisão no valor do benefício desde que tenham se aposentado entre fevereiro de 2000 e novembro de 2004. A decisão é do TRF 4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que engloba os Estados do Sul.
Veja como fugir do fator previdenciário na edição impressa do Agora deste sábado, 8 de agosto, nas bancas
A revisão pode chegar a 14,4%, segundo o consultor previdenciário Marco Anflor (do site www.assessorprevidenciario.com.br). No entanto, há casos em que o aposentado não tem direito à correção.
Os cálculos consideram homens que tinham 53 anos de idade e 35 de contribuição e mulheres com 48 anos de idade e 30 de contribuição em 28 de novembro de 1999, logo após o fator previdenciário (que reduz o benefício de quem se aposenta mais cedo) ser implantado.
Segundo a decisão do tribunal, o segurado tem direito a receber o melhor benefício, se ele já tiver cumprido as exigências. No período de 2000 a 2004, o fator previdenciário, criado em novembro de 1999, passou a ser mais prejudicial a cada mês. Isso porque, após a implantação do fator, em novembro de 1999, foi criada uma regra de transição. Dessa forma, até 2004, o fator era aplicado progressivamente.
Por isso, quem tinha direito a se aposentar logo no início da criação do fator, teve menos desconto no benefício.
A correção é maior para as aposentadorias pedidas após 2003. Naquele ano, o fator previdenciário teve uma mudança que aumentou os descontos nos benefícios.
O motivo é que houve um aumento na expectativa de vida, de acordo com a pesquisa atualizada do Censo de 2000, feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como o fator leva em conta a expectativa de vida, e o brasileiro estava vivendo mais, as aposentadorias do INSS ficaram menores.
Como pedirAntes de pedir a correção, a recomendação é que o aposentado consulte um advogado para pedir os cálculos. Pode ser que ele não tenha ganho no valor do benefício.
O pedido de revisão deverá ser feito, primeiramente, na agência do INSS. Se for negado, o aposentado poderá entrar com uma ação na Justiça. Embora a ação seja do Sul, é possível entrar com um processo no Juizado Especial Federal de SP (veja os endereços ao lado). O Ministério da Previdência não comenta
Fonte: Agora
Quem já possuía o tempo mínimo de contribuição para se aposentar (35 anos, homem, e 30 anos, mulher) entre novembro de 1999 e janeiro de 2000 pode ter revisão no valor do benefício desde que tenham se aposentado entre fevereiro de 2000 e novembro de 2004. A decisão é do TRF 4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que engloba os Estados do Sul.
Veja como fugir do fator previdenciário na edição impressa do Agora deste sábado, 8 de agosto, nas bancas
A revisão pode chegar a 14,4%, segundo o consultor previdenciário Marco Anflor (do site www.assessorprevidenciario.com.br). No entanto, há casos em que o aposentado não tem direito à correção.
Os cálculos consideram homens que tinham 53 anos de idade e 35 de contribuição e mulheres com 48 anos de idade e 30 de contribuição em 28 de novembro de 1999, logo após o fator previdenciário (que reduz o benefício de quem se aposenta mais cedo) ser implantado.
Segundo a decisão do tribunal, o segurado tem direito a receber o melhor benefício, se ele já tiver cumprido as exigências. No período de 2000 a 2004, o fator previdenciário, criado em novembro de 1999, passou a ser mais prejudicial a cada mês. Isso porque, após a implantação do fator, em novembro de 1999, foi criada uma regra de transição. Dessa forma, até 2004, o fator era aplicado progressivamente.
Por isso, quem tinha direito a se aposentar logo no início da criação do fator, teve menos desconto no benefício.
A correção é maior para as aposentadorias pedidas após 2003. Naquele ano, o fator previdenciário teve uma mudança que aumentou os descontos nos benefícios.
O motivo é que houve um aumento na expectativa de vida, de acordo com a pesquisa atualizada do Censo de 2000, feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como o fator leva em conta a expectativa de vida, e o brasileiro estava vivendo mais, as aposentadorias do INSS ficaram menores.
Como pedirAntes de pedir a correção, a recomendação é que o aposentado consulte um advogado para pedir os cálculos. Pode ser que ele não tenha ganho no valor do benefício.
O pedido de revisão deverá ser feito, primeiramente, na agência do INSS. Se for negado, o aposentado poderá entrar com uma ação na Justiça. Embora a ação seja do Sul, é possível entrar com um processo no Juizado Especial Federal de SP (veja os endereços ao lado). O Ministério da Previdência não comenta
Fonte: Agora
Seis pessoas de uma mesma família morrem em acidente na BR-101
João Pedro Pitombo, do A TARDE
Seis pessoas de uma mesma família morreram em um acidente ocorrido na manhã deste sábado, 15, na BR-101, trecho próximo ao município de Itapebi (a 600km de Salvador). Todos eram ocupantes do Fiat Uno de placa JMX-2496 que bateu contra um caminhão-baú, placa JLM-8642, que vinha na direção oposta. Com a colisão, houve vazamento de combustível e os dois veículos foram incendiados, carbonizando os corpos que ficaram presos nas ferragens. O motorista do caminhão escapou sem ferimentos. Entre as vítimas, estão cinco adultos e um bebê de 11 meses.O carro era conduzido pelo pastor da Igreja Quadrangular de Canavieiras, Jorge Nascimento Oliveira, de 54 anos. Também estavam veículo seus três filhos: Gilmeire, Jorge e Gilvânia de Cristo Oliveira, de 27, 28 e 29 anos, respectivamente. O bebê Michael Robert Oliveira era filho de Gilvânia. Também estava no carro Camila Barcelos Marques, de 33 anos, noiva de Jorge Cristo de Oliveira.A família saiu de Canavieiras no início da manhã e seguia para a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, um percurso de cerca de mil quilômetros. Eles seguiam viagem para conhecer a família de Camila, com quem Jorge pretendia se casar no próximo ano.Acidente – Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista do carro que transportava a família perdeu o controle do veículo, que rodou na pista e atingiu o caminhão dirigido por Roberto Brunelli.Uma equipe do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) que trabalhava nas proximidades do local do acidente tentou apagar as chamas com um caminhão-pipa. Apesar do esforço, o fogo só foi controlado por um caminhão do corpo de bombeiros da empresa Veracel Celulose. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Porto Seguro, onde será feito o reconhecimento.O trecho da BR-101 onde ocorreu o acidente possui muitas curvas sinuosas. Segundo informações extra-oficiais, a chuva que caía no momento do acidente e o excesso de bagagem que era levada sobre o teto do veículo também podem ter contribuído para o acidente.
Fonte: A Tarde
Seis pessoas de uma mesma família morreram em um acidente ocorrido na manhã deste sábado, 15, na BR-101, trecho próximo ao município de Itapebi (a 600km de Salvador). Todos eram ocupantes do Fiat Uno de placa JMX-2496 que bateu contra um caminhão-baú, placa JLM-8642, que vinha na direção oposta. Com a colisão, houve vazamento de combustível e os dois veículos foram incendiados, carbonizando os corpos que ficaram presos nas ferragens. O motorista do caminhão escapou sem ferimentos. Entre as vítimas, estão cinco adultos e um bebê de 11 meses.O carro era conduzido pelo pastor da Igreja Quadrangular de Canavieiras, Jorge Nascimento Oliveira, de 54 anos. Também estavam veículo seus três filhos: Gilmeire, Jorge e Gilvânia de Cristo Oliveira, de 27, 28 e 29 anos, respectivamente. O bebê Michael Robert Oliveira era filho de Gilvânia. Também estava no carro Camila Barcelos Marques, de 33 anos, noiva de Jorge Cristo de Oliveira.A família saiu de Canavieiras no início da manhã e seguia para a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, um percurso de cerca de mil quilômetros. Eles seguiam viagem para conhecer a família de Camila, com quem Jorge pretendia se casar no próximo ano.Acidente – Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista do carro que transportava a família perdeu o controle do veículo, que rodou na pista e atingiu o caminhão dirigido por Roberto Brunelli.Uma equipe do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) que trabalhava nas proximidades do local do acidente tentou apagar as chamas com um caminhão-pipa. Apesar do esforço, o fogo só foi controlado por um caminhão do corpo de bombeiros da empresa Veracel Celulose. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Porto Seguro, onde será feito o reconhecimento.O trecho da BR-101 onde ocorreu o acidente possui muitas curvas sinuosas. Segundo informações extra-oficiais, a chuva que caía no momento do acidente e o excesso de bagagem que era levada sobre o teto do veículo também podem ter contribuído para o acidente.
Fonte: A Tarde
ONG Rio de Paz instala 'Placar da Violência' na praia de Copacabana
Redação CORREIO
Os turistas e cariocas que foram hoje à praia de Copacabana encontraram um enorme painel que servirá de placar para atualizar os números da violência no Rio de Janeiro e como protesto contra a situação de insegurança pública.
Entre janeiro de 2007 e maio de 2009, o Rio de Janeiro registrou 18.137 mortes violentas, incluindo 14.609 homicídios dolosos, como indica o painel instalado na praia.
O protesto é da ONG Rio de Paz e tem como objetivo chamar a atenção para o aumento da violência no estado. Um placar com cerca de três metros de altura e quatro painéis com fotografias e notícias sobre a situação da segurança pública no Rio foi instalado hoje pelos voluntários da ONG após receber autorização da Prefeitura.
Conforme indica o placar, nos dois anos e cinco meses do período referido 2.921 pessoas morreram em supostos confrontos com a Polícia, 11.990 desapareceram e 181.062 ficaram feridas, enquanto 77 policiais foram assassinados. Os números, que a ONG pretende atualizar todos os meses, são os dados oficiais da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro.
O diretor da Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, assegura que a iniciativa não pretende amedrontar os turistas, como temem algumas autoridades, e sim informar a população.
(Com informações do G1)/Correio da Bahia
Os turistas e cariocas que foram hoje à praia de Copacabana encontraram um enorme painel que servirá de placar para atualizar os números da violência no Rio de Janeiro e como protesto contra a situação de insegurança pública.
Entre janeiro de 2007 e maio de 2009, o Rio de Janeiro registrou 18.137 mortes violentas, incluindo 14.609 homicídios dolosos, como indica o painel instalado na praia.
O protesto é da ONG Rio de Paz e tem como objetivo chamar a atenção para o aumento da violência no estado. Um placar com cerca de três metros de altura e quatro painéis com fotografias e notícias sobre a situação da segurança pública no Rio foi instalado hoje pelos voluntários da ONG após receber autorização da Prefeitura.
Conforme indica o placar, nos dois anos e cinco meses do período referido 2.921 pessoas morreram em supostos confrontos com a Polícia, 11.990 desapareceram e 181.062 ficaram feridas, enquanto 77 policiais foram assassinados. Os números, que a ONG pretende atualizar todos os meses, são os dados oficiais da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro.
O diretor da Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, assegura que a iniciativa não pretende amedrontar os turistas, como temem algumas autoridades, e sim informar a população.
(Com informações do G1)/Correio da Bahia
Salvador já ultrapassou a marca de três milhões de habitantes
Redação CORREIO Pedro Carvalho e agências
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (14) a nova estimativa da população brasileira, referente a 1º de julho de 2009. Salvador aparece com 2.998.056 habitantes.
Como a média de crescimento da população soteropolitana é de mais de quatro mil pessoas por mês, a cidade já teria ultrapassado, em agosto, a marca dos três milhões de habitantes. O crescimento foi de 1,67% em um ano.
A capital baiana é o terceiro município mais populoso do país, que somou 191,5 milhões de habitantes. Fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Já a Bahia, que ocupa a quarta posição no ranking dos estados, atingiu a marca de 14,6 milhões de habitantes. Feira de Santana é a segunda cidade baiana mais populosa, com 591 mil residentes, seguida de Vitória da Conquista, com 318 mil.
Concentração São Paulo é o estado que mais concentra população, com 41,4 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% do total, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.
O segundo é MinasGerais, com 20 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16 milhões. Os três estados da região Sudeste, juntos, somam mais de 77 milhões de habitantes, o que corresponde a 40,4% da população brasileira, dividida em 27 estados e 5.565 municípios.
Apenas dois municípios brasileiros permanecem com menos de mil habitantes. Borá (SP) e Serra da Saudade (MG) têm, respectivamente, 837 e 890 habitantes.
O IBGE publica anualmente as estimativas de população dos municípios. O cálculo determina quanto cada cidade receberá do Fundo de Participação dos Municípios, que corresponde a uma parcela das receitas federais (Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados).
Interior baianoDos 14,6 milhões de habitantes do estado, 11,6 milhões estão no interior. Na Bahia, além de Salvador, existem 14 municípios com população acima de 100 mil habitantes: Feira de Santana (591 mil), Vitória da Conquista (318 mil), Juazeiro (243 mil), Camaçari (234 mil), Ilhéus (219 mil), Itabuna (213 mil ), Lauro de Freitas (156 mil), Jequié (150 mil), Barreiras (137 mil), Alagoinhas (137 mil), Teixeira de Freitas (125 mil), Porto Seguro (122 mil), Simões Filho (116 mil) e Paulo Afonso (106 mil). Já os municípios baianos menos populosos são: Lafaiete Coutinho (3.502), Lajedão (3.599), Catolândia (4.050) e Gavião (4.507).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (14) a nova estimativa da população brasileira, referente a 1º de julho de 2009. Salvador aparece com 2.998.056 habitantes.
Como a média de crescimento da população soteropolitana é de mais de quatro mil pessoas por mês, a cidade já teria ultrapassado, em agosto, a marca dos três milhões de habitantes. O crescimento foi de 1,67% em um ano.
A capital baiana é o terceiro município mais populoso do país, que somou 191,5 milhões de habitantes. Fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Já a Bahia, que ocupa a quarta posição no ranking dos estados, atingiu a marca de 14,6 milhões de habitantes. Feira de Santana é a segunda cidade baiana mais populosa, com 591 mil residentes, seguida de Vitória da Conquista, com 318 mil.
Concentração São Paulo é o estado que mais concentra população, com 41,4 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% do total, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.
O segundo é MinasGerais, com 20 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16 milhões. Os três estados da região Sudeste, juntos, somam mais de 77 milhões de habitantes, o que corresponde a 40,4% da população brasileira, dividida em 27 estados e 5.565 municípios.
Apenas dois municípios brasileiros permanecem com menos de mil habitantes. Borá (SP) e Serra da Saudade (MG) têm, respectivamente, 837 e 890 habitantes.
O IBGE publica anualmente as estimativas de população dos municípios. O cálculo determina quanto cada cidade receberá do Fundo de Participação dos Municípios, que corresponde a uma parcela das receitas federais (Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados).
Interior baianoDos 14,6 milhões de habitantes do estado, 11,6 milhões estão no interior. Na Bahia, além de Salvador, existem 14 municípios com população acima de 100 mil habitantes: Feira de Santana (591 mil), Vitória da Conquista (318 mil), Juazeiro (243 mil), Camaçari (234 mil), Ilhéus (219 mil), Itabuna (213 mil ), Lauro de Freitas (156 mil), Jequié (150 mil), Barreiras (137 mil), Alagoinhas (137 mil), Teixeira de Freitas (125 mil), Porto Seguro (122 mil), Simões Filho (116 mil) e Paulo Afonso (106 mil). Já os municípios baianos menos populosos são: Lafaiete Coutinho (3.502), Lajedão (3.599), Catolândia (4.050) e Gavião (4.507).
sexta-feira, agosto 14, 2009
Sabotagem sem sabotadores?
Por: Carlos Chagas
Carlos Chagas
Explode o primeiro-secretário Heráclito Fortes, denunciando que os mais recentes atos secretos descobertos no Senado, perto de 400, fazem parte de sabotagem destinada a manter acesa a crise na casa. Estão divulgando os escândalos em pílulas. Já são mais de 800 atos secretos, e outras revelações virão.
Ora, se existe sabotagem, claro que existirão sabotadores. Não parece difícil identificá-los, apesar do silêncio do senador pelo Piauí. Quais os responsáveis primários dessa excrescência verificada há 14 anos? No mínimo, Agacieis e Zoghbis, que ocuparam cargos de direção no Senado. A eles coube determinar a não publicação de discutíveis e até abomináveis atos administrativos no Diário do Congresso. Se estavam obedecendo ordens de presidentes e demais integrantes das sucessivas mesas do Senado, é outra história. Denunciados, os funcionários talvez denunciem os mandantes, coisa que contribuiria para limpar a imagem parlamentar. O que importa é pegar o fio da meada.
Esclarecimento
O repórter recebeu da Chevron a seguinte mensagem:
“Em relação ao artigo “Briga de Foice em Quarto Escuro”, publicado em 10.08.2009, a Chevron esclarece que não participa como operadora em nenhuma concessão na Bacia de Santos, onde estão sendo realizadas perfurações de poços, por parte de outras empresas, na camada de pré-sal. Portanto, não procede a informação de que teria perfurado um poço, sem nenhum resultado, naquele local. A Chevron atualmente opera o Campo do Frade (que iniciou sua produção em 20 de junho último) na Bacia de Campos e participa como concessionária não-operadora nos Campos de Papa-Terra e Maromba (operados pela Petrobrás), Atlanta e Oliva (operados pela Shell). As) Chevron, assessoria de imprensa, Jacqueline Breitinger.”
A novela Telebrás
A decisão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permitindo ao governo poder fazer uso da rede de fibra ótica da falida Eletronet, é mais um capítulo da novela com enredo do ministério do Planejamento e cenário montado pelo ministério das Comunicações, para levar para onde quiser a banda larga, conforme determinação do presidente Lula. Existem 2 mil localidades no país sem acesso sequer à telefonia, e o desejo do presidente é de que todo o território nacional seja coberto pelo avanço tecnológico ensejado pelos computadores, incluindo escolas, postos policiais e demais serviços públicos.
Durante mais de dois anos Jorge Motta, atual presidente da Telebrás, antiga holding do sistema e telecomunicações, tem mantido “silêncio ensurdecedor” sobre a questão. Não concedeu entrevistas e nem faz declarações. Provocado, responde que passarinho na muda não canta.
Baixaria costuma pegar
A exposição das lambanças praticadas no Senado parece sarampo, que pega quando menos se espera. Se quiserem, assemelha-se também à “gripe do porco”. A sociedade assiste, estarrecida, a mais nova baixaria nacional, a briga entre duas das grandes redes de televisão. Coisa que faria corar um frade de pedra, se ainda existissem frades de pedra, conforme diziam nossos avós.
A quinta tentativa
Só para ficar nos tempos modernos, vale referir que em 1961 o então presidente João Goulart nomeou o deputado Amaral Peixoto como Ministro Extraordinário da Reforma Administrativa. Depois, no regime militar, Hélio Beltrão foi autor do decreto-lei 200. Em seguida, como ministro, atacou o mesmo problema da burocracia da máquina pública. No próprio governo Lula, no primeiro mandato, outra tentativa se fez para desbastar o cipoal da administração federal.
Não adiantou nada, continuou tudo na mesma. Não pegaram as decisões e determinações do poder público para simplificar a vida do cidadão comum. Surge agora um novo decreto do presidente da República.
Só como exemplo, verifica-se que a obrigação da firma reconhecida nos documentos oficiais já foi revogada cinco vezes, e continua obrigação imposta nas repartições e operações as mais rudimentares. É desrespeitada pelos mesmos que acabam com ela.
Outro exemplo dessa desmoralização da vontade política do estado: a gratuidade na expedição de documentos públicos essenciais para o exercício da cidadania. É proibido cobrar por certidões de nascimento, casamento e óbito. Mesmo assim, os cartórios continuam cobrando. Será que desta vez, vamos?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Carlos Chagas
Explode o primeiro-secretário Heráclito Fortes, denunciando que os mais recentes atos secretos descobertos no Senado, perto de 400, fazem parte de sabotagem destinada a manter acesa a crise na casa. Estão divulgando os escândalos em pílulas. Já são mais de 800 atos secretos, e outras revelações virão.
Ora, se existe sabotagem, claro que existirão sabotadores. Não parece difícil identificá-los, apesar do silêncio do senador pelo Piauí. Quais os responsáveis primários dessa excrescência verificada há 14 anos? No mínimo, Agacieis e Zoghbis, que ocuparam cargos de direção no Senado. A eles coube determinar a não publicação de discutíveis e até abomináveis atos administrativos no Diário do Congresso. Se estavam obedecendo ordens de presidentes e demais integrantes das sucessivas mesas do Senado, é outra história. Denunciados, os funcionários talvez denunciem os mandantes, coisa que contribuiria para limpar a imagem parlamentar. O que importa é pegar o fio da meada.
Esclarecimento
O repórter recebeu da Chevron a seguinte mensagem:
“Em relação ao artigo “Briga de Foice em Quarto Escuro”, publicado em 10.08.2009, a Chevron esclarece que não participa como operadora em nenhuma concessão na Bacia de Santos, onde estão sendo realizadas perfurações de poços, por parte de outras empresas, na camada de pré-sal. Portanto, não procede a informação de que teria perfurado um poço, sem nenhum resultado, naquele local. A Chevron atualmente opera o Campo do Frade (que iniciou sua produção em 20 de junho último) na Bacia de Campos e participa como concessionária não-operadora nos Campos de Papa-Terra e Maromba (operados pela Petrobrás), Atlanta e Oliva (operados pela Shell). As) Chevron, assessoria de imprensa, Jacqueline Breitinger.”
A novela Telebrás
A decisão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permitindo ao governo poder fazer uso da rede de fibra ótica da falida Eletronet, é mais um capítulo da novela com enredo do ministério do Planejamento e cenário montado pelo ministério das Comunicações, para levar para onde quiser a banda larga, conforme determinação do presidente Lula. Existem 2 mil localidades no país sem acesso sequer à telefonia, e o desejo do presidente é de que todo o território nacional seja coberto pelo avanço tecnológico ensejado pelos computadores, incluindo escolas, postos policiais e demais serviços públicos.
Durante mais de dois anos Jorge Motta, atual presidente da Telebrás, antiga holding do sistema e telecomunicações, tem mantido “silêncio ensurdecedor” sobre a questão. Não concedeu entrevistas e nem faz declarações. Provocado, responde que passarinho na muda não canta.
Baixaria costuma pegar
A exposição das lambanças praticadas no Senado parece sarampo, que pega quando menos se espera. Se quiserem, assemelha-se também à “gripe do porco”. A sociedade assiste, estarrecida, a mais nova baixaria nacional, a briga entre duas das grandes redes de televisão. Coisa que faria corar um frade de pedra, se ainda existissem frades de pedra, conforme diziam nossos avós.
A quinta tentativa
Só para ficar nos tempos modernos, vale referir que em 1961 o então presidente João Goulart nomeou o deputado Amaral Peixoto como Ministro Extraordinário da Reforma Administrativa. Depois, no regime militar, Hélio Beltrão foi autor do decreto-lei 200. Em seguida, como ministro, atacou o mesmo problema da burocracia da máquina pública. No próprio governo Lula, no primeiro mandato, outra tentativa se fez para desbastar o cipoal da administração federal.
Não adiantou nada, continuou tudo na mesma. Não pegaram as decisões e determinações do poder público para simplificar a vida do cidadão comum. Surge agora um novo decreto do presidente da República.
Só como exemplo, verifica-se que a obrigação da firma reconhecida nos documentos oficiais já foi revogada cinco vezes, e continua obrigação imposta nas repartições e operações as mais rudimentares. É desrespeitada pelos mesmos que acabam com ela.
Outro exemplo dessa desmoralização da vontade política do estado: a gratuidade na expedição de documentos públicos essenciais para o exercício da cidadania. É proibido cobrar por certidões de nascimento, casamento e óbito. Mesmo assim, os cartórios continuam cobrando. Será que desta vez, vamos?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Nos 83 anos de Fidel
Lembranças da ida a Cuba em 1960, com Jânio Quadros, a vinda de Fidel e Che ao Brasil em 1961 e a planejada “condecoração”.Jânio presidente, preparando a “renúncia”
O tempo é implacável e invencível. Em 1960, em plena campanha para presidente, Jânio Quadros foi a Cuba. (Num avião fretado, levou 29 jornalistas, este repórter entre eles). Como sempre, José Aparecido comandando tudo.
No avião, apenas dois não-jornalistas. Afonso Arinos, que esperava ser chanceler e foi. Adauto Cardoso, que esperava ser ministro da Justiça, não foi.
Fidel e Che Guevara, no auge da popularidade, andavam na rua com os jornalistas brasileiros, ou conversavam conosco na residência do embaixador do Brasil, Vasco Leitão da Cunha, depois ministro do Exterior, cargo mais tarde surpreendentemente ocupado por diplomatas do segundo time, que quando estavam no Instituto Rio Branco, escutavam: “Esse não chegará a embaixador”. Um deles, Celso Amorim, mas não apenas ele.
Eu já estivera em Cuba duas vezes, no Poder, um personagem corruptíssimo, com o mesmo nome, mas duas patentes diferentes. Era Fulgêncio Batista, que tomou o Poder como SARGENTO, foi derrubado, voltou mais tarde. E deu a si mesmo a patente de MARECHALÍSSIMO.
A enorme popularidade de Fidel e seus companheiros vinha da expectativa de liberdade, e a derrubada daquele LADRÃO público, que proporcionalmente roubou mais que Berlusconi, embora isso pareça impossível. Batista fugiu imediatamente, no momento exato em que surgia o 1º de janeiro de 1959.
Os tempos iniciais de Fidel e Che foram de glória e reconhecimento mundial. O papa aplaudia os revolucionários, seu relacionamento com os EUA, o mais cordial e democrático possível. (Sem esquecer que começaram fatos estranhos, como o desaparecimento do bravo e destacado Camilo Cienfuegos).
O jornalista Herbert Matthews, principal repórter do New York Times, tinha casa em Havana. (Foi chamado de editor, cargo que jamais ocupou, recusou sempre, queria ser o que foi com enorme destaque: repórter, correndo o mundo). Ficamos lá 9 dias, mandava como habitualmente artigo e coluna para o bravo Diário de Notícias.
Numa dessas matérias, dizia textualmente: “Gostei de conversar com Fidel, mas quem me impressionou mesmo foi Che Guevara”. Em 1961, Fidel veio ao Brasil com Che Guevara, a convite do já presidente Jânio Quadros, que lhe deu a maior condecoração.
Diziam, e conhecendo Jânio nenhuma surpresa, que “o convite a condecoração” faziam parte da renúncia forjada, mas que, contra a vontade dele, aconteceu mesmo.
Não quero contar a História, apenas o meu conhecimento. Em 1962, a lamentável “invasão da Baía dos Porcos”, a iminência de uma guerra atômica por causa dos mísseis em Cuba, a batalha que se transferiu para a diplomacia, a vitória do embaixador dos EUA na ONU, Adlai Stevenson, antes e surpreendentemente derrotado duas vezes para presidente dos EUA.
Algum tempo depois, o jornalista Jean-Jacques Servan-Schreiber, repórter e diretor do Le Express, “um dos muitos sucedâneos da revista Time”, o mesmo que acontecera com a revista Life. (As duas pertencentes ao poderoso Henry De Luce, também dono da Fortune e da Sport Ilustrated, ainda hoje a maior revista esportiva dos EUA).
Schreiber escreveu: “Estive na Arábia Saudita, encontrei com Che Guevara, presidente do Banco Central de Cuba. Normalmente, perguntei como ele ia, me respondeu de forma estranha”. Só que, apesar de repórter viajado, Schreiber não percebeu, pouco depois Che deixava o cargo e a própria Cuba, nunca mais se encontrou com Fidel.
E não muitos anos depois, Che era assassinado, num dos mais extraordinários acontecimentos, depois dos também assassinatos de John Kennedy, Martin Luther King, Robert Kennedy e até de Jimmy Hoffa, que controlava o maior sindicato do mundo, o dos caminhoneiros, era candidato a presidente. Seu corpo jamais apareceu.
O rompimento Cuba-EUA teria que ocorrer. Fidel não tinha formação ou convicção comunista, o irmão Raul, sim. Mas Raul, durante 45 anos chefe das Forças Armadas, jamais apareceu. Estive em Cuba 5 vezes, duas depois de Fidel, nunca falei nem vi Raul. Ninguém via, sua lealdade ao irmão, total.
Mas sem recursos, e com a União Soviética poderosa e sem problemas, o financiamento e o domínio, mesmo de longe, inevitável. E facilitando as coisas para Cuba e a União Soviética, a “burríssima” política externa dos EUA. “Burrice” que se acentuou com a Guerra Fria, quando gastaram talvez mais do que agora, como os aventureiros financeiros.
Fidel só deixou o Poder por causa da doença, jamais imaginou ou acreditou que fosse contestado (mas não traído, como dizem) pelo irmão, deliberadamente em silêncio e na voluntária obscuridade.
A última vez que estive em Cuba: 1987, seminário sobre “Dívida Externa”. Extraordinário. Do Brasil, apenas três jornalistas: Newton Carlos, Argemiro Ferreira e este repórter. Presidindo em rodízio: Gabriel Garcia Marquez, Isabel Allende, Perez Esquivel (Prêmio Nobel da Argentina), Luiz Carlos Prestes e mais uns 40.
Não-jornalistas estavam: Severo Gomes, Frei Beto, Marilena Chauí, Cristina Tavares e Luiz Inácio Lula da Silva, que já preparava a candidatura a presidente, para 1989 ou 1990, dependendo do mandato que Sarney (sempre ele, sempre ele) exigia. Não obtendo os 6 anos, a eleição foi mesmo em 1989.
* * *
PS – Lula perderia essa, a de 1994 e a de 1998. No mundo, só outro homem perderia três vezes, embora não seguidas. Foi o pastor William Jennings Bryan, nos EUA. Carregava multidões para as suas pregações religiosas, mas os transformava em eleitores. Perdeu em 1896, 1900 e 1908. Não ganhou nenhuma.
PS2 – Ao contrário de Lula, que perdeu três, ganhou duas e pretende igualar o placar. Ou Fidel, que não perdeu desde 1959, exatamente 50 anos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O tempo é implacável e invencível. Em 1960, em plena campanha para presidente, Jânio Quadros foi a Cuba. (Num avião fretado, levou 29 jornalistas, este repórter entre eles). Como sempre, José Aparecido comandando tudo.No avião, apenas dois não-jornalistas. Afonso Arinos, que esperava ser chanceler e foi. Adauto Cardoso, que esperava ser ministro da Justiça, não foi.
Fidel e Che Guevara, no auge da popularidade, andavam na rua com os jornalistas brasileiros, ou conversavam conosco na residência do embaixador do Brasil, Vasco Leitão da Cunha, depois ministro do Exterior, cargo mais tarde surpreendentemente ocupado por diplomatas do segundo time, que quando estavam no Instituto Rio Branco, escutavam: “Esse não chegará a embaixador”. Um deles, Celso Amorim, mas não apenas ele.
Eu já estivera em Cuba duas vezes, no Poder, um personagem corruptíssimo, com o mesmo nome, mas duas patentes diferentes. Era Fulgêncio Batista, que tomou o Poder como SARGENTO, foi derrubado, voltou mais tarde. E deu a si mesmo a patente de MARECHALÍSSIMO.
A enorme popularidade de Fidel e seus companheiros vinha da expectativa de liberdade, e a derrubada daquele LADRÃO público, que proporcionalmente roubou mais que Berlusconi, embora isso pareça impossível. Batista fugiu imediatamente, no momento exato em que surgia o 1º de janeiro de 1959.
Os tempos iniciais de Fidel e Che foram de glória e reconhecimento mundial. O papa aplaudia os revolucionários, seu relacionamento com os EUA, o mais cordial e democrático possível. (Sem esquecer que começaram fatos estranhos, como o desaparecimento do bravo e destacado Camilo Cienfuegos).
O jornalista Herbert Matthews, principal repórter do New York Times, tinha casa em Havana. (Foi chamado de editor, cargo que jamais ocupou, recusou sempre, queria ser o que foi com enorme destaque: repórter, correndo o mundo). Ficamos lá 9 dias, mandava como habitualmente artigo e coluna para o bravo Diário de Notícias.
Numa dessas matérias, dizia textualmente: “Gostei de conversar com Fidel, mas quem me impressionou mesmo foi Che Guevara”. Em 1961, Fidel veio ao Brasil com Che Guevara, a convite do já presidente Jânio Quadros, que lhe deu a maior condecoração.
Diziam, e conhecendo Jânio nenhuma surpresa, que “o convite a condecoração” faziam parte da renúncia forjada, mas que, contra a vontade dele, aconteceu mesmo.
Não quero contar a História, apenas o meu conhecimento. Em 1962, a lamentável “invasão da Baía dos Porcos”, a iminência de uma guerra atômica por causa dos mísseis em Cuba, a batalha que se transferiu para a diplomacia, a vitória do embaixador dos EUA na ONU, Adlai Stevenson, antes e surpreendentemente derrotado duas vezes para presidente dos EUA.
Algum tempo depois, o jornalista Jean-Jacques Servan-Schreiber, repórter e diretor do Le Express, “um dos muitos sucedâneos da revista Time”, o mesmo que acontecera com a revista Life. (As duas pertencentes ao poderoso Henry De Luce, também dono da Fortune e da Sport Ilustrated, ainda hoje a maior revista esportiva dos EUA).
Schreiber escreveu: “Estive na Arábia Saudita, encontrei com Che Guevara, presidente do Banco Central de Cuba. Normalmente, perguntei como ele ia, me respondeu de forma estranha”. Só que, apesar de repórter viajado, Schreiber não percebeu, pouco depois Che deixava o cargo e a própria Cuba, nunca mais se encontrou com Fidel.
E não muitos anos depois, Che era assassinado, num dos mais extraordinários acontecimentos, depois dos também assassinatos de John Kennedy, Martin Luther King, Robert Kennedy e até de Jimmy Hoffa, que controlava o maior sindicato do mundo, o dos caminhoneiros, era candidato a presidente. Seu corpo jamais apareceu.
O rompimento Cuba-EUA teria que ocorrer. Fidel não tinha formação ou convicção comunista, o irmão Raul, sim. Mas Raul, durante 45 anos chefe das Forças Armadas, jamais apareceu. Estive em Cuba 5 vezes, duas depois de Fidel, nunca falei nem vi Raul. Ninguém via, sua lealdade ao irmão, total.
Mas sem recursos, e com a União Soviética poderosa e sem problemas, o financiamento e o domínio, mesmo de longe, inevitável. E facilitando as coisas para Cuba e a União Soviética, a “burríssima” política externa dos EUA. “Burrice” que se acentuou com a Guerra Fria, quando gastaram talvez mais do que agora, como os aventureiros financeiros.
Fidel só deixou o Poder por causa da doença, jamais imaginou ou acreditou que fosse contestado (mas não traído, como dizem) pelo irmão, deliberadamente em silêncio e na voluntária obscuridade.
A última vez que estive em Cuba: 1987, seminário sobre “Dívida Externa”. Extraordinário. Do Brasil, apenas três jornalistas: Newton Carlos, Argemiro Ferreira e este repórter. Presidindo em rodízio: Gabriel Garcia Marquez, Isabel Allende, Perez Esquivel (Prêmio Nobel da Argentina), Luiz Carlos Prestes e mais uns 40.
Não-jornalistas estavam: Severo Gomes, Frei Beto, Marilena Chauí, Cristina Tavares e Luiz Inácio Lula da Silva, que já preparava a candidatura a presidente, para 1989 ou 1990, dependendo do mandato que Sarney (sempre ele, sempre ele) exigia. Não obtendo os 6 anos, a eleição foi mesmo em 1989.
* * *
PS – Lula perderia essa, a de 1994 e a de 1998. No mundo, só outro homem perderia três vezes, embora não seguidas. Foi o pastor William Jennings Bryan, nos EUA. Carregava multidões para as suas pregações religiosas, mas os transformava em eleitores. Perdeu em 1896, 1900 e 1908. Não ganhou nenhuma.
PS2 – Ao contrário de Lula, que perdeu três, ganhou duas e pretende igualar o placar. Ou Fidel, que não perdeu desde 1959, exatamente 50 anos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Ministério investiga denúncias contra Hospital de Ibirataia
Deve sair ainda este mês o resultado da inspeção que o Ministério da Saúde fez no Hospital Antônio Firmo Leal, que atende à população do município de Ibirataia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de denúncias formuladas contra a instituição pela secretaria municipal de Saúde. Entre as denúncias contra o Hospital estão: utilização de cadastros de usuários do SUS, para atendimentos médicos simulados, simulação de procedimentos cirúrgicos em usuários do SUS, principalmente com endereços na zona rural e quantidade exagerada de atendimentos de pacientes vítimas de infecção bacteriana não especificada.
As medidas, segundo a denúncia da Secretaria Municipal de Saúde, visariam gerar emissão de laudos de AIH (Autorização de Internação Hospitalar) fraudulentos, o que proporcionaria o recebimento de verba federal indevida. Todo o período investigado corresponde à gestão do presidente do Hospital Marcos Aurélio de Oliveira e Almeida.
As evidências, de acordo com a secretaria municipal de Saúde começaram a surgir a partir da verificação de laudos de pacientes informados como usuários de determinados procedimentos cirúrgicos que, quando indagados, respondiam não ter recebido os cuidados mencionados.
Também auditores da Secretaria Estadual de Saúde estiveram em Ibirataia, entrevistando os pacientes, mas o resultado da inspeção não foi conhecido. O que se sabe apenas é que os usuários entrevistados repetiram a informação de que não se submeteram aos procedimentos médicos apontados nos laudos de AIH.
Fonte: Tribuna da Bahia
As medidas, segundo a denúncia da Secretaria Municipal de Saúde, visariam gerar emissão de laudos de AIH (Autorização de Internação Hospitalar) fraudulentos, o que proporcionaria o recebimento de verba federal indevida. Todo o período investigado corresponde à gestão do presidente do Hospital Marcos Aurélio de Oliveira e Almeida.
As evidências, de acordo com a secretaria municipal de Saúde começaram a surgir a partir da verificação de laudos de pacientes informados como usuários de determinados procedimentos cirúrgicos que, quando indagados, respondiam não ter recebido os cuidados mencionados.
Também auditores da Secretaria Estadual de Saúde estiveram em Ibirataia, entrevistando os pacientes, mas o resultado da inspeção não foi conhecido. O que se sabe apenas é que os usuários entrevistados repetiram a informação de que não se submeteram aos procedimentos médicos apontados nos laudos de AIH.
Fonte: Tribuna da Bahia
O rescaldo da crise da roubalheira no Senado
A crise da roubalheira no Senado está nos seus estertores, com quase todos torcendo por um empate. O presidente Lula com o desembaraço de quem sabe que está por cima da carne seca, dedica-se à campanha da ministra-candidata Dilma Rousseff em tempo integral e não mede as palavras para pedir voto e discursar nos palanques.Como nem só da Dilma se cuida, o presidente distraiu-se empurrando o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles para o palanque em Anápolis e Goiânia para lançar a sua candidatura a governador de Goiás. E como o chefe que exige obediência do eleitor, advertiu que Meirelles não pode ser candidato para perder.O homenageado apelou para o bom senso e pediu tempo para analisar as suas chances como candidato, escolher um partido para se filiar e só depois decidir.Mas, a sem-cerimônia com que Lula traça o mapa para os outros não esconde a ponta de arrogância dos mais de 80% de aprovação nas pesquisas e o escasso interesse pela crise do Senado, murcha como balão com a bucha apagada.A altercação entre a candidata Dilma e a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira despencou das manchetes de primeira página dos jornais para as páginas internas, na modéstia de poucas colunas. É evidente que não dará em nada, com o insosso empate sem gol. O seu depoimento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve ser marcado para a próxima semana. No seu depoimento, Lina Vieira vai sustentar que foi convocada para uma conversa com Dilma e dela ouviu o pedido ou a ordem para agilizar a investigação da Receita sobre as empresas da família do Senador José Sarney, presidente do Senado. Entendeu o óbvio recado para encerrar o assunto. Segundo a versão de Lina, o convite para o encontro com a ministra Dilma foi transmitido pela chefe de gabinete da Receita Federal, Erenice Guerra. No disse-não-disse, a secretária Erenice desmentiu que tivesse levado qualquer recado para a Lina Maria. Um empate de pelada em campo de várzea.Só o Planalto continua preocupado com a exploração do episódio na campanha, com o desgaste da candidata do presidente Lula, que já passou a palavra de ordem: “Eu não acredito. Quem construiu esta fantasia em algum momento vai ter que dizer que foi um ledo engano.”Para lubrificar a campanha, Lula vetou o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2010 que limitava os gastos do governo com publicidade, diárias, passagens e locomoções no ano eleitoral. Na justificativa de chocante sinceridade, o governo argumenta que a limitação à execução de obras coloca em risco a realização de campanhas publicitárias de utilidade pública. Mais claro só a critica ao Tribunal de Contas da União por determinar a paralisação de obras por suspeita de irregularidades.Em mais enfática demonstração de tolerância, o presidente disse em Anápolis que “os senadores perdem tempo com brigas e priorizam coisas secundárias” e deixam de lado “as coisas que deveriam ser prioritárias” E com o dedo em riste: “O que não pode é transformar uma denúncia na única razão de ser de 81 homens que têm a responsabilidade de representar os estados da Federação”.Se o Senado não cuida da faxina da Casa, acabará como o Judas malhado no palanque da candidata Dilma e do seu criador, o presidente Lula, na campanha de 2010.
Fonte: Villas Bôas-Corrêa
Fonte: Villas Bôas-Corrêa
Pesquisa dá empate entre Paulo Souto e o governador
O Vox Populi vai publicar hoje uma pesquisa contratada pela Band sobre a sucessão estadual. Ontem, a emissora divulgou a pesquisa realizada em Minas Gerais. Os números a serem confirmados devem ser os seguintes: o ex-governador Paulo Souto (DEM) com 37%, o atual governador Jaques Wagner (PT) com 36% e o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) com 13%. A pesquisa deve trazer ainda os números sobre a preferência dos eleitores baianos em relação à disputa presidencial. Parceiro de chapa de Souto, o senador ACM Jr. (DEM) reuniu ontem um grupo de cabeças pensantes em sua casa, em Brasília, e fez uma revelação: pretende trabalhar efetivamente pela sua reeleição. Para confirmar o fato, disse que iria promover um encontro ainda esta semana em Salvador com o gabinete e auxiliares políticos, inclusive do filho, o deputado federal ACM Neto (DEM), a fim de discutir uma estratégia política e eleitoral própria. Os interlocutores saíram da reunião com o filho de ACM convencidos de que o que até então era uma ameaça transformou-se em realidade. Júnior, como é chamado entre os amigos, pretende mesmo entrar de verdade na campanha estadual de 2010, ajudando o cabeça de chapa do DEM, Paulo Souto. A medida seria também uma resposta às movimentações do senador César Borges (PR). Amigo há anos da família Magalhães, pelas mãos da qual foi inclusive governador da Bahia, Borges também deseja a reeleição, mas passou a tratá-la no âmbito de uma eventual chapa do candidato do PMDB, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), desconsiderando os apelos para que unisse forças em torno de Souto. Por diversas vezes, teria sido avisado por ACM Neto de que, se persistisse com a estratégia, o pai sairia candidato. A resposta decisiva e certeira parece ter vindo agora. A arrumação do arsenal para a disputa por Júnior pode ser uma encenação com o objetivo de coagir Borges a manter-se dentro dos estritos limites do que deseja a família Magalhães. Mas também pode não ser. Mesmo porque nada assegura que, iniciado o jogo, o senador não venha de fato a empolgar-se verdadeiramente com a partida. E aí não queira mais largar a bola.
Fonte: Tribuna da Bahia
Fonte: Tribuna da Bahia
Senado diz que ex-diretor de RH é responsável por atos secretos
Redação CORREIO
A direção do Senado informou, no início da noite desta quinta-feira (13), o responsável pela publicação dos 468 novos atos secretos que vieram à tona no noite de quarta-feira (12). Teria sido o ex-diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos Siqueira.
O acusado Ralph Siqueira declarou que os atos não foram divulgados só agora - e que estavam com outros, descobertos em junho. Segundo ele, esses atos já tinham sido divulgados internamente.
Até então, a Casa reconhecia a existência de 511 atos secretos. A descoberta dos novos atos faz parte de um trabalho coordenado pela primeira-secretaria para levantar todas as decisões não publicadas.
Fonte: Correio da Bahia
A direção do Senado informou, no início da noite desta quinta-feira (13), o responsável pela publicação dos 468 novos atos secretos que vieram à tona no noite de quarta-feira (12). Teria sido o ex-diretor de Recursos Humanos, Ralph Campos Siqueira.
O acusado Ralph Siqueira declarou que os atos não foram divulgados só agora - e que estavam com outros, descobertos em junho. Segundo ele, esses atos já tinham sido divulgados internamente.
Até então, a Casa reconhecia a existência de 511 atos secretos. A descoberta dos novos atos faz parte de um trabalho coordenado pela primeira-secretaria para levantar todas as decisões não publicadas.
Fonte: Correio da Bahia
Servidores do Poder Judiciário Federal fazem paralisação de 24 horas
Redação CORREIO
Os servidores do Poder Judiciário Federal fazem paralisação de 24 horas nesta sexta-feira (14). A manifestação em caráter de advertência termina na próxima segunda-feira (17). O objetivo é fazer com que os tribunais ouçam as reivindicações da categoria.
Os servidores dissem que não aceitam qualquer proposta de gratificação que esteja ligada ao desempenho e produtividade. Segundo eles, este tipo de gratificação possibilita a prática do assédio moral, além de deixar o servidor sem ganhos na licença férias e aposentadoria.
(com informações do iBahia)/Correio da Bahia
Os servidores do Poder Judiciário Federal fazem paralisação de 24 horas nesta sexta-feira (14). A manifestação em caráter de advertência termina na próxima segunda-feira (17). O objetivo é fazer com que os tribunais ouçam as reivindicações da categoria.
Os servidores dissem que não aceitam qualquer proposta de gratificação que esteja ligada ao desempenho e produtividade. Segundo eles, este tipo de gratificação possibilita a prática do assédio moral, além de deixar o servidor sem ganhos na licença férias e aposentadoria.
(com informações do iBahia)/Correio da Bahia
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