Depois que o Editor Chefe foi substituído, parece que chegou ao fim a experiência da linha editorial independente, ensaiada pelo Correio da Bahia, jornal da família ACM e porta-voz do DEM. Em matéria de Luana Rocha, o jornal afirma que “em véspera de ano eleitoral, o governo estadual aproveitou a realização da Lavagem do Bonfim para divulgar ações institucionais do Executivo. Nos oito kms do trajeto, faixas eram vistas por toda parte exaltando as recentes realizações do governo: Todos pela Alfabetização (TOPA), Ronda nos Bairros e inauguração do Estádio de Pituaçu prevista pata breve.Durante o cortejo, centenas de apoiadores estavam uniformizados com camisas padronizadas do governo estadual e portavam cartazes de papelão. A reportagem ouviu o ex-governador Paulo Souto (DEM) que criticou a propaganda do governo. Pode?Naturalmente, a jornalista do Correio da Bahia não pode escrever. Mas, a propaganda com os feitos do governo da Bahia foi de baixo custo, bem baratas – faixas e cartazes - comparada com a farra publicitária que a Propeg promoveu durante os governos de Paulo Souto, César Borges e ACM. Naqueles tempos, para o jornal Correio da Bahia e para a TV Bahia, de propriedade da família ACM, eram carreados milhões através da acintosa propaganda governamental durante o Cortejo do Bonfim.O mais engraçado foi ver o deputado ACM Neto de dedo em riste protestar contra o bloqueio policial ao adro da Igreja. Durante décadas o falecido ACM mandava bloquear manu militari o adro da Igreja do Bonfim. Não passava ninguém.Esse pessoal tem muita cara-de-pau.
Fonte: Bahia de Fato
sábado, janeiro 17, 2009
Geddel suspeito de pagar torcida organizada na festa do Bonfim
A reportagem do jornal A Tarde (sexta, 16) faz um acusação grave ao ministro da Integração, Geddel Vieira Lima. Na altura do túnel Américo Simas, ao se aproximar o cortejo do Senhor do Bonfim, um homem orientava: “Aí pessoal, quando João Henrique chegar todo mundo bate palmas. Vamos homenagear o homem”. Questionado sobre quando estaria ganhando pelo “afago público”, o coordenador da torcida organizada respondeu: R$ 100. Mas de quem? “Do ministro Geddel”, respondeu. E quando Geddel passou o coordenador saudou: “Ê Ê Geddel”.
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
Contestada mudança na eleição para a AL
Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
Às vésperas da eleição da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PSDB), candidato à reeleição, apresentou ontem um aditamento à pauta da convocação extraordinária, publi-cada no Diário Oficial do Legis-lativo de ontem, acrescentando o requerimento do deputado Paulo Câmera (PTB) mudando as regras do pleito que acontecerá em 1º de fevereiro. De acordo com o artigo 4º do regimento interno, a eleição para a Mesa, “far-se-á por escrutínio secreto, em um só ato de votação, com tantas cédulas impressas ou datilografadas quantos forem os lugares a preencher, atendido sempre que possível, na sua composição, o critério da proporcionalidade da Representação Partidária”. Já o requerimento do deputado Paulo Câmera prevê que a votação seja secreta, mas com o uso do painel eletrônico, que já se mostrou pouco confiável ao revelar resultados de votações secretas na Casa. “Vamos recorrer ao Judiciário se o presidente da Casa mantiver esse aditamento à pauta da convocação extraordinária e vamos obstruir as sessões a partir de segunda-feira”, assegurou o líder do Democratas, deputado Heraldo Rocha. ‘Este é um ato imoral e inconstitucional. Mudar as regras às vésperas da eleição revela insegurança e medo do presidente Marcelo Nilo, que não confia na base do Governo. Não vamos permitir essa mudança no jogo para beneficiar quem quer que seja”, enfatizou o parlamentar. O vice-líder da Minoria, deputado João Carlos Bacelar (PTN), destacou que a medida de Marcelo Nilo é antirregimental e inconstitucional. “As regras da convocação extraordinária são claras. As matérias são definidas previamente, antes da publicação em Diário Oficial da convocação e no nosso caso, foram acertadas em acordo entre a Minoria, a Maioria e o bloco Independente. Não existe o instituto do aditamento para convocação extraordinária. Essa ação do presidente revela o desespero do governo que não tem confiança em sua base”, enfatizou. O vice-líder já convocou uma reunião da Minoria com os Independentes para a segunda-feira para discutir as medidas que serão adotadas. “Vamos obstruir a convocação e ingressar na Justiça com Mandado de Segurança. Além disso, vamos mobilizar a imprensa e a sociedade contra essa situação. É muito estranho, às vésperas da eleição, o presidente de um Poder colocar em pauta uma matéria de seu interesse às vésperas da eleição. Isso revela o medo deste governo e a desconfiança em sua base. Isso é problema deles. Não vamos aceitar essa situação de mudar as regras por insegurança”, enfatizou Bacelar.
DEM condena o PMDB por lançar candidato à Câmara
A cada dia a situação da presidência da Câmara Municipal de Salvador fica mais complicada. Ninguém sabe se vai haver eleição para o cargo deixado por Alfredo Mangueira, mas, mesmo assim, as articulações continuam. O PMDB disse que vai recorrer caso o parecer da Procuradoria da Casa seja favorável à permanência de Paulo Magalhães Júnior (DEM), que assumiu a vaga interinamente, e disse que não abre mão da vaga, que, judicialmente é deles. Ontem o deputado federal ACM Neto se pronunciou sobre o assunto e disse considerar a atitude do PMDB de lançar candidato inócua. “Não entendo como o PMDB pode querer lançar candidato sem que se saiba se vai haver ou não nova eleição”, destacou o parlamentar. “O que vai determinar se vai haver eleição ou não é o parecer jurídico da Procuradoria da Câmara. Se o parecer determinar que não deve haver eleição, então o presidente Paulo Magalhães Júnior (DEM) vai cumprir a decisão e não haverá nova eleição”, acrescentou o deputado.Neto voltou a dizer que o Democratas vai respeitar a legalidade, já que a questão é jurídica, e não política. “Não pode haver nova eleição só porque um partido quer. Por isso, não vou discutir com o PMDB nomes enquanto não sair o parecer, pois não vou politizar uma questão que é jurídica. Se o parecer determinar a realização de um novo pleito, aí sim eu vou discutir nomes com o PMDB, que é nosso aliado”, ressaltou o parlamentar. Para ele, o PMDB está fazendo um movimento político que “não tem ressonância”. Neto fez questão de salientar que todo esse processo não atrapalha a boa relação entre os dois partidos. “Só atrapalharia se o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) entrasse no processo, o que não está acontecendo. O prefeito tem respeitado a autonomia e independência do Legislativo e se mantido neutro no processo”, concluiu. O meio de campo na CMS continua embolado e a novela promete capítulos emocionantes. Ontem o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse que Pedro Godinho já havia sido escolhido como o candidato da legenda e que a decisão foi tomada por um consenso dos vereadores. Mas, a surpresa foi pegar tanto o próprio Godinho, quanto o líder do governo, que também já se colocou à disposição da legenda para disputar a vaga, “de calça curta” com a informação. “É? Não estava sabendo não. Eu achei que definiríamos isso em reunião. Achei que nos reuniríamos na segunda. Mas, se o presidente disse...”, surpreende-se Godinho, acrescentando que ele ainda não havia sido comunicado da decisão. “Não há consenso nenhum entre a bancada. Até porque considero a decisão de lançar um candidato precipitada. Não há definição sobre o processo e não sabemos se haverá nova eleição. O que pode ter havido é que um ou outro vereador declarou o seu voto, mas, definitivamente não há consenso”, enfatizou Sandoval Guimarães. (Por Carolina Parada)
Incidentes na Lavagem são reflexos do pleito de 2010
Faltando ainda quase dois anos para as eleições de 2010, a Festa da Lavagem do Bonfim, a mais popular da Bahia depois do Carnaval, produziu cenas políticas que antecipam a futura disputa que poderá colocar em lados contrários PT e PMDB. As vaias para o prefeito João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima, as duas maiores expressões do PMDB, mesmo que possam ser interpretadas como um fato isolado e consideradas como orquestradas, merecem uma reflexão. Da mesma forma, o incidente envolvendo a comitiva do ex-governador Paulo Souto e o deputado federal ACM Neto, que acusaram a tropa da PM de patrulhamento, também merece um registro. Numa nota divulgada ontem pela Juventude de PT, assinada por Gabriel Oliveira, praticamente revela que foram os militantes do partido que deram as vaias nos peemedebistas. “O mais novo presente de ano novo dado pela Administração Municipal à população de Salvador e à juventude soteropolitana foi o repentino e covarde aumento da tarifa de ônibus na cidade”, diz um trecho no início da nota. Coincidentemente este foi o pano de fundo das vaias dirigidas ao prefeito João Henrique no dia da Lavagem do Bonfim, que também tentaram atingir o ministro Geddel Vieira Lima, em vias de rompimento com os petistas para se candidatar ao governo do estado em 2010. Na nota os petistas antecipam o tipo de relacionamento que deverão ter com o prefeito João Henrique e atribuem a ele a agressão às liberdades através de atos de violência como o acontecido durante a Lavagem do Bonfim. “Já sabemos que não se pode esperar nenhum canal de diálogo com a Prefeitura. E não só os estudantes, como todos os setores que estão à margem das decisões políticas em Salvador estarão atentos e permanentemente mobilizados”. Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, contesta as acusações. “As vaias soaram como um protesto político”, reagiu. “Não concordo com a atitude de quem quer que seja, mas as faixas foram colocadas atrás do prefeito para lhe provocar”, reforçou Lúcio, referindo-se ao incidente com o segurança que provocou o tiro. A nota praticamente incita os estudantes à mobilização por conta do aumento dos ônibus anunciado recentemente, afirmando que “a Secretaria de Juventude do PT abomina as recentes ofensivas de João Henrique contra a população e aos estudantes da cidade e tem se colocado desde o início favorável às mobilizações contra o aumento”. Com isso, Lúcio avalia que tudo foi feito de forma premeditada. “Foi premeditado. Já no Mercado Modelo, onde eles se concentraram, fizeram aquilo estrategicamente para aparecer na mídia. Foi uma manifestação orquestrada”, reforçou o peemedebista.(Por Evandro Matos)
DEM diz ter sido “escoltado”
No final, a nota petista diz que “João Henrique tem medo da oposição. Por isso, aumenta passagem, por isso ordena que seus seguranças espanquem os jovens da cidade, por isso critica incessantemente os partidos de esquerda”. O presidente do PMDB também rebate estas afirmativas, alegando que a decisão de aumentar o valor da tarifa é técnica e não política, e que ele (o aumento) teria de acontecer algum dia. “Todo mundo aumentou no início do ano. Tem que aumentar algum dia. E João Henrique ficou dois anos com a tarifa congelada”, lembrou Lúcio. O presidente do PMDB declarou ainda que os empresários pediram 30% de aumento, mas o prefeito só concedeu 10%. “Estão tentando misturar uma questão administrativa com política”, explicou. Contudo, Lúcio não aceita a tese de que João Henrique tem medo da oposição. “O PT não precisa dizer que é oposição. Foi o povo que disse ao PT”, respondeu Lúcio, ironicamente, referindo-se à derrota imposta pelo PMDB aos petistas em outubro do ano passado. Outra pendenga gerada durante os festejos do Bonfim, que também pode estar relacionada às futuras disputas políticas, foi o incidente entre a polícia montada e o pelotão oposicionista, onde estavam o ex-governador Paulo Souto, o senador ACM Júnior, os deputados federais ACM Neto e José Carlos Aleluia, todos do DEM, e o senador César Borges, do PR. Ontem, o deputado ACM Neto explicou que o DEM decidiu sair na frente da Lavagem para evitar embolar com as alas do PT e do PMDB. Neto confirmou que durante o trajeto uma cavalaria da PM seguiu o grupo. O governo negou.(Por Evandro Matos)
Confirmada a posse de baiano como ministro do STJ
O desembargador Paulo Furtado, do Tribunal de Justiça da Bahia, será nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça na próxima quinta-feira, 22, ocupando a vaga do ministro aposentado Humberto Barros. Ele integrará a Terceira Turma e a Segunda Seção do STJ, que aprecia questões de Direito Privado. Paulo Furtado considera a sua convocação para atuar como ministro, em Brasília, uma homenagem do STJ aos baianos e, em caráter especial, ao Tribunal de Justiça da Bahia, revelou à Tribuna da Bahia. Disse ainda que está orgulhoso e realizado profissionalmente, sendo mais um desafio no exercício da magistratura ao longo dos anos, com uma atuação reconhecida pela transparência, inquestionável independência e constante firmeza nas decisões, despertando em seus colegas, advogados, alunos e partes conflitantes o maior respeito. A nomeação do desembargador baiano repercutiu positivamente nos diversos segmentos da comunidade motivando inúmeras felicitações, atestando o elevado conceituado regional e nacional que o jurista desfruta. O magistrado, que mantém pelo ministro César Asfor Rocha a maior admiração e respeito, lembra e valoriza neste momento as virtudes morais e destacadas qualidades profissionais do seu colega gaúcho Vasco Della Giustina, do TJ do Rio Grande do Sul, que também foi convocado para integrar o STJ. O período inicial de convocação é por seis meses podendo ser renovado.O advogado Sérgio Schllang, referindo-se à convocação do desembargador Paulo Furtado para integrar o STJ, disse que o fato obteve uma das maiores repercussões das já vistas na Bahia nos últimos anos, despertando comentários dos mais positivos, pois além da reconhecida capacidade jurídica do desembargador, trata-se também de uma oportuna e merecida homenagem a sua modelar vida profissional e ao próprio judiciário baiano, que é integrado por renovados magistrados.
Fonte: Tribuna da Bahia
Às vésperas da eleição da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PSDB), candidato à reeleição, apresentou ontem um aditamento à pauta da convocação extraordinária, publi-cada no Diário Oficial do Legis-lativo de ontem, acrescentando o requerimento do deputado Paulo Câmera (PTB) mudando as regras do pleito que acontecerá em 1º de fevereiro. De acordo com o artigo 4º do regimento interno, a eleição para a Mesa, “far-se-á por escrutínio secreto, em um só ato de votação, com tantas cédulas impressas ou datilografadas quantos forem os lugares a preencher, atendido sempre que possível, na sua composição, o critério da proporcionalidade da Representação Partidária”. Já o requerimento do deputado Paulo Câmera prevê que a votação seja secreta, mas com o uso do painel eletrônico, que já se mostrou pouco confiável ao revelar resultados de votações secretas na Casa. “Vamos recorrer ao Judiciário se o presidente da Casa mantiver esse aditamento à pauta da convocação extraordinária e vamos obstruir as sessões a partir de segunda-feira”, assegurou o líder do Democratas, deputado Heraldo Rocha. ‘Este é um ato imoral e inconstitucional. Mudar as regras às vésperas da eleição revela insegurança e medo do presidente Marcelo Nilo, que não confia na base do Governo. Não vamos permitir essa mudança no jogo para beneficiar quem quer que seja”, enfatizou o parlamentar. O vice-líder da Minoria, deputado João Carlos Bacelar (PTN), destacou que a medida de Marcelo Nilo é antirregimental e inconstitucional. “As regras da convocação extraordinária são claras. As matérias são definidas previamente, antes da publicação em Diário Oficial da convocação e no nosso caso, foram acertadas em acordo entre a Minoria, a Maioria e o bloco Independente. Não existe o instituto do aditamento para convocação extraordinária. Essa ação do presidente revela o desespero do governo que não tem confiança em sua base”, enfatizou. O vice-líder já convocou uma reunião da Minoria com os Independentes para a segunda-feira para discutir as medidas que serão adotadas. “Vamos obstruir a convocação e ingressar na Justiça com Mandado de Segurança. Além disso, vamos mobilizar a imprensa e a sociedade contra essa situação. É muito estranho, às vésperas da eleição, o presidente de um Poder colocar em pauta uma matéria de seu interesse às vésperas da eleição. Isso revela o medo deste governo e a desconfiança em sua base. Isso é problema deles. Não vamos aceitar essa situação de mudar as regras por insegurança”, enfatizou Bacelar.
DEM condena o PMDB por lançar candidato à Câmara
A cada dia a situação da presidência da Câmara Municipal de Salvador fica mais complicada. Ninguém sabe se vai haver eleição para o cargo deixado por Alfredo Mangueira, mas, mesmo assim, as articulações continuam. O PMDB disse que vai recorrer caso o parecer da Procuradoria da Casa seja favorável à permanência de Paulo Magalhães Júnior (DEM), que assumiu a vaga interinamente, e disse que não abre mão da vaga, que, judicialmente é deles. Ontem o deputado federal ACM Neto se pronunciou sobre o assunto e disse considerar a atitude do PMDB de lançar candidato inócua. “Não entendo como o PMDB pode querer lançar candidato sem que se saiba se vai haver ou não nova eleição”, destacou o parlamentar. “O que vai determinar se vai haver eleição ou não é o parecer jurídico da Procuradoria da Câmara. Se o parecer determinar que não deve haver eleição, então o presidente Paulo Magalhães Júnior (DEM) vai cumprir a decisão e não haverá nova eleição”, acrescentou o deputado.Neto voltou a dizer que o Democratas vai respeitar a legalidade, já que a questão é jurídica, e não política. “Não pode haver nova eleição só porque um partido quer. Por isso, não vou discutir com o PMDB nomes enquanto não sair o parecer, pois não vou politizar uma questão que é jurídica. Se o parecer determinar a realização de um novo pleito, aí sim eu vou discutir nomes com o PMDB, que é nosso aliado”, ressaltou o parlamentar. Para ele, o PMDB está fazendo um movimento político que “não tem ressonância”. Neto fez questão de salientar que todo esse processo não atrapalha a boa relação entre os dois partidos. “Só atrapalharia se o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) entrasse no processo, o que não está acontecendo. O prefeito tem respeitado a autonomia e independência do Legislativo e se mantido neutro no processo”, concluiu. O meio de campo na CMS continua embolado e a novela promete capítulos emocionantes. Ontem o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse que Pedro Godinho já havia sido escolhido como o candidato da legenda e que a decisão foi tomada por um consenso dos vereadores. Mas, a surpresa foi pegar tanto o próprio Godinho, quanto o líder do governo, que também já se colocou à disposição da legenda para disputar a vaga, “de calça curta” com a informação. “É? Não estava sabendo não. Eu achei que definiríamos isso em reunião. Achei que nos reuniríamos na segunda. Mas, se o presidente disse...”, surpreende-se Godinho, acrescentando que ele ainda não havia sido comunicado da decisão. “Não há consenso nenhum entre a bancada. Até porque considero a decisão de lançar um candidato precipitada. Não há definição sobre o processo e não sabemos se haverá nova eleição. O que pode ter havido é que um ou outro vereador declarou o seu voto, mas, definitivamente não há consenso”, enfatizou Sandoval Guimarães. (Por Carolina Parada)
Incidentes na Lavagem são reflexos do pleito de 2010
Faltando ainda quase dois anos para as eleições de 2010, a Festa da Lavagem do Bonfim, a mais popular da Bahia depois do Carnaval, produziu cenas políticas que antecipam a futura disputa que poderá colocar em lados contrários PT e PMDB. As vaias para o prefeito João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima, as duas maiores expressões do PMDB, mesmo que possam ser interpretadas como um fato isolado e consideradas como orquestradas, merecem uma reflexão. Da mesma forma, o incidente envolvendo a comitiva do ex-governador Paulo Souto e o deputado federal ACM Neto, que acusaram a tropa da PM de patrulhamento, também merece um registro. Numa nota divulgada ontem pela Juventude de PT, assinada por Gabriel Oliveira, praticamente revela que foram os militantes do partido que deram as vaias nos peemedebistas. “O mais novo presente de ano novo dado pela Administração Municipal à população de Salvador e à juventude soteropolitana foi o repentino e covarde aumento da tarifa de ônibus na cidade”, diz um trecho no início da nota. Coincidentemente este foi o pano de fundo das vaias dirigidas ao prefeito João Henrique no dia da Lavagem do Bonfim, que também tentaram atingir o ministro Geddel Vieira Lima, em vias de rompimento com os petistas para se candidatar ao governo do estado em 2010. Na nota os petistas antecipam o tipo de relacionamento que deverão ter com o prefeito João Henrique e atribuem a ele a agressão às liberdades através de atos de violência como o acontecido durante a Lavagem do Bonfim. “Já sabemos que não se pode esperar nenhum canal de diálogo com a Prefeitura. E não só os estudantes, como todos os setores que estão à margem das decisões políticas em Salvador estarão atentos e permanentemente mobilizados”. Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, contesta as acusações. “As vaias soaram como um protesto político”, reagiu. “Não concordo com a atitude de quem quer que seja, mas as faixas foram colocadas atrás do prefeito para lhe provocar”, reforçou Lúcio, referindo-se ao incidente com o segurança que provocou o tiro. A nota praticamente incita os estudantes à mobilização por conta do aumento dos ônibus anunciado recentemente, afirmando que “a Secretaria de Juventude do PT abomina as recentes ofensivas de João Henrique contra a população e aos estudantes da cidade e tem se colocado desde o início favorável às mobilizações contra o aumento”. Com isso, Lúcio avalia que tudo foi feito de forma premeditada. “Foi premeditado. Já no Mercado Modelo, onde eles se concentraram, fizeram aquilo estrategicamente para aparecer na mídia. Foi uma manifestação orquestrada”, reforçou o peemedebista.(Por Evandro Matos)
DEM diz ter sido “escoltado”
No final, a nota petista diz que “João Henrique tem medo da oposição. Por isso, aumenta passagem, por isso ordena que seus seguranças espanquem os jovens da cidade, por isso critica incessantemente os partidos de esquerda”. O presidente do PMDB também rebate estas afirmativas, alegando que a decisão de aumentar o valor da tarifa é técnica e não política, e que ele (o aumento) teria de acontecer algum dia. “Todo mundo aumentou no início do ano. Tem que aumentar algum dia. E João Henrique ficou dois anos com a tarifa congelada”, lembrou Lúcio. O presidente do PMDB declarou ainda que os empresários pediram 30% de aumento, mas o prefeito só concedeu 10%. “Estão tentando misturar uma questão administrativa com política”, explicou. Contudo, Lúcio não aceita a tese de que João Henrique tem medo da oposição. “O PT não precisa dizer que é oposição. Foi o povo que disse ao PT”, respondeu Lúcio, ironicamente, referindo-se à derrota imposta pelo PMDB aos petistas em outubro do ano passado. Outra pendenga gerada durante os festejos do Bonfim, que também pode estar relacionada às futuras disputas políticas, foi o incidente entre a polícia montada e o pelotão oposicionista, onde estavam o ex-governador Paulo Souto, o senador ACM Júnior, os deputados federais ACM Neto e José Carlos Aleluia, todos do DEM, e o senador César Borges, do PR. Ontem, o deputado ACM Neto explicou que o DEM decidiu sair na frente da Lavagem para evitar embolar com as alas do PT e do PMDB. Neto confirmou que durante o trajeto uma cavalaria da PM seguiu o grupo. O governo negou.(Por Evandro Matos)
Confirmada a posse de baiano como ministro do STJ
O desembargador Paulo Furtado, do Tribunal de Justiça da Bahia, será nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça na próxima quinta-feira, 22, ocupando a vaga do ministro aposentado Humberto Barros. Ele integrará a Terceira Turma e a Segunda Seção do STJ, que aprecia questões de Direito Privado. Paulo Furtado considera a sua convocação para atuar como ministro, em Brasília, uma homenagem do STJ aos baianos e, em caráter especial, ao Tribunal de Justiça da Bahia, revelou à Tribuna da Bahia. Disse ainda que está orgulhoso e realizado profissionalmente, sendo mais um desafio no exercício da magistratura ao longo dos anos, com uma atuação reconhecida pela transparência, inquestionável independência e constante firmeza nas decisões, despertando em seus colegas, advogados, alunos e partes conflitantes o maior respeito. A nomeação do desembargador baiano repercutiu positivamente nos diversos segmentos da comunidade motivando inúmeras felicitações, atestando o elevado conceituado regional e nacional que o jurista desfruta. O magistrado, que mantém pelo ministro César Asfor Rocha a maior admiração e respeito, lembra e valoriza neste momento as virtudes morais e destacadas qualidades profissionais do seu colega gaúcho Vasco Della Giustina, do TJ do Rio Grande do Sul, que também foi convocado para integrar o STJ. O período inicial de convocação é por seis meses podendo ser renovado.O advogado Sérgio Schllang, referindo-se à convocação do desembargador Paulo Furtado para integrar o STJ, disse que o fato obteve uma das maiores repercussões das já vistas na Bahia nos últimos anos, despertando comentários dos mais positivos, pois além da reconhecida capacidade jurídica do desembargador, trata-se também de uma oportuna e merecida homenagem a sua modelar vida profissional e ao próprio judiciário baiano, que é integrado por renovados magistrados.
Fonte: Tribuna da Bahia
Cerca de 3,5 milhões de turistas visitaram o estado em 2008
Redação CORREIO
Relatório da Secretaria Estadual do Turismo indica que a Bahia recebeu, em 2008, 3,5 milhões de turista. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (16), pelo secretário do Turismo, Domingos Leonelli e pela presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, durante entrevista coletiva na sede da (Setur).
Segundo o relatório da Setur, o turismo foi responsável pela geração de 172 mil empregos diretos em bares, restaurantes, hotéis, pousadas e outras empresas ligadas ao turismo.
Para 2009, a Setur anunciou a construção da construção estrada de Itacará/Camamu, na região Sul da Bahia e a requalificação da feira de São Joaquim, em Salvador. 'Há ainda serviços de recuperação de igrejas, prédios históricos e monumentos, além de saneamento e pavimentação de algumas localidades', segundo nota da Secretaria do Turismo.
Fonte: Correio da Bahia
Relatório da Secretaria Estadual do Turismo indica que a Bahia recebeu, em 2008, 3,5 milhões de turista. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (16), pelo secretário do Turismo, Domingos Leonelli e pela presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, durante entrevista coletiva na sede da (Setur).
Segundo o relatório da Setur, o turismo foi responsável pela geração de 172 mil empregos diretos em bares, restaurantes, hotéis, pousadas e outras empresas ligadas ao turismo.
Para 2009, a Setur anunciou a construção da construção estrada de Itacará/Camamu, na região Sul da Bahia e a requalificação da feira de São Joaquim, em Salvador. 'Há ainda serviços de recuperação de igrejas, prédios históricos e monumentos, além de saneamento e pavimentação de algumas localidades', segundo nota da Secretaria do Turismo.
Fonte: Correio da Bahia
Sergipanos aderem à nova técnica da cirurgia sem cicatriz
A nova técnica é feita por meio de orifícios naturais, a exemplo do umbigo e as operações podem ser feitas tanto por meio de planos de saúde, como pelo SUS
17/01/2009 - 08:00
Cirurgião Antônio Alves Jr: "Expectativa de que no futuro, essa técnica possa ser ambulatorial" / Foto: Portal InfonetAs cirurgias de vesícula, apêndice ou biópsia hepática, utilizando uma nova técnica que não deixa cicatrizes, nem traumas psicológicos, têm sido cada vez mais procuradas em Sergipe. Conhecida na medicina como Notes (Natural Orifíce Translumenal Endoscopic Surgey) ou Cirurgia por Orifícios Naturais, ela utiliza instrumentos especiais, sem que haja cortes externos. O processo é diferente da vídeo-laparoscopia, pois é realizado através dos orifícios humanos naturais, a exemplo do umbigo e da vagina.
Em Sergipe, o médico especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo e professor adjunto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Antonio Alves Júnior, é o pioneiro neste tipo de cirurgia. Ele realizou em outubro do ano passado no Hospital Universitário, a primeira operação para a retirada de vesícula através da nova técnica trans-umbilical.
“O HU deu a sua contribuição na vanguarda da ciência médica, ao realizar essa cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contamos ainda com o apoio do secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, quando da nossa participação no curso de imersão em cirurgia”, afirma Dr. Antonio Jr, relembrando o êxito obtido com a primeira cirurgia de vesícula e a oportunidade na especialização sobre a nova técnica.
Mais de dez pessoas já foram submetidas a esse tipo de cirurgia no Estado de Sergipe, tanto pelo SUS como por meio de planos de saúde. “A nossa expectativa é de que no futuro, essa técnica cirúrgica seja ambulatorial, ou seja, que o paciente vá para casa no mesmo dia”, aposta ressaltando que hoje, o paciente recebe alta um dia após a intervenção.
Umbigo já é uma cicatriz naturalCicatriz natural
A nova técnica vem sendo procurada principalmente pelas mulheres e por modelos, por conta da falta de marcas no corpo após o processo cirúrgico. “O umbigo já é uma cicatriz natural, que se carrega pelo resto da vida. Os pontos são internos e absorvidos pelo próprio organismo e após um ano, a marquinha dentro deste orifício já estará bem reduzida reduzida”, afirma o cirurgião garantindo tratar-se de uma técnica minimamente invasiva.
Revolução na Medicina
A técnica Notes já é considerada uma revolução na Medicina em todo o mundo. Ela faz com que as cirurgias, principalmente do aparelho digestivo deixem de ser feitas da forma convencional, ou seja, com abertura no abdôme, ou mesmo por vídeo-laparoscopia, quando são feitos em média, quatro furinhos. Na Cirurgia por Orifícios Naturais, uma micro-câmera é inserida por um único orifício, geralmente o umbigo, sem que haja dor, trauma e o melhor, sem cicatriz.
Graziela Bonfim comemora resultados / Foto: Arquivo PessoalRapidez na recuperação
Pacientes que se submeteram a cirurgias por orifícios naturais em Sergipe garantem ter ficado satisfeitos, como é o caso de Graziela Bonfim Bastos de Oliveira. Ela conta que foram duas cirurgias por um único orifício no umbigo. “Eu me operei no último dia 22 de dezembro, para a retirada de uma hérnia e da vesícula e a minha recuperação está ótima Graças a Deus. O melhor de tudo é que a casquinha já está caindo e a marquinha entrando no umbigo”, comemora Graziela.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Infonet
17/01/2009 - 08:00
Cirurgião Antônio Alves Jr: "Expectativa de que no futuro, essa técnica possa ser ambulatorial" / Foto: Portal InfonetAs cirurgias de vesícula, apêndice ou biópsia hepática, utilizando uma nova técnica que não deixa cicatrizes, nem traumas psicológicos, têm sido cada vez mais procuradas em Sergipe. Conhecida na medicina como Notes (Natural Orifíce Translumenal Endoscopic Surgey) ou Cirurgia por Orifícios Naturais, ela utiliza instrumentos especiais, sem que haja cortes externos. O processo é diferente da vídeo-laparoscopia, pois é realizado através dos orifícios humanos naturais, a exemplo do umbigo e da vagina.
Em Sergipe, o médico especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo e professor adjunto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Antonio Alves Júnior, é o pioneiro neste tipo de cirurgia. Ele realizou em outubro do ano passado no Hospital Universitário, a primeira operação para a retirada de vesícula através da nova técnica trans-umbilical.
“O HU deu a sua contribuição na vanguarda da ciência médica, ao realizar essa cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contamos ainda com o apoio do secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, quando da nossa participação no curso de imersão em cirurgia”, afirma Dr. Antonio Jr, relembrando o êxito obtido com a primeira cirurgia de vesícula e a oportunidade na especialização sobre a nova técnica.
Mais de dez pessoas já foram submetidas a esse tipo de cirurgia no Estado de Sergipe, tanto pelo SUS como por meio de planos de saúde. “A nossa expectativa é de que no futuro, essa técnica cirúrgica seja ambulatorial, ou seja, que o paciente vá para casa no mesmo dia”, aposta ressaltando que hoje, o paciente recebe alta um dia após a intervenção.
Umbigo já é uma cicatriz naturalCicatriz natural
A nova técnica vem sendo procurada principalmente pelas mulheres e por modelos, por conta da falta de marcas no corpo após o processo cirúrgico. “O umbigo já é uma cicatriz natural, que se carrega pelo resto da vida. Os pontos são internos e absorvidos pelo próprio organismo e após um ano, a marquinha dentro deste orifício já estará bem reduzida reduzida”, afirma o cirurgião garantindo tratar-se de uma técnica minimamente invasiva.
Revolução na Medicina
A técnica Notes já é considerada uma revolução na Medicina em todo o mundo. Ela faz com que as cirurgias, principalmente do aparelho digestivo deixem de ser feitas da forma convencional, ou seja, com abertura no abdôme, ou mesmo por vídeo-laparoscopia, quando são feitos em média, quatro furinhos. Na Cirurgia por Orifícios Naturais, uma micro-câmera é inserida por um único orifício, geralmente o umbigo, sem que haja dor, trauma e o melhor, sem cicatriz.
Graziela Bonfim comemora resultados / Foto: Arquivo PessoalRapidez na recuperação
Pacientes que se submeteram a cirurgias por orifícios naturais em Sergipe garantem ter ficado satisfeitos, como é o caso de Graziela Bonfim Bastos de Oliveira. Ela conta que foram duas cirurgias por um único orifício no umbigo. “Eu me operei no último dia 22 de dezembro, para a retirada de uma hérnia e da vesícula e a minha recuperação está ótima Graças a Deus. O melhor de tudo é que a casquinha já está caindo e a marquinha entrando no umbigo”, comemora Graziela.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Infonet
Dez deputados estaduais alagoanos são reconduzidos a seus mandatos
Decisão proferida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na Suspensão de Liminar (SL) 229, reconduz ao exercício de seus mandatos dez deputados estaduais de Alagoas, afastados desde março do ano passado por decisão monocrática do desembargador Antônio Sapucaia da Silva, do Tribunal de Justiça daquele Estado (TJ-AL). Entre eles estão o então presidente da Assembléia Legislativa, Antonio Ribeiro de Albuquerque, e cinco outros integrantes da Mesa Diretora daquela Casa.
O presidente do STF suspendeu, além disso, a decisão do desembargador – confirmada posteriormente pela 2ª Câmara Cível do TJ-AL – de suspender o pagamento das remunerações de todos os servidores nomeados sem concurso público após a edição da Constituição de 1988 e de servidores comissionados incluídos na folha de pagamento do Poder Legislativo alagoano cujos atos não tenham sido publicados no Diário Oficial do estado.
Gilmar Mendes manteve, entretanto, a decisão do TJ-AL que tornou indisponíveis os bens dos parlamentares. Em seu entender, eles “não lograram comprovar a existência de vedação legal ou constitucional à aplicação da medida ou que ela não se presta à preservação da utilidade da ação principal”.
Falta previsão constitucional para cassação
Ao decidir a questão, o presidente do STF observou que não existe previsão constitucional de cassação de mandato parlamentar por decisão do Poder Judiciário. Além disso, segundo ele, o Estatuto do Parlamentar também não contempla hipótese de afastamento temporário de deputado estadual do exercício de suas funções por decisão liminar, antecipatória ou cautelar, proferida por órgão judicante”.
Ademais, observou Gilmar Mendes, “tendo em vista o caráter temporário dos mandatos parlamentares, a determinação de afastamento de deputado estadual de suas funções, até que se conclua determinado processou ou fase processual, pode convolar-se em cassação indireta do mandato, haja vista que o parlamentar poderá passar todo o período para o qual foi eleito, ou parte considerável dele, afastado de suas funções”.
Separação de Poderes
“Assim, tendo em vista que a definição do conteúdo do princípio da separação e harmonia entre os poderes estaduais deve ser buscada no próprio texto constitucional (interpretação constitucionalmente adequada), o afastamento de deputado estadual de suas funções por decisão precária do Poder Judiciário revela-se em descompasso com tal princípio”, afirmou o ministro Gilmar Mendes ao conceder a SL.
“Resta, portanto, configurada lesão à ordem pública, em termos de ordem jurídico-constitucional e jurídico-administrativa, pois a decisão judicial impugnada impede e usurpa, sem causa legítima, o exercício, pelo Poder Legislativo, de suas funções”, observou ainda o ministro.
Ele lembrou, neste contexto, que, “por força de decisão judicial precária, a Casa Legislativa estadual teve a sua composição desfeita e funciona, desde março de 2008, em descompasso com a vontade popular externada nas urnas”.
Quanto ao afastamento de todos os servidores nomeados sem concurso público após a CF de 1988 e de comissionados incluídos na folha de pagamentos do Poder Legislativo cujos atos não tenham sido publicados no Diário Oficial do estado – o que implicou a suspensão do pagamento de suas remunerações -, o ministro disse entender que “a ordem judicial foi expedida em termos genéricos, abrangendo uma pluralidade de situações, em menoscabo às garantias constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”.
Isso porque, conforme o ministro, a jurisprudência do STF “é firme no sentido de que o desfazimento de atos ampliativos da esfera jurídica do administrado depende de prévio processo administrativo em que lhe seja franqueado o exercício do contraditório e da ampla defesa”. Ele citou, neste contexto, como precedentes no STF, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário (RE-AgR) 488443, o RE-AgRs 416546 e o RE 351489, todos de sua relatoria.
A decisão impugnada
A decisão impugnada e agora suspensa pelo presidente do STF teve origem em Ação Cautelar Preparatória de Ação de Improbidade Administrativa, ajuizada pelo Ministério Público de Alagoas contra os dez deputados, com base no artigo 20, parágrafo único, da Lei nº 8.428/1992 (enriquecimento ilícito no exercício de mandato ou função pública).
Segundo o MP alagoano, os parlamentares seriam responsáveis pela indevida utilização de recursos do duodécimo da AL-AL, mediante diversas práticas caracterizáveis como atos de improbidade administrativa, em especial a manipulação da folha de pagamentos daquela Casa Legislativa.
O Juízo da 16ª Vara Cível da Comarca de Maceió deferiu, em parte, os pedidos liminares, determinando o afastamento dos réus das funções desempenhadas junto à Mesa Diretora da Assembléia. Inconformado com o deferimento apenas parcial do pedido (que manteve os parlamentares no exercício do mandato), o Ministério Público recorreu ao tribunal alagoano. É nesse processo que foi tomada a decisão monocrática do desembargador, posteriormente confirmada pela 2ª Câmara Cível do TJ-AL, impugnada pelos parlamentares.
Essas decisões determinaram o afastamento dos deputdos do exercício de seus mandatos e decretaram a indisponibilidade de seus bens, além do afastamento de todos os servidores nomeados sem concurso público após a CF de 88 e dos comissionados incluídos na folha de pagamento do Legislativo estadual cujos atos não tivessem sido publicados no Diário Oficial.
No SL, os parlamentares alegaram lesão à ordem pública, pois a decisão impugnada estaria em descompasso com os princípios constitucionais da separação e harmonia entre os poderes e da autonomia do Poder Legislativo.
Sustentaram, também, que o artigo 20 da Lei nº 8.429/1992 deveria ser interpretado de forma restritiva; que o STF, ao julgar a Reclamação (RCL) 2138, teria assentado o entendimento de que o juízo de 1ª instância não possuiria competência para processar e julgar ação de improbidade contra autoridade detentora de prerrogativa de foro e, por fim, que a decretação da perda de mandato eletivo seria ato de competência exclusiva da Casa Legislativa.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento da SL, por considerar que a matéria de fundo da ação cautelar seria de índole infraconstitucional.
FK/LF
Processos relacionadosSL 229
Fonte: STF
O presidente do STF suspendeu, além disso, a decisão do desembargador – confirmada posteriormente pela 2ª Câmara Cível do TJ-AL – de suspender o pagamento das remunerações de todos os servidores nomeados sem concurso público após a edição da Constituição de 1988 e de servidores comissionados incluídos na folha de pagamento do Poder Legislativo alagoano cujos atos não tenham sido publicados no Diário Oficial do estado.
Gilmar Mendes manteve, entretanto, a decisão do TJ-AL que tornou indisponíveis os bens dos parlamentares. Em seu entender, eles “não lograram comprovar a existência de vedação legal ou constitucional à aplicação da medida ou que ela não se presta à preservação da utilidade da ação principal”.
Falta previsão constitucional para cassação
Ao decidir a questão, o presidente do STF observou que não existe previsão constitucional de cassação de mandato parlamentar por decisão do Poder Judiciário. Além disso, segundo ele, o Estatuto do Parlamentar também não contempla hipótese de afastamento temporário de deputado estadual do exercício de suas funções por decisão liminar, antecipatória ou cautelar, proferida por órgão judicante”.
Ademais, observou Gilmar Mendes, “tendo em vista o caráter temporário dos mandatos parlamentares, a determinação de afastamento de deputado estadual de suas funções, até que se conclua determinado processou ou fase processual, pode convolar-se em cassação indireta do mandato, haja vista que o parlamentar poderá passar todo o período para o qual foi eleito, ou parte considerável dele, afastado de suas funções”.
Separação de Poderes
“Assim, tendo em vista que a definição do conteúdo do princípio da separação e harmonia entre os poderes estaduais deve ser buscada no próprio texto constitucional (interpretação constitucionalmente adequada), o afastamento de deputado estadual de suas funções por decisão precária do Poder Judiciário revela-se em descompasso com tal princípio”, afirmou o ministro Gilmar Mendes ao conceder a SL.
“Resta, portanto, configurada lesão à ordem pública, em termos de ordem jurídico-constitucional e jurídico-administrativa, pois a decisão judicial impugnada impede e usurpa, sem causa legítima, o exercício, pelo Poder Legislativo, de suas funções”, observou ainda o ministro.
Ele lembrou, neste contexto, que, “por força de decisão judicial precária, a Casa Legislativa estadual teve a sua composição desfeita e funciona, desde março de 2008, em descompasso com a vontade popular externada nas urnas”.
Quanto ao afastamento de todos os servidores nomeados sem concurso público após a CF de 1988 e de comissionados incluídos na folha de pagamentos do Poder Legislativo cujos atos não tenham sido publicados no Diário Oficial do estado – o que implicou a suspensão do pagamento de suas remunerações -, o ministro disse entender que “a ordem judicial foi expedida em termos genéricos, abrangendo uma pluralidade de situações, em menoscabo às garantias constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”.
Isso porque, conforme o ministro, a jurisprudência do STF “é firme no sentido de que o desfazimento de atos ampliativos da esfera jurídica do administrado depende de prévio processo administrativo em que lhe seja franqueado o exercício do contraditório e da ampla defesa”. Ele citou, neste contexto, como precedentes no STF, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário (RE-AgR) 488443, o RE-AgRs 416546 e o RE 351489, todos de sua relatoria.
A decisão impugnada
A decisão impugnada e agora suspensa pelo presidente do STF teve origem em Ação Cautelar Preparatória de Ação de Improbidade Administrativa, ajuizada pelo Ministério Público de Alagoas contra os dez deputados, com base no artigo 20, parágrafo único, da Lei nº 8.428/1992 (enriquecimento ilícito no exercício de mandato ou função pública).
Segundo o MP alagoano, os parlamentares seriam responsáveis pela indevida utilização de recursos do duodécimo da AL-AL, mediante diversas práticas caracterizáveis como atos de improbidade administrativa, em especial a manipulação da folha de pagamentos daquela Casa Legislativa.
O Juízo da 16ª Vara Cível da Comarca de Maceió deferiu, em parte, os pedidos liminares, determinando o afastamento dos réus das funções desempenhadas junto à Mesa Diretora da Assembléia. Inconformado com o deferimento apenas parcial do pedido (que manteve os parlamentares no exercício do mandato), o Ministério Público recorreu ao tribunal alagoano. É nesse processo que foi tomada a decisão monocrática do desembargador, posteriormente confirmada pela 2ª Câmara Cível do TJ-AL, impugnada pelos parlamentares.
Essas decisões determinaram o afastamento dos deputdos do exercício de seus mandatos e decretaram a indisponibilidade de seus bens, além do afastamento de todos os servidores nomeados sem concurso público após a CF de 88 e dos comissionados incluídos na folha de pagamento do Legislativo estadual cujos atos não tivessem sido publicados no Diário Oficial.
No SL, os parlamentares alegaram lesão à ordem pública, pois a decisão impugnada estaria em descompasso com os princípios constitucionais da separação e harmonia entre os poderes e da autonomia do Poder Legislativo.
Sustentaram, também, que o artigo 20 da Lei nº 8.429/1992 deveria ser interpretado de forma restritiva; que o STF, ao julgar a Reclamação (RCL) 2138, teria assentado o entendimento de que o juízo de 1ª instância não possuiria competência para processar e julgar ação de improbidade contra autoridade detentora de prerrogativa de foro e, por fim, que a decretação da perda de mandato eletivo seria ato de competência exclusiva da Casa Legislativa.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento da SL, por considerar que a matéria de fundo da ação cautelar seria de índole infraconstitucional.
FK/LF
Processos relacionadosSL 229
Fonte: STF
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Polícia, bandido, cachorro, dentista
Ao afirmar recentemente que a polícia “vai partir pra cima” dos bandidos o secretário de Segurança do Estado da Bahia, César Nunes, deixou meio-mundo preocupado. O que realmente poderia significar “partir pra cima”? Prender, arrebentar, atirar, matar?Ao secretário de Segurança recomendo o sambinha mineiro da autoria de Sérgio Sampaio, cantado por Mariana Nunes e Vander Lee.O título é “Polícia, bandido, cachorro, dentista”:Eu tenho medo de polícia, de bandido, de cachorro e de dentistaPorque polícia quando chega vai batendo em quem não tem nada com issoPorque bandido quase sempre quando atira não acerta no que miraPorque cachorro quando ataca pode às vezes atacar seu amigoPorque dentista policía minha boca como se fosse bandidoPorque bandido age sempre às escuras como se fosse cachorroPorque cachorro não distingue o inimigo como se fosse políciaPorque polícia bandideia minha boca como se fosse dentista
Visite www.myspace.com/mariananunesmn para ouvir o sambinha.
Fonte: Bahia de Fato
Visite www.myspace.com/mariananunesmn para ouvir o sambinha.
Fonte: Bahia de Fato
Na Bahia, políticos do PMDB e DEM fraudam Bolsa Família
O jornal A Tarde (quarta,14), página B2, reportou bem, mas errou na manchete: “Políticos fraudam Bolsa Família”. Políticos fraudam Bolsa Família não. Políticos baianos do PMDB e DEM fraudam Bolsa Família. Não é justo que os políticos de todos os partidos levem a culpa pela fraude de políticos do DEM e do PMDB. A matéria assinada pelo jornalista Juscelino Souza, da sucursal de A Tarde em Vitória da Conquista cita nomes e identifica os partidos.A matéria diz o seguinte:Os moradores de Irajuba, município de 7.215 habitantes, não escondem a indignação com o recebimento ilícito de recursos do Programa Bolsa Família por parte de políticos locais.Detectada a fraude, o ex-procurador da República em Jequié, Frederico Paiva, denunciou o ex-vice-prefeito, Mário Augusto Barbosa Santos, 52 anos (PMDB); o vereador reeleito Gilmar Santana Moreno, 38 anos, PMDB; e os ex-vereadores José Carlos Rocha Souza, 42, (PMDB) e Edízio de Jesus Franco, 40 anos, (DEM).Todos, incluindo as esposas de Gilmar Santana Moreno, Adriana Santana Moreno e de Edízio, Marilene Macedo Franco – igualmente denunciados pelos mesmos crimes – receberam o benefício por mais de um ano, segundo o Ministério Público Federal (MPF).Todos estão sendo processados. O MPF pede que os criminosos sejam condenados a devolver os recursos recebidos ilegalmente. Ele surrupiaram do Bolsa Família mais de R$ 10 mil reais. Essa gente merece condenação por enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Na prefeitura ninguém fala sobre a fraude. Irajuba está no Polígono da Seca, tem índice de 38,59 de IDH e mais de 200 famílias carentes ainda não receberam o benefício. Para fazer parte do Bolsa Família o cidadão deve ter renda de R$ 120 reais. Os picaretas tinham renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil reais.O processo está correndo. Os políticos do DEM e do PMDB sumiram da cidade.Ninguém merece.
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
PT e PMDB distanciam-se na Lavagem
Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
O tensionamento entre o PT e o PMDB, partidos que inegavelmente medem forças na política baiana, foi confirmado ontem na Lavagem do Bonfim. Sem a menor aproximação, nem mesmo da Basílica da Conceição da Praia, onde as autoridades participam de ato pela paz – o governador Jaques Wagner, não se sabe por que motivo, nem sequer chegou perto –, pode-se afirmar que as siglas caminharam em lados opostos. O PT e sua comitiva, como de costume, saíram na frente, seguidos pelo Afoxé Filhos de Gandhy, e somente após uma distância significativa da militância petista o PMDB deu a partida. Reforçando o fato, o deputado federal Nelson Pelegrino, do PT, não hesitou em afirmar que, levando em consideração a eleição da Mesa Diretora na Câmara Municipal, onde o PT ficou de fora, aliado à movimentação do PMDB com o DEM, “chegou a hora de o PT sentar-se à mesa com o PMDB e discutir 2010. “Ou seja, mudar o jogo para que não haja retrocesso”, enfatizou, ressaltando que essa conversa poderia envolver até mesmo o Executivo municipal. Quando o assunto é o rompimento com o partido liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o governador Jaques Wagner, embora continue preferindo minimizar a polêmica, vai mais além. Segundo ele, o PMDB é mais do que aliado, faz parte do governo. “Temos dois secretários da legenda que integram a nossa equipe e, assim como sento com os integrantes do meu partido, sento com eles também. O que as pessoas precisam entender é que política tem e sempre terá tensão e negociação, entretanto, posso assegurar que para mim o que está em pauta agora é uma agenda de extenso trabalho para 2009 e eu não vou ficar refém de 2010”, disparou, rodeado de “baianas” e centenas de militantes petistas. Questionado sobre o seu posicionamento em relação à disputa pela presidência na Assembléia Legislativa da Bahia, o governador endureceu o discurso e declarou não ter como ficar de fora deste processo, pois se trata de dois Poderes do Estado – Executivo e Legislativo – que se complementam e se ajudam. “E pensando por esse lado, não tenho como apoiar Elmar Nascimento, que a meu ver é um candidato de oposição. Portanto, continuo marchando com Marcelo Nilo, que durante esses dois anos se mostrou capaz de conduzir o parlamento de forma independente e com resultados bastante positivos tanto para a própria Assembléia como para o Estado”, disse, ressaltando que a disputa não deve ser o ponto de articulação da oposição. “Pois, não é bom para o funcionamento do Estado”, complementou. No que diz respeito, aos embates na Câmara Municipal e União das Prefeituras da Bahia (UPB), o governador reiterou que prefere ficar de fora. Contudo, no que depender do vereador petista recém-eleito Henrique Carballal, o PT não abrirá mão de entrar na disputa. “E, principalmente, não vamos permitir que o DEM, que tem ‘know how’ em aplicar golpes, saia vitorioso”, atacou, ressaltando que o democrata Paulo Magalhães Jr. já se autoproclamou presidente. “Não tem sequer humildade de se classificar como deve, que é presidente interino”. De acordo com ele, o ministro e o prefeito têm responsabilidade nesse processo, “afinal são aliados do DEM” e precisam se posicionar sobre o assunto. “Caso contrário, nós nos posicionaremos não apenas do ponto de vista político e jurídico, mas convocaremos toda a nossa militância, e isso só tende a sangrar a Casa”, concluiu. (Por Fernanda Chagas)
Democratas sai na frente do governador
O Democratas inovou ontem a sua participou na Lavagem do Bonfim. O pelotão oposicionista comandado pelo ex-governador Paulo Souto e pelos deputados federais ACM Neto e José Carlos Aleluia saiu na frente da comitiva oficial do governador Jaques Wagner (PT). O bloco contou também com o senador César Borges, presidente estadual do PR, além de outros parlamentares, lideranças e correligionários dos partidos aliados. Concentrados no Segundo Distrito Naval, eles saíram antes das 9 horas, sendo bastante saudados por populares durante a caminhada. “Tudo isso é muito emocionante. Esta é uma festa que leva uma mensagem de paz ao mundo inteiro. É o momento de fé do povo baiano, de sincretismo e de respeito às diferenças”, declarou o deputado ACM Neto, um dos mais solicitados durante a caminhada. Neto ouviu vários eleitores que votaram nele na eleição passada pedirem para que continue a sua luta em defesa dos interesses de Salvador. “Vamos continuar trabalhando muito por Salvador no Congresso, buscando, inclusive, ajudar o prefeito João Henrique Carneiro naquilo que for bom para a cidade”, declarou. ACM Neto também falou sobre a polêmica envolvendo a sucessão de Alfredo Mangueira (PMDB), que renunciou na última sexta-feira à presidência da Câmara de Vereadores. O democrata disse que a Procuradoria Geral da Casa vai dar a posição final sobre o assunto. Ele garantiu que o seu partido vai fazer tudo dentro da legalidade, respeitando o regimento da Câmara. “Se por acaso a gente chegar à conclusão de que deve haver uma nova eleição, vamos sentar com o PMDB para decidir o que fazer”, ponderou. “Mas nós estamos tranqüilos, aguardando uma definição jurídica do processo. Acho que os demais partidos deveriam fazer o mesmo”, acrescentou. Nesta mesma linha, o ex-governador Paulo Souto disse que os democratas ainda acreditam num acordo com o PMDB para manter o vereador Paulo Magalhães Júnior na presidência da Câmara Municipal de Salvador. Souto disse que vê com naturalidade a pretensão de Magalhães querer continuar no comando da Casa. Como argumento, ele lembrou que o DEM faz parte da base aliada do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB). Por volta das 12h30min a comitiva chegou à Colina Sagrada. Um pequeno incidente envolvendo a tropa montada da PM chegou a irritar alguns oposicionistas, que foram proibidos de avançar até a Igreja, mas o deputado federal ACM Neto e o senador César Borges conseguiram chegar até lá.(Por Evandro Matos)
Velhos discursos voltam com partidos diferentes
O discurso outrora sustentado por partidos como o PT, PSB e PCdoB não lhes pertence mais. Agora, as questões sociais, como a fome, violência, educação, guerra e crises econômicas, estão nas bandeiras do PSOL, PSTU e PDT. Ontem, durante o cortejo do Bonfim, isso ficou evidenciado na avenida. Mas a manifestação popular e religiosa trouxe ainda protestos de sindicatos e grupos excluídos. Logo em frente ao Mercado Modelo, uma enorme faixa reclamava contra o recente aumento na passagem de ônibus em Salvador. “Transporte é um direito, não uma mercadoria”, dizia a mensagem. Surpreendentemente, o PSTU apareceu no cortejo com um discurso mais agressivo e com uma maior presença de pessoas do que o PSOL, partido que disputou a última eleição municipal com o candidato Hilton Coelho e tem a ex-senadora Heloisa Helena como a sua principal estrela. O PSTU trouxe faixas em defesa da estabilidade do emprego, um alerta sobre a crise econômica e a defesa do povo palestino. “Nenhuma demissão” e “Que os ricos paguem pela crise”, diziam algumas faixas. “Estamos aproveitando para divulgar com os trabalhadores sobre a crise. O que Lula disse que era uma marolinha é um tsunami”, declarou Lucas Ribeiro, do diretório de Salvador. Mas o PSOL, com uma manifestação mais tímida, também protestou. “Fora Israel. Palestina livre”. Com esta faixa os militantes do partido romperam a caminho da Colina Sagrada. Contudo, não faltaram protestos também sobre as questões locais. O polêmico PDDU, um dos principais temas explorados por Hilton Coelho durante a sua campanha pela prefeitura de Salvador em outubro de 2008, também foi ostentado numa das faixas carregadas pelos militantes do partido de Heloisa Helena. (Por Evandro Matos)
Candidatos a presidente da Câmara prometem autonomia
A menos de 20 dias para a eleição da presidência da Câmara, os quatro deputados que brigam para chegar ao comando da Casa adotaram estratégias e discursos semelhantes. Nas conversas e nos telefonemas que disparam aos colegas, Michel Temer (PMDB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) prometem recuperar a autonomia do Congresso. As plataformas de campanha dos candidatos lançam bandeiras contra interferências do Legislativo, com a edição das medidas provisórias, e do Judiciário, que estaria legislando em muitos casos. Por outro lado, evitam falar de questões incômodas aos parlamentares que possam significar a perda de votos, como a reforma tributária e nepotismo. No corpo-a-corpo por votos, um dos temas mais recorrentes é a fidelidade partidária. Aos colegas eleitores, os candidatos prometem colocar em votação um projeto do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) que flexibiliza as regras sobre a filiação partidária. Os quatro reconhecem o entendimento do Judiciário de que o mandato pertence aos partidos, mas defendem uma regra que permita ao parlamentar escolher se quer mudar de legenda após três anos de eleito. “É preciso encontrar uma forma de cumprir a regra, sem engessar o parlamentar”, disse Ciro. Os deputados também demonstram a seus eleitores que seguem a mesma linha em relação às medidas provisórias. O próximo presidente da Casa terá que articular a votação do segundo turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda o rito de tramitação das MPs. “É imprescindível terminar esta votação. Esta bandeira se tornou questão de honra para o Congresso. O Executivo precisa ter consciência de que medida provisória é questão de urgência e relevância e não um instrumento para ser utilizado a toda hora”, disse Aldo.
Fonte: Tribuna da Bahia
O tensionamento entre o PT e o PMDB, partidos que inegavelmente medem forças na política baiana, foi confirmado ontem na Lavagem do Bonfim. Sem a menor aproximação, nem mesmo da Basílica da Conceição da Praia, onde as autoridades participam de ato pela paz – o governador Jaques Wagner, não se sabe por que motivo, nem sequer chegou perto –, pode-se afirmar que as siglas caminharam em lados opostos. O PT e sua comitiva, como de costume, saíram na frente, seguidos pelo Afoxé Filhos de Gandhy, e somente após uma distância significativa da militância petista o PMDB deu a partida. Reforçando o fato, o deputado federal Nelson Pelegrino, do PT, não hesitou em afirmar que, levando em consideração a eleição da Mesa Diretora na Câmara Municipal, onde o PT ficou de fora, aliado à movimentação do PMDB com o DEM, “chegou a hora de o PT sentar-se à mesa com o PMDB e discutir 2010. “Ou seja, mudar o jogo para que não haja retrocesso”, enfatizou, ressaltando que essa conversa poderia envolver até mesmo o Executivo municipal. Quando o assunto é o rompimento com o partido liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o governador Jaques Wagner, embora continue preferindo minimizar a polêmica, vai mais além. Segundo ele, o PMDB é mais do que aliado, faz parte do governo. “Temos dois secretários da legenda que integram a nossa equipe e, assim como sento com os integrantes do meu partido, sento com eles também. O que as pessoas precisam entender é que política tem e sempre terá tensão e negociação, entretanto, posso assegurar que para mim o que está em pauta agora é uma agenda de extenso trabalho para 2009 e eu não vou ficar refém de 2010”, disparou, rodeado de “baianas” e centenas de militantes petistas. Questionado sobre o seu posicionamento em relação à disputa pela presidência na Assembléia Legislativa da Bahia, o governador endureceu o discurso e declarou não ter como ficar de fora deste processo, pois se trata de dois Poderes do Estado – Executivo e Legislativo – que se complementam e se ajudam. “E pensando por esse lado, não tenho como apoiar Elmar Nascimento, que a meu ver é um candidato de oposição. Portanto, continuo marchando com Marcelo Nilo, que durante esses dois anos se mostrou capaz de conduzir o parlamento de forma independente e com resultados bastante positivos tanto para a própria Assembléia como para o Estado”, disse, ressaltando que a disputa não deve ser o ponto de articulação da oposição. “Pois, não é bom para o funcionamento do Estado”, complementou. No que diz respeito, aos embates na Câmara Municipal e União das Prefeituras da Bahia (UPB), o governador reiterou que prefere ficar de fora. Contudo, no que depender do vereador petista recém-eleito Henrique Carballal, o PT não abrirá mão de entrar na disputa. “E, principalmente, não vamos permitir que o DEM, que tem ‘know how’ em aplicar golpes, saia vitorioso”, atacou, ressaltando que o democrata Paulo Magalhães Jr. já se autoproclamou presidente. “Não tem sequer humildade de se classificar como deve, que é presidente interino”. De acordo com ele, o ministro e o prefeito têm responsabilidade nesse processo, “afinal são aliados do DEM” e precisam se posicionar sobre o assunto. “Caso contrário, nós nos posicionaremos não apenas do ponto de vista político e jurídico, mas convocaremos toda a nossa militância, e isso só tende a sangrar a Casa”, concluiu. (Por Fernanda Chagas)
Democratas sai na frente do governador
O Democratas inovou ontem a sua participou na Lavagem do Bonfim. O pelotão oposicionista comandado pelo ex-governador Paulo Souto e pelos deputados federais ACM Neto e José Carlos Aleluia saiu na frente da comitiva oficial do governador Jaques Wagner (PT). O bloco contou também com o senador César Borges, presidente estadual do PR, além de outros parlamentares, lideranças e correligionários dos partidos aliados. Concentrados no Segundo Distrito Naval, eles saíram antes das 9 horas, sendo bastante saudados por populares durante a caminhada. “Tudo isso é muito emocionante. Esta é uma festa que leva uma mensagem de paz ao mundo inteiro. É o momento de fé do povo baiano, de sincretismo e de respeito às diferenças”, declarou o deputado ACM Neto, um dos mais solicitados durante a caminhada. Neto ouviu vários eleitores que votaram nele na eleição passada pedirem para que continue a sua luta em defesa dos interesses de Salvador. “Vamos continuar trabalhando muito por Salvador no Congresso, buscando, inclusive, ajudar o prefeito João Henrique Carneiro naquilo que for bom para a cidade”, declarou. ACM Neto também falou sobre a polêmica envolvendo a sucessão de Alfredo Mangueira (PMDB), que renunciou na última sexta-feira à presidência da Câmara de Vereadores. O democrata disse que a Procuradoria Geral da Casa vai dar a posição final sobre o assunto. Ele garantiu que o seu partido vai fazer tudo dentro da legalidade, respeitando o regimento da Câmara. “Se por acaso a gente chegar à conclusão de que deve haver uma nova eleição, vamos sentar com o PMDB para decidir o que fazer”, ponderou. “Mas nós estamos tranqüilos, aguardando uma definição jurídica do processo. Acho que os demais partidos deveriam fazer o mesmo”, acrescentou. Nesta mesma linha, o ex-governador Paulo Souto disse que os democratas ainda acreditam num acordo com o PMDB para manter o vereador Paulo Magalhães Júnior na presidência da Câmara Municipal de Salvador. Souto disse que vê com naturalidade a pretensão de Magalhães querer continuar no comando da Casa. Como argumento, ele lembrou que o DEM faz parte da base aliada do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB). Por volta das 12h30min a comitiva chegou à Colina Sagrada. Um pequeno incidente envolvendo a tropa montada da PM chegou a irritar alguns oposicionistas, que foram proibidos de avançar até a Igreja, mas o deputado federal ACM Neto e o senador César Borges conseguiram chegar até lá.(Por Evandro Matos)
Velhos discursos voltam com partidos diferentes
O discurso outrora sustentado por partidos como o PT, PSB e PCdoB não lhes pertence mais. Agora, as questões sociais, como a fome, violência, educação, guerra e crises econômicas, estão nas bandeiras do PSOL, PSTU e PDT. Ontem, durante o cortejo do Bonfim, isso ficou evidenciado na avenida. Mas a manifestação popular e religiosa trouxe ainda protestos de sindicatos e grupos excluídos. Logo em frente ao Mercado Modelo, uma enorme faixa reclamava contra o recente aumento na passagem de ônibus em Salvador. “Transporte é um direito, não uma mercadoria”, dizia a mensagem. Surpreendentemente, o PSTU apareceu no cortejo com um discurso mais agressivo e com uma maior presença de pessoas do que o PSOL, partido que disputou a última eleição municipal com o candidato Hilton Coelho e tem a ex-senadora Heloisa Helena como a sua principal estrela. O PSTU trouxe faixas em defesa da estabilidade do emprego, um alerta sobre a crise econômica e a defesa do povo palestino. “Nenhuma demissão” e “Que os ricos paguem pela crise”, diziam algumas faixas. “Estamos aproveitando para divulgar com os trabalhadores sobre a crise. O que Lula disse que era uma marolinha é um tsunami”, declarou Lucas Ribeiro, do diretório de Salvador. Mas o PSOL, com uma manifestação mais tímida, também protestou. “Fora Israel. Palestina livre”. Com esta faixa os militantes do partido romperam a caminho da Colina Sagrada. Contudo, não faltaram protestos também sobre as questões locais. O polêmico PDDU, um dos principais temas explorados por Hilton Coelho durante a sua campanha pela prefeitura de Salvador em outubro de 2008, também foi ostentado numa das faixas carregadas pelos militantes do partido de Heloisa Helena. (Por Evandro Matos)
Candidatos a presidente da Câmara prometem autonomia
A menos de 20 dias para a eleição da presidência da Câmara, os quatro deputados que brigam para chegar ao comando da Casa adotaram estratégias e discursos semelhantes. Nas conversas e nos telefonemas que disparam aos colegas, Michel Temer (PMDB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) prometem recuperar a autonomia do Congresso. As plataformas de campanha dos candidatos lançam bandeiras contra interferências do Legislativo, com a edição das medidas provisórias, e do Judiciário, que estaria legislando em muitos casos. Por outro lado, evitam falar de questões incômodas aos parlamentares que possam significar a perda de votos, como a reforma tributária e nepotismo. No corpo-a-corpo por votos, um dos temas mais recorrentes é a fidelidade partidária. Aos colegas eleitores, os candidatos prometem colocar em votação um projeto do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) que flexibiliza as regras sobre a filiação partidária. Os quatro reconhecem o entendimento do Judiciário de que o mandato pertence aos partidos, mas defendem uma regra que permita ao parlamentar escolher se quer mudar de legenda após três anos de eleito. “É preciso encontrar uma forma de cumprir a regra, sem engessar o parlamentar”, disse Ciro. Os deputados também demonstram a seus eleitores que seguem a mesma linha em relação às medidas provisórias. O próximo presidente da Casa terá que articular a votação do segundo turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda o rito de tramitação das MPs. “É imprescindível terminar esta votação. Esta bandeira se tornou questão de honra para o Congresso. O Executivo precisa ter consciência de que medida provisória é questão de urgência e relevância e não um instrumento para ser utilizado a toda hora”, disse Aldo.
Fonte: Tribuna da Bahia
Governador diz que agressão praticada por segurança do prefeito foi ato isolado
Vítor Rocha, do A TARDE
Lúcio Távora / Agência A TARDE
Wagner recebe colar de um Filho de Gandhy
>>Fuzileiro desacata guardas municipais
O governador Jaques Wagner (PT) lamentou o incidente envolvendo seguranças do prefeito João Henrique (PMDB), por meio de sua assessoria de imprensa. Disse que se tratou de um ato isolado em meio a um clima de tranquilidade e que tomou todos os tipos de providência para evitar fatos como este.
João Henrique atribuiu aos partidos derrotados nas eleições do ano passado a tentativa de “promover a baderna”, responsabilizando-os pela confusão. A assessoria do governo disse que o governo Wagner não veste a carapuça, apesar de ser partidário do PT, legenda derrotada pelo PMDB na eleição da capital.O governador iniciou o cortejo atrás das baianas, por volta das 9h15, depois de chegar de carro ao local. Ele preferiu não participar do ato ecumênico realizado mais cedo, na Igreja da Conceição, assim como ocorreu no ano passado. O prefeito João Henrique estava no ato, assim como outras autoridades, mas, de acordo com a assessoria do governador, a ausência dele não tem nenhuma relação com a presença do prefeito, que preferiu sair da base de apoio a Wagner depois das eleições municipais.Tranquilidade – Ao contrário do que se viu no momento de despedida do prefeito, a caminhada de quatro horas do governador, entre a Igreja da Conceição da Praia e a do Bonfim, foi tranquila. Sempre ao lado da primeira-dama, Fátima Mendonça, o governador aproveitou a lavagem para reforçar o pedido de paz na Faixa de Gaza e a criação do Estado Palestino. Ele não esmoreceu um minuto sequer e foi saudado com palmas na Colina Sagrada. “Todo mundo está aqui caminhando por seu Deus, por sua fé, e a primeira paz que devemos pedir é a do Oriente Médio, para que israelenses e palestinos convivam em harmonia, com o Estado da Palestina e o de Israel coexistindo”, disse Wagner, que é judeu. No adro da Igreja do Bonfim, Wagner recebeu a bênção de várias baianas, rezou parte da oração do Pai-Nosso e distribuiu abraços e desejos de boa sorte para amigos quando tocava o Hino do Senhor do Bonfim. Do lado de fora, ao lado da igreja, o coordenador do Comando de Operações Especiais (COE), Jardel Peres, prendeu um homem que, segundo ele, roubou uma corrente de ouro de uma mulher. A movimentação assustou as pessoas que estavam no local, pois o homem reagiu à prisão ordenada pelos policiais que estavam sem farda. Nada, porém, foi percebido por quem estava perto do governador.Quando o assunto foi política, Wagner mostrou relativa irritação ao ser questionado por uma repórter sobre a conjuntura baiana para as eleições e a possibilidade de se confrontar com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). “Eu não vou ficar refém dessa pauta política, será que não tem outro assunto para se discutir? 2010 está muito longe e temos uma crise para enfrentar”, afirmou.
Fonte: A Tarde
Lúcio Távora / Agência A TARDE
Wagner recebe colar de um Filho de Gandhy
>>Fuzileiro desacata guardas municipais
O governador Jaques Wagner (PT) lamentou o incidente envolvendo seguranças do prefeito João Henrique (PMDB), por meio de sua assessoria de imprensa. Disse que se tratou de um ato isolado em meio a um clima de tranquilidade e que tomou todos os tipos de providência para evitar fatos como este.
João Henrique atribuiu aos partidos derrotados nas eleições do ano passado a tentativa de “promover a baderna”, responsabilizando-os pela confusão. A assessoria do governo disse que o governo Wagner não veste a carapuça, apesar de ser partidário do PT, legenda derrotada pelo PMDB na eleição da capital.O governador iniciou o cortejo atrás das baianas, por volta das 9h15, depois de chegar de carro ao local. Ele preferiu não participar do ato ecumênico realizado mais cedo, na Igreja da Conceição, assim como ocorreu no ano passado. O prefeito João Henrique estava no ato, assim como outras autoridades, mas, de acordo com a assessoria do governador, a ausência dele não tem nenhuma relação com a presença do prefeito, que preferiu sair da base de apoio a Wagner depois das eleições municipais.Tranquilidade – Ao contrário do que se viu no momento de despedida do prefeito, a caminhada de quatro horas do governador, entre a Igreja da Conceição da Praia e a do Bonfim, foi tranquila. Sempre ao lado da primeira-dama, Fátima Mendonça, o governador aproveitou a lavagem para reforçar o pedido de paz na Faixa de Gaza e a criação do Estado Palestino. Ele não esmoreceu um minuto sequer e foi saudado com palmas na Colina Sagrada. “Todo mundo está aqui caminhando por seu Deus, por sua fé, e a primeira paz que devemos pedir é a do Oriente Médio, para que israelenses e palestinos convivam em harmonia, com o Estado da Palestina e o de Israel coexistindo”, disse Wagner, que é judeu. No adro da Igreja do Bonfim, Wagner recebeu a bênção de várias baianas, rezou parte da oração do Pai-Nosso e distribuiu abraços e desejos de boa sorte para amigos quando tocava o Hino do Senhor do Bonfim. Do lado de fora, ao lado da igreja, o coordenador do Comando de Operações Especiais (COE), Jardel Peres, prendeu um homem que, segundo ele, roubou uma corrente de ouro de uma mulher. A movimentação assustou as pessoas que estavam no local, pois o homem reagiu à prisão ordenada pelos policiais que estavam sem farda. Nada, porém, foi percebido por quem estava perto do governador.Quando o assunto foi política, Wagner mostrou relativa irritação ao ser questionado por uma repórter sobre a conjuntura baiana para as eleições e a possibilidade de se confrontar com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). “Eu não vou ficar refém dessa pauta política, será que não tem outro assunto para se discutir? 2010 está muito longe e temos uma crise para enfrentar”, afirmou.
Fonte: A Tarde
Murros e tiro na parte política da “lavagem”
Emanuella Sombra e Patrícia França
Fernando Vivas / Agência A TARDE
Segurança do prefeito agrediu adolescente que protestava contra aumento da passagem do ônibus
>>Governador minimiza agressão
A participação do prefeito João Henrique (PMDB) na Lavagem do Bonfim, na quinta-feira, 15, foi marcada por um episódio que terminou em tiroteio e agressão a um adolescente. Sem cumprir o percurso completo, João Henrique preparava-se para sair em comitiva pela Rua Estado de Israel, quando um de seus seguranças agrediu o estudante do Colégio Oficina Luiz Eduardo Colavolpi, 17, que sofreu um corte no rosto. O segurança fugiu no carro onde estaria o prefeito, um Focus preto, cuja placa foi arrancada.
A confusão começou na altura do Túnel Américo Simas, quando João Henrique foi vaiado por populares. Mais adiante, um grupo de estudantes se posicionou atrás da comitiva, que era fotografada por jornalistas, protestando contra o aumento da tarifa do ônibus.
Segundo os estudantes, o segurança – de porte atlético, trajando camiseta rosa e calça jeans – tentou arrancar a faixa das mãos de Eduardo, que resistiu e foi esmurrado.
“Só me lembro quando eu já estava no chão”, disse Eduardo, antes de prestar depoimento na 3ª Delegacia do Bonfim e tomar três pontos na bochecha. A TARDE não presenciou o momento da agressão, mas viu quando o segurança, fugindo sob gritos de “segura”, tentou entrar num táxi e teve a arma apontada para a cabeça por um policial à paisana. “Um outro disse assim: libera, libera que é P2 (serviço de inteligência da PM)”, presenciou o estudante Gilcimar Brito, 22. Em meio ao tumulto, foi efetuado um disparo. Um Focus preto – modelo igual ao carro que A TARDE, minutos antes, identificou João Henrique no banco da frente – resgatou o segurança no final da rua. Após o agressor entrar no carro, um homem arrancou a placa do veículo, fato também presenciado por amigos de Eduardo. “Ele escondeu na roupa”, relatou Anderson Alves, 18, para quem “na hora da agressão, o prefeito entrou no Focus e nem olhou para trás”.“Eu vi quando ele (João Henrique) entrou, era o mesmo carro”, relatou Jean Sacramento, 29, presidente da Ordem dos Acadêmicos de Direito da Bahia (OAD).Contestação – Em nota, a Assistência Militar da prefeitura lamentou o incidente “envolvendo um segurança contratado para reforçar o apoio dado ao prefeito João Henrique durante os festejos”. E negou que o carro tenha sido o mesmo em que João Henrique saiu do cortejo.“No momento em que João Henrique se dirigiu ao carro que o aguardava, o grupo tentou furar o esquema de segurança. A partir daí se deu confusão, com o segurança sendo agredido com um pontapé. Nessa altura, com os ânimos alterados, o segurança revidou a agressão do manifestante”, acrescentou. De acordo com a nota, o disparo, para o alto, teria sido efetuado por “um policial civil, pertencente ao grupo do delegado Arthur Gallas”.Esquerda cega – O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) lamentou o incidente envolvendo um segurança da sua equipe e um estudante, mas acusou os manifestantes de serem ligados “ao radicalismo de uma esquerda cega que tem a genética da guerrilha”.Por meio de nota distribuída pela Secretaria de Comunicação, João Henrique disse que vai apurar o fato, mas não deixou de criticar o grupo de manifestantes que, afirma na nota, são ligados a partidos políticos derrotados nas últimas eleições. “As eleições já passaram, saber perder é muito importante. Ao invés de tentarem promover a baderna, eles deviam amadurecer”, reagiu o prefeito. “Não é justo que partidos políticos ligados ao radicalismo de uma esquerda cega tentem promover a violência. São partidos que nasceram para fazer oposição sem razão, não têm competência para governar. Têm a genética da guerrilha e não vão evoluir jamais". O prefeito reconhece o protesto como ato democrático, mas diz que as agressões e o desrespeito não podem mais fazer parte da vida de Salvador em pleno século XXI. “Uma coisa é certa: podem até tentar, mas não vão atrapalhar o grande trabalho que a prefeitura fará pela cidade daqui para frente”, pontuou. O deputado federal Nelson Pelegrino (PT), que antes do cortejo participou, ao lado do prefeito João Henrique, do culto ecumênico no adro da Igreja da Conceição da Praia – no qual foi exaltada a paz entre os homens –, disse lamentar que o prefeito atribua aos partidos da oposição todas as críticas a seu governo: “O discurso do prefeito me lembra os mesmos discursos que ouvia na época em que eu era estudante e combatia o regime militar”.
Fonte: A Tarde
Fernando Vivas / Agência A TARDE
Segurança do prefeito agrediu adolescente que protestava contra aumento da passagem do ônibus
>>Governador minimiza agressão
A participação do prefeito João Henrique (PMDB) na Lavagem do Bonfim, na quinta-feira, 15, foi marcada por um episódio que terminou em tiroteio e agressão a um adolescente. Sem cumprir o percurso completo, João Henrique preparava-se para sair em comitiva pela Rua Estado de Israel, quando um de seus seguranças agrediu o estudante do Colégio Oficina Luiz Eduardo Colavolpi, 17, que sofreu um corte no rosto. O segurança fugiu no carro onde estaria o prefeito, um Focus preto, cuja placa foi arrancada.
A confusão começou na altura do Túnel Américo Simas, quando João Henrique foi vaiado por populares. Mais adiante, um grupo de estudantes se posicionou atrás da comitiva, que era fotografada por jornalistas, protestando contra o aumento da tarifa do ônibus.
Segundo os estudantes, o segurança – de porte atlético, trajando camiseta rosa e calça jeans – tentou arrancar a faixa das mãos de Eduardo, que resistiu e foi esmurrado.
“Só me lembro quando eu já estava no chão”, disse Eduardo, antes de prestar depoimento na 3ª Delegacia do Bonfim e tomar três pontos na bochecha. A TARDE não presenciou o momento da agressão, mas viu quando o segurança, fugindo sob gritos de “segura”, tentou entrar num táxi e teve a arma apontada para a cabeça por um policial à paisana. “Um outro disse assim: libera, libera que é P2 (serviço de inteligência da PM)”, presenciou o estudante Gilcimar Brito, 22. Em meio ao tumulto, foi efetuado um disparo. Um Focus preto – modelo igual ao carro que A TARDE, minutos antes, identificou João Henrique no banco da frente – resgatou o segurança no final da rua. Após o agressor entrar no carro, um homem arrancou a placa do veículo, fato também presenciado por amigos de Eduardo. “Ele escondeu na roupa”, relatou Anderson Alves, 18, para quem “na hora da agressão, o prefeito entrou no Focus e nem olhou para trás”.“Eu vi quando ele (João Henrique) entrou, era o mesmo carro”, relatou Jean Sacramento, 29, presidente da Ordem dos Acadêmicos de Direito da Bahia (OAD).Contestação – Em nota, a Assistência Militar da prefeitura lamentou o incidente “envolvendo um segurança contratado para reforçar o apoio dado ao prefeito João Henrique durante os festejos”. E negou que o carro tenha sido o mesmo em que João Henrique saiu do cortejo.“No momento em que João Henrique se dirigiu ao carro que o aguardava, o grupo tentou furar o esquema de segurança. A partir daí se deu confusão, com o segurança sendo agredido com um pontapé. Nessa altura, com os ânimos alterados, o segurança revidou a agressão do manifestante”, acrescentou. De acordo com a nota, o disparo, para o alto, teria sido efetuado por “um policial civil, pertencente ao grupo do delegado Arthur Gallas”.Esquerda cega – O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) lamentou o incidente envolvendo um segurança da sua equipe e um estudante, mas acusou os manifestantes de serem ligados “ao radicalismo de uma esquerda cega que tem a genética da guerrilha”.Por meio de nota distribuída pela Secretaria de Comunicação, João Henrique disse que vai apurar o fato, mas não deixou de criticar o grupo de manifestantes que, afirma na nota, são ligados a partidos políticos derrotados nas últimas eleições. “As eleições já passaram, saber perder é muito importante. Ao invés de tentarem promover a baderna, eles deviam amadurecer”, reagiu o prefeito. “Não é justo que partidos políticos ligados ao radicalismo de uma esquerda cega tentem promover a violência. São partidos que nasceram para fazer oposição sem razão, não têm competência para governar. Têm a genética da guerrilha e não vão evoluir jamais". O prefeito reconhece o protesto como ato democrático, mas diz que as agressões e o desrespeito não podem mais fazer parte da vida de Salvador em pleno século XXI. “Uma coisa é certa: podem até tentar, mas não vão atrapalhar o grande trabalho que a prefeitura fará pela cidade daqui para frente”, pontuou. O deputado federal Nelson Pelegrino (PT), que antes do cortejo participou, ao lado do prefeito João Henrique, do culto ecumênico no adro da Igreja da Conceição da Praia – no qual foi exaltada a paz entre os homens –, disse lamentar que o prefeito atribua aos partidos da oposição todas as críticas a seu governo: “O discurso do prefeito me lembra os mesmos discursos que ouvia na época em que eu era estudante e combatia o regime militar”.
Fonte: A Tarde
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Refúgio a Battisti abre crise entre Brasil e Itália
BRASÍLIA - A decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder o status de refugiado ao italiano Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua por ações terroristas que provocaram a morte de quatro pessoas, abriu uma crise entre o Brasil e a Itália. Em comunicado oficial divulgado ontem, o Ministério de Assuntos Estrangeiros da Itália (Farnesina) disparou uma ameaça velada à presença do Brasil na próxima reunião de cúpula do G8, em julho, na Sardenha.
Ao expressar sua "surpresa" e "pesar" com a decisão de Genro, a Farnesina censurou a atitude do Ministério da Justiça e informou que apelará diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor de uma reversão da decisão de Genro. A tradução diplomática da crise e da insatisfação do governo italiano ficou caracterizada com a convocação pela Farnesina do embaixador brasileiro em Roma, Adhemar Bahadian.
O embaixador foi convocado pelo secretário-geral do Ministério italiano, Giampiero Massolo, por instrução do chanceler Franco Frattini. Em nota, segundo divulgado pela agência de notícias italiana Ansa, o governo italiano manifestou a "unânime indignação" de todas as forças políticas parlamentares do país com a decisão de Tarso Genro, assim como da opinião pública e dos familiares das vítimas dos crimes atribuídos a Battisti.
O governo italiano não tem dúvidas de que a decisão de Genro, que contrariou a recomendação do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) e o parecer da Procuradoria Geral da União, teve caráter político. Mais explícito que a Farnesina, o subsecretário de Estado do Interior, Alfredo Mantovano, declarou que "a decisão do Ministério da Justiça brasileiro é grave e ofensiva". "O governo italiano não pode aceitar tal decisão. Em particular, por respeito às vítimas (de Battisti) e a seus familiares", afirmou Mantovano.
A decisão unilateral de Genro também desencadeou atrito dentro do governo. Ontem, o Itamaraty reconheceu que essa atitude gerou um sério e indesejável mal-estar nas relações Brasil-Itália, além de ter contrariado compromissos internacionais assumidos pelo País de cooperação no combate ao terror.
Integrante do Conare, o Ministério das Relações Exteriores havia se oposto à concessão de refúgio a Battisti, na reunião do comitê em novembro passado, e advertido seus pares sobre os impactos de uma decisão em contrário nos objetivos imediatos da política externa brasileira. "O Ministério da Justiça foi plenamente informado pelo Itamaraty sobre a preocupação da Itália com esse caso", informou uma fonte da diplomacia brasileira.
Em novembro passado, durante a visita do presidente Lula a Roma, o governo italiano havia insistido novamente para que o Brasil concedesse a extradição do foragido. O Itamaraty apostava no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), neste ano, em favor da extradição de Battisti.
G8
Expressa no comunicado oficial da Farnesina, a reação italiana atingiu em cheio a pretensão do presidente Lula de manter e aprofundar sua presença nos debates dos principais foros de governança mundial. Presidente do G8 neste ano, a Itália salientou que os países desse grupo e seus colaboradores, como o Brasil, "serão chamados a confirmar seu compromisso formal e a promover ações cada vez mais eficazes no combate ao terrorismo internacional".
A mensagem foi lida, no Itamaraty, como uma advertência de que Lula pode ser eliminado da lista de líderes chamados ao encontro anual de cúpula, entre os próximos dias 8 e 10 de julho. Mesmo que venha a ser convidado, tenderia a passar por uma constrangedora cobrança do governo italiano, caso o refúgio seja mantido.
Nos últimos anos, o presidente Lula esteve presente a essas reuniões, como membro do G5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), e vem trabalhando pela incorporação definitiva desse agrupamento emergente ao G8 sob o argumento que daria maior consistência e legitimidade a esse mecanismo. A França o apoia.
Militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo, ligado às Brigadas Vermelhas, Battisti participou de uma série de ações terroristas na Itália nos anos 70. Em 1993, foi condenado a prisão perpétua pela morte de quatro pessoas, com base no depoimento de um ex-companheiro. Uma de suas vítimas, Pierluigi Torregiani, de 44 anos, fez um apelo ontem ao ministro da Justiça italiano, Angelino Alfano, para que insista com o Brasil pela extradição de Battisti. Torregiani ficou paralítico em decorrência de um tiroteio promovido por Battisti em Milão, em 1977. Seu pai, o joalheiro Alberto Torregiani, morreu no incidente.
Assim como outros militantes de grupos armados italianos, Battisti foi favorecido por uma política do então presidente da França, François Mitterrand, que acolheu terroristas italianos que se comprometeram em abandonar a militância, nos anos 80.
Nas últimas duas décadas, na França, tornou-se escritor, com vários livros publicados pela editora Gallimard, e trabalhou como segurança. Com a eliminação desse benefício pelo sucessor de Mitterrand, Jacques Chirac, Battisti escapou para o Brasil por volta de 2004. Acabou preso, em decorrência de uma ação da Polícia Federal com autoridades policiais italianas e francesas, em março de 2007 em Copacabana.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Ao expressar sua "surpresa" e "pesar" com a decisão de Genro, a Farnesina censurou a atitude do Ministério da Justiça e informou que apelará diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor de uma reversão da decisão de Genro. A tradução diplomática da crise e da insatisfação do governo italiano ficou caracterizada com a convocação pela Farnesina do embaixador brasileiro em Roma, Adhemar Bahadian.
O embaixador foi convocado pelo secretário-geral do Ministério italiano, Giampiero Massolo, por instrução do chanceler Franco Frattini. Em nota, segundo divulgado pela agência de notícias italiana Ansa, o governo italiano manifestou a "unânime indignação" de todas as forças políticas parlamentares do país com a decisão de Tarso Genro, assim como da opinião pública e dos familiares das vítimas dos crimes atribuídos a Battisti.
O governo italiano não tem dúvidas de que a decisão de Genro, que contrariou a recomendação do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) e o parecer da Procuradoria Geral da União, teve caráter político. Mais explícito que a Farnesina, o subsecretário de Estado do Interior, Alfredo Mantovano, declarou que "a decisão do Ministério da Justiça brasileiro é grave e ofensiva". "O governo italiano não pode aceitar tal decisão. Em particular, por respeito às vítimas (de Battisti) e a seus familiares", afirmou Mantovano.
A decisão unilateral de Genro também desencadeou atrito dentro do governo. Ontem, o Itamaraty reconheceu que essa atitude gerou um sério e indesejável mal-estar nas relações Brasil-Itália, além de ter contrariado compromissos internacionais assumidos pelo País de cooperação no combate ao terror.
Integrante do Conare, o Ministério das Relações Exteriores havia se oposto à concessão de refúgio a Battisti, na reunião do comitê em novembro passado, e advertido seus pares sobre os impactos de uma decisão em contrário nos objetivos imediatos da política externa brasileira. "O Ministério da Justiça foi plenamente informado pelo Itamaraty sobre a preocupação da Itália com esse caso", informou uma fonte da diplomacia brasileira.
Em novembro passado, durante a visita do presidente Lula a Roma, o governo italiano havia insistido novamente para que o Brasil concedesse a extradição do foragido. O Itamaraty apostava no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), neste ano, em favor da extradição de Battisti.
G8
Expressa no comunicado oficial da Farnesina, a reação italiana atingiu em cheio a pretensão do presidente Lula de manter e aprofundar sua presença nos debates dos principais foros de governança mundial. Presidente do G8 neste ano, a Itália salientou que os países desse grupo e seus colaboradores, como o Brasil, "serão chamados a confirmar seu compromisso formal e a promover ações cada vez mais eficazes no combate ao terrorismo internacional".
A mensagem foi lida, no Itamaraty, como uma advertência de que Lula pode ser eliminado da lista de líderes chamados ao encontro anual de cúpula, entre os próximos dias 8 e 10 de julho. Mesmo que venha a ser convidado, tenderia a passar por uma constrangedora cobrança do governo italiano, caso o refúgio seja mantido.
Nos últimos anos, o presidente Lula esteve presente a essas reuniões, como membro do G5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), e vem trabalhando pela incorporação definitiva desse agrupamento emergente ao G8 sob o argumento que daria maior consistência e legitimidade a esse mecanismo. A França o apoia.
Militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo, ligado às Brigadas Vermelhas, Battisti participou de uma série de ações terroristas na Itália nos anos 70. Em 1993, foi condenado a prisão perpétua pela morte de quatro pessoas, com base no depoimento de um ex-companheiro. Uma de suas vítimas, Pierluigi Torregiani, de 44 anos, fez um apelo ontem ao ministro da Justiça italiano, Angelino Alfano, para que insista com o Brasil pela extradição de Battisti. Torregiani ficou paralítico em decorrência de um tiroteio promovido por Battisti em Milão, em 1977. Seu pai, o joalheiro Alberto Torregiani, morreu no incidente.
Assim como outros militantes de grupos armados italianos, Battisti foi favorecido por uma política do então presidente da França, François Mitterrand, que acolheu terroristas italianos que se comprometeram em abandonar a militância, nos anos 80.
Nas últimas duas décadas, na França, tornou-se escritor, com vários livros publicados pela editora Gallimard, e trabalhou como segurança. Com a eliminação desse benefício pelo sucessor de Mitterrand, Jacques Chirac, Battisti escapou para o Brasil por volta de 2004. Acabou preso, em decorrência de uma ação da Polícia Federal com autoridades policiais italianas e francesas, em março de 2007 em Copacabana.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Saudades do Lula do ABC
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA – Eufemismos e malandragens à parte, porque demissões são demissões, jamais “extinção temporária de postos de trabalho”, a pergunta inicial é numérica: quantos trabalhadores foram demitidos no País desde que a crise econômica começou?
Têm sinistros dizendo 600 mil. Pelo jeito é demais, ainda que a meta das megaempresas ultrapasse esse horror. As demissões por conta da crises começaram em novembro, atravessaram dezembro com satânico furor e conseguem superar-se em janeiro, que mal chegou à metade.
Mais do que reconhecer na imprevidência, na incompetência e na ambição especulativa de maus empresários a razão maior das demissões, importa verificar, hoje, o reverso da medalha. Traduzindo: a inoperância, a covardia e a submissão das centrais sindicais e da maioria dos grandes sindicatos diante da sanha dos patrões, que ao primeiro sinal de dificuldade dedicam-se à prática milenar de mandar a conta para os empregados. Em outros tempos a categoria dos assalariados já estaria na rua, rejeitando as demissões indiscriminadas, as férias coletivas e obrigando as empresas a cumprir contratos e a respeitar os direitos trabalhistas que sobraram de demolições anteriores. Protestos, passeatas, até greve geral seriam o caminho natural para a defesa dos interesses dos trabalhadores. Nessa hipótese, o governo seria obrigado a agir, menos para liberar bilhões para atender bancos e companhias falidas, mais para corrigir as distorções do atual modelo econômico neoliberal que só privilegia o capital, massacrando o trabalho.
Por que não reduzir desde já os polpudos vencimentos e as mordomias da parte ruim do empresariado, bem como extinguir os bônus que essas pequenas quadrilhas se autodistribuem? Por que não proibir demissões enquanto não for utilizado o patrimônio privado dos proprietários, na tentativa de recuperação das empresas? Por que não devassar, multar e punir quantos preferiram especular no mercado financeiro com o capital e os lucros das companhias sob sua direção, em vez de utilizá-los para reforçar as atividades-fim?
A movimentação dos trabalhadores mudaria o processo econômico e até a História, mesmo sem necessidade da releitura de Marx. Dentro das regras do capitalismo, que adotamos, mas à margem da selvageria prevalente há décadas. Afinal, os assalariados agora condenados às profundezas constituem ampla maioria. São eles que votam às vezes enganados, já que o governo dos trabalhadores, noves fora o Bolsa-Família, transformou-se no governo dos banqueiros.
Não há, porém, que desviar do sentido principal deste comentário: tudo acontece pela incúria e a inépcia dos dirigentes sindicais, salvo raras exceções. CUT, Força Sindical e penduricalhos já aceitam a flexibilização das prerrogativas sociais, a suspensão de contratos de trabalho, a redução da jornada de trabalho e dos salários. Concluem serem as demissões inevitáveis e bajulam as entidades patronais para que suas lideranças sejam preservadas.
Convenhamos, dá saudade dos tempos do Lula do ABC, quando, mesmo enfrentando a ditadura, os trabalhadores ocuparam seu espaço...
Os mesmos nos estados
Não apenas a sucessão presidencial está nas ruas. Nos estados, as disputas pelos governos vão adiantadas. Já se posicionam os pretendentes às indicações partidárias, prevalecendo um denominador comum: os candidatos são os mesmos de sempre, com raras exceções.
Em São Paulo, surge Aloísio Nunes Ferreira, pelos tucanos, ainda que um valor maior possa alevantar-se. Caso o presidente Lula venha a disputar o terceiro mandato, dificilmente José Serra aceitará concorrer à presidência da República para perder. Assim, pleitearia a reeleição, se ela não tiver sido extinta. Do lado do PT, Marta e Eduardo Suplicy tentarão sobrepor-se a Luís Marinho, sem esquecer Antônio Palocci ressuscitado. Paulo Maluf não deverá perder a última oportunidade de disputar uma eleição majoritária, mas Orestes Quércia parece acomodado com o acordo feito com os tucanos para eleger-se numa das duas vagas de senador.
No Rio, disputará a reeleição o governador Sérgio Cabral, caso perca para Geddel Vieira Lima a indicação do PMDB para vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Fernando Gabeira é uma hipótese para as oposições, que sempre divididas acabarão por apresentar, também, Jandira Feghalli, Lindemberg Farias e outros. O bispo Crivella talvez não tenha desistido.
Em Minas o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias pretendem a indicação do PT, com o ministro Hélio Costa pelo PMDB. Na Bahia, Geddel Vieira Lima sairá candidato do PMDB se não virar companheiro de chapa de Dilma Rousseff, mas o governador Jacques Wagner, do PT, disputará um segundo período. No Rio Grande do Sul, Yedda Cruzius recupera-se em termos de imagem, não deixando de concorrer à reeleição. Corre por fora o senador Paulo Paim, do PT, sem esquecer o ministro Tarso Genro. E Manuela Dávila. E assim por diante, nos demais estados, onde só como exceção deve surgir candidatos novos, de novas gerações. A menos, é claro, que a crise econômica vire tudo de cabeça para baixo. Até as eleições.
E nós com isso?
Aproxima-se a posse de Barack Obama e a pergunta que mais se ouve no Brasil, entre manifestações de simpatia diante do novo presidente americano é “e nós com isso?” Porque, uma vez mais, não somos prioridade alguma para os irmãos do Norte. Tomara que ele acerte, que recupere a economia dos Estados Unidos e faça esquecer os dois lamentáveis períodos de George W. Bush, mas em termos de relacionamento, parceria ou abertura de novos horizontes entre nós, nada feito. Recebemos, como receberam os demais países do mundo, o conselho para nos fazermos representar na posse de Obama apenas pelo embaixador credenciado em Washington.
Pelo jeito eles não querem presidentes e primeiros-ministros ofuscando a cerimônia, sintoma capaz de dar a medida do que serão os primeiros meses de seu governo, quase exclusivamente voltado para dentro de suas fronteiras. Possivelmente alguma retórica será desenvolvida nos discursos e programas com relação a problemas mundiais, tipo Oriente Médio, Irã, Coréia do Norte e sucedâneos. Como estamos longe, melhor seria seguir o conselho de autor hoje pouquíssimo citado na própria China, o presidente Mao: “Apoio às próprias forças”...
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA – Eufemismos e malandragens à parte, porque demissões são demissões, jamais “extinção temporária de postos de trabalho”, a pergunta inicial é numérica: quantos trabalhadores foram demitidos no País desde que a crise econômica começou?
Têm sinistros dizendo 600 mil. Pelo jeito é demais, ainda que a meta das megaempresas ultrapasse esse horror. As demissões por conta da crises começaram em novembro, atravessaram dezembro com satânico furor e conseguem superar-se em janeiro, que mal chegou à metade.
Mais do que reconhecer na imprevidência, na incompetência e na ambição especulativa de maus empresários a razão maior das demissões, importa verificar, hoje, o reverso da medalha. Traduzindo: a inoperância, a covardia e a submissão das centrais sindicais e da maioria dos grandes sindicatos diante da sanha dos patrões, que ao primeiro sinal de dificuldade dedicam-se à prática milenar de mandar a conta para os empregados. Em outros tempos a categoria dos assalariados já estaria na rua, rejeitando as demissões indiscriminadas, as férias coletivas e obrigando as empresas a cumprir contratos e a respeitar os direitos trabalhistas que sobraram de demolições anteriores. Protestos, passeatas, até greve geral seriam o caminho natural para a defesa dos interesses dos trabalhadores. Nessa hipótese, o governo seria obrigado a agir, menos para liberar bilhões para atender bancos e companhias falidas, mais para corrigir as distorções do atual modelo econômico neoliberal que só privilegia o capital, massacrando o trabalho.
Por que não reduzir desde já os polpudos vencimentos e as mordomias da parte ruim do empresariado, bem como extinguir os bônus que essas pequenas quadrilhas se autodistribuem? Por que não proibir demissões enquanto não for utilizado o patrimônio privado dos proprietários, na tentativa de recuperação das empresas? Por que não devassar, multar e punir quantos preferiram especular no mercado financeiro com o capital e os lucros das companhias sob sua direção, em vez de utilizá-los para reforçar as atividades-fim?
A movimentação dos trabalhadores mudaria o processo econômico e até a História, mesmo sem necessidade da releitura de Marx. Dentro das regras do capitalismo, que adotamos, mas à margem da selvageria prevalente há décadas. Afinal, os assalariados agora condenados às profundezas constituem ampla maioria. São eles que votam às vezes enganados, já que o governo dos trabalhadores, noves fora o Bolsa-Família, transformou-se no governo dos banqueiros.
Não há, porém, que desviar do sentido principal deste comentário: tudo acontece pela incúria e a inépcia dos dirigentes sindicais, salvo raras exceções. CUT, Força Sindical e penduricalhos já aceitam a flexibilização das prerrogativas sociais, a suspensão de contratos de trabalho, a redução da jornada de trabalho e dos salários. Concluem serem as demissões inevitáveis e bajulam as entidades patronais para que suas lideranças sejam preservadas.
Convenhamos, dá saudade dos tempos do Lula do ABC, quando, mesmo enfrentando a ditadura, os trabalhadores ocuparam seu espaço...
Os mesmos nos estados
Não apenas a sucessão presidencial está nas ruas. Nos estados, as disputas pelos governos vão adiantadas. Já se posicionam os pretendentes às indicações partidárias, prevalecendo um denominador comum: os candidatos são os mesmos de sempre, com raras exceções.
Em São Paulo, surge Aloísio Nunes Ferreira, pelos tucanos, ainda que um valor maior possa alevantar-se. Caso o presidente Lula venha a disputar o terceiro mandato, dificilmente José Serra aceitará concorrer à presidência da República para perder. Assim, pleitearia a reeleição, se ela não tiver sido extinta. Do lado do PT, Marta e Eduardo Suplicy tentarão sobrepor-se a Luís Marinho, sem esquecer Antônio Palocci ressuscitado. Paulo Maluf não deverá perder a última oportunidade de disputar uma eleição majoritária, mas Orestes Quércia parece acomodado com o acordo feito com os tucanos para eleger-se numa das duas vagas de senador.
No Rio, disputará a reeleição o governador Sérgio Cabral, caso perca para Geddel Vieira Lima a indicação do PMDB para vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Fernando Gabeira é uma hipótese para as oposições, que sempre divididas acabarão por apresentar, também, Jandira Feghalli, Lindemberg Farias e outros. O bispo Crivella talvez não tenha desistido.
Em Minas o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias pretendem a indicação do PT, com o ministro Hélio Costa pelo PMDB. Na Bahia, Geddel Vieira Lima sairá candidato do PMDB se não virar companheiro de chapa de Dilma Rousseff, mas o governador Jacques Wagner, do PT, disputará um segundo período. No Rio Grande do Sul, Yedda Cruzius recupera-se em termos de imagem, não deixando de concorrer à reeleição. Corre por fora o senador Paulo Paim, do PT, sem esquecer o ministro Tarso Genro. E Manuela Dávila. E assim por diante, nos demais estados, onde só como exceção deve surgir candidatos novos, de novas gerações. A menos, é claro, que a crise econômica vire tudo de cabeça para baixo. Até as eleições.
E nós com isso?
Aproxima-se a posse de Barack Obama e a pergunta que mais se ouve no Brasil, entre manifestações de simpatia diante do novo presidente americano é “e nós com isso?” Porque, uma vez mais, não somos prioridade alguma para os irmãos do Norte. Tomara que ele acerte, que recupere a economia dos Estados Unidos e faça esquecer os dois lamentáveis períodos de George W. Bush, mas em termos de relacionamento, parceria ou abertura de novos horizontes entre nós, nada feito. Recebemos, como receberam os demais países do mundo, o conselho para nos fazermos representar na posse de Obama apenas pelo embaixador credenciado em Washington.
Pelo jeito eles não querem presidentes e primeiros-ministros ofuscando a cerimônia, sintoma capaz de dar a medida do que serão os primeiros meses de seu governo, quase exclusivamente voltado para dentro de suas fronteiras. Possivelmente alguma retórica será desenvolvida nos discursos e programas com relação a problemas mundiais, tipo Oriente Médio, Irã, Coréia do Norte e sucedâneos. Como estamos longe, melhor seria seguir o conselho de autor hoje pouquíssimo citado na própria China, o presidente Mao: “Apoio às próprias forças”...
Fonte: Tribuna da Imprensa
Gilmar Mendes manda soltar Marcos Valério
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou ontem a libertação do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, que foi preso em outubro durante a Operação Avalanche da Polícia Federal. O presidente do STF também ordenou a soltura do advogado Rogério Lanza Tolentino, dos delegados Silvio Salazar e Antônio Hadano e dos agentes Daniel Ruiz Balde e Paulo Endo.
Mendes concluiu que as prisões não estavam devidamente fundamentadas. Segundo ele, as prisões foram baseadas em "vagos termos". Eles são suspeitos de participar de um suposto grupo criminoso, formado por empresários e funcionários públicos, que em tese praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção.
Recentemente, Mendes mandou soltar o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho e os policiais federais Antônio Vieira Silva Hadano e Fábio Tadeu dos Santos Gatto, que também foram presos na Operação Avalanche.
No despacho, Mendes criticou a decisão que mandou prender o grupo. "Assim como entendi na decisão que culminou com o deferimento da liminar a Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, também no que diz respeito a Rogério Lanza Tolentino e Marcos Valério Fernandes de Souza observa-se, novamente, o uso de argumentos fortemente especulativos, expondo simples convicção íntima do magistrado, supondo que Rogério e Marcos poderão tumultuar as investigações em base em suspeitas sobre fatos passados, sem necessária indicação de ato concreto, atual, que indique a necessidade de encarceramento ou manutenção do cárcere em caráter provisório", concluiu o presidente do STF.
Marcos Valério estava preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior do Estado. O publicitário foi um dos principais personagens do escândalo do mensalão. De acordo com informações divulgadas pelo STF, o grupo foi preso sob a alegação de que poderia atrapalhar as investigações se ficassem soltos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Mendes concluiu que as prisões não estavam devidamente fundamentadas. Segundo ele, as prisões foram baseadas em "vagos termos". Eles são suspeitos de participar de um suposto grupo criminoso, formado por empresários e funcionários públicos, que em tese praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção.
Recentemente, Mendes mandou soltar o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho e os policiais federais Antônio Vieira Silva Hadano e Fábio Tadeu dos Santos Gatto, que também foram presos na Operação Avalanche.
No despacho, Mendes criticou a decisão que mandou prender o grupo. "Assim como entendi na decisão que culminou com o deferimento da liminar a Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, também no que diz respeito a Rogério Lanza Tolentino e Marcos Valério Fernandes de Souza observa-se, novamente, o uso de argumentos fortemente especulativos, expondo simples convicção íntima do magistrado, supondo que Rogério e Marcos poderão tumultuar as investigações em base em suspeitas sobre fatos passados, sem necessária indicação de ato concreto, atual, que indique a necessidade de encarceramento ou manutenção do cárcere em caráter provisório", concluiu o presidente do STF.
Marcos Valério estava preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior do Estado. O publicitário foi um dos principais personagens do escândalo do mensalão. De acordo com informações divulgadas pelo STF, o grupo foi preso sob a alegação de que poderia atrapalhar as investigações se ficassem soltos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Adolescente de 13 anos passa em 1º lugar no vestibular da UFPR
CURITIBA - O adolescente Guilherme Cardoso de Souza, de 13 anos, é o mais novo aluno do curso de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Guilherme foi o primeiro colocado nos exames do vestibular e repetiu o resultado da Olimpíada Paranaense de Química do ano passado, quando também obteve a primeira colocação.
A divulgação do resultado não o pegou de surpresa. Para ele, cursar a universidade é apenas uma das etapas para atingir sua meta: editar um livro sobre a área e posteriormente dar aulas da matéria. "Preciso estar graduado para editar meu livro", disse. O estudante recebeu a notícia na última semana, quando estava com sua família em Caiobá, no litoral paranaense.
O projeto do garoto, que mora no bairro Sítio Cercado, na periferia de Curitiba (PR), é escrever um livro didático de química com 106 capítulos para ser utilizado no segundo grau. "Também penso em dar aulas, explicar tudo o que sei", afirmou.
Guilherme fez parte do projeto Bom Aluno, da empresa BS Colway, que garante os estudos para crianças carentes. O jovem entrou para o programa após sua mãe, Edina Lopes Cardoso, mandar uma carta para a empresa. "Ele lê e escreve sozinho desde os dois anos. Tentei coloca-lo em uma escola particular, mas não tínhamos dinheiro", disse.
A mãe disse que ficou emocionada e espera que isso não mude a cabeça de seu filho. "Ele deve continuar sendo a mesma pessoa, humilde, querido, pois Deus lhe deu esse dom e precisa fazer um bom uso disso", afirmou.
Guilherme tem duas irmãs mais velhas e mora com os pais. A família é considerada de baixa renda. O pai trabalha na entrega de material de construção e a mãe tem um pequeno comércio no bairro.
Fonte: Tribuna DA IMPRENSA
A divulgação do resultado não o pegou de surpresa. Para ele, cursar a universidade é apenas uma das etapas para atingir sua meta: editar um livro sobre a área e posteriormente dar aulas da matéria. "Preciso estar graduado para editar meu livro", disse. O estudante recebeu a notícia na última semana, quando estava com sua família em Caiobá, no litoral paranaense.
O projeto do garoto, que mora no bairro Sítio Cercado, na periferia de Curitiba (PR), é escrever um livro didático de química com 106 capítulos para ser utilizado no segundo grau. "Também penso em dar aulas, explicar tudo o que sei", afirmou.
Guilherme fez parte do projeto Bom Aluno, da empresa BS Colway, que garante os estudos para crianças carentes. O jovem entrou para o programa após sua mãe, Edina Lopes Cardoso, mandar uma carta para a empresa. "Ele lê e escreve sozinho desde os dois anos. Tentei coloca-lo em uma escola particular, mas não tínhamos dinheiro", disse.
A mãe disse que ficou emocionada e espera que isso não mude a cabeça de seu filho. "Ele deve continuar sendo a mesma pessoa, humilde, querido, pois Deus lhe deu esse dom e precisa fazer um bom uso disso", afirmou.
Guilherme tem duas irmãs mais velhas e mora com os pais. A família é considerada de baixa renda. O pai trabalha na entrega de material de construção e a mãe tem um pequeno comércio no bairro.
Fonte: Tribuna DA IMPRENSA
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