quinta-feira, março 20, 2008

Restaurante Badejo em Ilhéus




Por: J. Montalvão

Para nos visitantes ou turistas que constantemente estamos usufruindo das belas paias de Ilhéus, hoje temos onde desfrutar um dos pontos que merece destaque da culinária capixaba, o Restaurante Badejo, que fica localizado na praia dos Milionários logo no começo da estrada Ilhéus Olivença, Km 2,5; é uma ótima opção e um ótimo ambiente para quem gosta de conforto, tranqüilidade e um bom atendimento, e para quem aprecia a gastronomia capixaba, principalmente a Moqueca feito com peixe muito tempero, urucum e bastante azeite doce.

Funcionários públicos

Idosa capixaba é esfaqueada em Campinas quando preparava mudança para retornar a Vitória

Redação Gazeta Rádios e Internet
A capixaba Marilda Guedes Simões, de 67 anos, foi torturada e esfaqueada na manhã desta quarta-feira (19), no apartamento dela no bairro Castelo, em Campinas (a 95 quilômetros da cidade de São Paulo). Viúva, ela mudaria para Vitória ainda nesta quarta. Segundo informou o delegado Tadeu Pena, do Grupo de Repressão a Latrocínios da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, Marilda foi atacada por volta de 7h. Ela aguardava o caminhão que transportaria parte dos móveis que ainda estava no apartamento. O suspeito tocou o interfone do prédio, que não tem porteiro nem câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, Marilda abriu a porta achando que o homem era integrante da equipe de mudança. O assaltante ficou aproximadamente 30 minutos no apartamento. Pediu dinheiro, cartões e senhas. Marilda deu o dinheiro que possuía, cerca de R$ 300.“Mas o rapaz queria mais. Suspeitamos que a pessoa seja alguém com a informação de que a vítima havia vendido o apartamento por R$ 140 mil e contratado a equipe de mudança por mais R$ 3 mil. O problema é que as quantias estavam em conta bancária, e não em posse dela”, disse o delegado. Irritado, o assaltante amarrou a aposentada com fios de nylon, amordaçou a vítima e pulou sobre sua barriga. Com uma faca, feriu o pescoço e um olho da aposentada e fugiu. Uma vizinha estancou o sangramento e chamou a ambulância. A vítima foi levada para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde passou por uma cirurgia ainda pela manhã desta quarta. No fim da tarde, Marilda estava em recuperação na UTI e segundo informou a equipe médica, por meio de assessoria, o estado da paciente era estável.A polícia vai ouvir ao menos seis testemunhas, entre as quais estão os integrantes da equipe que faria a mudança da vítima. Leia também:Capixaba é vítima de crime com requintes de crueldade em São Paulo: ela teve 50% do corpo queimadoCom informações da Agência Estado.

BR-101: Veículo explode em acidente e mata quatro carbonizados


A TARDE ON LINE*
>> Acidente resulta em morte nesta quinta na BR-116Um veículo de passeio, que viajava com quatro pessoas, incluindo o motorista, explodiu após bater em um caminhão na BR-101, na manhã desta quinta-feira, 20. O acidente aconteceu no km-664, próximo ao município baiano de Itapebi, a 590 quilômetros de Salvador.
O caminhão de placa MPF-8793 bateu de frente com um Ford, modelo Focus, preto, quatro portas, que viajava em direção a Itabuna. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do Focus teria perdido o controle da direção em uma curva e colidido de frente com o caminhão, que vinha em sentido contrário. O Focus explodiu na hora e as quatro pessoas, ainda não identificadas, morreram carbonizadas.
A placa do carro ficou totalmente derretida, o que impede os policiais na identificação do proprietário e de familiares. O motorista do caminhão, João Batista Pinto, 37 anos, nada sofreu.
*Com informações de Eduarda Toralles, da Sucursal Eunápolis
Fonte: A TARDE

Estado erra e não envia mensagem de aumento

proposta do governo do Estado de reajuste salarial dos servidores públicos ativos e inativos que deveria chegar à Assembléia Legislativa não teria sido entregue pela Secretaria de Administração do Estado por um erro no cálculo do reajuste. Ontem, o deputado Heraldo Rocha, líder do DEM na Casa, lamentou o erro da secretaria e propôs ao governador Jaques Wagner que, ao invés de um projeto de lei, autorize um abono salarial de 9,21% para todos os funcionários públicos que tenham seus vencimentos vinculados ao salário mínimo. O deputado afirmou que o abono seria a única maneira de o governador Jaques Wagner cumprir sua promessa de campanha de igualar o salário base dos funcionários ao mínimo nacional. Rocha reforçou que, apesar da publicação no Diário Oficial de que a proposta já estaria na Assembléia, até o final da tarde de ontem, o governo não tinha enviado nada. O líder democrata disse ainda que é necessária uma discussão criteriosa e séria da mensagem, e a folha de pagamento tem que ser fechada. Portanto, a única maneira dos funcionários não ficarem sem aumento neste mês seria com o abono. “O atual governo prometeu muito ao funcionalismo publico na campanha eleitoral e agora é hora de honrar a palavra dada. Por isso a bancada de oposição está fazendo esta proposta no intuito de ajudar o governo a cumprir ao menos esta promessa de campanha, já que em outras áreas quase nada do que foi anunciado está sendo realizado”, alfinetou. O valor do reajuste anunciado pelo governo seria de 4,46% já neste mês, percentual menor do que o aumento que o governo federal concedeu ao salário mínimo, que saltou de R$380 para R$415 (9,21%). Além do reajuste linear, a proposta contém outros benefícios acordados nas mesas setorias de negociação com representantes dos sindicatos dos servidores da Justiça, da educação básica e superior (incluindo os técnicos), do Departamento de Estradas e Rodagens (Derba) e do fisco. O governo ainda negocia com as categorias da Segurança Pública - Polícia Civil e Militar - e da Saúde. A assembléia do Sindsaúde aconteceu ontem, às 17h, no auditório da Associação dos Funcionários Públicos, na Avenida Carlos Gomes, em Salvador. A categoria reivindica correção da Gratificação de Produtividade, revisão do plano de carreira e liberação dos processos pendentes de insalubridade. Indicativo de paralisação pode ser analisado. Segundo informe do Sindsaúde, o governo avançou pouco nas propostas apresentadas na mesa setorial. (Por Carolina Parada)
Jonas Paulo assume de olho no PT no interior da Bahia
Depois da realização do terceiro turno do PED, que elegeu o sociólogo Jonas Paulo para a sua presidência, o PT corre contra o tempo para abrir o debate sobre as eleições municipais deste ano. Além de Salvador, a terceira maior cidade brasileira e a maior do Nordeste, o partido quer discutir também as eleições no interior do Estado, espaço fundamental para a pavimentação do terreno para a disputa de 2010. “Estamos de olho no interior do Estado, e Feira de Santana também vai ser prioridade”, adiantou o novo presidente, Jonas Paulo. Antes, porém, Jonas Paulo vai ser empossado na presidência do partido, em ato marcado para a próxima terça-feira, dia 25, no Salão de Convenções do Fiesta Hotel, no Itaigara, às 10 horas da manhã. Na mesma data, a vereadora Vânia Galvão também será empossada para comandar o diretório municipal de Salvador. Depois de dar posse aos novos presidentes, o partido vai comemorar com uma festa entre os seus militantes, em local ainda a ser definido. Na próxima segunda-feira, Jonas Paulo vai a Brasília participar de uma reunião do diretório nacional, quando a legenda irá discutir políticas de alianças para as eleições de 2008. O presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini, comandará esta reunião e, no dia seguinte, viajará para a Bahia para participar da posse oficial de Jonas Paulo no comando do PT baiano. No próximo dia 29, será a vez da posse das novas diretorias das executivas estadual e municipal. A escolha dos nomes será definida no início da próxima semana, de acordo com a proporcionalidade de votação das chapas. Somente depois de todo este processo o PT irá sentar para discutir sobre as eleições municipais de 2008. Para Salvador, de acordo com a tese de Jonas Paulo, deve ser lançada uma candidatura de esquerda e outra de centro. “Particularmente, defendo o lançamento de duas candidaturas, uma do campo de esquerda e outra do Centro”, disse o novo dirigente petista, definindo a melhor estratégia para os partidos da base governista. De acordo com o petista, embora não tivesse declinado nomes, a candidatura de esquerda poderia vir de um filiado do PT, entre os deputados Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro e o secretário estadual Luiz Alberto, ou de nomes já colocados, como da deputada Lídice da Mata (PSB e da vereadora Olívia Santana (PCdoB). Destes nomes, um poderia ser escolhido para comandar a Frente de Esquerda. (Por Evandro Matos)
“Não me querem no 2º turno”, diz Imbassahy
“Vivemos um tempo de muita especulação, de muitos adversários que não me querem no segundo turno, mas vão se frustrar. Eu tenho dados bons indicando que chegarei lá”, disse o ex-prefeito Antonio Imbassahy, novamente candidato ao cargo, agora pelo PSDB. Ele reagia à pergunta óbvia de, caso eleito em outubro próximo, como será seu comportamento nas eleições presidenciais de 2010, quando um tucano, possivelmente José Serra, enfrentará um candidato que terá o apoio do presidente Lula. Como se sabe, a existência, na Bahia, da autoritária liderança do falecido senador Antonio Carlos Magalhães determinou uma aproximação do PSDB local com o PT e demais partidos de esquerda, ao contrário do que acontecia no plano nacional, onde os tucanos eram aliados do antigo PFL, hoje DEM. Essa unidade ocorreu quando da primeira eleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1994, levando o grupo do líder tucano na Bahia, o deputado Jutahy Jr., a votar em Lula para presidente. Naquela época, participou ativamente desse processo de rompimento a então prefeita Lídice da Mata, que tinha sido eleita pelo próprio PSDB e, assim como Jutahy, não aceitava subir no mesmo palanque que ACM. A paz no tucanato foi restabelecida em 1998, na reeleição de FHC, quando foram delimitados os espaços de Jutahy e ACM no governo federal e Lídice já havia mudado para o PSB, onde permanece. Imbassahy, ex-prefeito carlista que se distanciou de ACM quando este ainda detinha o poder, não quer saber de querelas antigas nem futuras. “Tudo que posso dizer”, afiançou, “é que vou fazer parte do campo do governador Jaques Wagner. O momento atual ainda é de muitas indefinições, por isso não me traga problemas relativos a 2010, que não posso antecipar”. Entretanto, o ex-prefeito recordou que o deputado Jutahy Jr. votou em 2006 no seu correligionário Geraldo Alckmin para presidente e na Bahia ficou com o petista Wagner sem que isso significasse um impasse ou uma incoerência. Mantendo seu foco em 2008, quando, entre os adversários mais expressivos, enfrentará pelo menos o prefeito João Henrique (PMDB) e o deputado federal ACM Neto (DEM), Antonio Imbassahy empenha-se na campanha, e não é raro o dia em que dá entrevistas a emissoras de rádio e TV, visita bairros e faz contatos importantes até fora do Estado. Nos últimos dias, por exemplo, esteve com os prefeitos de Belo Horizonte e Curitiba, respectivamente Fernando Pimentel (PT) e Beto Richa (PSDB), além do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). “Faço esse trabalho”, explicou, “porque, mais do que em partidos, devemos pensar nas pessoas da cidade. É importante uma boa equipe, mas é também essencial ter bons projetos, e eu estou procurando conhecer experiências que deram bons resultados em outras grandes capitais brasileiras”. Depois de dizer que a população deseja um prefeito que possa “restabelecer as finanças e os serviços públicos de Salvador, Imbassahy reiterou: “É isso que me move. As projeções para 2010 são coisa suplementar”. A informação publicada na imprensa nacional de que o presidente Lula incentiva alianças eleitorais entre o PT e o PSDB em “cidades estratégicas”, tendo sido citadas Salvador, Belo Horizonte e Aracaju, representa “um estímulo” para Imbassahy, que reconhece, entretanto, a existência de “vários” candidatos da base de Wagner. Ele valoriza, neste caso, “a boa convivência e a relação integrada do futuro prefeito com os governos estadual e federal para o sucesso da administração”. O PSDB terá na campanha, como tempo próprio da legenda, 2 minutos e 39 segundos de TV. Num quadro em que haja, por exemplo, dez candidatos, o partido somaria mais 1 minuto, perfazendo um horário que Imbassahy considera suficiente para expor suas idéias e projetos, aproveitando o fato de já ser conhecido da população de Salvador. (Por Luis Augusto Gomes)
PV conduzirá debate ambiental no âmbito do PDDU
No dia do aniversário de três anos de criação da Superintendência de Meio Ambiente por João Henrique, o prefeito propôs ao PV (Partido Verde) a condução do processo de regulamentação relacionado ao meio ambiente no âmbito do PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). A decisão foi tomada durante visita de altos dirigentes do PV na Bahia: o secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Juliano Matos; a diretora do CRA (Centro de Recursos Ambientais), Beth Wagner e o Superintendente do Meio Ambiente da Prefeitura do Salvador, Ary da Mata. Com esta decisão, o prefeito quer tranqüilizar os ambientalistas e tirar dúvidas no sentido de que a prefeitura do Salvador não abre mão e nunca descuidou da proteção e da valorização do meio ambiente na capital. Juliano Matos explicou que o PV foi convidado pelo prefeito para colaborar decisivamente nas questões ambientais previstas no PDDU, para que a cidade cresça com qualidade ecológica, ambiental e auto-sustentável. Beth Wagner afirmou que João Henrique mostrou-se decidido a equilibrar o desenvolvimento social com a qualidade ambiental. O superintendente do Meio Ambiente, Ary da Mata, explicou que o PV vai ?detectar quais são os impactos ambientais e de que forma podem ser compensados. A visita dos dirigentes do PV ao prefeito João Henrique teve caráter político, quando reiteraram o apoio do partido à administração municipal, e caráter administrativo.
Fonte: Tribuna da Bahia

O despertar dos companheiros

Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Em política, as surpresas vÊm de onde menos se espera, diria o presidente Lula num de seus improvisos, porque em caso contrário não seriam surpresas. É preciso analisar com mais profundidade a vitória da deputada Maria do Rosário nas prévias realizadas pelo PT, em Porto Alegre, para a escolha do candidato a prefeito.
Desembarcaram na capital gaúcha os ministros Dilma Rousseff e Tarso Genro, unindo suas forças a líderes como Olívio Dutra e Raul Pont. Contaram com o apoio não só de Ricardo Berzoini, presidente nacional do partido, mas, dizem, até do presidente Lula. Todos fechados com Miguel Rossetto, ex-ministro da Reforma Agrária e expoente do petismo gaúcho.
Pois bem: na hora de contar os votos, ganhou a deputada Maria do Rosário, ainda que por pequena margem. Significa o que, essa derrota dos caciques?
Pode significar muita coisa, começando pela chamada à ordem dos dirigentes, pelas bases. Tem muita coisa que os companheiros não entendem. Outras, que entendem muito bem. Onde foi parar aquela legenda que se propunha mudar não apenas o País, mas o mundo? Apesar da intensa propaganda distribuída de Brasília, parte do PT aburguesou-se.
Para acompanhar o governo, quantos dirigentes tornaram-se neoliberais, apoiando e até justificando o abominável lucro dos bancos, as benesses concedidas aos especuladores, a submissão aos organismos financeiros internacionais, o arrocho salarial dos trabalhadores, as reformas elitistas e, acima de tudo, a imobilidade diante das teses e dos objetivos que marcaram a fundação do PT?
As conseqüências começam a aparecer. Nas bases, e não apenas de Porto Alegre, mas de todas as capitais e principais cidades, verifica-se primeiro o inconformismo. A próxima etapa será o racha. Tudo dentro de uma estratégia racional, a de que só se muda o rumo do barco tomando o seu leme. Não deu nem dará certo a opção da retirada, como tentou Heloísa Helena, para fundar o Psol, apenas mais um pequeno apêndice. A reação das bases petistas começam a acontecer nos limites do partido. Se vai dar certo ou não, é outra história. É bom prestar atenção.
Vão entregar o ouro
No PSDB de São Paulo, registra-se um ataque de burrice. Os tucanos paulistanos não se entendem quanto à escolha do candidato a prefeito da capital. A bancada de vereadores acaba de apoiar Gilberto Kassab, do DEM, certamente em atenção ao Diário Oficial gerido pelo governador José Serra.
Em oposição à executiva estadual do partido fala até em punição para os kassabistas, por descumprirem os estatutos que proíbem apoio a alienígenas. Os caciques dividem-se entre ficar com Serra (e Kassab) ou integrar-se na campanha de Geraldo Alckmin. Os mais radicais, de um lado e de outro, falam até em cruzar os braços se o candidato vir a ser o adversário.
Enquanto isso, cresce o nome de Marta Suplicy, que estaria fragorosamente derrotada, caso os tucanos se tivessem apresentado unidos desde o começo. Ela perderia para Alckmin ou para Kassab na hipótese de um deles ter sido definido desde o começo do ano. Ainda mais porque outra estranha aliança começa a surgir na paulicéia: o PMDB de Orestes Quércia propõe-se a apoiar Marta, desde que indique o candidato a vice.
Não é raro ver na política de São Paulo campanhas tidas como vitoriosas terminarem em fracasso total. O problema, no caso, é que se José Serra for derrotado na proposta de fazer Kassab o candidato, respingos cairão sobre sua candidatura presidencial, em 2010. Precisamente o que deseja o governador Aécio Neves, intrometido cabo eleitoral de Geraldo Alckmin...
Não se emendam
Para continuarmos nas eleições municipais de outubro, há que voltar a atenção para o Rio. Lá, as esquerdas continuam as mesmas. Não se emendam. Preferem dividir-se e perder do que se unir e aspirar à vitória. Fernando Gabeira, Chico Alencar e Jandira Feghalli parecem intransigentes. Aceitam a união, desde que se faça em torno de seu nome. Resultado: numa cidade sempre voltada para as esquerdas, o risco será da eleição de um adversário incapaz de se apresentar como da direita, mas, na realidade, constituindo-se na própria...
Enxugando gelo e ensacando fumaça
Reuniram-se esta semana as bancadas do PT e do PSDB na Câmara, claro que em separado, mas com um objetivo comum: debater a reforma tributária. Os companheiros ouviram longas perorações do ministro Guido Mantega. Os tucanos, sem a interferência do governo.
Concluíram alguma coisa? Nem pensar. Ficaram de reunir-se outras vezes, formar grupos de trabalho, designar comissões para ouvir governadores e outras práticas protelatórias. Não há hipótese de chegarem a uma pauta mínima, sequer um ponto de partida em torno do projeto oficial, exceção às exortações permanentes de que a reforma tributária precisa ser feita.
Parece óbvio faltar ao governo um maestro, um comandante, alguém capaz de falar em nome do presidente Lula e de centralizar os entendimentos, mesmo lentos e difíceis, mas capazes de avançar em torno de propostas aceitas pela maioria parlamentar.
Esse nome existe, chama-se Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda desafortunadamente catapultado do poder por grotesco episódio envolvendo a quebra do sigilo bancário de um caseiro. Deputado Federal, Palocci é respeitado como alguém que botou ordem nas finanças nacionais e até despontava, não fosse o imprevisto, como forte candidato à sucessão de Lula. Caso não venha a ser entronizado de modo formal pelo chefe do governo, detendo poder efetivo, a reforma tributária continuará um infindável exercício de enxugar gelo e ensacar fumaça.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Presidente do STF defende limite para MPs

BRASÍLIA - Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que é impossível governar sem medidas provisórias (MPs), o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu que o Congresso imponha limites à edição das MPs. O ministro defendeu ainda que o Judiciário faça correções nos "excessos do Poder Legislativo", referindo-se as leis aprovadas na Câmara e no Senado.
Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em que foi aprovado para presidir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro afirmou que o sistema atual, sem limitação para a edição de MPs e com o trancamento da pauta do plenário "é fazer roleta-russa com todas as balas no revólver".
Por isso, defendeu que o Executivo possa editar um número limitado de medidas provisórias por ano. Hoje, depois de 45 dias sem ser votada uma MP impede outras votações. "É preciso encontrar um limite. Caberia ao Congresso criar uma fórmula", sugeriu. "A partir daí, o modelo levaria à descapitalização daquele que tem o poder-dever de editar a MP".
Apesar dessa crítica, o ministro se disse favorável às medidas provisórias. Ele afirmou que, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, quando era advogado-geral da União, vivenciou crises sérias em que as MPs foram vitais. "Quem vivenciou esse tipo de situação sabe que a medida provisória é fundamental para a governabilidade", declarou.
Foro privilegiado
Além das medidas provisórias, Gilmar Mendes disse que o foro privilegiado também é necessário para a governabilidade. Sem o direito de ser julgado apenas pelo Supremo, o presidente da República, deputados, senadores e ministros de Estado teriam de responder ações o tempo todo na Justiça, segundo ele.
"Não imagino como o presidente Lula teria condições de sair pelo Brasil afora se não tivesse prerrogativa de foro. Ele teria de dar depoimento em todas as delegacias. Não me parece que seja isso que queremos", ponderou. "Se engendraria inquéritos e denúncias por todo o País. É isso que se quer?"
Caso o ato questionado na Justiça tenha sido praticado pela autoridade durante o mandato, o ministro defende que o processo prossiga no Supremo mesmo depois da perda do cargo. Isso evitaria que ações contra parlamentares, por exemplo, voltassem à primeira instância com o fim de seus mandatos, o que poderia contribuir para a prescrição dos processos.
Durante a sessão da CCJ, o novo presidente do STF defendeu que o Judiciário não interfira no funcionamento do Legislativo. Porém, disse que o Supremo pode corrigir eventuais excessos do Congresso Nacional. "O Judiciário não substitui o Legislativo. Ele pode agir aqui e acolá para fazer eventuais correções de rumo do chamado excesso do Poder Legislativo", disse, sem especificar quais seriam esses excessos.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Saques em dinheiro serão divulgados na internet

BRASÍLIA - Em depoimento de quase quatro horas na CPI ontem, o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou que o governo estuda disponibilizar, por meio do Portal da Transparência, os dados referentes aos saques de funcionários federais com os cartões corporativos. O ministro confirmou também que o governo vai ressuscitar a prática de pagar diárias aos ministros.
Ao enfatizar que o governo já determinou a limitação em 30% dos saques com os cartões, o que, segundo ele, deverá ocorrer até junho, Hage afirmou que a divulgação dos saques significará "80% a 90%" de transparência nos suprimentos de fundos.
Tanto Hage quando o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que depôs logo em seguida, defenderam a utilização de cartões corporativos como mecanismo de gastos transparentes no controle das despesas públicas. O ministro da CGU rebateu acusações de que o cartão seja uma espécie de benesse para os servidores.
"O cartão corporativo não é empresarial, não é complemento de renda. Nada disso. É apenas um meio mais moderno para evitar o talão de cheque", afirmou. Bernardo foi além: "As contas tipo B têm de acabar. São da época dos dinossauros".
Hage também minimizou a polêmica sobre os gastos sigilosos com os cartões corporativos. Segundo ele, somente 5% do número de transações efetuadas com os cartões são sigilosos. "Mesmo assim, essas despesas são auditadas por órgãos de controle. Elas apenas não podem ser disponibilizadas na internet", afirmou.Diárias
Hage confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara para os próximos dias um decreto em que reedita a prática de conceder diárias fixas para ministros. "A diária de valor fixo é o melhor mecanismo. Há consenso no governo sobre isso e a extinção dela, no passado, não passou de medida demagógica, farisaica e hipócrita", observou.
Para ele, com a diária, se um ministro quiser ficar em um hotel de melhor qualidade "paga a diferença do próprio bolso". Ao responder as dúvidas de deputados e senadores, Hage rejeitou a proposta feita na véspera pelo procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Eduardo Marsico.
Em depoimento na CPI, Marsico propôs a suspensão imediata do uso dos cartões corporativos. Hage classificou a proposta de "atitude inconseqüente e inqualificável". Para detalhar os gastos do governo com os cartões, o ministro da CGU utilizou transparências e afirmou que houve o incremento do uso dos cartões corporativos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conseqüência de uma decisão do próprio Executivo de ampliar o mecanismo.
Segundo dados apresentados por Hage, em 2002, apenas R$ 3,6 milhões foram gastos com os cartões. No ano passado, esse valor chegou a R$ 78 milhões. "Em 2001 e 2002, o uso foi praticamente nenhum. O atual governo estimulou o uso para substituir as contas tipo B", frisou. O ministro também criticou a divulgação de informações do Portal da Transparência pela imprensa sem ahttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=25162499 comprovação efetiva dos gastos.
De acordo com o ministro, apenas 4% das denúncias divulgadas publicamente foram contabilizadas pela CGU como gastos não justificados. Ele citou casos de denúncias inequívocas, como a da compras em uma loja "Império da Pelúcia". Lá, segundo ele, foram adquiridos material para curso de barbeiro da Marinha. "Independente do caráter folclórico, todas as denúncias da imprensa são investigadas pela CGU", assegurou.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Presidente da CPI dos Cartões ameaça deixar cargo

BRASÍLIA - Um dia depois de a CPI dos Cartões Corporativos começar a colher depoimentos, a presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ameaçou deixar o cargo. Ela deu um ultimato aos integrantes da CPI que ontem, mais uma vez, desertaram. A tucana afirmou que, se após o feriado da Páscoa os requerimentos que estabelecem quebras de sigilos não forem aprovados, ela sai da CPI.
"Se os requerimentos forem aprovados (na semana que vem), a CPI continua. Vamos bater em cima até quebrar o sigilo. Tenho sentido que a base governista não tem muito interesse em aprofundar as investigações, mas nós temos de chegar aonde temos de chegar. Não estou aqui para brincar de senadora", avisou, minutos antes de entrar na sala da CPI e começar a ouvir o depoimento do ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage.
O baixo quorum durante toda a sessão de ontem - foram sete horas de depoimento - evidenciou ainda mais o pouco interesse que governistas e até oposicionistas têm de avançar nas investigações sobre o mau uso dos cartões.
Na maior parte do tempo, a CPI contou com a presença de apenas 10 parlamentares - ao todo, 24 parlamentares compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito. No período da tarde, enquanto quem dava explicações era o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a situação era ainda mais crítica.
Ele falou praticamente para as paredes: seis deputados e nenhum senador ouviram quase toda sua explanação. As falas tanto de Hage quanto de Bernardo pouco acrescentaram. Eles se limitaram a falar sobre o uso do cartão pelo Executivo.
Ao ouvir do deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) que a CPI dos Cartões não passaria da "CPI da miudeza, da tapioca e do bicho de pelúcia", Marisa Serrano interrompeu o depoimento de Bernardo e, mais uma vez, avisou: "Eu não admito mais que falem que estamos aqui brincando. Estou ouvindo isso há uma semana e não estou aqui para factóide. Se o governo acha que não temos legitimidade para investigar, sou obrigada a concordar com o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de que é melhor parar com farsa".
Quebra de sigilo
Desde a semana passada, Álvaro Dias tem insistido que a CPI, sem quebra de sigilo de possíveis investigados, não chegará a lugar nenhum e se constituirá em farsa. Tanto nas explicações de Hage quanto nas de Bernardo, o governo deixou claro que não fará esforço algum para aprofundamento das investigações. Ao contrário.
À saída da CPI, o titular do Planejamento foi claro. Bernardo defendeu a manutenção do sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões corporativos, tema que se tornou o principal embate entre governo e oposição na CPI. Segundo o ministro, a legislação atual assegura que os dados sejam mantidos em segredo, o que deve ser seguido pelo Congresso.
"Essa discussão de abrir ou não os sigilos me parece que está fora do foco. Tem de ver se é o caso de se revisar a lei (que assegura o sigilo). Eu acho que a posição do governo é de transparência, de prestar informações, ajudar", disse o ministro.
Ele lembrou que a Lei 9883, de 1999, assegura os gastos sigilosos e que ela consta do Orçamento. "O Orçamento foi aprovado na semana passada. Podem conferir lá. Não houve sequer uma emenda propondo sua alteração", disse aos jornalistas.
Ao ser informada da declaração do ministro, Marisa reiterou sua posição e disse que, "se for só para analisar o números, que já estão no Portal da Transparência, qualquer técnico do Congresso é mais competente que os senadores. Então, nesse caso, não precisa de CPI. Se tiver na lei que podemos fazê-lo (quebrar os sigilos), temos de fazê-lo".
Ronte: Tribuna da Imprensa

quarta-feira, março 19, 2008

PIG DEMITE PAULO HENRIQUE AMORIM

Seu carro foi clonado? Veja o que fazer

A dificuldade de se identificar um carro clonado tem trazido muita dor de cabeça para proprietários de veículos, que começam a receber multas que não cometeram. Nesta semana, um proprietário de veículo de Belo Horizonte foi surpreendido ao descobrir um clone do seu carro estacionado na própria garagem. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), não existe na legislação de trânsito uma regra específica para carros clonados. Assim, só resta ao proprietário recorrer ao Denatran com a justificativa de que não cometeu a multa ou ainda descobrir se o carro que dirige é a cópia. No caso da justificativa, ela deverá ser escrita à mão e, de preferência, com algum documento anexo que prove o local onde estava o verdadeiro carro no momento da infração, como um bilhete de estacionamento. No site do Denatran há as instruções para o procedimento. Já para descobrir se o carro está irregular, basta fazer uma vistoria de chassi no Ciretran (Circunscricional Regional de Trânsito) da cidade. Porém, os cuidados devem começar na hora da compra. No caso das revendedoras de veículos, que precisam se certificar do histórico do carro, o procedimento é feito por meio de uma empresa privada. “É verificado o número da carroceria, os selos de marcação, os vidros, motor etc. Se tiver algum vestígio de irregularidade, a gente não pega o veículo”, afirma Wesley Lopes Cordeiro, vendedor da revendora Veroneze Veículos, de São Paulo. Os tipos de clonagem Nas montadoras, os carros recebem uma série numérica que é gravada no chassi, motor, vidros e carroceria. Esses números são registrados com uma máquina especial, instalada na linha de montagem. No caso dos vidros, por exemplo, os números já saem serigrafados da fornecedora. Embora haja um rigoroso controle dentro das fábricas por parte do Denatran, os criminosos conseguem acesso a todos os números do veículo, inclusive ao Registro Nacional de Veículos Automotores (código Renavam). As quadrilhas anotam o número da placa de um veículo na rua, a cor e o modelo, em seguida, puxam todos as informações sobre o veículo e fazem a clonagem. Os peritos conseguem identificar a diferença porque a cópia nunca é perfeita, já que a máquina e o processo utilizado não são os mesmos das fabricantes. Segundo Cordeiro, apesar de tantas avaliações, é difícil ter a certeza de que o carro não foi clonado. “Nossa precaução é não comprar o clone, o carro com motor adulterado. Mas não tem como saber se o carro foi clonado”, observa. O mesmo procedimento é utilizado pelas seguradoras quando vão avaliar um carro. “O que acontece muito são casos de pessoas que vêm fazer o seguro e a gente descobre irregularidade. Normalmente dá tempo de devolver o carro”, comenta o diretor do ramo automóveis da Marítima Seguros, José Carlos Oliveira. Para evitar problemas durante a compra do veículo, Oliveira recomenda a consulta do histórico do carro por meio de despachantes ou do próprio Detran (Departamento de Trânsito).
Fonte: Abrastran

Campanha conscientiza população sobre prevenção do câncer de intestino

A Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapreci) e a Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) promovem nesta quarta-feira, 19, mobilização em cinco capitais, incluindo Salvador, para conscientizar a população sobre prevenção, detecção precoce e tratamento do câncer de intestino. Em Salvador, a campanha será realizada no Jardim de Alah, na orla da capital. O câncer de intestino ou colorretal é o quarto tipo mais comum no mundo, mas ainda pouco conhecido devido à desinformação e ao preconceito. A campanha será caracterizada pela prestação de serviços à população, por meio da distribuição de material informativo e orientação médica. Além de Salvador, haverá mobilização em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo da doença atingirá mais de 27 mil pessoas em 2008, somente no Brasil. Argentina, Chile, Costa Rica e outros seis países da América Latina também participam de ações semelhantes de conscientização sobre o câncer de intestino.
Fonte: A TARDE

PT sela a paz e quer discutir Salvador

O que parecia guerra, virou paz. Após anunciar o resultado do segundo turno do PED do PT ontem, com a vitória de Jonas Paulo sobre Marcelino Galo, os dois deram declarações à imprensa selando a paz dentro do partido. “Qualquer disputa tem atritos. Isso é normal em qualquer lugar, inclusive nas nossas famílias. Os fatos que ocorreram na minha eleição estão superados”, declarou Jonas Paulo. “Nós acatamos a decisão nacional. Temos de acolher o resultado. As disputas são naturais. Elas ganham maior dimensão pela força política do PT”, admitiu Galo. Até o final da tarde de ontem, com 254 municípios apurados, o equivalente a 95,9% do total, o candidato da corrente “Construindo um novo Brasil”, Jonas Paulo, já havia atingido 8.593 votos, contra 7.319 dados a Marcelino Galo, da corrente “A Esperança é Vermelha”. Com uma frente de 1.274 votos, faltando apurar apenas 28 municípios, matematicamente era impossível uma virada. “O processo foi muito bom. Como o partido ficou muito forte, o espaço político passou a ser disputado de forma muito acirrada. Mas foi tudo tranqüilo e acho que cumpri o meu dever”, declarou Paulo Frateschi, coordenador do PED na Bahia, falando sobre a eleição. O novo presidente do PT, Jonas Paulo, que vinha atuando como diretor da Codevasf, órgão ligado ao Ministério da Integração Nacional, comandado pelo ministro Geddel Vieira Lima, declarou que agora vai lutar para que a aliança de sustentação do governador Jaques Wagner vença as eleições em Salvador. O petista não declinou qual a posição que o partido vai tomar, se de apoio à reeleição do prefeito João Henrique (PMDB) ou se vai lançar candidato próprio. “O que nós temos é que ter responsabilidade para consolidar o processo democrático e trabalhar pela aliança que elegeu Wagner e o presidente Lula”, advertiu. “Sou o presidente estadual do PT, mas não decido sozinho”, alertou. Contudo, o novo comandante petista admitiu que o partido tem nomes para disputar as eleições municipais, citando os deputados federais Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro, o estadual J. Carlos e o secretário estadual Luiz Alberto dos Santos. “O desenho que acho melhor é nós disputarmos a eleição com duas candidaturas, uma do campo de esquerda e outra de centro”, admitiu. “Salvador será um guardião forte para a reeleição do governo federal e da Bahia”, disse Jonas Paulo, otimista. O novo presidente do PT esteve acompanhado na coletiva que concedeu à tarde, no Jardim Baiano, pela vereadora Vânia Galvão, confirmada pela Coordenação do PED para comandar o diretório de Salvador, da deputada estadual Fátima Nunes, do ex-candidato Peri Falcon e do ex-deputado Emiliano José. Vânia Galvão disse que “o PED serviu para oxigenar o partido” e que agora o PT vai dialogar com os outros partidos para discutir a Frente de Esquerda. Com um discurso pacificador, o ex-presidente do PT, Marcelino Galo, derrotado no segundo turno do PED por Jonas Paulo, declarou em entrevista coletiva na sede do partido ontem pela manhã que não existe nenhum rancor e que o partido vai partir unido para discutir sobre a sucessão municipal. Ele fez um balanço da sua administração, revelando as dificuldades que enfrentou. “O sentimento que tenho é de pleno dever cumprido. Assumimos o partido no auge da sua maior crise (referindo-se ao mensalão) e conseguimos resgatar a sua imagem”, declarou. “Quando assumimos, o partido devia quase R$ 1 milhão e estamos entregando com uma dívida de R$ 70 mil. E foi durante a nossa gestão que, pela primeira vez, o PT elegeu um governador”, lembrou. O petista disse que agora o partido vai se preparar para as eleições de 2008, “que será o primeiro turno de 2010”. Membro do diretório nacional, ele admitiu que o PT vai continuar o debate interno sobre as eleições municipais. “Vamos continuar trabalhando para o PT ter um candidato em Salvador”, admitiu. Galo voltou a defender o fim da aliança com o prefeito João Henrique “por considerar uma gestão impopular”, sem considerar que o partido participa do governo com quatro secretarias. Ainda sobre esta aliança, o petista jogou mais areia no ventilador. “A aliança que nós fizemos com o PMDB teve o seu prazo de validade. Salvador é uma outra questão. O PT é um projeto que é nacional e não pode se transformar numa força auxiliar de outro”, concluiu. (Por Evandro Matos)

Justiça promove campanha sobre mesário voluntário

Com o objetivo de estimular a participação cívica e qualificação dos mesários, o Tribunal Regional Eleitoral baiano lançou ontem, para diretores e reitores das Universidades e Instituições de ensino superior, a Campanha Mesário Voluntário. A intenção é estabelecer parcerias para que estudantes participem da Campanha, de forma a atrair um perfil de mesários capacitados a lidar com a tecnologia das urnas eletrônicas, com a expectativa de contribuir para a celeridade do processo e redução de abstenção. Durante o evento de ontem, reitores e diretores das instituições de ensino superior, discutiram formas de garantir benefícios aos que participarem. Aderiram à campanha, a Universidade Salvador (Unifacs), Faculdades Integradas Olga Metting, Faculdades Delta, Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia (Unicenid), Faculdades Montessoriano, além da Rui Barbosa. De acordo com a coordenadora do projeto, Ana Amoedo, os termos de adesão garantem “reconhecer as horas trabalhadas na mesa receptora de votos como atividade extra curricular ou complementar”. O problema é que com a implantação da urna eletrônica, os mesários tornaram-se usuários de um computador, equipamento que exige desenvoltura, capacidade de iniciativa e cuidados dos seus operadores. Mas apesar de orientados, muitos não demonstram habilidade e segurança para lidar com eventuais ocorrências durante o dia da eleição, o que interfere na celeridade do processo de totalização dos votos. A Campanha já representa uma realidade, com o resultado animador em experiência na última eleição, em Vitória da Conquista, quando cerca de 10% dos mesários se inscreveram voluntariamente. A aposta é conquistar mesários voluntários oriundos do serviço público, universitários e secundaristas. O TRE convoca cerca de 220 mil mesários em todo o Estado a cada eleição, destes, 40 mil só em Salvador. Para quem desejar participar espontaneamente, a Justiça Eleitoral garante a oferta de auxílio alimentação diário no valor de R$12,00 e dois dias de folga para cada dia de trabalho durante processo eleitoral. As fichas de inscrição para Mesário Voluntário já estão disponíveis nos cartórios eleitorais onde o candidato está inscrito ou através do site www.tre-ba.gov.br. (Por Livia Veiga)

Burocracia impede Olívia de assumir liderança da oposição

E continua o impasse na Câmara Municipal de Salvador sobre a liderança da bancada de oposição. De um lado o atual líder da minoria, vereador Paulo Magalhães Júnior, (DEM), que substituiu, com acordo feito pela bancada, no dia 1ª de Janeiro, o vereador Téo Senna (PTC). Do outro, doze vereadores da bancada de oposição independente, formada pelos partidos PSDB, PCdoB, PSB e PPS, que aguardam há uma semana a homologação compulsória e a publicação no Diário Oficial do Município da mudança na liderança do Bloco, decidida em reunião realizada no dia 05 de março. A bancada entregou um ofício à presidência da Câmara Municipal do Salvador no dia 11, comunicando a escolha do nome da vereadora Olívia Santana (PCdoB) como líder da oposição. O presidente da Casa, Valdenor Cardoso (PTC), afirmou que pretende dividir a decisão com a Mesa Diretora da Câmara. A bancada independente questionou a decisão de Cardoso afirmando que feriria o Regimento Interno, que determina que “as representações partidárias dos partidos de oposição poderão escolher, por maioria entre os seus membros, o líder das oposições, atribuindo-lhe as prerrogativas conferidas aos demais líderes”. “A conjuntura política mudou e a bancada não se sente mais representada por esses líderes. Os ideais deles não correspondem aos interesses da maioria dos vereadores que compõem o bloco”, justificou Olívia Santana. (Por Carolina Parada)

PMDB lança curso de formação política

A Fundação Ulysses Guimarães, FUG, entidade criada pelo PMDB para o debate e a formação do pensamento político, lançou em Feira de Santana, o Curso de Formação Política pelo método de Educação a Distância (EAD) para a Bahia. O encontro reuniu cerca de 100 representantes de diversas regiões do estado. Através do Curso de Formação Política, os filiados ao partido poderão atualizar os conhecimentos ou se capacitar para a atividade política, afinando-se com a linha política pregada pelo PMDB. O ato de lançamento contou com a participação de inúmeras lideranças do partido no interior do Estado, dentre elas Alexsandro Freitas, representante do município de Ibirataia, Alessandro Abreu de Euclides da Cunha e Nestor Neto, representantes do PMDB Jovem da mesma cidade.
Fonte: Tribuna da Bahia

A China que se cuide

Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Vale o preâmbulo de que toda nação tem direito à autodeterminação. Quando submetida ou subjugada por outra, caracteriza-se violência inadmissível, a menos que seu povo careça de condições econômicas, políticas e culturais de governar-se sozinho.
O Tibet, tradicionalmente, forma uma nação e vem sendo dominado pela China há décadas ou, se quiserem, há séculos. Têm os tibetanos o direito indiscutível de independência. Só que surge um problema: por que, de repente, eclode não apenas no Tibet, mas no mundo inteiro, intensa campanha de resistência e até de rebelião contra o governo de Pequim?
Certas coisas não acontecem de graça. A China incomoda meio mundo ou mais. Aliás, já incomodava desde 1949, quando Mao Tse-Tung tomou o poder e estabeleceu o comunismo à moda chinesa, mais duro e inflexível do que outros espalhados pelo planeta.
Mesmo agora admitindo uma espécie de capitalismo singular, ou por causa disso, a China entrou feito faca na manteiga na economia ocidental. Através de suas multinacionais, as grandes potências financeiras aceitaram, até porque tiraram e tiram proveito das mudanças promovidas por Deng Xiao Ping.
Afinal, a mão-de-obra que utilizam em território chinês é infinitamente pior remunerada do que em seus países de origem. Ganham rios de dinheiro, as multinacionais e a China, mas o crescimento econômico e político de nossos antípodas, importa repetir, incomoda e significa um perigo dos diabos para o capitalismo mundial, nas próximas décadas.
Assim... Assim, interessa aos incomodados criar dificuldades e reduzir ao máximo a influência chinesa no mundo. Que melhor oportunidade haveria do que desacreditar a China e seu regime do que quando mais um passo significativo está prestes a ser dado para ampliar sua presença em todos os continentes? Qual? Ora, as Olimpíadas.
Explica-se, por aí, a crise no Tibet. De repente, os vassalos do Dalai-Lama vão para as ruas em suas principais cidades, protestando contra a dominação chinesa. Mais estranho ainda, em todas as capitais da Europa e adjacências multidões invadem as embaixadas da China, queimam suas bandeiras e, como por milagre, acenam com milhares de bandeiras do Tibet, costuradas e distribuídas sabe-se lá por quem.
Corrigindo, sabe-se muito bem: pelos artífices da política de dominação elaborada nas sombras, nos becos inidentificáveis e nos gabinetes secretos e refrigerados dos donos do poder mundial. Os mesmos que fomentam rebeliões onde quer que surjam obstáculos à sua prevalência universal. No caso, não apenas rebeliões armadas, mas movimentos culturais, religiosos, familiares, sociais e congêneres.
Agiram com sucesso para derrubar o Muro de Berlim e levar a União Soviética à extinção. Não que aquela nação deixasse de dar motivos para ser relegada ao lixo da História, mas até o Papa João Paulo II integrou-se na conspiração. Tinham feito o mesmo no Chile, na Guatemala, até no Brasil, só para ficarmos nos tempos modernos.
Parece óbvio que não podem virar a China de cabeça para baixo, mas terão sucesso parcial se puderem criar empecilhos ao seu crescimento e à sua influência, fomentando insurreições como a que acontece no Tibet, tudo com o objetivo de travar e até desmoralizar a nova superpotência. Em especial, repete-se, às vésperas da Olimpíada que fará o mundo curvar-se à eficiência e à determinação dos chineses.
Em suma, tem azeitona nessa empada, com a evidente colaboração da mídia internacional. Erra quem supuser apenas uma operação rocambolesca da CIA, porque essa trama envolve muito mais agências, empresas, governos, recursos e quadrilhas. Os instrumentos de conflito são outros, neste início do novo século. Nada de bombas atômicas e batalhas de tanques. Minar os adversários por dentro pode ser mais complicado, ainda que mais eficiente. A China que se cuide.
Jogo de cena
No Congresso, não se encontra um só parlamentar que concorde, retoricamente, com a violência do governo em governar com medidas provisórias. Até o PT se insurge, ainda que apenas no gogó. Todo mundo critica a edição de éditos que não são nem de urgência nem de relevância, como manda a Constituição. Protestam deputados e senadores contra o trancamento das pautas enquanto as medidas provisórias não são votadas. Querem mudar as regras do jogo, ironicamente alternando-se no apoio ou na condenação dessa singular forma de submissão do Poder Legislativo.
O diabo é que nada fazem, quando poderiam fazer. Dormem nas gavetas do Congresso mil e um projetos alterando a sistemática das medidas provisórias. Na hora de dar seguimento às mudanças, encolhe-se a maioria e até segmentos das minorias fazem ouvidos moucos aos próprios reclamos.
O palácio do Planalto dispõe de instrumentos para conter qualquer movimento contrário aos seus interesses. Nomeações, favores, benesses - tudo funciona de acordo com seus objetivos. Se o presidente Lula exige que as coisas continuem como sempre, não há quem ouse enfrentá-lo. Continuará soltando seus ucasses.
Dominação inconcebível
Denunciou a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que embarcações empenhadas na navegação de cabotagem pagam PIS e Cofins para transportar mercadorias brasileiras de portos brasileiros para portos brasileiros. Apesar de no governo Fernando Henrique ter sido alterada a Constituição, permitindo-se o ingresso de estrangeiros nessa que precisaria ser uma atividade puramente nacional, a navegação de cabotagem representa um dos esteios da soberania do País.
Pois a brava senadora, aliás, de um estado sem litoral, descobriu estarem livres do pagamento do PIS e do Cofins os navios que levarem produtos nacionais para fora, bem como trouxerem de fora produtos estrangeiros. Quer dizer, beneficiamos as multinacionais com isenção fiscal, mas taxamos as empresas nacionais. A atividade que deveria favorecer-nos é punida, mas aquela que concorre contra nós é beneficiada. Trata-se de mais um crime de lesa-pátria dos tempos do sociólogo que permanece sendo praticado no período do torneiro-mecânico.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Lula deixa claro que não abre mão de MPs

Presidente setencia: governar sem edição de medidas provisórias é "humanamente impossível"

CAMPO GRANDE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Campo Grande, onde deu início a obras de urbanização e saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que não se sente sob ameaça do Congresso. Lula foi categórico ao avisar que não pretende abrir mão da edição de medidas provisórias (MPs) - mecanismo que parlamentares contestam.

Qualquer deputado e qualquer senador sabe que é humanamente impossível você governar se não tiver medida provisória. Porque o tempo e a agilidade com que as coisas precisam acontecer, muitas vezes, são mais rápidos do que o tempo das discussões democráticas que são necessárias acontecerem no Congresso".
O presidente reagiu à mobilização de parlamentares de oposição, que articulam trancamento da pauta de votações por causa do excesso de MPs. "Primeiro, não tem ameaça. Eu acho que o Congresso tem de trabalhar de uma forma que se sinta bem. A medida provisória, quando foi instituída, na Constituinte de 88, ela veio porque todos nós estávamos cansados de decreto-lei".
CPMF
Lula aproveitou para ironizar opositores e exumou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que o Senado sepultou em dezembro, ao garantir que vai superar a falta do imposto do cheque. "Se Deus quiser, a economia vai continuar crescendo este ano", disse ao povo da Vila Popular, nos arredores de Campo Grande, que foi aplaudir o presidente e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), a quem alguns aclamaram como a sucessora de Lula na Presidência.
"Vocês sabem que no final do ano teve um grupo de pessoas lá no Senado que teve uma imaginação, eu diria, extraordinária", ele prosseguiu. "Resolveram tirar a CPMF do governo. Isso significou menos R$ 120 bilhões para o governo até 2010, dos quais R$ 40 bilhões eram para a saúde".
Sorte
O presidente contou à sua platéia e à sua maneira como os senadores rivais teriam tramado. "As pessoas diziam assim: 'Nós não vamos deixar passar porque imagina se esse Lula tiver R$ 120 bilhões até 2010. Ele vai querer eleger o seu sucessor. Nós temos que derrotá-lo'".
E Lula continuou: "Mas, como eu tenho sorte, eu vou arrecadar os R$ 40 bilhões que eles me tiraram, vou fazer todos os programas que queria fazer na área da saúde e eles vão ficar com muito mais raiva ainda porque as coisas vão acontecer da mesma forma".
O PAC em Mato Grosso do Sul envolve investimentos de R$ 5 bilhões. O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), presenteou Lula com um rádio de pilhas que afirma ter comprado no camelódromo da cidade que administra. "É para ouvir os jogos do Corinthians na segunda divisão porque a TV nem sempre mostra", disse ao presidente corintiano.
Lula garantiu isenção político-partidária do PAC e divulgou que R$ 12 bilhões estão sendo destinados a dois de seus rivais diretos, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas), ambos do PSDB. "Não pensem que são só meus amigos do PT e do PMDB".
E continuou: "O Serra lá em São Paulo, que é nosso adversário, não ele, o partido dele, está recebendo R$ 8 bilhões do PAC. O Aécio Neves, que é do PSDB, está recebendo R$ 4 bilhões. O prefeito Cesar Maia, do Rio, que é do PFL - ainda não aprendi a falar demo, para mim continua sendo PFL - está recebendo muitos bilhões".
Dilma Rousseff exaltou o PAC como "a porta de saída do Bolsa-Família porque garante emprego e renda". Segundo ela, o programa é "uma vacina contra as crises externas".
Fonte: Tribuna da Imprensa

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