quarta-feira, junho 28, 2006

Brasileiro ganha na Espanha status de mulher

LOGROÑO (Espanha) - Um tribunal espanhol autorizou ontem a mudança de sexo e de nome de um brasileiro de 30 anos, que será considerado mulher em todos os registros oficiais sem que tenha se submetido a uma intervenção cirúrgica para sua total transformação sexual. O jovem, que nasceu em Belém do Pará, vive na província espanhola de La Rioja há anos e está em processo de aquisição da nacionalidade espanhola.
A decisão judicial lembra que "a mudança de sexo de um estrangeiro não está especificamente regulada em nenhuma norma jurídica do direito espanhol", mas, apesar desta "lacuna legal", admitiu-se essa "competência judicial internacional" por parte dos tribunais espanhóis.
Embora a litigante tenha nascido com sexo masculino e tenha sido educada como homem, sempre se considerou uma mulher, e assim compreenderam seus pais e parentes. Já aos 11 anos, manifestou seu desejo de ser mulher, e desde a puberdade aumentou sua feminilidade através de um tratamento hormonal e cirurgias plásticas, o que provocou uma mudança física gradual.
O/a litigante "descartou a cirurgia de mudança de sexo, já que pensa que ser mulher é algo que se identifica com suas próprias convicções e comportamento", segundo a sentença. A decisão acrescenta que "sua trajetória formativa e profissional foi ligada claramente à sua faceta feminina", pois trabalha no ramo da estética, depois de ter feito cursos de turismo e marketing.
Hoje, tem um relacionamento estável e, entre amigos e colegas de trabalho, é conhecida por seu nome feminino, já que seu aspecto externo é o de uma mulher, e "se sente presa em um sexo que não é o seu", como justificou em sua reivindicação. Além disso, considerou que a mudança de sexo que solicitava "não tem qualquer fim ilícito nem implica em prejuízo a terceiros".
Fonte: Tribuna da Imprensa

sábado, junho 24, 2006

Sete Lagoas (MG): Prefeito é cassado duas vezes

O ex-prefeito Ronaldo Canabrava entrou para a história política de Sete Lagoas. Não por suas obras ou projetos, mas por ter sido cassado pela Câmara Municipal duas vezes, em menos de quatro meses. Eleito pelo PMDB em 2000 e reeleito em 2004, Canabrava, que agora está sem partido, foi julgado e condenado na manhã de ontem. Mesmo sem efeitos práticos, a segunda condenação pode piorar a situação do ex-prefeito na Justiça. A sessão de julgamento durou quatro horas e meia. No fim, foram 10 votos a favor da condenação, contra três abstenções.
O ex-prefeito é acusado de desviar combustível da frota municipal para abastecer automóveis particulares. Segundo investigações do Ministério Público, Canabrava usava carros sucateados para legitimar os abastecimentos ilícitos em veículos particulares. Foram usadas placas e registros de cerca de 20 veículos e máquinas sucateados da prefeitura no esquema. O MP descobriu que, pelo menos três vezes por semana, uma caminhonete D-20, de propriedade do ex-prefeito, levava aos postos conveniados com a prefeitura três tambores de 200 litros para serem enchidos.
Assim como na sessão que culminou com sua cassação, Canabrava não compareceu ao plenário da Câmara ontem. Ele foi representado pelo advogado José Antônio Figueiredo Júnior, que usou pouco mais de um minuto, das duas horas previstas, para a defesa. No seu entender, não se pode cassar alguém que já está cassado. Ele garante que cabem recursos na Justiça contra a decisão da Câmara.
Fonte: Estado de Minas

A censura está de volta, discreta

Por Carlos Brickmann em 20/6/2006


O PFL não pode, em seu site ou fora dele, usar a expressão "Lula e os 40 ladrões" (a expressão, aliás, é pouco eufônica; muito melhor seria "Lula-lá e os 40 ladrões"). O jornal Correio do Estado, de Campo Grande (MS), não pode publicar nada sobre investigações que envolvam o ex-prefeito (e candidato a governador) André Puccinelli. O colunista Ucho Haddad (www.ucho.info) não pode citar o nome do banqueiro Daniel Dantas. E tudo, note-se, por ordem judicial.
Tudo o que este colunista sabe de Direito é o endereço da Faculdade do Largo de São Francisco. Mas certas coisas são esquisitas: se a Constituição proíbe a censura, como é que as pessoas e órgãos acima citados sofrem proibições? Deve haver algum dispositivo legal que permita esse tipo de decisão, ou a Justiça não a tomaria; mas, se isso não se chama censura, qual o nome que terá?
Imprensa, às vezes, é fogo: toma assinatura com alguém e o persegue até o final dos tempos. Mas o remédio mais democrático para isso é a lei, não a proibição prévia; é o processo judicial, que pune os excessos. Imagine que um personagem, protegido de citação, faça alguma coisa memorável – invada, por exemplo, um campo de futebol, com nariz postiço e cuecas impressas com o rosto do Cafu. Quem estiver proibido de citá-lo não poderá dar nem essa notícia?
Na ditadura, o Jornal da Tarde, de São Paulo, era censurado pelo agente Leonardo. Temeroso de alguma brincadeira desmoralizante, vetou a publicação do nome Leonardo. Até o gênio renascentista (fizemos o teste) virou só "da Vinci". Não há uma perturbadora semelhança entre o que ocorreu e o que está ocorrendo?

Fonte: Observatório da Imprensa

sexta-feira, junho 23, 2006

Exército pode conter protesto de policiais no DF

Por: Tribuna da Imprensa

Policiais armados fazem carreata em frente ao Planalto e xingam o presidente Lula
BRASÍLIA - Se os policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal tentarem repetir a manifestação por aumento de salários na frente do Planalto, como fizeram na noite de quarta-feira, amanhã, como prometeram, desta vez, encontrarão resistência do Exército, que promove a segurança externa do palácio.
A cena protagonizada por cerca de três mil policiais do DF, quase todos armados, que estacionaram viaturas oficiais e carros com sirenes ligadas, desceram delas, paralisando as duas mãos da via em frente ao Planalto, durante meia hora, assustou assessores palacianos e foi considerada uma afronta. Os policiais chegaram a fechar a rua que dá acesso à sede do governo federal, sempre usada para chegada e saída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A segurança do Planalto tinha sido informada da carreata de protesto há alguns dias. Só não imaginava que ele fosse ter cenas inusitadas, como o estacionamento de viaturas do poder público na via em frente ao palácio, com interrupção do trânsito. Imaginava ser uma manifestação como tantas outras que acontecem ali diariamente. Só que o protesto, batizado no palácio como "sirenaço", dado o enorme barulho que provocaram com as sirenes dos carros e motos ligadas, ultrapassou os limites, na avaliação de auxiliares do presidente.
Portanto, não só o Regimento de Cavalaria de Guardas do Exército, como a Polícia do Exército ficarão alertas para a próxima manifestação da categoria, que reivindica aumentos que variam de 18% a 30%.
Presidente é xingado - Muitos dos veículos usados na carreta eram viaturas da polícia. Exaltados, os manifestantes, em coro, chegaram a xingar o presidente Lula de "filho da puta". Junto com o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente Lula viu a manifestação de seu gabinete, no terceiro andar do Palácio do Planalto.
A persiana de seu gabinete ficou aberta durante todo o período que durou a carreata. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, também assistiu à carreata ao lado de assessores de uma janela do quarto andar do Planalto.
Depois de meia hora de buzinaço em frente ao Palácio do Planalto, os policiais foram embora. Ficaram em vigília cerca de 50 servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com velas na mão. Assim como os policiais, os servidores do Incra também reivindicam aumento salarial.
"Esse aumento era para ter sido pago em janeiro. A medida provisória deveria ter sido assinada no dia 17 de fevereiro", reclamou Wellington Luiz Antunes, diretor do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal.
Segundo ele, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, havia dito, em encontro com a categoria, que o presidente Lula iria assinar a medida provisória com o aumento entre os dias 15 e 20 de junho. "Mas não saiu nada até agora. E o presidente precisa assinar essa medida provisória até o dia 30 de junho", afirmou Wellington.
A Polícia Civil tem cerca de seis mil homens no Distrito Federal. A Polícia Militar conta com um contingente de 20 mil policiais. O Corpo de Bombeiros tem cerca de quatro mil homens.

Paciência foi decisiva na volta por cima

Por: Tribuna da Imprensa

Pesado, fora de forma, sem ritmo de jogo? Ronaldo não se preocupa mais com os questionamentos. O atacante desencantou na Copa ao marcar dois gols contra o Japão e se igualou ao alemão Gerd Müller como maior artilheiro dos Mundiais, com 14 gols. De quebra, ainda foi eleito pela Fifa o melhor da partida em Dortmund. "Soube sair de um momento difícil, marquei dois gols num jogo importante, que vai me dar muita confiança", comemorou.
A volta por cima foi fruto, segundo o atacante, da tranqüilidade com que enfrentou as críticas sobre seu desempenho nos dois primeiros jogos. "Paciência é a palavra-chave na minha vida. Tive paciência nos momentos difíceis e maravilhosos. Não tem que ter euforia quando as coisas dão certo ou desespero quando dá errado", analisou, sorridente, já no vestiário do Westfalenstadion. Vale lembrar que, depois das partidas contra Croácia e Austrália, o jogador negou-se a dar entrevistas e saiu praticamente escondido dos estádios.
Além da confiança, Ronaldo sabe que a seleção brasileira pegou embalo no Mundial. E o atacante acredita que ele e o próprio time ainda tem muito a mostrar. "Ainda tenho muita coisa para melhorar. Espero voltar a fazer gols e ajudar o Brasil a passar de fase. O trabalho está sendo bem realizado e O time está mostrando que tem toda condição de ser campeão."
Amuleto
Ronaldo também contou que teve um estímulo a mais no jogo contra o Japão: a presença do filho Ronald, que assistiu à partida nas arquibancadas do Westfalenstadion. "Meu filho veio ver o jogo, é o primeiro que ele vê. Quero dedicar os gols a ele."

Pacote beneficiará 1,78 milhão de servidores

Por: Tribuna da Imprensa

BRASÍLIA - O pacote de bondades preparado pelo presidente Lula para as vésperas das eleições beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores civis e militares do Executivo federal com um aumento médio de 12,5%, mais do que o dobro da inflação prevista para 2006. Esse incremento generalizado de salários, proibido pela lei eleitoral nos seis meses anteriores às eleições, foi disfarçado por uma série de medidas que alteram a estrutura de remuneração dos funcionários públicos e custará R$ 7,7 bilhões ao governo que tomar posse em 2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento, igual para todos, o Palácio do Planalto decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns casos, mexer no salário básico. Todo o ajuste foi feito de modo a garantir que nenhum servidor termine a administração petista sem receber, no mínimo, a inflação acumulada no período de quatro anos - estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores, garantindo reajustes superiores à inflação, estão ficando de fora da atual rodada de concessões. É o caso, por exemplo, dos servidores do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram beneficiados no ano passado com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas agora, além da MP 295, lançada no dia 29 de maio, em favor de 170 mil servidores do Banco Central, do Magistério e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Entre os servidores que estão sendo beneficiados, os aumentos são muito diferentes, mesmo dentro de uma mesma categoria. No magistério superior, por exemplo, os professores que possuem título de doutor terão aumento de até 20% - cinco vezes a inflação projetada para o ano. Já os que não possuem especialização (como aposentados) ou estão em início de carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, o custo total dos ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Isso porque, na maioria dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou agosto. Em outros casos, o custo pleno das concessões vai levar seis anos para se sentir integralmente, como no caso da incorporação de um passivo de 47% ao salários dos 221 trabalhadores da carreira da seguridade social, que reúne os servidores da Previdência e do Ministério do Trabalho.
Do lote de cinco MPs, apenas uma já está pronta e deveria ter sido publicada ontem no "Diário Oficial", se não fosse a decisão do presidente do TSE, Marco Aurélio Melo, que fez o Planalto suspender provisoriamente o anúncio para traçar uma estratégica jurídica.
Na prática, o presidente Lula está gastando em 2006 a gordura que acumulou nos primeiros anos de mandato. Em 2003, por exemplo, os servidores do Executivo receberam apenas um abono R$ 59,87. Em 2004, o reajuste foi de 1%. Só em 2005 é que começaram a ocorrer reajustes mais expressivos, repondo a inflação perdida.
Em valores monetários, o presidente Lula conseguiu economizar R$ 14,2 bilhões desde 2003 por não corrigir os salários dos servidores de acordo com a inflação nos três primeiros anos de mandato. Com os gastos de agora, a folha salarial do Executivo deve subir pelo menos 2%, em termos reais, acima do patamar herdado da administração de Fernando Henrique Cardoso.

Nunca compartilhe segredos com os poderosos

Compartilhar informações secretas em política não é uma atitude aconselhada
Compartilhar segredos é um sinal de amizade, de intimidade e de confiança. Certo? Nem sempre, e na política seguramente trata-se de uma atitude desaconselhada. Um assunto não se torna segredo por pouco. Segredo, é muito mais que reserva. Segredo significa ser zeloso em esconder o assunto em manter um selo de proibição de falar sobre o mesmo.
O segredo protege revelações que seriam muito prejudiciais se se tornassem de conhecimento de outNunca compartilhe segredos com os poderosos (pág. 2)
Se o segredo nunca vier a público, você está protegido. Se ele acabar vindo a público ( por outra via que não você mesmo) então torna-se um problema objetivo, de conhecimento público, que você terá que enfrentar, e, como tornou-se publicamente conhecido,você poderá apoiar-se em amigos para consolo e conselho.
Nem você deve "abrir" seus segredos, nem deve sentir-se honrado e valorizado por tornar-se confidente de outrém, mormente se for um poderoso, um superior na hierarquia da política ou do governo.
"Ouvir os segredos de um príncipe não é um privilégio, e sim uma carga. Muitos poderosos costumam quebrar o espelho que os lembra sua feiura. Eles, passam a não suportar aqueles que viram aquela imagem. Você não será bem visto, se viu alguma coisa desfavorável. E, sobretudo, não é bom ter alguém lhe devendo tanto, principalmente se é uma pessoa poderosa. Quem conta seus segredos para outro, faz de si mesmo um escravo do seu confidente, e esta é uma situação que nenhum líder ou governante pode suportar. Para recuperar a liberdade perdida ele atropelará qualquer coisa, até mesmo a razão." (Baltasar Gracián - O Oráculo - No. 237)
Em hipótese alguma o assessor pode abrir seus segredos para um poderoso. É melhor eles ficarem bem guardados
A pessoa poderosa que, num momento de fraqueza, revelou seu segredo a um subordinado de sua grande confiança, entregou muito mais de si mesmo do que a pessoa comum ao compartilhar uma revelação de ordem estritamente pessoal.
Líderes, ocupam esta posição porque são diferentes dos que lideram. De um líder espera-se exemplos. Exemplo de firmeza, capacidade de agüentar os golpes da luta política, serenidade nos momentos em que todos se perturbam, lucidez diante da confusão, e força moral para enfrentar o isolamento que o poder lhe impõe.
Confidenciar segredos para aliviar a pressão diminui o líder, põe em questão suas qualificações. O confidente que, no momento de fraqueza do líder, ouviu os seus segredos, é uma "vítima anunciada". Ele é o testemunho vivo da fraqueza do líder, da sua fragilidade, e ainda é possuidor de um conhecimento que pode prejudicá-lo.
Passado o momento de fraqueza, recuperado o equilíbrio, restaurada a normalidade, haverá uma pessoa e somente uma, perante qual o líder sentir-se-á desnudo, exposto no que tem de mais constrangedor, humilhante ou politicamente desfavorável. Perante esta pessoa que, no momento de fraqueza, foi tão próxima, ele agora sente-se inconfortável, desconfiado e quer manter distância. Perante ela, sente-se refém.
Não caia pois na ingênua convicção de que você ganha em importância, amizade e poder, por ser confidente de seu chefe. Muito ao contrário. Você ganha um estigma que seguramente vai afastá-los. Gracián resume esta advertência de forma lapidar: "Segredos? Nem conte, nem ouça."
Francisco Ferraros. (Política para políticos)
Ter reserva significa ser discreto quando falar sobre ele. O segredo protege revelações que seriam muito prejudiciais se se tornassem de conhecimento de outros. Prejudiciais por várias razões: por causar vergonha, por expor fraquezas, por oferecer material para uso dos inimigos e adversários, por revelar uma estratégia, por criar constrangimentos, por exigir explicações defensivas, etc Por isso, como diria Lupicínio Rodrigues: O peixe é pro fundo da rede, segredo é pra quatro paredes...
Assim, se o segredo se refere a revelações constrangedoras, que causam vergonha, ou que são prejudiciais por outras razões, em condições normais, uma pessoa jamais revelaria a outro seu segredo. Ocorre que, exatamente por possuir estas características, o segredo isola o indivíduo, deixa-o solitário, inseguro e ansioso. Desta condição psicológica é que brota a tentação de compartilhá-lo com alguém de confiança.
A quem o carrega, compartilhar o segredo parece uma forma de aliviar o seu peso, conquistar uma solidariedade, encontrar um amparo. Mais ainda: se o segredo trata de assunto que está a exigir uma decisão pessoal, compartilhá-lo é uma forma de buscar um conselho, discutir alternativas, encaminhar a melhor solução.
Compartilhar o segredo com outra pessoa, entretanto, implica cruzar uma linha protegida pelo pudor e pela prudência. Significa por-se nas mãos de outra pessoa, equivale a "pagar" o alívio/conselho com a moeda da fragilização pessoal. Como diz Baltasar Gracián: "A pessoa que conta seu segredo para outro, faz de si mesmo um escravo do seu confidente."
Se estas observações são válidas para situações pessoais, sociais e familiares, o são muito mais para as relações políticas. A questão crucial é que somente se compartilha um segredo, em momento de muita fraqueza, angústia, e insegurança. É neste ponto que se encontra a armadilha que o confidente arma contra si mesmo sem perceber.
O momento de fraqueza passa, a necessidade de alívio diminui, e o arrependimento pelo ato praticado, aparece com toda a sua força. Os temores e a insegurança então, não se referem mais ao conteúdo do segredo (como era antes) mas, sobre o comportamento do confidente escolhido: ele será fiel à confiança que nele foi depositada?
Se no futuro a amizade se romper, ou enfraquecer, ele manterá o segredo em reserva? Se ele tornar-se inimigo, usará o segredo contra você? Se ele contar para a mulher, ela levará adiante?
Em outras palavras, a constelação de sentimentos que o dominava no momento em que decidiu compartilhar o segredo, é totalmente diferente, e até oposta, àquela que o domina, no momento em que sua insegurança, angústia e ansiedade diminuiram. Compartilhar segredos desta natureza na vida política nunca é recomendável. Aliás, nem é nem prudente nem sábio agir assim.

A vaca era a outra...

Por: Marcos Coutinho Loures

sobre os perigos de uma cantada mal feita
Quando Margaret ficou viúva, todos garantiram que, fogosa do jeito que ela era, em menos de seis meses ela estaria casada de novo. Para dizer a verdade, candidatos não faltavam e, um deles, era o Virgilio que nutria pela mulher uma paixão secreta... Um dia, com a desculpa de querer melhorar a raça dos animais de sua propriedade, Virgilio pediu autorização à viúva para cruzar o belo touro que ela havia herdado com uma vaquinha que ele havia comprado em um leilão. Margaret não se opôs e até ajudou na “cerimônia” de casamento que, a bem da verdade, foi despertando o desejo de Virgilio, como aconteceu num dos mais comentados romances de todos os tempos, “A Carne” que, nos dias atuais, seria uma obra infanto-juvenil... Com o desejo à flor da pele, Virgilio perdeu o controle e foi dando uma “indireta” para a dona do touro de raça: -Esse touro é que é feliz, não acha Margaret? - E muito! Desde que meu marido morreu não faço mais essas coisas... -Que pena! Mas não vou te enganar: estou com uma vontade louca de fazer isso que o seu touro está fazendo –completou Virgilio. Ao notar a malícia estampada nos olhos do interlocutor, Margaret que era uma mulher séria, arrematou na conversa: -Mas não tem problema não compadre! Afinal de contas, a vaca é sua... E, pedindo licença, entrou em casa e foi, calmamente fazer o almoço, depois de fechar a porta do quintal...
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Histórias do meu sertão - guinorréia

Por: Marcos Coutinho Loures

histórias de Alcebíades, o ingênuo
Histórias do meu sertão Alcebíades, o Bide, a figura miais conhecida do povoado, considerava-se um felizardo! Além de ter-se casado com a mulher mais bonita das redondezas, tinha a plena liberdade de ir, todos os sábados, para o bar do Zé , onde ficava, por longas horas, discutindo futebol e tomando umas pinguinhas... Acontece que Marilda, sua mulher, cansada de tanto ficar sozinha, acabou arranjando várias companhias, que se revezavam, enquanto seu marido se divertia no bar. Para que Bide não desconfiasse de nada, ela exigia que os parceiros fizessem parte da turma do bar, dos amigos do esposo. O negócio funciona mais ou menos assim: Quando Bide chegava, um dos amigos saía, ia até a casa do esposo traído, encontrava-se com Marilda e voltava, dando vez a outro, num rodízio que só terminava quando todos já estavam de “cara cheia”, altas horas da noite... Mas, naquele sábado, exatamente no dia em que o Brasil iria jogar uma partida decisiva, tudo começou a mudar. Alcebíades chegou e os nove amigos, já com o copo de pinga sobre o balcão, ofereceram a ele a dose inicial e ficaram assustados quando Bide pediu desculpas e falou que, a conselho do farmacêutico não iria mais beber, pois cachaça não combinava com os tais antibióticos que estava tomando. -Mas o que é que você tem? Perguntaram todos. -O farmacêutico disse que é uma tal blenorragia – respondeu o bom homem. “E o pior é que passei a doença para a minha santa mulher”... -Blenorragia? Mas que diabo é isso? – perguntou um mais afoito. Um terceiro, mais entendido explicou: “É a tal da guinorréia”! Um por um, todos se retiraram do bar, metade atrás de Marilda pedindo explicações e a outra metade atrás do farmacêutico. Mal sabiam que o “pai da criança” era o próprio...


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quinta-feira, junho 22, 2006

Sentença inusitada de um juiz, poeta e realista

Esta aconteceu em Minas Gerais (Carmo da Cachoeira). O Juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da Comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado "desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?". O magistrado lavrou então sua sentença em versos.
No dia cinco de outubro Do ano ainda fluente Em Carmo da Cachoeira Terra de boa gente Ocorreu um fato inédito Que me deixou descontente. O jovem Alceu da Costa Conhecido por "Rolinha" Aproveitando a madrugada Resolveu sair da linha Subtraindo de outrem Duas saborosas galinhas. Apanhando um saco plástico Que ali mesmo encontrou O agente muito esperto Escondeu o que furtou Deixando o local do crime Da maneira como entrou. O senhor Gabriel Osório Homem de muito tato Notando que havia sido A vítima do grave ato Procurou a autoridade Para relatar-lhe o fato. Ante a notícia do crime A polícia diligente Tomou as dores de Osório E formou seu contingente Um cabo e dois soldados E quem sabe até um tenente. Assim é que o aparato Da Polícia Militar Atendendo a ordem expressa Do Delegado titular Não pensou em outra coisa Senão em capturar. E depois de algum trabalho O larápio foi encontrado Num bar foi capturado Não esboçou reação Sendo conduzido então À frente do Delegado. Perguntado pelo furto Que havia cometido Respondeu Alceu da Costa Bastante extrovertido Desde quando furto é crime Neste Brasil de bandidos? Ante tão forte argumento Calou-se o delegado Mas por dever do seu cargo O flagrante foi lavrado Recolhendo à cadeia Aquele pobre coitado. E hoje passado um mês De ocorrida a prisão Chega-me às mãos o inquérito Que me parte o coração Solto ou deixo preso Esse mísero ladrão? Soltá-lo é decisão Que a nossa lei refuta Pois todos sabem que a lei É prá pobre, preto e puta... Porisso peço a Deus Que norteie minha conduta. É muito justa a lição Do pai destas Alterosas. Não deve ficar na prisão Quem furtou duas penosas, Se lá também não estão presos Pessoas bem mais charmosas. Afinal não é tão grave Aquilo que Alceu fez Pois nunca foi do governo Nem seqüestrou o Martinez E muito menos do gás Participou alguma vez. Desta forma é que concedo A esse homem da simplória Com base no CPP Liberdade provisória Para que volte para casa E passe a viver na glória. Se virar homem honesto E sair dessa sua trilha Permaneça em Cachoeira Ao lado de sua família Devendo, se ao contrário, Mudar-se para Brasília!!!


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Mais uma CRISE ÉTICA

Por: Alfredo

Contas movimentam R$1 milhão
Em 2004 e 2005, saldos bancários da líder do governo no Senado, Ideli Salvatti, foram cinco vezes maiores que seus rendimentos líquidos. Parlamentar diz que fez empréstimos, mas não detalhou valores nem bancos Ana D`Angelo Da Equipe do Correio Integrante da tropa de choque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) terá que explicar de onde tirou tanto dinheiro que abasteceu suas contas bancárias em 2003, 2004 e 2005. Ainda deputada estadual por Santa Catarina, ela movimentou R$ 218 mil em duas contas correntes. A partir de 2003, quando chegou ao Senado, ao mesmo tempo em que o PT passava a ocupar o Palácio do Planalto, seus saldos bancários começaram a se multiplicar, ainda que seus rendimentos líquidos (descontado o Imposto de Renda) como senadora não tenham passado dos R$ 200 mil no ano, incluindo auxílio-moradia. No primeiro ano do governo petista, a movimentação financeira de Ideli Salvatti mais que dobrou em relação a 2002: passou para R$ 477 mil. Em 2004 e 2005, no mesmo período em que o valerioduto passou a turbinar as contas do partido e de alguns de seus parlamentares, a senadora movimentou cerca de R$ 1 milhão nas contas, praticamente cinco vezes mais que os rendimentos que embolsa. A Receita Federal considera como motivo de suspeita contribuintes assalariados que tenham movimentação duas vezes superior à renda ou mais. Abaixo disso, está dentro do possível, já que a mesma quantia pode transitar por aplicações financeiras ou contas diferentes, pagando CPMF mais de uma vez. Os dados obtidos pela reportagem são da Receita Federal, a partir do recolhimento da CPMF pelos contribuintes. Ontem, em entrevista ao Correio, a senadora não deu detalhes sobre a movimentação alta. Limitou-se a dizer que fez “alguns empréstimos”. “Rendimento é uma coisa, movimentação é outra. Eu fiz empréstimos, eu fiz empréstimos”. Mas não disse de que valores nem em quais bancos. “Não tenho aqui detalhado, porque é coisa de 2004”, justificou Ideli Salvatti, embora ela própria tenha admitido que já sabe do questionamento sobre suas movimentações financeiras desde o ano passado. Em 2004, a senadora movimentou, no total, R$ 1,1 milhão em três bancos — Banco do Estado de Santa Catarina, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A maior parte, R$ 829 mil foi no Banco do Brasil, em cuja conta chegaram a circular R$ 224 mil em setembro daquele ano e R$ 138 mil em outubro. Em 2005, ela movimentou, até setembro, R$ 923 mil, dos quais R$ 753 mil no Banco do Brasil. “Empréstimos” Em vez de explicar como conseguiu movimentar tanto dinheiro sem ter salário correspondente, a senadora preferiu discorrer longamente sobre o procurador da República Celso Três, que investigou seu patrimônio no ano passado. “Não tenho nenhum problema de responder a nada. A única coisa é que não quero ficar servindo a esse tipo de procedimento ilegal do procurador da República. Ele não pode agir assim”, criticou ela. “Há quase um ano e meio, ele (Celso Três) me ameaça sistematicamente com essa discussão a respeito do meu rendimento, da minha movimentação financeira e da minha declaração do Imposto de Renda. Se ele tem dúvida, que me processe para eu responder na Justiça”. O procedimento aberto pelo procurador contra a senadora foi encaminhado este ano à Procuradoria Geral da República, a quem cabe dar continuidade às investigações, por que ela tem foro privilegiado. Conforme informações obtidas pela reportagem, os dados sobre a movimentação financeira da senadora já chegaram às mãos de vários parlamentares e até de um banqueiro famoso. A própria senadora confirma que receberam as informações o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), presidente e relator da CPI dos Correios, respectivamente. Ideli também contou que a CPI dos Bingos teve acesso aos dados. Ao Correio, o procurador assegurou ontem que “os elementos de incompatibilidade entre patrimônio e rendimentos da senadora são sólidos”. Questionado sobre os bens encontrados, não quis dar detalhes: “Não vou declinar os dados porque são pessoais. O que eu tinha para fazer, já fiz”. Celso Três ficou conhecido por desvendar o esquema de remessas ilegais, o famoso Caso Banestado. Bens A senadora passou a ser investigada pelo Ministério Público após ter espalhado por Florianópolis, no ano passado, outdoors com propaganda da duplicação da rodovia 101. Questionada sobre o gasto — de R$ 162 mil, segundo a própria senadora —, sustentou publicamente que pagou com R$ 80 mil que tomou de empréstimo da Caixa e com o dinheiro da venda de dois automóveis — um Gol e um Fiesta. Ideli Salvatti garantiu ter hoje patrimônio abaixo do declarado em 2002 ao Tribunal Regional Eleitoral, de R$ 132 mil — tinha uma casa em conjunto habitacional no valor de R$ 22 mil, outro imóvel no balneário de Açores, de R$ 96 mil, e um automóvel Gol ano 1995. Vendeu a casa da Cohab no final do ano passado, tendo atualmente apenas a casa de praia e um automóvel. Diz que mora de aluguel num apartamento em Coqueiros, bairro nobre da capital catarinense, com a filha e o genro. Eu fiz empréstimos, eu fiz empréstimos. Não tenho aqui detalhado, porque é coisa de 2004 Senadora Ideli Salvatti, sobre movimentação financeira maior que seus rendimentos
Email:: alf

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Recordar é viver - lembranças de José Jorge

Por: Ziraldo, postado por Marcos Loures

comentário de Ziraldo, nos remetendo à competência de José Jorge, enquanto Ministro das Minas e Energia.
Recordar é viver - lembranças de José Jorge Porque eu não vou economizar energia elétrica Porque, diferentemente da corja do Planalto, nunca tive energia de graça. Somente a quadrilha de plantão, que nunca pagou nada de seu próprio bolso, poderia vir agora culpar, ameaçar, aterrorizar e levar a loucura os patos dos consumidores, que sempre pagaram suas contas em dia. Vide a insanidade das pessoas comprando velas, lampiões e quanta bugiganga existe para melhor causar um incêndio. E os bombeiros, vão ter aumento de salário ou de trabalho? Porque eu não vou economizar energia elétrica. Porque enquanto eu abria minha geladeira, controladamente, o Príncipe, durante 6 anos, viajava por este mundo afora, como porca magra, e nem se dignava ouvir o que os entendidos no assunto trombeteavam. E ele mesmo, entre tantas mentiras, disse em 1994: "Em setores como energia e comunicação, estamos próximos do estrangulamento, e o colapso só não ocorreu devido ao menor ritmo de crescimento econômico da última década." Agora tem a cara de pau de dizer que não sabia? Porque não vou economizar energia elétrica. Porque enquanto eu trocava as lâmpadas de minha casa, por lâmpadas muito mais caras e que, nem de longe, iluminam o que prometem, as raposas do Banco Central davam, de graça, ao Cacciolla aquela imensa quantia de dólares que de tanto zero nem cabe nesta página. Eu economizei para que o Cacciola pudesse assistir o Guga jogar na Itália. Alguém foi preso? Porque eu não vou economizar energia elétrica Porque enquanto eu amontoava as roupas para passar de uma só vez, o Príncipe, que nos chamou de caipiras, neobobos e fracassomaníacos, que montou na cabeça de um nordestino, como se ele fosse um jegue, usava o dinheiro, que eu e você economizamos, para comprar votos no corrupto Congresso que temos. Ele, de fato, não poderia saber o que estava acontecendo com as geradoras de energia. Em seis anos tinha coisas mais inteligentes para fazer como: abafar a CPI da corrupção; comprar, com verbas públicas, os 500 ou mais corruptos do Congresso; falar com chineses para pedir que não mandassem os USA, coitadinhos, pros quinto dos infernos; mandar o Exército proteger propriedades privadas; fazer discursos em mais línguas do que falava o boquirroto Collor; elogiar o ex-ditador Fujimori, que fugiu com o rabo entre as pernas e com milhões de dólares, como o maior estadista do mundo; ir a banquetes com ex-ditadores para discutir como ser uma, duas, três, quatro vezes reeleito, sob aparência de democracia. Porque eu não vou economizar energia elétrica Porque enquanto eu desligava minha TV, meu rádio, meu mísero gravador e meu ínfimo computador, o Judiciário fingia não ver a dinheirama que o bandido do Lalau e outros juízes do mesmo naipe, enfiavam, não na obra, mas nas contas lá na distante Suíça. Outros queriam o dinheiro mais perto e colocaram nas Ilhas Caimã. Eu economizei porque não poderia deixar o Lalau sem esses confortos. Por acaso está preso (está mesmo?), e agora vou ter que economizar mais ainda para mantê-lo bem confortável na cadeia. Vou ter que economizar para pagar o salário do ACM, do choroso Arruda e da desonestamente ética Regininha ACM Prodasen. Porque eu não vou economizar energia elétrica Porque enquanto eu me sentia culpado de usar o liquidificador mais de duas vezes no dia, a ABIN, que custa uma enormidade a nossos bolso (olhe a verba para essa agência de arapongagem) não fazia o seu trabalho que era de informar ao Príncipe desinformado sobre a situação da energia, nesta merda de republiqueta, onde, até ontem, os ministros fisiológicos, sem exceção, o Congresso corrupto (quase todo) e o Judiciário troncho, manco e vesgo negavam as ameaças no corte de energia. Presidente, vá ser distraído assim na .... Sorbonne. Porque eu não vou economizar energia elétrica Porque enquanto, como louca e demente, economizava energia, na mixórdia de aparelhos que tenho em casa, os empresários brasileiros, que agora estão com os rabos entre as pernas e olham para os lados e assoviam como se não tivessem nada a ver com o peixe podre, pegavam e ainda pegam dinheiro da SUDAM, e gastavam a gosto, com a conivência de todos os órgãos investigativos (sic). Não existem fiscais, procuradores, delegados, nesta merda de terra? Vocês já perceberam, como os publicitários, que são pagos para nos enganar e nos mentir, fazem as campanhas só culpando as donas de casas e as pessoas pobres? Tiveram a coragem de, com dinheiro público, criar a figura de um pombo nojento, hipócrita, preconceituoso, que só vê desperdícios feitos por donas de casas, empregadas, aposentados, meninos pobres e mocinhas da periferia. Deve ter ganho um monte de prêmio o augusto criador do tal pombo panaca. Não vou economizar energia elétrica, porque como todos os assalariados nessa bosta de Pátria já faço isso, obrigada, a muitos anos. Porque pago por ela todo mês: se não pagasse não a teria. E só da cabeça de gente escrota, podre, bandida, que sempre viveu das tetas do governo, pode sair tal verborragia fecal e culpar a população por tamanho descaso, incompetência, incúria, safadeza e falta total de senso de ridículo. Senhor Presidente, Ministros, Juízes, Deputados, Senadores, Prefeitos, Vereadores - 90% dos quais não merecem um décimo do salário que ganham: safadeza não tem cura e, se tem, pouco dura. Meu amigos, meus inimigos (parafraseando Manuel Bandeira e Carlos Scliar): salvemos o que resta deste país! Vamos começar a dizer NÃO! Ziraldo um brasileiro de saco cheio


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BRASIL BATE BOLA COM O JAPÃO, ENQUANTO ISTO NO HAITI...

Por: Fábio de Oliveira Ribeiro

Copa do Mundo é usada pela imprensa como cortina de fumaça para nossos pecados militares no Haiti.
Hoje o Brasil se veste de verde e amarelo para ver a seleção jogar. Todo mundo espera uma vitória brilhante, até o Parreira que certamente tem razões de sobra para temer o Japão. Afinal, acuados os japas podem apelar para a tradição "kamikasi" e acabar afundando o supertransatlantico canarinho num ataque suicida. Quando der 16:00 horas metade do mundo estará torcendo para o Brasil. A outra metade trabalha, tem mais o que fazer ou não gosta de futebol. A pátria do futebol coloca as chuteiras na cara e nada vê. Não vê que os japoneses terão pelo menos 10 milhões de torcedores bolivianos e 4 ou 5 milhões de negros fazendo vodu contra a seleção brasileira no Haiti. E por falar de Haiti, a mídia silenciou sobre o assunto. Depois que a maior favela do país foi literalmente bombardeada pelas tropas brasileiras no final do ano passado e o incidente, que resultou em centenas de mortes, foi parar na Organização dos Estados Americanos não se fala mais no assunto. O Haiti pode esperar. O futebol é mais importante. A vitória sobre o Japão importa mais do que nossas aventuras imperialistas. O envergonhado Exército Brasileiro agradece o silêncio da mídia, que nem mesmo tem tido a decência de querer saber quanto estamos gastando para que nossos soldados brinquem de matar negros miseráveis no caribe. Fábio de Oliveira Ribeiro
Email:: sithan@ig.com.br URL:: http://www.revistacriacao.cjb.net


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Com "mistão", Brasil encontra bom futebol e vence o Japão

Por: Publicidade

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EDUARDO VIEIRA DA COSTAEditor de Esporte da Folha Online, em DortmundTHIAGO BARROS RIBEIROda Folha Online

O Brasil saiu atrás, mas conseguiu virar o jogo e venceu o Japão por 4 a 1 no último jogo do time de Carlos Alberto Parreira na primeira fase do Mundial-06. Com cinco modificações em relação ao time titular dos jogos contra Croácia e Austrália, a seleção brasileira apresentou um futebol muito superior àquele dos jogos iniciais, destacando-se pela velocidade e qualidade nas trocas de bola entre meio-campo e ataque.O técnico Carlos Alberto Parreira decidiu preservar, contra o Japão, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Zé Roberto e Adriano, substituídos, respectivamente, por Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho e Robinho.Com as alterações, o Brasil começou a partida de hoje com um futebol mais insinuante, que conseguia envolver os adversários com certa facilidade. Assim, foram desperdiçadas várias oportunidades de gol, até que o Japão, num de seus únicos lances de perigo, abriu o marcador, aos 34min, com Tamada.De tanto insistir, o Brasil chegou ao empate já nos acréscimos do primeiro tempo, com Ronaldo, aos 46min. Na segunda etapa, o Brasil voltou ainda melhor e, com 15 minutos de jogo, já havia feito outros dois gols, com Juninho, aos 8min, e Gilberto, aos 14min. Ainda houve tempo para, aos 37min, Ronaldo marcar o quarto tento brasileiro.Com o resultado, a seleção confirmou o primeiro lugar do Grupo F e agora enfrenta Gana nas oitavas-de-final do torneio. Além disso, o placar de hoje manteve os 100% de aproveitamento da seleção brasileira em gramados alemães. Com três vitórias, a equipe se igualou a Alemanha e Portugal, que também já fecharam suas participações na primeira fase da Copa.Essa é a sexta vez que uma seleção brasileira consegue concluir a primeira etapa de um Mundial com três triunfos, algo que já ocorrera em 2002, 1990, 1986, 1982 e 1970.O jogo marcou também um recorde pessoal para o atacante Ronaldo. Com os dois gols de hoje, Ronaldo, com 14 gols, tornou-se o maior artilheiro do país em Copas, superando Pelé (12 gols), e ainda igualou o alemão Gerd Müller como o maior marcador da história dos MundiaisO jogoO Brasil começou com força e, aos 7min, conseguiu criar sua primeira boa jogada. Ronaldinho carregou pela esquerda e tocou para Ronaldo. O atacante dominou e bateu forte, exigindo a primeira defesa de Kawaguchi. Aos 9min, foi a vez de Kaká, em lance individual pela meia esquerda, chutar forte de fora da área, um pouco acima do gol japonês.Com os novos jogadores procurando mostrar um bom trabalho a Parreira, o time brasileiro era mais veloz do que nas duas primeiras partidas. Aos 11min, Robinho avançou pela direita, passou por um adversário e bateu para mais uma defesa de Kawaguchi, no canto esquerdo.Quatro minutos depois, Kaká passou para Robinho, que aplicou um belo drible em Tsuboi e, da entrada da área, bateu de perna esquerda. Novamente, o goleiro japonês mandou para escanteio. Aos 20min, Ronaldo recebeu outro passe de Ronaldinho, tirou um zagueiro do lance e bateu bem no canto esquerdo do gol. Kawaguchi, que se destacava em campo, espalmou. Em seguida, foi Juninho que, de longe, acertou um belo tiro, exigindo que o arqueiro adversário realizasse, com a ponta dos dedos, uma das mais belas defesas do torneio.O Japão chegou pela primeira vez aos 24min, numa jogada pela direita, em que Kaji cruzou para a área. Antes de Dida chegar no lance, Gilberto Silva desviou para a linha de fundo, mas a bola passou perto do gol.E em sua segunda jogada de perigo, o Japão abriu o placar, aos 34min. Hidetoshi Nakata carregou a bola pela meia esquerda e passou para Tamada. O atacante japonês invadiu a área e bateu forte, no alto. Dida praticamente não teve tempo para esboçar reação antes que a bola estufasse as redes, no primeiro gol sofrido pelo Brasil em Copas desde as quartas-de-final do torneio de 2002, contra a Inglaterra.Depois do gol, o Brasil caiu um pouco de produção, mas conseguiu o empate, que fez justiça ao futebol da equipe no primeiro tempo, aos 46min. Ronaldinho lançou para a área e Cicinho ajeitou de cabeça para Ronaldo, que, frente a frente com Kawaguchi, cabeceou para marcar o seu 13º gol em Mundiais. O atacante tornava-se assim o maior artilheiro brasileiro em Copas, ultrapassando Pelé.Logo aos 6min do segundo tempo, os Ronaldos construíram uma ótima tabela, que por pouco não terminou em gol. Na meia-lua da área, Ronaldo passou para Ronaldinho, que lhe devolveu rapidamente. Já dentro da área, Ronaldo bateu bem de direita, mas a bola raspou a trave esquerda do gol japonês.Aos 8min, o Brasil conseguiu a virada. Juninho se aproveitou da qualidade de seu chute e, da meia-esquerda, mandou com grande potência. O goleiro Kawaguchi ainda tentou a defesa, mas foi enganado pelo efeito que o meia brasileiro colocou na bola.O Brasil apresentava um futebol bastante vistoso, com bom toque de bola, e ampliou aos 14min, quando Gilberto recebeu ótimo lançamento de Ronaldinho e, invadindo a área, chutou rasteiro e cruzado, no canto esquerdo, sem chances para Kawaguchi.Aos 24min, Robinho fez ótimo lance pela direita e cruzou. Ronaldo se esforçou, mas não conseguiu alcançar a bola, que passou por toda a área. Pouco depois, aos 26min, Parreira colocou Zé Roberto e Ricardinho nos lugares de Kaká e Ronaldinho, respectivamente.Com o placar construído, o Brasil passou a administrar a vantagem, tocando bem a bola, mas diminuindo o ímpeto ofensivo. Aos 37min, entretanto, surgiu o quarto gol. Após troca de passes com Juan, Ronaldo tocou com categoria no canto esquerdo de Kawaguchi, que não conseguiu alcançar o chute.Em seguida, Parreira aproveitou para dar a Rogério Ceni a oportunidade de estrear numa Copa do Mundo, no lugar de Dida. Até o apito final do árbitro francês Eric Poulat, bastou ao Brasil tocar a bola, para depois comemorar o bom futebol, finalmente encontrado na Alemanha.

TSE limita reajuste aos servidores

`Por: O Liberal (PA)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio de Mello, disse ontem que o governo federal até poderá conceder reajuste aos servidores públicos, desde que limitado às perdas com a inflação. "Qualquer coisa fora dos parâmetros não pode ser acolhida", disse ele.
"Se o ato é tido como ilícito, o recebimento não pode ser consolidado. Se houver uma ação, a decisão será nesse sentido (de devolver dinheiro pago de forma considerada irregular), a não ser que seja colocada em segundo plano a ordem jurídica", afirmou o ministro.
O plenário do TSE baixou decisão proibindo o reajuste salarial dos servidores públicos, acima da recomposição do poder aquisitivo, no período de 180 dias antes das eleições até a posse dos eleitos. A decisão foi resultado da consulta feito pelo deputado Átila Lins (PMDB-AM) e reforça as normas já publicadas pelo TSE. "Foi uma decisão do colegiado a partir da legislação de 1997 e, portanto, imagina-se conhecida por todos", afirmou, em uma possível "alfinetada" no presidente Luiz Inácio Lula, que contestou a decisão do TSE.
No entendimento do tribunal, reajustes nesse período pré-eleitoral somente no caso de uma revisão geral dos salários para cobrir perdas do poder aquisitivo geradas pela inflação. "O que temos como exceção é a revisão geral, considerada a perda do poder aquisitivo da moeda. Isso é o permitido", afirmou.
ALTERNATIVAS
Para os servidores públicos, a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não vai impedir o governo de editar as medidas provisórias que restam para reajustes os salários do funcionalismo. No final de maio, o governo já editou uma medida provisória para algumas carreiras do Banco do Brasil e magistério, com outras cinco "na fila".
Para a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), a interpretação do tribunal foi feita sobre uma legislação de revisões lineares (para todos os servidores públicos) e não afeta a legislação que permite reajustes diferenciados (pontuais) para cada carreira.
Como as medidas provisórias preparadas pelo governo atendem a reajustes pontuais de carreiras, não seriam afetadas, em princípio, pela interpretação do TSE, na visão da assessoria jurídica da Confederação.
Os advogados da Confederação admitem que a questão é "complexa" mas afirmam que as medidas provisórias visam atender a acordos acertados após greves dos servidores públicos, alguns fechados há cinco anos. Segundo a Condsef, a decisão do TSE provocou um verdadeiro pânico entre os servidores públicos, que congestionaram as linhas telefônicas da entidade em busca de informações.

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