Por: O Norte (PB)
A Polícia Federal efetuou, durante a "Operação Sanguessuga" cerca de 50 prisões, entre eles assessores de parlamentares e até dois ex-deputados. A operação tem como objetivo desmontar uma quadrilha envolvida em um esquema para aquisição fraudulenta de ambulâncias, a partir da apresentação de emendas no Congresso. Os dois ex-deputados federais presos foram Ronivon Santiago (PP-AC), detido em Cuiabá (MT) e Carlos Rodrigues (PL-RJ), que se apresentou à PF.
Segundo dados divulgados pela PF, a quadrilha movimentou em torno de R$ 110 milhões desde 2001. As investigações partiram de uma comunicação do Ministério Público Federal, que detectou irregularidades em licitações públicas para compras de ambulâncias. Auditorias realizadas pela Receita Federal e averiguações da CGU (Controladoria Geral da União) comprovaram que eram de fachada algumas das empresas que participaram dessas licitações e que foram constituídas somente para dar uma aparência de legalidade às concorrências públicas. A assessoria da PF também informou que vai remeter o resultado das investigações ao STF (Supremo Tribunal Federal) e às Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. Os parlamentares citados têm foro privilegiado, o que limita as investigações e impede que a PF conclua sobre o envolvimento ou não dos políticos no esquema.
domingo, maio 07, 2006
Profissionais da corrupção
Por: O Popular (GO)
O cidadão brasileiro honesto e cumpridor de seus deveres, já tão chocado com esta espécie de moral em concordata no meio político, sofre mais uma agressão. Está mais uma vez indignado por práticas corruptas, agora por este golpe que, ainda por cima, utilizou o sagrado dinheiro da saúde pública, destinado à aquisição de ambulâncias.
Mais uma vez esses verdadeiros meliantes fazem parte de grupos com ligações no Congresso, inclusive com envolvimento direto de parlamentares, não por acaso figuras de maus antecedentes. Como é possível que pessoas assim possam ter sido registradas em chapas eleitorais, ganhando aval de partidos políticos?
Além do estado de espírito do cidadão comum e eleitor rejeitando demagogos e corruptos, uma boa reforma político-eleitoral e novos critérios dos partidos na formação de suas chapas serão igualmente essenciais para fechamento de espaço aos blocos dos corruptos indesejáveis. Nada melhor poderia acontecer à democracia brasileira do que a materialização dessa reforma. Pois com a reforma política os partidos enfim passariam a cuidar melhor de suas chapas.
A falta de preocupação na escolha dos dirigentes permite que aventureiros se apossem de funções-chave nos diretórios, tanto em nível nacional, quanto estadual e municipal. E a falta de rigor na análise dos pretendentes a um lugar nas chapas dos partidos escancara o acesso de oportunistas, demagogos, carreiristas e candidatos inidôneos aos cargos eletivos.
É intrigante como, neste País que exige tantos requisitos a quem deseja se inscrever a algum concurso ou a qualquer procedimento de acesso a uma função profissional, acabe-se sendo tão pouco exigente com os candidatos a cargos político-eleitorais.
Os dois principais políticos acusados e detidos pela Polícia Federal fazem parte dessa lista de desqualificados que conseguem abrigo de legendas partidárias e se elegem para fazer do mandato instrumento de corrupção, matéria na qual são verdadeiros profissionais.
O cidadão brasileiro honesto e cumpridor de seus deveres, já tão chocado com esta espécie de moral em concordata no meio político, sofre mais uma agressão. Está mais uma vez indignado por práticas corruptas, agora por este golpe que, ainda por cima, utilizou o sagrado dinheiro da saúde pública, destinado à aquisição de ambulâncias.
Mais uma vez esses verdadeiros meliantes fazem parte de grupos com ligações no Congresso, inclusive com envolvimento direto de parlamentares, não por acaso figuras de maus antecedentes. Como é possível que pessoas assim possam ter sido registradas em chapas eleitorais, ganhando aval de partidos políticos?
Além do estado de espírito do cidadão comum e eleitor rejeitando demagogos e corruptos, uma boa reforma político-eleitoral e novos critérios dos partidos na formação de suas chapas serão igualmente essenciais para fechamento de espaço aos blocos dos corruptos indesejáveis. Nada melhor poderia acontecer à democracia brasileira do que a materialização dessa reforma. Pois com a reforma política os partidos enfim passariam a cuidar melhor de suas chapas.
A falta de preocupação na escolha dos dirigentes permite que aventureiros se apossem de funções-chave nos diretórios, tanto em nível nacional, quanto estadual e municipal. E a falta de rigor na análise dos pretendentes a um lugar nas chapas dos partidos escancara o acesso de oportunistas, demagogos, carreiristas e candidatos inidôneos aos cargos eletivos.
É intrigante como, neste País que exige tantos requisitos a quem deseja se inscrever a algum concurso ou a qualquer procedimento de acesso a uma função profissional, acabe-se sendo tão pouco exigente com os candidatos a cargos político-eleitorais.
Os dois principais políticos acusados e detidos pela Polícia Federal fazem parte dessa lista de desqualificados que conseguem abrigo de legendas partidárias e se elegem para fazer do mandato instrumento de corrupção, matéria na qual são verdadeiros profissionais.
Profissionais da corrupção
Por: O Popular (GO)
O cidadão brasileiro honesto e cumpridor de seus deveres, já tão chocado com esta espécie de moral em concordata no meio político, sofre mais uma agressão. Está mais uma vez indignado por práticas corruptas, agora por este golpe que, ainda por cima, utilizou o sagrado dinheiro da saúde pública, destinado à aquisição de ambulâncias.
Mais uma vez esses verdadeiros meliantes fazem parte de grupos com ligações no Congresso, inclusive com envolvimento direto de parlamentares, não por acaso figuras de maus antecedentes. Como é possível que pessoas assim possam ter sido registradas em chapas eleitorais, ganhando aval de partidos políticos?
Além do estado de espírito do cidadão comum e eleitor rejeitando demagogos e corruptos, uma boa reforma político-eleitoral e novos critérios dos partidos na formação de suas chapas serão igualmente essenciais para fechamento de espaço aos blocos dos corruptos indesejáveis. Nada melhor poderia acontecer à democracia brasileira do que a materialização dessa reforma. Pois com a reforma política os partidos enfim passariam a cuidar melhor de suas chapas.
A falta de preocupação na escolha dos dirigentes permite que aventureiros se apossem de funções-chave nos diretórios, tanto em nível nacional, quanto estadual e municipal. E a falta de rigor na análise dos pretendentes a um lugar nas chapas dos partidos escancara o acesso de oportunistas, demagogos, carreiristas e candidatos inidôneos aos cargos eletivos.
É intrigante como, neste País que exige tantos requisitos a quem deseja se inscrever a algum concurso ou a qualquer procedimento de acesso a uma função profissional, acabe-se sendo tão pouco exigente com os candidatos a cargos político-eleitorais.
Os dois principais políticos acusados e detidos pela Polícia Federal fazem parte dessa lista de desqualificados que conseguem abrigo de legendas partidárias e se elegem para fazer do mandato instrumento de corrupção, matéria na qual são verdadeiros profissionais.
O cidadão brasileiro honesto e cumpridor de seus deveres, já tão chocado com esta espécie de moral em concordata no meio político, sofre mais uma agressão. Está mais uma vez indignado por práticas corruptas, agora por este golpe que, ainda por cima, utilizou o sagrado dinheiro da saúde pública, destinado à aquisição de ambulâncias.
Mais uma vez esses verdadeiros meliantes fazem parte de grupos com ligações no Congresso, inclusive com envolvimento direto de parlamentares, não por acaso figuras de maus antecedentes. Como é possível que pessoas assim possam ter sido registradas em chapas eleitorais, ganhando aval de partidos políticos?
Além do estado de espírito do cidadão comum e eleitor rejeitando demagogos e corruptos, uma boa reforma político-eleitoral e novos critérios dos partidos na formação de suas chapas serão igualmente essenciais para fechamento de espaço aos blocos dos corruptos indesejáveis. Nada melhor poderia acontecer à democracia brasileira do que a materialização dessa reforma. Pois com a reforma política os partidos enfim passariam a cuidar melhor de suas chapas.
A falta de preocupação na escolha dos dirigentes permite que aventureiros se apossem de funções-chave nos diretórios, tanto em nível nacional, quanto estadual e municipal. E a falta de rigor na análise dos pretendentes a um lugar nas chapas dos partidos escancara o acesso de oportunistas, demagogos, carreiristas e candidatos inidôneos aos cargos eletivos.
É intrigante como, neste País que exige tantos requisitos a quem deseja se inscrever a algum concurso ou a qualquer procedimento de acesso a uma função profissional, acabe-se sendo tão pouco exigente com os candidatos a cargos político-eleitorais.
Os dois principais políticos acusados e detidos pela Polícia Federal fazem parte dessa lista de desqualificados que conseguem abrigo de legendas partidárias e se elegem para fazer do mandato instrumento de corrupção, matéria na qual são verdadeiros profissionais.
Dinheiro público fiscalizado
Por: O Norte (PB)
O controlador-geral da União, Jorge Hage, defendeu uma maior fiscalização no repasse de recursos para os municípios. "A partir do momento em que se descentralizam os recursos e a execução passa a ser feita pelos governos locais, se o recurso é federal, tem de haver a fiscalização por parte dos ministérios que repassam esses recursos.
Esses ministérios todos têm o dever de acompanhar o recurso que é repassado aos municípios", disse.
A declaração foi feita depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Sanguessuga, que fraudava licitações de compra de ambulâncias em municípios do Mato Grosso. O esquema envolvia dois ex-deputados e 11 assessores parlamentares que iniciavam o esquema de fraude no Congresso Nacional, durante a votação de emendas parlamentares.
Para Jorge Hage, além de mudança na forma como o orçamento é feito, é preciso que se tenha maior fiscalização dos ministérios. "A maneira como é feito o Orçamento é apenas uma das pontas do problema. É importante alterar a forma como são feitas as emendas parlamentares para tentar impedir esse tipo de negociação".
Hage lembra que a outra ponta da questão não está apenas na origem dos recursos, mas sim na execução disso no Executivo. "Se o ministério tem de repassar para as prefeituras fazerem as compras das ambulâncias ou realizarem obras ou aquisição do que seja, é preciso melhorar as condições de fiscalização que os próprios ministérios", disse.
De acordo com Hage, o trabalho de fiscalização dos recursos repassados aos municípios começou em 2003. Em 2004, o órgão passou a trabalhar em conjunto com a Polícia Federal na investigação do esquema nas prefeituras de Mato Grosso.
O controlador-geral da União, Jorge Hage, defendeu uma maior fiscalização no repasse de recursos para os municípios. "A partir do momento em que se descentralizam os recursos e a execução passa a ser feita pelos governos locais, se o recurso é federal, tem de haver a fiscalização por parte dos ministérios que repassam esses recursos.
Esses ministérios todos têm o dever de acompanhar o recurso que é repassado aos municípios", disse.
A declaração foi feita depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Sanguessuga, que fraudava licitações de compra de ambulâncias em municípios do Mato Grosso. O esquema envolvia dois ex-deputados e 11 assessores parlamentares que iniciavam o esquema de fraude no Congresso Nacional, durante a votação de emendas parlamentares.
Para Jorge Hage, além de mudança na forma como o orçamento é feito, é preciso que se tenha maior fiscalização dos ministérios. "A maneira como é feito o Orçamento é apenas uma das pontas do problema. É importante alterar a forma como são feitas as emendas parlamentares para tentar impedir esse tipo de negociação".
Hage lembra que a outra ponta da questão não está apenas na origem dos recursos, mas sim na execução disso no Executivo. "Se o ministério tem de repassar para as prefeituras fazerem as compras das ambulâncias ou realizarem obras ou aquisição do que seja, é preciso melhorar as condições de fiscalização que os próprios ministérios", disse.
De acordo com Hage, o trabalho de fiscalização dos recursos repassados aos municípios começou em 2003. Em 2004, o órgão passou a trabalhar em conjunto com a Polícia Federal na investigação do esquema nas prefeituras de Mato Grosso.
Novo presidente alerta políticos
Por: Adriana Franzin (ABr)
No que depender dessa cadeira não haverá condescendência de qualquer ordem", avisou o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, que assumiu o cargo pela segunda vez. Na posse anterior, Mello comandou os trabalhos do Tribunal nos anos de 1996 e 1997.
O ministro disse que o país está enfrentando uma crise ética sem precedentes, mas que dela deveremos sair mais fortes: "Em medicina, crise traduz o momento que define a evolução da doença para a cura ou para a morte. Que saiamos dessa, com invencíveis anticorpos contra a corrupção, principalmente a dos valores morais, sem a qual nenhuma outra subsiste", destacou o presidente do TSE.
Marco Aurélio Mello alertou os candidatos a serem mais espertos. "Que mantenham os freios inibitórios rígidos, porque a justiça atuará e fará valer a lei", ressaltou.
Segundo ele, o discurso não foi direcionado ao Palácio do Planalto, mas feito em referência a todos os candidatos.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, falou das dificuldades enfrentadas pelo Judiciário: "A justiça eleitoral brasileira tem feito milagres, por isso merece os louvores da advocacia brasileira. Mas para impedir desvios de rota nas eleições de um país continente, como o nosso, milagres não bastam. É preciso mais. É preciso a presença e vigilância da cidadania ativa", enfatizou Roberto Busato.
Para o ministro Maurício Corrêa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello acumula agora muito mais experiência que na posse anterior: "O discurso de hoje marca uma baliza entre o passado e o presente". Quem assumiu a vice-presidência do Tribunal foi o o ministro Antonio Cezar Peluso.
Fonte: A Gazeta (MT)
No que depender dessa cadeira não haverá condescendência de qualquer ordem", avisou o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, que assumiu o cargo pela segunda vez. Na posse anterior, Mello comandou os trabalhos do Tribunal nos anos de 1996 e 1997.
O ministro disse que o país está enfrentando uma crise ética sem precedentes, mas que dela deveremos sair mais fortes: "Em medicina, crise traduz o momento que define a evolução da doença para a cura ou para a morte. Que saiamos dessa, com invencíveis anticorpos contra a corrupção, principalmente a dos valores morais, sem a qual nenhuma outra subsiste", destacou o presidente do TSE.
Marco Aurélio Mello alertou os candidatos a serem mais espertos. "Que mantenham os freios inibitórios rígidos, porque a justiça atuará e fará valer a lei", ressaltou.
Segundo ele, o discurso não foi direcionado ao Palácio do Planalto, mas feito em referência a todos os candidatos.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, falou das dificuldades enfrentadas pelo Judiciário: "A justiça eleitoral brasileira tem feito milagres, por isso merece os louvores da advocacia brasileira. Mas para impedir desvios de rota nas eleições de um país continente, como o nosso, milagres não bastam. É preciso mais. É preciso a presença e vigilância da cidadania ativa", enfatizou Roberto Busato.
Para o ministro Maurício Corrêa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello acumula agora muito mais experiência que na posse anterior: "O discurso de hoje marca uma baliza entre o passado e o presente". Quem assumiu a vice-presidência do Tribunal foi o o ministro Antonio Cezar Peluso.
Fonte: A Gazeta (MT)
sábado, maio 06, 2006
UM POÇO DE PROBLEMAS
Por: Roberto Rockmann
A falta de diretrizes desde FHC explica o momento instável do gás
Nos últimos dias, a rotina de trabalho do empresário Lucien Belmonte tem se iniciado pela leitura dos principais sites de notícias da Bolívia. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro) acompanha o desenrolar do anúncio da nacionalização das reservas de gás e petróleo da Bolívia. Em 2000, as fabricantes de vidro, que têm na energia 30% de seus custos de produção, iniciaram as conversas para conversão de seus fornos. Três anos depois, a maioria das indústrias trocou seus equipamentos a óleo pelo gás. Hoje, o setor consome 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás, vindo em grande parte do país vizinho, que responde por metade dos 50 milhões de metros cúbicos consumidos no Brasil diariamente. “Não temos nada a fazer, apenas torcer para que não surjam problemas na Bolívia até o fim da década”, diz Belmonte. Com o desenvolvimento da Bacia de Santos, previsto para iniciar a produção no fim de 2008, a dependência do gás boliviano deve cair para a casa dos 30%. Transformar um único forno de vidro em bicombustível implicaria custos de 1,5 milhão de dólares e demandaria até seis meses para sua implementação. O caso do setor vidreiro não é isolado. Hoje, boa parte do gás consumido no Brasil vem de campos bolivianos. Taxistas, cozinhas comerciais e residenciais e indústrias têm no gás uma fonte de energia. A história, marcada por diversos percalços, nem sempre foi assim. Há cinco anos, queimava-se gás no Brasuk, já que não havia mercado consumidor.
Fonte: Carta Capital
A falta de diretrizes desde FHC explica o momento instável do gás
Nos últimos dias, a rotina de trabalho do empresário Lucien Belmonte tem se iniciado pela leitura dos principais sites de notícias da Bolívia. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro) acompanha o desenrolar do anúncio da nacionalização das reservas de gás e petróleo da Bolívia. Em 2000, as fabricantes de vidro, que têm na energia 30% de seus custos de produção, iniciaram as conversas para conversão de seus fornos. Três anos depois, a maioria das indústrias trocou seus equipamentos a óleo pelo gás. Hoje, o setor consome 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás, vindo em grande parte do país vizinho, que responde por metade dos 50 milhões de metros cúbicos consumidos no Brasil diariamente. “Não temos nada a fazer, apenas torcer para que não surjam problemas na Bolívia até o fim da década”, diz Belmonte. Com o desenvolvimento da Bacia de Santos, previsto para iniciar a produção no fim de 2008, a dependência do gás boliviano deve cair para a casa dos 30%. Transformar um único forno de vidro em bicombustível implicaria custos de 1,5 milhão de dólares e demandaria até seis meses para sua implementação. O caso do setor vidreiro não é isolado. Hoje, boa parte do gás consumido no Brasil vem de campos bolivianos. Taxistas, cozinhas comerciais e residenciais e indústrias têm no gás uma fonte de energia. A história, marcada por diversos percalços, nem sempre foi assim. Há cinco anos, queimava-se gás no Brasuk, já que não havia mercado consumidor.
Fonte: Carta Capital
ROUBA, MAS FAZ: QUANDO A CORRUPÇÃO PASSA A SER VISTA COMO FATALIDADE
Por: Julio Ferreira
O que eu mais temia, parece estar acontecendo. Após tanto sofre nas mãos de políticos corruptos, que, mesmo quando desmascarados, têm a impunidade garantida, graças ao corporativismo com que são julgados por seus "coleguinhas", o povo começa a aceitar a prática da corrupção como uma "fatalidade divina", contra a qual não adianta lutar. Vejamos o que ocorreu no Peru, durante a recente eleição geral, quando dois ícones da corrupção naquele país, assim como o ex-presidente Alan Garcia e a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, tornaram-se campeões de votos. No Brasil as coisas não estão diferentes, pois mesmo com o Instituto Datafolha demonstrando que 79% dos brasileiros acreditam que haja corrupção no governo Lula, e que 37% deles acham que o presidente Lula está diretamente envolvido nos escândalos petistas (Caixa 2, Mensalão, Valerioduto etc.), as pesquisas de opinião continuam apontando Lula com enormes possibilidades de reeleição. É a consagração daquele cínico slogan: "ROUBA, MAS FAZ".Júlio FerreiraRecife - PEVisite o site www.julioferreira.net (Júlio Ferreira)E-mail: julioferrreira@superig.com.br
Fonte: Caros Amigos
O que eu mais temia, parece estar acontecendo. Após tanto sofre nas mãos de políticos corruptos, que, mesmo quando desmascarados, têm a impunidade garantida, graças ao corporativismo com que são julgados por seus "coleguinhas", o povo começa a aceitar a prática da corrupção como uma "fatalidade divina", contra a qual não adianta lutar. Vejamos o que ocorreu no Peru, durante a recente eleição geral, quando dois ícones da corrupção naquele país, assim como o ex-presidente Alan Garcia e a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, tornaram-se campeões de votos. No Brasil as coisas não estão diferentes, pois mesmo com o Instituto Datafolha demonstrando que 79% dos brasileiros acreditam que haja corrupção no governo Lula, e que 37% deles acham que o presidente Lula está diretamente envolvido nos escândalos petistas (Caixa 2, Mensalão, Valerioduto etc.), as pesquisas de opinião continuam apontando Lula com enormes possibilidades de reeleição. É a consagração daquele cínico slogan: "ROUBA, MAS FAZ".Júlio FerreiraRecife - PEVisite o site www.julioferreira.net (Júlio Ferreira)E-mail: julioferrreira@superig.com.br
Fonte: Caros Amigos
Por: Hunter
Caso Casoy - Mais uma p/ Rogério e amigos... NÓS NUNCA IMAGINÁVAMOS COMO SERIA A DITADURA DE ESQUERDA... E AGORA PESSOAL, O QUE FAZER ???caso B.CASOYO CASO CASOY.... , por Ipojuca Pontes É muito estranho e mesmo deplorável o caso de Boris Casoy, o mais confiável âncora da televisão brasileira, de fato, um apresentador em quem se podia acreditar. Casoy, que não tem diploma de jornalista, dirigiu com eficiência a Folha de São Paulo nos anos 1970/80, depois se voltou para o telejornalismo no SBT, convidado por Silvio Santos e, há oito anos, ingressou na Rede Record de Televisão, onde, no Jornal da Record, entre 20:15 h. e 21 h., protegia o seu numeroso público das mentiras oficiais e extra-oficiais que trafegam livremente em algumas emissoras, em especial na que lidera a audiência do noticiário televisivo. O âncora da Record era uma mistura cabocla de Walter Cronkite com Tom Brokaw, na antiga CBS News, em Nova York, conduzindo um gênero de jornalismo que requer personalidade, conhecimento e segurança ao narrar, anunciar ou comentar a notícia. Com anos de experiência como editor de jornal, Boris Casoy tinha o sentimento dos fatos, era objetivo, corajoso, sabia contemporizar, mas não perdia o senso da integridade, uma virtude rara em qualquer forma ou escala de jornalismo. Querem um exemplo? Na campanha presidencial, em 2002, entrevistando o candidato Lula da Silva, foi o único entrevistador a interrogar o atual presidente sobre as ligações deste com o Foro de São Paulo e as FARC, citando como fonte uma denúncia feita pelo poeta Armando Valladares, o "prisioneiro de consciência" da Anistia Internacional. (Como resposta, à época, julgando-se ofendido e não tendo como se explicar, Lula preferiu partir para o ataque, afirmando que o poeta-mártir - torturado durante 22 anos por Fidel Castro, nas masmorras da ilha-cárcere - "não passava de um picareta"). Alçado ao Poder, em 2003, o esquema de Lula - o homem da Ancinav e do Conselho Federal de Jornalismo, peças básicas e ainda não sepultadas na conjectura da construção de uma "democracia direta" totalitária - passou a pressionar de forma intermitente os patrões de Casoy, para colocá-lo no olho da rua. O dito esquema só aliviou a barra, pelo que se sabe, quando explodiu o caso Waldomiro Diniz, o braço esquerdo do Comissário Zé Dirceu especialista em tomar a grana dos bicheiros, contraventores e tutti quanti, ao que se diz, para enfiá-la no "caixa" de campanha. Antes, quando explodiu o escândalo do Banestado, ficou quase impossível falar nos nomes das personalidades oficiais envolvidas nas operações fraudulentas e até mesmo de mencionar a amizade de Lula com o seu hospedeiro, Roberto Teixeira, o agente de comissões e negócios junto às prefeituras de Ribeirão Preto e São José dos Campos. Mas, a partir do estrondoso escândalo do mensalão, o PT e o governo retornaram a pressionar com violência a emissora da Igreja Universal para que o apresentador fosse demitido. Na verdade, desde 2004, com a veiculação da notícia, em tom crítico ("isto é uma vergonha!"), da compra ilegal de ingressos de show musical para arrecadar fundos de campanha para o PT, o Banco do Brasil, patrocinador do telejornal, atendeu a ordem superior e reduziu a cota de publicidade na emissora, que caiu, em números exatos, de R$ 1 milhão para R$ 300 mil mensais. Na retaliação, os anúncios foram retirados dos intervalos comerciais do noticiário e, a partir daí, programados em "inserções avulsas". A decisão final de nocautear o arrojado âncora veio quando, em dezembro de 2005, ao assistir o resumo dos acontecimentos políticos do ano, empreendido por Casoy, um áulico do Planalto teria concluído o seguinte: "Com esse homem no ar não há hipótese de se pensar em reeleição". Sempre muito distinto, Casoy garantiu numa entrevista que nunca foi alvo de censura, enquanto esteve à frente do jornal da Record, pelos donos da emissora. Saiu, onze meses antes do término do contrato, segundo se afirmou, porque não concordava com o novo formato do noticiário a ser produzido - e, hoje, pelo que se vê, mero pastiche do que se faz de pior no telejornalismo da Globo. Por outro lado, no Congresso, semana passada, reportando-se ao fato, o senador Antonio Carlos Magalhães, ativo coronel da política baiana, garantiu que Boris Casoy saiu da emissora pela vontade direta de Lula - informação que, curiosamente, não foi desmentida. De todo modo, o fato concreto é que o telespectador perdeu a apurada consciência crítica do âncora, uma "espiga de milho em meio ao cafezal" da acomodação que acode o noticiário televisivo. De Casoy e, verdade seja dita, também de sua assistente, Salete Lemos, depois de Joelmir Bething, a mais competente analista do noticiário econômico da televisão brasileira. O caso Casoy lembra, até certo ponto, o do jornalista Carlos Blanqui, editor do "Revolución", jornal de grande importância na Cuba pós-revolucionária, de início comprometido com a busca da verdade. Depois de algum tempo, vendo que Fidel Castro fazia da ilha um posto avançado da URSS enquanto baixava a mão nefasta da censura sobre os órgãos de comunicação, Blanqui passou a criticá-lo abertamente. Resultado: ameaçado, teve de fugir para a Itália, não sem antes lembrar ao tirano a divisa de Rosa Luxemburgo, segunda a qual "a liberdade apenas para os partidários do governo, ou somente para os membros do partido, não importa quão numerosos, não é liberdade - só é liberdade se o for para aquele que pensa diferentemente". E esta não é a legenda, ao que tudo indica, de Lula e aliados do tipo Tarso Genro ou Gushiken, que querem a imprensa funcionando em favor do governo, controlada por conselhos e comitês estatais, a punir ou marginalizar os discordantes, como Boris Casoy, por exemplo, uma figura incômoda que levava às massas a crua indignação em face dos escândalos diários que tornaram a vida pública brasileira alguma coisa parecida com a zona. (Hunter)E-mail: huntersp47@hotmail.com
Fonte: Caros Amigos
Caso Casoy - Mais uma p/ Rogério e amigos... NÓS NUNCA IMAGINÁVAMOS COMO SERIA A DITADURA DE ESQUERDA... E AGORA PESSOAL, O QUE FAZER ???caso B.CASOYO CASO CASOY.... , por Ipojuca Pontes É muito estranho e mesmo deplorável o caso de Boris Casoy, o mais confiável âncora da televisão brasileira, de fato, um apresentador em quem se podia acreditar. Casoy, que não tem diploma de jornalista, dirigiu com eficiência a Folha de São Paulo nos anos 1970/80, depois se voltou para o telejornalismo no SBT, convidado por Silvio Santos e, há oito anos, ingressou na Rede Record de Televisão, onde, no Jornal da Record, entre 20:15 h. e 21 h., protegia o seu numeroso público das mentiras oficiais e extra-oficiais que trafegam livremente em algumas emissoras, em especial na que lidera a audiência do noticiário televisivo. O âncora da Record era uma mistura cabocla de Walter Cronkite com Tom Brokaw, na antiga CBS News, em Nova York, conduzindo um gênero de jornalismo que requer personalidade, conhecimento e segurança ao narrar, anunciar ou comentar a notícia. Com anos de experiência como editor de jornal, Boris Casoy tinha o sentimento dos fatos, era objetivo, corajoso, sabia contemporizar, mas não perdia o senso da integridade, uma virtude rara em qualquer forma ou escala de jornalismo. Querem um exemplo? Na campanha presidencial, em 2002, entrevistando o candidato Lula da Silva, foi o único entrevistador a interrogar o atual presidente sobre as ligações deste com o Foro de São Paulo e as FARC, citando como fonte uma denúncia feita pelo poeta Armando Valladares, o "prisioneiro de consciência" da Anistia Internacional. (Como resposta, à época, julgando-se ofendido e não tendo como se explicar, Lula preferiu partir para o ataque, afirmando que o poeta-mártir - torturado durante 22 anos por Fidel Castro, nas masmorras da ilha-cárcere - "não passava de um picareta"). Alçado ao Poder, em 2003, o esquema de Lula - o homem da Ancinav e do Conselho Federal de Jornalismo, peças básicas e ainda não sepultadas na conjectura da construção de uma "democracia direta" totalitária - passou a pressionar de forma intermitente os patrões de Casoy, para colocá-lo no olho da rua. O dito esquema só aliviou a barra, pelo que se sabe, quando explodiu o caso Waldomiro Diniz, o braço esquerdo do Comissário Zé Dirceu especialista em tomar a grana dos bicheiros, contraventores e tutti quanti, ao que se diz, para enfiá-la no "caixa" de campanha. Antes, quando explodiu o escândalo do Banestado, ficou quase impossível falar nos nomes das personalidades oficiais envolvidas nas operações fraudulentas e até mesmo de mencionar a amizade de Lula com o seu hospedeiro, Roberto Teixeira, o agente de comissões e negócios junto às prefeituras de Ribeirão Preto e São José dos Campos. Mas, a partir do estrondoso escândalo do mensalão, o PT e o governo retornaram a pressionar com violência a emissora da Igreja Universal para que o apresentador fosse demitido. Na verdade, desde 2004, com a veiculação da notícia, em tom crítico ("isto é uma vergonha!"), da compra ilegal de ingressos de show musical para arrecadar fundos de campanha para o PT, o Banco do Brasil, patrocinador do telejornal, atendeu a ordem superior e reduziu a cota de publicidade na emissora, que caiu, em números exatos, de R$ 1 milhão para R$ 300 mil mensais. Na retaliação, os anúncios foram retirados dos intervalos comerciais do noticiário e, a partir daí, programados em "inserções avulsas". A decisão final de nocautear o arrojado âncora veio quando, em dezembro de 2005, ao assistir o resumo dos acontecimentos políticos do ano, empreendido por Casoy, um áulico do Planalto teria concluído o seguinte: "Com esse homem no ar não há hipótese de se pensar em reeleição". Sempre muito distinto, Casoy garantiu numa entrevista que nunca foi alvo de censura, enquanto esteve à frente do jornal da Record, pelos donos da emissora. Saiu, onze meses antes do término do contrato, segundo se afirmou, porque não concordava com o novo formato do noticiário a ser produzido - e, hoje, pelo que se vê, mero pastiche do que se faz de pior no telejornalismo da Globo. Por outro lado, no Congresso, semana passada, reportando-se ao fato, o senador Antonio Carlos Magalhães, ativo coronel da política baiana, garantiu que Boris Casoy saiu da emissora pela vontade direta de Lula - informação que, curiosamente, não foi desmentida. De todo modo, o fato concreto é que o telespectador perdeu a apurada consciência crítica do âncora, uma "espiga de milho em meio ao cafezal" da acomodação que acode o noticiário televisivo. De Casoy e, verdade seja dita, também de sua assistente, Salete Lemos, depois de Joelmir Bething, a mais competente analista do noticiário econômico da televisão brasileira. O caso Casoy lembra, até certo ponto, o do jornalista Carlos Blanqui, editor do "Revolución", jornal de grande importância na Cuba pós-revolucionária, de início comprometido com a busca da verdade. Depois de algum tempo, vendo que Fidel Castro fazia da ilha um posto avançado da URSS enquanto baixava a mão nefasta da censura sobre os órgãos de comunicação, Blanqui passou a criticá-lo abertamente. Resultado: ameaçado, teve de fugir para a Itália, não sem antes lembrar ao tirano a divisa de Rosa Luxemburgo, segunda a qual "a liberdade apenas para os partidários do governo, ou somente para os membros do partido, não importa quão numerosos, não é liberdade - só é liberdade se o for para aquele que pensa diferentemente". E esta não é a legenda, ao que tudo indica, de Lula e aliados do tipo Tarso Genro ou Gushiken, que querem a imprensa funcionando em favor do governo, controlada por conselhos e comitês estatais, a punir ou marginalizar os discordantes, como Boris Casoy, por exemplo, uma figura incômoda que levava às massas a crua indignação em face dos escândalos diários que tornaram a vida pública brasileira alguma coisa parecida com a zona. (Hunter)E-mail: huntersp47@hotmail.com
Fonte: Caros Amigos
Moderna máfia do orçamento
Por: Rudolfo Lago e Rodrigo Rangel
Polícia e MP desmontam quadrilha emostram a versão atual dos anões
Começava o expediente na Esplanada dos Ministérios na manhã da quinta-feira 4 e agentes da Polícia Federal já se posicionavam diante do Ministério da Saúde. Aguardavam Maria da Penha Lino, assessora especial do ministro, Agenor Álvares. Assim que chegou, recebeu voz de prisão. O retorno da PF ao Ministério um ano após a Operação Vampiro era o começo de uma nova ofensiva contra servidores, empresários e políticos articulados para lesar os cofres públicos. A Operação Sanguessuga, como foi batizada, prendeu Maria da Penha e mais 45 pessoas até o fim da tarde. Entre elas, os ex-deputados Ronivon Santiago, do PP do Acre, e Bispo Rodrigues, expulso horas depois do PL fluminense. A investigação, feita pela PF e pelo Ministério Público, descobriu um intrincado esquema que começava em Cuiabá (MT), passava pelo Congresso, invadia ministérios em Brasília e terminava em contas bancárias recheadas de dinheiro público desviado. Numa cadeia combinada, emendas orçamentárias eram aprovadas no Congresso, funcionários do Ministério da Saúde liberavam a verba e a empresa mato-grossense Planam vendia as ambulâncias às prefeituras de todo o País por meio de licitações dirigidas, que causaram um prejuízo de R$ 110 milhões desde 2001.
A polícia e o MP já sabem que o caso não se restringe à compra de ambulâncias. Trata-se de uma senha para desvendar o funcionamento da nova Máfia do Orçamento, que segue no Congresso 13 anos depois do escândalo dos anões. O esquema na Comissão de Orçamento não acabou. Apenas se sofisticou. Naquela época, ficava restrito ao Congresso. Agora, tem representantes em cada etapa do processo de liberação de recursos. Escutas telefônicas autorizadas levaram à família de Darci José Vedoim, dono da Planam. Ele contactava as prefeituras e facilitava a liberação de verbas, desde que os prefeitos comprassem as ambulâncias, pelo dobro do preço, através de sua empresa. Para operar o esquema, havia uma equipe bem paga. No Congresso, parlamentares e assessores preparavam emendas e as aprovavam. E no Ministério da Saúde havia gente para liberar a verba. Maria da Penha autorizava os pagamentos. Ela atuava com outros dois servidores, baseados no Rio: Cassilene Ferreira e Jairo Langoni. Foram presos ainda assessores do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) e dos deputados Pedro Ribeiro (PMDB-CE), Vieira Reis (PRB-RJ), Nilton Capixaba (PTB-RO), Maurício Rabelo (PL-TO), Elaine Costa (PTB-RJ), Edna Macedo (PTB-SP), Laura Carneiro (PFL-RJ) e João Mendes de Jesus (PSB-RJ). A investigação prossegue. Pelo menos 50 deputados e um senador estão na mira. Boa parte foi pilhada na escuta da polícia.
Polícia e MP desmontam quadrilha emostram a versão atual dos anões
Começava o expediente na Esplanada dos Ministérios na manhã da quinta-feira 4 e agentes da Polícia Federal já se posicionavam diante do Ministério da Saúde. Aguardavam Maria da Penha Lino, assessora especial do ministro, Agenor Álvares. Assim que chegou, recebeu voz de prisão. O retorno da PF ao Ministério um ano após a Operação Vampiro era o começo de uma nova ofensiva contra servidores, empresários e políticos articulados para lesar os cofres públicos. A Operação Sanguessuga, como foi batizada, prendeu Maria da Penha e mais 45 pessoas até o fim da tarde. Entre elas, os ex-deputados Ronivon Santiago, do PP do Acre, e Bispo Rodrigues, expulso horas depois do PL fluminense. A investigação, feita pela PF e pelo Ministério Público, descobriu um intrincado esquema que começava em Cuiabá (MT), passava pelo Congresso, invadia ministérios em Brasília e terminava em contas bancárias recheadas de dinheiro público desviado. Numa cadeia combinada, emendas orçamentárias eram aprovadas no Congresso, funcionários do Ministério da Saúde liberavam a verba e a empresa mato-grossense Planam vendia as ambulâncias às prefeituras de todo o País por meio de licitações dirigidas, que causaram um prejuízo de R$ 110 milhões desde 2001.
A polícia e o MP já sabem que o caso não se restringe à compra de ambulâncias. Trata-se de uma senha para desvendar o funcionamento da nova Máfia do Orçamento, que segue no Congresso 13 anos depois do escândalo dos anões. O esquema na Comissão de Orçamento não acabou. Apenas se sofisticou. Naquela época, ficava restrito ao Congresso. Agora, tem representantes em cada etapa do processo de liberação de recursos. Escutas telefônicas autorizadas levaram à família de Darci José Vedoim, dono da Planam. Ele contactava as prefeituras e facilitava a liberação de verbas, desde que os prefeitos comprassem as ambulâncias, pelo dobro do preço, através de sua empresa. Para operar o esquema, havia uma equipe bem paga. No Congresso, parlamentares e assessores preparavam emendas e as aprovavam. E no Ministério da Saúde havia gente para liberar a verba. Maria da Penha autorizava os pagamentos. Ela atuava com outros dois servidores, baseados no Rio: Cassilene Ferreira e Jairo Langoni. Foram presos ainda assessores do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) e dos deputados Pedro Ribeiro (PMDB-CE), Vieira Reis (PRB-RJ), Nilton Capixaba (PTB-RO), Maurício Rabelo (PL-TO), Elaine Costa (PTB-RJ), Edna Macedo (PTB-SP), Laura Carneiro (PFL-RJ) e João Mendes de Jesus (PSB-RJ). A investigação prossegue. Pelo menos 50 deputados e um senador estão na mira. Boa parte foi pilhada na escuta da polícia.
Vereadora petista afastada por Corrupção.
Por: Fabio Prado
A vereadora petista Claudete Alves foi afastada de seu cargo por uma liminar da 2a Vara da Fazenda Pública acusada de se apropriar de parte dos salários de seus próprios funcionários na Câmara.
Vereadora afastada
A vereadora petista Claudete Alves foi afastada de seu cargo por uma liminar da 2a Vara da Fazenda Pública acusada de se apropriar de parte dos salários de seus próprios funcionários na Câmara. Trata-se de uma "vereadora" autora dos "brilhantes" Projetos de Lei de declaração de cidades irmãs entre São Paulo e algumas cidades africanas, criação de cotas na composição do secretariado municipal, entre outras cretinices. A justiça ainda decretou o bloqueio de seus bens e quebra de sigilo bancário e fiscal. A decisão, afeta também seu ex-marido, Jorge Inácio de Souza, e o filho do casal, Jeferson Luiz Souza. Claudete é investigada desde setembro do ano passado, devido a enriquecimento ilícito, uma vez que a mesma possui padrão de vida e consumo incompatíveis com sua renda, além de movimentação de bens não declarados. Realmente, seria muito difícil a declaração de rendimentos alheios... Abaixo alguns trechos de destaque da decisão: "Que a vereadora somente ficou com o cartão de João Carlos Moreno, funcionário fantasma, que nunca trabalhou no local; Que a movimentação da conta de João Carlos Moreno era efetuada pela vereadora ou pelo seu filho Jéferson, que é assessor do Deputado Estadual Marcelo Cândido" "Outra funcionária que sempre foi fantasma é Brenda Maira Tiago Candido; Que Brenda nunca trabalhou no local, mas pelo que a declarante percebeu tratava-se de uma troca de favores, isto é, Brenda, esposa do Deputado Estadual Marcelo Candido, também do PT (Partido dos Trabalhadores), estava lotada como funcionária da vereadora Claudete, ao passo que o filho da última constava como assessor do deputado." "Que a vereadora sempre deixou bem claro que os salários de João Carlos Moreno e de Jorge Antonio Sales eram para a sua pessoa; Que Jorge somente recebia R$ 800,00 (oitocentos reais), pois era obrigado a devolver o saldo para a declarante, que o repassava para a vereadora;... Que todos os pagamentos eram efetuados à vereadora entre os dias 25 e no mais tardar no dia 30,... Caso algum assessor se recusasse a repassar o dinheiro, seria exonerado" " O declarante ganhava mensalmente da Câmara Municipal de São Paulo a quantia de R$ 4.930,00, mas era obrigado a devolver cerca de R$ 4.130,00 todo o dia 25 do mês (ficava com apenas R$ 800,00)." "Havia dois funcionários ?fantasmas? no gabinete, que praticamente apareciam apenas para receber os vencimentos e devolver uma parte ao gabinete.... Quem coordenava o recebimento do dinheiro eram a vereadora CLAUDETE ALVES" "Dos dezoito assessores, pelo menos 12 devolviam parte de seus vencimentos à vereadora CLAUDETE ALVES... Portanto, a vereadora recebia, para si, de dinheiro desviado dos assessores, cerca de R$ 16.500,00 por mês, em média"
URL:: http://vereadoresdesp.blogspot.com
A vereadora petista Claudete Alves foi afastada de seu cargo por uma liminar da 2a Vara da Fazenda Pública acusada de se apropriar de parte dos salários de seus próprios funcionários na Câmara.
Vereadora afastada
A vereadora petista Claudete Alves foi afastada de seu cargo por uma liminar da 2a Vara da Fazenda Pública acusada de se apropriar de parte dos salários de seus próprios funcionários na Câmara. Trata-se de uma "vereadora" autora dos "brilhantes" Projetos de Lei de declaração de cidades irmãs entre São Paulo e algumas cidades africanas, criação de cotas na composição do secretariado municipal, entre outras cretinices. A justiça ainda decretou o bloqueio de seus bens e quebra de sigilo bancário e fiscal. A decisão, afeta também seu ex-marido, Jorge Inácio de Souza, e o filho do casal, Jeferson Luiz Souza. Claudete é investigada desde setembro do ano passado, devido a enriquecimento ilícito, uma vez que a mesma possui padrão de vida e consumo incompatíveis com sua renda, além de movimentação de bens não declarados. Realmente, seria muito difícil a declaração de rendimentos alheios... Abaixo alguns trechos de destaque da decisão: "Que a vereadora somente ficou com o cartão de João Carlos Moreno, funcionário fantasma, que nunca trabalhou no local; Que a movimentação da conta de João Carlos Moreno era efetuada pela vereadora ou pelo seu filho Jéferson, que é assessor do Deputado Estadual Marcelo Cândido" "Outra funcionária que sempre foi fantasma é Brenda Maira Tiago Candido; Que Brenda nunca trabalhou no local, mas pelo que a declarante percebeu tratava-se de uma troca de favores, isto é, Brenda, esposa do Deputado Estadual Marcelo Candido, também do PT (Partido dos Trabalhadores), estava lotada como funcionária da vereadora Claudete, ao passo que o filho da última constava como assessor do deputado." "Que a vereadora sempre deixou bem claro que os salários de João Carlos Moreno e de Jorge Antonio Sales eram para a sua pessoa; Que Jorge somente recebia R$ 800,00 (oitocentos reais), pois era obrigado a devolver o saldo para a declarante, que o repassava para a vereadora;... Que todos os pagamentos eram efetuados à vereadora entre os dias 25 e no mais tardar no dia 30,... Caso algum assessor se recusasse a repassar o dinheiro, seria exonerado" " O declarante ganhava mensalmente da Câmara Municipal de São Paulo a quantia de R$ 4.930,00, mas era obrigado a devolver cerca de R$ 4.130,00 todo o dia 25 do mês (ficava com apenas R$ 800,00)." "Havia dois funcionários ?fantasmas? no gabinete, que praticamente apareciam apenas para receber os vencimentos e devolver uma parte ao gabinete.... Quem coordenava o recebimento do dinheiro eram a vereadora CLAUDETE ALVES" "Dos dezoito assessores, pelo menos 12 devolviam parte de seus vencimentos à vereadora CLAUDETE ALVES... Portanto, a vereadora recebia, para si, de dinheiro desviado dos assessores, cerca de R$ 16.500,00 por mês, em média"
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Votar nesta eleição só com ajuda dos céus.
Por: Ataíde Lemos
Que triste realidade estamos vivendo nestes últimos anos e porque não dizer nestes últimos meses e dias em nosso país. São tantas manchetes que nem dá para acompanhá-las. Fraudes e mais fraudes, denuncias e mais denuncias vazia ou não. Depois de uma calmaria nos primeiros anos de mandato de Lula, vivemos uma devassa de denúncia, corrupção em todas as esferas e se não bastasse problemas internacionais que rodeiam nosso país, inclusive, afetando diretamente o Brasil. Muitas das crises os quais estamos vivenciando está relacionado ao ano eleitoral. Certamente, este pleito ficará registrado como um dos mais conturbados da historia do país. Tivemos a corrupção dos parlamentares no esquema do mensalão, onde o executivo de maneira sórdida comprou muitos partidos, deputados para aprovar mudanças constitucionais substanciais e fazer um esquema de Poder; CPIs conturbadas pelo pela intervenção direta e indireta dos poderes tanto Executivo quanto Judiciário. Muitas quedas de ministros de pastas importantes e amigos pessoais do presidente Lula. Uma crise violenta no partido de PT que acabou derrubando grande parte de seus lideres históricos. Esta crise do mensalão que terminou numa grande pizza deixando a sociedade atônita e anestesiada. Estamos sendo envolvidos numa crise internacional com a eleição do presidente da Bolívia Evo Moralles. Crise que está no início e não se sabe o seu fim, penas sabemos que a sociedade brasileira será a prejudicada. Estamos também vivendo uma triste realidade que é a greve de fome do pré-candidato do PMDB a presidente da republica Garotinho, que por mais que seja um ato extremo, tem alguns fundos de verdade quanto seus questionamentos. Sem duvida a candidatura de Garotinho tiraria a reeleição de Lula. E por fim, como não se bastasse inicia uma nova onda de denuncia a parlamentares que estão roubando o cofre publico através de licitações fraudulentas de ambulâncias. Denuncia de grande relevância, porem certamente, terminará como terminou as investigações e o desenrolar do mensalão, isto é, uma enorme pizza com direito a dança de deputados e tudo mais. A imprensa está rindo atoa, muitas manchetes para veicularem sem necessidade de brigarem pelos leitores, ouvintes ou tele espectadores. Têm manchetes para todos os gostos, idades e ideologia política. Pobre é do eleitor que este ano terá uma tarefa difícil, a mudança deste triste cenário político que o Brasil está atravessando. Certamente, são tantas realidades à serem mudadas que numa única eleição será impossível resolver os problemas que se fazem necessário. O difícil é imaginar que ainda faltam cinco meses para o pleito eleitoral, pois, sabemos lá quantas manchetes ainda a mídia disputará? Como nós cidadãos estaremos emocionalmente para exercer a cidadania? Termos que, a partir de agora iniciarmos um processo profundo de oração para que realmente na hora de votarmos o façamos estritamente numa dimensão espiritual, pois, decerto, com tudo o que estamos presenciando é impossível dizer que votaremos corretamente dependendo exclusivamente de nós sem ajuda dos céus.
Email:: ataide.lemos@gmail.com URL:: http://www.ataide.recantodasletras.com.br
Que triste realidade estamos vivendo nestes últimos anos e porque não dizer nestes últimos meses e dias em nosso país. São tantas manchetes que nem dá para acompanhá-las. Fraudes e mais fraudes, denuncias e mais denuncias vazia ou não. Depois de uma calmaria nos primeiros anos de mandato de Lula, vivemos uma devassa de denúncia, corrupção em todas as esferas e se não bastasse problemas internacionais que rodeiam nosso país, inclusive, afetando diretamente o Brasil. Muitas das crises os quais estamos vivenciando está relacionado ao ano eleitoral. Certamente, este pleito ficará registrado como um dos mais conturbados da historia do país. Tivemos a corrupção dos parlamentares no esquema do mensalão, onde o executivo de maneira sórdida comprou muitos partidos, deputados para aprovar mudanças constitucionais substanciais e fazer um esquema de Poder; CPIs conturbadas pelo pela intervenção direta e indireta dos poderes tanto Executivo quanto Judiciário. Muitas quedas de ministros de pastas importantes e amigos pessoais do presidente Lula. Uma crise violenta no partido de PT que acabou derrubando grande parte de seus lideres históricos. Esta crise do mensalão que terminou numa grande pizza deixando a sociedade atônita e anestesiada. Estamos sendo envolvidos numa crise internacional com a eleição do presidente da Bolívia Evo Moralles. Crise que está no início e não se sabe o seu fim, penas sabemos que a sociedade brasileira será a prejudicada. Estamos também vivendo uma triste realidade que é a greve de fome do pré-candidato do PMDB a presidente da republica Garotinho, que por mais que seja um ato extremo, tem alguns fundos de verdade quanto seus questionamentos. Sem duvida a candidatura de Garotinho tiraria a reeleição de Lula. E por fim, como não se bastasse inicia uma nova onda de denuncia a parlamentares que estão roubando o cofre publico através de licitações fraudulentas de ambulâncias. Denuncia de grande relevância, porem certamente, terminará como terminou as investigações e o desenrolar do mensalão, isto é, uma enorme pizza com direito a dança de deputados e tudo mais. A imprensa está rindo atoa, muitas manchetes para veicularem sem necessidade de brigarem pelos leitores, ouvintes ou tele espectadores. Têm manchetes para todos os gostos, idades e ideologia política. Pobre é do eleitor que este ano terá uma tarefa difícil, a mudança deste triste cenário político que o Brasil está atravessando. Certamente, são tantas realidades à serem mudadas que numa única eleição será impossível resolver os problemas que se fazem necessário. O difícil é imaginar que ainda faltam cinco meses para o pleito eleitoral, pois, sabemos lá quantas manchetes ainda a mídia disputará? Como nós cidadãos estaremos emocionalmente para exercer a cidadania? Termos que, a partir de agora iniciarmos um processo profundo de oração para que realmente na hora de votarmos o façamos estritamente numa dimensão espiritual, pois, decerto, com tudo o que estamos presenciando é impossível dizer que votaremos corretamente dependendo exclusivamente de nós sem ajuda dos céus.
Email:: ataide.lemos@gmail.com URL:: http://www.ataide.recantodasletras.com.br
Ex-dirigente do PT afirma que Marcos Valério queria arrecadar R$ 1 bi
myPor: Folha Online
O ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, afirmou que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, o pivô do escândalo do "mensalão", e o PT planejavam arrecadar R$ 1 bilhão por meio de esquemas ilegais com empresários que tinham negócios com o governo. O ex-dirigente petista fez a revelação em entrevista ao jornal "O Globo", que adiantou hoje trechos do depoimento em seu site."O PT virou refém do Marcos Valério, não tinha mais jeito. O Marcos Valério estabeleceu canais próprios com petistas e com não-petistas. Tem muita gente, muitos partidos (estão envolvidos). Só que tudo caiu na nossa conta", diz ele.Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sabia da atuação de Marcos Valério mas que muitos dirigentes do partido sabiam da atuação do empresário. "Mas não há santo nessa história toda, em nenhum partido, nem na direção do PT, que pagou o pato todo", afirma.Silvio Pereira afirma que o plano inicial era arrecadar recursos para saldar dívidas de campanhas antigas. A direção do PT, no entanto, mudou de idéia e o empresário passou a arrecadar recursos também para as campanhas municipais de 2004, financiar planos de ampliação do partido além de ajudar políticos do PTB."O que aconteceu é que o Delúbio perdeu o controle. Ele só sabia de três ou quatro deputados do PT. O resto, que recebeu no Banco Rural, não era esquema do Delúbio", afirma.Land RoverNo início da crise política de 2005, Silvio Pereira foi apontado pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como gerente de um esquema de corrupção nas estatais para abastecer a base aliada por meio de caixa dois.Mais tarde, ganhou notoriedade com o episódio da Land Rover. Ele admitiu ter recebido um jipe de presente de um executivo da empresa GDK, que tem contrato com a Petrobras, e pediu sua desfiliação do PT.Homem de confiança do ex-deputado José Dirceu (PT-SP), Pereira integrou a coordenação das últimas campanhas presidenciais do partido e participou da elaboração do estatuto do PT.
O ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, afirmou que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, o pivô do escândalo do "mensalão", e o PT planejavam arrecadar R$ 1 bilhão por meio de esquemas ilegais com empresários que tinham negócios com o governo. O ex-dirigente petista fez a revelação em entrevista ao jornal "O Globo", que adiantou hoje trechos do depoimento em seu site."O PT virou refém do Marcos Valério, não tinha mais jeito. O Marcos Valério estabeleceu canais próprios com petistas e com não-petistas. Tem muita gente, muitos partidos (estão envolvidos). Só que tudo caiu na nossa conta", diz ele.Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sabia da atuação de Marcos Valério mas que muitos dirigentes do partido sabiam da atuação do empresário. "Mas não há santo nessa história toda, em nenhum partido, nem na direção do PT, que pagou o pato todo", afirma.Silvio Pereira afirma que o plano inicial era arrecadar recursos para saldar dívidas de campanhas antigas. A direção do PT, no entanto, mudou de idéia e o empresário passou a arrecadar recursos também para as campanhas municipais de 2004, financiar planos de ampliação do partido além de ajudar políticos do PTB."O que aconteceu é que o Delúbio perdeu o controle. Ele só sabia de três ou quatro deputados do PT. O resto, que recebeu no Banco Rural, não era esquema do Delúbio", afirma.Land RoverNo início da crise política de 2005, Silvio Pereira foi apontado pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como gerente de um esquema de corrupção nas estatais para abastecer a base aliada por meio de caixa dois.Mais tarde, ganhou notoriedade com o episódio da Land Rover. Ele admitiu ter recebido um jipe de presente de um executivo da empresa GDK, que tem contrato com a Petrobras, e pediu sua desfiliação do PT.Homem de confiança do ex-deputado José Dirceu (PT-SP), Pereira integrou a coordenação das últimas campanhas presidenciais do partido e participou da elaboração do estatuto do PT.
quinta-feira, maio 04, 2006
do discurso do presidente Lula na cerimônia de assinatura da Declaração de Chapultepec
Por: Primeira Leitura
Palácio do Planalto, 3 de maio de 2006
Meu caro ministro Hélio Costa, ministro das Comunicações,Meu caro ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República,Meu caro Paulo de Tarso Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos,Meu caro André Singer, secretário de Imprensa,Meu caro Nelson Sirotsky, presidente da Associação Nacional de Jornais,Senhora Diana Daniels, presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa,
Senadora Ideli,Deputados federais,Empresários da imprensa brasileira,Jornalistas,Meus amigos e minhas amigas,
Assinar uma Carta que consagra a liberdade de imprensa é apenas mais um gesto de constatação de que a liberdade faz parte da nossa vida e sem a liberdade nós não seríamos o que somos e, possivelmente, não poderíamos almejar algo melhor do que temos.
Eu nasci para o mundo político graças à liberdade de imprensa. Num momento em que o movimento sindical era pouco difundido na imprensa brasileira, no ano de 75, eu fiz parte de um conjunto de dirigentes sindicais que chamou a atenção de uma parte da imprensa brasileira, e nós conseguimos, em pouco menos de cinco anos, sem que mudássemos uma única vírgula na legislação que rege a estrutura sindical brasileira, nós mudamos um pouco a história do movimento sindical brasileiro. E isso não seria possível se não fosse a liberdade de imprensa.
Depois criamos um partido político onde era pouco previsível, àqueles que montaram a engenharia da reestruturação político-partidária do Brasil, que nós fôssemos surgir no cenário político. A verdade é que a reforma política não estava prevista para que nós criássemos um partido com as características com que nós criamos o PT.
E, outra vez, eu devo à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência da República do Brasil. Perdi três eleições. Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições. Uma das razões pelas quais eu perdi as eleições, eu descobri logo: é que uma parcela da sociedade não tinha votado em mim, tinha votado no outro. Ao invés de reclamar, nós resolvemos detectar onde tínhamos errado e tentar consertar.
Ou seja, o fato concreto é que com erros e acertos, com a imprensa falando o que eu gostaria que ela falasse ou não, eu cheguei à Presidência da República. E estou aqui, fui alertado agora que não são mais 39 meses, já são 40 meses, e, outra vez, é com muito orgulho que, na frente de jornalistas e de empresários da imprensa, eu posso dizer: nunca peguei um telefone, enquanto Presidente da República, para ligar para qualquer empresário ou jornalista reclamando de alguma coisa, porque na hora em que um dirigente político quiser levantar todos os dias e só ver notícias boas sobre ele, a democracia estará correndo um sério risco e nós poderemos estar entrando numa maré de autoritarismo. E não são poucos os políticos que reclamam com vocês, não são poucos. Eu fico imaginando o quanto de telefonemas vocês recebem todos os dias: “não, porque tal coisa é verdade, tal coisa mentira, tal coisa saiu”.
Eu penso que nós temos que contar com uma coisa fundamental, que muitas vezes nós colocamos num segundo plano, que é a sabedoria daqueles que vêem televisão, daqueles que lêem jornais e daqueles que ouvem rádio. Nós temos que acreditar que esse povo por si só consegue fazer uma diferenciação daquilo que é correto, daquilo que não é correto, daquilo que ele acha que é verdade e daquilo que ele acha que é exagero. Engana-se aquele político que acha que faz as coisas e pensa que o eleitor não faz o julgamento correto.
E se engana, também, aquele que escreve alguma coisa sem imaginar ou sem acreditar que o povo tem capacidade de discernimento para saber o que é exagero, o que é verdade, o que é mentira. É essa a sabedoria da sociedade, Nelson, que me dá tranqüilidade de assinar uma Carta como esta, dizendo que a liberdade é a razão da minha entrada na política. A liberdade de imprensa é a razão pela qual eu cheguei à Presidência da República; a liberdade de imprensa é a razão pela qual as instituições brasileiras dão demonstrações mais sólidas de crescimento e sustentabilidade democrática.
E hoje o Brasil é um país que caminha a passos largos para não permitir que nenhuma intempérie menor coloque em risco a democracia. Hoje todos nós estamos convencidos, sejam políticos ou jornalistas, artistas, governadores ou prefeitos, empresários da imprensa, todos nós, hoje, estamos convencidos: o Brasil é um país de instituições sólidas. Poderemos aperfeiçoá-las? Poderemos aperfeiçoá-las. Elas podem ser aprimoradas? Podem ser aprimoradas. E isso é o que garante a existência da democracia no nosso país, é o que garante a existência da liberdade de imprensa no Brasil.
E eu iniciava a minha vida sindical quando se iniciava também um período muito duro de censura à imprensa brasileira. E no que resultou a censura à imprensa brasileira? Resultou em um grau de amadurecimento político ainda mais forte da sociedade brasileira. Eis que, de repente, em 1974, um partido de oposição que, em 1970, tinha pensado em fechar as portas porque não tinha eleito ninguém, em 1974 ressurge com uma força enorme, elegendo a maioria dos senadores em 1974. Eis que, de repente, quando pouca gente acreditava, o povo vai para a rua reivindicando as eleições diretas. E mesmo aqueles que não acreditaram, no primeiro momento, foram obrigados a seguir os passos que a sociedade brasileira estava dando, de forma muito forte e muito viva.
Houve momentos em que pessoas entendiam que no Brasil, quando a imprensa começou a divulgar os escândalos no governo Collor, na classe política, por exemplo, tinha gente que tinha medo do impeachment porque não acreditava, não sabia o que ia acontecer depois do impeachment. Teve o impeachment e o que aconteceu? Nada, o Brasil seguiu a sua trajetória sem nenhuma preocupação.
Portanto, assinar esta Carta para mim, no dia de hoje, é apenas dizer aos senhores políticos, aos empresários da imprensa, aos jornalistas que, no Brasil, não há mais espaço para a censura; no Brasil, não há mais espaço para condenar a liberdade de imprensa; no Brasil não há mais espaço para que a gente não compreenda, de uma vez por todas, que quanto mais poder nós temos, mais responsabilidade nós temos que ter. Isso vale para um presidente da República, para um prefeito, para um governador, para um jornal, para um grande jornalista. O que vai nos depurando e nos aprimorando é o grau de responsabilidade que a gente tem e o grau de seriedade com que nós tratamos os problemas que se apresentam à nossa frente.
Toda vez que me levanto e penso em reclamar da imprensa, fico imaginando que o Nixon renunciou por causa de uma mentira. Eu fico imaginando pelo que passou o Bill Clinton, com os problemas da Casa Branca, e foram meses e meses. Eu fico imaginando, em todas as reuniões de presidentes, Sirotsky, a grande reclamação é do tratamento da imprensa, e eu fico sempre pensando: houve algum momento, na história do Brasil ou na história de algum país do mundo, em que a imprensa, quando as coisas não estão boas, deixasse de ser a vilã? Não houve. Eu penso que todos nós temos a simplicidade de tentar encontrar o culpado por uma coisa que aconteceu, que nós não queríamos que acontecesse, e eu digo sempre o seguinte: ao invés de a gente ficar procurando um culpado fora do nosso meio, quem sabe é melhor a gente olhar se ele não está dentro de nós mesmos.
Por isso eu quero que vocês tenham a certeza de que, enquanto eu for Presidente da República deste país, vocês serão cada vez mais livres, cada vez poderão dizer o que quiserem, porque não haverá, da parte do governo, nenhuma censura. Estaremos subordinados à compreensão daqueles que lêem, daqueles que assistem e daqueles que ouvem, e os governantes estarão à mercê do julgamento daqueles que votam no país. Se compreendermos esse jogo, nós iremos construir a mais sólida democracia e a mais sólida liberdade de imprensa deste mundo.
Muito obrigado e boa sorte a vocês.
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Palácio do Planalto, 3 de maio de 2006
Meu caro ministro Hélio Costa, ministro das Comunicações,Meu caro ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República,Meu caro Paulo de Tarso Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos,Meu caro André Singer, secretário de Imprensa,Meu caro Nelson Sirotsky, presidente da Associação Nacional de Jornais,Senhora Diana Daniels, presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa,
Senadora Ideli,Deputados federais,Empresários da imprensa brasileira,Jornalistas,Meus amigos e minhas amigas,
Assinar uma Carta que consagra a liberdade de imprensa é apenas mais um gesto de constatação de que a liberdade faz parte da nossa vida e sem a liberdade nós não seríamos o que somos e, possivelmente, não poderíamos almejar algo melhor do que temos.
Eu nasci para o mundo político graças à liberdade de imprensa. Num momento em que o movimento sindical era pouco difundido na imprensa brasileira, no ano de 75, eu fiz parte de um conjunto de dirigentes sindicais que chamou a atenção de uma parte da imprensa brasileira, e nós conseguimos, em pouco menos de cinco anos, sem que mudássemos uma única vírgula na legislação que rege a estrutura sindical brasileira, nós mudamos um pouco a história do movimento sindical brasileiro. E isso não seria possível se não fosse a liberdade de imprensa.
Depois criamos um partido político onde era pouco previsível, àqueles que montaram a engenharia da reestruturação político-partidária do Brasil, que nós fôssemos surgir no cenário político. A verdade é que a reforma política não estava prevista para que nós criássemos um partido com as características com que nós criamos o PT.
E, outra vez, eu devo à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência da República do Brasil. Perdi três eleições. Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições. Uma das razões pelas quais eu perdi as eleições, eu descobri logo: é que uma parcela da sociedade não tinha votado em mim, tinha votado no outro. Ao invés de reclamar, nós resolvemos detectar onde tínhamos errado e tentar consertar.
Ou seja, o fato concreto é que com erros e acertos, com a imprensa falando o que eu gostaria que ela falasse ou não, eu cheguei à Presidência da República. E estou aqui, fui alertado agora que não são mais 39 meses, já são 40 meses, e, outra vez, é com muito orgulho que, na frente de jornalistas e de empresários da imprensa, eu posso dizer: nunca peguei um telefone, enquanto Presidente da República, para ligar para qualquer empresário ou jornalista reclamando de alguma coisa, porque na hora em que um dirigente político quiser levantar todos os dias e só ver notícias boas sobre ele, a democracia estará correndo um sério risco e nós poderemos estar entrando numa maré de autoritarismo. E não são poucos os políticos que reclamam com vocês, não são poucos. Eu fico imaginando o quanto de telefonemas vocês recebem todos os dias: “não, porque tal coisa é verdade, tal coisa mentira, tal coisa saiu”.
Eu penso que nós temos que contar com uma coisa fundamental, que muitas vezes nós colocamos num segundo plano, que é a sabedoria daqueles que vêem televisão, daqueles que lêem jornais e daqueles que ouvem rádio. Nós temos que acreditar que esse povo por si só consegue fazer uma diferenciação daquilo que é correto, daquilo que não é correto, daquilo que ele acha que é verdade e daquilo que ele acha que é exagero. Engana-se aquele político que acha que faz as coisas e pensa que o eleitor não faz o julgamento correto.
E se engana, também, aquele que escreve alguma coisa sem imaginar ou sem acreditar que o povo tem capacidade de discernimento para saber o que é exagero, o que é verdade, o que é mentira. É essa a sabedoria da sociedade, Nelson, que me dá tranqüilidade de assinar uma Carta como esta, dizendo que a liberdade é a razão da minha entrada na política. A liberdade de imprensa é a razão pela qual eu cheguei à Presidência da República; a liberdade de imprensa é a razão pela qual as instituições brasileiras dão demonstrações mais sólidas de crescimento e sustentabilidade democrática.
E hoje o Brasil é um país que caminha a passos largos para não permitir que nenhuma intempérie menor coloque em risco a democracia. Hoje todos nós estamos convencidos, sejam políticos ou jornalistas, artistas, governadores ou prefeitos, empresários da imprensa, todos nós, hoje, estamos convencidos: o Brasil é um país de instituições sólidas. Poderemos aperfeiçoá-las? Poderemos aperfeiçoá-las. Elas podem ser aprimoradas? Podem ser aprimoradas. E isso é o que garante a existência da democracia no nosso país, é o que garante a existência da liberdade de imprensa no Brasil.
E eu iniciava a minha vida sindical quando se iniciava também um período muito duro de censura à imprensa brasileira. E no que resultou a censura à imprensa brasileira? Resultou em um grau de amadurecimento político ainda mais forte da sociedade brasileira. Eis que, de repente, em 1974, um partido de oposição que, em 1970, tinha pensado em fechar as portas porque não tinha eleito ninguém, em 1974 ressurge com uma força enorme, elegendo a maioria dos senadores em 1974. Eis que, de repente, quando pouca gente acreditava, o povo vai para a rua reivindicando as eleições diretas. E mesmo aqueles que não acreditaram, no primeiro momento, foram obrigados a seguir os passos que a sociedade brasileira estava dando, de forma muito forte e muito viva.
Houve momentos em que pessoas entendiam que no Brasil, quando a imprensa começou a divulgar os escândalos no governo Collor, na classe política, por exemplo, tinha gente que tinha medo do impeachment porque não acreditava, não sabia o que ia acontecer depois do impeachment. Teve o impeachment e o que aconteceu? Nada, o Brasil seguiu a sua trajetória sem nenhuma preocupação.
Portanto, assinar esta Carta para mim, no dia de hoje, é apenas dizer aos senhores políticos, aos empresários da imprensa, aos jornalistas que, no Brasil, não há mais espaço para a censura; no Brasil, não há mais espaço para condenar a liberdade de imprensa; no Brasil não há mais espaço para que a gente não compreenda, de uma vez por todas, que quanto mais poder nós temos, mais responsabilidade nós temos que ter. Isso vale para um presidente da República, para um prefeito, para um governador, para um jornal, para um grande jornalista. O que vai nos depurando e nos aprimorando é o grau de responsabilidade que a gente tem e o grau de seriedade com que nós tratamos os problemas que se apresentam à nossa frente.
Toda vez que me levanto e penso em reclamar da imprensa, fico imaginando que o Nixon renunciou por causa de uma mentira. Eu fico imaginando pelo que passou o Bill Clinton, com os problemas da Casa Branca, e foram meses e meses. Eu fico imaginando, em todas as reuniões de presidentes, Sirotsky, a grande reclamação é do tratamento da imprensa, e eu fico sempre pensando: houve algum momento, na história do Brasil ou na história de algum país do mundo, em que a imprensa, quando as coisas não estão boas, deixasse de ser a vilã? Não houve. Eu penso que todos nós temos a simplicidade de tentar encontrar o culpado por uma coisa que aconteceu, que nós não queríamos que acontecesse, e eu digo sempre o seguinte: ao invés de a gente ficar procurando um culpado fora do nosso meio, quem sabe é melhor a gente olhar se ele não está dentro de nós mesmos.
Por isso eu quero que vocês tenham a certeza de que, enquanto eu for Presidente da República deste país, vocês serão cada vez mais livres, cada vez poderão dizer o que quiserem, porque não haverá, da parte do governo, nenhuma censura. Estaremos subordinados à compreensão daqueles que lêem, daqueles que assistem e daqueles que ouvem, e os governantes estarão à mercê do julgamento daqueles que votam no país. Se compreendermos esse jogo, nós iremos construir a mais sólida democracia e a mais sólida liberdade de imprensa deste mundo.
Muito obrigado e boa sorte a vocês.
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Lula 7: presidente assina carta pela liberdade de imprensa
Por: Primeira Leitura
Apesar das investidas de seu governo contra a liberdade de imprensa no país — a ameaça de expulsar o jornalista Larry Rother do país, o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo e a criação da agência nacional do audivisual —, o presidente Lula assinou nesta quarta-feira a Declaração de Chapultepec, espécie de tratado internacional em defesa da liberdade dos meios de comunicação. No pronunciamento na solenidade, ele atribuiu sua ascensão política ao respeito que impera no Brasil a esse princípio. “Eu nasci para o mundo político graças à liberdade de imprensa”, disse. “E, outra vez, eu devo à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência da República do Brasil”, acrescentou. O mesmo Lula que não queria que Rother permanecesse no Brasil depois de afirmar que o presidente era alcoólatra, definiu seu gesto de assinar a carta como uma forma de “dizer aos senhores políticos, aos empresários da imprensa, aos jornalistas que, no Brasil, não há mais espaço para a censura”, insistindo que esse princípio “vale para um presidente da República, para um prefeito, para um governador, para um jornal, para um grande jornalista”. O presidente também aproveitou para mostrar a diferença de sua conduta com a do pré-candidato do PMDB à Presidência Anthony Garotinho, que decidiu fazer uma greve de fome contra o que chama de “perseguição” da mídia à sua candidatura. “Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições”, discursou.
Apesar das investidas de seu governo contra a liberdade de imprensa no país — a ameaça de expulsar o jornalista Larry Rother do país, o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo e a criação da agência nacional do audivisual —, o presidente Lula assinou nesta quarta-feira a Declaração de Chapultepec, espécie de tratado internacional em defesa da liberdade dos meios de comunicação. No pronunciamento na solenidade, ele atribuiu sua ascensão política ao respeito que impera no Brasil a esse princípio. “Eu nasci para o mundo político graças à liberdade de imprensa”, disse. “E, outra vez, eu devo à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência da República do Brasil”, acrescentou. O mesmo Lula que não queria que Rother permanecesse no Brasil depois de afirmar que o presidente era alcoólatra, definiu seu gesto de assinar a carta como uma forma de “dizer aos senhores políticos, aos empresários da imprensa, aos jornalistas que, no Brasil, não há mais espaço para a censura”, insistindo que esse princípio “vale para um presidente da República, para um prefeito, para um governador, para um jornal, para um grande jornalista”. O presidente também aproveitou para mostrar a diferença de sua conduta com a do pré-candidato do PMDB à Presidência Anthony Garotinho, que decidiu fazer uma greve de fome contra o que chama de “perseguição” da mídia à sua candidatura. “Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições”, discursou.
Polícia Federal prende Ronivon Santiago e mais 19 por formação de quadrilha
Por: FELIPE RECONDOda Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal prendeu hoje um total de 20 pessoas dentro da Operação Sanguessuga, entre elas, o ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC). Outros três empresários e assessores parlamentares também foram presos. O número, no entanto, pode aumentar no decorrer do dia.
07.fev.2006/Folha Imagem
O ex-deputado Ronivon Santiago, cassado em 2005Trata-se de um esquema montado para aquisição fraudulenta de ambulâncias em Mato Grosso, a partir da apresentação de emendas parlamentares no Congresso, de acordo com informações preliminares da PF. Os suspeitos foram acusados de crimes de formação de quadrilha, fraude em licitações, corrupção passiva e ativa.Ronivon, cassado no final do ano passado pela Justiça por compra de votos, esteve no centro do escândalo da compra de votos para a reeleição, há 9 anos.
A Polícia Federal prendeu hoje um total de 20 pessoas dentro da Operação Sanguessuga, entre elas, o ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC). Outros três empresários e assessores parlamentares também foram presos. O número, no entanto, pode aumentar no decorrer do dia.
07.fev.2006/Folha Imagem
O ex-deputado Ronivon Santiago, cassado em 2005Trata-se de um esquema montado para aquisição fraudulenta de ambulâncias em Mato Grosso, a partir da apresentação de emendas parlamentares no Congresso, de acordo com informações preliminares da PF. Os suspeitos foram acusados de crimes de formação de quadrilha, fraude em licitações, corrupção passiva e ativa.Ronivon, cassado no final do ano passado pela Justiça por compra de votos, esteve no centro do escândalo da compra de votos para a reeleição, há 9 anos.
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