sábado, fevereiro 18, 2023

Aumento da isenção reduz Imposto de Renda para todos os assalariados

Publicado em 18 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Jota A (portalodia.com)

Pedro do Coutto

Excelente matéria de Julia Noia, O Globo desta sexta-feira, revelando que o aumento da isenção do Imposto de Renda anunciado pelo presidente Lula da Silva, de R$ 1.900 para R$ 2.640, atinge todos os salários, reduzindo o recolhimento na fonte para o IR. A matéria, portanto, tem grande interesse público e , finalmente, transporta uma notícia positiva em termos de interesse dos assalariados brasileiros.

Isso porque, como explica Julia Noia,  a redução para os que não estão isentos reduz concretamente a incidência do imposto a pagar na proporção do aumento dos que estão isentos. Todos, portanto, ficam isentos até R$ 2.600. Além disso, ao longo do governo Bolsonaro não foi aplicada nenhuma correção inflacionária para os que têm imposto a declarar sobre o que já recolheram na fonte.

AUMENTO INDIRETO – Assim, o Imposto de Renda da gestão Paulo Guedes apresentou um aumento real superior a 20%, pois só a inflação de 2021 bateu a taxa de 10 pontos. Foi um aumento indireto que recaiu sobre os que vivem da renda de seu trabalho.

Vale lembrar a frase de um político antigo, Ademar de Barros: “Salário não é renda. É o resultado, por exemplo, da aplicação em títulos do Tesouro”. O salário é consequência do trabalho desenvolvido. Na Folha de S. Paulo, a isenção foi focalizada por Renato Machado.

MUDANÇA DE TÁTICA –  Enganam-se os analistas que interpretaram uma abstenção de Fernando Haddad e Simone Tebet de atacarem a taxa de juros do Banco Central como uma trégua do presidente Lula a Roberto Campos Neto. O que houve foi uma mudança de tática, conforme comprova a reportagem de Alice Cravo e Ivan Martinez-Vargas, na edição de ontem de O Globo. Lula diz que não interessa a ele brigar com Campos Neto.

Lula disse que se Campos Neto topar vai levá-lo para conhecer os lugares mais miseráveis deste país, pois “ele tem que saber que a gente no Brasil tem que governar para as pessoas que mais necessitam. Sei o que o mercado faz para ganhar dinheiro, mas estou governando para o povo”, ressaltou. Indagado se pretende rever a autonomia do BC após o mandato de Campos Neto, em 2024, disse que avaliará o resultado disso na Economia.

Lula tem razão em colocar a matéria assim, pois se o Banco Central tivesse independência total, não teria porque ele se vincular ao governo, sendo que a fixação dos juros e das previsões inflacionárias não dependem só dele, mas do Conselho Monetário Nacional, integrados por Haddad e Tebet.

AMERICANAS – Jorge Paulo Lemann , Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles são os maiores acionistas tanto das Lojas Americanas quanto da Ambev. Nessa qualidade, os três bilionários apresentaram uma proposta aos bancos credores das Lojas Americanas de fazerem um aporte de R$ 7 bilhões para que as dívidas possam ser reescalonadas. A proposta foi rejeitada pelo Bradesco, pelo Itaú, pelo Santander, pelo Safra e pelo BTG Pactual.

Porém, ao formularem a proposta, os bilionários assumiram tacitamente a responsabilidade pela dívida de R$ 40 bilhões que se acumulou pelas Lojas Americanas.  A reportagem sobre a rejeição da proposta, Folha de S. Paulo de ontem, é de Daniele Madureira e Renato Carvalho.


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