Publicado em 16 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

“Congresso é um deserto de homens e ideias” (Oswaldo Aranha)
Vicente Limongi Netto
A experiência pessoal e profissional são fundamentais ao bom político. Amadorismo na difícil e fascinante arte da política é trágico e patético. Sobretudo na conturbada quadra atual, quando os afoitos e deslumbrados por holofotes fáceis costumam meter os pés pelas mãos.
O lúcido ex-presidente Sarney, acadêmico e noventão de boa cepa, lustrou e dignificou o Senado, o Congresso e o Brasil. Mantém inatacável a postura respeitada. É constantemente ouvido por políticos dos mais diversos partidos. A meu ver, nesta linha, Renan Calheiros tem currículo expressivo para substituir Sarney nas árduas missões que sustentem a democracia e a governabilidade.
MUITA EXPERIÊNCIA – Renan foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Presidiu o Senado e o Congresso por quatro mandatos. É hora do arguto Renan ocupar a função de impulsionador das boas causas legislativas que ofereçam sustentação ao governo Lula, decidindo, sobretudo, por medidas concretas que melhorem a qualidade de vida da população mais carente e necessitada.
É hora dos brasileiros passarem a merecer o apreço e o respeito dos políticos e dos gestores públicos. Foram eleitos com esta finalidade. Basta de migalhas e humilhações para os mais pobres.
Sustentar a democracia não é tarefa para iniciantes. Na ausência de Sarney, dentro do Congresso Nacional, o tarimbado Calheiros é o profissional com o melhor figurino para zelar pela democracia e pela Constituição. Deixando fluir os sonhos dos legítimos patriotas que amam a Pátria e desejam vê-la cada vez mais próspera e unida.
PRATA DA CASA – Considero sem cabimento, o fim da picada, as especulações favoráveis a contratação de técnico estrangeiro para o lugar do medonho Tite. Tem razão o excelente enviado do Correio ao Catar, Marcos Paulo Lima (13/12), dirigindo-se ao presidente da CBF, o baiano Ednaldo Gomes: “Dona Copa é meio nacionalista. Não é de dar moral para técnicos importados”.
Nomes na mesa colocados por analistas deslumbrados, que nunca jogaram nem bola de gude, quanto mais futebol, seguramente ficarão honrados com prováveis convites. E o custo financeiro de tanta baboseira? Carlos Lancelotti e Pepe Guardiola, citados nas tolas, açodadas e desnecessárias especulações, comandam times milionários e campeões, pela ordem, na Espanha e na Inglaterra.
SEM CHANCES – Duvido que esses técnicos famosos trocariam o certo, a fama, o luxo e salários milionários, pela seleção brasileira. Eternos craques, como Rivaldo e Gerson, são contrários a colossal bobagem.
Com elencos fantásticos que ambos dispõem, até eu, boleiro de 78 anos, ficaria entediado de ganhar campeonatos e encher o cofrinho de tanta grana.
O futebol brasileiro tem excelentes treinadores. Experientes e vitoriosos no ofício. Não devem nada, em táticas e técnicas de futebol, a nenhum famoso e badalado técnico estrangeiro. Cito dois deles, Dorival Junior e Fernando Diniz.
CANALHICE – Jornalismo de esgoto, o da Carta Capital, ao insultar João Havelange, que já não pode se defender dos coices e covardias da torpe revista. Decepção completa. O velhaco e patife da revista que jogou as patas em Havelange seguramente não é homem, é um rato.
Ainda falando da imprensa, parabéns a jornalista e colunista Denise Rothenburg, completando 25 anos de Correio Braziliense. O feito mereceu os anais da Câmara Federal, através do deputado Hildo Rocha (MDB-MA).