sábado, dezembro 17, 2022

No governo Lula, falta um político experiente que lidere as iniciativas de interesse público

Publicado em 16 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Primeira sessão do Plenário da Câmara reúne propostas em regime de urgência  - Diário do Poder

“Congresso é um deserto de homens e ideias” (Oswaldo Aranha)

Vicente Limongi Netto

A experiência pessoal e profissional são fundamentais ao bom político. Amadorismo na difícil e fascinante arte da política é trágico e patético. Sobretudo na conturbada quadra atual, quando os afoitos e deslumbrados por holofotes fáceis costumam meter os pés pelas mãos.

O lúcido ex-presidente Sarney, acadêmico e noventão de boa cepa, lustrou e dignificou o Senado, o Congresso e o Brasil.  Mantém inatacável a postura respeitada. É constantemente ouvido por políticos dos mais diversos partidos. A meu ver, nesta linha, Renan Calheiros tem currículo expressivo para substituir Sarney nas árduas missões que sustentem a democracia e a governabilidade. 

MUITA EXPERIÊNCIA – Renan foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Presidiu o Senado e o Congresso por quatro mandatos. É hora do arguto Renan ocupar a função de impulsionador das boas causas legislativas que ofereçam sustentação ao governo Lula, decidindo, sobretudo, por medidas concretas que melhorem a qualidade de vida da população mais carente e necessitada.

É hora dos brasileiros passarem a merecer o apreço e o respeito dos políticos e dos gestores públicos. Foram eleitos com esta finalidade. Basta de migalhas e humilhações para os mais pobres. 

Sustentar a democracia não é tarefa para iniciantes. Na ausência de Sarney, dentro do Congresso Nacional, o tarimbado Calheiros é o profissional com o melhor figurino para zelar pela democracia e pela Constituição. Deixando fluir os sonhos dos legítimos patriotas que amam a Pátria e desejam vê-la cada vez mais próspera e unida.

PRATA DA CASA – Considero sem cabimento, o fim da picada, as especulações favoráveis a contratação de técnico estrangeiro para o lugar do medonho Tite. Tem razão o excelente enviado do Correio ao Catar, Marcos Paulo Lima (13/12), dirigindo-se ao presidente da CBF, o baiano Ednaldo Gomes: “Dona Copa é meio nacionalista. Não é de dar moral para técnicos importados”.

Nomes na mesa colocados por analistas deslumbrados, que nunca jogaram nem bola de gude, quanto mais futebol, seguramente ficarão honrados com prováveis convites. E o custo financeiro de tanta baboseira? Carlos Lancelotti e Pepe Guardiola, citados nas tolas, açodadas e desnecessárias especulações, comandam times milionários e campeões, pela ordem, na Espanha e na Inglaterra.

SEM CHANCES – Duvido que esses técnicos famosos trocariam o certo, a fama, o luxo e salários milionários, pela seleção brasileira. Eternos craques, como Rivaldo e Gerson, são contrários a colossal bobagem.

Com elencos fantásticos que ambos dispõem, até eu, boleiro de 78 anos, ficaria entediado de ganhar campeonatos e encher o cofrinho de tanta grana.

O futebol brasileiro tem excelentes treinadores. Experientes e vitoriosos no ofício. Não devem nada, em táticas e técnicas de futebol, a nenhum famoso e badalado técnico estrangeiro. Cito dois deles, Dorival Junior e Fernando Diniz.

CANALHICE – Jornalismo de esgoto, o da Carta Capital, ao insultar João Havelange, que já não pode se defender dos coices e covardias da torpe revista. Decepção completa. O velhaco e patife da revista que jogou as patas em Havelange seguramente não é homem, é um rato.

Ainda falando da imprensa, parabéns a jornalista e colunista Denise Rothenburg, completando 25 anos de Correio Braziliense. O feito mereceu os anais da Câmara Federal, através do deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

Em destaque

Gilmar Mendes libera andamento de ações sobre pejotização no país; veja o que pode mudar

  Gilmar Mendes libera andamento de ações sobre pejotização no país; veja o que pode mudar Decisão vale para primeira e segunda instâncias; ...

Mais visitadas