Covid-19: Vinho pode ter ação protetora contr a doença, mas cerveja tem efeito contrário, mostra estudo
Cientistas concluíram, no entanto, que ingestão excessiva de qualquer bebida alcoólica pode elevar chance de contaminação pelo coronavírus
Evelin Azevedo
31/01/2022 - 09:25 / Atualizado em 01/02/2022 - 20:35
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Cerveja aumenta risco de Covid-19. Foto: Pixabay Beber cerveja pode ser um fator de risco para contrair Covid-19. Em contrapartida, consumir vinho tinto pode proteger contra a doença. Esta foi a conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Hospital Shenzhen Kangning, na China.
A pesquisa analisou 473.957 pessoas, das quais 16.559 receberam diagnóstico positivo para Covid-19. Análises apontaram que o consumo de cerveja e cidra aumentou o risco de contrair a doença, independentemente da frequência e quantidade ingerida. A alta frequência de consumo de destilados (ingestão de cinco copos por semana ou mais) também aumentou as chances de ser infectado.
Já pessoas cujo histórico apontava para o alto consumo de vinho tinto (ingestão de cinco copos por semana ou mais) tiveram menos risco de contrair a doença. O mesmo aconteceu para aqueles com alta frequência de consumo de vinho branco e champanhe.
"O consumo de cerveja e cidra não é recomendado durante as epidemias. As orientações de saúde pública devem se concentrar na redução do risco de Covid-19, defendendo hábitos de vida saudáveis e políticas preferenciais entre os consumidores de cerveja e cidra", afirmam os autores no estudo.
Homem passa por teste de Covid no Centro Municipal de Saúde Dom Hélder Câmara , em Botafogo, Rio de Janeiro. Aumento de casos de infecção pela variante Ômicron fez disparar a procura por testes e atendimento em postos de saúde Foto: FABIANO ROCHA / Agência O GloboTestes rápidos para Covid-19. Aumento de contaminação por Covid-19, devido a Ômicron, leva população a enfrentar grandes filas em postos de saúde para testagem Foto: CRISTIANO MARIZ / Agência O GloboPassageiros aguardam em filas no aeroporto da Cidade do México após mais de 80 pilotos do terem testado positivo para a Covid-19, forçando a suspenção de voos Foto: EDGARD GARRIDO / REUTERSPessoas fazem fila para serem testadas para a Covid-19 no estacionamento de um shopping, na Cidade do México Foto: LUIS CORTES / REUTERSParamédicos trabalham dentro de uma ambulância estacionada em frente ao Royal London Hospital, no leste de Londres. Capital da Inglaterra enfrenta grave escassez de pessoal causada pelo surto de Ômicron Foto: DANIEL LEAL / AFP
Mulher passa por teste de Covid-19 em uma van de teste móvel, na cidade de Nova York. Os EUA registraram mais de 1 milhão de casos de Covid-19 em 3 de janeiro Foto: ANGELA WEISS / AFPMulher passa por uma academia fechada em Toronto, Ontário. A província impôs novas restrições para desacelerar a disseminação da Ômicron Foto: GEOFF ROBINS / AFPTeste de antígeno positivo para coronavírus em um centro de testagem em Lima, no Peru. País assiste a uma aumento de casos em várias cidades e apertou algumas restrições devido a uma terceira onda de infecções causada pela variante Ômicron Foto: ANGELA PONCE / REUTERSSacos de lixo empilhados em condomínio no distrito de Tower Hamlets, leste de Londres. Setores da indústria britânica foram atingidos pela infecção de funcionários com a Ômicron Foto: JUSTIN TALLIS / AFPFila para teste de Covid-19 em um centro de testes do governo em Buenos Aires, Argentina Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP
Pessoas esperam em fila para serem testadas para Covid-19 na Union Station, em Los Angeles, Califórnia Foto: MARIO TAMA / AFPProfissional da saúde prepara dose da vacina Covid-19 para ser aplicada em Los Angeles, Califórnia, EUA Foto: FREDERIC J. BROWN / AFPPlaca informa os clientes de que os testes de Covid-19 estão esgotados em uma farmácia de Miami, Flórida Foto: MARCO BELLO / REUTERSEstudantes entre 15 e 18 anos esperam para serem vacinados com uma dose da vacina Covaxin contra a Covid-19 durante uma campanha de vacinação em uma escola em Bangalore, na Índia Foto: MANJUNATH KIRAN / AFPPolicial pede às pessoas que saiam do passeio na unidade da Marinha, durante restrições para limitar as reuniões públicas em meio à disseminação do coronavírus em Mumbai Foto: NIHARIKA KULKARNI / REUTERS
Motoristas foram fila em sistema drive-thru para serem testados para Covid-19, em meio a um aumento nas infecções pela variante Ômicron em Ashdod, Israel Foto: AMIR COHEN / REUTERSVoluntários distribuem testes rápidos de Covid-19 fornecidos pelo governo, no nordeste de Londres Foto: TOLGA AKMEN / AFPFuncionária limpa mesa de um café, em Hong Kong, após últimos clientes saírem. Toque de recolher às 18h foi determinado pelo governo para combater disseminação da nova variante da Covid-19 Foto: MLADEN ANTONOV / AFPProfissionais de saúde verificam documentos de pessoas em fila para os testes de Covid em um ginásio de Manila à medida que crescem os casos de infecção na capital do país Foto: AFPCliente deixa uma loja no Camden Market, em Londres. Empresas e consumidores do Reino Unido enfrentam novas restrições impostas devido à disseminação da variante Ômicron Foto: TOLGA AKMEN / AFP
Os cientistas compararam também o consumo de bebidas alcoólicas no geral com o risco de contrair Covid-19. Eles concluíram que aqueles que bebiam tinham um risco menor de desenvolver a doença em comparação com os que não bebiam, mas o efeito protetor não foi significativo.
No entanto, aqueles que bebiam acima das diretrizes tiveram uma tendência de maior risco de Covid-19, e os consumidores que dobraram a ingestão acima das diretrizes ou consumiram mais que o dobro tiveram um risco 12% maior de pegar Covid-19 em comparação com quem não bebe.
A quantidade de consumo semanal de álcool foi convertida em unidades para cerveja e cidra (1 litro = 2 unidades), vinhos (1 taça padrão = 2 unidades) e destilados (1 shot = 1 unidade). As pessoas foram agrupadas em quatro categorias: (1) não bebedor ou bebedor apenas em ocasiões especiais; (2) dentro das diretrizes recomendadas (aqueles que consumiam menos de 14 unidades por semana); (3) acima do recomendado pelas diretrizes (de 14 a menos de 28 unidades por semana); e (4) duas vezes ou mais acima das diretrizes recomendadas (28 unidades ou mais por semana).