Posted: 19 Aug 2021 06:42 AM PDT Uma pesquisa do IBGE divulgada hoje mostra que, mesmo antes da pandemia, os brasileiros viviam uma situação financeira complicada. No IBGE: 72,4% dos brasileiros vivem em famílias com dificuldades para pagar as contas Por Alerrandre Barros Resumo:
Cerca de 72,4% da população brasileira viviam em famílias com alguma dificuldade para arcar com as despesas mensais, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Perfil das Despesas, divulgada hoje (19) pelo IBGE. Enquanto 58,3% viviam em famílias que alegavam dificuldade, 14,1% tinham muita dificuldade. Já outros 26,5% tinham facilidade e apenas 1,1% viviam em famílias que responderam ter muita facilidade para chegar até o fim do mês com a renda total familiar que tinham. Entre os integrantes de famílias com pessoa de referência preta ou parda, 9,7% tinham muita dificuldade e 34,7% tinham dificuldade, totalizando 44,4% da população do país que viviam em famílias com alguma dificuldade e eram chefiadas por pretos ou pardos. Já nas famílias cujo responsável era branco, 4,2% tinham muita dificuldade e 22,8% tinham dificuldade, totalizando 27,0% da população do país com algum grau de dificuldade. Já na comparação dos chefes de família por sexo, a proporção da população que vivia em famílias que avaliaram ter muita dificuldade praticamente não variou entre os grupos, sendo 7,0% tanto quando a pessoa de referência era homem ou mulher. No entanto, há grande diferença quando se avaliou sua condição de passar o mês com o rendimento total familiar com facilidade. As famílias chefiadas por homens e que realizaram essa avaliação concentraram de 17,5% da população, enquanto aquelas chefiadas por mulheres concentraram 9,0%. “Essa diferença pode ser explicada tanto pela renda per capita mais baixa para famílias com pessoas de referência que eram mulheres, como também por uma maior quantidade de famílias cuja pessoa de referência é homem”, disse o analista da pesquisa, André Martins. 46,2% da população viviam em famílias que reportaram ter atrasado alguma conta A pesquisa mostra também que, entre 2017 e 2018, 46,2% da população integravam famílias com atraso em ao menos uma conta do domicílio devido a dificuldades financeiras. Famílias com atrasos em contas de água, eletricidade ou gás concentravam 37,5% da população, segundo por atrasos em prestações de bens e serviços (26,6%) e atrasos com a aluguel ou prestação do imóvel (7,8%). Entre os 46,2% da população que integravam famílias com contas em atraso, 26,0% também eram de famílias em que a pessoa de referência tinha até o ensino fundamental completo e apenas 3,8% da população também pertenciam a famílias cuja pessoa de referência tinha o nível superior completo. 66,2% da população vivem em famílias em que alguém tem conta corrente A POF 2017-2018 investigou ainda o acesso das famílias a serviços financeiros. No período, 83,3% da população integravam famílias em que pelo menos um de seus componentes tinha um dos serviços financeiros analisados. A maior parte tinha acesso à conta corrente (66,2%). Outros 55,9% da população eram membros de famílias em que alguém tinha caderneta de poupança, seguido do cartão de crédito (49,9%) e do cheque especial (19,5%). O restante tinha acesso às despesas ou recebimentos de seguros (35,3%) e a operações com empréstimos e parcelamento de imóveis, automóveis ou moto (32,1%). “A proporção de brasileiros que viviam em famílias em que ninguém tinha ao menos um dos serviços bancários analisados foi de 16,7%, sendo 11,7% da população também integrantes de famílias com pessoas de referência pretas ou pardas e 4,8% da população também integrantes de famílias cuja pessoa de referência era branca”, acrescentou André Martins. O Sudeste concentrava 18,9% da população vivendo em famílias em que pelo menos um morador realizou despesas com taxas bancárias, juros de cheque especial e de cartão de crédito no período do estudo. O Nordeste (7,9%) teve a segunda maior concentração, porém o Sul, com uma população bem menor, teve um percentual próximo (6,8%). No Centro-Oeste (4,1%) e no Norte (1,9%) essas despesas não atingiam nem 5% da população. Nas transações que envolvem a tomada ou o pagamento de empréstimos e despesas com parcelamento de imóveis, automóveis e motos, o Sudeste também lidera, pois concentrava 12,8% da população do país vivendo em famílias que tiveram ao menos uma transação com esses serviços, mas o percentual no Nordeste (9,4%) foi o dobro do Sul (4,7%). O Centro-Oeste (3,0%) e o Norte (2,2%) vinham a seguir. A concentração da população brasileira que vivia em famílias do Sudeste que tiveram despesas ou recebimentos com serviços de seguros foi de 18,0%, 7,6% em famílias do Sul, 5,9% do Nordeste, 3,0% do Centro-Oeste e 0,8% do Norte. Famílias com pessoa de referência branca gastam mais com serviços financeiros A despesa mensal per capita com todos os serviços financeiros selecionados pela pesquisa foi de R$ 124,79. Os pagamentos de empréstimos, parcelamento de imóvel, automóvel e moto representaram 76,5% dessas despesas, ou R$ 95,51 por habitante. A contribuição das famílias com pessoa de referência branca nas despesas per capita com serviços financeiros (R$ 73,62) foi bem maior que a das famílias com a pessoa de referência preta ou parda (R$ 48,91). A contribuição para o valor per capita mensal com aplicações das famílias com pessoa de referência branca (R$ 76,63) era mais que o triplo do das famílias com pessoa de referência preta ou parda (R$ 24,69). O post IBGE: antes da pandemia, 72% dos brasileiros já viviam no perrengue apareceu primeiro em O Cafezinho. |
Posted: 19 Aug 2021 06:41 AM PDT O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Felipe Salomão, decidiu que as plataformas digitais teriam que suspender os repasses de monetização de canais investigados por divulgar fake news sobre o processo eleitoral. O efeito da decisão de Salomão já teve efeito imediato. Cerca de 25 canais pró-Bolsonaro apagaram ou tornaram privadas 263 vídeos com ataques as urnas eletrônicas, autoridades da Justiça Eleitoral, ministros e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. O levantamento foi realizado pela Novelo Data. A empresa fez uma filtragem nos posts a partir de palavras-chave, chegar aos dados quantitativos, como os nomes dos tribunais e de seus ministros e referências às urnas eletrônicas. Na limpeza, está incluso os canais do bolsonarista Fernando Lisboa, do ‘Vlog do Lisboa’. Seus canais, com mais de 800 mil seguidores, são alvos do TSE. Ao todo, foram apagados dois vídeos, um deles exaltando à live criminosa de Bolsonaro onde propaga fake news e faz acusações, sem provas, sobre fraude nas urnas que levou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, incluir Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news. Outro vídeo apagado foi com o título “Lula só GANHA com Fraude nas Urnas”. O post Após ofensiva do TSE, canais bolsonaristas apagam mais de 260 vídeos com ataques as urnas eletrônicas apareceu primeiro em O Cafezinho. |
PoderData: apoio a impeachment de Bolsonaro chega a 58% Posted: 19 Aug 2021 05:59 AM PDT O PoderData, divisão de pesquisas do site Poder360, publicou há pouco uma pesquisa que mostra um aumento expressivo no apoio ao impeachment, além da deterioração avançada do prestígio do governo e do presidente. Segundo a pesquisa, o percentual de eleitores que consideram o trabalho do presidente Bolsonaro como “ruim/péssimo” subiu para 56%, o que é o pior índice do início da série. Já o percentual de eleitores que consideram o governo como “ótimo/bom” caiu para 28%. A avaliação do governo, dividida entre aprovação e desaprovação, é ainda pior, o que indinca que a maior parte dos entrevistados que dão nota “regular” tendem a desaprovar a administração. Segundo a pesaquisa, 64% dos eleitores desaprovam o governo Bolsonaro, o que é um recorde desde que o PoderData começou a colher dados. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de agosto. A pesquisa também apurou o apoio ao impeachment de Bolsonaro, e também aí se viu uma significativa deterioração dos números do presidente. O apoio ao impeachment saltou 8 pontos desde a última pesquisa, em julho, e agora está em 58%. Apenas 32% opinam que Bolsonaro “deve continuar” como presidente. Na estratificação, temos alguns números impressionantes: entre mulheres, por exemplo, o apoio ao impeachment de Bolsonaro chega a 67%. Entre famílias de classe média, com renda entre 5 e 10 salários, o apoio ao impeachment chega a 71%. Entre famílias mais pobres, com renda familiar até salários, o apoio ao impeachment está em 64%. A única faixa de renda onde ainda se encontra mais gente apoiando Bolsonaro do que defendendo seu impeachment são as famílias com renda entre 2 e 5 salários, entre as quais 48% defendem a continuidade do governo, e 47% o impeachment. |
quinta-feira, agosto 19, 2021
IBGE: antes da pandemia, 72% dos brasileiros já viviam no perrengue
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