Estamos diante de um fenômeno de malfeitos nunca visto no município de Jeremoabo, onde por enquanto 21(vinte e uma) pessoas furaram a fila de vacinação, roubando o direito de cidadãos com morbidade.
“Estamos vivendo a versão 2.0 do jeitinho brasileiro, que se aproveita do desespero dos demais para tirar vantagem”, lamenta Renato Meirelles, fundador e presidente do Instituto Locomotiva.
Para Renato Janine, professor de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, os casos estão relacionados a uma certa “degradação do ambiente público no Brasil”. É muito comum, no cotidiano, a ocorrência de desrespeito às filas. “Pessoas com frequência furam, geralmente, com o pretexto de que é uma bagunça mesmo. Então, elas não assumem a responsabilidade de que estão furando. É uma convicção de que a organização social não funciona”, explica o professor.(Por Mara Matos - https://jornal.usp.br/).
Crime e castigo
No caso dos fura-filas da vacina contra a covid-19, o advogado Marcelo Válio, especialista em Direito Constitucional, explica que não faltam instrumentos legais para responsabilizá-los. O primeiro que cita é o Artigo 268 do Código Penal, que dispõe sobre a infração de medida sanitária preventiva. “É justamente o caso de quem passa na frente de grupos prioritários, mesmo conhecendo as determinações das autoridades de saúde”, diz. O jurista também cita a Lei 13.869 de 2019, que atribui crime de responsabilidade a prefeitos que desviem “bens [no caso, as vacinas], rendas ou serviços públicos” para benefício próprio ou de terceiros.(Joana Oliveira https://brasil.elpais.com/).
Nota da redação deste Blog - Com esse número de fura-filas acredito que a Polícia Federal não demora a visitar Jeremoabo, já que esse caso com certeza irá engrossar os números da CPI.
