sexta-feira, dezembro 18, 2020

Superintendência da PF sentou em cima da investigação sobre crimes fiscais da TV Globo

Publicado em 18 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | Globo gasta R$ 8,3 bilhões para fazer TV, mas ganha dinheiro mesmo é com os juros

Charge do Nico (Arquivo Google)

Carlos Newton

Quando não existe transparência de informações, o jornalista pode acabar sendo levado a erro. Foi o que aconteceu ao editor-chefe da Tribuna da Internet, que atua independente e livre, sempre publicando com isenção informações e críticas amparadas no Direito Constitucional.

Seguidas vezes cobrou do procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito, do Rio de Janeiro, o andamento das investigações sobre irregularidades e até crimes fiscais cometidos pelos controladores da Rede Globo, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho, herdeiros do criador da Rede Globo, jornalista Roberto Marinho.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA – Em busca de informações a respeito da investigação conduzida na 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sobre o esquema das empresas de fachada usadas pelos controladores da Rede Globo, esbarramos com uma surpreendente falta de transparência na Polícia Federal do Rio.

No vaivém entre a Polícia Federal e a 2ª Vara Federal Criminal, que ficam próximas na Zona Portuária do Rio, o editor-chefe não conseguiu saber em que pé estava a investigação.

Depois, com base em repetidas informações prestadas pelo cartório da Corregedoria Regional da Polícia Federal, no Rio, e também pela assessoria da  delegada responsável Aline Marchesini Pinto, julgou que os autos já tinham sido encaminhados ao procurador Paulo Brito. Mas a informação não correspondia à realidade.

ENFIM, A VERDADE – Somente agora, depois de a TI haver criticado a participação do procurador, surge a verdade dos fatos sobre o procedimento criminal. Os autos foram transferidos de São Paulo para o Rio de Janeiro em 4 de dezembro de 2019 e o restante da investigação, segundo o juiz da 2ª Vara Federal Criminal, deveria tramitar entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, sem interferência do Poder Judiciário, mas isso absolutamente não aconteceu, porque o processo está parado.

Objetivando pôr um fim nessas equivocadas informações, o procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito, a quem rendemos nossas homenagens e pedimos desculpas pela crítica descabida, encaminhou o seguinte despacho ao advogado Luiz Nogueira, que representa o autor da notícia-crime contra os irmãos Marinho, o advogado e ex-deputado Afanasio Jazadji:

“Segundo consta no sistema ÚNICO do MPF, os autos do processo no.5096780-78.2019.4.02.5101/RJ se encontram NA SUPERINTENDÊNCIA DA POLÍCIA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO, desde 22/09/2020. Logo, para que esta Procuradoria da República possa analisar o feito, será necessário que o procedimento seja devidamente devolvido a este parquet Federal, via e-proc, para as providências cabíveis.

PARADO NA PF – Assim, fica claro que a paralisação do processo contra os irmãos Marinho ocorre única e exclusivamente por responsabilidade da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Aliás, no site da Justiça Federal Criminal consta mesmo que já transcorreu o prazo para a Polícia Federal se posicionar e mostrar o resultado de suas investigações no citado processo.

Por fim, se o processo está na Superintendência da Polícia Federal, que as explicações devidas então sejam oferecidas à sociedade pelo delegado Tácio Muzzi, novo superintendente regional da PF.

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P.S.
 – Como o restante da imprensa não se interessa pelo empolgante tema, a Tribuna da Internet se compromete a continuar cobrindo o assunto, sempre com exclusividade completa. Quanto ao delegado Muzzi, que é homem de confiança do presidente Bolsonaro, logo saberemos em qual time ele verdadeiramente está jogando(C.N.)

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