quinta-feira, dezembro 17, 2020

Governador do ES defende projeto único para o Centrão chegar ao 2º turno em 2022

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Segundo Casagrande, Moro não está no campo político do Centrão

Edis Henrique Peres
Correio Braziliense

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), defendeu a união entre partidos de centro-esquerda e centro-direita em uma candidatura forte para a presidência da República em 2022. “Essa seria uma ação para sairmos da polarização política brasileira e termos energia de chegar ao 2° turno. Se houver uma pulverização das candidaturas, o PT e o Bolsonaro vão disputar as eleições, e os partidos de centro-esquerda e centro-direita não conseguirão destaque”, explicou ele.

A afirmação foi feita em entrevista, nesta segunda-feira, dia 14, no CB.Poder — uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. No programa, Casagrande comentou a situação das legendas para as próximas eleições.

PROJETO ÚNICO – Para o governador, os partidos provavelmente lançarão seus pré-candidatos já no próximo ano em busca de tentar consolidar algum nome de sua preferência. “No entanto, neste momento, é exigido um comportamento diferente”, disse ele. Segundo ele, é necessário que os partidos de centro proponham um projeto único ao longo dos dois anos até a nova eleição.

“João Doria, Luciano Huck e demais nomes precisam pensar em quem agrega mais nesse campo, se não terão candidaturas que ficará pelo caminho. E não estamos em condições disso acontecer, precisamos de um projeto responsável que fortaleça as instituições democráticas do país”.

O governador aproveitou para comentar sobre outro nome cogitado para as eleições de 2022, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Segundo Casagrande, Moro não está no campo político do Centrão. “Ele teve um vínculo muito forte com o (presidente) Jair Bolsonaro e se posicionou em um espectro mais à direita. Na questão do centro ele não cabe”, finalizou.

VACINAÇÃO – Outro tema discutido no CB.Poder desta segunda foi a vacinação contra covid-19, que para o governador é um assunto primordial para acalmar a angústia dos brasileiros. “Minha opinião é que o governo deve adquirir todas as vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou pelas outras agências reguladores da Europa, Japão, China ou Estados Unidos, como está previsto na lei”.

“Precisamos ter todas as alternativas e também precisamos ter velocidade. Tendemos a ter um verão amedrontador para os brasileiros, principalmente para os mais idosos, porque os jovens se expõem e levam a doença (covid-19) para os grupos vulneráveis. Estamos perdendo entre 600 e 700 pessoas por dia, em um estado de contaminação crescente. Além disso, já estamos atrasados em relação a outros países”, opinou.

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