Carta de um ilustre cidadão de Jeremoabo endereçada a ABI

 CARTA ABERTA À ABI.

Senhores as coisas estão piores que os senhores possam imaginar, estão botando os jornalistas pra correrem de Jeremoabo.

Até as eleições lá somente ficarão os isentões.

A primeira vítima foi Márcio Lima, que foi ameaçado de agressão física, durante a invasão da rádio onde trabalhava há anos por um secretário do governo municipal, por tê-lo criticado, quando as coisas esfriaram foi mandado embora.
Em seguida foi a vez do comunicador Carlino Souza não aguentar o arrocho, pedir pra sair e partir.
Posteriormente foi a vez de Davi Alves, que por não ter a força suficiente pra vencer Golias levou uma pisa de outro secretário de governo e calar-se.
Hoje uma grande autoridade, se não me engano Chefe de Gabinete do prefeito, após exibição de um áudio com sua voz onde ameaçava com inquérito administrativo uma funcionária publica concursada, que havia concedido uma entrevista a alguém, onde reivindicava direitos salarias, tendo esta autoridade ligado para a rádio xingado e ameaçado de agressão ao apresentador do programa Jeremoabo Alerta, Douglas Santos, que não sei se por medo, ou precaução terminou o programa pianinho, tenho dúvidas se este voltará a Jeremoabo enquanto o governo atual estiver no poder.
Sobrou somente o jornalista Dedé Montalvão, que por ser mais experiente e ter o couro mais duro e estar residindo em Aracaju; senão acho que seguiria o mesmo caminho dos outros, tendo a opção de desistir de criticar, ou sair as pressas de sua própria terra.
Está é a lei que impera hoje em Jeremoabo, onde prevalece a voz do mais forte em poderio político e econômico, ou a voz daquele que grita mais alto.
Com a palavra ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA.
Pois como dizia Martin Luther King " Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam".
A imprensa é a voz de uma sociedade escravizada sob o jugo de poderosos tiramos e opressores, ajude-nos ABI.

Assinado: Cidadão de Jeremoabo que prefere o anoimato, a ser a próxima vítima.