BRASÍLIA - A oposição não lançará candidato à sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. Embora tenham planejado entrar na briga para tomar do governo o comando do Congresso, apoiando um peemedebista independente como os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), tucanos e democratas desistiram do confronto.
"Não queremos disputar nem conflagrar neste momento. Até daria para disputar, mas não com o Senado na UTI como está", resumiu ontem o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM). "Entrar na disputa não é assunto prioritário nem das nossas cogitações imediatas. Se tiver que haver eleição, está na hora da Casa se reencontrar em um grande entendimento em torno de um nome que inspire credibilidade ao Senado", disse o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN).
Ambos reconhecem que é do PMDB a primazia na indicação do candidato, mas impõem condições para evitar contestação. "Não aceitaremos pau mandado, nem um nome que rebaixe o Senado. Queremos um presidente altivo, que represente a Casa", insiste Virgílio, ao destacar que os peemedebistas terão de escolher um perfil que os ajude a "reerguer" o Senado.
O PSDB aproveita a oportunidade para cobrar um "gesto" de Renan e, mais uma vez, pede que ele renuncie de vez ao cargo de presidente. Maia explica que a estratégia da oposição é deixar este assunto fora da pauta neste momento. O líder do DEM alerta, no entanto, para a inconveniência de se vetar alternativas do PMDB na sucessão, como o fez Arthur Virgílio quando anunciou o veto público à eventual candidatura de José Sarney (PMDB-AP).
"Se começarmos a vetar, damos uma ingênua contribuição para unir a base aliada. Ainda que tivéssemos a intenção de disputar, não poderíamos vetar ninguém", critica Maia. Diferentemente do tucano, o líder do DEM não veta nem descarta quem quer que seja.
Nem mesmo a hipótese de o vice-presidente petista Tião Viana (AC) assumir de vez a cadeira do titular. "Não descarto ninguém, desde que seja pelo entendimento, o que passa pelo PMDB", afirma o líder. Na mesma linha, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), diz que não faz objeção nenhuma a Tião Viana na presidência. "Ele é um bom presidente a esta altura", conforma-se.
O tucano diz que o cenário do petista ser escalado para cumprir o restante do mandato de Renan, que só termina em fevereiro de 2009, não preocupa o PSDB por uma simples razão: ele está convicto de que o PMDB vai se encarregar de tirá-lo de lá.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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