sábado, agosto 08, 2026

Flávio Bolsonaro fala em indicar mulheres ao STF em evento com aliadas

Por Catarina Scortecci e Juliana Cirila / Folhapress

08/08/2026 às 15:40

Foto: Carlos Moura / Agência Senado

Imagem de Flávio Bolsonaro fala em indicar mulheres ao STF em evento com aliadas

O candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) neste sábado (8) durante ato de campanha no interior de São Paulo e, em aceno ao eleitorado feminino, afirmou que, se eleito, irá indicar "homens e mulheres" à corte.

"O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF", disse ele.

O presidente Lula (PT) indicou três homens para o tribunal neste mandato, o que despertou críticas de ativistas da igualdade de gênero. Um deles foi rejeitado pelo Senado, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) Jorge Messias. A vaga permanece aberta.

Atualmente há apenas uma mulher na corte, a ministra Cármen Lúcia. Outras duas foram indicadas na história do tribunal: Ellen Gracie (em 2000) e Rosa Weber (em 2011).

Na pré-campanha, Flávio Bolsonaro chegou a cogitar a escolha de uma vice mulher em sua chapa, mas anunciou, na quarta (5), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vaga. Nas pesquisasele tem desempenho pior do que Lula no segmento feminino.

Em discurso neste sábado, sem citar nomes, o candidato afirmou ainda que "se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política". "Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata", continuou.

O evento em Itapetininga, no interior de São Paulo, foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Ela é ex-prefeita de Itapetininga e tem força junto ao eleitorado religioso, especialmente católico.

No ato, Flávio Bolsonaro também voltou a falar da facada contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha de 2018. Disse ainda que o atual governo "parece ter pacto com o demônio" e defendeu o armamento.

"Foi um ex-integrante do PSOL que tentou assassinar Bolsonaro. A história da esquerda é marcada com situações assim. Quase sempre a vítima é alguém de direita", disse ele, em declaração que repete o tom conspiratório sobre o episódio.

A Polícia Federal concluiu que o agressor, Adélio Bispo, agiu sozinho na ocasião.

"Mais 4 anos de PT e o Brasil vai se tornar uma Venezuela ou uma Grécia. O povo vai ficar sem liberdade. Marginais vão tomar conta das ruas, vão invadir nossas casas. Eles desarmaram o povo brasileiro, que nem o direto de se defender hoje tem mais. Vamos resgatar isso", atacou ele.

"Está escrito na Bíblia e na Constituição, qualquer brasileiro tem direito de se defender, defender sua família, sua propriedade", continuou.

O candidato também afirmou que, caso eleito, vai declarar guerra contra o narcotráfico, classificando organizações criminosas como terroristas. E acrescentou que, durante sua posse, fará uma oração "entregando a nação brasileira nas mãos do senhor Jesus".

"Porque nós não estamos disputando voto, nós não vamos disputar só uma eleição, quero trabalhar para recuperar almas, o Brasil está doente na sua alma. É uma crise moral generalizada, porque o mau exemplo vem de cima. É um governo que parece que faz pacto com demônio. Nós vamos expulsar esses demônios daquela praça dos Três Poderes", disse ele.

Flávio chegou por volta das 10h30 no evento, que reuniu candidatos, prefeitos da região e apoiadores. No local eram vendidas bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de bonés nas cores verde e amarelo com o nome do candidato do PL.

No palco do evento também estavam o deputado federal Maurício Neves, presidente estadual do PP em São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado por São Paulo, e o deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa e também candidato ao Senado.

A agenda integra a estratégia da campanha do PL para tentar reduzir a resistência de mulheres ao nome de Flávio.

Na quarta-feira, ele afirmou que fez duas filhas mulheres para que elas possam cuidar dele na velhice. "Muitas vezes, na grande parte das vezes, quem tem que tomar conta dos idosos são as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para isso. Quando eu ficar velhinho, eu vou ter quem vai tomar conta de mim porque as mulheres são assim: são família, são coração, são sentimento, são sensibilidade."

Outra estratégia do senador para conquistar eleitoras foi trazer sua esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, para sua campanha.

A necessidade de acenar para as mulheres se agravou após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ter dito publicamente que Flávio a maltratou. Um mês depois da crise, que eclodiu no fim de junho, o senador e sua madrasta deram sinais de reconciliação —ela aceitou um pedido de desculpas público do enteado e prometeu ajudá-lo na campanha.

Durante discurso neste sábado, a deputada Simone Marquetto disse que não é candidata à reeleição e que "hoje a minha grande missão é fazer Flávio Bolsonaro o nosso presidente da República". "O que nos une são a vida, a liberdade, a expressão religiosa", afirmou ela.

Ela citou também os nomes dos demais candidatos presentes e afirmou que a vitória deles é importante para "nos defender e cuidar das nossas famílias".

Politica Livre

Lula: anunciamos o menor desmatamento da década na Amazônia


Por Circe Bonatelli e Lavínia Kaucz / Folhapress

08/08/2026 às 13:27

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Imagem de Lula: anunciamos o menor desmatamento da década na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai mandar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados sobre o menor desmatamento da década registrado na Amazônia. "Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade.

Lula discursou na manhã de sábado, 8, para seus apoiadores, tradicionalmente vestidos de vermelho, com bandeiras dos partidos de esquerda, além de entidades sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). No mês passado, os EUA anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 25% contra o Brasil por, entre outros motivos, falha em combater o desmatamento.

Segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na última sexta-feira, 7, o Brasil registrou entre agosto de 2025 e julho de 2026 a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos, desde que foi iniciada a série histórica, em 2016.

Lula ainda elogiou o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pela aprovação da reforma tributária. Na avaliação do presidente, a reforma, que entra em vigor em 2027, "certamente vai beneficiar muito o Brasil, o povo brasileiro, as empresas e o comércio, porque é uma reforma tributária justa".

O presidente também atribuiu a Haddad o projeto que isentou pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês do imposto de renda. "É um acerto da nossa política econômica", afirmou.

Lula destacou que a "economia está dando certo" e citou indicadores que, segundo ele, confirmam a melhora do cenário econômico. "Temos a menor inflação acumulada em quatro anos, o menor desemprego da história, o maior crescimento da massa salarial da história", afirmou.

"O Brasil não crescia acima de 3% desde que eu deixei a presidência da República em 2010", ressaltou. O presidente também afirmou que "não é possível um país dar certo" se o dinheiro não estiver circulando entre a população e concentrado nas mãos de poucas pessoas.

Reforma Casa Brasil

O presidente também disse na mesma ocasião que se reuniu com os presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para entender porque o programa Reforma Casa Brasil, que oferece linhas de crédito para financiar melhorias habitacionais, "não anda". "Eu quero entender porque que a gente faz o programa e esse programa não anda", afirmou.

O programa Reforma Casa Brasil é gerido pela Caixa e disponibilizou R$ 40 bilhões para crédito, dos quais R$ 30 bilhões são oriundos do Fundo Social no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo o presidente, o programa está com "dificuldade de rodar" porque há "muitas exigências".

"Às vezes o cara tem terreno que não está legalizado, a prefeitura não fez a documentação e o coitado quer fazer a casa, ele precisa fazer a reforma, ele tem como pagar, mas não consegue, porque tem uma burocracia que não deixa, não tem noção", ressaltou Lula. Para o presidente, a "lerdeza da máquina burocrática não é o tempo de quem precisa das coisas".

Lula ainda reiterou a previsão de contratar 3 milhões de casas pelo MCMV até dezembro. "E vamos precisar fazer mais.E vamos continuar entregando a chave da casa para as mulheres. E vamos continuar ajudando as pessoas que ganham menos. Porque casa é um direito constitucional", acrescentou.

O evento marcou os 30 anos do movimento social e ocorreu na Arena Multiúso de Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. Nos arredores, moradores curiosos se debruçavam nas janelas e lajes das casinhas de tijolo aparente. Antes dos discursos, as caixas de som tocavam uma playlist festiva com samba, pagode e MPB. A abertura foi com o clássico "Vermelho", do compositor Chico da Silva, na voz Fafá de Belém ("meu coração é vermelho").

Marcelo Nilo dispara contra Zé Ronaldo e acusa prefeito de usar “força econômica” para prejudicá-lo

 

Marcelo Nilo dispara contra Zé Ronaldo e acusa prefeito de usar “força econômica” para prejudicá-lo

Por Política Livre

08/08/2026 às 18:00

Foto: Divulgação

Imagem de Marcelo Nilo dispara contra Zé Ronaldo e acusa prefeito de usar “força econômica” para prejudicá-lo

O deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) fez duras críticas ao prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e afirmou que não pretende dividir espaço político com o gestor feirense. Nilo está atualmente como suplente em exercício na Câmara dos Deputados, função que assumiu em abril deste ano. 

“Não convidem Marcelo Nilo para uma mesa que tiver o prefeito Zé Ronaldo”, disparou o parlamentar.

Entre as críticas, Nilo acusou José Ronaldo de utilizar sua influência e “força econômica” para prejudicá-lo politicamente e favorecer os nomes de Zé Chico e Arthur Maia. “Ele está usando a força econômica para me prejudicar e ajudar Zé Chico e Arthur Maia”, afirmou.

Nilo também fez críticas ao histórico de relações políticas do prefeito de Feira de Santana. Ao citar antigos aliados de José Ronaldo, o deputado utilizou a expressão “matar” em sentido político, referindo-se ao que considera um processo de enfraquecimento de lideranças que estiveram próximas ao atual prefeito.

“Primeiro que namorou com o governo três anos, elege seu prefeito e depois mata, a exemplo de Tarcísio Pimenta. Depois, Colbert. Está matando Pablo, que não pode nem ser candidato a deputado, e Zé Chico”, declarou.

O deputado também mirou a movimentação de José Ronaldo em relação ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Para Nilo, o prefeito de Feira passou anos próximo ao grupo governista antes de voltar a se aproximar de Neto.

“Ele falou mal de Neto por três anos. Namorou três anos e meio com Jerônimo e, faltando seis meses, casou com Neto”, afirmou. Na avaliação de Marcelo Nilo, no entanto, José Ronaldo não teria força para enfraquecer politicamente ACM Neto. “Ele não vai conseguir matar Neto. Ele é uma gota d’água no oceano de Neto”, disse.

Apesar do tom duro, Nilo fez questão de afirmar que considera José Ronaldo uma pessoa honesta, mas reiterou a acusação de que o prefeito estaria atuando para favorecer outros nomes na disputa eleitoral. “Ele é honesto, mas está usando a força econômica para me prejudicar e ajudar Zé Chico e Arthur Maia”, concluiu.

Politica Livre

Lula chama Rubio de “latino-americano frustrado” em meio à escalada com Trump

Publicado em 8 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Lula diz que secretário de estado dos EUA ‘odeia o Brasil’

Guilherme Queiroz
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta sexta-feira o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após o anúncio de novas tarifas a produtos brasileiros. Em visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), Lula disse que Rubio “odeia o Brasil” e que é um “latino-americano frustrado”.

“Agora ele (Trump) tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o secretário de Estado, que é o Marco Rubio. Ele não gosta, eu disse para o Trump, ele não gosta do Brasil. Não gosta, ele é um homem latino-americano, ou um latino-americano frustrado. Ele é um descendente cubano de Miami, odeia Cuba, odeia Colômbia, odeia o Brasil”, afirmou.

TELEFONEMA – Lula relembrava a reunião que teve com Donald Trump na Casa Branca quando falou de Marco Rubio. O presidente afirmou que durante o encontro entregou documentos sobre a balança comercial brasileira e depois o governo brasileiro ligou para a Casa Branca “toda semana”. “E aí, fiquei esperando, não teve telefonema, mas veio pela imprensa um tarifaço, aumentou mais 2,5% a tarifa contra nós”, completou.

O secretário de Estado americano usou as redes sociais no mês passado para criticar o presidente Lula, afirmando que as políticas econômicas adotadas por ele “são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros” e que ele “colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo”.

CANAL DIRETO – Lula sinalizou a aliados que buscará conversar com o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, na próxima semana. A declaração foi feita num encontro do petista com parlamentares do PSOL e da Rede no Palácio da Alvorada nesta tarde. O encontro ocorreu para oficializar o apoio da federação à reeleição do presidente.

De acordo com relatos de dois participantes, o petista defendeu o fim da guerra na Ucrânia e criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU para conseguir encerrar o conflito. Nesse momento, Lula afirmou que conversou nos últimos dias com os presidentes da China, Xi JinPing, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre o conflito e que, na próxima semana, buscaria falar com Trump também.

Segundo esses relatos, Lula não disse se também aproveitará a conversa para tratar de outros temas na relação do Brasil com Estados Unidos, que vive momento de tensão após nova imposição de taxas do governo Trump aos produtos brasileiros e sanções a autoridades, como a revogação do visto da atual embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti.

Em destaque

Nunes Marques reage à ofensiva bolsonarista e diz que atacar urnas é afastar eleitor da democracia

Publicado em 9 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Marques cobrou confiança no sistema eleitoral Berna...

Mais visitadas