Marques cobrou confiança no sistema eleitoral
Bernardo Lima
O Globo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas neste domingo e afirmou que desacreditar o sistema eleitoral brasileiro é “desconvidar” os eleitores a participarem do pleito.
A declaração foi dada durante a Corrida pela Democracia, realizada no autódromo de Brasília nesta manhã. O evento marca o encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema de Votação.
CREDIBILIDADE – “Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas. Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, disse o ministro durante o discurso de abertura do evento.
No começo da última semana, Nunes Marques fez defesa enfática das urnas e classificou o modelo brasileiro como um sistema marcado pela “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica” em sua fala na sessão de abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral. As declarações ocorreram em meio à pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Eleitoral reagisse aos ataques ao sistema de votação e ao avanço da desinformação na campanha deste ano.
DADOS FALSOS – Em julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, citou dados falsos sobre as urnas em evento com embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países, relembrando o episódio que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, à inelegibilidade.
Na ocasião, pediu que eles enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o processo eleitoral. Ainda na semana passada, em entrevista, o senador se comprometeu a aceitar o resultado eleitoral deste ano e cobrou do TSE “mais camadas de transparência” com relação aos equipamentos e “mais camadas de segurança (nas urnas)”.