segunda-feira, dezembro 08, 2025

De onde vem a grande ideia que a gente tem, mas não concretiza?


A mão que afaga é a mesma que... Augusto dos Anjos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914), é conhecido como um dos intelectuais mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada. Embora identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano,  alguns importantes literatos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontram-se características nitidamente expressionistas em seus poemas.

A IDEIA
Augusto dos Anjos

De onde ela vem? De que maneira bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas
Delibera, e, depois, quer a executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica…

Quebra a força centrípeta que a amarra
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica!


Coelba vai remover cabos irregulares de internet em vários municípios

 Paulo Afonso - Bahia 07/12/2025

Redação

Divulgação
Locais selecionados apresentam sinais  de provedores irregulares (gatos)
Locais selecionados apresentam sinais de provedores irregulares (gatos)

A Neoenergia Coelba vai dá inicio na próxima semana, a Operação Gatonet para remover cabos de telefonia e internet instalados irregularmente em postes da distribuidora em municípios baianos.

As equipes percorrerão as principais vias das cidades para reduzir a poluição visual e aumentar a segurança da população. Paulo Afonso deve constar entre os municípios  selecionados devido ao grande número de provedores irregulares.

A empresa afirma que o gatonet é uma das principais causas do emaranhado de fios que se vê nas cidades e que esses cabos clandestinos podem provocar acidentes. Responsáveis por sua própria manutenção, as operadoras irregulares acabam deixando riscos à população, o que leva a distribuidora a agir preventivamente.

A COELBA já perdeu cerca R$ 100 mil só com furtos de cabos em 2025. A tecnologia avança, mas a criatividade do ladrão também.

É hora de investigar a morte do Ministro Teori Zavascki

 Gilmar Mendes lembra que Teori morreu dias depois de assegurar que enquadraria os abusos da Operação Lava Jato

Por LUÍS NASSIF, 'JORNAL DO BRASILo Jornal GGN

Publicado em 08/12/2025 às 09:50

Alterado em 08/12/2025 às 09:50

                          O ministro do STF Teori Zavascki sofreu um acidente aéreo Foto: Jornal GGN


A constatação de que a tal caixa amarela, na 13a Vara de Curitiba, contém os vídeos da “festa da cueca” dá outro peso à palavra de Tony Garcia, o empresário que garantiu ter sido ameaçado por Sérgio Moro para gravar autoridades em cenas que pudessem ser utilizadas para chantagem.

Explica a apatia do TRF-4, endossando todas as arbitrariedades de Sérgio Moro. Mas chama atenção para outras denúncias de Tony, que conviveu intimamente – como testemunha e como autor – da máquina de chantagem da Lava Jato.

1- Um desembargador, contrário à Lava Jato, foi sacrificado com base em denúncias falsas.

2- Dois alvos da chantagem da Lava Jato teriam sido os Ministros Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justica (STJ) e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Barroso em função de operações no Banestado, nos tempos em que era advogado de Ricardo Teixeira.

Agora, a ex-juíza Luciana Bauer traz novos detalhes da agressão que diz ter sofrido de Moro em um elevador. Segundo ela, ele teria agarrado seu pescoço. Depois, viaturas suspeitas passaram a circular na sua rua.

À luz dos métodos utilizados pela Lava Jato e dos novos detalhes sobre a personalidade de Moro – e os métodos da Lava Jato – é hora de se investigar a fundo o acidente que resultou na morte do ex-Ministro Teori Zavascki, primeiro relator da Lava Jato no Supremo.

No depoimento que deu para o documentário do GGN sobre a Lava Jato – em vias de ser divulgado – o decano Gilmar Mendes lembra que Teori morreu dias depois de assegurar que enquadraria os abusos da Lava Jato.

Houve o acidente, a morte e a relatoria foi entregue a Luiz Edson Fachin, tido como “confiável” pela Lava Jato, nos diálogos captados pela Vaza Jato, embora não há nada que indique envolvimento maior com a operação.

O que estava em jogo não eram apenas os bilhões negociados para a Fundação Lava Jato, mas interesses bilionários afetados pela competição das empreiteiras brasileiras e pela Lei de Partilha da Petrobras.

Aliança com PT na Paraíba fica em risco e aumenta tensão entre Motta e Lula

Aliança com PT na Paraíba fica em risco e aumenta tensão entre Motta e Lula

Por Raphael Di Cunto e Victoria Azevedo/Folhapress

08/12/2025 às 08:55

Atualizado em 08/12/2025 às 12:24

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Aliança com PT na Paraíba fica em risco e aumenta tensão entre Motta e Lula

O presidente Lula

A aliança negociada pelo deputado Hugo Motta (Republicanos) com o PT da Paraíba para eleger seu pai para o Senado está em risco após desentendimentos causados pela política nacional, situação que tem amplificado a tensão entre o presidente da Câmara e o presidente Lula (PT) e que tende a se agravar à medida que se aproxima a eleição.

Desde que assumiu a presidência da Câmara, Motta traçou como plano eleger seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), como senador na chapa do governador João Azevedo (PSB). Eles esperam contar com o apoio de Lula, que recebeu 66,6% dos votos na Paraíba em 2022, contra 33,4% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O senador Veneziano do Rêgo (MDB-PB), no entanto, também busca o apoio de Lula para concorrer à reeleição e se aproximou ainda mais do PT da Paraíba após desentendimentos entre Motta e líderes do partido no plano nacional –o que levou até ao rompimento do presidente da Câmara com o líder da bancada petista na Casa, Lindbergh Farias (RJ).

O emedebista, antes isolado, aliou-se ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que se filiou ao MDB com o plano de concorrer ao governo em 2026 e rachou a base lulista na Paraíba. "O PT local sabe, assim como o PT nacional, que tem duas opções: entre a confiança e a sabida traição", diz Veneziano, segundo quem Lula já prometeu apoiá-lo.

Já o grupo de Azevedo terá ele e Nabor como candidatos ao Senado –em 2026, estarão em disputa duas cadeiras– e o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) concorrendo à reeleição, após assumir o governo em abril com a renúncia do governador.

Políticos do estado afirmam que o PT está na base de João Azevedo, com cargos no governo estadual, e que o natural seria repetir a aliança em 2026 e apoiar também o pai de Motta. Os recentes desentendimentos dele com o governo Lula, no entanto, tornaram mais distante essa aliança. "Isso cria dificuldade", diz a presidente do PT da Paraíba, Cida Ramos.

A última divergência, e que acentuou o afastamento do governo com Motta, ocorreu pela decisão do presidente da Câmara de nomear o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), então secretário do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), como relator do projeto antifacção, aposta de Lula para ganhar popularidade na área da segurança pública.

Outro ponto de tensão foi a campanhas nas redes sociais e nas ruas contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, que pretendia paralisar processos criminais contra congressistas enquanto não houvesse autorização do Congresso para que fossem julgados. A proposta acabou rejeitada por unanimidade pelo Senado por causa da pressão popular.

O PT e Lula se opuseram ao texto, e o PT da Paraíba se juntou aos movimentos de rua, que tiveram Motta como um dos principais alvos. Sindicatos ligados à esquerda ainda espalharam outdoors contra o presidente da Câmara pelo estado.

"O povo brasileiro fez [um protesto] e foi muito forte, mudou a posição do Congresso. A gente estava nas ruas, ao lado do povo. Não era contra a figura de fulano, era a defesa de posições políticas", diz Cida Ramos. A presidente do PT afirma que o apoio a Nabor não foi discutido e que a sigla debate qual chapa aderir após o racha na base lulista no estado.

Um aliado de Lula diz, sob reserva, que é preciso evitar a construção de um duplo palanque. Na avaliação dele, esse cenário enfraquece o petista no estado, por impedir que faça gestos mais para um lado do que para o outro. Ele reconhece que é preciso muito diálogo para construir esse acordo, mas acredita que isso ainda será discutido mais adiante.

Já os aliados de Motta diziam que a tendência era que ele se aproximasse do governo federal a partir do final deste ano, justamente para conseguir o apoio de Lula à candidatura de seu pai. O deputado vinha fazendo gestos ao Palácio do Planalto e participando de eventos oficiais, mas a relação chegou ao seu pior momento com a escolha de Derrite.

A desconfiança entre Motta e o Palácio do Planalto já ocorria há meses, desde que o presidente da Câmara pautou projeto de decreto legislativo para sustar um decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para elevar a arrecadação.

Ele, por sua vez, reclamou de campanhas nas redes contra a Câmara, principalmente com as acusações de que o Congresso protegia os ricos e milionários, e faltou à cerimônia de sanção do projeto de lei que isentou de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000, para demonstrar insatisfação com a recente onda de críticas.

Interlocutores do deputado dizem que, apesar de Motta desejar o apoio do presidente da República à candidatura de seu pai, é Lula quem precisaria mais do presidente da Câmara na gestão da pauta de plenário e na construção de maiorias para seus projetos.

Motta já teria procurado petistas em Brasília para se queixar dos ataques nas redes, que ele julga serem organizados pelo Planalto e estimulados por Lindbergh. Essas críticas estariam se refletindo na situação local da Paraíba, aumentando a insatisfação do presidente da Câmara.

Procurado, Motta não retornou os contatos da reportagem. Aliados dele afirmam que o apoio do PT e de Lula à chapa de Nabor ainda não foi discutido, o que só deve ocorrer em 2026, e refutam que o rompimento com o atual líder do PT na Câmara tenha reflexos no estado.

Politica Livre 

PT prepara megaevento em Salvador para dar largada à pré-campanha de Lula, diz site

Por Política Livre

08/12/2025 às 09:03

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O PT já articula um grande ato político para marcar seus 46 anos de fundação e, ao mesmo tempo, impulsionar a pré-campanha de Lula à reeleição. De acordo com a coluna do Igor Gadelha, do site Metrópoles, a celebração ocorrerá entre 5 e 7 de fevereiro, em Salvador, e deve reunir a cúpula partidária, ministros e lideranças de todo o país. O presidente Lula é presença confirmada.

Segundo integrantes do partido, o encontro de três dias foi planejado para ir além das comemorações internas e funcionar como um “marco inicial” do movimento que deve sustentar o projeto de continuidade no Palácio do Planalto. A leitura interna é de que, em ano pré-eleitoral, o aniversário da sigla oferece terreno simbólico para sinalizar unidade, força política e preparo para a disputa de 2026.

Entre as atividades, estão previstas palestras, debates estratégicos e painéis temáticos conduzidos por ministros e dirigentes. Um dos nomes esperados é o de Sidônio Palmeira, secretário de Comunicação da Presidência (Secom), que deve participar como palestrante.

A realização do evento na capital baiana também é vista como um gesto político ao Nordeste, região onde Lula mantém seus maiores índices de aprovação e que, historicamente, é estratégica para o PT.

Com estrutura de grande porte, presença de autoridades e articulações nos bastidores, o encontro deverá funcionar como uma vitrine do discurso que o partido pretende levar ao país nos próximos meses, reforçando a imagem de Lula como candidato natural à reeleição.

Politica livre 

Direção do PT defende Ministério da Segurança Pública e ignora Flávio

 

Direção do PT defende Ministério da Segurança Pública e ignora Flávio

Por Catia Seabra/Folhapress

08/12/2025 às 09:56

Atualizado em 08/12/2025 às 12:58

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

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Esplanada dos Ministérios

A direção do PT decidiu defender a criação de um Ministério da Segurança Pública, desmembrado da pasta da Justiça, sob a justificativa de que o tema se tornou uma questão nacional incontornável.

Em resolução que deve ser divulgada nesta segunda-feira (8), o partido do presidente Lula também ignora o lançamento da pré-candidatura ao Planalto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e trata o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o principal interlocutor de um "projeto neoliberal e privatista".

O diretório nacional do PT se reuniu no sábado (6) para discutir um documento que faz uma ampla análise da conjuntura político-econômica do país e que serve como guia para posicionamentos de filiados à legenda.

O peso dado à segurança pública se deve ao fato de o assunto ter virado um mote da direita para a eleição de 2026 e aberto um flanco de desgaste para o governo Lula.

De tão delicado, o tema passou por diferentes tratamentos nas discussões do diretório. Versão preliminar da corrente majoritária CNB (Construindo um Novo Brasil), da qual Lula faz parte, era enfática ao propor a criação de um ministério.

Uma segunda versão excluiu a proposta de desmembramento da Justiça, hoje chefiada pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Na versão final, a criação do Ministério da Segurança Pública foi reintroduzida, ainda que como uma das conclusões de um seminário realizado pelo PT sobre o tema no Rio de Janeiro.

"O PT reafirmou que o Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e uma política de segurança nacional articulada, com foco em inteligência, combate financeiro ao crime e proteção das comunidades", diz o texto final.

"A segurança pública se tornou uma questão nacional incontornável. O crime organizado avança, ocupando cidades e estados inteiros e substituindo funções do Estado. A PEC da Segurança Pública, o PL Antifacção, as operações Carbono Oculto e Poço de Lobato são exemplos de proposições e ações concretas e efetivas do governo federal."

A resolução acrescenta que "o enfrentamento ao discurso da direita, baseado em ações de repressão fracassadas e com alto índice de letalidade, é também um passo necessário".

A direção petista ignorou, na resolução recém-aprovada, as pretensões presidenciais de Flávio Bolsonaro, que se lançou como o nome bolsonarista ao Planalto na sexta-feira (5). A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado foi tratada pela direção petista como "uma vitória da democracia".

Apesar de não citar Flávio diretamente, a resolução argumenta que a prisão do ex-presidente "abre disputas internas por hegemonia e expõe a crise moral e política do bolsonarismo".

O texto diz ainda que a oposição segue articulada e que setores da direita, especialmente governadores, atuam para sabotar políticas de Lula. Para o PT, Tarcísio "se destaca como principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista". A primeira versão afirmava que o projeto do governador era de "inspiração fascista" —a expressão acabou suprimida.

Ao apontar os desafios do partido de Lula, a resolução diz que a relação entre o Executivo e o Legislativo vive momentos tensos e é marcada por "uma instabilidade produzida deliberadamente pelos setores da direita, extrema direita, conservadores e setores fisiológicos que controlam o Congresso, se apropriam do orçamento do executivo, com extorsão e esvaziam o presidencialismo".

Na crítica ao Congresso, o documento diz que "o sequestro do orçamento público por meio das emendas parlamentares transformou-se em um dos principais fatores de instabilidade institucional e corrosão da democracia brasileira."

Na quinta-feira (4), Lula criticou o volume de emendas parlamentares impositivas, associou-as a um sequestro do orçamento e a um "grave erro histórico".

O texto do PT diz ainda que "na disputa política e cultural, a comunicação e a soberania digital assumem papel estratégico". "A regulação das big techs, o empoderamento das redes progressistas" são destacados como "condições decisivas para disputar corações e mentes, bloquear a desinformação e proteger o processo eleitoral".

Ao falar do pleito de 2026, o documento diz ainda que "não haverá eleição sem interferência externa, como já ocorreu com o tarifaço e com a pressão norte-americana pela não regulação das big techs, incluindo ameaças inaceitáveis contra ministros da Suprema Corte e membros do governo".

Em sua versão final, o PT excluiu uma autocrítica que constava em uma das primeiras versões da corrente encabeçada por Lula. Um esboço debatido pela CNB afirmava que o PT precisava "superar suas debilidades nas redes sociais e nas ruas". Esse trecho acabou suprimido.

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