segunda-feira, novembro 10, 2025

Lula pressiona o Senado e se aproxima de oficializar Jorge Messias no STF

Publicado em 10 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Castro usa operação policial para reposicionar Tarcísio como candidato da direita


Operação se tornou a mais letal da história

Bela Megale
O Globo

Em conversas reservadas, Cláudio Castro tem dito que “recolocou” Tarcísio de Freitas na disputa presidencial de 2026.

O governador do Rio de Janeiro repetiu a diferentes aliados que a operação realizada na semana passada contra o Comando Vermelho deu a Tarcísio o discurso de enfrentamento ao governo Lula que a direita havia perdido em âmbito nacional.

APROVAÇÃO POPULAR – “Não é por causa do Cláudio, mas a partir da operação feita pelo Cláudio”, tem dito Castro, ao afirmar que Tarcísio é quem “comerá o fruto dessa árvore” da ação feita no Rio de Janeiro. Com 121 mortos, a operação na Zona Norte da capital fluminense se tornou a mais letal da história, mas angariou elevada aprovação popular.

O governador do Rio defende Tarcísio como o melhor nome da direita para entrar na eleição contra Lula em 2026. Castro avalia que hoje vive uma alta de popularidade, atingindo 2 milhões de seguidores, e chega a comparar o momento com o de um “ex-BBB” recém-saído do programa. Ele faz a leitura de que esse movimento refluirá em pouco mais de um mês, mas que a ação policial o consolida como expoente no jogo político no Rio, inclusive emancipado da família Bolsonaro.

Tarcísio de Freitas chegou a participar, por videoconferência, da reunião de governadores de direita com Cláudio Castro feita dois dias depois da ação policial. Na ocasião, ele elogiou a operação no Rio por meio de uma postagem nas redes sociais.

CONTATO – Em entrevista ao Flow Podcast, na quinta-feira (6), Tarcísio voltou a parabenizar a ação e a descreveu como “bem planejada e executada”. Também relatou ter mantido contato constante com o governador fluminense.

“Tive bastante contato com o Cláudio Castro nesse período, até para prestar apoio, prestar solidariedade, porque eu acho que tem que ter muita coragem para fazer esse enfrentamento”, declarou.

Transparência e Verdade: o Caso do Suposto Arrombamento da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

 

                              Foto Divulgação




Por José Montalvão


📰 Enquanto discutem versões, o povo de Jeremoabo quer segurança e transparência na Câmara de Vereadores.



O presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo utilizou, nesta tarde, uma emissora de rádio local para esclarecer que “não houve arrombamento” no prédio da Casa Legislativa. Segundo ele, antes de divulgar qualquer informação nas redes sociais, seria necessário verificar a veracidade dos fatos.
Durante sua fala, o presidente também justificou que a suposta ocorrência teria sido resultado do esquecimento de um funcionário, que teria deixado uma janela aberta ao final do expediente.

O que realmente aconteceu

De acordo com informações apuradas, um guarda municipal, ao passar em frente à Câmara, percebeu que uma das grades estava aberta, com o ferrolho ou cadeado danificado. Diante da situação, registrou o fato em vídeo e relatou o ocorrido, acreditando tratar-se de um arrombamento.

O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp e no Instagram, despertando curiosidade e preocupação entre os moradores.

Por que o Blog publicou a notícia

Este blog, ao receber o vídeo e após ouvir diversos moradores de Jeremoabo — inclusive analisando a gravação — decidiu tornar o caso público.
E o fez amparado em um princípio legal e ético: o guarda municipal é um servidor público que, no exercício de suas funções, possui fé pública.
Isso significa que seus atos e declarações têm presunção de veracidade até que se prove o contrário.

Dessa forma, a notícia foi publicada com base em fonte oficial e fidedigna, não em boatos ou especulações.

Nenhuma Fake News

Reafirmamos que não publicamos fake news. A divulgação foi feita de forma responsável, com base no testemunho de um agente público que apenas cumpria seu dever.
Há fortes indícios de que o guarda não agiu de má-fé, mas sim de forma precipitada, talvez pela falta de experiência diante de uma situação incomum — afinal, em Jeremoabo nunca se ouviu falar em arrombamento da Câmara de Vereadores.

E se houve erro, que sirva de exemplo: só erra quem trabalha. Errar é humano.

O fato concreto

Independentemente das versões, o vídeo mostra claramente que a grade estava aberta, o ferrolho quebrado e a segurança do prédio comprometida.
Agora, com a nova explicação do presidente de que “um funcionário teria esquecido de fechar a janela”, a situação se torna ainda mais preocupante.
Pois se isso realmente ocorreu, fica evidente que há falhas graves na vigilância e no controle do prédio público — algo inadmissível para uma instituição que dispõe de recursos consideráveis.

Mais vigilância e menos justificativas

Antes de tentar desqualificar uma informação, é preciso reconhecer que a população merece transparência, vigilância e respeito.
O caso deve servir como alerta: a Câmara de Vereadores precisa garantir a segurança de seu patrimônio e manter uma comunicação aberta com o povo.

Em Jeremoabo, o cidadão não quer polêmica — quer apenas confiança e seriedade nas instituições públicas.


🖋️ Nota do Blog

Este espaço reafirma seu compromisso com a verdade dos fatos, a imparcialidade e o respeito ao leitor.
Todas as informações aqui publicadas são checadas e baseadas em fontes fidedignas.
Não buscamos sensacionalismo, mas sim transparência e responsabilidade, valores que norteiam o jornalismo que praticamos.



Derrite anuncia novas mudanças no PL antifacção, mas sem incluir pontos criticados pelo governo Lula

 

Derrite anuncia novas mudanças no PL antifacção, mas sem incluir pontos criticados pelo governo Lula

Por Carolina Linhares, Folhapress

10/11/2025 às 18:51

Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Derrite anuncia novas mudanças no PL antifacção, mas sem incluir pontos criticados pelo governo Lula

Relator oposicionista da proposta do governo diz que texto final não está fechado e está conversando com o governo até a votação

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto antifacção enviado pelo governo federal, anunciou, nesta segunda-feira (10), mudanças no texto da proposta, mas sem alterar os pontos mais criticados pela gestão Lula (PT), que tratam do esvaziamento da competência da Polícia Federal no combate ao crime organizado.

Pelas redes sociais, ele buscou responder a essa questão. "O objetivo é manter as competências estaduais, mas estimular a integração entre todos os órgãos de segurança pública. Continuarei dialogando com todas as frentes para que possamos chegar a um texto robusto, que realmente combata a criminalidade organizada", escreveu.

Derrite afirmou que as mudanças se devem a sugestões que ele incorporou após diálogo com uma série de atores —ele não menciona interlocução com o governo, autor da proposta.

"Sobre o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado no Brasil, tenho conversado com parlamentares, magistrados, membros do MP, advogados e agentes de segurança, que conhecem as dificuldades e problemas reais. A pauta é suprapartidária e estou disposto a escutar todos os lados", disse.

Secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, Derrite reassumiu seu cargo de deputado temporariamente para relatar o projeto. A escolha do relator, que contrariou o governo, foi feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Entre as mudanças anunciadas, Derrite afirmou que deve ampliar o alcance de medidas cautelares e de asfixia financeira para todas as organizações criminosas. A primeira versão do relatório lista medidas como sequestro e bloqueio de bens, bloqueio cautelar de acesso a sistemas financeiros, comunicação a órgãos de controle financeiro, proibição de saída do território nacional, entre outros.

O relator pretende enquadrar também quem cometer os crimes previstos no projeto, ainda que não faça parte de organização criminosa ou milícia.

Derrite já previa a criação de um banco nacional de membros de organização criminosa, mas quer estabelecer também bancos estaduais, garantindo o intercâmbio com o nacional. Além disso, ele diz que vai incluir a previsão de que os inscritos nesses bancos tornem-se inelegíveis.

Por fim, Derrite quer incluir na Lei de Organizações Criminosas a previsão da ação civil autônoma de perdimento de bens. "Mais uma medida que tem por fim asfixiar financeiramente esses grupos desviantes."

Em entrevista à imprensa nesta segunda, o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o texto de Derrite "abre precedente para que a PF não faça investigação, o que é algo muito grave". Para o petista, a principal tarefa, neste momento, é "desmontar esse ataque à Polícia Federal".

Lindbergh disse que esse é um ponto inegociável e que, se o relator continuar contra, terá que tentar derrotar o governo no plenário.

Como forma de mobilizar a sociedade contra o projeto, Lindbergh passou a associá-lo à PEC da Blindagem, aprovada na Câmara e derrubada no Senado após pressão pública.

"Acho que teve muita gente na política incomodada com a Operação Carbono Oculto. Tem interesse de tentar barrar investigações feitas pela Polícia Federal contra parlamentares. [...] Estão brincando com fogo, as pessoas não querem impunidade e vão se levantar contar isso", disse.

O líder do PT disse ainda considerar desrespeitoso da parte de Motta a escolha de Derrite para relatar um projeto de autoria do Executivo. "É quase um furto de autoria do Poder Executivo, é tentar tirar o protagonismo. É como se tirassem a autoria do presidente Lula."

Politica Livre

Projeto que equipara facções ao terrorismo é freado por risco à soberania


Hugo Motta ‘escanteia’ projeto e cita soberania

Luiz Felipe Barbiéri
Paloma Rodrigues
G1

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após escolher o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção do governo federal, fez outro movimento paralelo na prática. Ele “escanteou” a proposta que pretendia equiparar facções criminosas a organizações terroristas.

Havia expectativa de que Derrite — que também é secretário de Segurança Pública de São Paulo — relatasse a proposta sobre terrorismo, mas a ideia não avançou. Motta afirmou que é preciso ter “um cuidado grande de não colocar a soberania nacional em risco com a aprovação de leis”.

INTERVENÇÕES – O governo federal argumenta que equiparar as facções a organizações terroristas poderia abrir espaço para intervenções estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos. Além da questão da soberania, especialistas alertam que a proposta poderia afetar o turismo, o comércio internacional e o mercado de seguros.

O texto é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE) e aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A proposta foi pautada nesta semana pelo presidente do colegiado, Paulo Azi (União-BA), mas não chegou a ser votada.

Azi afirmou que a comissão precisa avaliar a constitucionalidade da matéria, já que governistas e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, questionam a adequação da proposta à Constituição.

REDAÇÃO VAGA – A Rede Justiça Criminal, coalizão formada por nove organizações da sociedade civil, afirmou em nota que a aprovação do projeto “levaria o Brasil de um país sem problemas relevantes de terrorismo para uma nação com mais de 80 organizações terroristas em operação”. Segundo a entidade, a redação do texto é vaga e contém expressões como “grupos criminosos” e “tendentes à prática de crimes”, o que viola o princípio da taxatividade e abre margem para interpretações abusivas.

A coalizão também apontou riscos de: mudança de competência, com diminuição do papel da Justiça e da Polícia Federal e ampliação do protagonismo de polícias estaduais; equiparação indevida entre organizações movidas por lucro e grupos motivados por ideologias ou discriminação; ameaça à soberania nacional, com a possibilidade de ingerência internacional sob o pretexto de combate ao terrorismo.

“O texto enseja riscos à soberania nacional, ao Estado democrático de direito e à saúde do sistema de justiça criminal, abrindo precedentes perigosos e minando garantias individuais e processuais”, afirmou a Rede Justiça Criminal.

IMPACTOS –  Especialistas apontam que a proposta poderia afetar o turismo e o comércio exterior ao criar a percepção de que o Brasil abriga grupos terroristas. O sociólogo Rafael Oliveira afirmou que a classificação teria reflexos diretos sobre a imagem do país. “Pesquisas mostram que, após os ataques em Paris, a ocupação dos hotéis caiu 30%. Um país associado ao terrorismo afasta turistas e investidores”, disse.

Ele também destacou efeitos nas relações comerciais, com potenciais barreiras impostas por outros países. “Um país pensaria duas vezes antes de liberar uma carga para um porto dominado por organizações tidas como terroristas”, afirmou.

No setor de seguros, a medida poderia elevar preços e gerar incertezas sobre coberturas de sinistros. “Essa mistura vai fazer com que tenham que ser revistos os termos dos seguros, aumentando o preço e criando dúvidas sobre o que seria considerado terrorismo”, avaliou Oliveira.

Sabino desafia expulsão e testa limites do União Brasil na aliança com Lula

Publicado em 10 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Sabino diz que União Brasil precisa arrefecer ânimos

João Gabriel
Folha

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que o União Brasil precisa refletir melhor antes de decidir sobre sua expulsão e que seu trabalho à frente da pasta deveria ser motivo para ele permanecer na legenda.

“O mais cético, o mais crítico do governo, percebe: o Turismo está surpreendendo a todos, com números realmente extraordinários, que falam por si. Eu penso que a agremiação partidária União Brasil deveria, inclusive, se assenhorar disso”, afirmou Sabino.

EXPULSÃO – O ministro enfrenta processo de expulsão após desafiar a ordem do partido de entregar os cargos no governo Lula. Sabino pretende ser candidato ao Senado pelo Pará com apoio de Lula em 2026.

Ele diz que confia na sua defesa no julgamento interno do partido e que seus colegas deveriam refletir melhor sobre o assunto. “Está faltando uma análise mais vertida sobre esse assunto. Eu acho que precisa arrefecer os ânimos e se dedicar mais a entender esse caso”, disse.

TURISMO – O ministro citou o fato de o Brasil ter ultrapassado a marca de 7 milhões de turistas pela primeira vez, em 2025. “Querendo ou não, eu sou filiado do União Brasil. Eu tenho atuado junto com os nossos líderes para aprovar projetos importantes do Congresso, como a Lei Geral do Turismo”, completou.

Caso deixe o União Brasil, Sabino precisa estar filiado a outra sigla até 6 de abril de 2026 para poder concorrer nas eleições, mas afirma que ainda não pensa nesse cenário. “Tem muito tempo pela frente. Tudo aquilo que você não precisa decidir agora não tem por que decidir agora”, completa.
Governo Lula e o centrão

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