sexta-feira, novembro 07, 2025

Entre Maquiavel e Freud: entender o governo de Tista de Deda é olhar além das aparências

 




Enquanto alguns criticam as viagens do prefeito, outros enxergam nelas a busca incansável por recursos e soluções para reconstruir Jeremoabo.

Quando converso com certos opositores do prefeito Tista de Deda, chego a pensar que estou desatualizado com a realidade de Jeremoabo. Escuto afirmações de que o prefeito “vive viajando” e que “a cidade está largada”. Acredito que, para compreender tais discursos, seria necessário reler Maquiavel e pedir um pouco de ajuda a Freud, pois há críticas que nascem não da razão, mas do ressentimento político.

O fato é que Tista de Deda vem conduzindo sua gestão com seriedade e prudência. Diferente de outros que governaram com improviso e vaidade, ele montou uma equipe de técnicos e pessoas de confiança, priorizando o mérito e a experiência. No seu gabinete, por exemplo, está Anabel de Sá Lima Carvalho, ex-prefeita, servidora com larga experiência em gestão pública, que exerceu cargos de chefia no Governo do Estado. Gostem ou não dela, é inegável que Anabel traz competência, equilíbrio e conhecimento administrativo para dentro da Prefeitura.

Sobre as viagens do prefeito, é bom lembrar uma velha sabedoria popular:

“Cabrito que não berra, não mama.”

Ora, se o gestor não se deslocar até Salvador e Brasília em busca de recursos, convênios e projetos, de onde virá o dinheiro para desenvolver Jeremoabo? Governar não é apenas despachar papéis ou fazer discursos em praça pública; é lutar nos bastidores do poder para que o município não fique esquecido.

E essa luta tem dado resultados. A atual gestão tem investido em educação, saúde, infraestrutura e formação profissional.

  • Está oferecendo cursos técnicos e profissionalizantes para jovens e adultos, criando oportunidades de futuro.

  • Na saúde, busca implantar um modelo de atendimento mais humano e personalizado, com foco nos que mais precisam.

  • Na educação, trabalha para renovar a frota de ônibus escolares, garantindo segurança e conforto aos alunos.

  • E na infraestrutura, o prefeito acaba de conseguir centenas de metros de canos para levar água a comunidades rurais historicamente esquecidas.

Tudo isso é feito enfrentando as limitações de uma cidade que ainda sofre com recursos parcos e as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede gastos irresponsáveis. Mas, mesmo com os obstáculos, o prefeito segue confiante no potencial de sua equipe e na parceria com o povo.

Jeremoabo precisa de menos intriga e mais colaboração. Críticas são importantes — quando constroem, e não quando distorcem. O momento é de somar esforços, não de torcer contra. Tista de Deda foi eleito com a missão de reconstruir Jeremoabo, e quem o conhece sabe que ele carrega no peito o compromisso de fazer jus à confiança que o povo lhe depositou.

Em tempos de intolerância e imediatismo político, convém lembrar: governar é planejar, buscar, insistir e fazer o que precisa ser feito, mesmo que os resultados não apareçam da noite para o dia.

PL mineiro continua indefinido, à espera de Bolsonaro escolher candidatos


Legenda não sabe se lança candidatos próprios ou compõe alianças

Érika Giovannini
O Tempo

Apesar do otimismo de alguns parlamentares na disputa por uma vaga ao Senado Federal, o Partido Liberal (PL) em Minas Gerais enfrenta um impasse que precisa ser resolvido antes de definir os nomes que entrarão nessa briga: como será o papel da legenda na corrida pelo Executivo estadual. Até o momento, o partido não lançou candidatura própria ao governo de Minas nem firmou aliança com os principais nomes da direita no estado – Mateus Simões (PSD) e Cleitinho (Republicanos).

Segundo interlocutores, a incerteza ocorre em meio à dificuldade de comunicação direta com Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar desde abril e cuja influência continua determinante para a escolha. Além da indefinição do nome para o cargo majoritário, há divergências internas sobre a disputa pelo Senado, já que haveria muitos interessados para apenas duas vagas.

NOMES PRÓPRIOS – Algumas lideranças defendem que o PL leve nomes próprios para ambas, outras defendem uma composição. Enquanto isso, quem está de olho na cadeira no Legislativo federal vai defendendo seu terreno e buscando a bênção do ex-presidente.

Há duas semanas, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) esteve com Bolsonaro e, após o encontro, anunciou publicamente que teria recebido o aval do ex-presidente para disputar uma das vagas ao Senado. Na ocasião, Caporezzo afirmou que Bolsonaro havia dito que o PL lançaria dois mineiros à Casa Alta. “O presidente Bolsonaro afirmou que serão duas vagas para o Senado por Minas Gerais e, certamente, uma dessas será minha”, declarou.

INDICAÇÕES – O deputado federal Eros Biondini também acredita que apenas candidatos do partido serão indicados às duas cadeiras disponíveis para Minas no Senado. “O cenário tem mudado muito de tempos em tempos. Hoje eu acredito que os dois candidatos seriam próprios do PL”.

Em contrapartida, na segunda-feira passada, o presidente estadual do PL, deputado federal Domingos Sávio, disse que o partido indicará dois nomes, mas não necessariamente ambos da legenda. “O que é absolutamente certo é que o PL indicará ao menos um candidato próprio”.

Segundo o dirigente, a possibilidade de composição e candidatura própria do PL sempre foi considerada pelo ex-presidente. “Legalmente, pode lançar dois do mesmo partido? Pode. Estrategicamente? Se você olhar as eleições históricas, não lembro de lançarem dois nomes dos partidos e terem êxito. O processo de composição é sempre usado”, ressaltou.

UM CANDIDATO – Essa leitura foi reforçada por dois interlocutores da legenda. Um deles avaliou que o PL “terá de abrir mão de uma cadeira, porque duas vagas ao Senado enfraquecem o partido na disputa pelo governo do estado”. Outro foi direto: “No fundo, o PL quer apenas um candidato ao Senado”.

O presidente da sigla em Minas revelou ainda que o ex-presidente tem sido “generoso” com todos os interessados na Câmara Alta que o visitam, dando “a sensação de indicação a todos”. No entanto, ele enfatizou que nem o ex-presidente, nem seus “porta-vozes” declararam publicamente quem ou quantos serão os indicados. “Temos que esperar”, declarou Domingos Sávio, que também recebeu, em agosto, a “bênção” do ex-presidente para a disputa. Só neste ano, dos sete que estariam cotados para o Senado, três visitaram Bolsonaro para articular suas candidaturas.


Investigados por vender sentenças seguem recebendo supersalários no MS

 

Publicado em 7 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Desembargadores ganharam mais de R$ 1 milhão cada

Por Rayssa Motta
Fausto Macedo
Estadão

Os desembargadores Alexandre Aguiar Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu da Silva vêm recebendo remunerações muito acima do teto previsto na Constituição mesmo afastados há um ano das funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). O Estadão pediu manifestação do tribunal sobre os pagamentos.

Os magistrados estão fora de seus gabinetes desde outubro de 2024 por ordem do Superior Tribunal de Justiça. Eles são investigados na Operação Ultima Ratio por suspeita de venda de sentenças. A Polícia Federal já informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considera ter encontrado provas suficientes para a abertura de um processo criminal contra os desembargadores. Todos negam irregularidades.

SUPERSALÁRIOS – Sideni Soncini Pimentel é dono dos contracheques mais altos. O desembargador ganhou R$ 1.507.453,21 de remuneração bruta no período de afastamento, entre novembro de 2024 e setembro de 2025. Os dados de outubro ainda não estão disponíveis no Portal da Transparência. Após descontos de praxe e de contribuições previdenciárias, ele recebeu em conta R$ 1.123.108,89 líquidos, uma média de R$ 102,1 mil por mês.

Marcos José de Brito Rodrigues aparece na sequência, com uma remuneração bruta de R$ 1.481.795,83 ou R$ 1.150.150,17 líquidos, o que lhe rendeu média salarial de R$ 104,5 mil mensais. No período de afastamento, Vladimir Abreu da Silva teve uma remuneração bruta de R$ 1.462.501,06 ou R$ 1.131.305,99 líquidos, uma média de R$ 102,8 mil por mês.

Por último, o desembargador Alexandre Aguiar Bastos ganhou R$ 937.444,66 de salário bruto. Com os descontos, ele recebeu na conta R$ 706.267,95, o que corresponde a R$ 64,1 mil mensais.

CONTRACHEQUES INFLADOS – Apesar de não estarem exercendo qualquer função há exatamente um ano, os desembargadores de Mato Grosso do Sul sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro tiveram seus contracheques inflados por verbas recebidas a título de direitos pessoais, indenizações e direitos eventuais – benefícios pagos além do subsídio base (R$ 41.845,49).

A Constituição limita o salário dos servidores públicos ao que ganham os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje R$ 46,6 mil de remuneração bruta, mas os pagamentos fora do teto são autorizados administrativamente pelos tribunais.

NEGOCIAÇÕES – Por ordem do ministro Cristiano Zanin, do STF, os magistrados estão proibidos de acessar os prédios do Tribunal de Justiça e os sistemas de processos e também não podem manter contato com servidores da Corte. A Polícia Federal suspeita que os desembargadores negociaram decisões e pagamentos por meio de familiares.

As suspeitas envolvem sobretudo filhos dos magistrados, em sua maioria advogados, que segundo a PF usaram os escritórios para receber propinas sem chamar a atenção dos órgãos de investigação.

Enquanto o prefeito prega paciência, o trânsito de Jeremoabo se transforma em um campo de guerra

07/11/2025

 QUASE ATROPELADO, DE QUEM SERIA A CULPA?

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA

TEXTO: JOVINO FERNANDES

Dois Caminhões Pardos em Cima da Faixa de Pedestre em frente a Prefeitura

É com profunda indignação que manifesto meu descontentamento diante de uma situação perigosa ocorrida em frente à Prefeitura de Jeremoabo nesta sexta 07 de novembro de 2025. Por pouco não fui atropelado ou mesmo vir a óbito, ao tentar atravessar a faixa de pedestre na pista oposta à frente da Prefeitura, que se encontra praticamente apagada, justamente no trecho em que dois caminhões estavam estacionados, carregados de canos e caixas d’água, bloqueando completamente a visibilidade e a mão principal que dá acesso à Praça do Forró. Na mão oposta onde os carros foram desviados, o motoristas, motoqueiros, tiveram que se virar nos trinta, para não acontecer qualquer colisão. O carro chegou a tocar em minha perna, aonde cheguei a bater no capô do carro chamando a tenção do motorista.



Abra este Link do JVPortal  e leia matéria completa

https://blogportaljv.blogspot.com/2025/11/quase-tropelado-de-quem-seria-culpa.html?m=1


Nota da Redação Deste Blog:

Trânsito de Jeremoabo: quando a paciência vira descaso

Desrespeito virou rotina

Por: José Montalvão

O trânsito em Jeremoabo se transformou em uma verdadeira roleta russa. Motoristas ignoram sinais, faixas e regras básicas de convivência, colocando em risco a própria vida e a dos outros. O resultado é um cenário de caos e impunidade que cresce a cada dia.

A boa vontade do prefeito

O prefeito Tista de Deda tem evitado medidas duras. Prefere a educação ao castigo, acreditando que a conscientização é o melhor caminho. Uma postura compreensível — mas que muitos confundem com fraqueza.
O problema é que uma parte dos condutores parece não entender o que é responsabilidade. E a paciência tem limites.

Bondade não é sinônimo de fraqueza

Respeitar as leis de trânsito não é favor, é dever. E quando o bom senso desaparece, o poder público precisa agir.
Infelizmente, muitos só cumprem a lei quando sentem o peso do bolso. É triste, mas é a realidade. Multas e punições não devem ser vistas como perseguição — e sim como instrumentos para proteger vidas.

Hora de agir

A instalação de guardas de trânsito nas principais ruas de Jeremoabo é uma medida urgente. O fluxo de veículos aumentou, e o pedestre virou o elo mais fraco dessa convivência desordenada.
A omissão pode custar caro: acidentes, perdas e sofrimento que poderiam ser evitados com fiscalização e respeito.

Trânsito também é saúde pública

O trânsito caótico não causa apenas atrasos. Ele gera estresse, ansiedade e impaciência, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores. Viver sob risco constante adoece uma cidade inteira.

Tudo tem limite

Jeremoabo precisa de ordem e de respeito. O prefeito tem mostrado paciência e boa vontade, mas agora é hora de mostrar também firmeza.
Porque, no fim das contas, a vida é para ser vivida — e não suportada.


“Enquanto o prefeito prega paciência, o trânsito de Jeremoabo se transforma em um campo de guerra”?

Relator quer CPI do Crime Organizado sem pirotecnia e focada nos chefões

 


Lula foi ‘infeliz’ ao dizer que traficante é vítima, diz petista

Camila Turtelli
O Globo

Escolhido presidente da CPI do Crime Organizado, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) assume o posto de comando do colegiado prometendo investigar o “fluxo do dinheiro” de facções e milícias e a atuação de agentes públicos no combate a criminosos. Contarato afirma que terá uma condução “técnica”, sem dar espaço a palanque político e eleitoral na comissão, instalada em meio à escalada da violência no Rio de Janeiro.

Delegado e um dos nomes mais independentes do PT no Senado, ele reconhece que a esquerda possui dificuldade de tratar o tema. Segundo o parlamentar, é preciso olhar para a segurança pública sem um viés “romantizado”.

Como pretende evitar a polarização em uma CPI que já nasce como palanque político?

Tanto eu quanto o senador Alessandro Vieira (relator) temos uma postura muito mais técnica. Não estamos ali para fazer discurso de palanque nem atender a A, B ou C. O que for necessário, eu farei com rigor. Aquilo ali não é palco para pirotecnia nem para discurso eleitoral. A CPI precisa jogar luz sobre a segurança pública, ver quem tem responsabilidade e o que é necessário fazer para reduzir a criminalidade. O que não pode é a sociedade continuar alarmada — com razão — diante de operações que vitimam dezenas de pessoas. Quantas ações já ocorreram no Alemão, no Jacarezinho, em São Paulo, no Rio de Janeiro? Depois disso, o que aconteceu? Houve resposta? A comissão também é o momento de discutir a responsabilização de agentes públicos. Como funcionam as corregedorias, as ouvidorias? Quantos policiais respondem por desvio de conduta? Precisamos rever isso.

Uma das linhas da CPI deve ser o rastreamento do dinheiro das facções. O Senado tem estrutura para esse tipo de apuração?

Tem, sim. Eu costumo dizer que “não há nada mais poderoso do que uma ideia quando o seu tempo chega”. Às vezes, a ideia é boa, mas não era o tempo dela. Acho que agora é o momento de reunir esforços. O rastreamento de fluxos financeiros é um desafio, mas hoje temos tecnologia e sistemas de informação que permitem essa rastreabilidade. Não vejo dificuldade nisso.

O governador do Rio, Cláudio Castro, é apontado como figura central na operação do Rio. O senhor pretende convocá-lo?

Já foi aprovado (um convite). Hoje não apenas elegemos a Mesa, mas também aprovamos o plano de trabalho e requerimentos que incluem governadores e autoridades de instituições públicas. Esse é o caminho. A CPI precisa agir de forma proativa. Se evitarmos abusos e pirotecnia e focarmos no que importa, o resultado será positivo. A Constituição, no artigo 144, define as competências: à Polícia Militar cabe o policiamento ostensivo; à Polícia Civil, a investigação; à Polícia Federal, um papel residual. Isso precisa ser respeitado. A integração deve ocorrer entre União, estados e municípios, cada um dentro da sua competência.

Alessandro Vieira argumenta que não é preciso mexer na Constituição para promover integração na segurança, como propõe a PEC da Segurança. O senhor concorda?

A Constituição já prevê a integração. Não é razoável atribuir uma responsabilidade sem dar a competência correspondente. Quando perguntam de quem é a responsabilidade pela insegurança, a resposta está na Constituição: a segurança é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. O governo está discutindo a PEC da Segurança e, ao que parece, o texto vai preservar a autonomia das forças. O que vier do Parlamento será analisado, mas o foco da CPI é dar uma resposta concreta à população.

O senhor assumiu a presidência da CPI no momento em que a direita domina o discurso da segurança pública. A esquerda demorou a entender a gravidade do tema?

Eu entendo que passou da hora de o campo progressista assumir essa pauta, porque ela é apartidária. Não pode ser exclusiva da direita ou de quem tem um perfil mais conservador. Essa é uma determinação constitucional, independentemente de partido. Eu tenho a minha consciência tranquila. Em vários temas eu já contrariei orientações do próprio campo partidário. E é por isso que hoje fico numa posição confortável para conduzir essa comissão parlamentar de inquérito.

O senhor acredita que a esquerda trata esse tema como um tabu?

Passou da hora de entender que segurança pública tem que ser tratada com responsabilidade. E essa responsabilidade precisa deixar de ser vista sob um olhar romantizado. É claro que eu também sou adepto dos direitos humanos. Faço parte de um partido que defende isso, mas é preciso compreender que políticas públicas de combate à desigualdade, educação em tempo integral, iluminação pública, saneamento básico, tudo isso faz parte. O crime é um fenômeno social, e todos nós temos interesse em reduzi-lo. Então, não vejo dificuldade em falar sobre o tema. Quando eu aprovei um projeto de minha autoria, relatado pelo senador Flávio Bolsonaro, aumentando o período de internação de adolescentes em conflito com a lei, recebi críticas. Mas sigo com a consciência tranquila. O mesmo vale para as saídas temporárias. Sempre disse: não é razoável pegar uma pessoa condenada a nove anos por homicídio e vê-la cumprir apenas um ano e oito meses. Como explicar isso a uma mãe que perdeu um filho? Com um sexto da pena, o condenado já vai para o regime aberto. A cada três dias trabalhados, há remissão; se lê um livro, mais remissão; um terço da pena, livramento condicional; no fim do ano, indulto. Assim, não se transmite nem a sensação, mas a certeza da impunidade.

Como o senhor viu a declaração do presidente Lula sobre o traficante ser “vítima”?

Foi infeliz na colocação. Temos que entender que o traficante é o que há de mais pernicioso dentro da sociedade brasileira. O traficante mata. Por isso, defendo mais rigor, inclusive no aumento das penas para o tráfico de entorpecentes. Passou da hora de o país fazer isso. Respeito a opinião do presidente, mas tenho minha consciência tranquila: se for necessário alterar a legislação, seja para aumentar a pena do tráfico, seja para restituir a paz nas comunidades, eu vou apoiar. A gente sempre precisa perguntar: a operação foi bem-sucedida? Restituiu a paz social? No caso da mais recente, tivemos 121 mortos — entre eles, quatro policiais —, e um dos alvos, o Doca, não foi capturado. Então, ela foi um sucesso?

O senhor é conhecido por ter independência dentro do PT. Vai manter essa postura mesmo à frente de uma CPI tão politizada?

Sim. Eu tenho algo que é um freio moral na minha vida: jamais renuncio às minhas convicções. Aceitei presidir a CPI com autonomia. Tenho uma história na polícia, na docência e na vida pública que me dá tranquilidade. O partido respeita isso, e não haverá interferência em algo que considero sagrado.

Como avalia a atuação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski?

O ministro Lewandowski tem um desafio pela frente, mas também uma oportunidade de fortalecer o diálogo com o Parlamento. Cada um tem seu perfil, e o dele é sereno, técnico. Ele tem contribuído e corresponde às expectativas. Eu apresentei, ainda em 2019, o projeto que aumentou o tempo de internação de adolescentes — e só agora ele foi aprovado quase por unanimidade. Tudo tem seu tempo. Acredito que o ministro está no momento certo para promover essa interlocução e avançar em pautas relevantes para o país, restabelecendo a pacificação social e garantindo segurança pública como direito de todos.


E agora MPSE? DER não cumpre acordo e animais continuam na antiga Sarney

7 nov, 2025 3:11

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

     “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A inocência deste espaço que pensou que o Governo de Sergipe, através do DER/SE cumpriria um acordo assinado com o MPSE, olha a manchete do último dia 21 de outubro: “Acordo entre MP e Governo promete fim da omissão na antiga Sarney

Nos últimos dias o que se vê é o gado passeando de um lado para outro na rodovia Inácio Barbosa (SE-100), antiga Sarney, para desespero dos moradores. O gado agora atravessa até a praia e depois retorna pela rodovia para o terreno do poderoso proprietário que tem costas largas e ninguém tem coragem de enviar à imprensa o nome do meliante.

É fácil detectar os terrenos que não têm cercas e que os gados ficam à vontade passeando pela rodovia. É preciso uma punição rigorosa não só para os proprietários, mas para as autoridades do DER/SE que assinaram o termo e estão omissos.

Governador Mitidieri tem coragem de demitir a diretoria do DER? Ou não tem tinta na caneta por conta dos acordos eleitorais?

Como diz um leitor deste espaço: “…um problema recorrente e ninguém tem coragem de acabar. Tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil…”

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/e-agora-mpse-der-nao-cumpre-acordo-e-animais-continuam-na-antiga-sarney/.

Mudar a data da emancipação política de Jeremoabo: um engodo que zomba da inteligência do povo

 

Por: José Montalvão


💬 “Enquanto discutem datas, Jeremoabo segue perdendo sua história e seus espaços públicos.”

Por mais que eu queira, não posso ficar calado quando percebo que estão zombando da inteligência do povo de Jeremoabo — minha terra natal, onde meu avô teve a honra de ser o primeiro prefeito eleito.
Vamos, portanto, recorrer ao raciocínio lógico: qual é a vantagem e qual o benefício concreto de mudar a data da emancipação política de Jeremoabo apenas para que o município pareça ter mais anos de existência?

A resposta é direta e incontestável: nenhum benefício real para a população, especialmente a mais carente.


A falácia da “nova data”

Alguns tentam defender a mudança como uma forma de valorizar a história. Em tese, quanto mais antiga uma cidade, maior seu prestígio e identidade cultural. No entanto, isso só faria sentido se Jeremoabo tivesse preservado e valorizado sua própria história — o que, infelizmente, não aconteceu.


Identidade Cultural e Histórica em ruínas

Pasmem os senhores: a primeira residência construída em Jeremoabo, marco da fundação da cidade, hoje é apenas um amontoado de tijolos.
A casa onde nasceu o Barão de Jeremoabo, figura ilustre do Império e defensor da independência da Bahia e do Brasil, encontra-se em ruínas.
O casarão do Coronel João Sá, símbolo político e histórico, está irrecuperável.
E o “presente” que deram a esse importante vulto histórico foi retirar seu nome de uma das primeiras escolas do municípiouma afronta à memória e à tradição.
Até mesmo a Pedra Furada, um dos nossos pontos turísticos mais conhecidos, virou lembrança.

E é diante desse cenário de destruição da memória que querem “recontar a história” mudando uma data?
Mudar a data não resgata o passado — é apenas maquiagem para enganar o presente.


Infraestrutura: o retrato do abandono

Cidades com longa história costumam ter infraestrutura sólida: saneamento, transporte, estradas, escolas e hospitais em bom funcionamento.
Mas em Jeremoabo, a realidade é o oposto: escolas caindo aos pedaços, estradas intrafegáveis, saneamento precário e um hospital que por anos esteve em estado de abandono, começando a sair da UTI apenas agora, sob a gestão do prefeito Tista de Deda.

E, para piorar, o descaso com o patrimônio público segue enraizado.
Um terreno que deveria servir para a construção de uma área de lazer e uma praça pública foi indevidamente apropriado por um servidor municipal, que ergueu uma pousada particular.
Até o momento, os vereadores não prestaram contas à população, não informaram se fiscalizaram, denunciaram ou simplesmente entregaram o caso “ao Deus-dará”, como se o bem público fosse terra sem dono.

Outro episódio vergonhoso: o terreno em frente ao cemitério, que poderia ser utilizado para ampliar a área destinada aos sepultamentos, foi indevidamente doado para a construção de uma igreja.
E, como de costume, os vereadores fecharam os olhos.
Hoje, os defuntos praticamente precisam disputar espaço para descansar em paz, tamanha é a falta de planejamento e de respeito com o povo — vivo ou morto.


Autonomia e experiência administrativa

Se o tempo de emancipação garantisse maturidade política, Jeremoabo seria exemplo de boa governança.
Mas o que vimos — especialmente na administração passada — foi um espetáculo de improbidades e desmandos, tanto no Executivo quanto no Legislativo.
E se o Legislativo falhou, foi porque se omitiu na função mais nobre que tem: fiscalizar o Executivo e defender o patrimônio público.


Relações políticas e busca de recursos

Ao longo dos anos, municípios que se destacam aprendem a dialogar com os governos estadual e federal para trazer investimentos.
Em Jeremoabo, no entanto, somente o prefeito Tista de Deda tem demonstrado esse compromisso, viajando a Salvador e Brasília para captar recursos e projetos que estão ajudando a reconstruir uma cidade deixada em ruínas.


Desenvolvimento econômico: dependência e atraso

Depois de tantos anos de emancipação, Jeremoabo ainda sobrevive à base de empregos públicos, aposentadorias rurais e benefícios sociais.
A economia é frágil, dependente e pouco diversificada.
Somente agora, sob nova administração, começam a surgir sinais de progresso, como a instalação de um frigorífico particular..
Mas ainda é pouco para um município com tanto potencial agrícola e pecuário, e que há décadas poderia ter dado um salto no desenvolvimento.
Até mesmo o primeiro ginásio escolar chegou com atraso, e a faculdade criada no governo Anabel foi desativada por falta de incentivo e continuidade.


Conclusão: trocar a data não muda a realidade

Insisto na pergunta que muitos evitam responder: qual o ganho concreto para o povo de Jeremoabo em mudar a data da emancipação política?
A resposta é clara: nenhum.

Jeremoabo não precisa de uma “nova data” — precisa de novas atitudes.
Precisa de gestão séria, vereadores atuantes, preservação da história e respeito pelo patrimônio público.
Enquanto isso não acontecer, trocar datas será apenas uma cortina de fumaça para esconder o que realmente importa: o abandono, a omissão e o desrespeito com a cidade e com seu povo.



Em destaque

Primeira instância não é ponto final: justiça, perseverança e a força da verdade

                                                              Foto Divulgação - WhatsApp Recebi de um amigo de Jeremoabo a notícia de que a ...

Mais visitadas