domingo, agosto 03, 2025

União Brasil abandona governo Lula e expulsará ministro que quiser ficar

 

Presidente do União Brasil, Antonio Rueda, é advogado contratado por  magnata da mineração

Rueda constata que não há condições para apoiar o Lula

Andreza Matais
Metrópoles

A cúpula do União Brasil bateu o martelo e vai entregar dois dos ministérios que ocupa no governo Lula. O desembarque deve ocorrer já em setembro. Dos três ministros indicados pelo União, apenas Celso Sabino (Turismo) é filiado à sigla. Nesse caso, a coluna apurou que ele será expulso da legenda se permanecer no governo como cota pessoal de Lula.

Outro que terá que entregar o cargo é Frederico Siqueira (Comunicações). Ele não tem filiação partidária, mas só está no ministério por imposição do União.

COTA DO DAVI – A determinação partidária, contudo, não deve alcançar Waldez Góes (Integração Nacional). Embora filiado ao PDT, o ministro só está no posto porque o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), quer. E ninguém no União Brasil mexe com os cargos de Alcolumbre — nem mesmo o poderoso presidente da sigla, Antonio Rueda.

Sem base de apoio no Congresso, a saída do União Brasil do governo significa ainda mais dificuldades para o governo Lula aprovar medidas que possam ajudar Lula na reeleição. A sigla elegeu 59 deputados, terceira maior bancada da Câmara, atrás do PL (99) e do PT (67).

A coluna apurou que o partido não quer mais estender sua permanência no governo, diante da decisão de que não irá apoiar a reeleição de Lula em 2026. Isso, contudo, já era um fato desde abril, quando o União formou uma federação com o PP — um dos maiores opositores do governo Lula. A federação obriga os dois partidos a apoiarem o mesmo candidato ao Planalto em 2026.

CRÍTICAS DE RUEDA – O que precipitou a saída do União foi uma reportagem da coluna que mostrou críticas do presidente da sigla, Antonio Rueda, ao governo Lula, durante evento da XP, em São Paulo, que reuniu os maiores empreendedores do país, investidores e CEOs de grandes empresas.

Ao lado do presidente do PT, Edinho Silva, Rueda disse que falta “coragem” e “seriedade” ao governo Lula e defendeu a substituição do petista em 2026.

“Acredito que o governo Lula, o terceiro governo, não está conseguindo entregar à sociedade o que ela realmente precisa. Precisamos de um enfrentamento com coragem. Eu não consigo enxergar essa mudança. Não vejo uma sociedade equilibrada onde não se consegue fazer cortes de gastos e investir com seriedade em saúde e educação.”

DESEMPREGO – “Estamos às portas de um impacto forte provocado pela inteligência artificial. Imagine a quantidade de empregos que vão desaparecer nos próximos três, quatro, cinco anos. E não estamos nem debatendo isso ainda. O Brasil precisa se modernizar, e para isso precisamos de uma candidatura que leve o país a um rumo certo, de prosperidade. E não consigo enxergar metas no governo atual. Está tudo muito solto“, disse.

No evento da XP, Rueda também responsabilizou Lula pelo tarifaço de Trump, enquanto o petista coloca a culpa em Jair Bolsonaro:

“A primeira pessoa que tem que dialogar é o presidente da República. Ele tem que pegar o telefone, ligar para o Trump e dizer: “Eu quero dialogar.” Ao invés de hoje estar correndo atrás e vivendo em função da eleição. Eu acho que essa postura é muito danosa para o país. A gente conhece o Trump porque ele já foi presidente. E a gente tem que ter racionalidade e entender o que aconteceu. O presidente [Lula] sim, ele provocou, instigou essa situação. Não tem como dizer que isso não aconteceu”, acentuou Rueda.

CASO DA UCRÂNIA – “Quando o mundo ocidental defendia a Ucrânia, o presidente foi lá e defendeu a Rússia. Foi lá bater palma, fazer aceno e outras coisas. Isso vai ter um custo. A gente não pode achar que isso vai passar batido. Agora, no BRICS, ele defendeu o diálogo para extinguir o dólar da comercialização. Não tem como o Trump ficar calado”, disse, acrescentando:

O presidente do União Brasil e da federação União-PP escancarou ainda que não irá apoiar a reeleição de Lula. “O que a gente imagina é que esse campo, da centro-direita, vai se unificar em torno de uma candidatura. Hoje você já ouve falar muito do Tarcísio, do Ratinho, do Zema e do próprio Caiado, que é o nosso pré-candidato. E eu enxergo que esse movimento vai ser mais eficaz”.

O presidente Lula não gostou do que leu e, cinco dias depois, convocou os três ministros para cobrar explicações sobre as críticas de Rueda, como mostrou o colunista Igor Gadelha. Em reunião fora da agenda, o presidente condicionou a permanência no governo ao apoio do partido no Congresso.

Em seis meses, Trump abalou a democracia e agora desfaz o ‘mito’ americano


CRÉDITO: STEVE SACK_CAGLE CARTOONS

Charge do Steve Sack (Revista piauí)

Jamil Chade
do UOL

Poucas semanas depois de Donald Trump iniciar os ataques contra as instituições americanas, chantagear o mundo e tentar, na força, inaugurar uma nova ordem mundial, um dos maiores especialistas em democracia no mundo, Staffan Lindberg, chefe do V-Dem – um programa da Universidade de Gotemburgo – avisou:

“Se isso continuar assim, os EUA não serão mais considerados como uma democracia em 2026”, disse, numa referência ao informe e mapeamento que sua instituição realiza e que serve de parâmetro no mundo.

MITO EM CRISE – Não era um exagero. O ‘mito’ americano de ser uma experiência democrática que serve de suposto modelo ao mundo está em risco. Em seis meses, o governo Trump proliferou ordens executivas para desmontar o estado de direito, promoveu um ataque deliberado contra a Constituição, prendeu e pediu o impeachment de juízes e deu ordens explícitas para que seus funcionários descumprissem ordens legais.

Dentro da Casa Branca, foram borradas as linhas que separam interesses particulares e públicos, com empresários, parentes e o conglomerado Trump usando os símbolos nacionais para vender telefone, criptomoeda, perfume, bíblias e mais de 150 outros produtos.

O presidente ainda agiu para apagar as fronteiras entre fé e religião, um dos pilares da república. Trouxe para dentro do Salão Oval “tele-evangelistas”, ordenou investigação sobre a suposta perseguição contra cristãos e falou abertamente sobre princípios religiosos como base para políticas públicas.

RACISMO E XENOFOBIA -Em sua ofensiva contra imigrantes, transformou o processo de deportação em um reality show de racismo e xenofobia.

Trump desmontou o Departamento de Educação e institucionalizou a censura, retirou programas sociais dos mais pobres, atacou universidades e enfraqueceu ou inviabilizou os órgãos de controle.

A corrosão da democracia veio ainda na forma de um ataque minuciosamente organizado contra a imprensa, seja pedindo publicamente a demissão de jornalistas como abrindo processos milionários contra meios de comunicação. O objetivo é intimidar e causar um clima de auto-censura entre todos os demais.

RÁDIO E TLEVISÃO -Ao cortar recursos para a NPR e PBS, o sistema público de rádio e televisão, Trump deve ainda levar ao fechamento de 1,5 mil estações pelo país e que dependiam dos programas produzidos pela agência.

O impacto é também no exterior. Os cortes de Trump na ajuda externa e o desmantelamento da US Agency for Global Media significaram o fim do apoio à mídia independente no exterior, provocando a alegria dos regimes autoritários que estão aproveitando a oportunidade para preencher o vazio deixado para trás. Basta ver como a mídia estatal russa elogiou o fechamento da Voice Of America como uma “decisão fantástica”.

Para a entidade Repórteres Sem Fronteira, Trump está ao mesmo tempo “imitando e inspirando regimes autoritários e quase autoritários em todo o mundo”.

ANTIJORNALISMO – “Donald Trump tornou-se uma figura importante em um movimento político global antijornalismo que contribuiu para o recente declínio da liberdade de imprensa em todo o mundo e que atualmente está em plena exibição nos Estados Unidos, apenas seis meses após o início de seu segundo governo”, alertou a organização.

“Desde que assumiu o cargo, há seis meses, Trump tem correspondido a anos de ataques verbais a jornalistas com ações novas e concretas para limitar a liberdade de imprensa. Muitas dessas táticas não são novas – é a mesma cartilha que vimos os predadores da liberdade de imprensa empregarem em todo o mundo. Mas está claro que Trump ampliou esse fenômeno, encorajando e inspirando outros líderes a reprimir sua própria mídia doméstica. O resultado é um desastre para a liberdade de imprensa em nível global”, alertou Clayton Weimers, diretor-executivo da RSF.

Entre acadêmicos e analistas americanos, o mito de que suas instituições eram sólidas o suficiente para conter ofensivas autoritárias se desmanchou nos últimos seis meses. Trump cavalga com a certeza de que não tem limites para suas ações e não descarta nada. Nem mesmo mais um mandato, hoje ilegal.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump é exagerado em tudo o que faz. Sempre foi assim e não vai mudar. Acredito que em breve as coisas vão se acomodar, porque ele perceberá que muitas teses suas são inviáveis. É preciso ter muita serenidade para negociar com Trump, todos os países estão discutindo as tarifas e o mundo não parou se girar. É só uma freada de acomodação, como dizem os motoristas de ônibus. (C.N.)


CRÉDITO: STEVE SACK_CAGLE CARTOONS

Charge do Steve Sack (Revista piauí)

Jamil Chade
do UOL

Poucas semanas depois de Donald Trump iniciar os ataques contra as instituições americanas, chantagear o mundo e tentar, na força, inaugurar uma nova ordem mundial, um dos maiores especialistas em democracia no mundo, Staffan Lindberg, chefe do V-Dem – um programa da Universidade de Gotemburgo – avisou:

“Se isso continuar assim, os EUA não serão mais considerados como uma democracia em 2026”, disse, numa referência ao informe e mapeamento que sua instituição realiza e que serve de parâmetro no mundo.

MITO EM CRISE – Não era um exagero. O ‘mito’ americano de ser uma experiência democrática que serve de suposto modelo ao mundo está em risco. Em seis meses, o governo Trump proliferou ordens executivas para desmontar o estado de direito, promoveu um ataque deliberado contra a Constituição, prendeu e pediu o impeachment de juízes e deu ordens explícitas para que seus funcionários descumprissem ordens legais.

Dentro da Casa Branca, foram borradas as linhas que separam interesses particulares e públicos, com empresários, parentes e o conglomerado Trump usando os símbolos nacionais para vender telefone, criptomoeda, perfume, bíblias e mais de 150 outros produtos.

O presidente ainda agiu para apagar as fronteiras entre fé e religião, um dos pilares da república. Trouxe para dentro do Salão Oval “tele-evangelistas”, ordenou investigação sobre a suposta perseguição contra cristãos e falou abertamente sobre princípios religiosos como base para políticas públicas.

RACISMO E XENOFOBIA -Em sua ofensiva contra imigrantes, transformou o processo de deportação em um reality show de racismo e xenofobia.

Trump desmontou o Departamento de Educação e institucionalizou a censura, retirou programas sociais dos mais pobres, atacou universidades e enfraqueceu ou inviabilizou os órgãos de controle.

A corrosão da democracia veio ainda na forma de um ataque minuciosamente organizado contra a imprensa, seja pedindo publicamente a demissão de jornalistas como abrindo processos milionários contra meios de comunicação. O objetivo é intimidar e causar um clima de auto-censura entre todos os demais.

RÁDIO E TLEVISÃO -Ao cortar recursos para a NPR e PBS, o sistema público de rádio e televisão, Trump deve ainda levar ao fechamento de 1,5 mil estações pelo país e que dependiam dos programas produzidos pela agência.

O impacto é também no exterior. Os cortes de Trump na ajuda externa e o desmantelamento da US Agency for Global Media significaram o fim do apoio à mídia independente no exterior, provocando a alegria dos regimes autoritários que estão aproveitando a oportunidade para preencher o vazio deixado para trás. Basta ver como a mídia estatal russa elogiou o fechamento da Voice Of America como uma “decisão fantástica”.

Para a entidade Repórteres Sem Fronteira, Trump está ao mesmo tempo “imitando e inspirando regimes autoritários e quase autoritários em todo o mundo”.

ANTIJORNALISMO – “Donald Trump tornou-se uma figura importante em um movimento político global antijornalismo que contribuiu para o recente declínio da liberdade de imprensa em todo o mundo e que atualmente está em plena exibição nos Estados Unidos, apenas seis meses após o início de seu segundo governo”, alertou a organização.

“Desde que assumiu o cargo, há seis meses, Trump tem correspondido a anos de ataques verbais a jornalistas com ações novas e concretas para limitar a liberdade de imprensa. Muitas dessas táticas não são novas – é a mesma cartilha que vimos os predadores da liberdade de imprensa empregarem em todo o mundo. Mas está claro que Trump ampliou esse fenômeno, encorajando e inspirando outros líderes a reprimir sua própria mídia doméstica. O resultado é um desastre para a liberdade de imprensa em nível global”, alertou Clayton Weimers, diretor-executivo da RSF.

Entre acadêmicos e analistas americanos, o mito de que suas instituições eram sólidas o suficiente para conter ofensivas autoritárias se desmanchou nos últimos seis meses. Trump cavalga com a certeza de que não tem limites para suas ações e não descarta nada. Nem mesmo mais um mandato, hoje ilegal.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump é exagerado em tudo o que faz. Sempre foi assim e não vai mudar. Acredito que em breve as coisas vão se acomodar, porque ele perceberá que muitas teses suas são inviáveis. É preciso ter muita serenidade para negociar com Trump, todos os países estão discutindo as tarifas e o mundo não parou se girar. É só uma freada de acomodação, como dizem os motoristas de ônibus. (C.N.)


DA HUMILHAÇÃO NA POLITICA EXTERNA

Magnífico texto de José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal:


A humilhação está por todo o lado. Nas televisões, nos jornais, nas redes sociais. Especialmente nestas, das quais não sabemos ainda como nos podemos defender. A nova violência institucional é a humilhação, como podemos ver sempre que uma informação sobre um processo judicial salta para os jornais sem que o visado tenha a mínima possibilidade de se defender.

A nova moda da sociedade da humilhação é a do insulto gratuito e da acusação não provada. E, no entanto, mesmo nos momentos de maior convulsão social, o exercício diplomático sempre pareceu apartado desta doença fútil da humilhação. Até Trump ganhar as eleições. A partir daí a humilhação parece fazer parte das ferramentas da política externa norte-americana.

A humilhação é uma terrível fonte de violência humana. O seu irmão gêmeo é o ressentimento que cresce em silêncio, que se alimenta secretamente de amargura e de sofrimento mental. Quando explode ouve-se longe. O tratado de Versailles de 1918 gerou a humilhação alemã, depois o ressentimento alemão e finalmente a violência alemã. A humilhação palestina parece um problema insolúvel para o mundo e principalmente para a segurança israelita. Em 1947 havia palestinos na Palestina, agora há palestinos na Palestina, amanhã haverá palestinos na Palestina. A miserável matança de Gaza é uma humilhação para os palestinos — que o Ocidente pagará caro no futuro.

O tarifaço americano para o Brasil é também uma técnica de humilhação. Nenhum interesse comercial, nenhuma razão econômica, só a vontade de exibir o poder. Um poder que não quer atingir o corpo, mas que se dirige à face do oponente. Querer alterar uma decisão judicial através de ameaças de tarifas é um gesto desprezível que exige a rendição da soberania de um à soberania do outro.

Por outro lado, as tarifas impostas à União Europeia são outra forma de humilhação negocial: o ocidente abandona a ideologia do comércio livre e passa a resolver administrativamente os déficits comerciais entre si. Aquela imagem da pobre da presidente da Comissão apertando a mão do presidente americano e aceitando o acordo dos 15% de tarifas é uma vergonha para a Europa. Nada disto é justo e nada disto é razoável. Mas este acordo diz tudo sobre a Europa dos dias de hoje: a submissão voluntária aos caprichos imperiais. Ninguém já nos leva a sério — nem os próprios americanos que detestam espíritos servis.

Mas é preciso dizer uma coisa sobre a humilhação: não há humilhação sem humilhados e só há humilhados quando estes se calam. A intenção da humilhação, a sua vitória, o seu verdadeiro sucesso é obter o silêncio conformado do outro. Um leve pendor da face para baixo é necessário — só então, na mudez, veremos o humilhado. O presidente norte-americano humilhou a Europa, mas não humilhou o Brasil. A humilhação do tarifaço toca no reconhecimento e na dignidade de um povo e o Brasil vai sair bem desta disputa. Trump e a oposição brasileira cometeram um erro de cálculo.

Seja como for, ganhe quem ganhar, deixem-me dizê-lo da forma mais enfática que consigo: a humilhação dos povos é uma promessa de caos e de destruição. A diplomacia e a política externa sempre foram escolas de boas maneiras porque sabem que nada é pior que a humilhação do adversário. Nas relações de força, a magnanimidade sempre foi a caraterística dos fortes e a mesquinhez atributo dos fracos. A humilhação é radical e devastadora — ela toca o mais íntimo das pessoas e dos povos. Não se ganha nada com ela, a não ser um inimigo para a vida. A história da humilhação na política externa nunca trouxe nada de bom ao mundo — só violência. Por agora estamos assim: a Europa aceitou a humilhação, o Brasil enfrentou-a. Nunca me senti tão próximo deste país como agora.


Chuva Revela a Herança do Descaso: A Luta pela Estrada da Malhada Vermelha em Jeremoabo

 


Chuva Revela a Herança do Descaso: A Luta pela Estrada da Malhada Vermelha em Jeremoabo

Um vídeo recente desnudou uma triste realidade em Jeremoabo: a chuva, que deveria ser um bem, se tornou a prova de um trabalho eleitoreiro e mal-executado na gestão anterior. Em vez de utilizar cascalho de qualidade, a obra nas estradas vicinais usou apenas barro, transformando o dinheiro público em recursos jogados fora. Agora, com as chuvas, a estrada que liga Jeremoabo ao povoado Malhada Vermelha se torna intransitável, isolando a população e prejudicando o escoamento da produção.

Essa é mais uma "herança maldita" que o prefeito Tista de Deda precisa enfrentar. No entanto, o seu compromisso com a Malhada Vermelha não é de hoje. Mesmo antes de ser eleito, o prefeito já vinha batalhando ativamente na busca por recursos para asfaltar essa importante via.

A situação demonstra a diferença entre uma obra que visa apenas a propaganda política e um projeto que busca, de fato, dar dignidade e infraestrutura de qualidade aos moradores. A nova gestão tem o desafio de reerguer a estrada e garantir que o povoado não seja mais refém do descaso.


Você acredita que a fiscalização da população sobre a qualidade das obras públicas pode ser um fator decisivo para evitar que situações como essa se repitam?

A História e o Potencial Turístico de Jeremoabo: Em Busca do Tesouro Perdido

 


,


A História e o Potencial Turístico de Jeremoabo: Em Busca do Tesouro Perdido

A gestão municipal de Jeremoabo, liderada pelo prefeito Tista de Deda, está empenhada na busca de um verdadeiro tesouro: a rica história e as belezas naturais do município, muitas vezes desconhecidas até pelos próprios jeremoabenses. A cidade possui uma riqueza natural adormecida, um potencial inexplorado que pode ser o pontapé inicial para o turismo, gerando emprego, desenvolvimento e fortalecendo a economia local.

Jeremoabo é repleta de marcos históricos e recursos naturais que contam a história da região. Revitalizar esses pontos e dar a eles o devido reconhecimento é fundamental. A expectativa é que o Secretário do Meio Ambiente deixe sua marca na administração, resgatando um dos maiores pilares da cultura de Jeremoabo: o Casarão do Coronel João Sá.

Hoje, infelizmente, essa estrutura histórica se encontra em ruínas. A restauração do casarão não é apenas uma questão de preservar um imóvel, mas de reacender uma luz que faz parte da história econômica e política de Jeremoabo. O apelo é para que não apenas o prefeito, mas todos os jeremoabenses se unam para não deixar que essa luz se apague. Preservar o patrimônio histórico e valorizar as riquezas naturais são passos cruciais para um futuro próspero e para o desenvolvimento de um turismo sustentável no município.


Você acredita que a preservação do patrimônio histórico, como o Casarão do Coronel João Sá, é um elemento-chave para atrair turistas?


Fotos enviadas pelo Secretáro do Meio Ambiente

Jeremoabo Brilha com Nova Iluminação e Desenvolvimento

Jeremoabo Brilha com Nova Iluminação e Desenvolvimento

A gestão do prefeito Tista de Deda está dando um novo salto de desenvolvimento em Jeremoabo. O município irá começar a trocar todos os braços e lâmpadas da iluminação pública por tecnologia LED. Essa iniciativa não apenas irá embelezar a cidade, mas também trará uma significativa economia, representando um passo importante em direção à racionalização e modernização.

Além da iluminação, a gestão municipal atarvés do prefeito Tista de Deda está universalizando o programa Luz para Todos, levando energia a praticamente todos os lares do município. Atualmente, os engenheiros da prefeitura já estão fazendo o levantamento e os projetos para os bairros, garantindo que o acesso à energia elétrica seja um direito de todos.

As mudanças já estão sendo implementadas, mas muito mais está por vir. A Prefeitura de Jeremoabo mostra um compromisso firme com o progresso e o bem-estar da população, prometendo um futuro mais brilhante para a cidade.

VÍDEO: 'Imagine se tivesse sido eu que tivesse feito qualquer uma dessas loucuras'

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 02/08/2025 às 14:30

Alterado em 02/08/2025 às 14:30





https://x.com/pensandoaltorc/status/1951398097772277843?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1951398097772277843%7Ctwgr%5Eb045a02ebe4d97b6a0c7454e688902ee32a9b6e9%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.jb.com.br%2Ffotos-e-videos%2F2025%2F08%2F1056401-video-imagine-se-tivesse-sido-eu-que-tivesse-feito-qualquer-uma-dessas-loucuras.html 

Truculência de Trump sugere o terror que seria com o golpe

 

Golpistas bolsonaristas invadiram a praça e sedes dos Três Poderes (arquivo) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Truculência de Trump sugere o terror que seria com o golpe

...

Publicado em 03/08/2025 às 07:54

Alterado em 03/08/2025 às 07:54


Caro (a) leitor (a), você já parou para imaginar, face à truculência de Donald Trump nas tarifas e sanções contra o Brasil, instigada pelas versões distorcidas de “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sibiladas pelo filho 03, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e o neto do general João Batista de Figueiredo, o cenário de terror e a carnificina que teriam se instaurado no Brasil no final de 2022, se o golpe tentado por Bolsonaro, derrotado por Lula nas urnas, não tivesse tido o repúdio da alta cúpula das Forças Armadas e a pressão contrária do governo americano, então chefiado pelo democrata Joe Biden? Nascido em 31 de janeiro de 1950, adulto desde 1968, quando senti os efeitos do AI-5, e vivendo a censura como jornalista, de 1972 a 1985, nos governos dos generais Médici, Geisel e Figueiredo, posso dizer, com alívio: ainda bem que prevaleceu o Estado Democrático de Direito e o Brasil não voltou à ditadura.

Os planos que estão sendo examinados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal não deixam margem a dúvidas. Além das várias minutas do golpe (Estado de Sítio, Estado de Defesa, ou Garantia da Lei e da Ordem - GLO), todas com Bolsonaro mantido no Poder sob a tutela das Forças Armadas, havia, pelo menos, dois planos confessos de sequestro e morte de ministros do STF (à frente Alexandre de Moraes) e do presidente Lula e do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. O quebra-quebra em Brasília, na noite de 12 de dezembro de 2022, quando o Plano Punhal Verde Amarelo foi abortado após a diplomação de Lula e Alckmin pelo então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. E na véspera do Natal, a Polícia Federal descobriu uma bomba num caminhão tanque de querosene de aviação que explodiria o aeroporto de Brasília. Fora isso, o que fariam as tropas de CACs altamente armadas e lideradas por Eduardo Bolsonaro... Uma guerra civil.

Donald Trump, derrotado por Joe Biden em novembro de 2020, não se conformou com a perda da reeleição (como Bolsonaro) e tentou a recontagem dos votos. Todas as tentativas foram negadas pelos tribunais estaduais. No dia 6 de janeiro de 2021, ainda na presidência, quando Joe Biden e a vice Kamala Harris iam ser diplomados no Congresso, sob a presidência do vice Mike Pence, também presidente do Senado, Trump instigou seus radicais apoiadores os “prouds boys” (aqui a versão seria os “kids pretos”) a invadir o Capitólio e “enforcar” o vice Pence, para impedir o rito da eleição. Quatro pessoas morreram no tumulto da invasão. Trump foi processado, mas a morosidade da Justiça americana, com vários recursos dos seus advogados, fez com que o veredito não saísse antes da eleição. Ao vencer Kamala Harris, como presidente eleito, Trump não poderia mais ser processado. Daí o apoio a Bolsonaro, por lhe ser vendida a versão de perseguição e caça às bruxas pelo filho 03 e o economista Paulo Figueiredo, neto do último ditador do regime militar.

Mas as retaliações comerciais de Trump contra o Brasil – um dos poucos países que garante superávits comerciais aos Estados Unidos –, extrapolam os interesses de dar força a um candidato da direita nas eleições de 2026, de preferência o próprio ex-presidente, considerado inelegível em 2023, pelo TSE, por abuso do poder, até 2030. Trump mira no Brasil para frear a influência chinesa entre as nações emergentes. Sobretudo na América Latina, África e Sudeste Asiático. Um dos objetivos é impedir que prossigam os planos da China de ferrovia bioceânica (ligando o futuro porto de Ilhéus, no sul da Bahia, no oceano Atlântico, até o porto de Chancay, no oceano Pacífico, já em operação, no Peru, financiado pela China, país que importa 30% de nossas vendas, com altas cargas de petróleo, minério de ferro e grãos. A ferrovia, de mais de 3,5 mil quilômetros, cortaria a Bahia, Minas Gerais, o Centro-Oeste e chegaria à parte amazônica do Peru, após cruzar Rondônia e Acre. O mais complexo seriam os túneis para atravessar os Andes.

Mas as produções de minério (terras raras) e de grãos do oeste da Bahia, Minas, Goiás, Mato Grosso e MS chegariam aos portos chineses até duas semanas mais cedo, comparado aos trajetos atuais das zonas produtoras até os portos do Sul (PR e SC) e Sudeste (SP, RJ, ES e BA). E evitaria a travessia do Canal do Panamá por navio. Trump, que pretendia controlar a travessia do canal, ficaria a ver menos navios. Para tirar mais força do Brasil, Trump mira suas baterias no Brics, onde ainda pontificam China, Índia e Rússia.

Outro tiro pela culatra
No começo da semana, antes de o governo Trump anunciar a aplicação da lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, e fazer a ampla maioria do Supremo Tribunal Federal se unir contra a interferência americana na soberania nacional, e da Suprema Corte em particular, o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, se encontrou com políticos do PL na casa do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que intermediou a reunião. Estavam presentes o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líderes do PL na Câmara e no Senado e o presidente do partido de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, entre outros políticos da legenda.

A principal sugestão dos políticos do PL teria sido a de o STF remeter o processo contra Bolsonaro à primeira instância. Gilmar Mendes rejeitou esta e qualquer possibilidade de o STF reverter o curso do processo contra o ex-presidente. O tom da conversa não foi amistoso. E o clima azedou de vez após o presidente Donald Trump ceder às pressões do filho 03, e de Paulo Figueiredo, vendendo a fantasia de “caça às bruxas” ao Departamento de Estado.

Quinta-feira à noite, o presidente Lula e seis ministros do STF - Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin - jantaram no Palácio da Alvorada. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo, o advogado geral da União, Jorge Messias e o procurador geral da República, Paulo Gonet, estavam presentes. O assunto dominante foi a situação de Moras e do STF após a lei Magnitsky e como o governo brasileiro pode reagir em defesa do ministro e do STF.

Ficou clara reação na sessão solene de retomada dos trabalhos do Supremo, dia 1º de agosto. O presidente Luís Roberto Barroso, em defesa da soberania e do Estado Democrático de Direito, historiou, didaticamente, a cronologia dos golpes militares desde a Independência, e focou a ditadura militar. O decano Gilmar Mendes fez acusações a Eduardo Bolsonaro, classificando suas ações nos EUA como “crime de lesa-pátria”. Por fim, houve o repúdio de Alexandre de Moraes a manobras “traiçoeiras” dos acusados e a resistência à chantagem das tarifas, tiro de pressionar o STF via governo Trump que saiu pela culatra. 

Moraes disse em duro discurso que “ainda neste semestre julgaremos todos os responsáveis, absolvendo aqueles onde não houver prova de responsabilidade; condenando aqueles onde houver prova. Mas julgando e exercendo a nossa função jurisdicional. E não nos acovardando diante de ameaças, seja daqui [do Brasil] ou de qualquer outro lugar”. A aplicação da lei Magnitsky contra Moraes não influenciará os rumos do julgamento do processo de Bolsonaro. Todo o esforço de interferir no processo deixou o PL mais distante de conversas produtivas com o Supremo e aproximou ainda mais o governo do STF.

STF muda rateio dos votos na perda de mandato
A partir do retorno efetivo dos trabalhos do Legislativo, na terça-feira, 5 de agosto, a oposição, liderada pelo PL, pretendia pressionar pela aprovação do processo de anistia para os acusados nas tentativas golpistas, visando, claro, livrar Jair Bolsonaro do julgamento do STF. Mas alguns fatos mudaram a posição da presidência das duas casas do Congresso desde a interferência do governo Trump em assuntos da soberania nacional, com pressões até de retaliações sobre o presidente do Senado e do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Na primeira semana do recesso (iniciado dia 18, quando, no início do dia, Moraes determinou a aplicação de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, gerando a retaliação do governo Trump contra oito dos 11 ministros do Supremo), Hugo Motta proibiu a manobra do PL de manter em atuação das comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores, ambas comandadas pelo PL. O objetivo claro era fazer um movimento pela anistia.

Mas, durante o recesso, o Supremo analisou (processo em aberto) a constitucionalidade de uma lei que estabelecia que apenas partidos e candidatos que tivessem uma votação mínima poderiam participar da distribuição das sobras. A Corte julgou que a norma é inconstitucional e definiu que todos os partidos e candidatos devem ter direito a participar da distribuição das sobras. Assim, candidatos de partidos abaixo do quociente, mas que obtiveram mais votos que os demais, poderão se beneficiar dessas cadeiras restantes. Inicialmente, o Supremo havia decidido que a nova regra só valeria a partir das eleições de 2024. Com a apresentação de recursos, a maioria dos ministros mudou de posição e decidiu que a regra valeria já para o pleito de 2022.

Na quarta-feira, a Mesa da Câmara decidiu que dois deputados do PL do Amapá (entre os seis que perderam o man,dato), por irregularidades na eleição, terão as duas vagas repartidas para partidos diferentes, o que encolheu em dois votos a bancada do PL, ainda majoritária, isolada na Câmara. Quinta-feira, o presidente Waldemar Costa Neto expulsou da legenda o deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) por criticar Trump e defender Moraes. Menos um voto do PL. A fusão entre o União e o PP tende a formar a maior bancada. Também fica mais difícil tentar o “impeachment” de Moraes no Senado.

Mas o que assusta o PL é o desfecho do caso da deputada Carla Zambelli, presa na Itália. Eleita em 2022 com 946.244 votos, contra 741.701 de Eduardo Bolsonaro (o campeão em 2022 foi Guilherme Boulos, com 1 milhão), ambos facilitaram a eleição de mais um deputado cada do PL. Os dois menos votados eleitos pelo rateio do coeficiente eleitoral foram o palhaço Tiririca e o delegado Paulo Bilynskyj. Perdendo cinco ou mais cadeiras em SP, o PL perderia parte da sua musculatura. E da capacidade de emplacar um projeto de anistia.

A profecia do Dr. Ulysses
Ulysses Guimarães dizia aos que criticavam a qualidade dos quadros da Câmara dos Deputados com um ar resignado: “espere a próxima safra”. Pois o saudoso Dr. Ulysses tinha razão. Só que a qualidade da atual safra, que é muito ruim, piora bastante com a perda do mandato do deputado Augusto Puppio (MDB-AP), um dos seis deputados federais do Amapá afastados pela justiça eleitoral. Cirurgião plástico famoso, o Dr. Puppio realiza cirurgias em crianças de lábio palatal (o popular lábio leporino) graciosamente no Brasil e no mundo. Dominando quatro idiomas, será uma perda sentida na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. É um dos seus melhores membros, com discussões de alto nível para o interesse da sociedade. Num Congresso capenga, e cada vez mais dominado por capangas, fará muita falta.

https://www.jb.com.br/colunistas/coisas-da-politica/2025/08/1056407-truculencia-de-trump-sugere-o-terror-que-seria-com-o-golpe.html

Apoio da população a Lula após tarifaço vai aparecer em números, diz ministro

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo02 de agosto de 2025 | 18:55

Apoio da população a Lula após tarifaço vai aparecer em números, diz ministro

brasil

O ganho de popularidade do presidente Lula (PT) pela postura na crise do tarifaço imposto pelo americano Donald Trump “com certeza” vai se refletir em números, afirma o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, que elogia o comportamento do petista no embate com os Estados Unidos.

Macêdo esteve neste sábado (2) no 17º Encontro Nacional do PT, em Brasília. O ministro não quis comentar o resultado da pesquisa Datafolha que mostrou que a avaliação do presidente se manteve estável, com o governo reprovado por 40% e aprovado por 29%. “Eu acho que pesquisa é para medir a temperatura e elaborar estratégias de correção de rumo”, afirma.

O ministro diz estar “em contato com o povo” e que a “a população compreendeu bem a postura do Brasil e apoiou a postura do presidente Lula”. “E isso com certeza vai aparecer em números”, ressalta.

Ele também elogiou o petista na negociação com os Estados Unidos, ao usar a diplomacia e manter uma postura de defesa da soberania nacional. “O comportamento do Lula foi de um estadista. Abriu o país para o diálogo, mas se posicionou com soberania. Soberania não se negocia”, afirma.

Para Macêdo, o país agora inicia um novo ciclo, ao continuar a negociação com os Estados Unidos e consolidar novos mercados. “Acho que há esses dois caminhos, o caminho da negociação com os Estados Unidos, respeitando e exigindo respeito, e também de diálogo com os outros mercados internacionais.”

Politica Livre

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas