domingo, julho 06, 2025

Em busca do Nobel, Lula critica “o vácuo de liderança no mundo”

Publicado em 6 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

No Brics, Lula mostrou que é mesmo candidato ao Nobel

Lucas Schroeder
da CNN

Ao discursar na abertura do Fórum Empresarial do Brics neste sábado (5), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o “vácuo de lideranças agrava as múltiplas crises enfrentadas por nossas sociedades”.

“O vínculo entre paz e desenvolvimento é evidente. Não haverá prosperidade em um mundo conflagrado. O fim das guerras e dos conflitos que se acumulam é uma das responsabilidades de chefes de Estado e de governo. É patente que o vácuo de liderança agrava as múltiplas crises enfrentadas por nossas sociedades”, disse Lula.

AGENTE MODERADOR – Desde o início de seu mandato, em janeiro de 2023, o chefe do Executivo busca inserir o Brasil como agente moderador diante de dois dos principais conflitos armados na Ucrânia e em Gaza.

“Estou certo de que este fórum e a Cúpula do Brics, que se inicia amanhã, aportarão soluções. Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos solidariedade”, acrescentou Lula.

A abertura do evento neste sábado, teve ainda discursos do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alvarez Alban, do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Bin Abrahim.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, quando Lula afirma que “o vácuo de liderança agrava as múltiplas crises enfrentadas por nossas sociedades”, na verdade ele está querendo dizer que “a única liderança que o mundo tem hoje sou eu, que atuo para resolver os problemas de guerra e paz”. E quando ele diz que “o fim das guerras e dos conflitos que se acumulam é uma das responsabilidades de chefes de Estado e de governo”, na verdade ele está querendo dizer que “não esqueçam de mim na hora de escolher o Prêmio Nobel da Paz”. O mais incrível é que Lula até que estava indo bem. Só perceberam agora que ele está meio desequilibrado, quando decidiu imitar um grande acrobata que se exibiu para ele em Paris, a pedido do presidente Macron. Dona Janja ficou tão envergonhada que se recusou as acompanhar o marido nas últimos viagens internacionais, o que é um enorme sacrifício para ele. (C.N.)

 

Participantes precisam saber que eventos Gilmarpalooza incluem problemas éticos


Gilmar Mendes encerra 'Gilmarpalooza' com alfinetada

Gilmar “fabrica” sua temporada anual de fama e sucesso

Hélio Schwartsman
Folha

Mais um ano, mais uma edição do Fórum Jurídico de Lisboa, o, que junta na capital portuguesa juízes de cortes superiores brasileiras, políticos, advogados e empresários. Vale registrar que o evento lisboeta, promovido por uma instituição de ensino de Brasília da qual o ministro Gilmar Mendes é sócio, é só um dos cada vez mais numerosos seminários internacionais que colocam magistrados brasileiros em convivência festiva com partes em processos.

Pode isso? Apenas insinuar que existe um problema ético nesses encontros deixa nossos valorosos juízes indignados.

JUSTIFICATIVAS – São múltiplas as linhas de defesa. Alguns dirão que não vão ao exterior para passear, mas para trabalhar. Outros lembrarão que o bom juiz é o que conversa com todos os setores da sociedade.

Qualquer que seja o argumento positivo usado para justificar a participação, eles rejeitam com veemência a sugestão de que possam estar “se vendendo” para os patrocinadores dessas viagens, cujos nomes muitas vezes são mantidos sob um manto de opacidade.

Não duvido que nossos juízes achem genuinamente que não trocam sua integridade por alguns dias de boca-livre. O problema é que o cérebro humano é menos rígido do que a consciência de magistrados.

PREDISPOSIÇÃO – A literatura psicológica ensina que viagens, refeições e até brindes de valor irrisório predispõem as pessoas em favor de quem dá o presente, mesmo que os regalados não se deem conta desse efeito.

Foram os médicos que nos ensinaram isso. Eles trabalham com prescrições, um material mais fácil de contar e controlar do que decisões judiciais. Numa metanálise clássica de 2000 que sempre cito, Ashley Wazana mostrou que pagar uma viagem para um profissional de saúde aumentava entre 4,5 e 10 vezes a probabilidade de ele receitar as drogas produzidas pela empresa patrocinadora.

Os médicos ao menos reconheceram que a influência de laboratórios é um problema e começaram a desenhar regras para tentar reduzi-la. A Justiça brasileira nem sequer reconhece que há aí uma questão ética.

Tubarão raro é encontrado em praia da Barra dos Coqueiros

 O tubarão-boca-grande (Megachasma pelagios) é uma espécie de tubarão extremamente rara de águas profundas

O tubarão-boca-grande encontrado em Sergipe mede aproximadamente 4,60 m de comprimento, e é um macho (Foto: Projeto Tamar)

Um tubarão foi encontrado morto na Praia da Costa no município de Barra dos Coqueiros na sexta-feira, 4. A informação foi confirmada pelo Projeto TAMAR e Fundação Mamíferos Aquático (FMA) neste sábado, 5.

O animal foi localizado durante monitoramento regular realizado pela Fundação Projeto TAMAR nas praias do litoral sergipano. Segundo o TAMAR, o animal encontrado em Sergipe mede aproximadamente 4,60 m de comprimento, e é um macho.

Os pesquisadores colheram amostras e realizaram análises para posterior preparação do exemplar para exposição no Projeto TAMAR em Aracaju.

O animal surpreendeu moradores e visitantes da localidade e chamou atenção pelo tamanho.

Registros

O tubarão-boca-grande (Megachasma pelagios) é uma espécie de tubarão extremamente rara de águas profundas e  se alimenta de plâncton. Existem poucos registros dessa espécie no mundo, apenas 273 indivíduos confirmados. No Brasil, esse é o 4º exemplar a ser encontrado, segundo do Nordeste.

Essa atividade teve a participação de outras instituições parceiras, desde a retirada do animal da praia até coleta de dados; a exemplo da Universidade Federal de Sergipe, Universidade Federal de Alagoas, Meros do Brasil, Fundação Mamíferos Aquáticos e Mineral Engenharia, ENEVA e Centro TAMAR/ICMBio.

por Aisla Vasconcelos

*A matéria foi alterada às 14h31 do dia 05/07 para acréscimo de informações do Projeto Tamar

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Corpo do piloto Alexandre Farias permanece no Instituto Médico Legal

 A empresa R Pilau Serviços Aero Agrícolas LTDA, proprietária do aeronave que caiu no interior de Sergipe disse que o piloto Alexandre Farias era experiente e altamente capacitado


O corpo do piloto Alexandre de Franco Farias que morreu após a queda de uma aeronave agrícola em Sergipe, permanece no Instituto Médico Legal (IML) a espera de liberação por parte da família. Segundo o IML, a família do piloto deve chegar ao estado na segunda-feira, 7.

De acordo com o Instituto Médico Legal o corpo foi necropsiado e constatada algumas lesões e politraumatismo devido ao impacto. Também foi coletado o material genético da vítima para realização de exame toxicológico.

A empresa R Pilau Serviços Aero Agrícolas LTDA, proprietária do aeronave que caiu no interior de Sergipe disse que o piloto Alexandre Farias era experiente e altamente capacitado.

Investigação

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que investigadores do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II) foram acionados para apurar a queda de uma aeronave agrícola em Sergipe.

A FAB explicou que as investigações conduzidas pelo Cenipa têm como objetivo exclusivo contribuir para a prevenção de novos acidentes aeronáuticos. Não visam atribuir culpa ou responsabilidade civil ou criminal, mas identificar fatores contribuintes para fortalecer a segurança do transporte aéreo.

por Aisla Vasconcelos

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6 de Julho de 1925: Cem Anos de História e Identidade Jeremoabense Inabaláveis

 

Hoje, 6 de julho de 2025, Jeremoabo celebra com orgulho o seu centenário de emancipação política. Uma data que ecoa na memória e no coração de cada jeremoabense, marcando um século de lutas, conquistas e a construção de uma identidade sólida. No entanto, em meio a essa celebração tão significativa, surge uma tentativa infundada de reescrever a história e alterar a data oficial da emancipação para 25 de outubro de 1831.

Recebemos com admiração o posicionamento do vereador Zé Miúdo, que, mesmo sem o título de "doutor" nos estudos formais, demonstra uma sabedoria inegável e um profundo respeito pelos seus antepassados. Ele, com seu bom senso e paixão por Jeremoabo, compreende a importância de preservar a memória daqueles que batalharam incansavelmente pela autonomia do município.

O vereador Zé Miúdo nos lembra, com a variação do ditado popular, que "uma andorinha só não faz verão, mas faz barulho para as demais". Sua voz, neste momento, é um chamado à união e à conscientização. É preciso um esforço coletivo para proteger a verdade histórica de Jeremoabo. As andorinhas, em seu voo migratório, buscam juntas o clima favorável para a sobrevivência – e da mesma forma, os jeremoabenses devem se unir para garantir que a história de sua terra natal não seja distorcida por vaidades ou equívocos.

É lamentável que, por orgulho ou pura ignorância histórica, alguns queiram desconsiderar um século de celebrações e a luta de gerações. A data de 6 de julho de 1925 está eternizada não apenas em documentos, mas na mente e no coração dos jeremoabenses que honram sua terra e preservam a memória de seus ilustres antepassados.

A emancipação política de Jeremoabo, ocorrida há exatos cem anos, representa um marco fundamental para o município. Mudar essa data, sem qualquer fundamento legal ou histórico, seria um desrespeito à memória de todos que contribuíram para a construção da cidade que conhecemos hoje.

Neste dia histórico, reafirmamos: a data de 6 de julho se consolidou como o verdadeiro marco da autonomia política de Jeremoabo. Ela é um símbolo de orgulho e pertencimento para todos que amam esta terra. Que a voz do vereador Zé Miúdo e outros (que não citarei os nomes para não ser injusto), ecoe e inspire uma mobilização em defesa da história e da identidade de Jeremoabo. O centenário de emancipação política é uma data inquestionável, que não pode e não deve ser alterada por nada.

Justiça Eleitoral: TRE/AL Cassa Mandatos por Fraude à Cota de Gênero – Um Alerta para a Bahia



Nota da redação deste Blog -  Justiça Eleitoral: TRE/AL Cassa Mandatos por Fraude à Cota de Gênero – Um Alerta para a Bahia

A recente decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) de cassar os mandatos de quatro vereadores do MDB em Japaratinga por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 é um marco importante na defesa da integridade do processo eleitoral e da representatividade feminina. O veredito, proferido em 30 de junho de 2025, reforça a seriedade com que a Justiça Eleitoral brasileira tem tratado as infrações relacionadas às candidaturas femininas fictícias.

A fraude à cota de gênero, caracterizada pela inclusão de candidatas apenas para cumprir a exigência legal de um percentual mínimo de mulheres nas chapas, desvirtua completamente o propósito da lei. A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) estabelece que cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. O objetivo é promover a participação feminina na política, historicamente sub-representada, e não simplesmente cumprir uma formalidade. Quando partidos lançam "candidatas-laranja" – mulheres que não têm intenção real de concorrer, não fazem campanha e, muitas vezes, nem sequer recebem votos – a legislação é burlada, e a chance de mulheres engajadas e comprometidas serem eleitas é sabotada.

A decisão do TRE/AL, seguindo o voto do relator Ney Alcântara, envia uma mensagem clara: a Justiça Eleitoral está vigilante e atuará com rigor contra aqueles que tentam manipular o sistema. Essa postura é crucial para fortalecer a confiança pública nas eleições e garantir que os resultados reflitam a verdadeira vontade do eleitorado, livre de artifícios e ilegalidades.

O Caso de Jeremoabo: Um Espelho para a Justiça Baiana

Em paralelo ao desfecho em Alagoas, um caso análogo tramita no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA), envolvendo as eleições de 2024 no município de Jeremoabo. O parecer do procurador já se encontra no gabinete do desembargador eleitoral, aguardando a decisão final. A expectativa é que a Justiça da Bahia siga o exemplo de Alagoas e também faça justiça contra essa imoralidade das supostas candidaturas fictícias.

A sociedade baiana, e em especial os cidadãos de Jeremoabo, aguardam com ansiedade um posicionamento firme do TRE/BA. A omissão diante de tais irregularidades não apenas perpetuaria a injustiça, mas também minaria a já frágil credibilidade do sistema político. Jeremoabo não pode continuar com uma "cadeira cativa na contramão da história", permitindo que práticas fraudulentas se estabeleçam impunemente.

É fundamental que o TRE/BA, ao analisar o caso de Jeremoabo, priorize a ética, a transparência e, acima de tudo, o respeito à legislação eleitoral. A cassação de mandatos obtidos por meio de fraude à cota de gênero não é apenas uma punição aos infratores, mas um passo essencial para a legitimação da democracia e para a construção de um ambiente político mais justo e representativo para todos. Que a Justiça Eleitoral na Bahia também atue com a firmeza necessária para coibir essa prática e assegurar que as cadeiras nos legislativos sejam ocupadas por aqueles que de fato representam a vontade popular.


Você acredita que decisões como a do TRE/AL terão um impacto significativo na inibição de fraudes à cota de gênero em futuras eleições no Brasil?

sábado, julho 05, 2025

Dulce Dantas Martins Bungos: Uma Vida de Amor, Alegria e Raízes em Jeremoabo

                                                   Dulce Dantas Martins Burgos

No dia 1º de julho de 2025, com 98 anos de idade, partiu serenamente em Salvador a senhora Dulce Dantas Martins Burgos, deixando um legado de amor, alegria e memórias inesquecíveis. Nascida em 18 de dezembro de 1926, em Jeremoabo, terra que sempre ocupou um lugar especial em seu coração, Dulce era filha do ilustre Manoel Martins de Sá, o primeiro prefeito eleito do município, figura central na história política e social da cidade.

Mais do que um sobrenome tradicional e respeitado, Dulce carregava consigo a essência do que significa ser jeremoabense. Por mais que a vida a tenha levado para longe, seu coração permanecia firme nas raízes do sertão. Não perdia um São João em Jeremoabo — festa que para ela era muito mais do que celebração: era reencontro com suas origens, com os amigos, com o cheiro da terra e com as tradições que tanto amava.

Dulce foi o retrato da mulher forte e doce ao mesmo tempo. Sempre alegre, de bem com a vida, cultivava sorrisos ao seu redor e transmitia serenidade nos momentos mais difíceis. Mãe dedicada, deixa filhas, filhos e netos, que agora guardam em seus corações as lembranças de seu carinho, sua sabedoria e seu exemplo de vida íntegra.

Seu falecimento marca o fim de uma era para sua família e para todos os que tiveram o privilégio de conhecê-la. Mas sua história permanece viva — nos gestos que ensinou, nas palavras que deixou e no amor incondicional com que abraçava a vida e as pessoas.

Hoje, Jeremoabo se despede de uma filha querida. E que honra é poder dizer que Dulce Dantas Martins Burgos fez parte dessa terra, que a viu nascer, crescer e brilhar. Que sua memória seja sempre celebrada com respeito, saudade e gratidão.

Descanse em paz, tia Dulce. Sua luz continuará iluminando nossas vidas.

Número 2 da Fazenda diz que governo tem como provar ao STF que IOF não tem viés arrecadatório

 Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda/Arquivo

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan04 de julho de 2025 | 19:00

Número 2 da Fazenda diz que governo tem como provar ao STF que IOF não tem viés arrecadatório

economia

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse ao jornal Folha de S.Paulo que o governo tem como provar ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a edição do decreto de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não teve viés arrecadatório.

O ônus da prova de que a medida teve uma finalidade regulatória sobre os mercados de câmbio, seguro e crédito, e não para aumentar a arrecadação, caberá ao governo na audiência de conciliação que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo, marcou para o próximo dia 15 de julho.

Em despacho publicado nesta sexta-feira (4), Moraes suspendeu o decreto do IOF e o decreto legislativo aprovado pelo Congresso, que derrubou a alta do imposto.

“Acho que nós temos condição de vencer esse ônus argumentativo, de mostrar que não é para fins arrecadatórios, muito embora tenha uma consequência arrecadatória”, disse o secretário. “Temos como apresentar de maneira racional, de maneira técnica pro Supremo.”

Para o número 2 da Fazenda, o relator reconheceu que não cabe decreto legislativo para “desafiar” um ato regular do Executivo.

“Ele diz de maneira muito categórica que, para desafiar um decreto do Executivo feito dentro dos limites regulamentares, não cabe decreto legislativo. Se houvesse um desafio a esse decreto, teria que ser feito no Supremo”, afirmou Durigan ao considerar a decisão um passo importante nas negociações do IOF.

Em sua avaliação, o posicionamento de Moraes está em linha com o objetivo que a AGU (Advocacia-Geral da União) tinha, de resguardar a competência do presidente da República para editar decreto nos termos da Constituição e das leis.

Moraes justificou na decisão que há um fundado receio de que o decreto do Executivo sobre o IOF possa ter um caráter arrecadatório e, por isso, suspendeu o ato.

O ministro disse que a dúvida do Congresso é razoável, uma vez que o Ministério da Fazenda divulgou “um potencial acréscimo de dezenas de bilhões às contas públicas”, de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. Ele citou matérias de jornais com falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo precisa da arrecadação do IOF para fechar as contas neste ano e evitar um déficit.

Lideranças do Congresso consideram a suspensão dos atos uma vitória do Congresso no embate jurídico em torno do IOF. O tema foi levado ao STF tanto pelo governo e pelo PSOL, contra a decisão do Legislativo, quanto pelo PL, partido de oposição que questiona a constitucionalidade do decreto.

Mas o secretário da Fazenda, que participa diretamente das negociações, disse que considerou boa a decisão e demonstrou confiança nos argumentos do governo.

O decreto alterou três modalidades do IOF: seguros, câmbio e crédito. No primeiro caso, o governo instituiu uma cobrança de 5% sobre aportes em planos de previdência do tipo VGBL em valores acima de R$ 600 mil ao ano.

Durigan disse que o fundamento regulatório da medida é coibir o uso da modalidade como rota de escape após a taxação dos fundos exclusivos de investimento dos super-ricos.

No caso do câmbio, o governo unificou e elevou as alíquotas de diferentes operações. “Você usava o cartão de crédito, pagava 3,5%, você mandava o dinheiro para uma conta e não pagava nada. A gente disse ‘todo mundo vai pagar igual’. Redução de assimetria”, disse.

Já a instituição do IOF sobre as operações de risco sacado, usadas por empresas (principalmente varejistas) para antecipar valores que têm a receber, foi justificada pelo entendimento do governo de que se trata de uma operação de crédito. “Você tem outras operações muito parecidas com risco sacado que pagam IOF”, afirmou.

Para as demais operações de crédito, que também sofreram aumento de alíquota do imposto, Durigan disse que o fundamento regulatório é o alinhamento com a política monetária do Banco Central, ao diminuir o volume de crédito contratado e ajudar no combate à inflação.

O secretário minimizou os apontamentos feitos por Moraes de falas do próprio Haddad destacando que o impacto fiscal do IOF é relevante. “A gente nunca desviou desse tema. Mas o fundamento do ato não é fiscal”, ressaltou. “Não podemos confundir fundamento com consequência fiscal”.

Ele reconheceu, porém, que sem a arrecadação prevista no decreto, o resultado será um contingenciamento maior das despesas do Orçamento deste ano.

Segundo ele, as palavras do ministro sobre o impacto fiscal do decreto são verdadeiras e transparentes. “Se você tira, tem uma consequência. É matemática, você vai ter que contingenciar mais ou menos”, disse.

Durigan reiterou que o governo nunca quis fechar o diálogo com o Congresso e ponderou que a ação da AGU permite delinear quais são as competências dos Poderes. “Mas não estamos querendo fechar o debate aqui. A gente pode e deve continuar debatendo com o Supremo, com o Congresso, o que quer que seja. A conciliação pode apontar para o futuro”, ressaltou.

Adriana Fernandes/Idiana Tomazelli/Folhapress

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TCM aponta má gestão em Jeremoabo

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