sexta-feira, julho 04, 2025

Polícia Civil prende suspeito de ataque hacker que desviou quase R$ 1 bilhão

 Foto: Leonardo Sá/Arquivo/Agência Senado

Sede do Banco Central do Brasil04 de julho de 2025 | 08:51

Polícia Civil prende suspeito de ataque hacker que desviou quase R$ 1 bilhão

economia

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira, 4, um suspeito pelo ataque hacker ao sistema da C&M Software que atende o Banco Central. Ele seria funcionário de uma empresa terceirizada do BC e deu acesso, por sua máquina, ao sistema sigiloso do banco aos hackers que efetuaram o ataque.

O suspeito teria confirmado à polícia que entregou a senha de acesso para terceiros, que cometeram a fraude.

Os serviços da companhia haviam sido suspensos pelo BC após um ataque hacker afetar suas infraestruturas e prejudicar pelo menos seis instituições financeiras. O ataque, um dos maiores já registrados no sistema financeiro do País, resultou em um desvio de ao menos R$ 800 milhões na última terça-feira, dia 1º.

A C&M afirmou ter sido vítima de uma “ação criminosa externa”, originada a partir da violação do ambiente de um cliente, cujas credenciais de integração foram indevidamente utilizadas. “Não houve invasão direta aos sistemas da CMSW. Os sistemas críticos seguem íntegros e operacionais”, diz a empresa.

Segundo a prestadora de serviços, o ataque foi executado a partir de uma simulação fraudulenta de integração, em que um terceiro usou as credenciais legítimas de um cliente para acessar os serviços como se fosse uma instituição financeira autorizada.

A C&M é uma multinacional que interliga algumas instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), inclusive o Pix. Na quinta-feira, 3, a empresa obteve autorização do Banco Central para retomar parcialmente a prestação de serviços.

A ação criminosa prejudicou pelo menos seis instituições financeiras, como a BMP, a Credsystem e o Banco Paulista.

O BC, a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo investigam o crime.

A lista oficial das instituições financeiras afetadas não foi divulgada pelo BC, mas o Estadão confirmou que entre elas estão a BMP e a Credsystem. O Banco Paulista também confirmou que foi uma das instituições afetadas pelo ataque.

A BMP é uma instituição financeira autorizada e regulamentada pelo BC desde 2009, que atua com operações de crédito e na prestação de serviços financeiros. Já a Credsystem existe desde 1996 e oferece soluções financeiras para o varejo, com foco em classes econômicas emergentes.

Pepita Ortega/Estadão ConteúdoPolitica Livre

A conta chegou, e não é só de luz

 em 4 jul, 2025 3:38

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

  

O brasileiro vai começar a sentir no bolso, a partir deste mês, o impacto do aumento da tarifa de energia. O reajuste não é obra do acaso, tampouco resultado da variação climática. É consequência direta da privatização das elétricas, um processo vendido como solução mágica para os problemas do setor pelo Governo Bolsonaro, mas que agora revela sua face mais perversa: a lógica do lucro acima do interesse público.

Não fosse suficiente entregar ativos estratégicos ao capital privado, o Congresso ainda deu sua cota de colaboração ao enterrar, sem pudor, medidas provisórias do governo Lula que tentavam conter o impacto da tarifa sobre o consumidor comum.

Os que hoje bradam por responsabilidade fiscal são os mesmos que, ao privatizar o setor elétrico, repassaram à população a conta de um modelo que favorece o mercado e penaliza o cidadão.
A derrota das MPs do setor, orquestrada por um Centrão com apetite insaciável e memória curta, escancarou o desprezo de parte do Legislativo pela estabilidade social.

No embate entre os interesses da coletividade e os do lobby empresarial, venceram os de sempre. O brasileiro, mais uma vez, paga a conta — agora, com juros, encargos e bandeira vermelha. ‎

 

 

 

 

 

 

 

Absurdo! Prefeitura de São Cristóvão está mudando ruas no Bairro Jabotiana antes da decisão dos limites territoriais com Aracaju ter transitada e julgada Moradores da Rua Antônio José dos Santos, conjunto Santa Lúcia no Bairro Jabotiana, estão indignados porque a prefeitura de São Cristóvão não esperou a decisão dos limites territoriais com Aracaju e resolveu mudar os nomes das ruas através de legislação municipal. Na aprovação da lei disse que a rua “está sem denominação.” No caso desta rua desde 2009 tem a lei número 3.732 de 20 de agosto de 2009. E aí prefeita Emília? Vai acionar a Emurb para retornar ao que sempre foi enquanto espera a decisão definitiva?

 Prestação de contas A secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, compareceu à Assembleia Legislativa para apresentar o balanço das finanças do governo no primeiro quadrimestre deste ano. Segundo ela, a Receita Total do Estado alcançou R$ 6,49 bilhões, registrando um crescimento nominal de 25,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Ela também falou que as despesas orçamentárias somaram R$ 5,4 bilhões, um aumento de 22,5%, e justificou que esse aumento é reflexo do crescimento das despesas com pessoal, da amortização de dívidas com instituições financeiras e da ampliação dos investimentos.

Prestação de contas II A secretária fez questão de ressaltar que as finanças do Estado estão equilibradas, mas pediu atenção devido o Estado ser bastante dependente das transferências feitas pela União. “O governo tem feito um trabalho intenso para atrair novas empresas, melhorar o ambiente de negócios e aumentar sua arrecadação própria como forma de reduzir essa dependência, mas é algo que leva tempo. Equilíbrio não significa liberdade para aumentar despesas de forma descontrolada”, reforçou a secretária.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/a-conta-chegou-e-nao-e-so-de-luz/

Ricos x Pobres: para combater a pobreza é preciso desconcentrar a renda

 

Ricos x Pobres: para combater a pobreza é preciso desconcentrar a renda
A disputa entre ricos e pobres voltou ao debate nacional quando, ao reagir à interferência indevida do Congresso, o governo Lula ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o decreto do IOF e veio a público, em entrevistas e posts nas redes sociais, argumentando que este é um imposto que atinge principalmente os mais ricos (verdade) e a melhor opção para cumprir o arcabouço fiscal sem cortar gastos sociais (discutível). 

Em entrevistas, o presidente Lula endureceu o tom contra o Congresso, centrando o discurso no direito constitucional do governo de alterar a alíquota do IOF, o que evoluiu para apelo por “justiça tributária” nas falas de ministros como Fernando Haddad e Rui Costa. Nas redes sociais, a militância encabeçada pelo deputado Guilherme Boulos puxou o mote dos ricos x pobres ao lado da tag #CongressoInimigodoPovo.

A movimentação escalou com a divulgação da foto de Lula exibindo um cartaz pedindo a taxação dos super ricos durante as comemorações da Independência da Bahia, repostada nas redes de petistas e membros do governo, inclusive na do presidente. Ato contínuo, a imprensa passou a acusar o governo de usar a tática do “nós contra eles”, de “antecipar a disputa eleitoral” e de fomentar a “polarização”.

Para além das colunas, onde cabem opiniões e análises, a crítica foi incorporada como viés no noticiário, com reportagens explicando o caso como se a intenção do Congresso fosse apenas barrar o aumento da carga tributária “já excessiva” – e não proteger determinados setores, chantagear pela liberação das emendas parlamentares (sob escrutínio do ministro do STF, Flávio Dino) e enfraquecer o governo eleitoralmente.  

Como todos sabem, não há como entregar resultados – fator determinante da popularidade de um governo e, portanto, de seu capital político para as eleições –, com o orçamento monopolizado pelo Congresso, corroído por isenções e subsídios fiscais e sugado por super salários. Distorções que os parlamentares não pretendem corrigir, muito pelo contrário, o que não mereceu destaque no noticiário.  

A direita obviamente se aproveitou das lacunas de informação e seguiu espalhando fake news – cansei de explicar nas redes e para pessoas do meu cotidiano que o IOF não afeta o pix, por exemplo. Já o Congresso posou de vítima e acusou o governo de radicalização e de romper o diálogo, como se isso tivesse acontecido de forma unilateral, o que também foi engolido sem questionamento pela imprensa. 

Não consigo imaginar outra saída para o governo conseguir executar seus projetos sem buscar mobilizar a população – ao menos aquela parcela que historicamente vota no PT – através de sua bandeira mais duradoura: a de um governo que tem os mais pobres como prioridade.
 E aí, não tem como escapar – não há como reduzir a desigualdade sem distribuir renda em um país em que 1% da população tem rendimento médio mensal 39,2 vezes maior do que os 40% mais pobres.
O atual modelo de desenvolvimento global, do qual o Congresso e a imprensa são árduos defensores, tem concentrado riqueza na mesma medida em que aprofunda a pobreza, como comprovou um relatório divulgado pela Oxfam, ONG internacional especializada no estudo das desigualdades, coincidentemente no mesmo dia em que o Congresso derrubou o decreto do IOF. 

De acordo com o documento, nos últimos dez anos o 1% da população que compõe a elite global acumulou 33,9 trilhões de dólares, enquanto quase metade do mundo (3,7 bilhões de pessoas) vive na pobreza. Mais: o valor concentrado nas mãos dos super ricos seria suficiente para acabar com a pobreza 22 vezes – informação que viralizou nas redes sociais. É esse o placar da disputa entre ricos e pobres. 

Como disse o diretor executivo da Oxfam, Amitabh Behar, não há como falar em pobres sem falar em ricos. “Essa concentração de riqueza está sufocando os esforços para acabar com a pobreza”, explicou. Ou seja, estamos enxugando gelo.

A taxação dos super ricos é uma das propostas da Oxfam para reduzir a desigualdade, o que, aliás, tem o apoio de boa parte da população mundial: uma pesquisa realizada por essa ONG em parceria com o Greenpeace em 13 países – entre eles Brasil, Estados Unidos, África do Sul e França – mostrou que 9 em cada 10 entrevistados apoiam a taxação dos mais ricos para financiar serviços públicos – outra recomendação da Oxfam para reduzir a desigualdade – e ações contra as mudanças climáticas, que já afetam desproporcionalmente os mais pobres. 

Se quiser contribuir para o debate democrático, a imprensa tem que enfrentar com clareza a questão ricos x pobres e cobrar do governo e do Congresso mais iniciativas em direção à igualdade, em vez de fingir que os ricos não têm responsabilidade sobre a pobreza ou circunscrever a questão à disputa eleitoral. 

Até o momento, com honrosas exceções, também o jornalismo está perdendo o jogo.


Marina Amaral
Diretora Executiva da Agência Pública
marina@apublica.org 

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em "reportagem" vergonhosa e ridícula no Jornal Nacional

 

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em "reportagem" vergonhosa e ridícula no Jornal Nacional

JN escala Armínio Fraga, que clama pelo congelamento do salário mínimo, para defender Motta e ricaços. Em editorial, clã Marinho diz que é "absurdo taxar super ricos". Veja critica Lula por ser "pai dos pobres".

William Bonner e Renata Vasconcellos; a "reportagem" no Jornal Nacional; e a capa da Veja.Créditos: Rede X JN / Reprodução TV Globo e Veja
Escrito en POLÍTICA el 

A campanha pela taxação dos super ricos, que ganhou corpo nas redes sociais após a tentativa de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) desencadearem o golpe dos ricaços para "sangrar" Lula até as eleições de 2026, expôs a relação promíscua das famílias que comandam a mídia liberal com a Faria Lima, o Centrão e a ultradireita neofascista de Jair Bolsonaro (PL) na pauta econômica e na defesa dos 433 mil milionários do país, segundo dados do banco suíço UBS.

LEIA TAMBÉM:
Motta usou grupo Esfera, que faz lobby para ricaços, para vazar recado a Lula pelo Jornal Nacional
Estadão defende ‘solução’ Armínio Fraga: congelar salário mínimo e pobres com vida miserável

Em "reportagem" vergonhosa e ridícula na noite desta quinta-feira (3), o clã Marinho usou o Jornal Nacional para defender Motta e os ricaços, que segundo a Globo se tornaram vítimas "dos ataques nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial, após a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso no dia 25 de junho".

Após Renata Vasconcellos atrelar o início dos ataques ao PT, como sempre, pela publicação de vídeos feitos com inteligência artificial "falando em cobrar mais dos super-ricos" e "defender justiça tributária", o JN sacou o economista Armínio Fraga, histórico representante do neoliberalismo no Brasil - que recentemente defendeu congelar o salário mínimo por seis anos para reduzir o "gasto público" -, para dizer que "segundo economistas, o aumento de IOF não representa justiça tributária".

Em seguida, o JN passa a defender Motta, "um dos mais atacados", e divulgou o vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Câmara se vitimizando do "nós contra eles".

A Globo ainda escancarou a relação com o neofascismo ao convocar os bolsonaristas Rogério Marinho (PL-RN) e Zucco (PL-RS) - autor do PL inconstitucional que derrubou as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - para defender os ricaços dos "ataques" do PT nas redes.

"A mesma mão que afaga, apedreja. É o presidente Lula e o PT que vão às redes sociais desqualificar e transferir responsabilidades ao Congresso", disse o líder de Bolsonaro no Senado.

“O que o Partido dos Trabalhadores, o PT, está fazendo nas redes sociais é muito grave", choramingou o líder na Câmara acusando, de forma surreal, o governo de "radicalismo" e dizendo que "o Brasil precisa de paz, de equilíbrio, de responsabilidade, e não de um governo que instiga confronto social".

Por fim, o clã Marinho expõe sua real preocupação com o avanço do debate sobre os endinheirados no Brasil e escala  "o cientista político Carlos Pereira" para defender a "higidez das contas públicas" - entenda-se corte de gastos nas políticas sociais - e falar dos impactos que o tema terá nas eleições de 2026.

"Não adianta o presidente Lula transferir essa responsabilidade e dizer: ‘Não, é o Congresso que não está me deixando fazer isso’, porque, para o eleitor, o eleitor sempre vai perceber o Executivo como o responsável por essas políticas”, diz o cientista político.

https://revistaforum.com.br/politica/2025/7/4/globo-sai-em-defesa-de-motta-ricaos-em-reportagem-vergonhosa-ridicula-no-jornal-nacional-182742.html


Zambelli envia defesa à Câmara pede acareação com hacker Delgatti


Zambelli continua foragida, mas resolveu se defender

Gabriela Boechat
da CNN

Os advogados da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) apresentaram nesta quarta-feira (2) a defesa no processo que pode levar à perda de seu mandato. O documento foi entregue à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e conta com um pedido de acareação entre a deputada e o hacker Walter Delgatti, condenado junto com ela.

“O Walter Delgatti, que é o famoso hacker, foi chamado pela Polícia Federal de mentiroso contumaz, mudou seu depoimento pelo menos 6 vezes, então é isso que a gente coloca e pede acareação aqui na CCJ”, afirmou advogado de Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi.

CINCO TESTEMUNHAS – Segundo a defesa, cinco testemunhas já foram indicadas para depor na comissão. Os nomes ainda precisam ser aprovados pelo relator, que não foi definido.

São elas o próprio hacker Walter Delgatti Netto; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; o perito técnico Michel Spiero; o delegado da PF (Polícia Federal) Flávio Vietez Reis; e o responsável pelos relatórios técnicos no caso, Felipe Monteiro.

Segundo a defesa, Zambelli foi alvo de cerceamento e deve ter direito a novo julgamento, desta vez pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

10 ANOS DE PRISÃO – A deputada foi condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A decisão também determina a perda do mandato. O trânsito em julgado já foi reconhecido, ou seja, não cabem mais recursos. Zambelli está foragida na Itália.

No início de junho, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou a decisão do STF à Comissão de Constituição e Justiça. Pelo regimento da Câmara, depois de passar pela CCJ, a perda de mandato precisa ser aprovada por maioria simples no plenário, ou seja, ao menos 257 votos favoráveis.

TRAMITAÇÃO – Com a defesa protocolada, a comissão poderá realizar diligências e, depois disso, terá cinco sessões para analisar o parecer, que pode recomendar a cassação ou o arquivamento do caso.

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou nesta quarta (2) que o partido vai apoiar Zambelli. “Não abandonamos nossos soldados, por mais feridos que estejam”, disse em entrevista coletiva.

Segundo ele, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, orientou a bancada a votar pela manutenção do mandato da deputada. “Toda a direita raiz está junta. Vamos conversar com os líderes [de outros partidos] e vamos estar ao lado de Zambelli. Vamos lutar pelo mandato de uma mulher, a mais votada”, citou.



Projeto da Anistia será aprovado pela Câmara em ritmo de urgência


Anistia ampla tem amparo legal, mas Supremo pode derrubar

Bolsonaristas acham que a anistia pode salvar o mito

Bela Megale
O Globo

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou à coluna que Hugo Motta (Republicanos-PB) se comprometeu a colocar em pauta o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. O texto vem sendo trabalhado de forma sigilosa pelo presidente da Câmara e Jair Bolsonaro, segundo Sóstenes.

Entre integrantes do governo Lula, a avaliação é que, se Motta colocar a anistia para votar poucas semanas depois da derrota do IOF, o clima vai azedar de vez.

DECLARAÇÃO DE GUERRA — “Uma atitude como essa será vista como uma declaração de guerra” — resumiu um ministro do Palácio do Planalto.

Mesmo com a crise deflagrada pela derrubada do IOF seguida da judicialização do tema pela Advocacia-Geral da União (AGU), integrantes do governo vem fazendo gestos a Hugo Motta.

O deputado vinha se queixando que o governo não reconhecia as pautas boas para o Executivo que foram aprovadas no Congresso. Mas nesta quarta-feira, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais reconhecer o ato do Congresso pela aprovação da Medida Provisória que autoriza o uso de até R$ 15 bilhões do Fundo Social do pré-sal para habitação popular e que permite ao governo leiloar óleo e gás excedente.

BOLSONARO FORA – O projeto de anistia que vem sendo costurado pelo presidente da Câmara não incluiu benefícios a Jair Bolsonaro, que está com o julgamento da trama golpista em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde o começo de junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) promete a aliados que o projeto será pautado em tempo recorde na Câmara e no Senado.

Integrantes do PL afirmam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também está envolvido nas negociações da anistia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Cabe aqui um acréscimo à importante informação de Bela Megale (que pelo nome não se perca, diria Helio Fernandes). Propositadamente, o projeto não inclui anistia a Bolsonaro, mas é evidente que algum deputado aliado vai propor a inclusão, que é o desejo da maioria dos parlamentares, como é mais do que sabido nos bastidores do Congresso, devido às pesquisas que já foram feitas em entrevistas aos deputados e senadores. Ou seja, a anistia será aprovada, mas Bolsonaro continua inelegível, devido às duas condenações no TSE, em processos separados – um, referente à reunião com embaixadores, e o outro, sobre usar o 7 de setembro para fazer campanha eleitoral, junto com o general Braga Netto, também condenado. (C.N.)


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