terça-feira, julho 01, 2025

Hospital de Brotas celebra um ano com Coral da PMBA e ação de musicoterapia junina


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 Hospital de Brotas celebra um ano com Coral da PMBA e ação de musicoterapia junina


A Unidade de Atendimento Planserv, em Salvador/BA, gerida pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), promoveu uma programação especial que uniu música, cuidado e afeto no mês de celebração do seu primeiro ano de funcionamento.

Desde sua inauguração, o Hospital de Brotas (HB) tem se destacado pela atenção integral aos pacientes do Planserv, oferecendo acolhimento e assistência com foco na humanização do atendimento. Para marcar o primeiro ano de atividades, a equipe preparou uma série de ações no mês de junho, aproveitando o clima junino para reforçar o vínculo com os pacientes e valorizar a cultura nordestina por meio da música e da emoção.

A unidade dispõe de 20 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI pediátrica, 15 apartamentos adulto, 75 enfermarias adulto, 30 leitos de internação pediátrica e emergências adulto e pediátrica funcionando 24 horas por dia.

Entre junho de 2024 e maio de 2025, o hospital contabilizou 6.000 internações, 19.000 consultas e exames laboratoriais, 2.000 procedimentos de EDA (Endoscopia Digestiva Alta) e colonoscopia, além de um total de 27.000 atendimentos gerais, consolidando sua atuação como referência no cuidado especializado.

As ações comemorativas começaram no dia 9 de junho com a participação da médica sanfoneira Adriane Barreto, que percorreu os corredores do hospital, de forma afetiva e voluntária, tocando forró e levando leveza e descontração aos pacientes internados. 

No dia 17, foi a vez do musicoterapeuta Marcos Barbosa emocionar a todos com um momento de acolhimento musical. “Foi muito mais do que uma homenagem. A música chegou como um acalento para muitos pacientes que estavam vivendo situações difíceis. Foi uma forma de transformar o ambiente e humanizar o cuidado, trazendo carinho, leveza e fraternidade”, destacou ele.

No dia 26 de junho, a comemoração pelo aniversário do HB contou com uma apresentação especial do Coral da Polícia Militar da Bahia (PMBA). A visita emocionou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.

“Somos o Coral da Polícia Militar. O coral já esteve aqui outras vezes, mas é a primeira vez que venho. Quero agradecer e dizer que a Polícia Militar está sempre à disposição para momentos como esse”, disse o Tenente PM Fiúza antes de entoar os parabéns ao HB com a participação de colaboradores, pacientes e acompanhantes.

Um ano do HB com humanização na assistência

Na mesma ocasião, o diretor administrativo do INTS, Sandro Malheiros, também prestou sua homenagem aos profissionais e pacientes: “Quero agradecer a todos os colaboradores do hospital. A razão de ser dessa unidade são os pacientes. Como todos sabem, o Hospital de Brotas é 100% de atendimento Planserv. A gente busca oferecer o melhor acolhimento, cuidado e assistência possíveis para que todos retornem para suas famílias com saúde. Comemoramos um ano de funcionamento no dia 20 de junho, mas hoje celebramos com todos vocês, familiares, pacientes e com o Coral da Polícia Militar, essa data tão importante”.

A paciente Maria Elizabeth Chagas Fernandes, funcionária da Polícia há 48 anos, também expressou sua emoção durante a homenagem. “Vi todos vocês entrarem e saírem. Quando fui aluna, aprontava muito (risos). Obrigada a todos por esse momento de muita emoção. Deus abençoe vocês”, disse, emocionada.

Outro momento marcante foi o depoimento do casal Seu França e Dona Railda. Ele, acompanhante; ela, paciente em tratamento na unidade. Dona Railda, que está em processo de investigação médica na região abdominal, destacou a qualidade do atendimento: “Eu gostei muito do tratamento aqui, é muito bom. Os técnicos, todos os funcionários são excelentes. O diagnóstico não temos ainda porque estão investigando e aguardando os exames pra fechar”.

Para a coordenadora de RH, Juliana Albuquerque, encerrar esse ciclo de um ano com tantas ações emocionantes representa o que há de mais valioso no cuidado. “Foi muito bonito ver o quanto os pacientes se sentiram lembrados. Emoção, acolhimento e gratidão definem o que vivemos aqui.” 

Ela também reforçou o impacto positivo da apresentação do coral e fez uma reflexão, junto a todos sobre a importância da humanização, dirigida ao trabalho do Coral da PMBA: “Eu fico pensando no quanto a nossa visão sobre os policiais militares muda e adoça numa apresentação como essa. Tem que ter um doce no olhar. E vocês, coralistas, trouxeram esse doçura, de verdade. Vocês trouxeram um lado muito bonito da polícia, é algo que toca a gente de uma forma como a música toca. Quando toca o sentimento é diferente. E vocês tocam os nossos pacientes, seus acompanhantes, os nossos colaboradores. É um momento único que fica guardado.

Muito obrigada! Que Deus abençoe vocês, a carreira de vocês e o nosso hospital!”

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Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

PT na Câmara defende ‘taxação BBB’ e fim da escala 6×1 em nota de apoio à ação sobre IOF

 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ)01 de julho de 2025 | 16:45

PT na Câmara defende ‘taxação BBB’ e fim da escala 6×1 em nota de apoio à ação sobre IOF

brasil

A bancada do PT na Câmara defendeu a “taxação BBB” (bilionários, bancos e bets) e afirmou que trabalhará junto ao governo Lula (PT) para que o Executivo se engaje na pauta do fim da jornada de trabalho na escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso semanal) e envie um projeto de lei ao Congresso para discutir esse tema.

Os deputados petistas devem divulgar uma nota pública ainda nesta terça-feira (1º) para manifestar “apoio incondicional” à decisão do governo de encaminhar uma ação ao STF (Supremo Tribunal Federal) com pedido de declaração de constitucionalidade do decreto presidencial que alterou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

No texto, que é assinado pelo líder da bancada, Lindbergh Farias (RJ), os deputados dizem que a derrubada do decreto pelo Congresso na semana passada “violou a separação de Poderes, interferiu indevidamente em ato normativo constitucional do Presidente e usurpou competência própria do Executivo”.

“Enquanto Lula e o PT buscam avançar na redução das desigualdades, forças do atraso atuam em sentido contrário. Os donos do poder, desde sempre, resistem ferozmente a qualquer mudança que ameace privilégios. A sociedade brasileira percebe isso nitidamente nos dias hoje. Com disposição permanente ao diálogo e à construção de acordos, não retrocederemos nesse debate tão fundamental para o futuro de todos os brasileiros e brasileiras”, diz a nota.

No texto, a bancada reforça discurso adotado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o decreto busca “corrigir injustiças fiscais e combater a evasão de impostos dos super-ricos, para equilibrar as contas públicas e garantir direitos sociais dos trabalhadores”.

“É preciso reverter a perversa situação atual, em que trabalhadores e classe média pagam sua parte, mas os ricaços sonegam ou pagam pouquíssimo imposto”, diz a nota.

Além disso, os deputados afirmam no texto que apoiam integralmente outras medidas propostas pelo governo federal, entre elas o que classificam da “taxação BBB”, em referência aos bancos, bets e bilionários.

Os deputados também afirmam que a bancada vai abrir diálogo com o governo federal para que o Executivo analise a possibilidade de enviar um projeto de lei que mira o fim da escala 6×1 com regime de urgência constitucional. Esse regime obriga que o tema seja analisado em até 45 dias (sob risco de paralisar a pauta de votações do plenário).

Essa iniciativa da bancada ocorre num momento em que o Palácio do Planalto reforça o discurso de que é preciso cobrar dos ricos em favor dos pobres. A possibilidade de divulgar uma nota foi discutida pelos petistas em reunião na segunda-feira (30). A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) participou de parte desse encontro.

Considerado por governistas como uma proposta que poderá ajudar a recuperar a popularidade da gestão petista por seu apelo popular, o fim da escala 6×1 está parado na Câmara. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), conseguiu assinaturas suficientes no fim do ano passado e foi protocolada em fevereiro, mas não avançou desde então.

Cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviar o tema para ser apreciado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, o que ainda não ocorreu. Lindbergh defende que o tema seja discutido em projeto de lei, afirmando que isso seria “plenamente constitucional e juridicamente viável”.

Além do fim da escala 6×1, a bancada do PT também diz na nota que recomendará que o Executivo envie um novo projeto ao Congresso que mira a redução dos supersalários, “combatendo privilégios que ultrapassem qualquer limite razoável. “O projeto que está no Senado Federal, ao contrário do que se pretende diante das exceções previstas, pode agravar as injustiças atuais”.

A bancada petista também lista “prioridades” no curto prazo na nota. Entre elas a votação do projeto de lei que isenta o pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, a apreciação pelo Congresso de projeto de lei que deverá estabelecer um corte de 10% nos benefícios tributários (que ainda precisa ser enviado pelo Executivo) e da proposta que amplia o fornecimento de energia elétrica gratuita para 16 milhões de pessoas.

O líder do PT diz a reportagem que o debate sobre redução de desigualdade e tributação dos super-ricos é uma “bandeira histórica que anima a bancada de deputados e a nossa base social”. “Sugerimos também ao governo que avalie enviar um PL sobre a escala 6×1 em urgência constitucional, além de um novo projeto para acabar com supersalários. Justiça tributária, defesa dos trabalhadores e combate aos privilégios”.

Victoria Azevedo/FolhapressPolitica Livre

Oposição diz que governo ‘declarou guerra ao Congresso’ por judicializar IOF e promete reação

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo
Luciano Zucco01 de julho de 2025 | 12:49

Oposição diz que governo ‘declarou guerra ao Congresso’ por judicializar IOF e promete reação

brasil

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), publicou na rede social X, nesta terça-feira, 1º, uma nota do bloco em que diz que o governo “declara guerra ao Congresso Nacional” ao decidir recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para restaurar o decreto presidencial que altera alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A manifestação ocorre após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter anunciado a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ingressar no STF com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade para reverter a derrubada do decreto, aprovado no Congresso na semana passada.

“A decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deliberação soberana da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que sustou o aumento do IOF, é uma afronta inaceitável ao Poder Legislativo e um grave atentado à democracia”, diz a nota.

O texto prossegue: “Trata-se de mais uma tentativa autoritária do governo Lula de judicializar um tema eminentemente político, tentando impor pela força do Judiciário aquilo que perdeu no voto, de forma ampla e transparente, dentro da Casa do Povo. Ao fazer isso, o governo declara guerra ao Congresso Nacional”.

Segundo a manifestação, o projeto de decreto legislativo que sustou o aumento no IOF “é absolutamente constitucional”, porque se dá por um ato abusivo do governo.

“Ele susta os efeitos de um decreto presidencial flagrantemente inconstitucional. O IOF é um tributo de natureza regulatória, e não arrecadatória. O governo utilizou esse instrumento de forma abusiva, com o único objetivo de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo fiscal que ele mesmo causou, sem qualquer medida real de controle de gastos. Isso é ilegal e inaceitável”, diz a nota.

“A oposição reitera: o ajuste fiscal que o Brasil precisa não será feito em cima dos trabalhadores e dos empreendedores. Esse ajuste deve vir com corte de despesas supérfluas, redução de ministérios, contenção de viagens, eliminação de cargos e fim do uso eleitoral da máquina pública. Mas esse governo se recusa a cortar na própria carne”, continua o texto.

A oposição prossegue: “A resposta será firme. O Congresso saberá reagir à altura. O povo brasileiro não aguenta mais ser punido com mais impostos enquanto o governo insiste em dividir o país, governar na base do confronto e mentir para a população. A democracia exige respeito entre os Poderes – e é isso que o presidente Lula e sua equipe estão, mais uma vez, violando deliberadamente”.

Victor Ohana/Estadão Conteúdo

Politico Livre 

Moraes cancela depoimentos de Carlos e Eduardo Bolsonaro no julgamento da trama golpista

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)01 de julho de 2025 | 17:01

Moraes cancela depoimentos de Carlos e Eduardo Bolsonaro no julgamento da trama golpista

brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou os depoimentos do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) previstos como parte do andamento da segunda ação penal da trama golpista de 2022.

O relator afirma que ambos são filhos de Jair Bolsonaro (PL), réu no núcleo central da investigação de impedir a posse de Lula (PT) na Presidência da República, além de citar outras apurações que têm os dois como alvos.

“Todas as investigações são conexas. Ambos, também, são filhos de um dos investigados em ação penal conexa, portanto, não podem ser ouvidos como testemunhas”, disse o ministro, na decisão do último domingo (29).

Moraes abriu um inquérito contra Eduardo Bolsonaro em maio após manifestação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre possibilidade de punir o ministro do Alexandre de Moraes (STF) e em cenário no qual a Câmara dos Deputados não tomou nenhuma medida em relação à conduta do congressista.

Já o irmão foi indiciado pela Polícia Federal no caso da chamada “Abin paralela”. O vereador foi acusado de integrar o núcleo político do esquema clandestino de espionagem na agência, teve “papel de comando na estratégia de desinformação e na articulação de estruturas clandestinas”.

De acordo com a Polícia Federal, Carlos foi um dos principais responsáveis pela concepção e manutenção da estrutura conhecida como “gabinete do ódio”, que atacava supostos inimigos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 27 de junho, Moraes marcou as audiências de testemunhas do segundo núcleo da acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), o mais difuso dos cinco.

O grupo é acusado de atacar autoridades, o sistema eleitoral, elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar o ministro Alexandre de Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.

São seis réus no total. Ao todo, foram indicadas 118 testemunhas. Algumas são comuns a mais de um réu. De acordo com o cronograma do ministro, os depoimentos serão por videoconferência entre 14 e 21 de julho.

Carlos e Eduardo foram indicados pela defesa de Filipe Martins e estavam previstos para serem ouvidos na manhã de 16 de julho.

A única ressalva feita no despacho de então por Moraes foi de que os dois, assim como outros políticos, têm foro por prerrogativa de função e, portanto, poderiam pedir ajuste de local, dia e horário para os depoimentos.

Na mesma decisão, o ministro rejeitou pedidos de oitiva do general Walter Braga Netto, Rafael Martins, Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Filipe Garcia e Mário Fernandes, entre outros investigados.

Segundo o relator, a jurisprudência do Supremo veda a possibilidade de oitiva de corréu e de réus em processos conexos como testemunhas ou de informantes.

Ana Pompeu/FolhapressPolitica Livre

Mário Negromonte se despede do TCM na quinta (3); nora é favorita à vaga mesmo com o PP no “colo” de ACM Neto

Foto: Divulgação
O conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Mário Negromonte01 de julho de 2025 | 15:45

Mário Negromonte se despede do TCM na quinta (3); nora é favorita à vaga mesmo com o PP no “colo” de ACM Neto

exclusivas

O conselheiro Mário Negromonte participa nesta quinta-feira (3) da última sessão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) antes de se aposentar de forma compulsória, na segunda-feira (6), quando completa 75 anos. Nos bastidores da Corte e do meio político, é dado como certo que ele será substituído pela nora, a procuradora Camila Vasquez, esposa do deputado federal e presidente do PP baiano, Mário Negromonte Júnior (PP), conforme relevado há alguns meses pela coluna Radar do Poder.

Caberá ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que mantém uma relação de proximidade com Mário Júnior, mesmo após o anúncio da federação entre o PP e o União Brasil, definir a titularidade da vaga com base numa lista tríplice composta exclusivamente por procuradores do Ministério Público de Contas. Conforme rodízio definido entre os poderes, a vaga é de caráter técnico, e não de livre escolha política – ou seja, não pertence nem ao Executivo e nem ao Legislativo.

Jerônimo receberá a lista composta por Camila, pela procuradora Aline Rego e pelo procurador Guilherme Macedo. O outro integrante do Ministério Público de Contas do TCM baiano, Danilo Diamantino, é o membro mais novo do tribunal, e, por conta disso, ficará de fora.

Segundo apurou o site, Guilherme não tem pretensões de ser conselheiro neste momento e não se movimentou politicamente neste sentido – o nome dele constará apenas para cumprir o rito constitucional da lista tríplice. Então, a disputa estaria entre Camila, que tem como principais cabos eleitorais o marido e o sogro, e Aline, que conta com a simpatia de setores ligados ao PT, inclusive dos conselheiros Paulo Rangel, até pouco tempo deputado estadual petista e adversário de Mário Júnior, e Nelson Pelegrino, ex-deputado federal da legenda.

Desde o anúncio da federação entre o PP e o União Brasil, Mário Júnior tem mantido o discurso de contrariedade em relação ao “casamento” com a sigla liderada na Bahia pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto. De olho na sucessão do pai no TCM, ele tem buscado se aproximar cada vez mais do governador. No São João, por exemplo, o pepista marcou presença em parte da agenda de Jerônimo, como tem ocorrido com frequência.

Mário Júnior, cuja maioria dos prefeitos do reduto político já está na base do governo, aposta todas as fichas no fato de que a disputa pela substituição do pai no TCM é limitada, visto que a cadeira só pode ser ocupada por um integrante do Ministério Público de Contas. Assim, joga todas as fichas na relação pessoal com o governador, pois não há como assegurar mais o apoio do PP à reeleição de Jerônimo – com a federação, a sigla marchará em 2026 com ACM Neto, que vai controlar a união na Bahia.

Para Jerônimo, por outro lado, a escolha de Camila Vasquez seria uma sinalização positiva para manter Mário Júnior como aliado, mesmo que o parlamentar não deixe o PP após a oficialização da federação pela Justiça Eleitoral e quando se abrir a janela partidária. A tendência hoje é que o deputado permaneça na sigla à qual sempre foi filiado e que preside atualmente, fazendo, em 2026, uma campanha “silenciosa” a favor do governador, o que dependerá do respaldo nacional pepista.

Vale frisar que boa parcela da influência política de Mário Júnior é associada à presença do pai no TCM, tribunal que julga as contas dos prefeitos e das câmaras municipais dos 417 municípios baianos. Perder isso num momento de fragilidade partidária por conta da federação do PP com o União Brasil seria um duro golpe nos planos futuros do parlamentar de ampliar a votação para renovar o mandato em 2026.

Política Livre 

Lula perde o rumo e manda PT “atacar o Centrão e os ricos”


Haddad diz que 'é hora de vestir o uniforme do embate, do bom debate  público, do debate político' | Brasil | Valor Econômico

Haddad é incentivador da guerra de pobres contra ricos

Catia Seabra e Caio Spechoto
Folha

O presidente Lula (PT) tem encorajado ministros e aliados a expor divergências com o centrão e a oposição depois da série de derrotas impostas pela própria base ao governo no debate sobre mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Segundo auxiliares do petista, a orientação é denunciar que parlamentares de centro e da direita – inclusive integrantes de partidos aliados – resistem à implementação de justiça tributária no Brasil.

RICOS E POBRES – Nas palavras de um colaborador direto do presidente, o governo quer dizer que tem lado e que não vai admitir cortes de programas sociais para manter privilégios.

Outro integrante da equipe do presidente afirma que Lula está decidido a travar essa disputa. Segundo ele, o petista adotou nos dois primeiros anos de governo uma política econômica de inclusão dentro das limitações do arcabouço fiscal. Seu limite seriam medidas que restringem os direitos dos mais pobres.

Ainda segundo aliados, o presidente tem incentivado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a falar mais e apresentar argumentos em favor da incidência de tributos sobre os mais ricos para desoneração dos mais pobres.

HADDAD ASSUME – Assim, o chefe da equipe econômica, defensor há anos de impostos progressivos, passou a se colocar de forma ainda mais assertiva sobre o tema.

“Quem está condoído [com o projeto de aumentar impostos para ricos], quem faz propaganda contra são os 140 mil [super-ricos]. Eu estou tranquilo em relação a isso, porque eu sou ministro da Fazenda para enfrentar os 140 mil. Eu estou aqui para fazer justiça tributária”, disse Haddad em entrevista à Folha publicada na quinta-feira (26).

Além disso, o PT divulgou na última semana um vídeo sobre pagamento de impostos no qual fala em “taxação BBB: bilionários, bancos e bets”: “O governo vai passar a taxar quem sempre pagou pouco ou quase nada: os super-ricos”.

DISCURSO ELEITORAL – Um ministro afirma que, mesmo que não houvesse um incentivo de Lula, seus auxiliares passariam a reproduzir esse discurso de tanto ouvir essa avaliação do próprio presidente.

Aliados apontam o debate do IOF como um marco para o endurecimento do discurso governista, especialmente depois de a cúpula do Congresso colocar em votação na última semana o projeto que derrubaria as mudanças feitas pelo Executivo sem avisar ao Planalto.

A inclusão da proposta na agenda de votações foi anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio das redes sociais sem uma comunicação prévia ao Executivo. A postagem foi no fim da noite anterior à sessão que decidiria sobre o assunto, na quarta (25).

INSULTO A LULA – Segundo aliados, Lula encarou a atitude como um insulto a ele. Não apenas a Haddad.

Aliados do presidente enxergam as digitais de seus opositores na atuação de Hugo Motta, presidente da Câmara, em uma clara antecipação da disputa eleitoral do ano que vem. Haveria uma tentativa de enfraquecer o governo para que o grupo político de Lula chegue em 2026 com chances reduzidas de vencer a eleição.

Nesse cenário, a única opção seria disputar o eleitorado desde já, visando a corrida presidencial do ano que vem.

TAXAR MILIONÁRIOS…  – A ordem do presidente é ir a público dizer que a gestão petista quer taxar milionários para bancar serviços, programas sociais e redução de impostos para os mais pobres.

A mensagem a ser transmitida é que as forças políticas que se opõem a isso defendem privilégios para poucos setores da sociedade.

Governistas detectaram há algumas semanas que a pauta da taxação dos mais ricos tem aderência nas redes sociais e passaram a apostar no tema para enfrentar a oposição. A deterioração do clima político nos últimos dias fez essa aposta passar a ser uma instrução de Lula e uma estratégia política mais estruturada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma grande Piada do Ano. Depois de 35 anos disputando eleições presidenciais, de repente Lula da Silva, o pai dos pobres, desperta de um sonho ruim e decide taxar os milionários, que ele tanto protegeu por esses anos todos. Se não é Piada do Ano, Lula então precisa parar de beber e fazer uma reabilitação a sério, tendo dona Janja como cuidadora. (C.N.)


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