quinta-feira, abril 03, 2025

Mais da metade das escolas públicas não tem quadra coberta e cerca de 1/3 não possui pátio protegido, mostra análise do Instituto Unibanco

 



Mais da metade das escolas públicas não tem quadra coberta e cerca de 1/3 não possui pátio protegido, mostra análise do Instituto Unibanco
 

Dados são do Censo Escolar 2023, tabulados pelo Observatório de Educação do Instituto Unibanco, e apontam para a necessidade de adaptação quanto à infraestrutura das escolas diante da crise climática. Além de problemas nos ambientes externos, somente 12 das 27 unidades da federação têm salas de aula climatizadas em mais da metade da rede pública de ensino
 

São Paulo, 3 de abril de 2025 – As escolas brasileiras não estão preparadas para os efeitos das mudanças climáticas. É o que reforçam os dados do Censo Escolar de 2023 tabulados e analisados pelo Observatório de Educação do Instituto Unibanco. Das 134.770 escolas públicas brasileiras, mais da metade (54%) não tem quadra de esportes coberta, e mais de um terço (36%) não conta com pátios protegidos. Nenhum dos nove estados do Nordeste têm ao menos 50% da rede pública com quadra coberta, somando escolas estaduais e municipais. Dos sete estados da região Norte do Brasil, apenas dois têm quadra coberta em pelo menos metade das escolas públicas – os outros cinco apresentam índices menores que isso nesse quesito.
 

 

 

No caso dos pátios cobertos, o cenário é um pouco melhor: a maioria dos estados brasileiros têm a estrutura em pelo menos metade das escolas públicas.
 

 

 

A falta de infraestrutura externa se junta ao problema do calor nos ambientes escolares internos, pois 2/3 das escolas públicas não têm salas de aulas climatizadas. Das 27 unidades da federação, somente 12 têm salas de aula climatizadas em mais da metade das escolas públicas, sendo seis estados no Norte do Brasil, três no Centro-Oeste, dois no Nordeste e um no Sudeste. Os outros 15 estados estão abaixo de 50% de cobertura.
 

“Nas regiões Norte e Nordeste do país as altas temperaturas sempre foram uma realidade. Agora, diante do aumento da frequência de ondas de calor extremo, outras regiões estão se ressentindo de não terem salas de aula com ar-condicionado, quadras cobertas e pátios protegidos. Isso não é mais um luxo e os governos brasileiros precisam agir rapidamente sobre esse e outros efeitos da crise climática”, alerta Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.
 

Os eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns e afetam a aprendizagem, a saúde mental dos estudantes e o convívio escolar em diversas dimensões, levando inclusive à suspensão de atividades e, em alguns casos, ao fechamento de escolas por períodos prolongados.
 

O Instituto aponta que é necessário adaptar as estruturas, repensar dinâmicas em dias de calor extremo ou chuvas nas áreas de socialização, incluir o tema das mudanças climáticas no currículo e adotar medidas intersetoriais que tornem as escolas mais resilientes, entre outras ações. Defende ainda que o governo brasileiro desenvolva mecanismos e políticas públicas no âmbito federal que orientem e apoiem estados e municípios a implementarem ações na direção da mitigação dos efeitos negativos das mudanças climáticas e da adaptação das escolas.
 

Além de climatização, áreas de circulação, pátios e quadras cobertos e com ventilação adequada, é necessário incluir estratégias de circulação de ar, iluminação, armazenamento e reuso de água e cobertura vegetal, entre outras.
 

Neste sentido, a equipe técnica do Instituto Unibanco identifica que programas federais de destinação de recursos para infraestrutura em educação, a exemplo dos editais do PAC, deveriam ser uma oportunidade para as redes públicas melhorarem suas escolas considerando esses pontos.


Escolas Resilientes: buscando soluções concretas
 

O Instituto Unibanco tem se debruçado sobre os efeitos negativos da crise climática na educação, tema que vem ganhando cada vez mais espaço no campo educacional. Em 2023, no seminário “Educação na era das transições”, a emergência ambiental foi um dos eixos principais do evento. Mais recentemente, o Instituto tem apoiado o projeto Escolas Resilientes, em parceria com o governo do Rio Grande do Sul. O projeto é uma resposta às enchentes de 2024, que destruíram parte das escolas gaúchas e deixaram milhares de estudantes sem aula.
 

O Escolas Resilientes busca adotar soluções arquitetônicas, operacionais e tecnológicas que assegurem a resiliência, a segurança e a continuidade do serviço educacional. O projeto está estruturado em quatro eixos: (1) Infraestrutura e Engenharia; (2) Eficiência Bioclimática e Sustentabilidade, considerando sistemas de captação e reuso de água, ventilação, materiais eficientes, entre outros; (3) Modelagem de Ocupação e Operação, que usa estratégias arquitetônicas, e (4) Escala e Implementação, que conta com a implementação de um piloto e depois a expansão para outras escolas em áreas de risco mapeadas.
 

A iniciativa é um exemplo de como as redes públicas de Educação podem se preparar para eventos climáticos extremos.
 

Ver mais sobre crise climática e educação no link Link

 

Sobre o Instituto Unibanco

O Instituto Unibanco é uma organização sem fins lucrativos que atua pela melhoria da qualidade da educação pública por meio do aprimoramento da gestão educacional. Seu objetivo é contribuir para a permanência dos estudantes na escola, a melhoria da aprendizagem e a redução das desigualdades educacionais. Tem como valores: acelerar transformações, conectar ideias, valorizar a diversidade e ser orientado por evidências. Fundado em 1982, integra o grupo de instituições responsáveis pelo investimento social privado do grupo Itaú-Unibanco.

 

Informações para a imprensa
 

CDN Comunicação

institutounibanco@cdn.com.br 

Júlia Magalhães / Fernanda Pontual / Erick Paytl

Cidade governada por pai de Hugo Motta é alvo de ação da PF

 Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmra

Hugo Motta03 de abril de 2025 | 09:12

Cidade governada por pai de Hugo Motta é alvo de ação da PF

brasil

A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal cumprem nesta quinta-feira (3) mandados de busca e apreensão no município de Patos, na Paraíba.

O prefeito de Patos, Nabor Wanderley Filho, é pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Dentro da segunda fase da Operação Outside, a operação investiga indícios de fraude licitatória e desvio de recursos públicos federais em contratos que somam R$ 6 milhões para realização de obra no município.

São quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara da Justiça Federal em Patos (PB). O trabalho conta com a participação de auditores da CGU e policiais federais.

Segundo a CGU, os trabalhos tiveram início a partir do levantamento de informações e da análise de documentos relacionados à contratação da empresa responsável pela execução da obra.

“Logo após a deflagração da primeira fase da operação, ocorrida em 12 de julho de 2024, foram realizadas fiscalizações, tanto pela CGU quanto pela PF, confirmando indícios apontados na investigação”, afirmou.

Ainda segundo a CGU, a análise da documentação coletada na primeira fase permitiu a identificação de agentes nas supostas irregularidades.

A nova fase da operação, diz a Controladora, busca o aprofundamento da investigação e a apuração de elementos sobre possível atuação ilícita de “investigada, que, utilizando-se de sua posição na administração pública, teria favorecido interesses privados da empresa contratada para realização da obra”, cujo contrato supera R$ 6 milhões.

Catia Seabra/Folhapress

Alex Parente volta a ser alvo de buscas da PF na Overclean

 Foto: Divulgação/Arquivo

Alex Parente volta a ser alvo de buscas da PF na Overclean03 de abril de 2025 | 09:35

Alex Parente volta a ser alvo de buscas da PF na Overclean

bahia

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (3), novas buscas em endereços ligados ao empresário Alex Parente, investigado na Operação Overclean. A ação investiga um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, há indícios de que Parente tenha destruído provas e manipulado informações para dificultar as investigações. Ele já havia sido alvo em fases anteriores da operação.

As apurações revelam que o esquema atingiu, sobretudo, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), com foco na Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST-BA), além de outros órgãos públicos que recebiam apoio operacional da organização criminosa. A informação é do Bahia Notícias.

PF encontra maços de dólares e euros, joias e relógios na casa de Barral

 Foto: Divulgação/PF

PF encontra maços de dólares e euros, joias e relógios na casa de Barral03 de abril de 2025 | 09:43

PF encontra maços de dólares e euros, joias e relógios na casa de Barral

brasil

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (3), novos mandados de busca na residência de José Marcos Moura, empresário do setor de limpeza urbana conhecido na Bahia como “Rei do Lixo”. As ações fazem parte da terceira fase da Operação Overclean, que investiga um esquema milionário de desvio de emendas parlamentares originalmente destinadas a obras de infraestrutura. A informação é do G1.

Segundo a PF, além de Moura, outro alvo da operação é o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, que foi afastado do cargo por decisão do ministro Nunes Marques, conforme apuração da TV Globo e da GloboNews. Durante as buscas na residência de Barral, os agentes encontraram maços de dólares e euros, joias e relógios armazenados em um cofre. No total, foram R$ 120 mil. Ele já foi secretário de Educação de Salvador em uma das gestões de ACM Neto (União Brasil).

PoliticaLivre

PF mira organização criminosa no DNOCS na 3ª fase da Operação Overclean

 Foto: Divulgação

PF mira organização criminosa no DNOCS na 3ª fase da Operação Overclean03 de abril de 2025 | 07:31

PF mira organização criminosa no DNOCS na 3ª fase da Operação Overclean

bahia

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos, nas cidades de Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju, 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público de suas funções, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

Estima-se que a organização tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio desses contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Quaest: Lula lidera cenários de 2º turno para 2026 mesmo sob crise de popularidade

 Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Arquivo

O presidente Lula03 de abril de 2025 | 07:26

Quaest: Lula lidera cenários de 2º turno para 2026 mesmo sob crise de popularidade

brasil

O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em todos os cenários de segundo turno das eleições de 2026 testados pela Genial/Quaest e divulgados nesta quinta-feira (3).

Os resultados favoráveis ao petista ocorrem mesmo com a popularidade de seu governo em queda. A mesma pesquisa da Genial/Quaest, que teve parte divulgada na quarta (2), mostrou que 41% dos brasileiros avaliam negativamente o governo, contra 27% que têm avaliação positiva.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais de quinta (27) até segunda-feira (31).

No primeiro dos oitos cenários eleitorais testados na pesquisa, o presidente supera Jair Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto, contra 40% do ex-mandatário. Essa é situação mais apertada para o petista se o pleito fosse hoje, de acordo com o levantamento.

Porém Bolsonaro, que virou réu sob acusação de liderar uma trama golpista, está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. O levantamento não incluiu cenários de primeiro turno.

O segundo quadro mais apertado para Lula é contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL): o presidente marca 44% ante 38% das intenções de voto da adversária.

Quando o rival no segundo turno é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula tem 43%, contra 37% do adversário. Em janeiro, o placar estava em 43% a 34%. Em dezembro passado, a diferença era muito maior: 52% a 26%, respectivamente, segundo a Genial/Quaest.

Outro governador incluído na pesquisa foi Ratinho Júnior (PSD), do Paraná. Nessa simulação, o presidente tem 42%, contra 35%.

Em um eventual segundo turno com o empresário Pablo Marçal (PRTB), Lula está com 44% das intenções de voto, e o autointitulado ex-coach com 35%.

Já o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) tem 34% das intenções de voto contra 45% de Lula.

O cenário com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também dá a dianteira a Lula (43% contra 31%). Comparado com pesquisa de janeiro, entretanto, o desempenho do governador melhorou. Na época, ele tinha 28% das intenções de voto contra 45% do petista.

Ronaldo Caiado (União Brasil), que é o governador de Goiás, também viu o índice subir. Ele tinha 26% das intenções de voto em janeiro. Na pesquisa desta quinta, o valor subiu para 30%. Lula tinha 45% em janeiro e tem 44% agora.

Segundo 62% dos entrevistados, Lula não deveria se candidatar à reeleição em 2026. Em dezembro, o valor era de 52%.

Questionados sobre “o que dá mais medo hoje”, se a continuidade do governo Lula ou o retorno de Bolsonaro ao poder, 44% dos entrevistados responderam temer a volta do ex-presidente, contra 41% que citaram Lula. Disseram ter “medo dos dois” 6%, e 4% não têm medo de nenhum deles. Não souberam ou não responderam 5%.

Na intenção de voto para presidente medida de maneira espontânea (sem apresentar nomes ao entrevistado), Lula foi mencionado por 9% dos eleitores, seguido de Bolsonaro, com 7%. A maioria se disse indeciso, caso de 80%.

Sobre quem deveria ser o candidato da direita em um cenário sem Bolsonaro na disputa, 15% citaram Tarcísio. Ele foi seguido por Michelle Bolsonaro, com 14%, Pablo Marçal, com 11%, e Ratinho Júnior (9%).

Eduardo Bolsonaro, Zema e Caiado empatam com 4%. Eduardo Leite (PSDB), que governa o Rio Grande do Sul, teve 3%. Responderam “nenhum desses” 19%, e 16% não souberam ou não responderam

A pesquisa também avaliou a rejeição dos presidenciáveis. Disseram que conhecem e não votariam em Lula 55% dos entrevistados, mesma taxa de Bolsonaro. Numericamente, a maior rejeição foi a de Eduardo Bolsonaro, com 56%.

O levantamento da Quaest é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.

Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Relatório pela cassação de Glauber Braga tem xingamento a Paulo Magalhães e denúncia de orçamento secreto em cidades da Bahia; assista

 Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

Paulo Magalhães Jr03 de abril de 2025 | 11:25

Relatório pela cassação de Glauber Braga tem xingamento a Paulo Magalhães e denúncia de orçamento secreto em cidades da Bahia; assista

exclusivas

O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do processo contra o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, foi chamado de “desgraçado” enquanto lia o parecer favorável à cassação do colega por quebra de decoro parlamentar, nesta quarta-feira (2).

O xingamento veio de uma mulher que acompanha a sessão na plateia e provocou alvoroço no colegiado, a ponto do presidente do Conselho de Ética, o deputado baiano Leur Lomanto Júnior (União Brasil), pedir à segurança legislativa para retirar a manifestante, advertindo aos demais que não toleraria ataques contra os parlamentares.

Braga é alvo de uma representação feita pelo Partido Novo em razão de ter agredido e expulsado das dependências da Câmara um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. Toda a cena foi registrada em vídeo.

Ao se defender, Braga disse que a posição do relator Paulo Magalhães foi construída a partir da influência do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que envolveu um pacto para liberação de emendas do orçamento secreto.

“Eu não estou lutando contra o que é o relatório aqui feito pelo deputado Paulo Magalhães. Eu estou lutando contra a compra de apoio político que já estava pré-datada, pré-fixada a partir daquilo que ele indicou de orçamento secreto em articulação com o senhor Arthur Lira nessas cidades. Eu desafio o relator a dizer que não foi ele quem fez a indicação desses recursos de orçamento secreto em pacto com o ex-presidente da Câmara”, disse Glauber Braga.

Ele chegou a dar detalhes dos valores repassado a cidades onde o baiano Magalhães teve ampla votação.

“Deputado Paulo Magalhães, o senhor sabe quem foi o deputado mais votado do município de Ituaçu? Foi o senhor. Do município de 11 mil habitantes, ele teve cinco mil votos na cidade. E na lista suspensa por Flávio Dino, duas emendas de orçamento secreto de mais de R$ 2 milhões. Belo Campo, mais R$ 2 milhões na lista de orçamento secreto indicado pelo deputado. Presidente Jânio Quadros, mais R$ 2,499 milhões de orçamento secreto indicado pelo relator. Itajú do Colônia mais R$ 1.291.730 de orçamento secreto indicado pelo relator, isso em uma lista só. Anagé, mais emenda de orçamento secreto indicado pelo relator”, pontuou.

“Está aqui a lista. Eu poderia ir citando município por município em que isso aconteceu, emendou Braga.

Assista ao vídeo:

Política Livre

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