quinta-feira, março 06, 2025

Países árabes querem reconstruir Gaza em 5 anos para os palestinos

Publicado em 6 de março de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um grupo de líderes árabes posando para uma foto em um evento formal. Eles estão alinhados em uma sala decorada com bandeiras de vários países árabes ao fundo. O ambiente é elegante, com um tapete vermelho e uma decoração neutra nas paredes. Há um painel com texto em árabe e inglês que indica que se trata da Cúpula Árabe Extraordinária para a Palestina, realizada na República Árabe do Egito.

Países árabes convocaram a ONU para a reunião no Cairo

Deu na Folha
Agência Reuters

Líderes dos países árabes aprovaram nesta terça-feira (4) um plano do Egito para a reconstrução da Faixa de Gaza com a permanência dos palestinos em suas terras. O valor estimado é de US$ 53 bilhões (cerca de R$ 309 bilhões) e duração de cinco anos.

O plano também deve envolver a construção de ao menos 200 mil unidades habitacionais e um aeroporto.

SEM “RIVIERA” – A proposta foi aceita no fim de uma cúpula dos países árabes que acontece no Cairo, a capital egípcia, e contrasta com a visão de uma “Riviera do Oriente Médio” cogitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

As principais questões que ainda precisam ser respondidas sobre o futuro de Gaza são: quem administrará o território após o fim da guerra com Israel e quais países fornecerão os bilhões de dólares necessários para a reconstrução do território devastado.

Qualquer financiamento para a reconstrução exigiria um forte apoio dos Estados árabes do Golfo, ricos em petróleo, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, que possuem as quantias necessárias.

FIM DO HAMAS – Outra questão crítica é o destino do grupo terrorista Hamas, que desencadeou a guerra em Gaza ao atacar Israel em 7 de outubro de 2023.

Nesta terça, o ditador do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, defendeu o plano egípcio e afirmou que trabalha com os palestinos para a criação de um comitê independente para a governança do território.

A ideia é que o órgão seja responsável pela supervisão da ajuda humanitária e pela gestão dos assuntos da Faixa de Gaza por um período temporário, em preparação para o retorno da Autoridade Nacional Palestina (ANP), rival do Hamas.

Sisi também disse acreditar que Trump conseguirá alcançar a paz na questão palestina.

PLANO FURADO – O que o presidente dos EUA propôs até aqui, no entanto, é que seu país assuma o controle de Gaza —o que implicaria em deslocamento forçado de milhões de palestinos. Os países árabes presentes na cúpula do Cairo reiteraram sua rejeição ao plano americano e iniciaram a discussão de uma ofensiva diplomática para contrapor a ideia.

O plano de Trump, anunciado em 4 de fevereiro, em meio a um frágil cessar-fogo entre Israel e Hamas, foi um afastamento da política de longa data dos EUA no Oriente Médio, focada na solução de dois Estados (um israelense e um palestino).

Além de Sisi e Abbas, estavam no encontro o novo líder sírio, Ahmed al-Sharaa, representantes do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e o secretário-geral da ONU, António Guterres, entre outras lideranças regionais.

ACEITAÇÃO – No Cairo, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o plano egípcio é bem-vindo e pediu a Trump que apoie a reconstrução de Gaza sem a retirada dos palestinos. Também anunciou a criação do posto de vice-presidente da ANP. Aos 89 anos, Abbas lidera a Autoridade Palestina desde 2005.

Após a aprovação da cúpula, o Hamas disse que o plano de reconstrução proposto pelo Egito é bem-vindo e pediu que sejam providos meios para garantir seu sucesso.

O Egito deve sediar uma conferência sobre a reconstrução de Gaza no próximo mês. No último domingo (2), o chanceler egípcio disse que buscará apoio internacional e financiamento para o plano e enfatizou o papel crucial da Europa para tornar o território palestino novamente habitável.

NOVAS AMEAÇAS – Ainda no domingo, Israel suspendeu a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e fez novas ameaças ao Hamas se o grupo terrorista continuar a recusar a proposta dos Estados Unidos de prolongar a primeira fase do cessar-fogo, que terminou oficialmente no sábado (1º).

Com duração de 42 dias, esta previa, além da trégua temporária das hostilidades, a libertação de 33 do total dos cerca de 100 reféns israelenses que continuavam nas mãos do Hamas, parte deles mortos —outros 5 tailandeses também acabaram sendo soltos pela facção no período.

Em troca, 2.000 palestinos detidos em prisões israelenses foram libertados, e Israel retirou suas tropas de algumas de suas posições em Gaza.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enfim, um plano consistente para a paz na região. A reconstrução de Gaza é fundamental para a criação do Estado Palestino, que Netanyahu e os sectários tentam impedir(C.N.)

Católicos de Feira participam de início de Campanha da Fraternidade; tema tem com foco meio ambiente

 

Campanha da Fraternidade em Feira de Santana
Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

Fiéis de Feira de Santana participaram nesta quarta-feira (5) do início da Campanha da Fraternidade 2025. A missa ocorreu na Catedral Metropolitana de Sant’Ana. Neste ano, o tema é Fraternidade e Ecologia Integral, com lema bíblico escolhido para campanha de “Deus viu que tudo era muito bom”, extraído do livro do Gênesis.

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o arcebispo metropolitano, Dom Zanoni, disse que o tema não deve se limitar à ecologia verde ou humana, mas à vida em todas as suas formas, desde a concepção até seu fim natural. Dom Zanoni ainda destacou que a proposta se relaciona diretamente com desafios enfrentados em todo o mundo, como crises humanitária, econômica e climática.

 

Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

 

“Precisamos dar uma resposta segura e responsável à casa comum”, disse ao site feirense. O arcebispo também ressaltou a importância da participação ativa das paróquias e comunidades no período da Quaresma. “As dezenas de paróquias e centenas de comunidades têm a oportunidade de viver intensamente esse tempo litúrgico. Isso se manifesta em Feira de Santana, especialmente, na Caminhada do Perdão, no próximo dia 16”, afirmou.

 

A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Igreja Católica durante a Quaresma em iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que busca incentivar a reflexão e ações sobre temas sociais.

Busca por denunciados em trama golpista tem endereços desatualizados e até troca de país

 Foto: Felipe Sampaio/Arquivo/STF

Alexandre de Moraes06 de março de 2025 | 06:43

Busca por denunciados em trama golpista tem endereços desatualizados e até troca de país

brasil

Oficiais de Justiça espalhados pelo país tiveram de fazer uma maratona para notificar, pessoalmente e em papel, os 34 denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob acusação de participação na trama golpista de 2022.

Esses profissionais relataram ao STF (Supremo Tribunal Federal) dificuldade em identificar o paradeiro de alguns denunciados com endereços desatualizados. O principal caso é o do ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo, que atualmente mora nos Estados Unidos.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, enviou em 19 de fevereiro uma carta de ordem para a Justiça Federal determinando a “notificação pessoal do investigado a […] para que ofereça resposta prévia à denúncia, no prazo de 15 dias”. A notificação teria de ser feita em até 48 horas.

Com a carta na mão e um documento com o link para acesso ao processo judicial, a oficial de Justiça Ana Célia da Silva deixou a sede da Justiça Federal do Rio de Janeiro para procurar Paulo Figueiredo em 20 de fevereiro.

Ana chegou ao endereço na Barra da Tijuca, indicado pela carta do Supremo, por volta de 10h40. Tocou o interfone da casa, esperou alguns segundos e foi atendida por uma funcionária chamada Francisca.

“[Francisca disse] que no local funcionaria a Casa de Festas Pérola Negra e que desconhecia o notificando, salientando que seria comum confundirem o endereço com a Av. Lúcio Costa, 4000”, disse Ana em documento enviado ao STF.

A oficial de Justiça gastou cerca de 20 minutos para chegar ao endereço certo.

O porteiro a recebeu e disse não conhecer nenhum Paulo Figueiredo no prédio. Uma administradora do condomínio ainda disse a Ana que o jornalista seria “ex-proprietário [do apartamento], havendo um último registro de movimentação do mesmo em 2012”.

Paulo Figueiredo está nos Estados Unidos desde 2015.

“Moro no mesmo lugar certo e sabido nos EUA há dez anos. De conhecimento inclusive do Judiciário que já me notificou aqui usando o MLAT [Acordo de Assistência Mútua, em português] no ano passado, como tem que ser, em um processo tributário”, disse à Folha.

Ele ainda afirmou que pretende apresentar a defesa “quando for notificado, mas isso tem que ser feito na forma da lei”. “Qualquer notificação de quem está nos EUA sem seguir o MLAT ou a Convenção de Haia é nula”, completou.

Ana Célia teve outra tentativa de notificar um dos alvos. Antes de procurar por Paulo Figueiredo, ela foi às 10h10 do dia 20 de fevereiro à busca do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

“Dirigi-me à Av. Alda Garrido, Barra da Tijuca, nesta cidade, e, após percorrê-la por inteiro, não logrei encontrar o número”, escreveu a oficial da Justiça.

Ela relatou, no documento enviado ao Supremo, que a avenida “possui numeração parcialmente regular com números ímpares, de um lado, e pares do outro lado e a numeração, em geral, seria crescente, embora saltando vários números”.

Ramagem acabou notificado em Brasília, cidade em que reside desde o início do governo Jair Bolsonaro (PL).

Ana Célia não foi a única oficial de Justiça que procurou sem sucesso um denunciado pela PGR pela trama golpista. Em 19 de fevereiro, Paulo Gustavo Hundertmark saiu à procura do coronel Bernardo Correa Neto em Porto Alegre.

Ocorre que o militar estava em Brasília —com tornozeleira eletrônica, medida cautelar determinada por Moraes no mesmo processo. O número de telefone do militar também estava desatualizado. Correa Neto acabou notificado na capital federal um dia depois.

Outro caso curioso aconteceu em Matozinhos (MG). A Vara Criminal do município enviou uma notificação padrão de denúncia do Ministério Público do Estado, com prazo de dez dias para manifestação —documento com informações diferentes das enviadas por Moraes.

A oficial de Justiça Flávia Linhares foi até à casa de Marcelo Bormevet, acusado sob a suspeita de integrar a chamada “Abin paralela”, e pegou a assinatura dele em 27 de fevereiro.

O erro só foi percebido depois da notificação oficial. Foi preciso que Flávia voltasse à casa do denunciado para retificar as informações. “Certifico e dou fé que, considerando que foi expedido mandado erroneamente, expedi novamente mandado de notificação, como requerido na carta precatória”.

Moraes deu prazo de 15 dias para os denunciados apresentarem suas defesas diante da denúncia da PGR sobre as conspirações por um golpe de Estado no fim de 2022.

O tempo começa a ser contado da notificação dos acusados. Os prazos começam a se encerrar nesta semana. Bolsonaro, Augusto Heleno e Mauro Cid, por exemplo, tem até quinta-feira (6) para apresentar a defesa; Walter Braga Netto e Almir Garnier Santos foram notificados um dia depois e podem enviar suas alegações até a sexta-feira (7).

Cézar Feitoza/FolhapressPoliticaLivre

Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do IR como pautas para ‘salvar’ popularidade de Lula

 Foto: Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

O presidente Lula06 de março de 2025 | 09:04

Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do IR como pautas para ‘salvar’ popularidade de Lula

brasil

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.

Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.

Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. Como mostrou a Coluna do Estadão, a escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.

Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.

Iander Porcella/Estadão ConteúdoPoliticaLivre

Humilhado, Zelensky tem de alienar as riquezas do país para fazer a paz


Volodymyr Zelensky

Zelensky confiou na OTAN, declarou guerra e se deu mal

Deu no Poder360

O presidente Donald Trump afirmou ao Congresso norte-americano ter recebido carta do líder ucraniano confiando aos EUA o comando das negociações. A fala do republicano se deu durante um discurso no Capitólio na terça-feira, dia 4.

“Hoje mais cedo, recebi uma carta importante do presidente da Ucrânia”, disse Trump, dias após reunião marcada por um bate-boca com o líder ucraniano na Casa Branca.

PAZ DURADOURA – Citando o texto, o republicano declarou que Zelensky disse estar disposto a “vir à mesa de negociações o mais rápido possível para trazer uma paz duradoura” e que “ninguém quer a paz mais do que os ucranianos”.

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), disse apreciar a disposição de Volodymyr Zelensky, presidente Ucrânia, em assinar um acordo de minerais entre os países e negociar uma paz duradoura com a Rússia.

A fala do republicano se deu durante um discurso no Capitólio na terça-feira (dia 4). “Hoje mais cedo, recebi uma carta importante do presidente da Ucrânia”, disse Trump, dias após reunião marcada por um bate-boca com o líder ucraniano na Casa Branca.

ENFIM, A PAZ – Na carta, Zelensky lamentou ainda o rumo do encontro com o republicano no Salão Oval. “Nossa reunião em Washington, na Casa Branca na sexta-feira, não ocorreu como deveria. É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas.”, disse.

Citando o texto, o republicano declarou que Zelensky disse estar disposto a “vir à mesa de negociações o mais rápido possível para trazer uma paz duradoura” e que “ninguém quer a paz mais do que os ucranianos”.

“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para obter uma paz duradoura”, disse o líder ucraniano, citado por Trump. “Valorizamos o quanto a América fez para ajudar a Ucrânia a manter sua soberania e independência.”

E A RÚSSIA? – Depois de citar a carta, Trump disse em seu discurso que esteve em “discussões sérias com a Rússia” e que “recebeu fortes sinais de que estão prontos para a paz”.

“É hora de parar com essa loucura. É hora de parar com a matança. É hora de acabar com essa guerra sem sentido. Se você quer acabar com as guerras, precisa falar com os dois lados”, declarou o norte-americano. A declaração se dá depois de o governo Trump suspender o envio de ajuda militar à Ucrânia, bloqueando bilhões em remessas cruciais. A decisão afeta as entregas de munições, veículos e outros equipamentos.

Em seu perfil no X, Zelensky já havia afirmado que o primeiro passo para o fim da guerra pode ser a liberação  de prisioneiros, com um cessar-fogo por mar e ar, proibindo o uso de mísseis e drones de longo alcance. “Queremos avançar rapidamente para os próximos estágios e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final”, declarou Zelenski.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Zelensky é um comediante que virou político, mas não perdeu o tom de trapalhão. Mergulhou seu rico país numa guerra suicida e o transformou num pobre país, que está cedendo suas riquezas em benefício de Estados Unidos, Reino Unido e França, os imperialistas de sempre. Tanta gente morta, tantas cidades destruídas, mergulhando a Ucrânia num caos econômico e administrativo. E tudo isso para quê? Para nada. (C.N.)


ONG espanhola envolvida na COP30 corrompeu membros do governo Lula

Publicado em 6 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Leonardo Barchini - Brasília, Distrito Federal, Brasil | Perfil profissional | LinkedIn

Barchini armou o esquema e depois se refugiou no MEC

Carlos Newton

Reportagem de Leonardo Ribeiro na CNN revela que o  líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), pediu ao governo o afastamento de Leonardo Osvaldo Barchini Rosa do cargo de secretário-executivo do Ministério da Educação, por “indícios” de que ele tenha se utilizado da função para beneficiar a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

Barchini, um dos executivos de maior destaque do PT, é hoje o número dois do Ministério da Educação. Está envolvido até o pescoço no escândalo do favorecimento à ONG espanhola em diversos órgãos do governo, e vai levar junto nesse rolo o atual ministro, Camilo Santana, o primeiro a fechar contrato com a OEI, de R$ 35 milhões, a pretexto de “contribuição Voluntária à Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)”.

SEM NOVIDADES – As mordidas dos espanhóis da ONG não são nenhuma novidade. Eles estão na área desde 2014, quando o esquema de corrupção começou a operar discretamente com o governo Dilma Rousseff, fechando dois contratos de convênios – um de R$ 9 milhões em 6 de fevereiro de 2014, e outro do mesmo valor (R$ 9 milhões) em 9 de abril de 2014.

Naquela época, com temor da Lava Jato, os espanhóis da OEI interromperam as nebulosas transações e só voltaram à ação no governo Michel Temer, quando perceberam que no Brasil o ideal é fechar contratos sempre na época de Natal, quando não há fiscalização.

Assim, em 26 de dezembro de 2018, final do governo Temer, conseguiram faturar R$ 22 milhões no Ministério da Cultura, um presente ofertado pelo ministro Sérgio Sá Leitão. Dois anos depois, sempre no Natal, a OEI conseguiu levar R$ 10 milhões do MEC no governo Bolsonaro, em 22 de dezembro de 2020, na gestão do pastor evangélico Milton Ribeiro, outro corrupto que continua impune.

MAIOR OPERADOR – Leonardo Barchini deixou a função de secretário executivo adjunto do MEC em janeiro de 2023, para ser representante da ONG no Brasil. Ficou dirigindo a OEI até 31 de julho de 2024, quando voltou ao MEC como secretário-executivo ou vice-ministro. Neste período que ficou na ONG, deixou acertados seis contratos milionários com o governo.

– R$ 35 milhões com o MEC, em 30/09/2024;

– R$ 10 milhões com a Secretaria de Micro e Pequena Empresas, em 18/10/2024;

– R$ 8,1 milhões, em 10/12/2024 com a Presidência da República;

– R$ 478,3 milhões com a Secretaria Extraordinária da Cop30, em 12/12/2014;

– R$ 15 milhões com a Secretaria de Micro e Pequena Empresas, em 17/12/24;

– R$ 15,7 milhões com a Secop (Receita Federal), em 23/12/2024, às vésperas do Natal, vejam que a desfaçatez dessa gente é uma arte, como diria Ataulfo Alves.

SUBSTITUTO BAIANO – Servidor público federal há mais de 30 anos, Leonardo Barchini só ficou na OEI o tempo necessário para preparar as seis operações e deixou os contratos para serem assinados por seu substituto na direção da ONG espanhola, o advogado baiano Rodrigo Rossi. Com formação na Universidade de Brasília (UnB) e no Instituto de Direito Privado (IDP) de Gilmar Mendes, Rossi é muito ligado a Rui Costa, chefe da Casa Civil.

A maior tacada da OEI foi justamente na Casa Civil, ao ser contratada sem licitação, por R$ 478,3 milhões, para ser a responsável pela organização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que será realizada em novembro no Pará e que já deveria estar mais do que organizada.

Detalhe comprometedor – quando o contrato foi firmado em 12 dezembro, já tinham sido feitos dois pagamentos para a OEI relacionados à COP30 nos meses de agosto e dezembro de 2024, totalizando R$ 20,7 milhões, vejam a que ponto vai a audácia dos corruptos.

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P.S. 1 
– Se as denúncias estiverem bem fundamentadas, o Tribunal de Contas da União terá de suspender imediatamente os contratos e iniciar investigação de emergência no caso, que representa o maior escândalo de corrupção do governo Lula 3.

P.S. 2 – Há vários dias a CNN tenta contato com a OEI e com Leonardo Barchini, mas ainda não teve resposta, nem terá. Conforme assinalamos aqui, é provável que fujam do país, já com os bolsos cheios. Trata-se do esquema de corrupção mais acintoso desde a Lava Jato, e não faltam provas materiais. Como diz o FBI, basta seguir o dinheiro.  (C.N.)


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