quinta-feira, março 06, 2025

A turma da direita também deveria comemorar “Ainda Estou Aqui”

Publicado em 6 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Charges: Nos fins tudo é Centrão!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

O primeiro Oscar para um filme brasileiro produziu a catarse nacional. Infelizmente, nem todo mundo entrou na festa. Muita gente da direita brasileira não celebrou. Se falam do filme, é para fazer alguma ironia ou crítica da política atual. Por quê?

O teor de muitas dessas manifestações é o de comparar a ditadura militar à suposta ditadura atual: a do Supremo. É um paralelo fraco, por mais que os inquéritos do Supremo possam e devam ser criticados. Não há semelhança entre as pessoas presas por tentarem um golpe de Estado que derrubaria a democracia —há penas, sim, excessivamente longas— com a prisão, tortura e assassinato de pessoas que lutavam pela democracia.

HÁ DIFERENÇAS – Os golpistas de hoje têm julgamentos públicos e são defendidos por advogados —além de podermos falar livremente deles na imprensa e nas redes. Os democratas dos anos 1970 eram censurados, torturados e mortos.

E mesmo aceitando o paralelo, o repúdio ao filme não faz sentido. Se o que vivemos é digno de protesto, então a ditadura militar — que foi muito além do que vivemos hoje — é ainda mais. Celebremos, portanto, “Ainda Estou Aqui”!

O real motivo para tanta gente torcer o nariz para Walter Salles e Fernanda Torres —e que também é o motivo de defenderem com unhas e dentes os golpistas de 2022 e 23— é outro, e seu nome é Bolsonaro.

TUDO ERRADO – Bolsonaro fez da sua carreira uma luta pela memória do regime militar. Tinha no gabinete de deputado um cartaz com a frase “quem procura osso é cachorro”, sobre os esforços de se investigar os crimes da ditadura. Cuspiu no busto de Rubens Paiva no Congresso. Quando presidente, conspirou e tentou persuadir generais a embarcarem em seu plano de golpe de Estado.

É por causa de Bolsonaro que governadores como Ratinho Jr, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas silenciaram sobre o Oscar brasileiro. Outros governadores de direita ou centro-direita — como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite — postaram homenagens. Mostram sua independência.

Enquanto Bolsonaro for a grande referência da direita, ela não poderá ter a democracia como um valor inequívoco seu.

ERRO DE SALLES – O próprio Walter Salles, é verdade, esticou a corda da polarização ao redor do filme ao dizer, numa entrevista, que “…durante quatro anos, o país virou para a extrema direita e nunca teríamos tido a possibilidade de filmar durante esse período”. Não explicou, contudo, qual ato do governo Bolsonaro inviabilizaria a filmagem.

A história que Salles contou com maestria é muito maior do que a disputa eleitoral brasileira. Os valores que ele traz deveriam ser universais. De um lado, sequestro, tortura e assassinato extrajudiciais, efetuados por agentes não fardados e sem qualquer registro burocrático.

Do outro, Eunice Paiva, enfrentando o regime e buscando a verdade, não com luta armada e atentados, mas por meio da educação e do ativismo. Tudo isso, lembremos, em defesa da família. Tem que se esforçar muito para ver problema.

TUDO É POLÍTICA? – Num mundo em que “tudo é política” —e política partidária—, você não pode nem ir ao cinema impunemente. Há alguns anos, havia quem se recusasse a torcer pela Seleção de Neymar.

Arte, talento, orgulho nacional e mesmo valores universais são sacrificados no altar da disputa política. Não sejamos assim.

Direita, ouse celebrar o bom e o belo onde ele estiver. Aí, sim, você estará ajudando a civilização.


IFS abre vagas para transferência, reintegração e portador de diploma

em 5 mar, 2025 13:30  

Mais de 1900 vagas disponíveis para ingresso no primeiro semestre de 2025 (Foto: Ascom/IFS)

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) está com inscrições abertas para sete editais voltados a Transferências Interna e Externa, Reintegração e Portador de Diploma. São mais de 1900 vagas distribuídas entre cursos técnicos subsequentes e de graduação nos campi Aracaju, Glória, Tobias Barreto, Lagarto, Propriá, Itabaiana, Estância e São Cristóvão.

Os interessados podem se inscrever até o dia 10 de março de forma online, preenchendo o formulário eletrônico e anexando a documentação exigida no edital correspondente à modalidade escolhida.

Quem pode participar?

As vagas são destinadas a candidatos que desejam ingressar no IFS através das seguintes modalidades:

-Transferência Externa (Graduação e Técnico Subsequente): para alunos de outras instituições (públicas ou privadas) que desejam estudar no IFS.

-Transferência Interna (Graduação e Técnico Subsequente): para estudantes já matriculados no IFS que querem mudar de curso ou campus.

-Reintegração (Graduação e Técnico Subsequente): para ex-alunos que tiveram suas matrículas canceladas e desejam retornar ao IFS.

-Portador de Diploma (Graduação): para graduados que querem ingressar em um novo curso superior no IFS.

Como funciona a seleção?

As inscrições serão analisadas de acordo com os critérios estabelecidos em cada edital. O resultado preliminar será divulgado no dia 20 de março, com possibilidade de recursos nos dias 20 e 21 de março. O resultado final está previsto para o dia 24 de março.

Os candidatos aprovados deverão realizar a matrícula presencial entre os dias 1º e 4 de abril no campus para o qual foram selecionados, levando a documentação exigida.

Documentação necessária para inscrição on-line

Os documentos exigidos variam conforme a modalidade de ingresso. De forma geral, todos os candidatos devem apresentar RG, CPF e histórico escolar. Algumas modalidades exigem documentos adicionais, como:

-Portador de Diploma: diploma ou declaração de conclusão da graduação, histórico acadêmico e ementas das disciplinas cursadas.

-Reintegração: histórico acadêmico do IFS com código de validação.

-Transferência Externa: histórico do curso atual, comprovante de matrícula ou trancamento e ementas das disciplinas.

-Transferência Interna: histórico acadêmico do IFS.

Fonte: Ascom/IFS

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Cadê os ripões do parque de Exposição (1)

quarta-feira, março 05, 2025

A que ponto chegamos… China e EUA dizem estar “preparados para guerra”


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian,  declarou nesta terça-feira (4) que o país está preparado para enfrentar  "qualquer tipo de guerra" contra os Estados Unidos, em resposta

Porta-voz chinês não mediu suas palavras

Deu no Estadão
(
Com NYT)

A China, por meio do porta-voz de seu ministério de Relações Exteriores, disse estar pronta para lutar “qualquer tipo de guerra” caso os Estados Unidos insistam em prosseguir com as taxações ao país. Em uma das trocas de mensagens mais virulentas entre os dois países desde o primeiro governo de Donald Trump, Pequim acusou Washington de fazer chantagem e bullying.

A postagem foi lida para o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante uma entrevista na Fox News. Quando perguntado sobre como os EUA respondem ao recado, Hegseth disse: “Estamos preparados. Aqueles que buscam a paz devem estar preparados para a guerra. É por isso que estamos reconstruindo nossas forças armadas. É por isso que estamos restabelecendo a dissuasão no ethos guerreiro.”

DESCULPA ESFARRAPADA – Na postagem na última terça-feira, dia 4, nas redes sociais, o porta-voz chinês Lin Jian disse que “a questão do fentanil é uma desculpa esfarrapada para aumentar as tarifas dos EUA sobre importações chinesas. Nossas contramedidas para defender nossos direitos e interesses são totalmente legítimas e necessárias.”

“Os EUA, e não qualquer outra pessoa, são responsáveis pela crise do fentanil dentro dos EUA. No espírito de humanidade e boa vontade para com o povo americano, tomamos medidas robustas para ajudar os EUA a lidar com a questão.

Em vez de reconhecer nossos esforços, os EUA buscaram difamar e transferir a culpa para a China, e estão buscando pressionar e chantagear a China com aumentos de tarifas. Eles estão nos punindo por ajudá-los. Isso não vai resolver o problema dos EUA e vai minar nosso diálogo e cooperação antinarcóticos”, continuou.

E DISSE MAIS – “Intimidação não nos assusta. Bullying não funciona conosco. Pressão, coerção ou ameaças não são a maneira certa de lidar com a China. Qualquer um que use pressão máxima sobre a China está escolhendo o cara errado e calculando mal. Se os EUA realmente querem resolver a questão do fentanil, então a coisa certa a fazer é consultar a China, tratando-se como iguais.”

A postagem termina com o recado: “Se a guerra é o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim”. A embaixada chinesa nos EUA reproduziu esta última frase em suas redes sociais.

Lin Jian foi questionado nesta quarta, 5, durante uma coletiva de imprensa se a China mantém a declaração e que é o significado de qualquer tipo de guerra. “

Ontem, deixamos clara a posição séria da China sobre o assunto”, ele respondeu. “Se os EUA têm outra agenda em mente e se prejudicar os interesses da China é o que os EUA querem, estamos prontos para lutar até o fim. Instamos os EUA a deixarem de ser dominadores e retornarem ao caminho certo de diálogo e cooperação o mais rápido possível”, continuou.

MUNDO PERIGOSO – “Vivemos em um mundo perigoso com países poderosos e ascendentes com ideologias muito diferentes. Eles estão aumentando rapidamente seus gastos com defesa, tecnologia moderna, eles querem suplantar os Estados Unidos. Se quisermos impedir a guerra com os chineses ou outros, temos que ser fortes”, completou o porta-voz chinês.

É uma reação ao presidente Donald Trump, que na última segunda, dia 3, assinou uma ordem executiva que aumenta de 10% para 20% as tarifas sobre os produtos chineses que entram nos Estados Unidos. Ele justificou a medida dizendo que Pequim não está fazendo o suficiente contra o tráfico de fentanil.

O fentanil é um opioide sintético que já causou centenas de milhares de mortes por overdose. México e Canadá também foram tarifados pelo mesmo motivo, mas, ainda de acordo com Trump, eles tentaram conter o tráfico, algo que a China não teria feito, em suas palavras.

MAIS TARIFAS –  A resposta veio minutos após as tarifas entrarem em vigor. O Ministério das Finanças da China aplicou tarifas de 15% sobre importações de frango, trigo, milho e algodão dos EUA e tarifas de 10% sobre outros alimentos, incluindo soja e laticínios. Além disso, o Ministério do Comércio declarou que 15 empresas americanas, incluindo a Skydio — maior fabricante de drones dos EUA e fornecedora do exército e serviços de emergência do país — não poderão mais comprar produtos chineses sem autorização especial.

México e Canadá também anunciaram retaliações. Nesta quarta-feira, um dia após as bolsas de valores despencarem com as tarifas de Trump, o secretário de Comércio americano Howard Lutnick disse que o país poderia reduzir as tarifas de Canadá e México.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump é um irresponsável exibicionista. Não há bem maior do que a paz. Tarifas comerciais são negociáveis; o combate a narcóticos, também. Mas a paz não pode ser ameaçada em qualquer hipótese(C.N.)


CIA sabia que Rubens Paiva tinha sido morto por seus torturadores


Quem foi Eunice Paiva, vivida por Fernanda Torres no cinema?

Eunice Paiva foi informada pela Embaixada americana

Elio Gaspari
O Globo

Os oficiais que em janeiro de 1971 prenderam, espancaram e mataram Rubens Paiva podiam tudo. Tanto podiam que empulharam o país por décadas, impingindo-lhe uma patranha segundo a qual ele havia sido resgatado por parceiros. Perderam. Nos últimos minutos de domingo, “Ainda Estou Aqui” levou o Oscar de melhor filme internacional.

Perderam para a memória de Eunice Paiva, sua viúva, para o livro escrito por seu filho Marcelo, para a arte de Walter Salles, para Fernanda Torres e a equipe do filme. Perderam para a memória dos povos, num momento em que o Brasil se uniu numa torcida semelhante à das vitórias da seleção brasileira de futebol. Podiam tudo e perderam.

NUM MAU MOMENTO – Rubens Paiva estava na cerimônia do Oscar, justamente quando os Estados Unidos vivem um mau momento, mas a memória dos povos prevalece, muitas vezes com a arte. Nessa hora, vale lembrar o comportamento de dois diplomatas americanos naqueles dias: John Mowinckel e Richard Bloomfield, ambos lotados na embaixada, no Rio.

Mowinckel era expansivo e tinha um passado incrível. Em 1944, desembarcou na Normandia e, em junho, num jipe com o escritor Ernest Hemingway, entrou em Paris. Horas depois, ele libertou o hotel Crillon, e o outro tomou o bar do Ritz. No Rio, Mowinckel era figura fácil em boas festas e servia consomê gelado com uísque na sua barraca na praia de Ipanema, em frente ao Country Club.

Bloomfield, calvo e reservado, cuidava dos assuntos econômicos da embaixada.

PELO TELEFONE – Uma das filhas de Rubens Paiva telefonou-lhe, contando que o pai havia sido preso. Em 2005, ele recordaria sua reação: “Eu respondi que era um diplomata e não podia fazer nada. Até hoje lembro a decepção dela. Eu não podia fazer outra coisa”.

Mas fez. No dia seguinte procurou o chefe da estação da CIA no Rio e contou-lhe o caso. “É tarde”, ouviu.

A CIA sabia que Rubens Paiva estava morto. No dia 8 de fevereiro, quando o Exército sustentava que Rubens Paiva havia fugido, ele encontrou-se com Eunice Paiva e relatou a conversa num memorando ao embaixador William Rountree.

SEM PUNIÇÃO – Três dias depois do encontro de Bloomfield com Eunice, Mowinckel escreveu a Rountree, dizendo que “algo deve ser feito para punir ao menos alguns desses responsáveis – punir por julgamento público”.

Pelo lado americano, depois da eleição de Jimmy Carter, em 1976, o jogo virou. Pelo lado brasileiro, até hoje, nada, salvo o constrangimento imposto ao general reformado José Antonio Belham.

Como major, ele comandava o DOI do Rio, onde Rubens Paiva foi assassinado. Há uma semana, militantes do Levante Popular da Juventude foram para a porta de sua casa com a palavra de ordem “Ainda Estamos Aqui.”

PAIVA MORTO – Bloomfield e Mowinckel nada podiam fazer porque Rubens Paiva estava morto e também porque a embaixada americana tinha relações fraternais com a tigrada, valendo-se do seu braço militar.

Tão fraternais que, em dezembro de 1971, ao visitar os Estados Unidos, o presidente Emílio Médici fez um único pedido ao seu colega Richard Nixon: a promoção a general do adido militar, coronel Arthur Moura, um americano de ascendentes açorianos. Foi atendido.

Com Walter Salles empunhando o Oscar, ouve-se Guimarães Rosa: “As pessoas não morrem, ficam encantadas (…) O mundo é mágico”.

Herói de guerra, Zelensky não é a melhor pessoa para as negociações de paz

Publicado em 5 de março de 2025 por Tribuna da Internet

US President Donald Trump and Ukraine's President Volodymyr Zelensky openly clashed in the Oval Office of the White House in Washington, DC, on Friday.

Falta a Zelensky uma indispensável dose de cinismo

João Pereira Coutinho
Folha

Volodimir Zelensky é um herói de guerra que a história vai recordar. Na hora mais sombria, quando as tropas russas se aproximavam de Kiev, o presidente ucraniano recusou a carona de Joe Biden e ficou no país para liderar a resistência ao invasor.

Mas será Zelensky a pessoa indicada para as negociações de paz? Tenho dúvidas. O circo a que assisti no Salão Oval só aprofundou minhas dúvidas. Para lidar com Donald Trump, é preciso o tipo de inteligência estratégica que Castiglione ensinava no “Livro do Cortesão”. É preciso cinismo e falsa modéstia. Hipocrisia e lisonja. Tudo isso feito com “sprezzatura”, ou seja, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

SEM CONTROLE – Zelensky, brutalizado por três anos de guerra, não controla os primeiros impulsos, sobretudo quando é soterrado por ignorância e desumanidade. Os seus músculos de ator atrofiaram no exato momento em que ele precisava mais deles.

O filme até começou bem. Trump elogiou a resistência ucraniana e o acordo que os dois países vão assinar para a exploração da riqueza mineral do país.

Zelenski, com pouca paciência para jogar conversa fora, foi direto ao assunto: quer garantias de segurança, chamou Putin de “assassino”, acusou Moscou de ter sequestrado 20 mil crianças e mostrou a Trump e aos jornalistas fotografias dos prisioneiros de guerra, torturados por Moscou. Tem razão em todos os pontos? Claro que tem. Sem garantias de segurança, um acordo de paz não vale o papel onde foi escrito. A história é a melhor vitrine: assim foi em 1994, em 1997 e nos Acordos de Minsk de 2014 e 2015.

MOMENTO ERRADO – De resto, a monstruosidade de Putin é uma evidência para qualquer cabeça que não tenha apodrecido com a propaganda russa nas redes sociais. Mas aquele não era o lugar nem o momento para expor as limitações do rei Trump. Nem para o corrigir, já agora, defendendo a contribuição da Europa para a Ucrânia, que foi maior do que a americana (embora não em material militar, que é o que conta).

E quem fala do rei Trump, fala do príncipe JD Vance, ridicularizado por Zelenski com uma simples e fatal pergunta: “Já foi à Ucrânia?”. Obviamente que não foi. Obviamente que falava do país sem conhecimento de causa. Mas o que interessa isso? O que interessa ganhar uma discussão e perder o essencial?

E o essencial é manter viva a chama do envolvimento americano no destino da Ucrânia. O resto é para ser discutido quando as câmeras não estão filmando.

UTOPIA E REALISMO – Mas o desastre do Salão Oval não foi apenas um fracasso de simulação. Foi também um confronto entre a utopia e o realismo nas relações internacionais.

A utopia pertence a Zelensky, que quer da nova administração americana a mesma postura da anterior: um apoio robusto que permita continuar a luta. De preferência, até a libertação total do território ocupado.

Esse seria também o meu desejo, se as relações internacionais fossem feitas de desejos. Não são. É com Trump que Zelensky terá de lidar, não com Joe Biden. E a nova administração não está interessada em apoiar o esforço de guerra ucraniano. Nem sequer nos termos ambíguos que Biden promoveu desde 2022: resistir, sim; derrotar a Rússia, fora de questão.

CESSAR-FOGO – A brutalidade de Trump tem o mérito de ser mais clara: nem derrotar, nem resistir. A ideia é acabar com a guerra a qualquer preço porque há negócios a serem feitos. Em teoria, o afastamento americano poderia ser compensado por um maior envolvimento europeu.

Mas a Europa só agora começa a despertar para o seu trágico desarmamento. Não será com a produção industrial do continente, nem com os seus sistemas antiaéreos, nem com os mísseis balísticos de longo alcance, que Zelensky vai virar o jogo. Quem diz o contrário mente. E quem mente condena os ucranianos à morte.

Esse é o motivo pelo qual o premiê britânico Keir Starmer, em difícil equilibrismo, procura uma solução de paz que não aliene Washington. Se houver tropas europeias na Ucrânia para garantir um cessar-fogo, o apoio dos Estados Unidos, nem que seja como último recurso, continua sendo algo essencial.

FIM DA  GUERRA – E Zeleneski? Dias atrás, o presidente ucraniano afirmou estar disposto a deixar o cargo em troca do fim da guerra e da entrada da Ucrânia na Otan.

O segundo cenário não está em cima da mesa e Zelenski sabe disso. Mas o primeiro pode estar: um fim que será sempre imperfeito, uma paz mutilada, uma injustiça histórica. Mas, com garantias de segurança realistas, um fim apesar de tudo.

Esse fim não se consegue com as virtudes guerreiras que Zelenski aprendeu a duras penas. É preciso cinismo e falsa modéstia. Hipocrisia e lisonja. É preciso um novo cortesão para lidar com uma nova corte.


Ajude os Idosos do Abrigo São Vicente de Paulo!

05/03/2025 Ajude os Idosos do Abrigo São Vicente de Paulo!

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA

O Abrigo São Vicente de Paulo, em Jeremoabo, 

é um lar de amor e cuidado para muitos

 idosos que precisam do nosso apoio.

 Neste momento, estamos arrecadando

 fraldas geriátricas para garantir mais

 conforto e dignidade a eles.

 Se você puder contribuir com qualquer 

quantidade, sua doação fará toda a diferença! 

As fraldas podem ser entregues diretamente no

 abrigo ou, se preferir, entre em contato

 com a Direção do Abrigo para combinarmos

 a melhor forma de ajudar.

Para ajuda financeira nossa chave PIX abaixo:

abrigosaovicentejeremoabo@gmail.com

Vamos juntos espalhar solidariedade! 

JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!

 


Nota da redação deste Blog -  Governo Federal Distribui Fraldas Geriátricas Gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular

Gostaríamos de informar à Jeremoabo TV e à população em geral que o Governo Federal está disponibilizando fraldas geriátricas gratuitamente através do programa Farmácia Popular. Este benefício é de extrema importância para idosos e pessoas com necessidades especiais, garantindo mais conforto e dignidade a quem precisa.

Para ter acesso a esse benefício, é necessário apresentar documentos pessoais, como RG e CPF, além de uma receita médica que comprove a necessidade do uso das fraldas. As unidades participantes do programa estão distribuídas em diversas cidades, e a população pode verificar a disponibilidade em farmácias credenciadas.

No entanto, independente da iniciativa do Governo, devemos também olhar para as instituições locais que cuidam dos mais necessitados. O Abrigo São Vicente de Paulo, em Jeremoabo, é um exemplo de local que merece nossa atenção e apoio. Muitas vezes, esses abrigos dependem de doações e colaboração da comunidade para garantir uma vida digna aos idosos acolhidos.

Não sabemos o que o futuro nos reserva, e um dia poderemos precisar de um espaço como esse. Portanto, devemos nos antecipar e ajudar enquanto ainda temos condições, fortalecendo a solidariedade e o respeito aos mais velhos. Pequenos gestos, como doações de fraldas, produtos de higiene e alimentos, podem fazer uma grande diferença na vida dos residentes do Abrigo São Vicente de Paulo.

Que possamos agir com consciência e empatia, garantindo um presente e um futuro mais dignos para todos.

Educação como Prioridade: O Avanço da Gestão Tista de Deda em Jeremoabo

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Uma publicação compartilhada por Prefeitura de Jeremoabo (@prefjeremoabo)

Educação como Prioridade: O Avanço da Gestão Tista de Deda em Jeremoabo

A educação é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sociedade, e em Jeremoabo, a atual administração do prefeito Tista de Deda tem demonstrado um compromisso inquestionável com a valorização dos estudantes e a melhoria da estrutura educacional do município.

Na gestão anterior, a realidade dos estudantes era preocupante. O transporte escolar era realizado por ônibus sucateados, colocando em risco a vida dos alunos e dificultando o acesso à educação. Além disso, os prédios escolares encontravam-se em estado precário, sem manutenção adequada, muitas vezes sem cadeiras suficientes para os alunos se sentarem. A merenda escolar também era alvo de reclamações, devido à sua qualidade insatisfatória.

Diante desse cenário, a atual gestão tem promovido mudanças significativas para garantir um ambiente escolar mais digno e estimulante para os jovens jeremoabenses. Com investimentos na infraestrutura das escolas, melhoria do transporte escolar e um olhar atento à qualidade da merenda, o governo municipal reafirma que o lugar dos jovens é na escola, com as condições adequadas para o aprendizado.

Além dessas melhorias estruturais, a prefeitura de Jeremoabo também tem avançado na criação de novas oportunidades para os estudantes. Em uma reunião recente, o prefeito Tista de Deda recebeu o representante do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Ramon, que apresentou o Programa de Estágios Remunerados. Esse programa beneficiará estudantes de nível médio, técnico e superior, oferecendo experiência profissional, aprendizado prático e um incentivo financeiro para aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho.

Essa iniciativa reflete o compromisso da administração municipal com a juventude jeremoabense, demonstrando que a educação é, de fato, uma prioridade para o governo Tista de Deda. O prefeito não tem medido esforços para garantir que todos os estudantes do município tenham acesso a uma educação de qualidade e a oportunidades que contribuam para seu crescimento profissional e pessoal.

Com essas ações, Jeremoabo avança para um futuro mais promissor, onde os jovens podem sonhar e construir suas carreiras com o suporte necessário. A educação, mais do que nunca, está sendo tratada como a base para o desenvolvimento da cidade.

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