O PL traçou uma nova estratégia na busca de destravar o projeto de anistia aos golpistas do 8 de janeiro na Câmara dos Deputados. Integrantes do PL têm tentado negociar com um partido do Centrão a possibilidade de outra legenda apresentar ao colégio de líderes o pedido para votar a anistia. A avaliação é que isso daria mais força para a proposta.
Como moeda de troca, a sigla de Jair Bolsonaro vem oferecendo às legendas do Centrão a possibilidade de fazer uma espécie de dobradinha nas candidaturas ao Senado, na eleição do ano que vem.
DOBRADINHA – São duas vagas para esta eleição. Com isso, o PL lançaria, em cada estado, um filiado e o partido que fechar o acordo sobre a anistia indicaria outro, com o apoio de Bolsonaro, fazendo uma dobradinha.
— Quem apresentar o projeto da anistia ao colégio de líderes terá um tratamento diferenciado nas candidaturas de senador por nossa parte — afirmou à coluna uma das lideranças que articulam a estratégia.
O PL ainda enfrenta outras dificuldades sobre o avanço da anistia. Primeiramente, a legenda precisa conseguir os votos necessários para aprovar a medida na Câmara, o que ainda não ocorreu. Outro ponto é convencer o presidente da Casa, Hugo Motta, a pautar o tema, visto por ele como “tóxico” para seu mandato.
### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A estratégia do PL é inteligente e pode funcionar. Quanto ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ele já declarou que pautará o projeto se houver acordo da maioria das líderes, porque sabe que isso é fácil de ser conseguido. Pessoalmente, ele já disse ser favorável à anistia, porque as penas foram superdimensionadas.(C.N.)
Longa conquistou o Oscar de melhor filme internacional
Pedro do Coutto
A vitória do filme de Walter Salles foi, sem dúvida alguma, além da obra de arte, uma vitória da consciência nacional brasileira sobre o seu passado, iluminando uma página dolorosa da vida nacional. O longa-metragem sobre a advogada e ativista Eunice Paiva, conquistou o Oscar de melhor filme internacional e se tornou a primeira produção brasileira a ganhar uma estatueta na principal premiação do cinema mundial.
A obra confirmou o favoritismo na categoria e superou seu principal concorrente, o francês “Emilia Pérez”, marcado pelas polêmicas envolvendo a protagonista Karla Sofía Gascón, bem como o dinamarquês “A Garota da Agulha”, o alemão “A Semente do Fruto Sagrado” e o letão “Flow”. Essa foi a quinta indicação de um longa brasileiro na categoria de melhor filme internacional e a primeira vitória, que consagra uma das produções mais bem-sucedidas da história do cinema nacional.
EUNICE PAIVA – “Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande no regime tão autoritário, decidiu não desistir. Esse prêmio vai para ela: Eunice Paiva. E vai para as duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse Salles no palco do Oscar.
“Ainda Estou Aqui” estreou no Festival de Veneza de 2024, onde ganhou o prêmio de melhor roteiro, e conta a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres), mãe de cinco filhos cuja vida foi virada do avesso após o sequestro, prisão e desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello), pelo regime militar. A obra é inspirada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens, e já levou mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas no Brasil.
A casa em que a família de Rubens Paiva morou, na Urca, na Zona Sul do Rio, é testemunha da violência da prisão sem volta, sem explicação ou o cadáver de alguém sem culpa formada e que se transformou numa peça da história que se adicionou a torturadores e torturados e também aos mortos que desapareceram em condições que acrescentaram páginas de horror e que tem personagens ocultos até hoje ao longo do tempo.
OBRA DE ARTE – O filme “Ainda estou aqui” deixou na academia de Hollywood a marca da obra de arte, que se reveste da ideia de localizar no tempo um episódio que jamais deve ser esquecido porque fere profundamente todos aqueles que de uma forma ou de outra participaram encapuzados, o que no fundo assinala uma confissão de si mesmos com o desprezo pela condição humana.
O corpo de Rubens Paiva não foi devolvido pelos que o assassinaram. Carregarão para sempre o peso de um fato que permanece entre as sombras do passado. E enquanto houver rastros de um crime como o que ocorreu com Rubens Paiva, haverá sempre uma lembrança como a que o filme de Walter Salles trouxe através da arte para a história, expondo com a sua obra a verdadeira dimensão do que se passou nos porões da ditadura.
Por Mariama Correia - De batina branca e crucifixo pendurado no peito, dom Hélder Câmara se diverte no meio do frevo. Ele dá as mãos aos foliões do Bloco da Saudade, uma das agremiações líricas mais tradicionais do Recife (PE). O coral feminino canta os versos de “O bom Sebastião”, um frevo composto por Getúlio Cavalcanti em homenagem ao folclorista Sebastião Lopes, que se tornou um dos hinos do Carnaval pernambucano.
“Quem conheceu Sebastião de paletó na mão e aquele seu chapéu/ por certo está comigo crendo que ele está fazendo um carnaval no céu”, diz a música. O arcebispo de Olinda e Recife, já idoso quando a cena foi gravada, em 1989, tem os cabelos brancos cobertos por confetes. No vídeo, que viraliza todos os anos por volta do Carnaval, dom Hélder aparece sorrindo na folia. Ele olha para o céu embalado pelo frevo e parece transcender, seus olhos se enchem de lágrimas.
A cena aconteceu na frente da Igreja das Fronteiras, no bairro da Boa Vista, centro do Recife. A antiga residência do religioso hoje exibe um acervo em sua homenagem. Todos os anos, quando os dias de Momo se aproximavam, as missas que ele celebrava aos domingos terminavam de um jeito diferente. Os blocos iam até a igreja para render homenagens ao Dom e lhes pedir sua bênção. E o frevo dominava o pátio em frente ao templo.
Dom Hélder, chamado de “Dom da Paz” e “Irmão dos Pobres”, é reconhecido internacionalmente por sua vida devotada à defesa dos direitos humanos, que lhe rendeu quatro indicações ao Nobel da Paz – até hoje, o único brasileiro com essa quantidade de indicações. Mas sua relação pouco ortodoxa com o Carnaval e com a cultura popular é menos famosa.
Se para a tradição católica e cristã o Carnaval é “festa da carne” e do pecado, para dom Hélder, era a genuína “alegria popular”. Foi assim que ele descreveu a festa em uma das suas colunas na Rádio Olinda AM, chamadas “Um olhar sobre a cidade”. Na crônica radiofônica de 1 de fevereiro de 1975, dizia:
“Ninguém se espante ouvindo-me, neste programa, comentar Carnaval e, até hoje de manhã, ouvindo-me aludir a letras carnavalescas que o povo canta […] O Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no Carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Brinque, meu povo querido! Minha gente queridíssima. É verdade que na quarta-feira a luta recomeça, mas ao menos se pôs um pouco de sonho na realidade dura da vida!”
A postura de dom Hélder é bem diferente entre religiosos cristãos, sobretudo em tempos como os atuais, onde discursos de ódio são recorrentemente propagados por grupos católicos e evangélicos fundamentalistas, observa Filipe Domingues, doutorando em ciências da religião na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que pesquisa o religioso há 20 anos. “Ele não só diz que Carnaval não é pecado, vai além: incita o povo a brincar. Ele via Deus no povo e entendia o Carnaval como a alegria do povo, um momento que coloca um pouco de sonho na dureza da vida”, diz.
Segundo o pesquisador, há “grupos que pregam que o próprio diabo se materializa para brincar fantasiado no Carnaval”. Essa concepção, diz, tem origem no preconceito e na demonização de religiões afro-brasileiras e indígenas, ou seja, no racismo religioso. “É, inclusive, um grande erro hermenêutico [de interpretação] porque coloca na religião dos outros referências que não existem, uma vez que não existe a figura do demônio em religiões como o candomblé, por exemplo”, explica.
Ver a alma do povo refletida no frevo O vídeo com o Bloco da Saudade não é o único registro da relação de admiração de dom Hélder com o Carnaval e do seu reconhecimento de que essa era uma alegria necessária ao povo brasileiro. Entre as dez coisas que mais amava fazer no Recife, ele gostava de “ver a alma do povo refletida num frevo”, como registra uma circular interconciliar [espécie de cartas enviadas à família de fé] de 1964.
Ele, que aliás nasceu em 7 de fevereiro no Ceará, nas prévias carnavalescas, morou no Rio de Janeiro antes de se tornar arcebispo de Olinda e Recife. Lá, escreveu um poema chamado “Como te entendo, a minha gente!”, em 1953: “Em plena favela – sem ar, sem luz, sem esgoto, com lama, suor e sangue – o estrangeiro esbarrou no carro alegórico do Carnaval que findou. Como esperar que entendesse se lhe falta samba nas veias e o amor pela querida gente cuja alegria quase exclusiva é o Carnaval?”.
Filipe Xavier, historiador e funcionário do Instituto Dom Hélder Câmara (IDHEC), diz que o arcebispo pode ser compreendido por vertentes religiosas e políticas e como militante dos direitos humanos, mas também pela atuação cultural e artística. “Ele era um poeta”, afirma. O acervo do IDHEC guarda, segundo Filipe, mais de 7 mil meditações do Dom, muitas delas poemas. Há, inclusive, um texto que ele escreveu para uma sinfonia, musicada pelo padre suíço Pierre Kaelin, que seria interpretada pela cantora Fafá de Belém anos depois.
“A ‘Sinfonia dos dois mundos’ é uma reflexão sobre um mundo dividido, onde dom Hélder chamava atenção que a polarização não era mais a Guerra Fria, e sim a polarização entre o Norte e o Sul global”, explica o pesquisador. “Era um mundo dividido onde ele via um diálogo possível”, acrescenta. “Essa a obra dele é muito atual, atemporal, num momento de tantos discursos de ódio e radicalismo”, considera.
O arcebispo era próximo a artistas e costumava citar músicas populares em suas falas. Em 1976, escreveu sobre uma música de Chico Buarque: “Quem conhece casais desentendidos, ele pra lá, ela pra cá? Os dois se atacam, os dois se acusam, mas lá no íntimo do íntimo, os dois se amam e se esperam… Ah! Se um dia a ‘Valsinha’ de Chico Buarque se tornasse realidade!”. A música popular era, segundo dom Hélder, mais poderosa do que um artigo científico muito bem documentado, porque impregna na cabeça, como dizia no livro O deserto é fértil, um dos títulos de sua autoria.
O Dom da resistência No Rio de Janeiro, onde foi arcebispo auxiliar, dom Hélder Câmara ajudou a criar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1952. Dedicou-se às pastorais sociais da Igreja e fundou a Cruzada de São Sebastião, que desenvolvia edifícios populares próximos a favelas. Esteve também na Ação Católica, que integrava as juventudes operária católica e universitária católica.
Ele foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife duas semanas antes do golpe militar de 1964, por quem seria perseguido e a quem faria oposição. Depois de ter escrito um manifesto de apoio à Ação Católica Operária (ACO), foi acusado de comunista, proibido pela ditadura militar de se manifestar publicamente e de frequentar universidades. Era chamado de “bispo vermelho”.
Sobre a acusação, dizia: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.
A frase famosa foi citada pelo papa Francisco em sua bênção de Natal na Cúria Romana. O papa argentino, inclusive, foi amigo de Gustavo Gutiérrez, que criou a teologia da libertação no momento em que a América Latina enfrentava regimes ditatoriais. Defendida por domHélder, a abordagem teológica que prega a libertação dos povos oprimidos foi condenada pelo Vaticano em 1984.
Dom Hélder criou mais de 500 Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que eram destinadas à propagação da fé, mas também desempenharam um papel importante na resistência à ditadura. Durante os anos de chumbo do regime, os meios de comunicação brasileiros foram proibidos de mencionar seu nome. Assim, foi falar no exterior.
De fora do Brasil, ele denunciou as torturas do regime durante discurso em Paris, em 1970, onde falou para uma multidão. Um documento da Presidência da República na época reportava sua “pregação anti-brasileira” na França e na Itália,“denunciando supostas sevícias e torturas de presos políticos”.
Por quatro vezes, foi indicado ao Nobel da Paz, mas sua candidatura foi boicotada pelos militares. Um dossiê apresentado pela Comissão Estadual da Memória e Verdade em Pernambuco mostra correspondências trocadas entre autoridades no período de 1970 a 1973, com sucessivas indicações do arcebispo ao prêmio e manobras do governo brasileiro para derrubar sua candidatura comprovadas em documentos do Itamaraty.
'Invocação à Mariama' Durante seu episcopado, dom Hélder Câmara criou várias pastorais sociais, como a pastoral familiar, dos jovens do meio popular, dos presidiários e das prostitutas. Ele se aposentou em 1985, ano em que eu nasci, mas antes disso me batizou sem saber.
Em 20 de novembro de 1981, ainda na ditadura, realizou a Missa dos Quilombos, na praça do Carmo, bairro de Santo Antônio, no centro do Recife. A celebração, da qual o arcebispo era anfitrião, denunciava o racismo e foi acompanhada por uma multidão. Tinha Milton Nascimento como cantor, acompanhado de um coral de jovens e crianças negras, e participação de outros religiosos como dom José Maria Pires, apelidado Dom Pelé ou Dom Zumbi, e dom Pedro Casaldáliga, célebre nome da teologia da libertação e da defesa dos direitos humanos.
“Estamos tomando o bom hábito de pedir perdão de público e tentar, com isto, eliminar alguns desentendimentos, reconhecendo certos erros. A Igreja já pediu perdão aos judeus, aos índios e, agora, será a vez do negro. Um dia ainda pediremos à mulher”, disse dom Hélder à imprensa na época.
Os cartazes do evento traziam uma mão preta segurando uma cruz, como um punho cerrado. Meu pai, que esteve na missa, contou que se lembra da cavalaria militar que cercava o pátio. Os militares chegaram a alterar os cartazes para que a cruz parecesse uma foice e um martelo. Mas o evento foi realizado sem interrupções e dom Hélder leu seu poema-oração “Invocação à Mariama”, que daria meu nome alguns anos depois.
Em um trecho, o arcebispo diz: “Não basta pedir perdão pelos erros de ontem/ É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem/ Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão/ É Evangelho de Cristo, Mariama”.
. Trump rima com Dante que nos deixou a Divina Comédia. Trump como Dante está a reescrever parte dela, não como comédia, mas como tragédia, com especial ênfase no Inferno.
Não tenho aqui a pretensão de desvendar os meandros desta tragédia, até porque os “ghost-writers" dela são múltiplos e variáveis, se alternam e se confundem. Só esta semana tivemos a coparticipação de JD. Vance, Musk e, óbvio, do Mefistófeles em pessoa.
Vejo, porém, com tristeza, que a pior atitude nesta hora é assumir a postura da avestruz e enfiar a cabeça no pântano e esperar que ele volte a florir.
A sandice já vai longe, se alastra como os ventos de Los Angeles a destruir tudo que passa ou lhe faça frente. Não quero dizer com isto que sou defensor da irracionalidade como forma de combater a irracionalidade armada até os dentes com as mais absurdas armas de uma ideologia caquética, carcomida, cadavérica,
Não comento igualmente a triste comédia a que assistimos no “Oval Office”, quando o capeta do JD se encarregou de soltar os fogos de artifício para dar início à saraivada de coices e berros do Bebê de Rosemary, posto a nu no joguinho de cartas marcadas por ele mesmo.
Lógico - mais uma involuntária traição da mente do Bebê a dar pontos adicionais a Freud - a dizer a Zelensky que ele não tinha cartas na mão, mas apenas o direito de transformar-se no desencadeador da Terceira Guerra Mundial. Espetáculo digno de delegaciazinha da Gestapo na França ocupada.
Sei que estou sendo duro, mas infelizmente, embora tenha visto nos tempos de Reagan e de Kirkpatrick , sua embaixadora na ONU, vários momentos lamentáveis de deboche e ironia contra adversários, nunca, em tempo algum, vi e ouvi nada semelhante, seja nos tapetes dourados da Diplomacia, seja nos esgotos dela.
O que agora me preocupa acima de tudo é um grande país da América do Sul, que se entrega surdo e mudo aos festejos do Carnaval, longe muito longe de imaginar que a alça de mira gira insanamente em direção a ele, por ser, como sempre foi, defensor da soberania dos Estados, da obrigatoriedade dos Tratados Internacionais, e país amante da Paz, nos termos da Carta das Nações Unidas.
E o Brasil entra na alça de mira por seus méritos, e não por seus defeitos. Irritamos frequentemente os deuses deste mundo por apresentar resoluções construtivas no Conselho de Segurança sobre a Faixa de Gaza. Hoje vemos que o destino que querem dar a este legítimo território palestino é o de transformá-lo numa sacrílega Riviera de Trump.
Hoje, convenhamos, os princípios defendidos pelos Estados Unidos de Roosevelt não são os do governo de Trump, sistemático em nos apresentar, sem nenhum constrangimento, a geopolítica do “Bit-coin”, para não dizer “mafiosa, como a conservadora revista “The Economist” a denominou.
Na mitômana visão de mundo a que estamos a vivenciar, a música de fundo é claramente a marchinha “ Me dá um dinheiro aí”. Lembra dela : Hei, você aí, me dá um dinheiro aí…
Aceitam-se não só terras e minérios, como sobretaxas e tarifas de exportação. Uma coisa a gente tem que reconhecer: a tentativa de empobrecer e recolonizar os países, amigos ou não, sequer foi suspeitada pelos livros de Economia. Vem tudo do caldeirão da cobiça e da malícia.
O que mais chama a atenção nesta hora é que Trump e seus camaradas, Putin inclusive, se consideram entidades quase-divinas, e aceitam ser comparados a divindades e a Mitos, Totens, Reis etc.
Nesta hora, lamento informar que no Brasil quem tem muito a perder é o Agro, cujas exportações para a China ou para onde for serão objeto de constrangimentos, bem como nossas importações de tecnologia chinesa, certamente mais barata e tão eficaz quanto qualquer outra.
O mundo de Trump ficará imensamente mais caro para países como o Brasil. Nosso destino, que durante décadas acreditávamos ser comprometido por teorias marxistas, hoje se vê gravemente ameaçado pela teoria capitalista mais absurda que nos pretendem impor.
Nesta hora, mais do que nunca, apenas a lucidez de um povo pode nos unir em rechaçar uma nova forma de colonização. Maior e mais desumana, da que nossos antepassados tiveram que nos libertar.
A Quarta-Feira de Cinzas marca, além do fim do Carnaval, o início do período de Quaresma. Para os religiosos, especialmente os católicos, a data tradicional no calendário cristão considera a preparação para a Páscoa – que neste ano será no dia 20 de abril – quando se celebra a ressurreição de Jesus Cristo.
Como sugere o nome, o período da Quaresma tem 40 dias — até o Domingo de Ramos. O momento é de reflexão e espiritualidade e lembra a passagem de Jesus pelo deserto e as tentações que enfrentou. Para os religiosos, os dias são de purificação, renovação da fé e da vida cristã.
Por ser um período de preparação, a Quaresma é propícia, principalmente na tradição católica, para a realização de jejuns, caridade e oração. Historicamente, os cristãos devem se dedicar à reflexão e à conversão espiritual.
Neste primeiro dia, é costume que seja feito jejum e abstinência de carne. A Quaresma é praticada por católicos e também devotos da Igreja Ortodoxa, anglicanos e luteranos. Além disso, devido ao sincretismo religioso, também possui representações em algumas religiões de matriz africana
Qual é o significado da Quaresma?
A origem da palava vem do termo “quadragesima dies“, que em latim significa quadragésimo dia. O motivo de esse período ter sido estabelecido é desconhecido, mas há quem acredite que tenha tido origem em acontecimentos que, segundo a tradição bíblica, também duraram 40 dias, como o jejum de Jesus Cristo no deserto, antes de seu ministério; o dilúvio da Arca de Noé; Moisés no Monte Sinai; e a peregrinação do povo de Israel no deserto.
O que significa a cor roxa na Quaresma?
Neste período, os ministros da Igreja usam vestimentas roxas, cor que simboliza tristeza e dor. É costume a realização de missas onde as testas dos fiéis são marcadas por cinzas, ficando assim até o anoitecer.
O simbolismo faz parte de uma tradição demonstrada na Bíblia, onde pessoas jogavam cinzas nas próprias cabeças como prova de arrependimento.
A Quaresma surgiu por volta do ano 350. Cerca de 200 anos depois do nascimento de Jesus, os cristãos começaram a preparar a comemoração da Páscoa, que tinha duração de três dias de oração, meditação e jejum. Depois, a Igreja aumentou o tempo de preparação para 40 dias.