quarta-feira, fevereiro 05, 2025

VIAJANDO PELO TEMPO: INTERESSES POLÍTICOS DO MUNICÍPIO DE JEREMOABO NOS ANOS NOVECENTOS

 

.


Nota da redação deste Blog - A análise da trajetória política de Jeremoabo, especialmente no início do século XX, revela dinâmicas de poder marcadas por interesses pessoais, alianças familiares e disputas que ainda ecoam na política local contemporânea. O estudo "Viajando Pelo Tempo: Interesses Políticos do Município de Jeremoabo nos Anos Novecentos", de Rafael Carvalho Moreira e Jôycimara Ferreira Barreto, publicado na Revista Historiador, oferece uma visão detalhada dessas relações por meio da correspondência entre figuras proeminentes da época.

O artigo baseia-se em cartas de 1933 trocadas entre Bento Nolasco e os senhores Dantas Júnior e Hermínio Reis, líderes influentes nas cidades vizinhas. Essas correspondências revelam a insatisfação de Nolasco com seu cunhado, o Coronel João Sá, destacando disputas internas e estratégias para consolidar o poder político local. Nolasco buscava alianças para assumir a liderança política de Jeremoabo, evidenciando como as relações familiares e os interesses pessoais moldavam o cenário político da época.

A análise dessas cartas demonstra que as disputas políticas em Jeremoabo não se restringiam a divergências ideológicas, mas estavam profundamente enraizadas em interesses pessoais e familiares. As alianças eram frequentemente formadas para garantir o controle político e econômico, muitas vezes em detrimento do bem-estar coletivo. Essa centralização do poder em grupos específicos resultou em práticas que, segundo os autores, contribuíram para um legado de desavenças e traições políticas que ainda são perceptíveis na atualidade, manifestando-se em denúncias de corrupção e gestão inadequada.

A pesquisa de Moreira e Barreto destaca a importância de compreender as raízes históricas das práticas políticas locais. Ao analisar as correspondências e as relações de poder do passado, é possível identificar padrões que persistem e influenciam a política contemporânea de Jeremoabo. Essa compreensão é fundamental para promover uma cultura política mais transparente e comprometida com os interesses da comunidade.

Em suma, o estudo evidencia que as práticas de politicagem, desavenças e traições que marcaram a política de Jeremoabo no início do século XX deixaram um legado que ainda se reflete nos dias atuais. Reconhecer e analisar essas continuidades é essencial para enfrentar os desafios políticos contemporâneos e construir uma gestão pública mais ética e eficiente.

Fonte para pesquisa:
http://www5.uefs.br/cedohs/assets/files/Cartas%20Brasileiras/Cartas%20Brasileiras%20-%20Volume%202/Vol_2-CD_1.pdf




Vítima do desabamento da Igreja de São Francisco era turista paulista de 26 anos

Vítima do desabamento da Igreja de São Francisco era turista paulista de 26 anos

Por Leonardo Almeida / Eduarda Pinto

Vítima do desabamento da Igreja de São Francisco era turista paulista de 26 anos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A vítima do desabamento de parte do teto da Igreja de São Francisco de Assis, no Centro Histórico de Salvador, nesta quarta-feira (5), era uma turista de 26 anos, vinda de São Paulo. A jovem foi identificada como Giulia Panchoni Righetto, e estava acompanhada de amigos durante a visita à Igreja. 

 

O acidente, que ocorreu durante a tarde, deixou outras cinco pessoas feridas, que não foram identificadas até o momento. Giulia trabalhava no setor de Recursos Humanos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde se graduou. 

Segundo o Corpo de Bombeiros da Bahia, os feridos foram regatados e área foi vistoriada pela organização antes do espaço ser entregue à Defesa Civil do município (Codesal). A área do prédio foi completamente interditada pela Codesal. 

 

A Igreja e Convento de São Francisco é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e foi reconhecida como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. A construção no formato atual data dos primeiro anos do século 18. (Atualizada às 17h25) 

Teto da Igreja de São Francisco desaba no Centro Histórico e deixa ao menos um morto e cinco feridos

 Foto: Divulgação/Codesal

Parte de teto de igreja de São Francisco desabou na tarde desta quarta-feira (5)05 de fevereiro de 2025 | 16:00

Teto da Igreja de São Francisco desaba no Centro Histórico e deixa ao menos um morto e cinco feridos

salvador

Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas após o teto da Igreja São Francisco de Assis desabar na tarde desta quarta-feira (5), no Pelourinho, em Salvador.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local atendendo as vítimas e realizando buscas. Equipes do Samu (Serviço e Atendimento Móvel de Urgência) estão na área. O DPT (Departamento de Polícia Técnica) foi acionado.

Até o momento, não há informações sobre a identidade das vítimas. A Defesa Civil de Salvador informou que acompanha a ocorrência e que interditou o local.

A médica e pesquisadora da cultura e religiosidade populares Helenita Monte de Hollanda, que escreveu o livro “Basílicas e Capelinhas – Um Estudo sobre a História, Arquitetura e Arte das Igrejas de Salvador” ao lado do jornalista Biaggio Talento, classificou a igreja de São Francisco de Assis como a “Notre Dame brasileira”.

“Esse forro que caiu é composto por vários quadros com motivos bem alegóricos e é denominado, dentro da estrutura do barroco, de fogo em cachotões. Então, ele é composto por estrelas e octágonos que servem como molduras para pinturas magníficas de Frei Jerônimo da Graça, do século 18. A riqueza dela de esculturas é fora de série. Quer dizer, tem um São Pedro de Alcântara belíssimo, de 1790, e fica o lamento, porque não podemos perder essas peças”, disse.

Josué Seixas/FolhapressPoliticaLivre

Jogo na Guerra Fria era outro e Trump põe todos no colo da China


Trump vs Xi: US relations with China under threat as 2018 EGO BATTLE begins  | World | News | Express.co.uk

Trump não tem controle e Jinping é controlado demais

Elio Gaspari
O Globo

Donald Trump entrou na Casa Branca com a cabeça no fim do século 19. Naquele tempo o vigor da economia americana contrapunha-se a uma Europa dividida e a uma América Latina sonolenta. Se os Estados Unidos tinham rivais, depois de 1914 eles resolveram brigar com duas guerras. Em 1945, terminada a briga, a economia americana era, disparada, a mais forte do mundo. Do outro lado estava a falecida União Soviética. Veio a Guerra Fria e ela desmoronou.

Agora, em poucas semanas o presidente americano ameaçou a Europa, encrencou com os dois vizinhos e com a China, a segunda economia do mundo.

SEM PACIÊNCIA – Falta ao trumpismo a percepção de um lugar comum: a paciência chinesa. No final do século 19, o Império do Meio estava em franca decadência e ao final da Segunda Guerra, em 1945, era uma nação conflagrada pela guerra civil. Hoje, a situação é outra, misturando protecionismo e expansionismo, Trump joga uma parte do mundo no colo da China.

No dia de sua posse, Trump teve um sinal de que a famosa “destruição criadora” do capitalismo está num país teoricamente socialista. Na verdade, trata-se de uma ditadura de partido único, economicamente capitalista. Trump reclama porque consórcios chineses mandam no canal do Panamá, mas isso só acontece porque as empresas americanas deixaram de competir.

SEM BRIGAS – Foi-se o tempo em que a China treinava guerrilheiros. De 1964 a 1968, cerca de 40 militantes do Partido Comunista do Brasil receberam treinamento militar em Pequim e pelo menos dez morreram na guerrilha do Araguaia.

Naquele tempo, a China e a União Soviética competiam com os Estados Unidos ideologicamente. Hoje a competição é exclusivamente econômica.

A visão de mundo do trumpismo quer ser expansionista e, ao mesmo tempo, isolacionista. O sonho dos Anos Dourados, que ficaram no passado, é hoje uma contradição em si mesma e a China se beneficia disso.

INVESTIMENTOS – Ela investe na infraestrutura pelo mundo afora, ocupando o espaço dos Estados Unidos. Além disso, se os chineses fazem carros numa fábrica que foi da Ford, o problema é da Ford e, portanto, da indústria americana.

Para ficar no caso panamenho, são os chineses que constroem a ponte sobre o canal, coisa de US$ 1,3 bilhão. Os americanos sequer competiram.

No dia em que Trump encrencou com a Colômbia, o embaixador chinês em Bogotá disse que as relações entre os dois países estavam em “seu melhor momento”. Aí está a vulnerabilidade do surto trumpista: onde ele encrenca, lá entra o chinês.

MÁQUINA CHINESA – O trumpismo tem algo de subversivo em relação aos valores seculares da democracia americana, enquanto o governo chinês prossegue na tradição milenar de seus imperadores.

Às vezes essa tradição leva a desastres, com fome e até mesmo casos de antropofagia. Mas, há décadas, nem mesmo Donald Trump é capaz de achar que a máquina chinesa anda para trás.

O presidente americano tem um gosto pela bravata e esse é mais um problema. O Império do Meio tem horror a estridências. A ideia de impor tarifas ao México e ao Canadá para suspendê-las temporariamente dias depois é coisa que a China jamais fez, nem durante seus momentos de delírio. Afinal, seus governantes não precisam cultivar diariamente o público interno.

Publicado em  5 Comentários | 

Novo comando do Congresso firmou compromisso de não mudar nada


O Congresso que é a Cara do Brasil: cúmplice da corrupção - O que é notícia em Sergipe

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Dora Kramer
Folha

A escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado, neste sábado (1º), contraria a regra de que eleição não se ganha de véspera. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) consolidaram suas vitórias muito antes disso. O deputado Motta esteve desde sempre no radar como reserva técnica de Arthur Lira (PP-AL), enquanto ele exercia o poder do jogo de cena da indecisão versus expectativa entre três ou quatro companheiros de centrão.

O senador Alcolumbre cedeu a cadeira para Rodrigo Pacheco (PSD-MG), há quatro anos, já na perspectiva de uma volta certa sem contestações significativas ao nome daquele que havia chegado à presidência como novato em 2019 já derrotando o veterano Renan Calheiros (MDB-AL).

ELEIÇÃO ANTECIPADA – Pode haver um ou outro protesto sobre a concentração de comando, manobras regimentais indevidas, mas se o resultado for diferente do previsto será algo tão surpreendente quanto a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) em 2005.

Desta vez, porém, não há risco no horizonte. Lá, o que hoje chamamos de centrão atuou no espaço aberto por uma barbeiragem do PT de competir com dois candidatos, ambos sem apoio suficiente na Casa. Aqui, o partido rendeu-se às evidências e entrou na composição.

Há uma frente ampla de fato, formada a partir de um acordo cujos termos falam mais a respeito de interesses internos que de conexão com a sociedade.

AMPLO ACORDO – Descontadas referências vagas a esforços “por um Brasil melhor”, a tônica dos compromissos é sindicalista. No topo da agenda, a preservação do poder sobre o Orçamento no manejo das emendas.

Há promessas para a administração de pautas divergentes entre direita e esquerda, deve haver alguma distensão nas relações com Executivo e Judiciário, mas o grande consenso firmado é em torno da manutenção das coisas como estão.

Fosse para mudar a dinâmica poderosa e autorreferida do Congresso, Hugo Motta e Davi Alcolumbre não estariam sendo ungidos às presidências da Câmara e do Senado num clima de confraternização fundado na certeza de que o Parlamento seguirá no controle da situação.

Lula ridiculariza Trump: “Tem político que vive de bravata”, diz


“Quem tem de cuidar de Gaza são palestinos”, diz Lula em crítica a TrumpGabriela Boechat e João Rosada
CNN , Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (5) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o tipo de mandatário que “vive de bravata” e que isso não deve ser uma preocupação do Brasil. “Tem um tipo de político que vive de bravata. O presidente Trump fez a campanha dele assim”, disse.

O presidente deu a declaração ao comentar a ameaça de Trump em taxar membros do Brics com tarifas de 100%. O republicano afirmou que vai adotar a medida caso o bloco continue buscando uma alternativa ao dólar.

MOEDA PRÓPRIA – “É importante que a gente não tenha preocupação com as bravatas do Trump. Que a gente discuta o que é importante para nós, o que é importante para o mundo”, disse em entrevista a rádios mineiras nesta manhã.

De acordo com Lula, o bloco dos Brics tem direito de ter moeda própria para comércio. Para ele, nenhum país, não importa o quão importante seja, pode “brigar com todo mundo o tempo todo”.

“Os Brics significam quase metade da população mundial, significa quase metade do comércio exterior desse mundo, e temos o direito de discutir uma forma de comercialização que a gente não dependa só do dólar. Não foi o mundo que decidiu, não foi a ONU, que o dólar seria a moeda. Foram os Estados Unidos”, disse.

PAUTA DOS BRICS – Uma alternativa ao dólar para trocas comerciais foi pauta dos encontros do Brics nos últimos anos. Em janeiro, Trump disse que exigiria compromisso dos países integrantes do bloco e ameaçou aumentar as tarifas.

“Vamos exigir um compromisso desses países aparentemente hostis de que eles não criarão uma nova moeda nem apoiarão qualquer outra moeda para substituir o poderoso dólar americano, caso contrário, eles enfrentarão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia dos EUA”, escreveu Trump.

Nesta quarta-feira, Lula também desafiou Trump ao dizer que quem tem de recuperar a Faixa de Gaza são os Palestinos. A declaração é uma crítica ao presidente dos Estados Unidos, que afirmou nesta semana que seu país irá participar da reconstrução de Gaza.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula tenta transformar Trump numa bandeira política de sua campanha. É claro que Trump não permitirá ser peitado por Lula e sua retaliação pode prejudicar os brasileiros, como um todo. (C.N.)


Homens são 63% dos aprovados no CNU, e ministra diz que vai estudar razões da disparidade

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação)04 de fevereiro de 2025 | 22:02

Homens são 63% dos aprovados no CNU, e ministra diz que vai estudar razões da disparidade

brasil

O CNU (Concurso Nacional Unificado) registrou um número maior de homens aprovados do que de mulheres, e a ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) disse que a pasta vai estudar as razões da disparidade e se houve queda na participação feminina na comparação com outros concursos públicos.

De acordo com dados divulgados pela pasta nesta terça-feira (4), 63% dos aprovados no concurso são homens, contra 37% de mulheres. No ano passado, a ministra havia informado que 56% dos inscritos eram do público feminino e 44%, do masculino.

O bloco temático 2 (Tecnologia, Dados e Informação) foi o que apresentou maior disparidade de gênero nos resultados, com 91,6% sendo homens. Mulheres foram maioria apenas no bloco 5 (Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos), onde representam 60,3% dos aprovados.

Na manhã desta terça, a pasta divulgou os resultados finais do concurso, mesmo após o MPF (Ministério Público Federal) recomendar o adiamento da divulgação dos resultados, devido a irregularidades na avaliação de candidatos autodeclarados negros.

O caso gerou expectativa de que poderia haver atraso na divulgação dos resultados, o que não aconteceu.

Inicialmente, as aprovações deveriam ter sido divulgadas no dia 21 de novembro, mas a liberação foi suspensa após a inclusão de 32.260 candidatos.

Apesar dos episódios de recursos negados e indeferimentos de candidaturas, o percentual de negros e indígenas que passaram para os cargos públicos foi de 33%, superior ao piso exigido por lei.

Isso ocorreu devido à quantidade de candidatos desses grupos que ingressaram pela categoria da ampla concorrência —ou seja, sem o uso das cotas.

Entre os aprovados, 70% das pessoas têm entre 25 e 40 anos. Dentro deste público, o maior índice de aprovação está concentrado nas pessoas de 30 a 35 anos.

Durante a tarde, Dweck concedeu entrevista coletiva para comentar os resultados. Na sequência, houve uma transmissão apenas com técnicos que responderam dúvidas enviadas por candidatos.

Em nenhum momento a pasta comentou a situação dos candidatos que acionaram o MPF contra os possíveis erros das bancas de heteroidentificação.

O balanço da prova mostra que foram aprovados candidatos de todos os 26 estados e o Distrito Federal. Desses, a maioria está na região Sudeste, que concentrou 32,9% das aprovações.

Do total, 78% dos aprovados foram selecionados para uma de suas três primeiras opções de cargos.

O CNU teve um único aprovado com 17 anos. Neste caso, é necessário que se complete 18 anos até a data da posse no cargo, para que possa de fato ocupar a posição a qual aplicou.

Os candidatos podem conferir se foram aprovados no site da Cesgranrio, banca responsável pela seleção.

Durante a entrevista, a ministra afirmou que em breve haverá divulgação de mais uma edição do exame e comentou a questão orçamentária necessária para realização do próximo CNU.

“Estamos dialogando com o Congresso as alterações da LOA (Lei Orçamentária Anual) por conta das medidas fiscais que foram aprovadas no final do ano. Uma delas envolvia uma redução de R$ 1 bilhão na área de provimentos e concursos”, disse Esther.

Os resultados finais estão disponíveis para aqueles que participaram do bloco 8 da prova, de nível intermediário, enquanto aqueles que participaram dos blocos 1 a 7 podem conferir a primeira lista de classificação.

Mariana Brasil/FolhapressPoliticaLivre

Em destaque

TCM aponta má gestão em Jeremoabo

Matéria completa: portaldafeira.com.br https://www.portaldafeira.com.br/noticia/153979/tcm-aponta-ma-gestao-em-jeremoabo                  ht...

Mais visitadas