segunda-feira, novembro 04, 2024

Viagem de Haddad está azedando o “chá-revelação” do corte de gastos


Vamos mostrar alternativas para Lula equilibrar as contas, diz Tebet

Haddad viajou à Europa deixou Simone Tebet segurando o rojão

Carlos Andreazza
Estadão

Fernando Haddad viaja. O corte de gastos fica. O ministro vai à Europa. O pacote espera. Na hipótese de que (já) exista, talvez – otimismo – decante. O chá revelação maturando.

Haddad já dissera que não haveria prazo para divulgar o conjunto. O chá revelação sem agenda. O mercado reagiu mal. Fazenda e Planejamento puseram influente blitz de comunicação na pista, prometeram o troço com urgência – e nada. Donde o mau humor. O chá revelação azedado.

CONVERGÊNCIA – Veio, então, a conversa de convergência. Para (tentar) aliviar. O papo de harmonia com a Casa Civil – um advento. Rui Costa, a antessala de Lula, de súbito fechado com o programa do – perdão pelo oximoro – fiscalismo petista. Alinhamento de astros que fez (ao menos vendeu) a luz. Havendo concordância, ora, a lista de medidas seria apresentada na semana que vem.

O chá revelação marcado. Seria, pois, sem Haddad. É improvável. O chá revelação no telhado.

Contra informações desencontradas e os estímulos contraditórios, a memória. Botaram a campanha de propaganda na rua – apregoando o pacote consistente de corte de gastos – à espera de acalmar o dólar nervoso ante a até então prioridade do governo para este fim de ano: reformar o Imposto de Renda na porção relativa a isentar os que ganham até R$ 5 mil.

MAR REVOLTO – Contratava-se a renúncia – o rombo arrecadatório – sem respostas compensatórias críveis. O mar ficou revolto. Dispararam a promessa de cortar gastos para valer. Que não estava no horizonte. Que foi ignorada. O dólar mordendo como se não houvesse.

O governo captando dinheiro a custo altíssimo. Não ignorada a dificuldade para se colocar de pé algo capaz de ao menos enganar.

O governo pente-fino e reativo prometera um corte de gastos estruturais de entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões. Desde o anúncio de que viria um anúncio de medidas para austeridade fiscal, combinaram-se improviso, mistério e blindagem.

PACOTE E BLINDADO – Haddad e Simone Tebet, formulando o bicho clandestinamente, blindaram o pacote. Contra quem se o blinda?

Esta foi uma semana de reuniões destinadas a convencer Lula – ou lhe preparar o convencimento – sobre a necessidade de cortar despesas. Há versões para todos os gostos. Até agora incerto se o presidente já terá visto o cardápio de ações, sobre o qual poderia exercer o poder de veto, ou se ainda estão lhe amaciando o terreno, fazendo-lhe preliminarmente a cabeça em prol dum conceito – para só então lhe mostrarem a cousa.

Improviso, mistério e blindagem comunicam e fazem preço. Os rapapés todos, a atividade clandestina, a bateção de cabeças – todas essas prevenções e confusões para encontrar hora e forma de falar com Lula fazem comunicação e preço. E ainda nem passaram do Luiz Marinho.


Esquerda tornou-se parte de uma elite cultural que perdeu seu espaço


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Charge do Jorge Braga (O Popular)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

O PL perdeu a maioria dos segundos turnos em que enfrentou um candidato de centro ou de centro-direita. Seus grandes triunfos — como Brunini, em Cuiabá — se deram justamente onde o adversário era de esquerda. Isso significa que, na maior parte das capitais, a união entre esquerda, centro e centro-direita ainda soma mais do que a extrema direita sozinha. Ufa!

Mas a direita bolsonarista puro-sangue continua forte. O PL, que tantas cidades perdeu no segundo turno, ainda assim foi o partido com o maior número de votos para prefeito do Brasil e é o partido com o maior número de prefeituras de grandes cidades (aquelas com mais de 200 mil eleitores). Tem 16, seguido pelo PSD com 15. O partido de esquerda melhor colocado nesse ranking é o PT, em oitavo lugar, com 6 prefeituras de grandes cidades.

NOMES VIÁVEIS – Cristina Graeml, Bruno Engler, Pablo Marçal, André Fernandes, Éder Mauro e tantos outros podem ter perdido, mas já se fixaram como nomes viáveis em eleições majoritárias para uma faixa expressiva do eleitorado. A direita, mesmo apostando no radicalismo, chegou tão ou mais perto de ganhar quanto a esquerda que desdobrou para se mostrar moderada.

Isso não é à toa. E duvido que um candidato de esquerda que não se moderasse —se Boulos fizesse da defesa de ocupações e das críticas à Polícia Militar suas bandeiras, por exemplo— tivesse maiores chances.

Há uma série de temas para os quais ser de esquerda é um obstáculo, enquanto o de direita pode contar com os ventos favoráveis da opinião pública. E isso se explica por uma mudança cultural de fundo: nossa sociedade está mais “de direita”.

EM OPOSIÇÃO – Empreendedorismo, por exemplo, é um tema em que as teses da esquerda e as crenças do grosso da população estão em oposição. Para a esquerda, o empreendedorismo é um problema social, uma forma de trabalho precarizado que ilude trabalhadores para melhor explorá-los.

O ideal seria que toda a população trabalhasse no modelo CLT ou, melhor ainda, no regime do serviço público concursado.

Outro ponto é a segurança pública: o que uma candidatura de esquerda tem a dizer sobre esse tema além de desdizer o que era dito antes? Depois de anos tratando o criminoso como vítima da sociedade, e a polícia como violadora de direitos humanos, como alinhar o discurso às crenças da população de forma convincente?

SÃO DESAFIOS – Não faltam outros temas: política externa, meritocracia, religião. Vozes de esquerda terão muito mais capacidade do que eu, mero observador externo, de descobrir como se adequar a esse novo panorama ideológico. Esse desafio, contudo, não diz respeito apenas à esquerda.

Há uma série de conquistas iluministas, que contemplam também a direita liberal, que também estão em xeque: Estado laico, direitos LGBT, pensamento científico (versus pensamento mágico), divisão de poderes, jornalismo profissional, etc.

 Um abismo separa a elite cultural —que até hoje teve peso desproporcional na mídia e na política— e o resto do povo. Diferença de valores, crenças e sensibilidade. Reduzir essa distância —não por meio da censura, e sim pelo diálogo e pela persuasão — deve ser o objetivo número 1 de todos os que acreditam que os valores que marcaram o mundo liberal e democrático precisam ser preservados.

domingo, novembro 03, 2024

Lula vive o dilema igual ao de Pelé, que soube escolher a hora de parar

Publicado em 3 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet

Elite acha que economia vai bem e Lula vai mal - 22/10/2024 - Vinicius  Torres Freire - Folha

Lula esta velho demais, porém sabe que pode vencer Bolsonaro

Josias de Souza
do UOL

Lula não sabe como chegará a 2026. Se chegar na condição que imagina, estalando de popularidade, jamais cogitará abrir mão da re-re-re-reeleição. Afinal, num momento de descontração em meio ao dilúvio gaúcho, declarou em maio que pretende viver até os 120 anos, porque ainda precisa “disputar umas dez eleições”. Imagina que estará “de bengala disputando eleições.”

Por enquanto, o Datafolha informa que a terceira gestão de Lula é considerada boa ou ótima por 36% dos brasileiros. Esse desempenho é similar ao que foi obtido por Bolsonaro na mesma altura do seu mandato precário. Uma maioria que a maioria do eleitorado decidiu não renovar em 2022.

INCERTEZA – Entre os muitos enigmas que frequentam o imaginário nacional está a incerteza em relação aos candidatos que disputarão o Planalto em 2026. O barco de Bolsonaro bateu no iceberg da inelegibilidade.

E não se sabe se o capitão sobreviverá às sentenças que estão por vir no Supremo. Por isso, busca-se uma alternativa presidencial à direita.

As dúvidas sobre o futuro de Lula estimulam também a especulação sobre as opções à esquerda. A única diferença é que a articulação da direita foge ao controle de Bolsonaro.

ATORMENTADO – Na seara da esquerda, que ultrapassa o PT, não haverá a construção de uma alternativa sem a concordância e a participação de Lula.

Lula é hoje um homem atormentado pela dúvida. A mesma dúvida que o perturbava em 2000, ainda sob FHC. Naquela ocasião, Lula já dizia, em privado, que gostaria de terminar a carreira como Pelé, que soube escolher a hora de parar.


Desrespeito aos Mortos: O Abandono Alarmante do Cemitério São João Batista em Jeremoabo

 Cemitério público abandonado o prefeito Deri do Paloma não respeita nem os defunntos, os entes queridos.













A situação  descrita sobre o cemitério da Oficial Mmantido pela prefeitura em Jeremoabo reflete um cenário de negligência e falta de respeito com aqueles que partiram e com suas famílias. Esse contraste entre os que podem pagar por um plano funeral, garantindo a seus entes uma despedida digna, e aqueles que não têm essa opção, enfrentando o abandono e a precariedade, é realmente alarmante.

Nos espaços públicos, como o cemitério municipal, o respeito à memória dos falecidos deveria ser um compromisso sagrado do poder público. Esses locais não são apenas onde se depositam corpos, mas também onde a comunidade se reconecta com a memória e o legado dos que se foram, especialmente em datas simbólicas como o Dia de Finados. A falta de limpeza, a superlotação e a exposição de restos mortais são reflexos do descaso e da ausência de uma política de manutenção que deveria ser uma das prioridades da gestão.

É importante que o poder público, no caso, a gestão de Deri do Paloma, tome medidas urgentes para restabelecer a dignidade desses espaços. Isso envolve tanto a criação de um cronograma regular de manutenção e limpeza quanto a ampliação do cemitério para atender à demanda da população. Além disso, investir em segurança e infraestrutura é essencial para assegurar que as famílias possam se despedir e visitar seus entes queridos em um ambiente de paz, respeito e cuidado.

Em situações como essa, a indignação da população é mais que justificada. Afinal, o respeito aos mortos é uma extensão do respeito pelos vivos e pela comunidade como um todo.

Inversão de valores entre o privado e um desgoverno que não respeita nem os defuntos.




Denúncia de Candidatura Fictícia em Jeremoabo: Cidadão Ameaçado Abandona Cidade em Busca de Justiça e Segurança

 


É realmente preocupante que um cidadão, ao buscar transparência e justiça no processo eleitoral, sinta-se ameaçado e precise considerar até mesmo abandonar sua cidade e trabalho para preservar a própria segurança e a de sua família. Esse tipo de intimidação revela uma face sombria de práticas políticas que ferem diretamente o exercício democrático e os direitos fundamentais.

Sugiro que procure a ONG-TransparênciaJeremoabo por esse suposto ato de obstruição da Justiça, e para que a mesma denuncie o fato a Comissão de Direitos Humanos do Congresso.

A recomendação de buscar apoio de entidades de defesa dos direitos humanos, como a ONG Transparência Jeremoabo, é acertada, pois instituições assim podem fornecer suporte e orientar o cidadão sobre os passos necessários para garantir sua proteção. Também é importante que esse caso chegue ao conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois envolverá a questão da integridade dos processos eleitorais, especialmente se houve fraude.

Além disso, a cobertura da imprensa e a visibilidade pública podem ser ferramentas poderosas para pressionar as autoridades e frear atos de intimidação, já que a exposição reduz o espaço para ações de retaliação. Como o ditado nos lembra, “enquanto os cães ladram, a caravana passa”, ou seja, apesar dos obstáculos e ameaças, o caminho para a justiça deve seguir em frente.

Nota da redação deste BlogExatamente. Quando um cidadão enfrenta ameaças ou intimidações por denunciar um crime eleitoral, como uma candidatura fictícia, isso não apenas coloca sua vida em risco, mas também configura um claro caso de obstrução da justiça. Esse tipo de intimidação visa silenciar a denúncia e impedir o andamento de investigações e da aplicação da lei.

Obstruir a justiça é uma violação grave que fere diretamente o sistema democrático e o direito ao exercício da cidadania. Cabe às autoridades competentes, como o Ministério Público Eleitoral e as comissões de direitos humanos, tomarem medidas para proteger o cidadão e assegurar que a investigação prossiga sem interferências ou ameaças.

Esse é um exemplo claro da importância de proteger denunciantes e garantir que a justiça siga seu curso sem coação.

Acredite se quiser! Lula e Bolsonaro se unem para eleger Hugo Motta na Câmara

Publicado em 3 de novembro de 2024 por Tribuna da Internet

Bolsonaro e Lula ganharam da Globo? Nada disso. A democracia foi a grande  vitoriosa - Jornal Opção

E lá vamos nós para votar de novo em Lula ou em Bolsonaro…

Francisco Leali
Estadão

Você é daqueles que não topa com o PT, o petismo e sua maior estrela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Ou está entre os que não suportam bolsonaristas, bolsonarismo e o próprio Jair Bolsonaro? Esteja do lado que estiver, saiba que os dois grupos estão juntos agora. E vão ficar assim até que seja eleito o próximo presidente da Câmara dos Deputados. Traduzindo: Lula e o PT, Bolsonaro e seu PL, todos apoiam um mesmo candidato.

O anúncio com destino comum dos votos dos deputados de ambos os grupos foi confirmado na última quarta-feira, dia 30.

DIREÇÃO DA CÂMARA – PT e PL estão abraçados ao nome do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para assumir o posto de presidente da Câmara quando o atual ocupante do cargo, o deputado Arthur Lira (PP-AL), terminar sua gestão no início de 2025.

Ver Lula e Bolsonaro juntos no palanque de mesmo candidato seria inacreditável se a política fosse arena para amadores. Não é. No mundo que os dois circulam o que anda valendo são gestos calculados com motivações claras.

O atual e o ex-presidente têm interesses diversos, obviamente, mas que resultam numa confluência conjuntural que os leva a bancar o nome de Motta, ungido pelo atual presidente da Câmara.

LULA DEPENDE DELE – Lula depende de certa cortesia e diálogo com quem ocupa a direção da Casa Legislativa. Os atos de governo que pretende empreender dependem da concordância do deputado que estiver no posto máximo da Câmara que tem o poder de pôr para votar ou deixar na gaveta qualquer projeto.

Do mesmo modo, Bolsonaro também quer na cadeira alguém que não seja governista raiz e que faça andar os temas que lhe interessam.

O prioritário é o projeto que o anistia e restitui seu direito de disputar uma eleição. Até onde se sabe, esse ponto foi colocado na mesa como condição para o PL apoiar o candidato de Lira.

MUITA CALMA – Reforça essa indicação o fato de Bolsonaro, até aqui, ter reagido com inusitada calma e tranquilidade ao fato de que o projeto da anistia, prestes a ser votado em uma comissão da Câmara, teve sua apreciação adiada por Lira. Mesmo assim, o ex-presidente declarou não se opor.

Já Lula, poder-se-ia acreditar, seria frontalmente contrário a um acordo para anistiar o antecessor que flertou com golpe e chegou a rascunhar minuta para anular as eleições.

Mas, até onde se vê, o círculo petista não parece mobilizado ou se importar com o tema publicamente. Afinal, esse não é um problema que hoje diz respeito à gestão petista nem afeta o modo como governa.

TUDO DE NOVO – Num livre pensar, haverá quem cogite que o presidente não descarta um eventual retorno de Bolsonaro às urnas na próxima eleição para ter como oponente um adversário já conhecido e derrotado.

Melhor ir contra o sabido do que a um desconhecido embate.

Enquanto 2026 não chega, Lula e Bolsonaro se unem por Hugo Motta. A façanha acaba dando diploma de PHD em política profissional a um quarto personagem: Arthur Lira que vai saindo de cena dando as cartas e indicando para onde a Câmara deve seguir.

Em 2020, o “Mauro Cid” de Trump também tinha um “minuta do golpe”


Read the memo from Trump aide's office making the case to fire Defense  Secretary Mark Esper - ABC News

John McEntee era uma espécie de “Mauro Cid” de Donald Trump

Bruno Boghossian
Folha

John McEntee chegou à Casa Branca em 2017 como o sujeito que carregava a pasta de Donald Trump. Tinha a confiança do presidente e uma mesa na antessala do Salão Oval. Era uma versão civil e turbinada de Mauro Cid, o notório ajudante de Jair Bolsonaro. Guardava segredos e seguia as ordens do chefe.

O auxiliar foi ganhando influência. Segundo a revista The Atlantic, McEntee fazia reuniões com advogados que trabalhavam para melar as eleições de 2020, coisa que alguns assessores se recusavam a fazer.

Às vésperas da invasão do Capitólio, ele enviou ao gabinete do vice-presidente um documento que o incentivava a declarar a vitória de Trump — um tipo de minuta do golpe.

PLANOS DE TRUMP – McEntee conhece um aspecto central dos planos de Trump para um segundo mandato em caso de vitória na terça-feira (5). Na reta final do primeiro governo, o assessor era o responsável por vigiar funcionários e expulsar dissidentes.

Agora, ele integra o Projeto 2025, grupo que criou um pacote radical com a previsão de um expurgo na administração pública, para reduzir os limites aos poderes do presidente.

A plataforma de Trump tem como pressupostos uma guinada autoritária, a desfiguração de leis, a construção de um círculo de lealdade absoluta e a asfixia de agentes capazes de resistir a suas ideias. São todas ferramentas essenciais para planos de deportação em massa, perseguição de adversários e, eventualmente, o prolongamento de sua permanência no poder.

MAIS OBSTÁCULOS – Em seu primeiro mandato, Trump enfrentou mais obstáculos internos do que gostaria. O secretário de Defesa recusou um pedido para atirar contra manifestantes, o secretário de Justiça abandonou a conspiração para reverter a derrota do republicano em 2020, e o vice-presidente ignorou pressões para roubar aquela eleição. Trump  agora  trabalha para evitar que isso se repita.

O ex-presidente não esconde seus desejos. Fala abertamente em eliminar o que chama de “Estado profundo”, promete distorcer leis antigas para perseguir imigrantes e sugere usar a força do governo para punir seus rivais. Se vencer, provavelmente dirá que obteve o aval das urnas para governar como um autocrata.

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