A situação que descreta é bastante preocupante. Se de fato o prefeito de Jeremoabo está transferindo uma professora por não apoiar o seu sobrinho candidato, isso pode ser considerado uma forma de abuso de poder e perseguição política, algo que fere tanto os direitos civis quanto a legislação eleitoral.
A Lei Eleitoral proíbe expressamente que servidores públicos sejam transferidos ou demitidos por razões políticas durante o período eleitoral, justamente para evitar influências indevidas no processo democrático. Esse tipo de ação, se comprovado, pode configurar um crime, e é essencial que o sindicato dos servidores ingresse com medidas legais, como um mandado de segurança, para garantir a proteção dos direitos da professora.
Buscar a justiça é fundamental nesses casos para garantir que o processo eleitoral seja justo e que os direitos dos cidadãos sejam respeitados.
Violação das Normas Eleitorais em Jeremoabo: Barulho Excessivo e Desrespeito à Lei
Desde as primeiras horas desta manhã, os moradores de Jeremoabo estão vivendo um verdadeiro inferno. Ruas fechadas, trânsito caótico, barulho constante de carros de som, e fogos de artifício perturbando a paz da população. O mais preocupante é que essas ações, promovidas pelo grupo político do prefeito Deri do Paloma, ignoram deliberadamente as normas eleitorais e leis federais em vigor, em um flagrante desrespeito às autoridades e à população local.
De acordo com a Resolução TSE nº 23.732/2024, o Tribunal Superior Eleitoral proíbe expressamente qualquer propaganda que perturbe o sossego público, especialmente com o uso abusivo de instrumentos sonoros e fogos de artifício. A medida visa garantir um ambiente eleitoral pacífico e respeitoso, e a violação dessas regras pode resultar em processos de propaganda irregular, além de acusações de abuso de poder.
Entretanto, o que vemos em Jeremoabo é exatamente o oposto. O grupo político do prefeito parece ignorar essas diretrizes, criando um ambiente de caos e desordem nas ruas. Carros de som circulam livremente, sem respeitar nem mesmo as repartições públicas, e os fogos de artifício são usados indiscriminadamente, afetando o cotidiano da população. Além de desrespeitar as normas eleitorais, essas ações ferem leis federais, como a Lei nº 9.605/1998, que regulamenta o uso de artefatos pirotécnicos e prevê sanções para quem coloca em risco o bem-estar coletivo e o meio ambiente.
O uso de fogos de artifício não só perturba o sossego público, mas também representa uma ameaça direta à saúde e segurança de várias pessoas, especialmente aquelas com hipersensibilidade sensorial, como indivíduos com autismo. Estudos mostram que barulhos intensos, como os de fogos de artifício, podem desencadear crises de choro, agressividade ou até autoagressão em pessoas com autismo, além de causar sofrimento físico e psicológico. Além disso, fogos de artifício podem resultar em graves acidentes, como queimaduras, perda de audição, cegueira e amputações.
É alarmante que o prefeito e seu grupo ajam como se estivessem acima da lei, acobertados pela impunidade. Esse comportamento mostra um total desrespeito pelas normas e pelas necessidades da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis, como pessoas com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) estabelece que o Estado deve garantir a inclusão social e o respeito aos direitos dessas pessoas, algo que está sendo totalmente ignorado pelas ações irresponsáveis em Jeremoabo.
É urgente que as autoridades competentes intervenham e façam valer a lei. A paz e o respeito pelo cidadão não podem ser sacrificados em nome de disputas políticas. O uso abusivo de instrumentos sonoros e pirotécnicos durante a campanha eleitoral não só infringe normas legais, mas também coloca em risco a saúde e o bem-estar de toda a comunidade.
A população de Jeremoabo merece respeito, e o ambiente eleitoral deve ser pautado por civilidade e ordem, não por desrespeito às normas e à qualidade de vida dos cidadãos. Fica o apelo para que as autoridades tomem as medidas cabíveis, garantindo que as campanhas eleitorais sejam realizadas de forma justa e legal, preservando a tranquilidade e a segurança da população
A Tentativa Frustrada de Tornar Tista de Deda Inelegível: Uma Manobra Sem Respaldo
Em mais um episódio da política local de Jeremoabo, o grupo político do prefeito Deri do Paloma tentou, de forma sem base legal, impedir a candidatura de Tista de Deda, uma figura política popular na cidade.No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou por unanimidade essa tentativa, reafirmando a legalidade da candidatura de Tista. A decisão foi respaldada por uma orientação anterior do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), que também já havia garantido a elegibilidade do candidato.
Esse tipo de manobra política, infelizmente, não é incomum em contextos eleitorais onde a disputa pelo poder é acirrada. O grupo do prefeito, ao ingressar na justiça com ações sem fundamentos jurídicos sólidos, parece estar adotando uma estratégia de desgaste, buscando confundir o eleitorado, especialmente aqueles com menos acesso à informação. Ao entrar com ações judiciais improcedentes, cria-se a falsa expectativa de que há irregularidades na candidatura do adversário, quando na verdade o objetivo é apenas tumultuar o processo eleitoral.
Essa prática de recorrer à justiça para criar obstáculos artificiais a candidatos adversários é, em essência, uma atitude antidemocrática e revela o desespero de grupos que temem perder o controle político. Em vez de promover um debate honesto sobre projetos e propostas para a cidade, alguns políticos preferem usar os tribunais como ferramentas de intimidação, tentando deslegitimar adversários por meio de processos judiciais vazios.
No caso específico de Jeremoabo, o TRE já deixou claro que não há motivos para questionar a elegibilidade de Tista de Deda. A insistência do grupo do prefeito em recorrer à justiça apenas desgasta a imagem do próprio governo e levanta questionamentos sobre as verdadeiras intenções por trás dessas ações. A justiça existe para assegurar o cumprimento das leis e proteger os direitos dos cidadãos, não para atender a caprichos de grupos políticos que querem se perpetuar no poder a qualquer custo.
A tentativa de barrar a candidatura de Tista de Deda sem embasamento legal reforça a importância de uma justiça eleitoral independente e comprometida com a transparência do processo democrático. O eleitor de Jeremoabo precisa estar atento a essas estratégias de confusão, que visam apenas manipular a opinião pública e desviar o foco das verdadeiras questões políticas que afetam o município.
Ao final, quem sai perdendo com essas manobras é a população, que se vê diante de uma campanha marcada por ataques pessoais e desinformação, em vez de propostas concretas para o futuro da cidade. A política precisa ser um espaço de construção de ideias e soluções para os problemas da comunidade, e não um campo de batalha para interesses individuais e estratégias de manutenção do poder a qualquer custo.
O eleitor merece respeito, e isso começa por eleições justas, onde as decisões são tomadas com base em fatos e propostas reais, e não em tentativas frustradas de manipulação judicial. É essencial que a população continue vigilante e crítica, participando ativamente do processo democrático e rejeitando manobras que não contribuem para o desenvolvimento da cidade
Violência e Disputa Eleitoral em Jeremoabo: Um Alerta para a Democracia
Infelizmente, a violência tem se tornado um elemento preocupante durante as disputas eleitorais em várias cidades brasileiras, e Jeremoabo não é exceção. A crescente tensão política, que deveria ser marcada pelo debate de ideias e pela escolha democrática de lideranças, tem dado lugar a agressões físicas, ameaças e intimidações, comprometendo o direito de ir e vir dos cidadãos. Esse cenário é alarmante e ameaça os princípios básicos da democracia.
Recentemente, uma jovem foi vítima de um ataque no bairro Entrocamento, em Jeremoabo, enquanto transitava de moto com um amigo. Dois motoqueiros e uma caminhonete, pertencente ao grupo político do atual prefeito, trancaram a jovem de maneira agressiva. Sem alternativas para evitar uma colisão, ela foi forçada a se jogar no chão, resultando em uma fratura no punho e danos materiais à moto. Esse tipo de violência não pode ser tolerado em um estado democrático de direito.
A violência eleitoral vai muito além das agressões físicas. Ela cria um ambiente de medo e insegurança, desestimula a participação política, e mina o processo democrático ao transformar o período eleitoral em um campo de batalhas, onde a força bruta substitui o diálogo e o respeito à vontade popular. Episódios como o que ocorreu em Jeremoabo demonstram o quão frágil nossa democracia ainda pode ser, especialmente em locais onde o poder político é tratado como um bem particular, ao invés de um serviço à coletividade.
Após o ocorrido, a jovem procurou ajuda da ONG Transparência Jeremoabo, que a orientou a registrar um boletim de ocorrência na delegacia local. A organização, que se coloca à disposição para receber denúncias de agressões motivadas por questões políticas, inclusive compra de votos, tem desempenhado um papel fundamental ao encaminhar essas denúncias às autoridades competentes. O combate à violência eleitoral passa, necessariamente, pela participação ativa da sociedade civil e pela aplicação rigorosa da lei contra aqueles que atentam contra o processo eleitoral.
É fundamental que o eleitor de Jeremoabo não se intimide diante dessas práticas de intimidação e violência. A política é o espaço para o exercício da cidadania, e qualquer tentativa de cercear o direito de escolha deve ser combatida com veemência. A democracia só se fortalece quando todos os cidadãos podem expressar suas opiniões e escolher seus representantes livremente, sem medo de retaliações.
Portanto, é necessário que as autoridades de Jeremoabo e de outras regiões atuem de forma preventiva e punitiva contra esses atos de violência. A justiça deve ser célere em punir os culpados e garantir que todos os eleitores possam exercer seu direito de voto com segurança. O caminho para uma sociedade mais justa e democrática depende da capacidade de garantir que as eleições sejam livres, transparentes e pacíficas.
Jeremoabo quer paz, e não atos de selvageria. Vamos juntos combater a violência eleitoral e lutar por um futuro onde a política seja feita com respeito, civilidade e justiça.
Irã ataca Israel lançando cerca de 180 mísseis à noite
Igor Gielow Folha
O violento ataque que despedaçou a cúpula do Hezbollah, a começar pelo homem que tornou o grupo fundamentalista libanês numa potência regional, é uma vitória tática indiscutível para Israel e uma redenção parcial para Binyamin Netanyahu. Há quase um ano, o premiê viu sua política de tentar dividir os palestinos estrangulando a Autoridade Nacional na Cisjordânia e abrindo cofres seus e do Qatar para o Hamas render o mais horrendo ataque a Israel na história.
Agora, pode falar com certa hipérbole, mas não sem motivos, que está conduzindo o Oriente Médio a uma nova configuração. Em vez da reconciliação buscada há 30 anos por Ytzhak Rabin, a paz de Netanyahu é forjada a fogo.
GANHOU PONTOS – O premiê continua sendo uma figura amplamente odiada, em especial por seu fracasso na questão dos reféns. Mas ganhou pontos, não menos por causa da percepção de que o Hezbollah teria de ser confrontado alguma hora.
Isso não torna esses ganhos permanentes, por óbvio. Em termos puramente militares, Israel parece extremamente cauteloso em relação à sua invasão do Líbano. Há motivos históricos para isso, dado que é um filme antigo que se vê nas telas de celular hoje.
Em 1978, Tel Aviv invadiu o sul do Líbano até a o rio Litani para expulsar as forças da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) que de lá operavam ataques contra Israel. Alguém falou Hezbollah? Pois então, o grupo xiita nem era nascido e a questão já estava colocada.
MILÍCIAS CRISTÃS – Bem-sucedido, apesar de reveses como um massacre de represália perto de Tel Aviv, o governo israelense acabou saindo e deixando a segurança na mão de um aliado, o Exército do Sul do Líbano, formado por milícias cristãs que lutavam na guerra civil do país árabe.
O cenário, como se vê, era mais matizado ainda do que agora, mas alguns elementos subsistem. A Unifil, a impotente força da ONU para o sul libanês, foi formada naquele ano para em tese estabilizar a região.
Quatro anos depois, ainda atrás de Yasser Arafat e os seus, Israel atacou novamente, chegando desta vez até Beirute. Entre idas e vindas, ficou 18 anos em solo libanês, vendo nascer no processo o Hezbollah por meio do Irã, que em 1979 virou uma república fundamentalista islâmica e passou a exportar seu modelo.
MODIFICAÇÃO – O grupo, formado em 1982 no vale do Bekaa pelos minoritários xiitas libaneses com a mão do Irã por trás, era um grupo lateral nessa história até a chegada de Hassan Nasrallah ao poder, cortesia do assassinato de seu antecessor por um míssil israelense em 1992.
O fracasso do acordo de retirada israelense em 2000, com o Hezbollah tornando o sul libanês numa base de lançamento de mísseis e foguetes contra Israel, ajudou a formar o quadro atual. No meio do caminho, em 2006, a guerra entre os rivais encerrada em empate levantou a moral dos extremistas.
Com o ataque do Hamas falhando em levar a uma operação frontal no norte pelo Hezbollah, surgiram dúvidas acerca das capacidades e da disposição dos libaneses. O pé no freio, ironicamente, estava em Teerã, que comanda a rede de rivais de Israel e dos EUA na região.
MORTE DO SUCESSOR – Enfraquecida por crises social e econômica, a teocracia viu o sucessor presumido do líder supremo, o presidente Ebrahim Raisi, morrer num estranho acidente de helicóptero em abril.
Isso explica o dilema do Irã, que foi encurralado pela velocidade com que Israel apertou o torniquete no pescoço do seu maior ativo regional.
Ao sair da retórica e voltar a atacar Israel com mísseis na noite desta terça-feira (1º), o Irã agora arrisca-se a ver o peso de Tel Aviv e de Washington combinados contra si — no mínimo, perderiam seu precioso programa nuclear.
Praticamente um ano depois da eclosão do conflito entre o Hamas e Israel, um levantamento realizado pela ONU usando satélites revela uma destruição generalizada de Gaza, a aniquilação de 90% dos ativos agrícolas, a queda de 81% no PIB do local e o fechamento de oito de cada dez empresas. “A velocidade e a escala da matança e da destruição em Gaza são diferentes de tudo o que aconteceu em meus anos como secretário-geral”, afirmou António Guterres, chefe da ONU há uma década. Mais de 40 mil pessoas morreram, enquanto outros 100 mil foram feridos.
Os informes estão sendo publicados enquanto o mundo caminha para marcar um ano dos ataques do Hamas de 7 de outubro e que deram início a uma operação sem precedentes por parte de Israel.
INFORME DA ONU – No total, 66% de edifícios foram danificados na Faixa de Gaza e representam um total de 163.778 estruturas. “Isso inclui 52.564 estruturas que foram destruídas, 18.913 gravemente danificadas, 35.591 estruturas possivelmente danificadas e 56.710 moderadamente afetadas”, indicou o informe da ONU. A análise tem como base as imagens de satélite de altíssima resolução coletadas em 3 e 6 de setembro de 2024.
A região mais afetada em geral é a província de Gaza, com 46.370 estruturas atingidas. A Cidade de Gaza foi notavelmente afetada, com 36.611 estruturas destruídas.
O Centro de Satélites das Nações Unidas (Unosat), em colaboração com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), também divulgou dados que revelam a destruição no campo. “Aproximadamente 68% dos campos de cultivo permanentes na Faixa de Gaza apresentaram um declínio significativo em termos de saúde e densidade em setembro de 2024”, afirmou.
FALTA APOIO – “As análises baseadas em imagens de satélite realizadas pela Unosat documentam a destruição generalizada e destacam a necessidade de apoio da população afetada”, alertou o informe.
Nikhil Seth, diretor executivo do departamento da ONU, destaca que as imagens apresentam “análises objetivas” e “têm sido vitais para os esforços de resposta humanitária e para melhorar a compreensão da comunidade global sobre o impacto do conflito na infraestrutura civil.
De acordo com a ONU, a destruição não é só física. O impacto combinado da operação militar em Gaza e suas repercussões na Cisjordânia provocaram um “choque sem paralelo” sobre a economia palestina.
SEM PRODUZIR – “No início de 2024, entre 80% e 96% dos ativos agrícolas de Gaza – incluindo sistemas de irrigação, fazendas de gado, pomares, maquinário e instalações de armazenamento – haviam sido dizimados, prejudicando a capacidade de produção de alimentos da região e piorando os já altos níveis de insegurança alimentar”, alertou a entidade.
A destruição também atingiu duramente o setor privado, com 82% das empresas danificadas ou destruídas. “Os danos à base produtiva continuaram a se agravar à medida que a operação militar persiste”, diz.
Como resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) de Gaza despencou 81% no último trimestre de 2023, levando a uma contração de 22% em todo o ano. Em meados de 2024, a economia de Gaza havia encolhido para menos de um sexto de seu nível de 2022.
Por analogia da mesma forma que o Presidente Lula que também é do PT foi descondenado, o candidato a prefeito Tista de Deda também foi DESCONDENADO., ficando livre para disputar qualquer cargo público..
Esse meu comentário traz uma crítica contundente à situação política de Jeremoabo, especialmente em relação a um candidato que, apesar de ser réu em vários processos de improbidade administrativa, parece estar recebendo apoio indevido e desproporcional de figuras políticas importantes, como o governador da Bahia. Simplesmente expresso indignação, classificando a candidatura como uma "piada mal contada" e uma afronta à inteligência do povo.
Esse tipo de situação, em que a ética política é questionada, aponta para a fragilidade das instituições democráticas quando figuras públicas, ao invés de promoverem o bem comum e respeitarem os processos legais e morais, optam por alianças e conchavos que colocam em xeque os valores republicanos. O apoio a candidatos com histórico duvidoso gera desconfiança na população, que se sente traída por aqueles que deveriam zelar pelo bem-estar e progresso de todos.
A crítica também se estende ao uso inadequado das redes sociais para atacar opositores ao invés de debater ideias e propostas concretas, o que reflete um esvaziamento da política em favor do personalismo e do uso de estratégias de intimidação. O que está em jogo aqui é a credibilidade das lideranças políticas e o respeito ao processo eleitoral, que deveria ser conduzido de forma ética, justa e, acima de tudo, em benefício da população.
O eleitor de Jeremoabo, como em qualquer democracia madura, espera um bom combate político, pautado em propostas e na ética. O povo quer ver debates construtivos, onde as ideias e soluções para os problemas da cidade sejam o foco, e não ataques pessoais ou práticas de intimidação. A população merece respeito, e espera que os candidatos mostrem compromisso com o desenvolvimento da cidade, apresentando projetos viáveis e um comportamento exemplar. Afinal, é através de um debate saudável e respeitoso que se constrói uma verdadeira democracia.
Por fim, o texto ressalta a responsabilidade do governador em manter uma postura republicana e democrática, ajudando a todos os candidatos, independentemente de seu partido, uma vez que sua função é governar para todos os cidadãos baianos, e não para interesses particulares ou partidários. A confiança no processo democrático só pode ser restaurada quando há uma real separação entre interesses pessoais e o compromisso com a coletividade.
A eleição municipal em Jeremoabo, Bahia, ganhou contornos dramáticos com o episódio que envolve o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fábio da Farmácia. Em um cenário político conturbado, ele parece estar enfrentando um isolamento crescente, sendo abandonado tanto pelogovernador do estado, também do PT, quanto pelo ex-governador e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, ambos figuras de destaque dentro do partido. A situação lança uma sombra sobre a viabilidade de sua candidatura e sobre o que realmente representa sua proposta de "mudança" para o município.
O Debate e o Ausente
Recentemente, a ausência do candidato Tista de Deda no debate municipal acendeu ainda mais as especulações sobre a fragilidade da campanha de Fábio da Farmácia. A questão central que emerge é: debater o quê e com quem, se o candidato que deveria representar o PT no município parece estar sem apoio das figuras mais importantes do partido no estado?
Fábio da Farmácia, atual vice-prefeito de Jeremoabo, busca se apresentar como o candidato da renovação e mudança. No entanto, ele não consegue esconder a realidade de que, mesmo dentro do seu próprio partido, há sinais claros de rejeição. Tanto o governador do estado quanto o ex-governador não demonstram apoio à sua candidatura. Essa falta de respaldo por parte das lideranças do PT levanta uma dúvida importante: como pode um candidato buscar liderar uma cidade sem o apoio dos próprios líderes que deveriam fortalecê-lo?
O Passado Compromete o Futuro
Fábio da Farmácia, ao longo da atual gestão do prefeito Deri do Paloma, esteve presente em diversas ações e atividades governamentais. Vídeos circulam pelas redes sociais mostrando sua ativa participação ao lado de Deri em obras, eventos e promessas de governo. A pergunta que os eleitores de Jeremoabo se fazem é: se ele foi parte integrante da administração atual, por que somente agora, às vésperas da eleição, ele decide se distanciar e adotar um discurso de mudança?
A rejeição ao apoio do governador e do ex-governador pode ser vista como reflexo dessa dualidade. Para as lideranças do PT, Fábio talvez não seja visto como o candidato capaz de representar uma verdadeira renovação ou de consolidar os princípios defendidos pelo partido. Ele, que nunca havia se manifestado publicamente contra a gestão de Deri, agora tenta se colocar como uma alternativa, mas carrega consigo o peso de anos de conivência e omissão.
O Peso da História e a Sabedoria Popular
Na entrevista concedida à emissora de rádio Barris, Fábio da Farmácia trouxe à tona a narrativa de que Jeremoabo tem sido comandada por duas famílias: a de Tista de Deda e a de Deri do Paloma. De fato, ambos foram eleitos democraticamente, mas a tentativa de Fábio de se distanciar dessas figuras soa contraditória quando se analisam os anos em que ele esteve ao lado do prefeito Deri. Sua participação ativa em diversas decisões e a falta de críticas públicas à administração reforçam a ideia de que sua candidatura carece de autenticidade.
Além disso, o discurso de Fábio a respeito dos problemas da cidade – como o hospital que não funciona, a educação deficiente e as estradas precárias – vem tarde demais.Como vice-prefeito, ele teve oportunidades e canais, como a Câmara Municipal e a mídia local, para se manifestar e propor soluções. Porém, sua inércia durante o mandato coloca em xeque sua capacidade de liderança e de promover as mudanças que agora promete.
A Escolha do Eleitor
O eleitorado de Jeremoabo, ciente dos acontecimentos e com acesso a informações sobre o passado e o presente das lideranças políticas da cidade, parece cada vez mais cético em relação à candidatura de Fábio da Farmácia. A rejeição do próprio partido, somada à sua participação no governo anterior sem quaisquer críticas, deixa claro que sua promessa de mudança não é convincente.
No dia 6, os eleitores de Jeremoabo farão sua escolha não apenas com base no que ouvem, mas no que viram ao longo dos últimos anos. O candidato do PT, que não conta com o apoio das lideranças estaduais e federais do próprio partido, enfrenta um desafio quase insuperável. E, como diz o ditado, "contra fatos não há argumentos". A população terá a oportunidade de decidir o futuro da cidade com base na razão e na história que cada candidato carrega consigo.
A eleição em Jeremoabo será um momento de reflexão e decisão importante, em que a população terá que escolher não apenas um nome, mas um projeto real de desenvolvimento para o município. Fábio da Farmácia, por ora, parece ser mais uma peça isolada em um tabuleiro político do que uma verdadeira liderança capaz de trazer as transformações que Jeremoabo tanto precisa.
A Queda do Candidato do PT em Jeremoabo: Isolado Pelos Próprios Aliados
O intelectual Nicolau Maquiavel tratou principalmente sobre política na obra “O príncipe”, descrevendo como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas.
Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas
"Nicolau Maquiavel, nascido na segunda metade do século XV, em Florença, na Itália, trata-se de um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento, inaugurando o pensamento político moderno. Ao escrever sua obra mais famosa, “O Príncipe”, o contexto político da Península Itálica estava conturbado, marcado por uma constante instabilidade, uma vez que eram muitas as disputas políticas pelo controle e manutenção dos domínios territoriais das cidades e estados.
Conhecer sua trajetória como figura pública e intelectual é muito importante para que as circunstâncias nas quais este pensador pensou e escreveu tal obra sejam compreendidas. Maquiavel ingressou na carreira diplomática em um período em que Florença vivia uma República após a destituição dos Médici do poder. Contudo, com a retomada dessa dinastia, Maquiavel foi exilado, momento em que se dedicou à produção de “O Príncipe”. Esta sua obra seria, na verdade, uma espécie de manual político para governantes que almejassem não apenas se manter no poder, mas ampliar suas conquistas. Em suas páginas, o governante poderia aprender como planejar e meditar sobre seus atos para manter a estabilidade do Estado, do governo, uma vez que Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para autores especializados em sua vida e obra, Nicolau Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de reaproximação do governo Médici, embora não tenha logrado êxito num primeiro momento.
Outro fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média, retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o homem como medida de todas as coisas) presente outrora no pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”, como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma realeza detentora da coroa. É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades necessárias, isto é, da virtú, poderia garantir a estabilidade e defesa de sua cidade contra outras vizinhas."
"Dessa forma, considerando esse cenário, Maquiavel produziu sua obra com vistas à questão da legitimidade e exercício do poder pelo governante, pelo príncipe. A legitimação do poder seria algo fundamental para a questão da conquista e preservação do Estado, cabendo ao bom rei (ou bom príncipe) ser dotado de virtú e fortuna, sabendo como bem articulá-las. Enquanto a virtú dizia respeito às habilidades ou virtudes necessárias ao governante, a fortuna tratava-se da sorte, do acaso, da condição dada pelas circunstâncias da vida. Para Maquiavel “...quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aos tempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos.” (MAQUIAVEL, 2002, p. 264). Conforme afirma Francisco Welffort (2001) sobre Maquiavel, “a atividade política, tal como arquitetara, era uma prática do homem livre de freios extraterrenos, do homem sujeito da história. Esta prática exigia virtú, o domínio sobre a fortuna”. (WELFFORT, 2001, p. 21).
Contudo, a forma como a virtú seria colocada em prática em nome do bom governo deveria passar ao largo dos valores cristãos, da moral social vigente, dada a incompatibilidade entre esses valores e a política segundo Maquiavel. Para Maquiavel, “não cabe nesta imagem a ideia da virtude cristã que prega uma bondade angelical alcançada pela libertação das tentações terrenas, sempre à espera de recompensas no céu. Ao contrário, o poder, a honra e a glória, típicas tentações mundanas, são bens perseguidos e valorizados. O homem de virtú pode consegui-los e por eles luta” (WELFFORT, 2006, pg. 22). Assim, essa interpretação maquiaveliana da esfera política foi que permitiu surgir ideia de que “os fins justificam os meios”, embora não se possa atribuir literalmente essa frase a Maquiavel. Além disso, fez surgir no imaginário e no senso comum a ideia de que Maquiavel seria alguém articuloso e sem escrúpulo, dando origem à expressão “maquiavélico” para designar algo ou alguém dotado de certa maldade, frio e calculista.
Maquiavel não era imoral (embora seu livro tenha sido proibido pela Igreja), mas colocava a ação política (construída pela soma da virtú e da fortuna) em primeiro plano, como uma área de ação autônoma levando a um rompimento com a moral social. A conduta moral e a ideia de virtude como valor para bem viver na sociedade não poderiam ser limitadores da prática política. O que se deve pensar é que o objetivo maior da política seria manter a estabilidade social e do governo a todo custo, uma vez que o contexto europeu era de guerras e disputas. Nas palavras de Welffort (2001), Maquiavel é incisivo: há vícios que são virtudes, não devendo temer o príncipe que deseje se manter no poder, nem esconder seus defeitos, se isso for indispensável para salvar o Estado. “Um príncipe não deve, portanto, importar-se por ser considerado cruel se isso for necessário para manter os seus súditos unidos e com fé. Com raras exceções, um príncipe tido como cruel é mais piedoso do que os que por muita clemência deixam acontecer desordens que podem resultar em assassinatos e rapinagem, porque essas consequências prejudicam todo um povo, ao passo que as execuções que provêm desse príncipe ofendem apenas alguns indivíduos” (MAQUIAVEL, 2002, p. 208). Dessa forma, a soberania do príncipe dependeria de sua prudência e coragem para romper com a conduta social vigente, a qual seria incapaz de mudar a natureza dos defeitos humanos.
Assim, a originalidade de Maquiavel estaria em grande parte na forma como lidou com essa questão moral e política, trazendo uma outra visão ao exercício do poder outrora sacralizado por valores defendidos pela Igreja. Considerado um dos pais da Ciência Política, sua obra, já no século XVI, tratava de questões que ainda hoje se fazem importantes, a exemplo da legitimação do poder, principalmente se considerarmos as características do solo arenoso que é a vida política.
Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola"
Veja mais sobre "Maquiavel e a autonomia da política" em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/ciencia-politica-maquiavel.htm
A guerra não poupa inocentes, mulheres ou crianças
Pedro do Coutto
O conflito no Oriente Médio está assumindo um caráter de catástrofe diante da pressão e do temor da ofensiva de Israel. Cerca de 100 mil pessoas, 80% delas sírias, fugiram do Líbano para a Síria devido aos ataques israelenses, número que dobrou em dois dias. A reversão desse fluxo, uma vez que a Síria enfrenta uma guerra civil há 13 anos que já deslocou mais de 12 milhões de pessoas, expõe o desespero dessas pessoas à medida que o conflito entre Israel e o Hezbollah se intensifica, com a morte do líder do movimento xiita, Hassan Nasrallah, na última sexta-feira, marcando uma escalada sem precedentes.
Até sexta-feira, 30 mil pessoas haviam cruzado para a Síria, de acordo com a agência da ONU. A maioria são mulheres e crianças. As pessoas em fuga fogem dos bombardeios e chegam à Síria exaustas, traumatizadas e precisando desesperadamente de ajuda. Israel ampliou seus ataques nos últimos dias para incluir o Líbano e a Faixa de Gaza, tendo como alvo o Hezbollah, aliado regional do Irã.
REDUTO – Na sexta-feira, um ataque israelense contra a região sul de Beirute, um dos redutos do Hezbollah, matou Nasrallah. O bombardeio atingiu prédios residenciais sob os quais funcionava o quartel-general do movimento xiita. Foram mais de 80 bombas em poucos minutos, segundo informou o New York Times. O corpo de Nasrallah foi recuperado no domingo.
Os ataques israelenses tampouco pouparam civis e na última semana os bombardeios mataram mais de 700 pessoas no Líbano, incluindo 14 paramédicos em um período de dois dias, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano. Nesta segunda, um ataque de drone atingiu um prédio no centro de Beirute, com um grupo armado palestino dizendo que havia matado três de seus membros. O Ministério da Saúde libanês também relatou o ataque, o primeiro no centro da capital libanesa, dizendo que matou quatro pessoas e feriu outras quatro.
Uma situação de pânico que está abalando a humanidade. Israel, segundo Netanyahu, dará sequência aos bombardeiros. O mundo, mais uma vez, corre o risco de um conflito generalizado, pois o Irã anuncia apoio ao Hezbollah, o que causará uma nova etapa da guerra que poderá ocorrer. O risco já se estende pelo Oriente Médio e não dá sinais de que os conflitos possam ser suscitados pela intervenção das grandes potências. Netanyahu rejeitou as propostas dos Estados Unidos de uma trégua na região. A humanidade se curva diante da ignorância e a violência de mais uma guerra.