domingo, março 03, 2024

Lava Jato faz 10 anos; relembre personagens, polêmicas e episódios

 


Por Felipe Bätchtold | Folhapress

Lava Jato faz 10 anos; relembre personagens, polêmicas e episódios
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Dez anos depois da deflagração de sua primeira fase, a Operação Lava Jato permanece no debate político do país, com desdobramentos ainda em andamento no Judiciário e discussões sobre medidas tomadas no auge das investigações.
 

Só em Curitiba, foram 81 fases deflagradas até 2021, ano em que a força-tarefa de procuradores na operação foi encerrada. As investigações miraram políticos, operadores financeiros, ex-executivos de estatais e empresários e geraram uma série de acordos de colaboração e de devolução de recursos.
 

Relembre personagens, episódios e controvérsias da Lava Jato desde a primeira etapa, em 17 de março de 2014.
 

5 alvos
 

Lula (PT)
 

Principal liderança política do país, o hoje presidente foi réu em quatro processos no Paraná e ficou 580 dias preso em Curitiba após a sentença do caso tríplex, mas acabou vencendo a eleição de 2022
 

Eduardo Cunha (ex-MDB)
 

A Lava Jato foi crucial para tirá-lo da presidência da Câmara, em 2016, em meio à revelação de que tinha conta no exterior. Ficou três anos e meio preso no Paraná
 

Michel Temer (MDB)
 

O emedebista foi preso em 2019 em ação da força-tarefa do Rio de Janeiro dois meses após deixar a Presidência. Acabou detido por poucos dias e posteriormente conseguiu uma sequência de vitórias judiciais
 

Fernando Collor
 

O ex-presidente foi condenado no STF em 2023 em ação derivada da operação sobre pagamentos da empreiteira UTC e aguarda recursos em liberdade
 

Sérgio Cabral (ex-MDB)
 

O ex-governador foi o principal réu do braço da operação no Rio de Janeiro. Ficou seis anos preso e foi condenado a centenas de anos de prisão. Ainda ficha-suja, diz hoje que quer voltar a concorrer
 

5 autoridades
 

Sergio Moro
 

Titular da Vara Federal de Curitiba responsável pela operação, se tornou o principal símbolo da Lava Jato. Foi ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e hoje é senador pela União Brasil-PR, ameaçado de cassação na Justiça Eleitoral
 

Deltan Dallagnol
 

Foi chefe da força-tarefa do Ministério Público na operação e se tornou a mais conhecida face dos procuradores. Em 2016, produziu um controverso PowerPoint sobre suspeitas contra Lula, pelo qual foi alvo de ação de indenização por danos morais. Eleito deputado federal em 2022, foi cassado na Justiça Eleitoral por alegada violação à Lei da Ficha Limpa
 

Teori Zavascki
 

O ministro do STF foi o primeiro relator da operação e adotou posição em geral favorável às decisões de Curitiba. Morreu em acidente aéreo em 2017
 

Marcelo Bretas
 

Juiz responsável pelo braço da Lava Jato no Rio de Janeiro, protagonizou embates em audiências com o ex-governador Cabral. Está afastado do posto por decisão do Conselho Nacional de Justiça
 

Newton Ishii
 

Conhecido como Japonês da Federal, era agente da PF do Paraná e ficou conhecido por escoltar presos da operação nas inúmeras fases deflagradas a partir de 2014
 

5 fases
 

A primeira
 

Em 17 de março de 2014, a PF foi às ruas contra uma rede de doleiros a partir de ordem do então desconhecido juiz Sergio Moro. O principal alvo era Alberto Youssef, que já tinha sido preso no escândalo do Banestado, nos anos 2000
 

Juízo Final
 

Em novembro de 2014, a Lava Jato mudou de patamar ao prender chefes de grandes empreiteiras, como a OAS, Camargo Corrêa e UTC
 

Erga Omnes
 

Em junho de 2015, a PF prendeu Marcelo Odebrecht, que era presidente da principal construtora do país, além de chefes da Andrade Gutierrez, ampliando o alcance de suas ações
 

Pixuleco
 

Em agosto de 2015, foi preso José Dirceu, ex-braço direito de Lula e suspeito de receber suborno em contratos públicos. O nome da fase se referia a um suposto apelido de propina
 

Aletheia
 

Em março de 2016, Lula foi levado para depor e sofreu buscas, incendiando o clima político no país, já às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff
 

5 delatores
 

Paulo Roberto Costa
 

Preso, o ex-diretor da Petrobras foi o primeiro delator da Lava Jato, em 2014. O acordo dele precipitou uma série de outras delações e investigações. Costa morreu em 2022
 

Delcídio do Amaral
 

Primeiro senador a ser preso no exercício do mandato, ele firmou acordo de colaboração meses depois, em 2016. A delação causou alvoroço em Brasília em 2016, agravando a crise no final do governo Dilma
 

Sérgio Machado
 

O ex-senador pelo PSDB e ex-presidente da estatal Transpetro gravou em 2016 políticos, como o ex-presidente José Sarney e o então senador Romero Jucá, que disse que era preciso "estancar a sangria" da operação
 

Marcelo Odebrecht
 

A prisão do principal empresário alvo da Lava Jato acabou levando o grupo empresarial a fechar o principal acordo de colaboração da operação, firmado em 2016 com autoridades dos Estados Unidos e da Suíça
 

Antônio Palocci
 

O ex-ministro disse em depoimento que Lula havia feito um 'pacto de sangue' com a empreiteira Odebrecht. Posteriormente sua delação gerou poucos desdobramentos concretos no Judiciário
 

5 polêmicas
 

Grampos na cela
 

Investigação apontou que a cela onde ficava Alberto Youssef na sede da PF no Paraná tinha escutas ilegais. A defesa do doleiro hoje cita o episódio em tentativa de rever o acordo de colaboração que foi firmado há quase dez anos
 

Áudios de Dilma
 

Em março de 2016, Moro tirou o sigilo de telefonemas interceptados da então presidente com Lula, inflando protestos de rua e o cenário pró-impeachment
 

Risadas com Aécio
 

Em 2016, Moro foi fotografado pela Folha em evento confraternizando com o tucano Aécio Neves, à época principal adversário do PT
 

Dinheiro para fundação
 

Em 2019, foi barrada no STF tentativa de criar uma fundação privada com recursos de uma indenização negociada pela Petrobras nos Estados Unidos. No plano dos procuradores, essa entidade administraria um fundo com metade dos R$ 2,5 bilhões pagos
 

Delação de Palocci
 

Moro tirou o sigilo de depoimentos do ex-ministro com acusações ao PT faltando menos de uma semana para a eleição presidencial de 2018
 

5 descobertas
 

Patrimônio milionário de ex-executivos da Petrobras
 

Entre outros casos, o delator e ex-gerente Pedro Barusco se comprometeu a devolver US$ 97 milhões em 2014. Em acordos de cooperação internacional, dados de ex-diretores da estatal também foram encaminhados ao Brasil, e os recursos foram bloqueados
 

Sítio frequentado por Lula
 

A investigação em 2015 chegou a uma propriedade rural que era frequentada pelo petista em Atibaia (SP). Em 2016, reportagem da Folha mostrou que benfeitorias tinham sido pagas pela Odebrecht
 

As listas da Odebrecht
 

Executivos da empreiteira guardavam relação de centenas de pagamentos atribuindo apelidos a políticos em sua contabilidade de caixa dois e de doações oficiais
 

Dinheiro de Eduardo Cunha na Suíça
 

Em 2015, uma cooperação com o país europeu apontou que o então presidente da Câmara dos Deputados mantinha em um banco US$ 2,4 milhões que não tinha declarado no Brasil
 

Movimentação de Queiroz
 

Foi em um desdobramento da Lava Jato fluminense que se chegou à investigação de "rachadinha" no antigo gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia do Rio. A apuração envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz foi uma das principais dores de cabeça do governo Bolsonaro
 

5 métodos
 

Prisões preventivas
 

Só em Curitiba foram expedidos ao menos 132 mandados de prisão preventiva (sem prazo e antes de julgamento). Detenções que se alongavam por meses e que eram mantidas nas cortes superiores acabavam levando os acusados a ver nos acordos de colaboração a única saída da cadeia
 

Sequência de delações
 

Os acordos de colaboração premiada foram um dos pilares da Lava Jato, sem os quais as investigações não teriam chegado tão longe. As revelações trazidas por delatores acabaram estimulando outros suspeitos envolvidos a também colaborar, criando um efeito dominó
 

Foco na comunicação
 

Procuradores da operação tinham uma notória preocupação em obter apoio da opinião pública para a continuidade das investigações. Entrevistas coletivas e detalhamento das descobertas por meio da publicidade dos processos ajudavam nessa meta
 

Concentração de casos
 

Os processos e inquéritos da Lava Jato tramitavam no início exclusivamente nas mãos do então juiz Moro, sob alegação de que os casos estavam interligados. Gradualmente, instâncias superiores reviram essa prática, criticada pelas defesas e apelidada de "juízo universal de Curitiba"
 

Conduções coercitivas
 

A prática de levar suspeitos para depor de maneira obrigatória foi usada centenas de vezes na operação, inclusive contra Lula, em 2016, até que o STF declarou esse tipo de ação ilegal, caso o alvo não tenha sido intimado para ser ouvido anteriormente
 

5 fases de derrocada
 

Saída de Moro
 

Em 2018, a iniciativa de Moro de sair da magistratura para virar ministro de Jair Bolsonaro comprometeu a credibilidade da operação e virou até motivo para a anulação de suas decisões, em 2021
 

Envio de casos para a Justiça Eleitoral
 

Em março de 2019, o STF decidiu que casos da Lava Jato relacionados a caixa de campanha deveriam tramitar na Justiça Eleitoral, não na Justiça Federal. A medida provocou a anulação de uma série de sentenças que já tinham sido expedidas
 

Vaza Jato
 

Em junho de 2019, o site The Intercept Brasil começou a divulgar diálogos de procuradores e de Moro no aplicativo Telegram. As conversas mostravam proximidade entre juiz e acusação e impulsionaram a reversão de antigas decisões no Judiciário
 

Soltura de Lula
 

Lula deixou a cadeia em novembro de 2019, depois que o STF passou a barrar a prisão de condenados que tivessem recursos pendentes no Judiciário. O novo entendimento foi um dos principais reveses da operação
 

Fim das forças-tarefas
 

Em fevereiro de 2021, a Procuradoria-Geral da República encerrou as forças-tarefas criadas exclusivamente para cuidar dos casos da operação no Paraná, no Rio e em São Paulo, em um símbolo do ocaso da investigação
 

5 opositores
 

Cristiano Zanin
 

À época desconhecido, o advogado de Lula insistia no enfrentamento com as autoridades da Lava Jato e sofreu derrotas em série nos primeiros anos da operação. Posteriormente conseguiu a anulação de casos
 

Gilmar Mendes
 

O ministro do STF inicialmente adotou tom elogioso e deu aval para causas da operação, mas virou um dos mais ácidos críticos da Lava Jato a partir de 2016
 

Augusto Aras
 

O procurador-geral indicado por Bolsonaro em 2019 reclamava do poder das forças-tarefas do MPF, extintas em sua gestão, e fez várias críticas públicas ao lava-jatismo
 

Prerrogativas
 

Reunidos em um grupo de WhatsApp, advogados críticos à Lava Jato passaram a se mobilizar contra a operação, a ponto de se tornarem posteriormente uma força com peso no governo Lula
 

Renan Calheiros
 

O senador do MDB-AL foi alvo da operação em uma série de inquéritos e posteriormente foi um dos artífices da Lei de Abuso de Autoridade, uma das principais reações políticas à Lava Jato
 

5 confusões
 

Cantoria na CPI
 

Primeira presa na Lava Jato, a doleira Nelma Kodama provocou críticas em sessão de uma CPI sobre a Petrobras em 2015 ao cantar a música "Amada Amante", de Roberto Carlos, para responder a uma pergunta sobre sua ligação com o doleiro Alberto Youssef
 

Ratos na Câmara
 

Também em CPI, em 2015, um assessor parlamentar protestou soltando roedores na sala do Congresso usada para depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari
 

Prisão de Lula
 

Após Moro decretar a prisão de Lula, em 2018, o petista foi para a sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP), e apoiadores cercaram o prédio, impedindo que ele saísse. Após tumultos, ele só deixou o local dois dias depois para se entregar à PF
 

Prende e solta
 

Em julho de 2018, Lula cumpria pena em Curitiba e obteve um habeas corpus expedido por um juiz plantonista. Moro entrou em ação para evitar a soltura, em imbróglio que gerou uma guerra de decisões na segunda instância da Justiça Federal. O petista acabou não deixando a cadeia naquele dia
 

Juiz anti-Lava Jato
 

Em 2023, com a operação já em franca decadência, o juiz federal Eduardo Appio assumiu a titularidade dos casos em Curitiba e despachou uma série de medidas revendo antigas decisões tomadas. Ele foi alvo meses depois de um procedimento disciplinar por causa de um telefonema para o filho de um magistrado e acabou deixando a Vara Federal
 

 

Em vez de refutar a metáfora e defender seus aliados, Deri a confirma, dizendo que são essas "hienas" que fazem o governo andar.

 


Mais uma mensengem concernente ao entrevista do prefeito Deri, sinal que o povo de Jeremoabo dessa vez está atendo aos acontecimentos politicos.

"Rapaz... Fiquei sabendo de outra pérola do primo... Das Dores chamou os puxa de Deri de ienas.. e Deri, ao invés de defender esses coitados, dizendo que não o são, que são profissionais e que mereciam respeito, fez foi confirmar, afirmando que são essas hienas que fazem o governo andar kkk" (Ipsis litteris)

O comentário sobre o prefeito Deri se referir aos seus "puxa" como hienas é um assunto interessante e com diversas camadas a serem exploradas.

Primeiro, a metáfora:

A hiena é um animal comumente associado a características negativas como a covardia, a ganância e a falta de escrúpulos. Ao usar essa metáfora, Das Dores está imputando aos "puxa" de Deri essas mesmas características, sugerindo que eles são indivíduos que se aproveitam da posição do prefeito para obter benefícios próprios, sem se importar com o bem-estar da população.

A resposta de Deri:

Em vez de refutar a metáfora e defender seus aliados, Deri a confirma, dizendo que são essas "hienas" que fazem o governo andar. Essa resposta pode ser interpretada de diversas maneiras:

  • Concordância: Deri pode estar concordando com a caracterização negativa dos "puxa" e assumindo que a utilização de métodos questionáveis é necessária para que o governo funcione.
  • Ironia: É possível que Deri esteja usando a ironia para satirizar a visão de Das Dores e seus próprios métodos de governar.
  • Descaso: A resposta de Deri pode ser interpretada como um sinal de descaso com a opinião pública e com as críticas direcionadas aos seus aliados.

Implicações:

A escolha de Deri em confirmar a metáfora das hienas pode ter diversas implicações:

  • Reputação: A imagem do prefeito e de seu governo pode ser prejudicada pela associação com características negativas como a covardia e a ganância.
  • Coesão: A resposta de Deri pode gerar divisão entre seus aliados, aqueles que se sentem ofendidos pela comparação com hienas e aqueles que se identificam com a descrição.
  • Mobilização: A situação pode mobilizar a população contra o governo, aumentando a insatisfação e o desejo de mudança.

Conclusão:

O comentário sobre os "puxa" de Deri como hienas é um assunto complexo que pode ser interpretado de diferentes maneiras. As implicações desse episódio ainda estão por se desenrolar, mas é certo que ele terá um impacto na imagem do prefeito e na coesão de seu governo.


Publicadas resoluções do TSE com regras para as Eleições 2024

em 3 mar, 2024 8:33

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As resoluções que regerão as Eleições Municipais de 2024 foram publicadas, na última sexta-feira (1º), no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As 12 normas, aprovadas pela Corte nesta terça-feira (27), fixam as regras do pleito, previsto para o dia 6 de outubro (1º turno).

Os textos servem de diretrizes para candidatas, candidatos, partidos políticos e o eleitorado que vai às urnas escolher novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos.

Confira, no Portal do TSE, todas as 12 resoluções que regerão as Eleições 2024.

Relatadas pela vice-presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, as resoluções foram elaboradas a partir das normas-base, publicadas em anos anteriores. As alterações, pontuais, decorreram da necessidade de atualização e foram feitas após ouvir as sugestões dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), de partidos políticos, de cidadãos, de universidades e de entidades da sociedade civil em audiências públicas, realizadas em janeiro.

Conforme explicou a relatora, as resoluções das eleições buscam dar exequibilidade e efetividade aos fins postos no sistema constitucional e na legislação de regência, “com absoluta deferência e respeito aos comandos do Poder Legislativo”. “O papel da Justiça Eleitoral com as resoluções é apenas desdobrar o que está posto na Constituição e nas leis”, ressaltou a ministra Cármen Lúcia, na sessão de terça.

Fonte: TSE

INFONET

 

Governo quer retaliar aliados que assinaram o impeachment de Lula

Publicado em 2 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Padilha pretende recuperar desenho original de R$ 11 bi para emendas de comissão | Política | Valor Econômico

Ministro Padilha tentou passar um paninho na situação

Bruno Boghossian
Folha

O governo anunciou que vai dedicar energia à caça de animais raros, talvez folclóricos. O líder de Lula na Câmara, José Guimarães, avisou a partidos da base aliada que o Planalto vai tirar cargos e verbas de deputados que assinaram um pedido de impeachment apresentado por políticos bolsonaristas contra o petista.

Se o governo abriu espaço em sua máquina para algum parlamentar interessado em derrubar o presidente ou disposto a embarcar num factoide da oposição, deveria corrigir em silêncio a própria lambança. É mais provável que Guimarães tenha tentado inventar uma espécie exótica de inimigo e, no fim das contas, fabricado apenas uma trapalhada.

ALIADOS DA BASE – O pedido de impeachment contra Lula por suas declarações sobre Israel tem as assinaturas de um punhado de deputados de partidos que integram a base de Lula. A lista de 139 nomes explica muita coisa sobre as condições em que o governo opera politicamente e não revela nada sobre aqueles parlamentares.

O União Brasil tem três ministérios e uma salada de deputados em suas fileiras. O governo não vai encontrar em seus cargos nenhum afilhado de Kim Kataguiri ou Rosângela Moro. Já deputados do PSD catarinense ganham mais exibindo nas redes suas assinaturas no pedido de impeachment do que ao lado de Lula.

O jogo de Guimarães não foi combinado com o Planalto. O ministro Alexandre Padilha mal conseguiu passar pano para a barbeiragem.

ALGO BIZARRO – Padilha disse que seria “muito estranho” e “muito inesperado” encontrar algum signatário do impeachment com cargos no governo. “Algo bizarro”, resumiu.

O risco de impeachment é zero. O governo poderia trabalhar discretamente para desidratar o pedido e aproveitar a nominata para fisgar um ou outro deputado permeável às regalias do poder.

Pode ser que alguém encontre um traidor na lista do impeachment. Fará pouca diferença para Planalto e oposição. O único efeito da ameaça é transportar um assunto da Terra plana bolsonarista para as relações políticas do governo no mundo real.


“Temo parcialidade; o Supremo tem julgado com viés político”, diz Zema

 

Zema reclama de ''má vontade enorme'' do Governo Federal - Folha PE

Romeu Zema elogia a gestão de Bolsonaro e critica Lula

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), afirma que é favorável a todas as investigações, mas teme que o Judiciário brasileiro atue de forma parcial na apuração da Polícia Federal que busca desvendar uma tentativa de golpe de Estado que teria sido orquestrada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. O inquérito está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Eu sempre falo que quem não deve, não teme. Eu só temo que possa haver alguma parcialidade. Aí é que está a questão. A Justiça no Brasil, no meu entender, tem demonstrado que, muitas vezes, tem julgado de acordo com interesses políticos e não de acordo com a lei. E isso me parece que ficou bastante acentuado nesses últimos catorze meses”, disse Zema.

NA GESTÃO LULA – O período citado pelo governador mineiro coincide com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os atos golpistas do 8 de Janeiro.

Zema criticou o governo petista por, segundo ele, gastar mais do que arrecada, enquanto defendeu o governo Bolsonaro, citando o acordo para a expansão do metrô de Belo Horizonte (MG), uma queda na criminalidade e medidas que proporcionam, na visão dele, o atual crescimento econômico do país.

O governador, ressalva, porém, que o ex-presidente “teve dificuldades’ na pandemia. Antes, justificou sua ida ao ato do dia 26 na Avenida Paulista. “Eu tinha diversos outros compromissos em São Paulo e eu julguei que seria altamente positivo estar junto com o presidente que levou grandes melhorias para Minas Gerais”, respondeu Zema ao ser questionado sobre o motivo de ter comparecido à manifestação em apoio a Bolsonaro.

Resposta a padilha – O chefe do Executivo mineiro disparou contra o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). Em evento realizado em Belo Horizonte na quinta-feira, o ministro elogiou a atuação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na renegociação da dívida de Minas Gerais, mas criticou Zema sem citá-lo nominalmente. “Tem muita gente que fala, mas não resolve, não apresenta soluções”, declarou Padilha.

Para rebater o ministro, o governador relembrou a gestão de Fernando Pimentel (PT), seu antecessor. Disse que o governo do petista foi marcado por atrasos salariais e nos repasses constitucionais da arrecadação com impostos para os municípios.

”Eu acho que ele [Padilha] não deve ir a Minas já há dez anos ou mais”, ironizou Zema.

Aguarda-se, ansiosamente, o vazamento das revelações do general Freire Gomes

Publicado em 3 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Análise: Motim no Ceará selou perfil legalista de Freire Gomes | Política |  Valor Econômico

Gomes é a nova versão do “O Homem que Sabia Demais”

Carlos Newton

O suspense é insuportável. Ninguém aguenta mais esperar o vazamento das revelações feitas pelo general Freire Gomes, que comandou o Exército no final do mandato do presidente Jair Bolsonaro, sobre as articulações para desfechar o golpe de estado que não houve, na transição do governo para Lula da Silva.

É sempre bom assinalar que não houve golpe, sequer tentativa – até agora somente está evidenciado o planejamento. Esta ressalva é da máxima importância juridicamente, porque no Brasil e no mundo civilizado não é considerado crime quando não existiu pelo menos a tentativa. O simples ato de planejar não é criminalmente punível.

SEM VAZAMENTO – Ainda não houve vazamentos sobre o interrogatório do ex-comandante do Exército, mas circula uma informação que o diferencia de outros militares que integravam o núcleo duro do governo Bolsonaro, porque o general Freire Gomes respondeu a todas as perguntas, enquanto Braga Netto e Augusto Heleno mal balbuciaram seus nomes.

Também respondeu as perguntas o general Estevam Theóphilo, que à época era da ativa, com quatro estrelas e integrante do Alto Comando do Exército. O oficial afirmou que jamais apoiou o golpe, desmentindo o que fora revelado em delação pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Theóphilo disse também que ter obedecido a uma ordem de Freire Gomes, quando foi ao Palácio da Alvorada reunir-se com Bolsonaro em dezembro de 2022.

OUTRAS VERSÕES – A afirmação do general Theóphilo abriu a possibilidade de ele ter se infiltrado na cúpula do governo passado, para ajudar o comandante Freire Gomes a evitar o golpe.

Outra versão indicaria que os dois seriam favoráveis ao golpe, mas na reta final foram dissuadidos pelo Alto Comando do Exército e receberam ordem para respeitar o resultado das urnas.

São muitas dúvidas que o depoimento do general Freire Gomes pode ter começado a esclarecer nesta sexta-feira. Se falou a verdade, continuará na situação de testemunha. Porém, se mentiu, passará à condição de investigado.

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P.S. – De toda forma, Freire Gomes é a nova versão do personagem de Alfred Hitchcock em “O Homem que Sabia Demais”. E o filme esta começando agora. (C.N.)

 

Com aumento de 400% na gasolina, Cuba é um pais sem o menor futuro


Do lado esquerdo para o direito uma mão colorida em cores marrom e amarelo segura uma pistola verde de bomba de gasolina. Do bico da pistola cai uma gota alaranjada.

Ilustração de Bruna Barros (Folha)

Mario Sergio Conti
Folha

Frei Betto voltou de Havana na terça-feira passada. Estava alarmado. Conversou com o presidente Miguel Díaz-Canel, dirigentes do Partido Comunista, intelectuais, gente do povo. “Nunca vi Cuba numa situação tão difícil quanto hoje”, ele me disse.

Em mais de quatro décadas, Betto esteve em Cuba uma centena de vezes. Era próximo de Fidel Castro, a quem entrevistou durante dias para escrever “Fidel e a Religião”. Fala com líderes cubanos de igual para igual.

FALTA COMIDA – Hoje, colabora em Havana com a FAO, a agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura. Vai lá várias vezes ao ano. Procura incrementar a produção de alimentos em Cuba, que importa 80% da sua comida.

Com perspectiva histórica e vivência do cotidiano, o frade sustenta que nem no período especial, a virulenta crise que se seguiu à liquidação da União Soviética, Cuba esteve tão emparedada e sem perspectivas. “É desesperador. Ninguém em Havana aponta saídas”, diz.

Cuba vive diversas crises simultâneas. Elas têm como motor o bloqueio econômico, decretado pelos Estados Unidos há 63 anos. Ele foi afrouxado por Barack Obama, mas Donald Trump voltou a enrijecê-lo, e acrescentou 243 novas sanções.

BIDEN MANTEVE – E o que fez Joe Biden? O bom velhinho manteve as sanções de Trump, até a que cataloga Cuba como centro terrorista, o que a impede de recorrer ao sistema bancário.

Veio a peste e o governo fez o contrário de Jair Bolsonaro: produziu cinco vacinas, aplicou-as e protegeu a população. Mas a Covid paralisou a atividade econômica que garantia a entrada de divisas, o turismo.

Ele não voltou nem à metade do nível anterior, de 4,2 milhões de turistas ao ano, já que uma sanção de Trump-Biden proíbe voos regulares dos Estados Unidos para Cuba. Republicana ou democrata, a Casa Branca não dá moleza. Quer que os cubanos se explodam.

DINHEIRO DE FORA – A letargia do turismo, que contamina toda a economia, teve como dano colateral a maior vaga migratória da sua história: 200 mil cubanos foram embora. São jovens que vão para a Nicarágua. Dali, tentam ir aos Estados Unidos, onde têm conhecidos, ou à Espanha, país rico em que falam a língua.

O Partido Comunista, que impedia a emigração com mão de ferro, passou a incentivá-la veladamente. Porque é expressivo, para não dizer vital, o dinheiro enviado pelos jovens que se foram aos velhos que ficaram na ilha.

Não há mais o internacionalismo à la Fidel, que atiçou focos guerrilheiros na América Latina; eles goraram e o saldo foi a morte de rebeldes aos magotes. A solidariedade castrista também enviou tropas anticoloniais à África; elas venceram, mas com a vitória vicejou a casta de exploradores autóctones.

PAISAGEM TÉTRICA – Em vez de revolução, Cuba agora exporta charutos. Em vez do petróleo venezuelano, depende do iraniano. Grandes produtores, a Rússia e a Ucrânia, vendiam-lhe fertilizantes, mas a guerra entre os dois conturbou o comércio.

Sobre essa paisagem tétrica paira a crise climática. Ela irrompeu na forma de ciclones e dilúvios que desalojaram milhares e abateram uma infraestrutura já precária. Depois das desgraças, longas secas quebraram as safras de cana e trigo.

Frei Betto percebeu o desassossego nas ruas. Segundo ele, o que se escuta, continuamente, é a frase “com Fidel as coisas não estariam tão ruins”. São outros quinhentos se a aguda aflição —causada pela carestia, inflação de 30% ao ano e desemprego— irá virar contestação aberta.

HOUVE PROTESTOS – Em julho de 2021, explodiram protestos espontâneos. O governo respondeu com repressão policial, ao mesmo tempo em que próceres do regime iam às demonstrações explicar os motivos da crise, pondo ênfase no embargo americano. A agitação arrefeceu.

No momento, o governo ensaia duas medidas. O presidente Díaz-Canel se dispôs a ir a cada um dos 169 municípios cubanos. Quer dialogar com anônimos e se explicar.

Como conversa e esclarecimentos não põem comida na mesa, a iniciativa é superficial.

AUMENTO DA GASOLINA – Outra providência, essa de efeitos incomensuráveis, é o aumento da gasolina em mais de 400%. Passará de 20 centavos de dólar para US$ 1,30, cerca de R$ 6,40, o litro. É uma paulada que decuplicará todos os preços. Se o tarifaço fosse no Brasil, como você reagiria?

O aumento estava previsto para entrar em vigor há um mês. A insatisfação, surda mas persistente, obrigou o governo a adiá-lo. Depois de muitas idas e vindas, decidiu-se que o hiperaumento começaria neste 1º de março.

Mas há dúvidas se será mesmo mantido. E, em caso positivo, ignora-se qual será a reação dos cubanos. Crise é isso: não saber o que acontecerá amanhã.

sábado, março 02, 2024

"A política ama a traição, mas abomina o traidor" Brizola


                              Foto Divulgação - DJ Aildo

 Tentarei comentar essa mensagem recebida agora  a noite:

"  Dedé, embora haja vários comentários sobre a debandada no grupo do prefeito, até o momento não vi nada de concreto. Não acho impossível que aconteça, mas pode ser um tiro no pé dos que partirem, considerando que o prefeito conhece todos os cabos eleitorais de cada um deles, devendo investir neles para derrubar os dissidentes; por outro lado, não sei até onde o pré-candidato Fábio bancará essa aposta, mas uma coisa é certa, tudo isso tende a favorecer a candidatura de Tista de Deda. Posso estar enganado, mas as possíveis migrações do grupo de Tista para Fábio não terá valor numérico expressivo, considerando que Fábio quando pode, nada fez. Quanto ao prefeito, caminha em razão da arrogância, para repetir a derrota de 2008, enquanto que Fábio, mesmo tendo que se virar nos 30, eu não vejo como ir além do 3 colocado." (ipsis litteris)

Nota da redação deste Blog -  Comentário sobre a Mensagem Recebida

Introdução:

A mensagem recebida aborda a debandada de vereadores do grupo do prefeito Deri do Paloma para o grupo do pré-candidato Fábio da Farmácia. A mensagem também analisa as chances de cada candidato nas próximas eleições.

Análise da Mensagem:

  • Debandada no Grupo do Prefeito: A mensagem reconhece a existência de comentários sobre a debandada, mas não apresenta nenhuma prova concreta. É importante verificar a veracidade dos rumores antes de tirar conclusões precipitadas.
  • Possíveis Motivações: A mensagem sugere que a debandada pode ser motivada por diversos fatores, como a insatisfação com o prefeito, a busca por melhores oportunidades ou o interesse em apoiar um candidato com maiores chances de vitória.
  • Riscos para os Dissidentes: A mensagem alerta para os riscos que os vereadores dissidentes podem enfrentar, como a retaliação do prefeito e a dificuldade em se reelegerem.
  • Chances de Fábio da Farmácia: A mensagem avalia que Fábio da Farmácia pode se beneficiar da debandada, mas que seu sucesso dependerá do apoio que conseguirá mobilizar e da capacidade de superar seus pontos fracos.
  • Fortalecimento da Candidatura de Tista de Deda: A mensagem sugere que a debandada pode fortalecer a candidatura de Tista de Deda, que se apresenta como uma alternativa aos outros candidatos.
  • Críticas aos Vereadores: A mensagem critica os vereadores que migraram para o grupo de Fábio da Farmácia, chamando-os de dissimulados e ingratos.
  • Sugestão ao Prefeito: A mensagem sugere que o prefeito Deri do Paloma siga os ensinamentos de Santo Agostinho e aprenda com as críticas para se fortalecer como líder.

Conclusão:

A mensagem oferece uma análise interessante da situação política em Jeremoabo, mas é importante ter em mente que se trata apenas de uma perspectiva. É necessário acompanhar os próximos acontecimentos para confirmar as previsões e avaliar o impacto da debandada no cenário eleitoral.

  • É importante ter em mente que este é apenas um comentário sobre a mensagem recebida.
  • A análise da situação política em Jeremoabo é complexa e multifacetada.
Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido.” Mateus 10:26.

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