sábado, fevereiro 03, 2024

A exposição do caso D. Luzinete supostamente obrigou o prefeito de Coronel João Sá entregar as primeiras 43 casas aos atingidos pelo rompimento da barragem do Quati.


É com grande entusiasmo que observo a força do povo em ação, em conjunto com a imprensa, no vídeo do professor Marcelão sobre a entrega de 43 casas em Coronel Jão Sá. A união da comunidade e a imprensa pressionando por mudanças demonstram o poder da ação coletiva e a importância da informação na busca por um futuro melhor.

A força da mobilização popular:

  • Voz amplificada: A comunidade unida torna-se uma voz poderosa, capaz de ecoar suas demandas e reivindicar seus direitos.
  • Conscientização: A mobilização popular conscientiza a sociedade sobre os problemas e as necessidades da comunidade.
  • Empoderamento: As pessoas se sentem empoderadas ao se unirem por um objetivo comum, tornando-se agentes de transformação social.

O papel crucial da imprensa:

  • Informação: A imprensa informa a comunidade sobre seus direitos e sobre as ações do governo, promovendo a transparência.
  • Denúncia: A imprensa denuncia irregularidades e casos de negligência, cobrando providências das autoridades.
  • Mobilização: A imprensa pode mobilizar a comunidade a se unir e pressionar por mudanças,  modéstia à parte, esse é o trabalho incansável do bolgdedemontalvao, sem rancor, sem medo e sem ódio.

Um exemplo inspirador:

A entrega de 43 casas em Coronel João Sá é um exemplo inspirador do que pode ser conquistado quando a comunidade se une e se mobiliza, com o apoio da imprensa. É um símbolo de esperança e de que a mudança é possível quando lutamos juntos por um futuro melhor, que sirva de exemplo aos vereadores de Jeremoabo.

Reflexões importantes:

  • A importância da participação social na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
  • O papel fundamental da imprensa como um pilar da democracia e da liberdade de expressão.
  • A necessidade de fortalecer a mobilização popular e a comunicação entre a comunidade e a imprensa.

O futuro que queremos:

Ao unirmos a força do povo com a voz da imprensa, podemos construir um futuro mais justo, mais transparente e mais humano para todos.

Parabéns à comunidade de Coronel Jão Sá por essa conquista! Que este exemplo inspire outras comunidades a se unirem e lutarem por seus direitos.

Continuemos juntos na construção de um Brasil mais justo e igualitário!

A humilhação de Jeremoabo: desgoverno, inação e a resignação do cidadão

 

A humilhação de Jeremoabo: desgoverno, inação e a resignação do cidadão

Jeremoabo submersa no marasmo:

  • Ruas intransitáveis: O mato toma conta das vias, transformando-as em verdadeiros corredores verdes de abandono.
  • Criadouro de doenças: A proliferação de cobras, ratos, escorpiões e mosquitos coloca em risco a saúde da população.
  • Descaso com o cidadão: O IPTU é pago religiosamente, mas os serviços básicos não são entregues.
  • Cidadão humilhado: Sem luvas ou ferramentas, o contribuinte é obrigado a capinar as ruas com as próprias mãos.

Um retrato da incompetência:

  • Administração municipal inoperante: A Prefeitura se mostra incapaz de zelar pelo bem-estar da população.
  • Desrespeito flagrante: O descaso com a infraestrutura urbana é uma afronta aos direitos dos cidadãos.
  • Falta de dignidade: A situação precária das ruas rebaixa o cidadão à condição de servo, obrigado a limpar a própria cidade.

Um grito por mudança:

  • Basta de humilhação: A população de Jeremoabo não merece ser tratada com tamanha indiferença.
  • Governo responsável: É hora de exigir uma administração que priorize o bem-estar da população.
  • Jeremoabo merece mais: A cidade precisa de investimentos em infraestrutura, saúde e segurança.

A esperança de um futuro melhor:

  • Mobilização popular: A união da comunidade é fundamental para pressionar por mudanças.
  • Voto consciente: Nas próximas eleições, é preciso escolher candidatos comprometidos com o desenvolvimento de Jeremoabo.
  • Jeremoabo pode ser diferente: Com trabalho e união, é possível construir uma cidade mais justa, próspera e digna para todos.

Jeremoabo não precisa se resignar à humilhação. A mudança está nas mãos do povo..

Governo atua no combate à seca em 195 municípios baianos, com distribuição de 212 mil sacas de milho para alimentação animal

Sexta-Feira, 02/02/2024 - 20h20

Por Redação

Governo atua no combate à seca em 195 municípios baianos, com distribuição de 212 mil sacas de milho para alimentação animal
Fotos: Mateus Pereira/GOVBA

Nesta sexta-feira (2), em Retirolândia, o Governo do Estado iniciou a entrega de 212 mil sacas de milho destinadas aos 195 municípios em situação de emergência devido à seca. O governador Jerônimo Rodrigues simbolicamente distribuiu 30 mil sacas para 25 municípios dos Territórios do Sisal e Bacia do Jacuípe, como parte de um plano abrangente para enfrentar e mitigar os efeitos da estiagem na região.

 

As 212 mil sacas de milho beneficiarão mais de 21 mil famílias de agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, quilombolas, comunidades indígenas, de fundo e fecho de pasto, além de criadores de caprinos, ovinos e bovinos. Os critérios estabelecidos para o atendimento, como a posse de DAP/CAF, inscrição no Garantia Safra, localização em município com decreto de emergência municipal e a presença de rebanho declarado na ADAB, asseguram a distribuição justa e eficaz dos recursos.

 

"Ainda temos 200 municípios em estado de emergência pela seca. Apesar das chuvas, não foi suficiente para a produção de alimentos em determinadas localidades. Escolhemos aqui para entregar simbolicamente o milho para alimentação animal, mas vamos entregar em toda a Bahia", afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

 

Durante a entrega, Edivalda Oliveira,  agricultora familiar da região, expressou a importância do apoio neste momento difícil. "Essa entrega de milho é um alívio para nós, agricultores, que enfrentamos dificuldades devido à seca. Essa ajuda vai garantir alimento para nossos animais, preservando nossa subsistência", comemorou.

 

Ainda em Retirolândia, o governador visitou o galpão de armazenamento do milho, onde as sacas serão armazenadas até a distribuição. Além disso, o governador autorizou convênios com 192 municípios para locação de caminhões-pipa, um investimento de R$ 7,5 milhões, beneficiando diretamente 400 mil famílias em situação de emergência devido à seca. Jerônimo autorizou também o início das obras de construção de 620 galinheiros rústicos, beneficiando agricultores familiares em 19 municípios consorciados, no âmbito da ação "Parceria Mais Forte".

 

O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso, enfatizou a relevância da abordagem estratégica adotada pelo Governo. "Estamos trabalhando de maneira abrangente para enfrentar os desafios climáticos nos municípios baianos. A atenção às comunidades afetadas, a implementação de obras estruturais e o apoio direto aos setores mais vulneráveis da agricultura são essenciais para enfrentarmos de maneira efetiva a crise hídrica na região", afirmou o secretário.

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - Que o prefeito Deri do Paloma não queira se aproveitar da oportunidade para fazer politicagem, não venha dizer que foi ele, o secretário e vice-prefeito que arranjaram para beneficiar os agricultores e familiares.

Aliás, se o " Pai Deri", tenta enrolar os professores, pior os pequenos agricultores que são menos esclarecidos.



Lula critica PT e diz que fundo eleitoral é cooptado por deputados com mandato


Por Joelmir Tavares e Carolina Linhares | Folhapress

Lula em discurso
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) aproveitou seu discurso no ato de filiação da ex-prefeita Marta Suplicy, nesta sexta-feira (2), para fazer uma série de críticas ao partido e cobrar mais empenho dos militantes.
 

Afirmou ainda que na eleição de 2022 houve candidatos petistas sem dinheiro até para produzir panfletos porque "o fundo eleitoral foi cooptado por deputados que têm mandato". E disse que os que ficassem com raiva da declaração poderiam procurá-lo.
 

Num discurso inflamado, que quebrou o clima de festa na Casa de Portugal, na região central de São Paulo, ele cobrou reflexão sobre a queda no número de prefeituras conquistadas e disse que não é para ficar olhando os defeitos do governo.
 

Lula disse à plateia que militantes de esquerda "perdem muito tempo" criticando o governo e falando com eles mesmos sem "ir para as periferias desse país conversar com as pessoas que foram enganadas pelo bolsonarismo". Ele emendou ataques às fake news, inclusive aquelas espalhadas "por alguns pastores evangélicos".
 

"Por que um partido que teve 20% de preferência eleitoral teve 5% de voto na legenda para vereador? Alguma coisa está errada", afirmou ao comentar resultados eleitorais no país em geral.
 

O presidente defendeu a prerrogativa do partido de lançar um candidato e que ninguém pode decidir se lançar apenas por ser branco ou mulher ou negro ou indígena.
 

O petista, que atribuiu sua trajetória vitoriosa na política a "um milagre", disse que sua prioridade agora é o PT.
 

"Eu tenho 78 anos, sou presidente pela terceira vez, já fiz mais coisa do que eu achei que fosse fazer. E agora eu quero salvar esse partido, que é a coisa mais importante. Por isso a minha ideia de trazer Marta de volta."
 

A ex-prefeita foi convidada por Lula para ser vice de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Em seu discurso no evento lotado de militantes, Marta evitou abordar seu rompimento com o PT em 2015 e tratou a filiação como uma espécie de volta para casa.
 

O presidente, no entanto, falou sobre a saída de Marta e as críticas dela ao PT na época --a ex-prefeita argumentava que a corrupção estava corrompendo os ideais da sigla. "O PT cometeu erros. Nem todo mundo é obrigado a suportar a quantidade de erros que a gente cometeu."
 

Lula trouxe o nome de Dilma Rousseff (PT) ao evento, ao lembrar que Marta queria ser candidata à Presidência em 2014, mas ele achava que a então presidente tinha o direito de concorrer à reeleição. "Depois aconteceu o que a gente sabe", disse o presidente, em referência ao impeachment.
 

 

Arrecadação com super-ricos surpreende, e governo prevê bloqueio zero em março, diz secretário

Sábado, 03/02/2024 - 09h00

Por Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes | Folhapress

Mulher contando dinheiro
Foto: Canva

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirma em entrevista à Folha de S.Paulo que o bloqueio de despesas poderá ser zero na primeira avaliação do Orçamento deste ano, caso a arrecadação mantenha o mesmo ritmo verificado no início de 2024.
 

Segundo ele, dados preliminares apontam que as receitas estão em linha com o previsto no Orçamento como o necessário para alcançar a meta fiscal de zerar o déficit neste ano.
 

A principal surpresa positiva é a entrada em janeiro de recursos com a tributação de recursos mantidos em paraísos fiscais (offshores) e de fundos exclusivos de investimento no Brasil, dos chamados super-ricos.
 

Ceron, porém, diz os dados ainda não estão fechados. A previsão inicial do governo era arrecadar cerca de R$ 20 bilhões neste ano com as medidas.
 

"O começo deste ano está positivo. No mês de janeiro, ficamos em linha com o que está previsto. Ou seja, em 1 de 12 [meses], cumprimos o alvo", diz.
 

Afastar o risco de contingenciamento deve diminuir a pressão por uma mudança na meta fiscal estipulada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), avalia o secretário.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, eventual estouro da meta de déficit zero em 2024 pode tirar R$ 16 bilhões do espaço fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, ano de disputa presidencial. Mas Ceron afirma que esse não será um fator de peso na discussão.
 

"O resultado de 2022 mostrou que o fiscal não resolve eleições. Foi gasto em 2022 um volume muito mais expressivo de recursos no período eleitoral [pelo governo Jair Bolsonaro]. A decisão não vai ser baseada nisso", diz.
 

*
 


 

Pergunta - Como o sr. vê o cenário fiscal para 2024? Já tem atualização da previsão de arrecadação com as medidas aprovadas no ano passado?
 

Rogério Ceron - Por ora, não tem ainda uma revisão. A Receita está reavaliando cada uma das medidas, mas, a princípio, não há grandes alterações em relação às nossas projeções.
 

A arrecadação do mês está performando bem, em linha com o planejamento da lei orçamentária. Se materializar, [o ano] começa bem.
 

Claro que isso é dinâmico no tempo, mas hoje ele traça um cenário bom para 2024, reforçando a possibilidade de atingir as metas que foram pactuadas.
 


 

P. - O mercado espera um déficit de 0,8% do PIB. Caso esse cenário mais pessimista se concretize, o governo vai mexer na meta ou vai deixar a meta ser descumprida?
 

R. C. - Nossa intenção é cumprir não mudando. Esse é o objetivo. O começo deste ano está positivo. No mês de janeiro, ficamos em linha com o que está previsto. Ou seja, em 1 de 12 [meses], cumprimos o alvo. É um bom começo.
 

Essa receita pode ter um problema? Pode, mas pode ser compensada por alguma outra coisa. Alguns fatores também ajudam a mitigar esses impactos.
 

Na indenização aos estados [pelo corte do ICMS em 2022, ano eleitoral], a parcela de 2024, que já estava prevista no resultado primário, foi trazida para 2023. Já tem aí um espaço para acomodar alguma frustração que aconteça.
 

A arrecadação de fundos pode surpreender. Esses mecanismos vão se balanceando.
 


 

P. - Se descumprir a meta, tem os gatilhos de punição. A correção menor do limite de despesas poderia tirar um espaço de R$ 16 bilhões em 2026, ano em que o presidente Lula deve buscar a reeleição. Isso pode ser um fator de pressão para mudar a meta?
 

R. C. - Creio que não. Primeiro, acho que o resultado de 2022 mostrou que o fiscal não resolve eleições. Só ele, pelo menos. Foi gasto em 2022 um volume muito mais expressivo de recursos no período eleitoral, com PEC, enfim.
 

Ficaram bons aprendizados desse período. Governo se constrói ao longo do tempo. Acho que a decisão não vai ser baseada nisso. E acho que a gente tem boas condições de ficar dentro do intervalo de tolerância do primário. Hoje, não tem razão para discutir mudar ou não mudar a meta.
 

Mas, lembrando, a mediana do mercado espera aí um déficit de 0,8%. Então, tudo que for diferente disso tende a ser positivo para o cenário macro dos indicadores, e a gente está buscando alcançar isso.
 

Estamos discutindo entre zero e 0,8%. Ah, se não for zero, se for [déficit de] 0,25%, 0,5%. Qualquer número nesse intervalo é um processo de recuperação fiscal em relação ao que vem acontecendo. A média de déficit primário dos últimos três ciclos de governo é mais próxima de 2% ao ano.
 

Tem um simbolismo o zero porque as pessoas entendem, é a balança entre receita e despesa, para não gastar mais do que arrecadei.
 


 

P. - Então por que todo mundo acha que vai mudar?
 

R. C. - A maior parte acha que vai mudar porque o governo não vai querer fazer um esforço adicional, tem de contingenciar um volume específico de recursos. De fato há uma preocupação de conduzir um processo de recuperação fiscal sem também comprometer as áreas finalísticas, que elas possam fazer suas políticas com razoabilidade.
 

O marco fiscal não é a meta de primário, cumprir ou não cumprir a meta de primário não é o core do marco fiscal. O marco fiscal é a continuidade da existência do limite para o crescimento da despesa, agora vinculado a uma proporção da variação da receita. Isso garante a médio prazo o ajuste fiscal.
 

Em dez anos, vai gerar provavelmente algo em torno de 1,5% do PIB de ajuste fiscal naturalmente.
 


 

P. - Qual o plano B caso o TCU (Tribunal de Contas da União) não dê sinal verde para um contingenciamento menor do Orçamento?
 

R. C. - A consulta tem o objetivo de dar segurança para os gestores por causa da responsabilização, para não ter problema lá na frente.
 

Um regramento como esse beneficia a recuperação fiscal. É muito difícil fazer um contingenciamento de 0,5% do PIB, que representa 25% de todas as despesas discricionárias, considerando que parte delas é necessária para cumprir o piso de saúde e educação.
 

Teria de contingenciar mais da metade das despesas discricionárias que não são de saúde e educação. Seria acabar com as políticas. Um contingenciamento de R$ 20 bilhões, R$ 25 bilhões é suportável. Se o entendimento for outro, tudo bem.
 


 

P. - Há preocupação de o TCU negar, e o governo, mesmo assim, adotar a medida? Já aconteceu no passado.
 

R. C. - Isso não está posto. Não há possibilidade de a gente fazer qualquer coisa irregular na gestão fiscal.
 


 

P. - O risco de o governo ter dee fazer um bloqueio é maior em maio do que em março?
 

R. C. - Hoje, não vejo um cenário de bloqueios relevantes no primeiro bimestral [relatório de avaliação de receitas e despesas, divulgado em março] e no segundo. Até o último dia do mês de janeiro a arrecadação veio em linha com o Orçamento. Se ela está em linha, não tem nenhum [bloqueio].
 


 

P. - O cenário de bloqueio zero pode acontecer?
 

R. C. - Pode. Se em fevereiro a receita vier em linha também e não tiver nenhuma grande mudança, não há necessidade de fazer nenhum movimento. Lembrando que você tem ainda a banda de 0,25 ponto porcentual [que autoriza um resultado negativo até esse limite].
 

A arrecadação dos fundos [offshores e exclusivos] está vindo muito forte. Vai ser muito superior do que estava sendo imaginado. Ficando acima, praticamente elimina a chance de no primeiro bimestral ter um contingenciamento.
 


 

P. - Se esse cenário se concretizar, tira a pressão para a mudança da meta?
 

R. C. - Sim, ajuda. Reforça que estamos indo bem e é só não perder a linha.
 


 

P. - Parte do aumento de arrecadação dos fundos é extraordinário e não vai se repetir. Como sustentar o resultado fiscal em 2025 sem isso?
 

R. C. - Tem uma parcela recorrente, mas de fato tem um porcentual que é extraordinário. Tem dois caminhos.
 

O próprio marco fiscal gera um ganho. No ano que vem, a despesa vai crescer no máximo 70% da variação da receita ocorrida. A tendência é que a gente tenha um crescimento real da receita neste ano acima de 2,5%. Então, abre um espaço que ajuda a recuperar essa perda. Se for necessário, podemos ter outras medidas.
 


 

P. - O governo discute a correção da tabela do Imposto de Renda. Já dá para ter uma ideia do impacto?
 

R. C. - A Receita está trabalhando nisso. O importante é que haverá compensação. É uma medida importante, mas ela não muda o cenário fiscal. Em breve o ministro deve anunciar, está encaminhado.
 

O custo está em apuração, não deve ser um montante muito expressivo, não.
 


 

P. - Há riscos também com a MP (medida provisória) da reoneração, as críticas em relação ao limite da compensação de créditos tributários obtidos na Justiça e ao fim do Perse [incentivo ao setor de eventos]...
 

R. C. - O Perse e as compensações estão bem endereçadas, com resistência muito pontual. Acho que todo mundo compreende que era um benefício temporário, emergencial, que já perdeu o sentido, que está tendo um abuso e tem um impacto muito diferente do que foi aprovado. Eram previstos R$ 4 bilhões, foi para R$ 17 bilhões em 2023.
 

A questão da desoneração tem uma polêmica maior, e o ministro também está conduzindo.
 


 

P. - Com a nova política industrial e a retomada do BNDES, teremos a volta das políticas vistas em governos anteriores?
 

R. C. - Não tem nenhuma medida que impacte o Tesouro. O BNDES está capitalizado, seus índices regulatórios estão bem confortáveis, o que permite uma atuação dentro das regras do jogo.
 

Não há nada de errado em que a instituição financeira utilize os seus recursos para fazer a sua atividade. Isso não tem nada a ver com subsídio. Tudo que foi falado é o que já existe.
 


 

P. - Como o governo vai ajudar as aéreas?
 

R. C. - O que essas companhias necessitam é de apoio financeiro, e há formas de fazê-lo. O Fnac [Fundo Nacional de Aviação Civil] tem um saldo de R$ 7 bilhões, mas ele não pode assumir risco de crédito. Se assumir, tem impacto primário. Mas o governo federal tem vários fundos garantidores. Podemos pensar em alguma composição. Mas essa solução está embrionária ainda.
 

O que posso dizer é que há uma orientação clara. Todas as opções que estou levantando não envolvem impacto primário.
 


 

RAIO-X
 

Rogério Ceron, 42
 

É auditor fiscal. Comandou a SP Parcerias, órgão de concessões e PPPs (parcerias público-privadas) da Prefeitura de São Paulo. Foi secretário de Finanças do município entre 2015 e 2016, na gestão de Fernando Haddad (PT). Possui graduação e mestrado em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e doutorado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Impasse político pode levar novamente o povo às ruas, como aconteceu em 2014


Essas pessoas não estavam na rua quando o Brasil era o País da fome”:  ativistas comentam manifestações - Notícias - R7 Brasil

Protestos contra Dilma em 2014 foram impressionantes

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

No começo de seu governo, Jair Bolsonaro temia um impeachment, por causa do escândalo das “rachadinhas” da Assembleia Legislativa fluminense, no qual estaria envolvido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, então deputado estadual. A saída foi entregar a articulação política de seu governo ao Centrão e, consequentemente, o orçamento de investimentos do governo ao Congresso.

Vem daí as dificuldades de Lula, que se elegeu sem maioria no Congresso e teve que negociar sua governabilidade com o Centrão.

FALHA NA ESTRATÉGIA – Lula ainda tenta recuperar o poder que tinha nos mandatos anteriores, mas não consegue. Sua alternativa vem sendo confrontar o Congresso e negociar, mas essa é uma via de mão dupla, porque o Centrão faz a mesma coisa, com vantagem de ser o pêndulo que aprova as propostas de governo e/ou derruba seus vetos.

De quebra, ainda barganha a ocupação dos ministérios para os quais são destinadas a maioria das emendas parlamentares. Ou seja, sua estratégia esbarra na correlação de forças no Congresso.

A sucessão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), abriu espaço para que a oposição saísse do isolamento. Lira é um defensor aberto do semipresidencialismo, que é uma resposta às críticas de que o Congresso quer controlar o Orçamento da União, mas não assume a responsabilidade quanto aos êxitos das políticas públicas. Diante de um Congresso adverso, Lula indica ministros que lhe são leais ao Supremo Tribunal Federal (STF).

JOGO PERIGOSO – Esse jogo é muito perigoso para a democracia. Além da paralisia na execução das políticas públicas e da dispersão de recursos, desgasta a política e os partidos.

A renovação do Parlamento é cada vez mais obstruída na montagem de chapas pela cúpula dos partidos, internamente, e pela “disparidade de armas” entre quem já tem mandato e quem não tem, na disputa eleitoral propriamente dita.

As emendas ao Orçamento e o grande aparato dos gabinetes parlamentares, além da concentração de recursos do fundo eleitoral, fortificam a “partidocracia”, o que pode provocar nova reação da sociedade, como ocorreu em junho de 2013.

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