quarta-feira, novembro 02, 2022

Bolsonaro parece que não aprendeu a lição e sonha em voltar em 2026

Publicado em 2 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro se manifesta após derrota nas urnas; Veja discurso completo |  ACidadeON Ribeirão Preto Política

Em clima de velório, Bolsonaro diz que cumprirá a Constituição

Vicente Limongi Netto

Demorou quase três dias para, finalmente, o mito de barro desfiar ao Brasil um rosário de insinceridades. Papelucho com a marca de mau perdedor. Enfadonho, melodramático, rancoroso e magoado. A nação e o mundo esperavam lampejos de grandeza de Bolsonaro. Rodeado de áulicos, insistiu posar de salvador da pátria.

Bolsonaro nunca teve cacoete de estadista. Durante quatro anos pintou deploráveis garranchos e bordou deboches, ameaças, insultos, mentiras e blasfêmias. Capachos garantem que Bolsonaro volta em 2026. Praga que o bom senso repudia de pronto.

Os votos obtidos por Bolsonaro no segundo turno podem ser aritmeticamente analisados em duas categorias: aqueles que votaram acreditando em um Brasil melhor e a parcela de fanáticos, embrutecidos pelo ódio, pela estupidez e pela burrice. São baderneiros que não sabem conviver com a democracia. Que raciocinam com o fígado, e não com o cérebro.  

FALTA O GANSO – Escárnio, completa falta de bom senso, colossal insensibilidade, inacreditável injustiça, monstruoso deboche, deslavada burrice e agressão ao futebol de qualidade – tudo isso e muito mais na ausência do nome do meia do Fluminense, Paulo Henrique Ganso, na lista de 55 jogadores pré-convocados pela seleção para disputar a Copa do Mundo no Catar.

O futebol medíocre agradece. Começa ruim o sonho pelo hexa.

HOMENAGEM A CABRAL – Nesta sexta-feira (dia 4), na Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Rio de Janeiro, o ex-ministro da justiça, ex-senador, ex-presidente nacional da OAB e ex-relator-geral da Constituinte Bernardo Cabral será homenageado pela Assembleia Legislativa do Amazonas com duas honrarias: a medalha do Mérito Jurídico e com a comenda Jornalista Phelippe Daou. 

Uma homenagem mais do que merecida.

Lula e Supremo tocam o país para 2023 e desprezam o sonho golpista de Bolsonaro

Publicado em 2 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Quem é quem no discurso de Bolsonaro após derrota nas urnas | Eleições 2022 | G1

Ao discursar, Bolsonaro mostrou que é o líder da baderna

Vinicius Torres Freire
Folha

Jair Bolsonaro tomou providências a fim de evitar mais um flagrante de seus tantos crimes, como bloquear o processo legal de transição para o próximo governo e ser conivente com o paradão de estradas. Afinal, há algum risco de que seja processado, talvez julgado e condenado.

Mas não reconheceu o resultado da eleição coisa alguma. Ainda pior, disse o contrário em seu pronunciamento bananeiro desta terça-feira: “Os atuais movimentos populares [o paradão] são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”. Fez um discurso de líder da extrema direita e da baderna subversiva, para o que muito comentarismo político passou pano.

NA VIDA NORMAL – O comando da transição para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o PT sabem o que Bolsonaro está fazendo. Mas fingem ignorar a incitação à baderna a fim de reforçar a ideia de que o país vai voltar à vida normal.

Gleisi Hoffman, presidente do PT, comentou as tratativas com Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil de Bolsonaro, como se vida normal houvesse; o “governo” de transição começou a ser nomeado. Mas, logo depois da bananada de Bolsonaro, Nogueira disse apenas que “vai cumprir a lei”. Palavra alguma sobre colaboração — nem por diplomacia.

Mas a vida segue ou ressurge no país das trevas. Lula vai participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), no Egito, que ocorre entre 6 e 18 de novembro. Ou seja, vai começar sua diplomacia bem antes da posse. E o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) discute com o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), como encaixar as promessas de Lula nas contas federais de 2023.

SEM FAZER ALARDE – Nos tribunais superiores, a atitude foi similar. Desde as batidas da Polícia Rodoviária Federal de domingo, Alexandre de Moraes, do TSE e do Supremo, se comporta como “o que vem de baixo não me atinge”. Reprimiu a malandragem sem fazer alarde.

Nesta terça-feira, o Supremo soltou nota em que registra a “importância do pronunciamento do Presidente da República em garantir o direito de ir e vir em relação aos bloqueios e, ao determinar o início da transição, reconhecer o resultado final das eleições”. Ministros do Supremo ainda vazaram que Bolsonaro teria dito a eles que “acabou” (sobre as eleições).

Bolsonaro não garantiu nada, não tomou providência contra o paradão. Não reconheceu nada, está apenas tentando evitar o crime flagrante.

FATO CONSUMADO – O Supremo finge ignorar a baderna bolsonarista a fim de reforçar a ideia de que o isolamento político de Bolsonaro é fato consumado.

Como um parasita, Bolsonaro suga o sangue das instituições “que estão funcionando” enquanto fuça na sujeira um modo de manter o tumulto, difundir a mentira e atacar o “sistema” (no discurso bananeiro, voltou a dizer que governou “enfrentando o sistema”).

É o Bolsonaro de sempre: se o golpismo “colar, colou”. De outro modo, finge se adaptar às regras, à espreita de oportunidades como um predador carniceiro, e mantém seu projeto de tumulto permanente.

NÃO MUDOU NADA – É assim que se fez na política (lembram do apoio ao caminhonaço de 2018?). Não importa se vai prejudicar indústria, agropecuária, supermercados, abastecimento em geral, menos ainda agora, que vai deixar o poder.

Os governos maiores do mundo reconheceram Lula e mesmo começam conversas sobre clima. Os donos do dinheiro grosso, credores do governo e “o mercado” em geral estão entre neutros e otimistas com as possibilidades do novo governo (ao menos por ora, o que e visível nos indicadores financeiros). Etc.

O país quer seguir a vida. Bolsonaro é de morte.


Alexandre de Moraes, no TSE, tornou-se o mais poderoso sem-voto da nossa política


Alexandre de Moraes: liberdade de expressão não é liberdade de agressão -  Politica - Estado de Minas

Moraes assumiu poderes que nenhum ministro jamais teve

Augusto Nunes
Revista Oeste

“Ah, Moraes!”, deve estar exclamando em silêncio, a cada mirada no espelho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, grávido de admiração pela figura que vê. Ele era Alexandre quando promotor de Justiça, secretário municipal da prefeitura paulistana, secretário estadual do governo Geraldo Alckmin e ministro de Estado durante a passagem de Michel Temer pela Presidência da República.

Só depois de premiado com a toga pelo chefe, eternamente grato ao secretário de Segurança Pública que esbanjara discrição nas investigações do caso do hacker que invadiu o celular da primeira-dama Marcela Temer, o prenome foi demitido pelo sobrenome. Perto dos 50 anos, Alexandre tornou-se Moraes.

AOS SUSPIROS – “E que Moraes!”, deve estar suspirando de meia em meia hora o advogado formado na faculdade do Largo de São Francisco. Em março de 2017, ao pousar no Pretório Excelso, o único ministro indicado por Temer, o Breve parecia condenado a um longo estágio na igrejinha dos devotos do agora decano Gilmar Mendes, então governador-geral do Supremo.

Neste último domingo de outubro, o discípulo foi homenageado pelo mestre, que considerou “fundamental” o papel desempenhado pelo TSE no ano eleitoral de 2022.

TSE é o codinome do ministro que o preside, e Moraes roubou a cena pertencente a candidatos, ao encerrar a campanha transformado no sem-voto mais poderoso da história política brasileira.

LEMBRANDO VARGAS – Getúlio Vargas criou o TSE quatro anos depois da Revolução de 1930 para cumprir uma das promessas dos vitoriosos: o sistema judiciário ganharia uma ramificação encarregada de garantir a idoneidade das eleições, desmoralizadas pela fraude epidêmica.

Como o advento do Estado Novo oficializou a ditadura, não houve eleições a vigiar até a queda de Getúlio Vargas, a restauração da democracia e a escolha pelo voto do presidente Eurico Dutra. (Sobravam mentiras nos palavrórios de palanque, mas isso só viraria problema muitos anos depois, quando a inverdade vestiu fraque e foi rebatizada em inglês: fake news.)

E a vocação para o arbítrio manifestou-se já em maio de 1947, quando o TSE proibiu a existência do Partido Comunista Brasileiro. O surto de prepotência expandiu-se em janeiro de 1948, com a cassação dos mandatos do senador Luiz Carlos Prestes e dos deputados eleitos pelo partido proscrito.

EM SONO PROFUNDO – Nos anos seguintes, a Justiça Eleitoral pareceu dormir o sono dos desnecessários até a eleição presidencial de 2014.

Quatro anos depois, o TSE deixou de ser figurante para sair à caça do protagonismo. Ganhou espaços no noticiário em 2018, já escancarando a antipatia por Jair Bolsonaro.

Desde janeiro de 2019, o Supremo Tribunal Federal vem infernizando a vida do presidente da República. E o seu puxadinho eleitoreiro se transformou no mais belicoso inimigo do chefe do Poder Executivo.

PUXADINHO DO STF – O grupo de sete integrantes do TSE é composto de três ministros do STF, dois ministros do Superior Tribunal de Justiça e dois advogados providos de notável saber jurídico e reputação ilibada. O presidente e o vice têm de ser titulares do Timão da Toga. O corregedor-geral é indicado pela trinca do Supremo. Em 2022, sucederam-se na chefia do tribunal os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

Não havia perigo de melhorar. Barroso foi ao Congresso para explicar aos parlamentares que o poder não se ganha; toma-se. Fachin inventou a Lei do CEP para soltar Lula da cadeia.

Moraes acredita ter chefiado a mais democrática das eleições realizadas desde a primeira escolha do primeiro líder de uma tribo de homens das cavernas. Foi uma das mais sujas da história do Brasil

O DONO DA BOLA – Nenhum superou Moraes em matéria de onipresença, onipotência e onisciência. O dono do TSE cruzou o ano orientado pela frase formulada por Carlos Lacerda quando Juscelino Kubitschek anunciou em 1954 que pretendia disputar a Presidência da República: “Juscelino não pode ser candidato. Se for candidato, não pode ser eleito. Se for eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”.

Para tanto, Moraes prendeu deputados, ressuscitou a figura do preso político, tentou transformar em procurado pela Interpol um jornalista que ousou contestar o STF, exumou a censura — fez o diabo para que Lula voltasse ao poder.

Na tarde de 30 de outubro, logo depois do encerramento da votação, o atual presidente do tribunal convocou uma entrevista coletiva para divulgar o balanço das atividades mais recentes e para aplaudir-se pelo próprio desempenho.

QUASE SORRIU… – Moraes ficou tão exultante que quase exibiu o sorriso banido do rosto desde a chegada ao STF. Não conseguiu ir tão longe. Foi com a carranca de festa (usada quando comemora o aniversário de algum parente ou o cumprimento de mais um mandado de prisão) que o chefão do TSE divulgou as façanhas protagonizadas nas 36 horas anteriores, inteiramente consumidas pelo infatigável combate a fake news.

A poucos dias do pleito, por decisão unânime, os seis doutores em votos e urnas que completam o tribunal resolveram facilitar as ofensivas e ataques pelos flancos planejados pelo comandante: Moraes foi dispensado de aguardar o aparecimento de alguma queixa ou denúncia para entrar em ação.

Também se dispensou de aguardar o aval do plenário para ordenar a remoção de qualquer coisa que o desagradasse. Bastava enxergar algum vestígio de tapeação e decolava rumo ao espaço outro hediondo crime eleitoral. No balanço, contudo, fez questão de atribuir ao TSE proezas que protagonizou sozinho.

SEMPRE NO PLURAL – O surpreendente surto de generosidade também aconselhou o caçador de delinquências digitais a evitar o uso exagerado da primeira pessoa do singular. Acabou derrapando no plural majestático ao relatar o que andou fazendo. Não foi pouca coisa.

“O TSE determinou a retirada de 354 posts impulsionados que disseminavam fake news em diversas plataformas digitais, que rapidamente acataram o pedido”, informou. “Também decidimos desmonetizar sete sites e remover 701 notícias fraudulentas.”

Depois da pausa, e de sobrevoar a turma da imprensa com um olhar superior, o juiz mais loquaz do planeta, que só fala fora dos autos, engatou a quinta marcha e acelerou: “O TSE suspendeu 15 perfis de grandes propagadores de fake news”.

REDUNDÂNCIAS – Para justificar o castigo, puniu o idioma com um desfile de redundâncias: “Essas mensagens são consideradas crimes eleitorais, conforme disposto no artigo 296 do Código Eleitoral, uma vez que promovem desordem eleitoral que pode prejudicar os trabalhos eleitorais”. Outra pausa e o fecho superlativo: “Também banimos cinco grupos do Telegram que envolviam a participação de 580 mil pessoas”. Tudo isso e mais um pouco em apenas 36 horas. Menos de dois dias. Haja produtividade.

Amparado em cifras do mesmo porte, Alexandre de Moraes acredita ter chefiado a mais democrática das eleições realizadas desde a primeira escolha do primeiro líder de uma tribo de homens das cavernas. Foi uma das mais sujas da história do Brasil, deformada pelo ativismo judicial, por decisões arbitrárias, pela parcialidade descarada, pelo cinismo sem camuflagens, por sucessivos socos e pontapés na Constituição, pelo rebaixamento da Justiça Eleitoral a integrante da inverossímil frente ampla composta hegemonicamente de gente que deveria mandar prender e gente que merecia estar engaiolada.

Moraes festeja o aniversário em 13 de dezembro, dia em que se consumou o parto do Ato Institucional nº 5 em 1968. Data de nascimento é destino.

(Artigo enviado por Celso Serra)

Além de Zambelli, deputados eleitos estimulam bloqueios nas estradas e podem ser condenados a até 12 anos de prisão


Políticos bolsonaristas estão atuando para insuflar protestos contra a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estão bloqueando estradas pelo Brasil. Na avaliação de especialistas, se for comprovada a finalidade desses movimentos em atentarem contra as instituições democráticas, os envolvidos podem sofrer sanções e até serem presos.

Entre os políticos que estão promovendo os bloqueios e desobediência a ordens judiciais está a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). Por isso, ela teve suas contas nas redes sociais bloqueadas nesta terça-feiia por decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, segundo apurou O GLOBO.

“Parabéns, caminhoneiros. Permaneçam, não esmoreça (Sic)”, havia publicado a parlamentar numa mensagem no Twitter. Em outras postagens, ela compartilhou vídeos de manifestantes bloqueando estradas e ataques a Moraes. “Ordens ilegais não se cumprem”, escreveu em outro post.

Em um vídeo que circula na internet, o deputado federal eleito e líder de caminhoneiros Zé Trovão (PL-SC), que é alvo de investigação pela organização de atos antidemocráticos e usa tornozeleira eletrônica, também aparece incentivando caminhoneiros a protestarem e bloquearem rodovias.

“Esse povo brasileiro que está nas ruas hoje não pode sair. É o momento em que o presidente Jair Bolsonaro mais precisa de todos nós”, diz Zé Trovão com um celular ao ouvido como se recebesse avisos de um interlocutor a quem chama de "senador". Após a declaração, o grupo que o acompanha entoa gritos de “resistência civil”.

Outro exemplo é o do candidato a deputado federal eleito por Goiás, o segundo mais votado no estado, o influenciador Gustavo Gayer (PL). Ele compartilhou publicações insinuando que o Brasil poderia estar passando por um momento paralelo às manifestações no Egito que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak em 2011.

"Algo impressionante está acontecendo. Milhares de pessoas não querem sair das ruas. Não estão dispostas de desistir de seu país. E não tem nenhum grande líder por trás dessas mobilizações. É o povo indo pras ruas de forma espontânea. É O POVO!" postou no Twitter.

De acordo com o advogado e presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape), Vicente Braga, o artigo 359-M do Código Penal prevê que as penas por participar de atos contra as instituições democráticas podem levar a penas de 4 a 12 anos de prisão.

— Vai depender da finalidade, do teor da manifestação, se for para derrubar um presidente eleito ou melar uma eleição pode ser enquadrado como crime nesses dispositivos — diz Braga, ponderando que ainda não há um caso concreto e comprovado que seja enquadrado nessa tipificação.

O especialista destacou também que políticos protegidos pela imunidade parlamentar, como deputados, podem sofrer sanções por quebra de decoro no próprio parlamento. Além disso, podem ser alvo de processos ordenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

— A imunidade não isenta deputados de incitarem a prática de crimes contra o estado de direito — diz.

Além disso, ressalta Braga, servidores públicos como os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que não atuem para coibir eventuais crimes nos protestos que bloqueiam as estradas podem estar cometendo prevaricação e sofrerem sanções administrativas e criminais.

YAHOO

Bloqueios nas estradas perdem força após Bolsonaro finalmente falar

 qua., 2 de novembro de 2022 9:51 AM

Neste artigo:
PRF identificou que bloqueios diminuíram após fala do atual presidente
PRF identificou que bloqueios diminuíram após fala do atual presidente

Os bloqueios realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas rodovias do país desde a madrugada da última segunda-feira (31), por conta do resultado das urnas que deram a vitória a Lula (PT) sobre o mandatário, perdeu força após pronunciamento do presidente nesta terça-feira (1º).

Ainda assim, o país amanheceu com 167 bloqueios em rodovias federais nesta manhã (2), feriado de Finados.

O discurso de Bolsonaro na tarde desta terça não motivou o fim dos protestos nas rodovias, no entanto desaprovou as ações, fazendo com que o movimento perdesse força.

Os bloqueios, organizados por bolsonaristas, ocorrem em estradas de 17 estados. Na manhã de terça, 22 unidades federativas contavam com obstruções.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou balanço na madrugada desta terça, apontando que são 116 interdições e 51 bloqueios totais em rodovias. De acordo com a corporação, 563 manifestações já foram desfeitas.

Ainda de acordo com o boletim, os estados com maior número de ocorrências são Santa Catarina (37 bloqueios), Mato Grosso (30 interdições), Pará (18 interdições), Rondônia (15 interdições) e Minas Gerais (12 interdições e três bloqueios).

A PRF, diante das obstruções nas rodovias, pediu na noite desta terça-feira, o apoio da Força Nacional de Segurança e solicitou aeronaves da Polícia Federal para conter o avanço dos manifestantes e garantir a liberação das rodovias federais bloqueadas.

Além disso, os agentes da PRF solicitaram também o auxílio dos policiais militares e do Corpo de Bombeiros para dispersão dos apoiadores de Bolsonaro que se colocam contra o resultado das urnas e não aceitam a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, afirmou nesta terça-feira (1º), ao Supremo Tribunal Federal (STF), não possuir agentes suficientes para dispersar os bloqueios. A ação entre as forças de segurança foi definida durante reunião entre a PRF e o Ministério da Justiça.

“Assim, em cumprimento às determinações judiciais, faz-se necessário o apoio da Força Nacional para união de esforços em busca do interesse público, cujo planejamento das operações se dará em reunião conjunta de trabalho entre as forças de segurança pública”, declarou Vasques.

YAHOO

Manifestantes golpistas já levaram quase mil multas que somam R$ 5,5 milhões

 

Manifestantes estão sendo retirados pelas PMs; quem fica, é multado (AP Photo/Silvia Izquierdo)
Manifestantes estão sendo retirados pelas PMs; quem fica, é multado (AP Photo/Silvia Izquierdo)

O Ministério da Justiça divulgou nesta quarta-feira que já aplicou 912 multas, no valor total de R$ 5,5 milhões, contra manifestantes que bloqueiam rodovias por todo o país. Os dados foram divulgados em meio à pressão feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Ministério Público Federal por ações efetivas da pasta e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na liberação das vias.

Em nota, o ministério afirma que os valores das multas dependem do tipo de infração e podem variar entre R$ 5 mil e R$ 17 mil. Diz ainda que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é penalizado com infração gravíssima o condutor que utilizar veículo para interromper a circulação em vias públicas. A multa mais cara, de R$ 17 mil, é destinada àqueles identificados como organizadores dos bloqueios.

Desde a noite de domingo, manifestantes bolsonaristas começaram a bloquear rodovias por todo o país em protesto contra o resultado da eleição do domingo, na qual sagrou-se vencedor o candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou e criticou os bloqueios nas estradas.

Nos estados, o Ministério Público Federal tem apontado suspeitas de que a PRF não está agindo de forma efetiva para desobstruir as vias. O ministro do STF Alexandre de Moraes chegou a escrever, em decisão proferida na noite de segunda, que o diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, poderia ser alvo de prisão em flagrante caso não tomasse providências.

Base bolsonarista pede fim dos bloqueios golpistas

Os líderes do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado e na Câmara pediram o fim das manifestações golpistas que bloqueiam diversas rodovias no país ao não aceitarem o resultado das eleições. As declarações de Carlos Portinho (PL-RJ), líder no Senado, e de Ricardo Barros (PP-SP), líder na Câmara, foram publicadas nas redes sociais nesta terça-feira (1º).

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que “nem toda manifestação popular é democrática” e acredita ser preciso “aprender a ganhar e a perder”.

YAHOO

Após fala de Bolsonaro, manifestantes dizem que não vão deixar estradas




Manifestantes na MG-010

"O discurso de Bolsonaro me deixou motivada a continuar e estou aqui por um Brasil melhor", disse uma apoiadora do presidente

Por Alice Brito e Vitor Fórneas 

Manifestantes afirmam que vão continuar nas rodovias após o primeiro pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (1), depois do segundo turno das eleições. Nem mesmo a forte chuva desanimou os presentes na MG-010, nas proximidades da Cidade Administrativa.

Aldenir Cunha é o porta-voz do movimento na localidade e destacou que o grupo analisou o discurso de Bolsonaro como um pedido para que eles permaneçam ocupando as estradas. “Somos uma nação e vamos continuar nas ruas. O que foi dito pelo nosso presidente é que o poder emana do povo e nós, a direita, vamos quebrar o sistema”.

Cunha alegou que “a nação quer mudança”. “Petista e esquerdista não aguentamos mais”. Núbia Machado, de 25 anos, também ressistiu à chuva forte e não deixou o movimento com os dois filhos, de nove meses e 9 anos, na MG-10. “O discurso do Bolsonaro me deixou motivada a continuar e estou aqui para um Brasil melhor. Sem roubo e com igualdade. Sem ideologia de gênero nas escolas”, destacou.

Confira a lista de rodovias federais com interdição em Minas Gerais

O “patriotismo” e o desejo de “liberdade” são as principais motivações para o segundo sargento da reserva Joelson das Dores Silva, de 57 anos, participar da manifestação. “O que me motiva é ver um homem lutar contra todo um sistema e não desistir. Ele pode saber que nós falaremos por ele”.

“Nós enfrentamos chuva e o que for. Se preciso, nós vamos para a trincheira. Eu fui treinado para morrer e todos os meus heróis não morreram de overdose, mas morreram na trincheira”, complementou.

Pedido de intervenção

Os manifestantes vestem camisas verde e amarelo, empunham a bandeira do Brasil e cantam o hino da Nação. Além disso, muitos seguram cartazes que pedem por intervenção federal. 

Os cerca de 400 apoiadores do presidente Bolsonaro fecham duas faixas da MG-10, no sentido Belo Horizonte. Este é o segundo dia consecutivo que manifestantes insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais fecham parte da rodovia. 

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) está no local e sinaliza a área. O manifesto segue pacífico. Entretanto, não existe a previsão de liberação da via. 

Movimento fora da lei

A declaração de manifestantes que fecham rodovias - estaduais e federais - pelo país sobre a existência de uma fraude nas eleições deste ano não encontra amparo legal. A Justiça Eleitoral, além de entidades nacionais e internacionais que participaram da fiscalização do pleito, confirmaram a lisura do processo. Da mesma forma, a possibilidade de uma ‘intervenção militar’ com base no artigo 142 da Constituição, pedida por grupos de manifestantes, não tem respaldo na lei brasileira e pode resultar em processo judicial para quem fizer esse pedido.

O Tempo

"Vão é sentir saudade da gente", diz Bolsonaro sobre jornalistas




Na imagem, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e aliados durante pronunciamento oficial após derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Declaração foi feita ao ministro da Casa Civil; presidente da República fez referência a jornalistas

Por Gabriela Oliva 

Antes de fazer o primeiro pronunciamento oficial após o resultado das urnas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se dirigiu ao ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), afirmando que "eles [jornalistas] vão é sentir falta da gente". O momento foi registrado pela repórter Mariana Costa, do Metrópoles, que estava no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (1).

No discurso, Bolsonaro não reconheceu abertamente o resultado das eleições e minimizou os bloqueios de estradas feitos por caminhoneiros, que não reconhecem a derrota do presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ainda nesta terça (1), o ministro-chefe da Casa Civil declarou que o governo fará a transição na quinta-feira (3). Nogueira deu declaração após Bolsonaro falar no Palácio da Alvorada que as manifestações de seus apoiadores fazem parte de um "sentimento de injustiça", mas que devem ser "pacíficas". 

"Iniciaremos o processo de transição. Na quinta será formalizado nome de Alckmin. Aguardaremos isso para iniciar formalmente o processo de transição", disse. 

O Tempo

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