quinta-feira, novembro 03, 2022

Bolsonaristas querem organizar protestos frequentes para tentar desestabilizar Lula


Bolsonaristas fazem atos contra resultado das urnas em frente à Base Aérea  de Anápolis e perto de quartel militar de Goiânia | Goiás | G1

No feriado, houve protesto também na base aérea de Anápolis

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

O “Capitólio tupiniquim”, apelido dado ao movimento que fechou rodovias pelo país afora, e as manifestações diante de quarteis nesta quarta-feira vêm sendo tratados por aliados do presidente eleito Lula da Silva como a forma que o bolsonarismo usará para atuar ao longo dos próximos quatros anos a fim de tumultuar o próximo governo.

O que leva a essa conclusão é o discurso de pouco mais de dois minutos em que o presidente Jair Bolsonaro se posiciona como o líder da oposição e justifica as manifestações. Embora se afaste de ações violentas que restrinjam o direito das pessoas, tipo de ato que ele atribui à esquerda, ele defende a mobilização.

HAVERÁ PROTESTOS – A avaliação dos petistas e de integrantes de outros partidos da ampla aliança de Lula é a de que, em qualquer crise, seja aumento de preços ou alguma outra medida impopular, as manifestações do bolsonarismo ocorrerão, em maior ou menor grau.

Por enquanto, com Bolsonaro presidente, e sem o apoio do Judiciário, do Parlamento ou das Forças Armadas para ações de exceção, a tendência é de recuo dos apoiadores, mas é apenas uma trégua para retomar mais à frente. A ideia de Bolsonaro é não deixar morrer o discurso do “sentimento de injustiça” que ele mencionou ao se referir à ação dos caminhoneiros.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já deu a senha aos aliados. A ideia é formar uma base forte de prefeitos, em 2024, a fim de pavimentar o retorno do capitão em 2026.


Bolsonaro virou um ponto fora da curva e o Brasil é um só, mas está muito dividido

Publicado em 2 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Ministro homenageia presidente Bolsonaro com Medalha do Mérito Mauá

Bolsonaro tem Mourão e Tarcísio como herdeiros políticos

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Lula já mostrou que sabe agregar e os luminares do centrão sabem agregar-se. Já Bolsonaro, com seu silêncio dominical, confirmou o que se sabia desde janeiro de 2019, quando ele chegou ao Planalto: o figurino das instituições democráticas assenta-lhe mal.

Prever a sua morte política é uma precipitação. Ela só ocorre, às vezes, com a morte física. Mais morto que Lula no cárcere do Curitiba, só Getúlio Vargas no leito de seu quarto no palácio do Catete. Nenhum dos dois morreu politicamente e Lula viveu o suficiente para ser eleito pela terceira vez.

ANTIPETISMO – Deve-se buscar o Bolsonaro do futuro no inexpressivo capitão da política do Rio de Janeiro. Ele foi eleito em 2018 por muitos fatores. Um deles foi a soberba petista diante das denúncias de corrupção. Deve-se lembrar que o candidato petista Fernando Haddad dizia que, eleito, teria um conselheiro em Lula, preso em Curitiba.

A coligação alimentada pelo sentimento antipetista elegeu-o. Quatro anos depois, Bolsonaro tornou-a minoritária. Minoritária, porém robusta.

Bolsonaro não é Floriano Peixoto nem Carlos Lacerda. Ambos foram grandes personagens da República. Um não passou a cargo ao seu sucessor, Prudente de Morais. Florianistas rasgaram o estofo de móveis do palácio. Colaboradores de Carlos Lacerda puseram sujeira nas gavetas do palácio Guanabara. Depois de pirraça, ambos declinaram. Floriano, abatido pela cirrose, morreu pouco depois. Lacerda vagou por todas as conspirações disponíveis e acabou-se quase esquecido.

TARCÍSIO E MOURÃO – O sentimento que elegeu Bolsonaro em 2018 produziu dois quadros. Um é Tarcísio Gomes de Freitas, eleito governador de São Paulo. A sua ida para o ministério da Infraestrutura sinaliza um daqueles momentos em que o governo de Bolsonaro poderia ter sido diferente. Ele conheceu-o de manhã, com suas credenciais de aluno estelar do Instituto Militar de Engenharia e de burocrata limpo. À noite, nomeou-o.

O segundo quadro surgido em 2018 foi o general da reserva Hamilton Mourão, eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Mourão tornou-se vice-presidente e foi escanteado por Bolsonaro a partir de futricas pretorianas. Vale lembrar que Mourão foi buscar seus votos no Rio Grande do Sul, a 1.500 km das companhias bolsonaristas do Rio de Janeiro.

Tarcísio de Freitas e Mourão reconheceram a vitória de Lula e se afastaram do bolsonarismo tóxico, golpista e primitivo.

UMA FRASE BONITA – Quando Lula diz que o Brasil é um só, enuncia uma frase bonita e felizmente pacificadora, mas os números mostram que a divisão está aí, há tempo. Pode-se entender a força de Lula no Nordeste pela sua identificação sincera com os pobres. Entender o mapa eleitoral dos municípios do interior de São Paulo é outra história. Neles, Haddad foi batido. Pior, de uma maneira geral, lá o PT nunca prevaleceu.

Na história da direita brasileira, o mais provável é que Bolsonaro venha a ser um infeliz ponto fora da curva. Uma boa sinalização dessa excentricidade do capitão está no seu isolamento internacional.

A direita de Pindorama sempre foi ajudada pelo seu cosmopolitismo. Dois presidentes americanos (John Kennedy e Lyndon Johnson), ambos do Partido Democrata, sopraram as brasas do fogaréu de 1964. Lula foi felicitado por Joe Biden e só o esperto tatarana Steve Bannon disse que a eleição foi fraudada.

Você acredita mesmo que Bolsonaro nada teve a ver com o bloqueio das estradas?

Publicado em 3 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

PRF aciona AGU para liberar estradas bloqueadas por caminhoneiros

Bloqueio das rodovias era parte de um plano que fracassou

Carlos Newton

Uma das principais funções de um blog como a Tribuna da Internet é facilitar o acesso às notícias e artigos mais importantes dos principais órgãos de imprensa do país, pois a grande mídia (jornais, revistas e portais) passou a funcionar exclusivamente para os assinantes, e a maioria dos brasileiros não tem recursos para pagar essas assinaturas, embora sejam muito mais baratas do que a mídia ainda impressa. 

Além de divulgar o que há de melhor na mídia, muitas vezes é preciso interpretá-la e corrigi-la, porque o jornalismo está muito sujeito a erros, devido à rapidez com que é trabalhado, fazendo jus ao velho ditado de que repórter precisa matar um leão por dia.

SEM MOTIVO? – Vamos dar como exemplo as recentes matérias informando que os caminhoneiros e manifestantes bolsonaristas teriam interrompido as rodovias sem saber a razão e o objetivo. Ou seja, apenas para protestar contra a derrota de Bolsonaro.

Sinceramente, isso não é jornalismo. Todos sabem que o bloqueio das estradas foi um movimento planejado com antecedência, para a eventualidade da derrota do presidente Bolsonaro. Imaginar que o chefe do governo, seus irrequietos filhos e os militares frotistas do Planalto não tiveram nada a ver com isso é uma suposição delirante, que desconhece a realidade à nossa volta.

É absolutamente claro que as lideranças dos caminhoneiros foram estimuladas a proceder assim. Para trabalhadores como eles, não faz a menor diferença quem está no poder, se Lula ou Bolsonaro. O que importa é o preço do diesel e o valor do frente, o resto é folclore, diz nosso amigo Sebastião Nery.

APELO AOS MILITARES – Da mesma forma, os surpreendentes protestos realizados nesta quarta-feira, diante de unidades militares em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Anápolis, tiveram primorosa organização, que deve ser atribuída a Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois, e seu Gabinete do Ódio.

Seria uma doce ilusão achar que manifestações de tamanha magnitude possam ser feitas por osmose, sem uma central organizadora que envie mensagens diretas a centenas de milhares de pessoas.

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P.S.
 – Bem, o bloqueio das estradas e as manifestações são parte de um plano maior, para melar as eleições, mas fracassou. No entanto, se você realmente acredita que Bolsonaro e sua trupe não tiveram nada a ver com o bloqueio das estradas e os protestos desta quarta-feira, é sinal de que está precisando de ajuda altamente especializada, porque seu comportamento nem mesmo Freud conseguiria explicar. (C.N.)

Receio que a polarização tenha vindo para ficar, mas nem toda polarização é negativa

Publicado em 3 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge da Semana – Polarização à brasileira - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Hélio Schwartsman
Folha

As urnas falaram e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu. Mas isso não significa que as tensões tenham ficado no passado. O receio é que a polarização tenha vindo para ficar. Cientistas políticos identificam vários tipos de polarização e nem todas são negativas. Não muito tempo atrás, nos anos 90, analistas se queixavam da pouca diferenciação ideológica entre os partidos políticos do Ocidente.

A brincadeira que se fazia era dizer que pouco importava quem ocupasse a Casa Branca, desde que o banco central americano fosse comandado por Alan Greenspan.

É UM INGREDIENTE – E, de fato, como mostra um interessante estudo de Pablo Ortellado e colaboradores, a polarização de opiniões é possivelmente um dos ingredientes que dá vida à política.

Posições sobre questões políticas (privatizar ou estatizar) ou morais (aborto, direitos de gays) engajam os eleitores, ampliando sua participação no processo democrático, e tornam as opções políticas mais claras e ideologicamente coerentes.

Desde que não resulte no esmagamento do centro, essa polarização tende a ser mais positiva do que negativa.

ANIMOSIDADES PESSOAIS – A polarização que vem nos incomodando é a polarização afetiva (há algo de irônico no nome). Ela se manifesta na forma de animosidade entre pessoas e não mais da divergência nas ideias.

Nos EUA, aparece na figura do democrata que não aceita que sua filha se case com um republicano. No Brasil, na do sujeito que não se contenta em desaprovar o aborto, estendendo a condenação às pessoas que defendem o procedimento.

É difícil ver como essa polarização possa trazer mais do que divisão social e até violência. A dúvida é se ela só é típica das coortes que se identificam muito fortemente com um dos lados da disputa ou se já se generalizou pela sociedade, hipótese em que podemos prognosticar anos conturbados pela frente.


quarta-feira, novembro 02, 2022

Prefeito goiano tem filiação suspensa pelo União Brasil após ameaçar Lula e Moraes

 Quarta, 02 de Novembro de 2022 - 17:20

por Redação

Prefeito goiano tem filiação suspensa pelo União Brasil após ameaçar Lula e Moraes
Foto: Reprodução

O prefeito Naçoitan Leite, chefe do Executivo de Iporá, em Goiás, teve a sua filiação suspensa pelo partido União Brasil, após divulgar um áudio em que defende “eliminar” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro Alexandre de Moraes, que ocupa a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente nacional do partido, Luciano Bivar, informou a decisão através de nota nesta terça-feira (1º).

 

Bivar pontuou que “considerando os atos democráticos que tiveram início desde a proclamação do resultado das eleições” e a “extrema gravidade da manifestação pública de um prefeito eleito — que tem o poder-dever de acionar forças policias para conter atos dessa natureza”, faz-se urgente a suspensão do político da legenda, sem que haja reunião da comissão nacional do partido.

 

Bivar estabeleceu o prazo de 72 horas para que Leite apresente a própria defesa à legenda.

Bahia Notícias

MPF pede investigação da Polícia Federal contra diretor-geral da PRF

 Quarta, 02 de Novembro de 2022 - 18:01

por Redação

MPF pede investigação da Polícia Federal contra diretor-geral da PRF
Foto: Divulgação / PRF

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou nesta quarta-feira (2), a instauração de inquérito para investigar o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. O pedido tramita sob regime de urgência.

 

O inquérito policial deverá investigar se os bloqueios de veículos realizados pela PRF em várias estradas, principalmente na região Nordeste, no dia da votação, respeitaram a legislação e se não constituíram ofensa ao livre exercício do direito de voto. Se forem confirmados, podem ficar caracterizados os crimes de prevaricação e de violência política, previstos nos artigos 319 e 359-P, ambos do Código Penal. Conforme amplamente divulgado na imprensa, as blitze praticadas pela polícia não atenderam à ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teriam sido executadas sob orientação de ofício expedido pelo diretor-geral da PRF. 

 

A investigação requisitada pelo MPF neste feriado também verificará se houve omissão do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal em relação aos bloqueios criminosos de rodovias que estão ocorrendo em todo o país desde a divulgação do resultado das eleições. 

 

O inquérito policial foi requisitado em resposta à representação formulada por subprocuradores-gerais da República, integrantes das Câmaras Criminal (2CCR) e do Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional (7CCR), recebidas na noite dessa terça-feira (1º). A íntegra do ofício enviado à Polícia Federal.

Bahia Notícias

É duro saber que caminhoneiros pararam as rodovias sem saber a razão e o objetivo

Publicado em 2 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaristas protestam diante de agentes da PRF na BR-101 em Itaboraí

Caminhoneiros festejaram a “notícia” da prisão de Moraes

Marco Grillo
O Globo

Desde a madrugada de domingo, caminhoneiros foram às ruas sem saber exatamente por que razão e com qual objetivo. Combater a “fraude” de uma eleição em que o candidato preferido avançou 7 milhões de votos entre um turno e outro e quase dividiu a preferência do país com o vitorioso? Convocar a intervenção de militares que chancelaram o processo de votação e não parecem dispostos a repetir o passado?

No lugar das respostas, sobraram afirmações sem lastro em grupos de WhatsApp e Telegram pró-presidente. “Bolsonaro ganhou com 65% dos votos e não há mais dúvidas de que houve fraude comandada pelo TSE”, dizia uma mensagem nas últimas 48 horas, completamente fora da realidade matemática.

UM MUNDO IRREAL – Nessas fantasias, o patamar de apoio a Bolsonaro representaria, automaticamente, uma perda inverossímil de quase 19 milhões de eleitores do petista entre uma etapa e outra da eleição.

A falta de conexão com a realidade também levou a cenas como a comemoração da suposta prisão do ministro Alexandre de Moraes, fake news difundida por mensagens, e os gritos de “foi confirmada a fraude”, em outra aglomeração bolsonarista. Enquanto isso, pelo país, os bloqueios foram cessando conforme as forças policiais cumpriram o que determinou o Supremo Tribunal Federal (STF).

Já nas redes, a aguardada manifestação do presidente Jair Bolsonaro, em que condenou manifestações que afetam o “direito de ir e vir”, provocou curto-circuito: “É parte da estratégia, se falar algo contrário ele pode até ser preso”, dizia um texto disseminado no Telegram, torcendo a interpretação na tentativa de manter aceso um movimento que já se dissipava.

RESTOU A IRONIA – Em vez de celebrar os 58 milhões de votos, tamanho que mantém o bolsonarismo como força política relevante, a alegada “resistência” foi turbinada por notícias falsas nas redes, e teve até atropelamento fake, como mostra um vídeo que viralizou.

Com questionamentos vazios, não há respostas concretas, então restou a ironia.

“Atenção, foi decretada uma nova eleição! Devido aos protestos dos bolsonaristas e aos protestos dos caminhoneiros fechando as estradas, foi decretada uma nova eleição pelo ministro Alexandre de Moraes. A data da eleição é daqui a 4 anos”, debochava uma mensagem compartilhada em um grupo de debate político no WhatsApp.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  – O artigo é muito interessante e mostra o primarismo dos caminhoneiros e dos grupos bolsonaristas que bloquearam rodovias. Só não é possível concordar com o título, pois todos os manifestantes sabiam muito bem o que estavam fazendo e por que procediam assim. (C.N.)


Bolsonaristas pedem intervenção militar: “É preciso gritar para os generais acordarem!”

Publicado em 2 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: Carlos Vieira / CB / DA.Press)

Vestidos de verde e amarelo, grupos bolsonalistas protestam

Fernanda Strickland e Rafaela Gonçalves
Correio Braziliense

Depois do bloqueio das rodovias, mais uma investida contra as eleições. Em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, grupos bolsonaristas fizeram manifestações diante de unidades militares, para exigir uma intervenção das Forças Armadas no processo político.

Parte do grupo de bolsonaristas que se aglomeram em frente ao Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, nesta quarta-feira (2/10), Dia dos Finados, resolveu apimentar a manifestação neste feriado, que, segundo eles, parecia “um passeio”. Começaram, então, a seguir rumo as residências dos generais para pedir por intervenção federal.

BANDEIRA VERMELHA – “Nossa bandeira nunca será vermelha”, gritavam os manifestantes e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que não aceitam a derrota nas urnas nas eleições do último domingo.O discurso é o mesmo daquele repetido em Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro, onde também houve protestos. Segundo os manifestantes, o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai fazer o Brasil virar Venezuela ou Cuba.

Após chegarem ao local onde estão localizadas as casas dos generais, alguns manifestantes começaram a chamar a multidão para protestar. Um dos apoiadores disse que “é preciso gritar para os generais acordarem, pois eles estão dormindo”, ao que um policial do Exército respondeu: “Estão mesmo”.

No ato é possível ver soldados do Exército fazendo ronda na Praça dos Cristais. O pedido pela ação dos militares é inconstitucional, visto que a Constituição de 1988 proíbe intervenção militar sob pretexto de “restauração da ordem”.

Bolsonaristas pedem intervenção militar na sede das Forças Armadas no Rio - (crédito: Lucas Araújo / Rádio Tupi )

Protesto no Rio reuniu uma imensa massa de bolsonaristas

PROTESTO NO RIO – No Rio de Janeiro, os bolsonaristas se concentram desde cedo na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, em frente ao Comando Militar do Leste (CML), para protestar contra o resultado das eleições de domingo. Eles pedem intervenção militar aos gritos de “eu autorizo”.

Vestidos de verde e amarelo e segurando bandeiras do Brasil, os apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) — derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —, carregam faixas pedindo “intervenção federal” e dizendo que “o povo pede socorro ao Exército”.

O local é um ponto tradicional de manifestações conservadoras cariocas. A pista lateral foi ocupada e a via do VLT foi interditada nas proximidades da estação Cristiano Ottoni. Até o momento, os carros seguem desviando pelas faixas centrais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A foto da manifestação, postada por Lucas Araújo, da Rádio Tupi, mostra uma multidão impressionante. Os manifestantes pedem uma intervenção militar que não ocorrerá e somente existe na cabeça dos cultores do fanatismo bolsonarista. (C.N.)

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TCM aponta má gestão em Jeremoabo

Matéria completa: portaldafeira.com.br https://www.portaldafeira.com.br/noticia/153979/tcm-aponta-ma-gestao-em-jeremoabo                  ht...

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