quarta-feira, agosto 04, 2021

Governo “não tem de onde tirar” recursos para criar a Renda Cidadã, avisa o vice Mourão

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Mourão deixou claro que ideia de utilizar o dinheiro dos precatórios e do Fundeb para bancar programa social do governo está descartada -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press         )

Sem receita, não dá para cobrir as despesas, diz Mourão

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, diz que o Renda Cidadã, programa social que deve suceder o Bolsa Família, não será financiado com recursos destinados para o pagamento de precatórios (dívidas de ações judiciais nas quais a União foi derrotada) e nem com parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Na semana passada, essa proposta havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e por parlamentares. Mas, segundo Mourão, o governo decidiu voltar atrás e descartou usar dinheiro dessas fontes para bancar o programa.

FALTA DINHEIRO – De acordo com o vice, “esse assunto já virou a página, já acabou”. “Voltou atrás, provavelmente não vai usar”, afirmou Mourão, em entrevista no Palácio do Planalto.

Mourão disse também não existe uma fonte de recursos que possa garantir que o programa seja tirado do papel. “Não tem de onde tirar, essa é a realidade”, alertou.

Como alternativas para o Renda Cidadã, Mourão sugeriu a criação de um novo imposto ou a flexibilização do teto de gastos — emenda constitucional que limita o crescimento da despesa à inflação do ano anterior. A princípio, o governo não queria descumprir o teto. Por isso, havia sugerido os recursos dos precatórios e o Fundeb como fontes de financiamento do programa, visto que as duas medidas não são sujeitadas às regras do teto.

OUTRA MANOBRA – “Se você quer colocar um programa social mais robusto que o existente, você só tem uma de duas linhas de ação: ou você vai cortar gastos em outras áreas, e transferir esses recursos para esse programa, ou vai sentar com o Congresso Nacional e propor algo diferente, uma outra manobra, que seja fora do teto de gastos, com imposto específico e que seja aceito pela sociedade. Não tem outra solução. Ou então mantém o status quo”, destacou.

As observações de Mourão acontecem um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, rechaçar o uso do dinheiro dos precatórios para financiar o novo programa. Na quarta-feira (30/9), ele ponderou que não é possível se custear um programa social “com um puxadinho”, e disse que os precatórios não representam uma saída adequada para o impasse orçamentário que envolve a criação do Renda Cidadã.;

“Não é regular. Não é uma fonte saudável, limpa, permanente, previsível”, definiu.

RENDA PERMANENTE – Guedes também defendeu “um programa social robusto, consistente e bem financiado”. “Como é uma despesa permanente, tem que ser financiado por uma receita permanente. Não pode ser financiado por um puxadinho, por um ajuste. Não é assim que se financia o Renda Brasil. É com receitas permanentes”, acrescentou.

Guedes admitiu que o governo pretende rever essa despesa com precatórios, porque há um crescimento na despesa, mas não para o financiamento de um novo programa.

“Não se trata de buscar recurso para financiar o Renda Brasil, muito menos com dívida que é líquida e certa. Temos o direito de examinar do ponto de vista de controle de despesas. O exame não é, jamais, para financiar programa A ou B”, destacou.

 


À PF, Luis Miranda diz que Pazuello relatou pressões e ameaças de Arthur Lira

Publicado em 3 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Luis Miranda diz à PF que Pazuello relatou ameaças de Arthur Lira; veja vídeo Foto: Reprodução/O Globo

É impressionante o relato de Miranda à Polícia Federal

Paulo Cappelli, Natália Portinari, Leandro Prazeres e Julia Lindner
O Globo

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relatou em depoimento à Polícia Federal, na semana passada, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse a ele ter recebido pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para liberar recursos da pasta.

O Globo obteve o vídeo da oitiva do parlamentar, ocasião em que ele conta também que Pazuello teria dito que havia “sacanagem” no ministério desde que ele assumiu. A matéria completa traz também outros trechos do depoimento de Miranda.

UM DESABAFO – Em depoimento à Polícia Federal, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) descreve desabafo do ex-ministro da Saúde. “Ele (Pazuello) falou: ‘Sacanagem tem desde que eu entrei’”, disse o deputado à PF, no inquérito que investiga o caso Covaxin.

A conversa entre Miranda e o ex-ministro teria ocorrido no dia 21 de março, um dia depois de o próprio Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, terem levado ao presidente Jair Bolsonaro denúncias sobre a compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi suspenso em virtude das suspeitas de irregularidades. O depoimento de Miranda foi prestado num inquérito aberto para investigar se Bolsonaro prevaricou, ou seja, não tomou providências ao ser informado sobre as supostas ilegalidades na aquisição do imunizante

— Eu disse: “Pazuello, tá tendo sacanagem no teu ministério. Tem que agir, mermão”. Aí ele falou: “Sacanagem tem desde que eu entrei”. Com aquele jeitão carioca dele. Inclusive, ontem, eu fui no presidente e entreguei um negócio pra ele. É um absurdo. Se estiver acontecendo de verdade, é um absurdo você precisa cuidar disso.

RESPONDEU PAZUELLO – Miranda continua o depoimento contando o que Pazuello teria respondido:

— O Pazuello olha pra mim e diz assim: “Deputado, posso falar a verdade? Eu passei seis horas andando de helicóptero com ele (Bolsonaro) e consegui 10 minutos de atenção dele. Eu não consigo. Eu tenho coisas pra resolver com ele e, porra, no final do ano eu levei uma pressão tão grande que eu não sei exatamente como resolver. Uma pressão… um cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

— (E eu perguntei) “Que cara? “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

DEDO NA CARA — Miranda perguntou “Que cara?”. E Pazuello respondeu: “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Durante aquela semana, Bolsonaro foi pressionado por integrantes do Centrão a trocar o ministro da Saúde. O presidente bateu o martelo sobre a substituição em 14 de março, uma semana antes do dia em que Miranda teria conversado com Pazuello.

— O presidente sabe disso? — teria questionado então Luis Miranda, de acordo com seu relato à PF, a Pazuello.  — “Lógico que o presidente sabe. Eu falei para o presidente”. Eu olhei para o Pazuello: “Você não tem noção do que tá falando, cara”. Ele falou: “Luis, Eu não durmo. Nessa semana eu tô fora. Eles vão me tirar, cara. O cara falou que ia me tirar”

DESESPERO DO MINISTRO – Depois, Pazuello teria desabafado sobre sua gestão à frente da pasta. “Você tem noção, Luis, o que nós fizemos pelo Brasil?” (perguntou Pazuello). E ele começou a contar toda uma história que ele materializou com mensagens que ele enviou depois. “Nós tentamos comprar EPI (matéria de proteção sanitária), não deixaram. Tentamos importar vacina antecipada e não deixaram. Tentei fazer contrato, mandaram cancelar o contrato”, narrando um caso que aconteceu lá atrás, que o próprio Palácio mandou ele cancelar o contrato. Que ele tinha agido antecipadamente. “E as bombas vieram tudo pra cima de mim. Todo mundo fala, o ministro da Saúde está errando. Cara, eu não consigo fazer. Eu tento fazer, e nego me barra”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Importantíssimo o relato do deputado Luís Miranda, que mostra o general Pazuello como um ministro que não mandava no ministério, pois era o Centrão, com Ricardo Barros e Arthur Lira, que tinha o comando de tudo. E a gente pensando que Pazuello era o chefe… (C.N.)


A CPI está de volta para cuidar da Covid, não tem de perseguir veículos que apoiem Bolsonaro

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

 (crédito: Edilson Rodrigues)

Aziz diz que prevaricação de Bolsonaro já está provada

Vicente Limongi Netto

O retorno dos trabalhos da CPI da Covid indica que o presidente Bolsonaro continuará sendo mais crivado de flechadas do que São Sebastião. O governo e o mito de barro não terão sossego. Perderão o couro. Colherão o rosário de omissões e trapalhadas que em má hora plantaram na demora das compras de vacinas, que poderiam ter salvo milhares de vidas.

Além disso, não brecaram articulações nada republicanas envolvendo intermediário em novas compras do imunizante. 

SEM IMPORTÂNCIA – É indiferente, pouco ou quase nada significativo, que o senador Flávio Bolsonaro passe a ser suplente da comissão e o senador Luiz Carlos Heinze, tagarela e defensor da cloroquina, seja promovido a membro titular, na vaga de Ciro Nogueira. 

Nessa linha, em matéria de Jorge Vasconcelos (Correio Braziliense de 01/08), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), foi implacável e direto: “Bolsonaro sabia dos crimes”, salientou.

Omar Aziz é duro também com a Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. “Entrarei na justiça para perguntar a ela quem são os cinco senadores com quem ela combinou  perguntas a serem feitas na CPI. Vai ter que responder. Esse joguinho, brincar com a vida de pessoas, é muito pesado”, destacou Omar. 

A CPI E A IMPRENSA – Democrática e vigilante, a imprensa é termômetro dos governantes que prezam boas condutas em benefício do bem comum. Ela não pode ser confundida, usada nem comparada com feitos antirepublicanos. Nesse sentido, a imprensa caminha parceira da CPI da Covid, em busca da verdade.

Revelando que pretende investigar veículos de comunicação que porventura apoiem Bolsonaro, o comando da CPI perde o foco dos trabalhos, além de correr o risco de cair no descrédito público.

Assim, a CPI arrisca-se a jogar fora a credibilidade e o respeito, conquistados, até então, com trabalho isento e apartidário. E o mais grave, municia os governistas. 

PERDERAM–  Recordo o que cobrei em artigo anterior: vamos esperar quantos dias durará a presença nefasta de deslumbrados e paladinos de araque interventores na Confederação Brasileira de Futebol. Resposta: a presença indébita dos interventores não durou nem uma semana.

A dupla de dirigentes isentos de meia pataca foi cantar em outro terreiro. Por decisão de instância superior, ficou claro que, por se tratar de entidade privada, os assuntos internos da CBF devem ser resolvidos e tratados dentro da própria corporação máxima do futebol brasileiro. O que já vem sendo feito, para desapontamento do time que costuma jogar e torcer pelo quanto pior, melhor. 

Comissão da Câmara convoca Braga Netto para explicar suposta ameaças às eleições

Publicado em 4 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Braga Netto tinha sido “convidado”, agora foi “convocado”

Luiz Felipe Barbiéri
G1 — Brasília

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta terça-feira (3) um requerimento de convocação para que o ministro da Defesa, Braga Netto, esclareça o conteúdo de uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, que atribui a ele uma ameaça à realização das eleições de 2022. O ministro negou que tenha feito a ameaça.

A reportagem informou que Braga Netto teria enviado um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no dia 8 de julho, dizendo que, se não for aprovado o voto impresso e “auditável”, não haverá eleições em 2022.

PRINCIPAIS CAUSAS O voto impresso é uma das principais causas defendidas atualmente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Braga Netto nega ter condicionado as eleições de 2022 ao voto impresso; autoridades dos Três Poderes reagem

O requerimento para a convocação de Braga Netto, de autoria do deputado Rogério Correia (PT-MG), foi aprovado por 15 votos a 7 na comissão. O ministro deve comparecer ao colegiado no dia 17 de agosto.

Na justificativa para apresentação do pedido, o parlamentar afirmou que “a suposta ameaça, se confirmada, se constitui em grave crime praticado contra o sistema democrático”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O texto fala em convocação. Ou seja, o ministro é obrigado a comparecer. Parece uma provocação, e é mesmo. Não era necessária a convocação. O ministro já recebeu e aceitou convite de outra comissão, e o depoimento já está marcado. Chama-se a isso “chover no moilhado”. (C.N.)

terça-feira, agosto 03, 2021

Prefeitura tenta destruir Parque de Exposição e Vaquejada para aproveitar na construção de uma escola

 

Planta da Praça pertencente ao Município que está sendo invadida,  os vereadores e o prefeito fazem de conta que nada sabem nem viram..


Prefeitura tenta destruir Parque de Exposição e Vaquejada para aproveitar na construção de uma escola, Você já ouviu a expressão “Descobrir um santo para cobrir outro” Pois parece que a Prefeitura de Jeremoabo está querendo seguir à risca, destruindo uma obra pronta que custou uma fortuna para o município para fazer em outra. O fato inusitado está preste acontecer com aquiescência dos vereadores .

A festa mais tradicional no ciclo do gado nordestino é a vaquejada. Outrora nenhuma outra data festiva tinhas as finalidades práticas de Apartação’. Os festejos da apartação, e a euforia da derrubada compartilhavam do espírito sertanejo, tal festa oriunda entre os espaços do ciclo do gado, representa a vitalidade, a força, todo um caráter guerreiro do homem típico sertanejo, que via naquele momento de trabalho uma relação intrínseca de alegria e de reconhecimento. (CASCUDO, 1969, p.15 apud SILVA, 2015, p.7)

Talvez o prefeito de Jeremoabo desconheça que "  proporcionam a geração de emprego e renda, impulsionam a economia e incrementam o turismo, especialmente, de cidades nordestinas. a importância da vaquejada enquanto esporte para Jeremoabo está na geração de empregos e renda."

Como exemplo da cultura e geração de renda tivemos a última exposição  om o evento, foram atraídos pecuaristas de várias partes do Brasil, que trouxeram seus animais reprodutores, aqui comercializados através de empréstimos bancários, com juros e prazos vantajosos para os criadores locais, o que passou a beneficiar imediatamente a pecuária de Jeremoabo e de toda a região circunvizinha. Vários outros produtos rurais, máquinas, animais como ovinos e caprinos logo também passaram a fazer parte da mostra.

Ainda toda uma parte de lazer foi montada, com parque de diversões, shows de artistas famosos da época, locais para bailes, restaurantes, bares, enfim todo um lado social que atraia para Jeremoabo. 

Construção de escola é importante, porém, não  nem deve descobrir descobrir um santo para cobrir outro..

Jeremoabo está  aos poucos se expandindo, sendo que uma das poucas saída é o Loteamento do Terreno de Antônio Manoel na Barragem ou então o Conjunto de Junior, inclusive  a prefeitura é detentora de um Terreno no Parque de Junior, terreno esse denunciando através da ONG-TransparênciaJeremoabo que estava sendo invadido, portanto nada mais justo do que esse terreno ser usado para construção de qualquer complexo escolar, se destruir nada nem tão pouco gastar o dinheiro suado do contribuinte.

Comentário de um leitor de Jeremoabo:

Acrescento, construir uma escola Municipal se tem o Evaristo e Jose Lourenço, uma municipal e outra estadual vizinhas ao parque de Vaquejada. Construir outra escola, quando essas mesmas escolas estão com sala vazias por falta de aluno. Destruir não só o parque de Vaquejada, e sim também parque de exposições , local esse utilizado para feiras agropecuárias, gerando renda para o município e geração de vários empregos indiretos. Acabar com o espaço que pode também acontecer a feira de animais, pode servir como centro ou feira para a agricultura familiar. Realmente Dedé, mostra a real incompetência da gestão. Os mesmos vai falar: vamos construir uma escola modelo, que construam, em outros espaços. Poderiam muito bem fazer a escola Evaristo de escola modelo é aqueles alunos poderiam ir para outras escolas

STF mantém lei que proíbe reajuste para servidores até dezembro

 


Decisão do plenário da Corte foi unânime, em sessão virtual

Publicado em 15/03/2021 - 10:03 Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Por unanimidade, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional toda a Lei Complementar 173/2020 que, no contexto da pandemia, ficou conhecida como Lei de Socorro aos Estados, incluindo o trecho que proíbe o reajuste no salário de servidores federais, estaduais e municipais até 31 de dezembro de 2021.

O assunto foi julgado na sessão que se encerrou na noite de sexta-feira (12) do plenário virtual. Nessa modalidade de julgamento, os ministros têm uma janela de tempo para votar somente por escrito, sem debate oral.

O congelamento de salários era questionado no Supremo em três ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), abertas por PT, PDT e Podemos, todas relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida foi prevista na lei como forma de compensar os gastos públicos extras com a pandemia de covid-19. 

Para os partidos, no entanto, ao congelar os salários de todos os servidores do país, os artigos 7º e 8º da LC 173/2020 violaram alguns princípios constitucionais, como o de autonomia administrativa dos entes federativos e o de irredutibilidade salarial, bem como prejudicaram a eficiência dos serviços públicos.  

Moraes, contudo, entendeu que nenhum dos argumentos se sustentam. Em seu voto, o relator considerou que a legislação está inteiramente de acordo com a Constituição. Ele negou, por exemplo, que haja violação à irredutibilidade salarial dos servidores públicos.

“No caso, verifica-se que não houve uma redução do valor da remuneração dos servidores públicos, uma vez que apenas proibiu-se, temporariamente, o aumento de despesas com pessoal para possibilitar que os entes federados enfrentem as crises decorrentes da pandemia de Covid-19, buscando sempre a manutenção do equilíbrio fiscal”, escreveu o ministro.

Ele destacou que o objetivo da lei foi evitar a irresponsabilidade fiscal, sobretudo de estados e municípios, que ao receber verbas extras da União para o combate à pandemia, ficam assim impedidos de tomar medidas populistas, usando os recursos para “fazer cortesia com chapéu alheio”.

“A situação fiscal vivenciada pelos Estados e Municípios brasileiros, sobretudo nessa conjuntura de pandemia, demanda uma maior atenção em relação aos gastos públicos e, no particular, ao gasto com o funcionalismo público”, acrescentou Moraes, que foi acompanhado por todos os outros dez ministros do Supremo.

Uma quarta ADI contra outro trecho da LC 173/2020, que impunha condições para a suspensão no pagamento da dívida de estados com a União, também foi rejeitada por unanimidade.

Edição: Denise Griesinger


https://agenciabrasil.ebc.com.br/


Nota da redação deste Blog -  Os desmandos praticados pelo atual gestor quando chega ao meu conhecimento publico na hora, agora acredito que seja uma leviandade exigir que o prefeito conceda aumento para qualquer categoria municipal no momento, isso porque o mesmo poderá ser responsabilizado e penalizado.

Concederam aumento para os políticos, para os militares, para a justiça, porém, como o servidor público sempre é quem " paga o pato", os aumentos estão suspensos até dezembro de 2021, talvez como no próximo ano haverá eleições, poderá até ser que concedam algum melhoramento.

Portanto servidores públicos de Jeremoabo não alimentem essa falsa ilusão, a não ser que o prefeito que sempre desrespeita a lei, cometa mais essa improbidade. 


Jornalista e apresentador Fernando Vanucci morre aos 69 anos

 O jornalista começou na TV Globo, na década de 70, onde apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros

Fernando Vanucci, jornalista e apresentador, faleceu na tarde desta terça-feira (24), em Barueri, na Grande São Paulo. Vanucci se despede com 69 anos e deixa quatro filhos.

De acordo com o G1, o jornalista colocou um marcapasso em 2019. Na manha de hoje, ele sentiu um mal estar e foi levado para o hospital.

Segundo informações da Guarda Civil Municipal de Barueri, o apresentador foi levado ao Pronto-Socorro central da cidade, onde faleceu.

Em 2019, Fernarndo Vanucci sofreu um infarto e precisou passar por uma angioplastia coronária, no Hospital Oswaldo Cruz.

Histórico

O jornalista começou na TV Globo, na década de 70, onde apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros.

Segundo o G1, Vanucci atuava como editor de esportes na Rede Brasil de Televisão.

https://jornaldebrasilia.com.br/

'Devo, não nego; pagarei assim que puder', diz Guedes sobre precatório

 


por Fábio Zanini | Folhapress

'Devo, não nego; pagarei assim que puder', diz Guedes sobre precatórios
Foto: Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta terça-feira (3) que o governo não tem capacidade para o pagamento de todos os precatórios programados para 2022 e por isso está propondo o parcelamento dos valores. “Devo, não nego; pagarei assim que puder”, afirmou.
 

Segundo ele, a medida em discussão com o Congresso não vai levar à falta de pagamento dos precatórios —dívidas do Estado reconhecidas pela Justiça. "Não haverá calote", afirmou, em evento virtual promovido pelo site Poder 360.
 

Guedes afirmou que o volume de quase R$ 90 bilhões em precatórios previstos para 2022 consumiria todo o espaço extra no espaço do teto de gastos no ano que vem (que era calculado pelo governo em torno de R$ 30 bilhões). “O número extrapolou qualquer possibilidade de reserva de nossa parte”, disse.
 

A solução via PEC (proposta de emenda à Constituição) foi sugerida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, segundo Guedes. "[Foi] sugestão do próprio ministro Gilmar Mendes, eu estava surpreso com o conteúdo e liguei para ele. Ele disse 'olha, já aconteceu antes e há soluções’”, afirmou Guedes.
 

A proposta do governo tem como objetivo fazer os "superprecatórios", acima de R$ 66 milhões (mil vezes o salário mínimo), terem pagamento parcelado —com 15% de entrada e mais nove prestações anuais. A regra valerá também para novos precatórios nesse valor a entrarem nas contas do governo a partir de 2022.
 

A proposta também trará um teto para o pagamento dos precatórios. De acordo com integrantes do governo, esse limite será de 2,6% da receita corrente líquida –o que corresponde a R$ 27,9 bilhões em 2022, de acordo com as previsões do governo (com isso, R$ 41 bilhões do total previsto para o ano que vem serão alvo do parcelamento).
 

O teto para precatórios não seria aplicado às chamadas requisições de pequeno valor (as RPV), de até R$ 66 mil, que continuariam a ter seus pagamentos feitos de forma imediata. A regra atualmente estabelece um prazo de 60 dias após a determinação judicial.
 

"Os superprecatórios já estão [pela proposta] automaticamente parcelados. Os pequenos, justamente os mais vulneráveis, terão garantido o pagamento pronto e imediato", afirmou.
 

De acordo com Guedes, será possível pagar todas as RPVs sem ultrapassar o limite da receita corrente líquida estabelecido na proposta. E, caso ainda haja espaço nessa margem, os pagamentos imediatos serão expandidos para valores ainda maiores.
 

"Suponha que, dentro desse limite [...], dê para pagar todas as RPV [...] e ainda tenha espaço para pagar mais. Aí vamos subindo em ordem ascendente. Até R$ 70 mil, R$ 100 mil, R$ 150 mil, R$ 200 mil", afirma.
 

"Nós fizemos os cálculos e achamos que todas as sentenças menores do que R$ 450 mil serão pagas à vista, pelo menos nos próximos anos", disse. "Todo esse pessoal vai ser atendido. Só os maiores serão parcelados", disse.
 

A proposta de Guedes, ainda em discussão, também criaria um fundo para os pagamentos de precatórios com recursos oriundos de ativos da União, como imóveis, participações em estatais e dividendos pagos por elas. "Nós podemos até acelerar o pagamento desses precatórios [parcelados], usando moedas de privatização", afirmou.
 

"Podemos fazer o seguinte. Os superprecatórios estão em uma fila. Grande parte estão em fundos de precatórios em grandes instituições financeiras, que por sua vez compraram por deságio. Elas passam a ter duas opções. Esperam na fila ou conseguem converter a valor face nos programas de privatização. Podemos criar um fundo patrimonial para acelerar o pagamento desses precatórios", afirmou.
 

"O que estamos fazendo é transformar uma crise em uma oportunidade de transformação do Estado. Quando o ritmo de obrigações contra o Estado é muito rápido, maior do que a nossa capacidade de pagamento, temos que fazer como fazem todos os cidadãos. Vende uma casa de campo, vende o carro para pagar uma dívida e continuar solvente. Então podemos oferecer essa alternativa", disse.
 

“Inclusive, estou criando esse fundo para que, vendendo as estatais, vocês possam usar o mais rápido possível, como era possivelmente a intenção de todos esses grupos [privados] que entraram acumulando essas dívidas”, afirmou.
 

Guedes reconheceu que o crescimento dos precatórios pode representar uma falha de monitoramento e atuação do governo, mas ressaltou que desde o ano passado já cita uma possível "indústria" de precatórios contra o governo.
 

“Você fala assim: ‘Vocês dormiram no ponto?’ Possivelmente sim. O governo em alguma coisa falhou. Nós sabíamos, eu reclamei do ritmo de crescimento. Mas sinceramente não havia o que pudéssemos fazer. Isso vem do espaço exterior, de instâncias às quais não temos alcance”, afirmou.
 

“Pode ter havido culpa nossa, vou correr atrás. Mas reagimos rápido. Formulamos em 10 ou 12 dias, assim que recebemos o número do Ministério da Justiça, liguei para o STF, para o presidente da República”, disse.
 

Gilmar Mendes, do STF, participou do evento virtual e foi questionado sobre como garantir que a PEC não seja vista como inconstitucional. Ele não quis comentar o tópico diretamente. "Certamente, não vou emitir juízo sobre essa questão agora porque esse tema acaba sendo judicializado", afirmou.
 

Mesmo assim, Gilmar afirmou que considera equivocada uma decisão anterior do STF (a emenda 62, de 2000) —que, na época, viu inconstitucionalidade em regra que parcelaria precatórios.
 

*
 

ENTENDA
 

O que são precatórios?
 

O precatório é emitido no caso de condenações da Justiça contra o Estado em valores acima de 60 salários mínimos (ou seja, R$ 66 mil).
 


 

O que são RPVs?
 

As RPV (requisições de pequeno valor) são condenações abaixo desse limite.
 


 

Hoje, quando esse pagamento deve ser feito?
 

Os precatórios devem ser quitados até o final do exercício seguinte à sua expedição. No caso da RPV, esse prazo é de até 60 dias após a expedição da requisição de pagamento
 


 

O que o governo planeja fazer?
 

Adiar grande parte dos pagamentos. No caso das RPVs, a execução é mantida. Mas os superprecatórios (acima de R$ 66 milhões) seriam parcelados em até 10 anos. Além disso, haveria um teto para pagamento dos precatórios correspondente a 2,6% da receita corrente líquida (em 2022, esse teto seria de R$ 27,9 bilhões).
 


 

Qual o objetivo?
 

Abrir espaço no teto de gastos para turbinar o Bolsa Família em 2022 e outras despesas (o teto de gastos impede o crescimento real das despesas do governo a cada ano).
 


 

O projeto resolve o problema fiscal?
 

Não, apenas joga a despesa para anos seguintes.
 


 

Qual o valor total de precatórios previsto para 2022?
 

Serão R$ 69,2 bi de precatórios e mais R$ 19,8 bi de RPVs, totalizando R$ 89,1 bi
 


 

Se a proposta do governo for aprovada, qual o valor postergado?
 

Caso a ideia vá adiante, a estimativa é que R$ 41,3 bi serão alvo do parcelamento (o equivalente a 46% do total previsto)

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