terça-feira, agosto 03, 2021

Câmara votará projeto que censura pesquisas eleitorais, esvazia cotas e dificulta punição a políticos


por Ranier Bragon e Danielle Brant | Folhapress

Câmara votará projeto que censura pesquisas eleitorais, esvazia cotas e dificulta punição a políticos
Foto: Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pretende colocar em votação nesta quarta-feira (4) um projeto de lei complementar de 372 páginas e 902 artigos que traz diversas alterações na legislação eleitoral, incluindo censura às pesquisas de intenção de voto.
 

Além de restrições aos levantamentos eleitorais, entre outros pontos, a proposta enfraquece as cotas para estímulo de participação de mulheres e negros na política, esvazia regras de fiscalização e punição a candidatos e partidos que façam mau uso das verbas públicas e tenta colocar amarras ao poder da Justiça de editar resoluções para as eleições.
 

O projeto, relatado pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), aliada de Lira, pretende revogar toda a legislação eleitoral e estabelecer um único código eleitoral. Para entrar em vigor ainda nas eleições de 2022, a medida precisa ser aprovada por Câmara e Senado e ser sancionada pelo presidente da República até o início de outubro, um ano antes da disputa.
 

Em seus 902 artigos, o projeto estabelece censura a pesquisas eleitorais, para que elas só possam ser divulgadas até a antevéspera da eleição.
 

O texto determina ainda que os institutos que fazem esses levantamentos informem um percentual de acertos das pesquisas realizadas pela entidade ou empresa nas últimas cinco eleições. O dispositivo é criticado por especialistas, que lembram que as pesquisas retratam a realidade de determinado momento, não o voto dado.
 

Além da condução de Lira, a medida conta com apoio considerável no Congresso, que nos últimos anos tem se empenhado, a cada ano pré-eleitoral, em afrouxar as regras de controle e punição a partidos e candidatos.
 

O atual projeto, por exemplo, dá poder amplo aos partidos para usar como bem entenderem as verbas do fundo partidário, que distribui a cada ano cerca de R$ 1 bilhão às legendas. Não raro, siglas têm usado essas verbas para gastos de luxo, na aquisição de carros e aeronaves, e em alguns dos restaurantes mais caros do país.
 

Ao mesmo tempo, esvazia significativamente o poder de análise da Justiça Eleitoral das contas de partidos políticos, ao delimitar a apuração das prestações de contas entregues anualmente pelas legendas.
 

Segundo o dispositivo, a análise deverá se restringir a verificar se as siglas receberam recursos de fontes vedadas ou de origem não identificada e se destinaram as cotas estabelecidas na lei para suas fundações e para o incentivo à participação das mulheres na política. O prazo para a Justiça Eleitoral analisar as contas partidárias cai de cinco para dois anos. Se isso não ocorrer, o processo pode ser extinto.
 

Outro ponto torna muito mais difícil a cassação do mandato de parlamentares por irregularidades na campanha, como a compra de votos--para que haja essa possibilidade, terá que ser provado que o candidato usou de algum meio violência para coagir o eleitor.
 

O transporte irregular de eleitores é descriminalizado e se torna infração cível, punida com multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil. Além disso, o texto revoga crimes como boca de urna e comício no dia da eleição. Eles também passam a ser infração cível punível com multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
 

Um dos grandes avanços de anos recentes da legislação, as cotas para estímulo da participação feminina e de negros na política também sofrerão revés caso o projeto seja aprovado.
 

Graças a decisões dos tribunais superiores, os partidos hoje são obrigados a distribuir verbas de campanha de forma proporcional entre homens e mulheres, brancos e negros. Essas decisões sempre encontraram oposição nos partidos políticos, que não raro as descumprem.
 

O projeto da Câmara estabelece que é legal candidatas repassarem verbas da cota para "pagamento de despesas comuns com candidatos do sexo masculino" e para despesas coletivas das campanhas. Não há menção sobre cota proporcional para negros, o que passou a ser regra a partir de 2020 por decisão do Supremo Tribunal Federal.
 

O Judiciário também é claramente um alvo do projeto. Hoje, os tribunais editam resoluções com base nas leis eleitorais e, com certa frequência, respondem a consultas que acabam virando regra a poucos meses das eleições.
 

Com o projeto relatado por Margarete Coelho, essa possibilidade fica vedada. Caso a nova lei entre em vigor, possivelmente esses pontos serão objetos de análise do próprio Judiciário, que pode derrubá-los.
 

O texto também veda o banimento, o cancelamento ou a suspensão de perfil ou conta de candidato a cargo eletivo durante o período eleitoral, o que é visto como uma forma de blindagem para os candidatos que espalham fake news. A deputada, porém, diz que a proposta não impede as plataformas de moderarem conteúdo que viole suas regras.
 

"O que fizemos foi exigir que as plataformas apresentem, antes do início do período eleitoral, suas políticas e critérios de moderação de conteúdo, para que os candidatos e o próprio eleitor tenham clareza sobre o que pode e o que não pode fazer naquela plataforma", disse, em entrevista no final de junho.
 

O projeto prevê ainda que recairão sobre o provedor da aplicação de internet em que for divulgada propaganda eleitoral as penalidades previstas no código se, no prazo determinado pela Justiça Eleitoral, não tomar providências para encerrar a divulgação, remover o conteúdo ou suspender a conta ou perfil.
 

Entidades da sociedade civil que montaram a campanha "Freio na Reforma" divulgaram texto apontando 20 retrocessos na legislação, do ponto de vista desse coletivo.
 

Entre outros pontos, o texto afirma que o projeto "acaba com o sistema da Justiça Eleitoral usado para prestação de contas partidárias e dificulta a fiscalização por seus técnicos", determina a devolução de recursos públicos mel empregados apenas em casos graves e permite que os partidos contratem empresas privadas de auditoria para fiscalizar suas próprias contas.
 

O grupo, que é liderado pelo Movimento Transparência Partidária, também ressalta que a criação do crime específico de caixa dois eleitoral (ou seja, o gasto de campanha não informado à Justiça Eleitoral) tem pena máxima passível de acordo de não persecução penal.
 

A relatora do texto defende as mudanças no código eleitoral. Sobre o uso do fundo partidário para diferentes atividades, a deputada afirma que a intenção é "fortalecer a formação de lideranças políticas e cidadãs" e que o texto "impõe uma série de instrumentos de controle e fiscalização que criam barreiras legais e uma série de constrangimentos administrativos contra o mau uso do dinheiro público."
 

A deputada nega que o código fragilize o sistema de fiscalização de contas partidárias. "Ao contrário, se antes a prestação de contas só poderia ser feita pela via jurisdicional, agora ela poderá ser feita, numa etapa prévia, pela via administrativa, o que racionaliza o processo", defende.
 

"Havendo qualquer divergência, dúvida ou desacordo, o processo será judicializado, como ocorre hoje."
 

Sobre a falta de menção, no texto, à distribuição proporcional de recursos entre candidatos negros e brancos ou proporcionalidade nos recursos para as candidatas, Margarete diz que a questão está pacificada na jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

"Além disso, muitas dessas regras dependerão das escolhas políticas que a Casa fará em relação ao sistema político [há uma reforma política em curso na Câmara], por isso optamos por enfrentar esse debate no plenário, onde defenderemos a regra mais inclusiva que pudermos em favor das mulheres e dos diferentes grupos subrepresentados."
 

A relatora nega que o texto engesse a função consultiva e de regulamentação do TSE e afirma que o poder da Justiça Eleitoral está preservado, "embora ele agora tenha parâmetros mais claros sobre seus limites e possibilidades".
 

"O papel de inovar pertence ao legislador. Ao juiz eleitoral, compete regulamentar, o que significa ir até o limite da legislação, sem jamais criar regras novas", diz. "Era o que acontecia com as consultas, que não estão previstas no novo Código: a Justiça Eleitoral respondia questões em tese, orientando a interpretação dos competidores eleitorais, mas não se vinculava à sua própria orientação. Se as consultas não firmam jurisprudência, por assim dizer, elas não têm razão de existir".
 

Margarete também rebate críticas de que o projeto fragilize punição a atos como o transporte irregular de eleitores e boca de urna e defende que o texto propõe "novas formas de combate para velhos problemas".
 

"Por isso criamos uma série de outros procedimentos administrativos, com pesadas multas em caso de descumprimento, em oposição ao caminho mais fácil, porém ineficiente, de recorrer ao discurso punitivista."
 

Além disso, descarta que o código inviabilize as possibilidades de cassação de mandatos e afirma que o projeto propõe critérios para que o julgador "possa aferir a gravidade da conduta que enseja cassação".
 

"Antes, um mesmo caso poderia ter desfechos muito diferentes, conforme o juízo deste ou daquele tribunal. Agora, uma série de critérios precisam ser observados, para que tenhamos mais segurança jurídica quanto àquela que é a maior lesão ao patrimônio do eleitor: a invalidação de seu voto", diz.
 

Sobre a restrição de divulgação de pesquisas eleitorais, a relatora afirma que os três dias que antecedem as eleições são "períodos de grande incerteza, em que o eleitorado está suscetível a fortes oscilações em favor de determinados candidatos".
 

"Um erro na pesquisa durante esse período pode insuflar artificialmente uma candidatura, por isso a restrição se justifica, evitando movimentos de alta ou de queda ilusórios", defende.

Bahia Notícias

Fábio Vilas-Boas pede exoneração da Secretaria de Saúde da Bahia

 POLÍTICA

Publicado em 03/08/2021 às 18h31

Ex-secretário chegou a pedir desculpas após xingar a dona do restaurante Preta, Angeluci Figueiredo

Matheus Morais / Romulo Faro
Foto: Divulgação/Assessoria/Sesab
Foto: Divulgação/Assessoria/Sesab

 

O médico Fábio Vilas-Boas acaba de informar seu pedido de exoneração da chefia da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Ele protagonizou um episódio de agressão verbal contra a dona do restaurante Preta, Angeluci Figueiredo. “Entreguei, agora à tarde, minha carta com pedido de exoneração do cargo de secretário estadual de Saúde, que ocupava desde janeiro de 2015. A solicitação foi aceita pelo governador Rui Costa”, escreveu Vilas-Boas no Twitter.

 

A Secretaria de Comunicação (Secom) confirma que a subsecretária Tereza Paim assume a pasta interinamente, e diz que ‘o substituto de Fábio Vilas-Boas será anunciado nos próximos dias.’

De acordo com a Secom, o governador Rui Costa agradeceu “pelo empenho com que o médico conduziu a pasta durante sua gestão”.

Vilas-Boas chegou a pedir desculpas pelo ocorrido. “Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo (1), em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada. Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse”, escreveu Vilas-Boas em redes sociais.

Bahia.ba

Câmara Municipal de Jeremoabo em 03.08.2021

 

Rogério Carvalho denuncia arapongagem a mando de Braga Neto e recebe solidariedade da CPI

https://www.plantaobrasil.net/news.asp?nID=117379 

Obra do CIC será entregue no próximo dia 9 (Foto: Matheus Moura/Setur)

Após seis anos, as obras do Centro de Convenções de Sergipe (CIC), localizado na avenida Tancredo Neves, serão concluídas. O Governo de Sergipe anunciou que fará a entrega do CIC no próximo dia 9. Na mesma data, será assinada a ordem de início da operação da empresa que venceu a licitação de concessão para administrar o local pelos próximos 25 anos.

De acordo com o secretário de Turismo, Sales Neto, o Governo vai entregar a obra civil do CIC e a empresa vencedora da licitação terá que equipar o local, para que o espaço possa voltar a receber eventos.

“Foi feita a obra civil e construção de um novo pavilhão, que tem um salão para eventos e estacionamento. Todas as instalações foram feitas, mas o contrato de licitação prevê que a empresa vencedora da concessão terá que instalar alguns equipamentos complementares que são: escada rolante, elevador, a parte de climatização e os móveis dos auditórios”, explica.

De acordo com Sales, ainda não é possível garantir uma data exata para que o CIC volte a funcionar e receba eventos por causa dos equipamentos complementares que ainda serão instalados. “A partir da entrega oficial do CIC, a empresa vencedora da licitação, estará apta a administrar o local e fazer as encomendas dos equipamentos, que boa parte são comprados sob medida. No Brasil, estamos tendo muita dificuldade com a entrega de alguns materiais, a exemplo de ferro, vidro, aço, e isso acaba sendo um problema. Não podemos ter uma data garantida para início de funcionamento porque dependemos de variáveis que a gente não controla”, enfatiza.

CIC

A obra no CIC começou em 2015 e foi paralisada em 2016. O orçamento inicial foi de aproximadamente R$ 20,7 milhões do Ministério do Turismo. A primeira empresa licitada desistiu do contrato após um ano de reforma e consumiu quase R$ 5 milhões. Uma nova licitação foi realizada e, em maio de 2018, a obra foi retomada com previsão de entrega para 2019 e orçamento de R$ 27 milhões.

A obra estava prevista para ser entregue até o mês de junho, mas por causa de problemas com a entrega de materiais, a conclusão da obra ficou para o segundo semestre de 2021.

 

Por Karla Pinheiro

INFONET

Senador Rogério Carvalho acusa ministro Braga Neto de espionagem

em 3 ago, 2021 15:40

Senador Rogério Carvalho disse que está sendo vítima de espionagem (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O senador por Sergipe, Rogério Carvalho (PT), denunciou nesta terça-feira, 3, na CPI da Covid-19 que acontece no Senado Federal, que está sendo vítima de espionagem por parte dos oficiais do Exército. De acordo com o senador, dois oficiais estiveram em Sergipe conversando com amigos do parlamentar.

“Eu quero informar a essa CPI e a todos que estão ouvindo que eu fui surpreendido semana passada. Um amigo me convidou para uma conversa e me disse que recebeu um coronel do Exército da reserva e um oficial da ativa, que foram ao meu estado para bisbilhotar a minha vida e saber o que podia ter para usar contra mim”, denuncia.

O senador acusa o ex-ministro da Casa Civil e atual ministro da defesa do Brasil, Braga Neto, de ser o responsável pelo envio dos oficiais a Sergipe para coletar informações. “Eu quero dizer ao senhor Braga Neto, que foi o emissário do oficial do Exército para fazer espionagem contra um parlamentar, um senador da República, que eu não tenho medo, que eu não abrirei mão das minhas convicções. Que eu entrego a minha vida pela causa que eu defendo e que ninguém vai me intimidar”, enfatiza Carvalho.

Por fim, Rogério pediu ao presidente da CPI da Covid-19 que o requerimento solicitando a quebra do sigilo telemático do ministro da Casa Civil para o Ministério da Saúde seja autorizado. “Depois dessa ameaça, é o mínimo que a gente pode fazer para esclarecer e dizer que essa CPI não se curva à ameaças autoritárias de um tempo que achávamos que tínhamos superado”.

“O ex-ministro da Casa Civil e atual ministro da Defesa do Brasil não está ali para defender partido político ou posição política ideológica, mas para defender a Constituição, as instituições democráticas e está submetido, inclusive, a esse poder”, completa.

Portal Infonet entrou em contato com o Ministério da Defesa, mas até a publicação da matéria, não houve resposta. A equipe de reportagem permanece à disposição por meio do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Karla Pinheiro

INFONET

Governo lança programa de redução voluntária do consumo de energia elétrica

 

Governo lança programa de redução voluntária do consumo de energia elétrica
Foto: Reprodução/Pixabay

O MME (Ministério de Minas e Energia) abriu nesta segunda (2) consulta pública para debater as regras do programa de redução voluntária da demanda de energia elétrica, iniciativa para tentar reduzir o risco de apagões no fim do ano.
 

É o primeiro plano relacionado à demanda desde que a Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética) foi criada, no fim de junho. O foco da câmara em iniciativas de aumento da oferta é visto por alguns especialistas como um sinal de negacionismo do governo no enfrentamento da crise.
 

O programa de redução voluntária da demanda é voltado apenas a grandes consumidores e prevê o pagamento de compensação financeira a empresas que se disponham a reduzir o consumo por períodos de quatro e de sete horas por dia.
 

O valor das compensações ainda não foi definido. Segundo portaria divulgada nesta segunda, as empresas interessadas terão de informar ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) quanto podem economizar e quanto desejam receber.
 

Com base nas ofertas, o operador fará estudos técnicos para subsidiar decisão do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) sobre o aceite das propostas. Os lotes de economia devem ser maiores do que 30 MW (megawatts) médios.
 

"O objetivo da proposta é viabilizar, sob a ótica da demanda, alternativa que contribua para o aumento da confiabilidade, segurança e continuidade do atendimento eletroenergético aos consumidores do País, buscando sempre os menores custos", disse o MME.
 

A portaria do MME define que, se o custo da economia for menor do que o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), hoje em seu valor máximo, de R$ 583,88 por MWh (megawatt-hora), a diferença será retornada ao consumidor via encargos cobrados na conta de luz.
 

Se for maior, os encargos pagarão a diferença, que posteriormente será rateada por todos os consumidores, hoje já pressionados pela bandeira vermelha nível 2, a mais cara taxa extra cobrada para pagar usinas térmicas.
 

A Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia) espera que o sistema esteja operacional em um mês, prazo necessário para a realização da audiência pública, a entrega das ofertas e a análise técnica do ONS.
 

"O importante é que já temos a regra do jogo", diz o presidente da entidade, Paulo Pedrosa. "Agora, as indústrias vão ter que fazer suas contas. Não são contas simples, porque em algums momentos vai impor custos, como horas extras, novos turnos e transporte."
 

A Abrace questiona, porém, o montante mínimo de economia para que empresas se habilitem a participar do programa. "Para muitas indústrias, oferecer 30 MW é parar a produção", diz Pedrosa, que vai sugerir também a autorização para que empresas agreguem economias de unidades em diferentes locais.
 

Com a demora na elaboração do plano, grandes indústrias começaram a buscar um programa de estímulo à economia de luz criado na gestão Michel Temer (MDB), que também dá vantagens financeiras para o deslocamento da produção para fora dos horários de pico de consumo de energia.
 

Braskem, Gerdau, Cimentos Apodi, Rima, dentre outras companhias intensivas na demanda por luz, já aderiram ao programa. A ideia é contornar a alta contínua do preço da energia causada pela contratação de usinas térmicas.
 

Na nota técnica em que anunciou o novo programa de redução da demanda, o MME lista uma série de iniciativas já tomadas para enfrentar a crise energética, a maior parte delas com foco no aumento da oferta, como incentivos à contratação de novas térmicas ou à importação de eletricidade.
 

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participou de cerimônia de reinauguração da térmica William Arjona, a usina de energia mais cara do país, com custo de R$ 1.741 por cada MWh (megawat-hora) gerado.
 

Estudos do ONS, porém, alertam para a possibilidade de esgotamento da potência de energia ao fim do período seco, gerando risco de apagões localizados nos horários de maior demanda, quando a rede de energia demanda uma operação mais intensa das usinas hidrelétricas.
 

"As estratégias operativas em curso visam à adoção de medidas que garantam a manutenção da governabilidade do SIN [Sistema Interligado Nacional], por meio da operação adequada do parque hidrotérmico e acionamento de recursos adicionais", diz, na nota técnica, o MME.

Bahia Notícias

o mostra secretário invadindo restaurante; ele chamou chef de 'vagabunda

o mostra secretário invadindo restaurante; ele chamou chef de 'vagabunda'

Fábio Vilas-Boas fez travessia até ilha de Frades e encontrou local fechado

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Um vídeo mostra o momento em que o secretário de Saúde da Bahia Fábio Vilas-Boas invade o restaurante Preta, na ilha dos Frades, no final de semana. O estabelecimento estava fechado por conta do mau tempo que impedia a travessia da parte continental de Salvador.

Usando uma camisa listrada e uma bermuda azul, o secretário fica alguns minutos encostado em uma mureta, que acaba pulando. Ele mexia no celular e estava com a máscara pendurada no rosto. Somente ele aparece nas imagens, que foram gravadas no momento em que Fábio chegou ao loal e encontrou o restaurante fechado.

O secretário xingou a chef Angeluci Figueiredo, dona do restaurante, de “vagabunda” durante uma troca de mensagens de texto nesse domingo (1º). O titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) se exaltou com a chef ao encontrar o restaurante fechado, numa excursão ao lado de parentes e amigos, e enviou diversos insultos à profissional via WhatsApp.

Nesta segunda-feira (2), uma carta em resposta ao secretário circulou nas redes sociais. Ele pediu desculpas “pelos comentários inadequados”, “em circunstâncias injustificáveis”.

Por meio da Secretaria de Comunicação, o Governo do Estado afirma lamentar o episódio, considera inadmissível qualquer tipo de agressão e afirmou que manifesta "total solidariedade" à empresária Angeluci Figueiredo e a todas as mulheres.

Chef rebate
Num longo texto em que reflete sobre misoginia e racismo (ver a íntegra mais abaixo), Angeluci também explicou que a frustração no atendimento ocorreu por causa de uma decisão da Capitania dos Portos. Em virtude da instabilidade do tempo e das variações do vento na Baía de Todos os Santos no final de semana, o órgão da Marinha recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo a Ilha dos Frades, uma das três ilhas de Salvador. Por conta disso, o restaurante ficou fechado e o atendimento teve de ser cancelado. 

Titular da Sesab chama chef de ‘vagabunda’ após encontrar restaurante fechado

(Foto: Reprodução)

“Esqueça de me ver de novo aqui. E ainda paguei 350 reais pra desembarcar...”, afirma o secretário nas mensagens, antes de acusar ameaçá-la de usar veículos de imprensa para divulgar mensagens negativas sobre o restaurante. "Amigo o caralho! Vagabunda", completa o secretário ao encerrar a conversa, via mensagens de texto. 

Angeluci citou a misoginia e o teor racista das mensagens, ainda que considerando a possibilidade, tamanho o absurdo, de a conta dele ter sido clonada – o que não aconteceu, já que ele viria a admitir o erro.

“O que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado - a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável - chamar uma mulher de VAGABUNDA? O senhor admite algum senso de possibilidade de razoabilidade no seu gesto, no uso dessas palavras? E como se fosse insuficiente essa ofensa, o senhor me ameaça, de queixar-se a empresários e de me expor nos meios de comunicação, secretário”, respondeu Angeluci. 

“Inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem”, continuou.

Desculpas
O secretário Fábio Vilas-Boas foi ao Twitter, na tarde desta segunda-feira (2), para pedir desculpas e tentar se explicar. 

“Por mais cuidadosos que sejamos, ao longo da vida cometemos erros que podem atingir as pessoas. Peço, portanto, desculpas à empresária e artista da gastronomia baiana, a Chef Angeluci Figueiredo, pelos comentários inadequados no último domingo (1), em circunstâncias injustificáveis, enviados por mensagem privada”, iniciou ele, antes de mencionar a situação em que as mensagens foram enviadas.

“Tendo reservado um almoço especial com os familiares e amigos do exterior com a devida antecedência de 48h, uma enorme frustração momentânea me levou, tomado de emoção, a dizer o que disse. Conto com o perdão de todos que se sentiram ofendidos, pois sempre pautei minha vida na verdade, honestidade e acolhimento”, concluiu.

Leia a resposta de Angeluci na íntegra:

Prezado secretário, 

A primeira perspectiva adotada por mim diante de mensagens enviadas em seu nome, da sua conta de WhatsApp me ofendendo, me xingando de vagabunda, me atribuindo condições que não condizem com as minhas atividades financeiras e empresariais foi partir do pressuposto que sua conta foi clonada ou que, outra pessoa, por razões que eu desconheço, usou seu celular e sua conta, à sua revelia, para me ofender. 

Como é de conhecimento público, a Capitania dos Portos, em virtude da instabilidade do tempo, das condições climáticas e das variações do vento e da navegabilidade na Baía de Todos os Santos, recomendou a restrição de navegação em todo o entorno, incluindo, claro, a Ilha dos Frades, onde funciona o restaurante. Em virtude dessa decisão, o restaurante foi fechado, já que não haveria como os clientes das reservas chegarem à ilha e até mesmo como os funcionários se deslocarem em pequenas embarcações até o restaurante. O fechamento do restaurante e o cancelamento do atendimento, embora antes de tudo gere prejuízos econômicos para mim e toda a minha equipe, foi determinado pelas circunstâncias climáticas, não por um gesto irresponsável meu ou de alguém ligado a mim. As condições do tempo afetam todas as rotinas da ilha, inclusive as comunicações, que, frequentemente, nos últimos dias, ficaram interrompidas. Não temos serviço de telefonia de grande qualidade nas ilhas, por limitações das operadoras, é o serviço de Wi-Fi torna-se precário à primeira oscilação das condições de tempo.

Em inúmeras vezes já lhe atendi e aos seus convidados com toda a cordialidade, eficiência e responsabilidade que devo a todos os meus clientes. Se agora lhe escrevi, não é para lhe pedir desculpas por um transtorno que não foi causado voluntariamente por mim. Escrevo-lhe para lhe pedir, publicamente, já que fui ameaçada por suas mensagens de exposição pública pelo fato de seus convidada não poderem consumar a reserva no restaurante neste domingo, para refletir sobre a gravidade e a injustiça do tratamento a mim dispensado. 

Pergunto-lhe: o que autoriza uma autoridade, no exercício de uma função pública das mais relevantes do estado - a de secretário de Saúde do Estado da Bahia, e durante uma pandemia, o que torna a sua função sinhá mais responsável - chamar uma mulher de VAGABUNDA? O senhor admite algum senso de possibilidade de razoabilidade no seu gesto, no uso dessas palavras? E como se fosse insuficiente essa ofensa, o senhor me ameaça, de queixar-se a empresários e de me expor nos meios de comunicação, secretário. 

Reitero: o restaurante Preta foi fechado por forças das circunstâncias climáticas, após boletim das autoridades públicas que defendem a segurança e a vida na navegabilidade, questão que o senhor, como autoridade máxima da saúde pública do estado conhece melhor que eu. 

Os tempos mudaram, secretário: inexistem contextos que justifiquem essa relação de senhor e vassalo. Eu não sou vagabunda. Sou uma mulher digna, honrada, profissional, empresária, geradora de empregos e com uma árdua rotina de trabalho, física, inclusive, para realizar um sonho e um projeto de oferecer aos meus clientes um serviço de qualidade. Mas não de qualquer jeito: só quando as circunstâncias me permitem. 

Reflita sobre a gravidade das duas palavras e sobre a inadequação e a vulgaridade delas. Como lhe disse, a roda da história gira, e, nesse giro, me desculpe, mas parece não ter lhe beneficiado. Veja bem em que lugar as circunstâncias históricas NOS COLOCARAM: o secretário, um médico bem sucedido, empresário, agropecuarista, homem branco, de família tradicional, etc, etc, alimentando a cultura da intolerância e dos tais privilégios ditos brancos, ofendendo moralmente uma mulher negra, chamando-a diretamente de vagabunda, e por quê? Pelo fato de razões climáticas terem lhe impedido um domingo de bem estar num restaurante localizado numa ilha sujeita a intempéries, como qualquer local no meio do mar.

O senhor sabe o que é ser misógino, secretário? Sabemos que sim, o senhor sabe. Mas sabemos que nesse país ninguém é racista, ninguém é misógino. Aqui não há nunca vítimas, só vitimismo e mimimi, afinal devemos garantir que autoridades se sintam à vontade para sacar o telefone e chamar uma mulher de vagabunda, simplesmente porque pode, porque um desejo foi frustrado pelo tempo. 

Vou reiterar a misoginia: o senhor chamaria de vagabundo um homem branco, dono de um restaurante, pelo fato de esse homem ter sido impedido de lhe atender num domingo de chuvas e ventos fortes? Fiquemos por aqui. O senhor sabe que não sou vagabunda, não sou irresponsável, não vivo de mesada de quem quer que seja e que, diferentemente do que o senhor me escreveu, eu preciso trabalhar. Felizmente, preciso e gosto muito do que faço. Não nasci ancorada por sobrenome tradicional e nunca exerci cargo público, esferas onde pessoas com esse perfil que me atribui volta e meia circulam na imprensa. 

Reflita, secretário e serei generosa e didática: se for me expor na imprensa, envie às redações o print do monólogo ofensivo que direcionou a mim. Talvez esteja enganada, mas me parece que, caso me exponha, isso diz muito mais sobre o senhor do que sobre o meu caráter e sobre minha moralidade. 

Cordialmente 

Angeluci Figueiredo 

Camacã: Ex-prefeito terá que devolver R$ 14 mil após compra de peixes para Semana Santa

Camacã: Ex-prefeito terá que devolver R$ 14 mil  após compra de peixes para Semana Santa
Foto: Reprodução / Blog do Paulo José

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) consideraram, nesta terça-feira (3),  parcialmente procedente denúncia formulada contra o ex-prefeito da cidade de Camacã, Oziel Rodrigues da Cruz Bastos, por irregularidades na aquisição de peixe para distribuição gratuita durante a “Semana Santa”, no exercício de 2019. De acordo com o relator do processo, conselheiro substituto Ronaldo Sant’Anna, determinou o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$14 mil, com recursos pessoais, referente ao sobrepreço em relação à média de preços praticados na região. O ex-prefeito ainda foi multado em R$3 mil.

De acordo com o TCM,  o valor unitário praticado pelo município de Camacã – R$ 14,00 – para aquisição do peixe tipo “Corvina” se mostrou superior ao preço médio praticado pelos demais municípios da região – R$12,60 –, o que indica um desembolso R$1,40 a mais por quilo de peixe. Para o conselheiro substituto Ronaldo Sant’Anna isso não se justifica, especialmente se considerado o volume total adquirido, correspondente a dez toneladas.

Na sessão desta terça, o  relator também considerou que a divulgação da “Carta Convite” apenas no mural localizado na sede da entidade responsável pela licitação não foi suficiente para garantir a ampla divulgação do certame, vez que restringiu a competitividade. Ele afirmou, em seu voto, que a Prefeitura de Camacã deveria publicar o instrumento convocatório, no mínimo, em seu sítio oficial da Internet, como lhe obriga o § 2º, do art. 8º, da Lei Federal nº 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação), o que não ocorreu.

Ele concluiu que a matéria institucional publicada pelo site oficial da prefeitura – com fotografias e referências pessoais ao ex-prefeito –, possui características de auto promoção, vez que extrapola os limites do caráter educativo, informativo ou de orientação social. O Ministério Público de Contas, através do procurado Guilherme Costa Macedo, também opina pela procedência da irregularidade atinente à prática de sobrepreço. Cabe recurso da decisão.


Nota da redação deste Blog - Enquanto isso os vereadores da oposição de Jeremoabo, usaram por várias vezes a Tribuna da Câmara para denunciar que os peixes doados pelo prefeito de Jeremoabo foram superfaturados; porém, esqueceram de comunicar o fato ao TCM e ao Ministério  Público.

Esse esquecimento irá perdurar até quando?

Supremo aguarda explicações sobre o escandaloso aumento do Fundo Eleitoral para R$ 5,7 bilhões


Reveja os principais acontecimentos de 2018 nas charges marcantes de Jorge Braga

Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Daniel Weterman
Estadão

Um grupo de parlamentares acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação da LDO e proibir o aumento do Fundo Eleitoral. A relatora, ministra Rosa Weber, pediu esclarecimentos da Câmara, do Senado e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o pedido.

O Broadcast Político apurou que a cúpula do Congresso vai defender a aprovação do projeto e negar que a votação tenha atropelado as normas regimentais e constitucionais, como alegam os parlamentares contrários ao aumento do “Fundão Eleitoral” para R$ 5,7 bilhões.

VOTO SIGILOSO – Ao aprovar o projeto, no último dia 15, o plenário da Câmara deixou de votar de forma nominal e aberta um destaque apresentado pelo partido Novo para retirar o aumento do fundo eleitoral da proposta. Isso porque os líderes partidários articularam uma votação nominal do texto-base da LDO anteriormente, o que impediu uma nova votação aberta para o destaque na sequência.

O pedido de verificação inicial foi feito por líderes do PT, MDB, Solidariedade e PSDB. A manobra foi criticada por Bolsonaro, que atacou o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que presidiu a sessão. A base do governo no Congresso, porém, participou da articulação e não apoiou o destaque do Novo.

ORÇAMENTO SECRETO – No mesmo projeto que aprovou o aumento do fundo eleitoral, o Congresso incluiu a previsão de indicação das emendas de relator e de comissões no Orçamento de 2022. Na prática, essas duas categorias aumentam os recursos federais com a digital dos parlamentares.

A Constituição e o projeto encaminhado originalmente pelo governo preveem o pagamento apenas das emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador, e das bancadas estaduais, colocadas pelo conjunto de parlamentares de cada Estado.

Conforme o Estadão revelou, as emendas sigilosas de relator foram usadas pelo governo Bolsonaro para comprar apoio político no Congresso ao direcionar a verba para redutos eleitorais de deputados e senadores aliados, incluindo a compra de equipamentos com preço acima do estipulado pelo próprio Executivo.

EMENDAS DE RELATOR – As indicações das emendas do relator turbinaram as verbas parlamentares nos dois últimos anos. Em 2020, as verbas somaram R$ 20 bilhões.

A LDO aprovada pelo Congresso permite a mesma estratégia no Orçamento de 2022, ano eleitoral. Além disso, obriga o governo federal a empenhar todas as emendas de relator em seis meses no ano que vem, obedecendo a indicação de beneficiários feitas pelo Congresso.

Parlamentares esperam que Bolsonaro vete as emendas de relator na LDO, mas já se articulam para derrubar o veto na sequência.

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Barroso responde aos ataques contra o sistema eleitoral e TSE abre inquérito no STF

 Barroso responde aos ataques contra o sistema eleitoral e TSE abre inquérito no STF

Posted: 02 Aug 2021 06:57 PM PDT

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso (STF), decidiu reagir fortemente aos ataques sistemáticos de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral brasileiro, as instituições democráticas e a sua atuação como ministro.

Como primeira resposta, o ministro conseguiu aprovar no TSE, por unanimidade, a abertura de inquérito administrativo para investigar os ataques de Bolsonaro contra o sistema eleitoral.

A segunda cartada de Barroso contra o delirante do Planalto foi aprovar, também por unanimidade, a inclusão da live da última quinta-feira, 29, no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal. Ele encaminhou a inclusão do vídeo para o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela investigação.

O ministro @LRobertoBarroso decidiu responder ao sociopata delirante e golpista com palavras à altura dos ataques que vem recebendo.

pic.twitter.com/rGUlWd3tgG

— O Cafezinho ☕🇧🇷 (@ocafezinho) August 3, 2021

No discurso feito na noite desta segunda-feira, 2, Barroso falou sobre o que aconteceu nos EUA quando Donald Trump, derrotado nas eleições presidenciais, insuflou seus apoiadores contra o sistema eleitoral norte-americano que resultou na invasão do Capitólio.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, insuflados pelo presidente derrotado, 50% dos republicanos acreditam que a inequívoca vitória do presidente [Joe] Biden foi fraudada. Essas narrativas, fundadas na mentira e em teorias conspiratórias, destinam-se precisamente a pavimentar o caminho da quebra da legalidade constitucional”.

Barroso também classificou a tese conspiratória de Bolsonaro de que o voto impresso seria uma forma de ter eleições limpas como “fantasia”.

Assista o discurso de Barroso na íntegra!

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Felipe Santa Cruz: “Bolsonaro é um covarde”

 Felipe Santa Cruz: “Bolsonaro é um covarde”

Posted: 03 Aug 2021 05:00 AM PDT

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, reagiu ao ataque de Jair Bolsonaro contra o ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que faleceu em maio após travar uma batalha contra um câncer.

Bolsonaro também já atacou o pai de Felipe, o militante Fernando Santa Cruz, desaparecido durante a Ditadura Militar.

No cercadinho com seus apoiadores nazifascistas, Bolsonaro atacou Covas ao falar sobre a última ida do prefeito paulista a um estádio de futebol. “O outro que morreu, fecha São Paulo e vai assistir Palmeiras e Santos no Maracanã. Esse é o exemplo”, atacou.

Digo há muito tempo que Jair Bolsonaro é acima de tudo um covarde. A predileção pelo ataque aos mortos – como no caso do meu pai e agora com Bruno Covas – demonstra a extensão da sua falta de caráter e covardia. Minha solidariedade ao filho do Prefeito Bruno Covas.

— Felipe Santa Cruz (@felipeoabrj) August 3, 2021

O filho de Bruno Covas, Tomás, de apenas 16 anos, se manifestou em nota enviada à Folha.

“Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas”, esclareceu.

O PSDB também se posicionou sobre a declaração psicótica de Bolsonaro. “Bolsonaro não respeita os vivos, os mortos, as instituições, a democracia, o bom senso. Agora ataca até a memória de Bruno Covas, prefeito eleito por milhões de paulistanos”.

Lideranças políticas de diversos matizes ideológicos foram às redes para repudiar o ataque de Bolsonaro. Confira!

A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos.

— João Doria (@jdoriajr) August 2, 2021

Bolsonaro é pequeno. É minúsculo. Não é digno da cadeira que ocupa, nunca será! Manifesto minha solidariedade à família do Bruno Covas. Bruno não merece ter seu nome e sua memória atacada por gente tão vil e sem empatia.

— Randolfe Rodrigues 💉👓 (@randolfeap) August 3, 2021

O fracasso das manifestações de domingo subiu à cabeça de Bolsonaro. Desesperado, apareceu no cercadinho, onde o gado diminui a cada dia, para ofender a memória do prefeito Bruno Covas, que enfrentou uma doença letal com uma dignidade que jamais o presidente terá. COVARDE!

— Orlando Silva (@orlandosilva) August 2, 2021

Quero manifestar minha solidariedade à família do Bruno Covas, que ao contrário de Bolsonaro sempre foi um homem digno. As ofensas grotescas do presidente jamais estarão à altura da memória do Bruno.

— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) August 2, 2021

A fala desrespeitosa do presidente Bolsonaro ironizando o ex-prefeito Bruno Covas que lutou pela vida com a dignidade dos fortes, mostra que ele não é só um presidente ruim, ele é um ser humano ruim.

— Marcelo Ramos (@marceloramosam) August 2, 2021

Bolsonaro volta a atacar o Ministro do STF e Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. Além disso, durante coletiva em seu cercadinho, criticou o ex-prefeito de SP Bruno Covas, falecido em decorrência de um câncer. Inacreditável! Bolsonaro é asqueroso e desumano!

— Padre João PT (@dep_padrejoao) August 2, 2021

Minha solidariedade profunda ao Tomás. Esse ataque ao ex- prefeito Bruno, já falecido, é um dos atos mais abjetos que já vi em toda a minha vida política. O presidente da República é legalmente obrigado a zelar pelo decoro e dignidade do cargo que exerce. https://t.co/CfVBjVzuvQ

— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) August 3, 2021

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