domingo, agosto 01, 2021

CPI já tem provas de que Bolsonaro prevaricou no combate à Covid, diz o senador Omar Aziz


O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz, em coletiva de imprensa

Omar Aziz diz que ainda há muita coisa a ser investigada

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

A temperatura política voltará a subir a partir desta semana, com a retomada dos depoimentos na CPI da Covid, após o recesso parlamentar. Nos próximos dias, os senadores vão aprofundar as investigações sobre as negociações suspeitas do Ministério da Saúde para a compra de vacinas contra o novo coronavírus. Em entrevista ao Correio, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirma que as apurações já constataram que “o governo nunca teve o interesse de comprar imunizantes de empresas sérias” e optou por negociar preços acima do mercado com intermediários.

Aziz mantém a cobrança de um posicionamento de Jair Bolsonaro sobre acusações do deputado Luís Miranda (DEM-DF). À CPI, o parlamentar disse ter alertado o presidente da República sobre suspeitas de irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin, assinado entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa Medicamentos.

SEM DESMENTIDO – “Até hoje o presidente não desmentiu o deputado”, reforça o senador. Segundo ele, já há “indícios suficientes” de que Bolsonaro “sabia da existência de crimes e não tomou providência”, cometendo “crime de prevaricação”. A seguir, os principais trechos da entrevista.

A CPI retoma os depoimentos com foco nas negociações sobre vacinas. A que conclusões a comissão chegou sobre esse tema e o que ainda pretende apurar?
O que a CPI apurou, desde aquele depoimento do Fabio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação do governo), é que o governo nunca teve o interesse de comprar vacinas de empresas com compliance (observância de práticas) sérias. Com o andar das investigações, a CPI percebeu que vacinas com preços acima do mercado foram negociadas. Deixaram de comprar vacina da Pfizer a US$ 10 para comprar a US$ 15 da Covaxin. Onde tinha interesses não republicanos, aí sim, havia uma parte (do governo) com todo interesse em comprar essas vacinas. E, com isso, nós deixamos de comprar vacinas em quantidade muito grande; não participamos do consórcio (Covax Facility) feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que daria oportunidade para vacinar 50% do povo. A gente conseguiu descobrir tudo isso. É uma pena, porque quem sofreu foram os brasileiros que perderam pessoas queridas.

A CPI recebeu documentos que mostram que a AstraZeneca avisou ao Ministério da Saúde, em janeiro, que não negociava vacinas com participação de empresas privadas. O Butantan também fez sobre a CoronaVac. Mesmo assim, o governo negociou as duas vacinas com intermediários. Qual sua opinião sobre isso?
Quando eles viram oportunidade de ter algum lucro pessoal, aí tiveram todo interesse, uma rapidez enorme. Volto a repetir: em relação à Pfizer, foram mais de 100 e-mails enviados ao Ministério da Saúde sem resposta. É complicado. Já a Covaxin, a primeira reunião ocorreu em novembro e, em fevereiro, já estavam fechando o contrato (de 20 milhões de doses a R$ 1,6 bilhão).

O presidente Bolsonaro tem repetido que não houve irregularidades no caso Covaxin porque o Ministério da Saúde não pagou pela vacina.
Juridicamente, ele (presidente) sabe que teve, sim, crime. Só não foi possível o pagamento porque um servidor (Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde) comunicou ao presidente o que estava se passando a respeito da Covaxin. E, mesmo assim, ele nada fez, deixou as coisas andarem. E continuam andando. No dia 20 (de março), o servidor e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), avisaram: fique ligado. Mesmo assim enviaram novos invoices (recibos de importação), mensagens dizendo que pagassem US$ 45 milhões em Cingapura, e o presidente não mandou cancelar as negociações. Foram canceladas as negociações agora, depois que a CPI expôs toda essa trama.

A CPI tem indícios suficientes para dizer que o presidente cometeu crime de prevaricação?
Temos. Até hoje, o presidente não desmentiu o Luis Miranda. Ele cita até o nome do líder do governo (na Câmara, deputado Ricardo Barros, PP-PR), segundo o deputado, e o presidente não tomou nenhuma providência. E Barros continua sendo líder do presidente. Por que, se no dia 20 de março, no Palácio da Alvorada, você recebe um deputado e fala, segundo contou o parlamentar, que sabe quem está por trás disso, e mantém essa pessoa até hoje como líder? Eu não sei mais o que é prevaricar.

A defesa de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, pediu o adiamento do depoimento dele. Advogados dizem que ele está na Índia. Que providências a CPI tomará?
Ele poderia ter comunicado à gente, no dia em que recebeu o documento de convocação para o dia 4 (de agosto), dizer que ele não estava no país.

Em recente pronunciamento, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez elogios à atuação do governo na pandemia e disse que Bolsonaro adotou uma “estratégia diversificada” para adquirir vacinas contra a covid-19. O senhor concorda?
Foi uma estratégia de não responder à Pfizer? Foi uma estratégia ele dizer “vachina da China”? Isso é estratégia? Será que o ministro Queiroga acha que todo o brasileiro chupa pirulito, é criancinha? Que estratégia é essa?

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, está pedindo na justiça que o senhor pague a ela R$ 100 mil por danos morais. Ela também pediu ao STF uma apuração sobre vazamentos de e-mail e dados que deveriam estar em sigilo. O ministro Ricardo Lewandowski deu cinco dias para a CPI dar uma resposta. Qual a sua defesa contra essas acusações?
Ela usou o povo do Amazonas como cobaia — morreram, aqui, 14 mil pessoas já. E vem pedir danos morais para mim? Ela agiu irresponsavelmente com o povo do meu estado, e ela será, sim, indiciada, e será punida pela justiça dos homens, depois pela justiça divina, por ter causado, por ter contribuído para que essa pandemia, para que crime contra a vida fosse praticado. Depois, chega na CPI e mente. Ela tem que responder aos senadores, a partir de terça-feira, quais são os cinco senadores que ela passou as perguntas para fazerem para ela. Então, não manda ela, com um processo contra mim, querer se esquivar de perguntas que tem que responder, porque, com certeza, ela não passou nenhuma pergunta para mim, para eu fazer. Temos que saber quem são esses cinco senadores.

Como o senhor vai cobrar isso da Mayra Pinheiro?
Eu vou entrar na Justiça para perguntar a ela quem são os cinco senadores. Ela vai ter que responder. Nós não estamos ali na CPI para fazer joguinho. Porque esse joguinho, brincar com a vida de pessoas, é muito pesado. Morrendo gente e ela rindo: “Ah, eles vão passar a bola e eu vou fazer o gol”. E (investigar) aqueles também que se sujeitaram a esse tipo de coisa.

E quanto à queixa da secretária ao STF sobre vazamento de dados que deveriam estar em sigilo?
Não tem embasamento, não existe vazamento de nenhum documento sigiloso. O que eu vi que saiu foi uma carta que ela enviou para o governo de Portugal. Inclusive, duas tevês portuguesas me procuraram para falar sobre isso. Porque pode ter consequências em Portugal essa brincadeira dela. Ela oferece um tipo de tratamento que não deu certo cientificamente, nem aqui nem em lugar nenhum no mundo. Já não bastava ela ter cometido os crimes contra a vida no Brasil, queria também em Portugal? Se é documento secreto utilizar o Ministério da Saúde para mandar uma carta ao governo português, é secreto por quê?

Durante a reunião do grupo majoritário da CPI, na semana passada, ficou acertada a votação de um requerimento que pede o afastamento de Mayra Pinheiro por supostamente obstruir as investigações. Que obstruções são essas?

Mandar perguntas para senadores fazerem para ela. Como é que não está obstruindo a investigação? Se isso não for obstrução de investigação, não sei mais o que é. Você vai ser testemunha minha e eu te digo: “Olha, você fala isso, isso e isso” — que eu te oriento como acusada. Primeiro, que uma pessoa que é testemunha, ou investigada, não pode falar com o juiz. E os senadores que ela disse que enviou as perguntas são juízes. Está todo mundo (senadores governistas) calado, ninguém respondeu. Então, o certo é ela dizer quem são esses cinco senadores aliados.

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), agora suplente da CPI, terá acesso a documentos, poderá apresentar requerimentos e usar artifícios regimentais contra as investigações. Como o senhor recebeu essa notícia?
Ele tem todo o direito de participar da CPI, escolhido pelo bloco parlamentar dele. É parte envolvida diretamente. Então, tem direito de participar de qualquer ato dentro do Senado. O regimento (interno do Senado) é para todos.

Por que a CPI decidiu aprofundar as investigações sobre a empresa VTC Log?
O que nós temos sobre a VTC Log são os contratos que foram reajustados bem acima do recomendado (por parecer da área técnica do Ministério da Saúde). Há também uma relação muito próxima de dirigentes desta empresa com o Roberto Ferreira Dias (ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde). A dirigente da VTC Log (Andréia Lima, diretora-executiva) deve ser chamada pela CPI.

Quais as expectativas do senhor em relação ao depoimento do líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR)?
Não vai contribuir em absolutamente nada, porque ninguém acusou o deputado de nada. Nem a CPI o acusou. Quem disse que o presidente (Bolsonaro) teria falado no nome dele foi o deputado Luis Miranda. A coisa mais tranquila para ele, e ele nem precisaria ser convocado nem ir à CPI, era o presidente fazer uma nota de desagravo, uma live ao lado dele dizendo: “Estou aqui ao lado do meu líder, confio plenamente no Ricardo Barros e o que esse deputado (Luis Miranda) falou é mentira”. É simples assim, como diz o (ex-ministro da Saúde Eduardo) Pazuello. Quem tem que desmentir o Miranda não é o Barros, é o próprio Bolsonaro — e ele não faz isso.

A CPI decidiu que vai pedir o bloqueio judicial dos bens da Precisa Medicamentos e da Global, empresas do Francisco Maximiano. Por quê?
Temos que mostrar, claramente, que essa empresa ludibriou o governo e o povo querendo receber antecipadamente sem botar uma única vacina aqui dentro. Não é a primeira vez que ela faz isso. Fez, inclusive, aqui junto ao Governo do Distrito Federal.

 

Homem leva jovem de 15 anos ao hospital e diz que ela morreu após sexo

Polícia está a investigar o caso.

Homem leva jovem de 15 anos ao hospital e diz que ela morreu após sexo
Notícias ao Minuto Brasil

01/08/21 12:43 ‧ HÁ 4 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

BRASIL SÃO PAULO


APolícia Civil está investigando a morte de Gabrielly Dickson, uma adolescente de 15 que deu entrada numa unidade hospitalar em Cubatão, no estado brasileiro de São Paulo, em paragem cardiorrespiratória. 

De acordo com o G1, a jovem foi levada para o hospital por um homem de 26 anos, com quem mantinha uma relação amorosa.

Inicialmente, as autoridades foram acionadas com a informação de que a jovem tinha sido vítima de agressão física por parte do namorado.

No entanto, os enfermeiros que a atenderam relataram às autoridades que Gabrielly não apresentava sinais de ter sido agredida. Os profissionais de saúde contaram ainda que a adolescente chegou àquela unidade de saúde já inconsciente, em paragem cardiorrespiratória, e com sangramento nas partes íntimas. Segundo a versão do homem que levou Gabrielly para o hospital, a jovem faleceu enquanto mantinham relações sexuais dentro do carro.

O óbito foi declarado depois da 1h da madrugada deste domingo, tendo a morte sido registada como suspeita. 

A família, que não tinha conhecimento de nenhuma doença preexistente, também desconhecia que a jovem tinha um relacionamento com o homem.

As autoridades aguardam agora os resultados da autópsia que identificará a causa da morte. Serão ainda ouvidos os familiares da vítima e outras eventuais testemunhas. 

https://www.noticiasaominuto.com.b

Pandemia aperta classe média na América Latina e reverte décadas de ganhos sociais Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/pandemia-aperta-classe-media-na-america-latina-e-reverte-decadas-de-ganhos-sociais/ Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

 


Por

Helen Mendes

31/07/2021 21:50

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Pessoa em situação de rua no centro de Buenos Aires, Argentina, 21 de julho| Foto: EFE/ Demian Alday Estévez

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A pandemia de Covid-19 atingiu duramente a América Latina e Caribe, que já registrou mais de 1,3 milhão de mortes causadas pelo coronavírus. Para além da perda de vidas, os impactos econômicos e sociais também são extensos: cerca de 4,7 milhões de pessoas foram expulsas da classe média e caíram na vulnerabilidade ou pobreza na região, segundo um relatório do Banco Mundial.


Essa súbita mudança possivelmente reverte ganhos sociais que foram conquistados lentamente nas últimas décadas, diz o relatório, intitulado "A ascensão gradual e o declínio rápido da classe média na América Latina e Caribe".


O Banco Mundial relata que o número de pessoas vivendo em situação de pobreza na América Latina e Caribe (ALC) caiu quase pela metade e houve aumento da classe média nas últimas duas décadas, mas o crescimento ficou estagnado nos últimos anos na região, uma das mais atingidas pelos impactos econômicos e de saúde durante a pandemia e que ainda luta para combater a Covid-19.


Com a crise do coronavírus, houve retrocesso nesse cenário. Em 2020, a classe média encolheu para 37,3% da população, o grupo de pessoas em situação de vulnerabilidade aumentou para 38,5% e aqueles em situação de pobreza agora somam 21,8% da população total da ALC.


Para a entidade, a classe média é formada por pessoas com renda per capita diária entre US$ 13 e US$ 70; aqueles em situação de vulnerabilidade vivem com US$ 5,50 a US$ 13 por dia e a linha da pobreza é de US$ 5,50 por dia.


Programas de proteção social ajudaram a reduzir os impactos negativos, pelo menos no curto prazo, avalia o Banco Mundial, que ressalta que se não houver recuperação econômica rápida e inclusiva, a pobreza pode aumentar novamente em 2021. O relatório afirma que o impacto seria ainda mais dramático sem medidas de estímulo, como o programa social de transferência temporária de renda no Brasil.


"Sem medidas de mitigação, em especial sem as transferências emergenciais do Brasil, as projeções indicam que a pandemia global poderia ter resultado em mais de 20 milhões de pessoas perdendo o status de classe média", dizem os autores do estudo, que ressaltam que o Brasil impulsiona grandemente as mudanças na ALC por causa da grande parcela da população brasileira no total da região (quase 38%) e da proporção da população do país que vive na pobreza.


Para a recuperação econômica, o Banco Mundial recomenda garantir o amplo acesso a vacinas, desenvolver sistemas eficientes para distribuí-las e fortalecer os sistemas de saúde da região.

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A região está em uma "encruzilhada", descreveu Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. "A reversão dos ganhos sociais duramente conquistados corre o risco de se tornar permanente, a menos que sejam feitas reformas ousadas", declarou.


"A assistência emergencial de transferência de renda, que ajudou a diminuir o impacto da pandemia, não será sustentável por muito tempo; assim, a região precisa avançar com políticas que garantam uma retomada sólida e propiciem um crescimento mais sustentado, resiliente e inclusivo que irá combater a pobreza e a desigualdade persistentes", acrescentou Jaramillo.


Na última década, houve dois períodos distintos de crescimento e pobreza na região: um de crescimento sustentado e forte redução da pobreza, até 2013, e o período seguinte de estagnação da pobreza e desaceleração do crescimento, de 2014 a 2019.


"Justamente quando a região estava tendo um vislumbre de recuperação do período de estagnação, a pandemia de Covid-19 forçou o fechamento das economias", diz o relatório.


Com as medidas de restrição e o declínio das atividades econômicas, estima-se uma queda de 6,7% no Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe em 2020, tornando essa a pior recessão da história da região, diz o Banco Mundial.

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O relatório destaca ainda a falta de acesso a serviços essenciais na ALC: menos de 1 em cada 4 famílias pobres tem saneamento adequado, 9% não têm acesso à eletricidade e apenas 25% usam a internet em casa.


Êxodo

O impacto econômico da pandemia fez com que muitos latino-americanos buscassem melhores condições de vida em outras regiões, apesar das restrições de mobilidade e fechamento de fronteiras impostos pela crise sanitária.


É o caso de muitos argentinos, que já sofriam com seguidas crises econômicas, agora agravadas pela pandemia, e que têm buscado outros lugares para se estabelecer.


Em outubro de 2020, 51% dos argentinos entrevistados disseram que deixariam o país se tivessem uma oportunidade, relatou uma pesquisa da empresa de consultoria Inovação, Política e Desenvolvimento (IPD). Entre os jovens de 16 a 25 anos, o percentual chegou a 71%. A sensação de descontentamento levou o governo argentino a pedir que os jovens não deixem o país, apesar da crise.


Grande parte dos argentinos que querem ir embora de seu país são das classes média e média alta. Eles preferem destinos como Espanha, Itália, Estados Unidos, além dos países mais acessíveis da região, como Uruguai, Chile e Brasil.

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"Os argentinos que vêm [para o Brasil] são de classe média e estão desesperados", contou Marcelo Taormina, que veio com esposa e sete filhos da Argentina para o Brasil em 2013, ao Infobae.


Hoje a família ajuda, com uma rede de apoio, argentinos que querem emigrar para cá. "Eles fecharam seus negócios, não têm possibilidades e a maioria são empreendedores, que tiveram que fechar as portas. Venderam as máquinas de trabalho para poder viajar e tiveram que doá-las. O argentino está sem dinheiro, vendendo coisas que demorou anos para comprar, junta o que pode", disse.


Já na Venezuela, a emigração pode chegar a sete milhões de pessoas até o fim deste ano ou o início de 2022, superando o êxodo da Síria, considerado o maior do mundo com 6,7 milhões de refugiados e migrantes que abandonaram o país devastado pela guerra, alertou a Organização dos Estados Americanos (OEA).


Antes da pandemia, cinco mil venezuelanos fugiam diariamente do país, que enfrenta uma grave e prolongada crise econômica e social sob a ditadura de Nicolás Maduro. Mas o impacto da Covid-19 motivou mais de 150 mil a retornarem aos seus locais de origem. Entretanto, o estudo da OEA adverte que, de setembro de 2020 até o momento, mesmo com o fechamento de fronteiras, cerca de 700 a 900 venezuelanos "fogem diariamente por vias irregulares: rotas marítimas ou trilhas perigosas".


Os principais destinos dos venezuelanos são Colômbia, Peru, Estados Unidos, Chile e Equador.

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Requião anuncia saída do MDB após perder disputa por controle do partido

 Foto: Beto Barata/Agência Senado

O ex-governador e ex-senador Roberto Requião01 de agosto de 2021 | 15:40
BRASIL

O ex-governador e ex-senador Roberto Requião decidiu deixar o MDB após perder uma disputa pelo controle da legenda no Paraná. A decisão foi anunciada por ele após convenção da sigla que elegeu, no sábado, 31, o deputado estadual Anibelli Neto para o comando do partido no Estado.

Requião disputava a presidência com Neto, que é aliado do governador Ratinho Junior (PSD). O ex-senador vê o partido se aproximando do presidente Jair Bolsonaro no Paraná. “O rato e o Bolsonaro sequestraram o MDB. O partido acabou”, escreveu Requião após a convenção.

Neste domingo, 1, ele confirmou a saída. “Aristóteles dizia que o homem é um animal político. Sou assim. Saí do MDB porque meu velho MDB de guerra acabou. Vou continuar fazendo política para o bem de meu país e do nosso povo.”

Crítico de Bolsonaro, Requião quer lançar candidatura ao governo do Paraná em 2022. Ele abriu uma enquete no Twitter perguntando aos seguidores em qual partido deve se filiar, citando PDT, PT e PSB, todos de oposição ao governo federal.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que já enfrentou Requião em disputas no Estado, convidou o ex-governador para se filiar à legenda. “Fique certo que não te faltará trincheira para ser candidato ao governo do Paraná”, escreveu em mensagem no Twitter.

Estadão Conteúdohttps://politicalivre.com.br/

Em ato por voto impresso, Bolsonaro novamente coloca pleito em dúvida

 Foto: Evaristo Sá/AFP/Folhapress

Manifestantes participam de ato em defesa do voto impresso na Esplanada de Ministérios, em Brasília01 de agosto de 2021 | 14:40

Em ato por voto impresso, Bolsonaro novamente coloca pleito em dúvida

BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) novamente colocou em dúvida a realização de eleições em 2022 ao se dirigir a apoiadores que realizaram ato neste domingo (1º) em Brasília em defesa do voto impresso.

“Vocês estão aí, além de clamar pela garantia da nossa liberdade, buscando uma maneira que tenhamos eleições limpas e democráticas no ano que vem. Sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”, disse Bolsonaro, por vídeo, a manifestantes concentrados em frente ao Congresso Nacional.

“Nós mais que exigimos, podem ter certeza, juntos porque vocês são de fato meu Exército —o nosso Exército— que a vontade popular seja expressada na contagem pública dos votos”, afirmou na mesma videochamada.

Em outro trecho, o presidente declarou que ele e seus seguidores não vão “esperar acontecer para tomar providências”. “Juntos nós faremos o que tiver que ser necessário para que, repito, haja contagem pública dos votos e tenhamos eleições democráticas no ano que vem”.

Bolsonaro é defensor do voto impresso, que ele diz ser “auditável” e “democrático”.

As frequentes declarações golpistas do mandatário têm elevado a crise entre o Planalto e os demais poderes, principalmente o Judiciário.

Bolsonaro tem como um de seus alvos preferenciais o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, que defende a confiabilidade das urnas eletrônicas e rechaça as acusações de que houve fraude em pleitos passados.

Numa referência a Barroso, Bolsonaro também disse neste domingo que quem afirma que o sistema eleitoral brasileiro é auditável e seguro é “mentiroso”.

Em outro momento, o presidente da República ameaçou “dar um último alerta”, por meio da convocação de uma manifestação popular na avenida Paulista, em São Paulo.

“O poder é que está em jogo. Não estou aqui em hipótese alguma querendo impor a minha vontade, é a vontade de vocês. Se preciso for dar um último alerta àquele que não tem respeito para conosco eu convidarei o povo de São Paulo, a maior capital do Brasil, para ir à [avenida] Paulista para que o som deles, a voz do povo, seja ouvido por aqueles que teimam em golpear a nossa democracia. Se o povo lá disser que voto tem que ser auditável e que a contagem tem que ser pública e que o voto tem que ser impresso”, afirmou.

O presidente ainda renovou a retórica anticomunista que caracterizou sua campanha de 2018.

“Nossa união nos libertará da sombra do comunismo e do socialismo”, disse.

O ataque mais forte feito por Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro ocorreu na quinta (29), numa live de duas horas em que ele trouxe teorias sobre a vulnerabilidade das urnas que circulam há anos na internet e que já foram desmentidas anteriormente.

Na ocasião, ele reconheceu não ter provas de irregularidades nas eleições, mas disse ter “indícios fortíssimos”.

Não é a primeira vez que o mandatário ameaça as eleições de 2022.

“Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou Bolsonaro, em 8 de julho.

A manifestação em Brasília começou às 9h e terminou por volta de 12h. Os apoiadores do presidente se concentraram em frente ao Congresso Nacional com faixas que pediam o “voto impresso auditável” e criticavam o STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE.

Antes da videochamada de Bolsonaro, a deputada Bia Kicis (PSL-DF), autora da PEC do voto impresso, discursou e insinuou que a proposta corre o risco de não ser aprovada na comissão especial por pressão do TSE e de Barroso.

O ex-chanceler Ernesto Araújo também subiu ao palco e falou a favor do voto impresso.

Além de defenderem a PEC, os manifestantes do protesto também pediam liberdade ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso novamente em junho por desrespeitar o uso de tornozeleira eletrônica.

Os atos pelo voto impresso foram convocados para ocorrer em outras cidades do país neste domingo.

Manifestantes também se reuniram na manhã deste domingo na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O ato em São Paulo está previsto para começar às 14h, na avenida Paulista.

Em Copacabana, apoiadores do presidente atacaram o sistema eleitoral e o STF (Supremo Tribunal Federal). Manifestantes inflaram um “pixuleco” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vestido de presidiário e colaram nele uma imagem do ministro Luís Roberto Barroso, com os dizeres: “Eu roubo a grana, meu moleque [Barroso] os votos”.

Um senhor que caminhava pelo ato levantava dois cartazes, afirmando que não acreditava que Fernando Haddad havia somado 42 milhões de votos nas eleições de 2018. “Não confio no TSE/STF, simples assim”, dizia uma das placas. Outra mulher defensora da “contagem pública” dos votos carregava uma folha com o recado: “Estranho não querer transparência!”.

Com bandeiras do Brasil e algumas de Israel, a manifestação esteve mais cheia do que as últimas realizadas por movimentos conservadores na cidade. Para além do voto impresso, apoiadores de Bolsonaro também defenderam intervenção militar, liberdade para o deputado federal Daniel Silveira (preso por ataques ao Supremo) e até mesmo a monarquia.

Neste sábado (31), Bolsonaro ignorou apelos de líderes e dirigentes de partidos do centrão que dão sustentação ao seu governo e voltou a atacar o sistema eleitoral durante manifestação a seu favor em Presidente Prudente (SP). Ele afirmou em palanque que a democracia só existe com eleições limpas e que não aceitará uma “farsa”.

“Queremos eleições, votar, mas não aceitaremos uma farsa como querem nos impor. O soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Jamais temerei alguns homens aqui no Brasil que querem impor sua vontade”, disse no interior paulista.

Aliados de Bolsonaro avaliam a renovação do discurso golpista do presidente como uma tentativa de manter sua base radical mobilizada diante de uma sucessão de acontecimentos que têm desgastado o governo ou colocado em xeque o discurso com o qual se elegeu em 2018 após a aliança com o centrão, consolidada com a indicação de Ciro Nogueira para chefiar a Casa Civil na semana passada.

Ricardo Della Coletta/Washington Luiz/Ana Luiza Albuquerque/Folhapresshttps://politicalivre.com.br/

OAB-BA diz que PM agrediu advogado negro com tapa no rosto e cita racismo

 

OAB-BA diz que PM agrediu advogado negro com tapa no rosto e cita racismo
Foto: Reprodução / Google Street View

Um advogado foi agredido com um tapa no rosto durante uma abordagem da Polícia Militar, em uma balsa, no município de Madre de Deus, neste sábado (31).

 

Segundo informações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), o caso ocorreu em uma ação que buscava passageiros que se recusam a pagar a tarifa do transporte marítimo.

 

Ainda de acordo com a OAB-BA, Leandro Oliveira, que é integrante do Coletivo de Entidades Negas (CEN), estava em pleno exercício da profissão para atender pessoas carentes da região.

 

A Ordem dos Advogados classifica como "violenta" a forma que Leandro, que é negro, foi abordado pelos policiais, em "mais uma demonstração do racismo que permeia a sociedade brasileira e instituições como as polícias militares".

 

Conforme nota, ao se identificar com a sua carteira profissional da OAB, Leandro Oliveira foi agredido com um tapa no rosto, que provocou ferimentos na sua boca. O advogado teve ainda sua carteira da Ordem confiscada pelos policiais, que tentaram quebrá-la. Em seguida, Leandro foi detido e conduzido à delegacia da cidade de Candeias.

 

"A OAB da Bahia exige providências imediatas do Governo da Bahia, da Secretaria de Segurança Pública e da Corregedoria da Polícia Militar quanto ao afastamento dos policiais agressores e abertura de procedimento investigatório contra todos os agentes estatais envolvidos, para que sejam prontamente identificados e processados por crime de abuso de autoridade (Lei N° 13.869/2019), e outras sanções administrativas e criminais cabíveis", diz trecho da nota emitida pela OAB.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil afirmou que adotará providências de natureza cível, "como já vem adotando em casos como esse, para exigir reparação moral em razão dessa repetida conduta da Polícia Militar, que envolve atos de violência desproporcional e gratuita, violação de prerrogativas profissionais da advocacia e de direitos humanos".

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a Polícia Militar disse que "de acordo com informações da 10ª CIPM, policiais militares foram acionados por funcionários da empresa responsável pelo guichê de embarque e desembarque na localidade de Porto do Mirim, município de Madre de Deus, em razão de que dois homens teriam se negado a pagar a taxa de embarque, além de ameaçar uma funcionária".

 

A PM acrescenta, ainda, que "de posse de informações quanto às características dos suspeitos, os policiais iniciaram a abordagem a algumas pessoas no local, sendo que uma delas se negou a ser abordada e passou a resistir e a desacatar os servidores estaduais. O homem foi abordado e conduzido à delegacia para o registro da ocorrência".

Bahia Notícias

Mentiras X realidade: que narrativa vencerá? Leia mais: Mentiras X realidade: que narrativa vencerá? - Diário do Comércio Em: https://diariodocomercio.com.br/opiniao/mentiras-x-realidade-que-narrativa-vencera

 

           Crédito: REUTERS/Ricardo Moraes

O embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos capítulos nos últimos dias. A crise entre a Corte Suprema e o Planalto ganhou fôlego depois que ministros da Corte se reuniram com dirigentes de partidos para reverter a tendência de aprovação do voto impresso pelo Congresso. Uma das bandeiras defendidas por Bolsonaro é que as urnas eletrônicas utilizadas não são confiáveis e passíveis de fraude. Fato que aind

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 Importante destacar que a decisão do STF sobre a competência constitucional para o combate da pandemia, proferida no anos passado, consignou que governadores e prefeitos têm autonomia para planejar estratégias para o combate ao vírus em suas regiões, incluindo a quarentena e o fechamento do comércio, por exemplo.

 Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.341, o Supremo decidiu que os governos municipais e estaduais podiam determinar o isolamento social, quarentena e fechamento do comérc

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Na manhã da última quinta-feira, 29 de julho, ele subiu o tom em conversa com apoiadores no Alvorada: “O Supremo cometeu crime ao dizer que prefeitos e governadores podem suprimir direitos”. A afirmação foi seguida pela declaração: “Prefeitos e governadores tinham mais poder do que eu”, disse. E no Twitter, Bolsonaro escreveu que o Supremo “delegou poderes para que Estados e municípios”. Ou seja, uma narrativa que já vem desde de 2020.

 Em uma medida cautelar que referendou a decisão do Supremo

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*Advogado, Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP, especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidade de Salamanca e professor convidado da Escola Paulista de Direito | marcelo@aithadvocacia,com.b

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Aziz sobre senadores que combinaram perguntas com Mayra: 'Vamos cobrar'

 

Um vídeo divulgado mostra a servidora do Ministério da Saúde revelando que contava com a ajuda de senadores da CPI da COVID


31/07/2021 19:10 - atualizado 31/07/2021 19:16

Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da COVID(foto: Pedro França/Agência Senado)
Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da COVID(foto: Pedro França/Agência Senado)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado Federal retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2/8) após duas semanas de recesso. O presidente, senador Omar Aziz (PSD-AM), deu uma entrevista ao Estado de Minas e garantiu que na volta vai cobrar dos demais integrantes sobre as alegações da servidora do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, de que cinco parlamentares a ajudariam a induzir respostas que ela esperava. 
Foi divulgado um vídeo em que a secretária da Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, conhecida como "Capitã Cloroquina", revela que alguns senadores da comissão a ajudariam durante seu depoimento na CPI. Ela depôs em 25 de maio.

"Se o senhor puder fazer três ou quatro perguntinhas que os 'deputados' podem me fazer. Tem um grupo que nos apoia, que reconhece o nosso trabalho. Esse grupo precisa fazer perguntas, no direito que eles têm de interrogar o depoente, que nos ajudem no nosso discurso. Que perguntas posso dar a esses senadores fazerem a mim, que eles chutam para eu fazer o gol? Eles chutam para eu fazer o gol", diz a Mayra no vídeo.


Após essa revelação, os senadores da CPI se reuniram durante o recesso e pediram o afastamento da servidora do Ministério da Saúde. “É um negócio sem compreensão. Eu acho que a gente tem que rever todo depoimento dela, porque não posso tirar conclusões de quem são esses cinco senadores. Tem que ter cautela e não posso ser irresponsável. Mas a gente vai cobrar isso, com certeza, na terça. A primeira coisa é saber quem são os senadores”, garante Aziz em entrevista ao Estado de Minas.

“Acho que os senadores que se prestaram a fazer isso, é ruim para eles, para a história deles e para o mandato deles. Com certeza não foi para mim que ela ia dar pergunta, tenho certeza de que não era para o Renan [Calheiros, relator], ou o Randolfe [Rodrigues, vice-presidente] e outros colegas que não se submeteriam a este tipo de comportamento”, acrescenta o presidente da CPI.

Aziz aponta que essa confissão de Mayra é crime e os senadores que se submeteram a este esquema também podem responder por isso.

Processo

A servidora protocolou no Tribunal de Justiça do Distrito Federal na última segunda-feira (26/7) um pedido de indenização de R$ 100 mil por danos morais contra o presidente da CPI, Omar Aziz.
O pedido é, segundo a advogada Rafaela Pinheiro Barbosa, motivado pelo fato de Aziz ter se referido à secretária de uma forma depreciativa em entrevistas, chamando-a de desqualificada e pedindo a sua demissão do Ministério da Saúde. O pedido também se refere ao fato de ter ocorrido vazamento do e-mail de Mayra Pinheiro, que teve o sigilo quebrado após determinação da CPI.

Omar Aziz ironiza: “Talvez ela tenha me entregado uma pergunta e eu não fiz a ela”. “Qual foi a conduta que eu tive em relação a ela? Eu disse que ela usou o Amazonas como cobaia e afirmo aqui. Em momento algum fui deselegante com ela. Agora, se ela tá achando que vai na CPI vender beleza está equivocada. Ela está ali como investigada, como testemunha. Ela tem que responder às perguntas dos senadores, mas foi e omitiu a verdade várias vezes”, responde o presidente da comissão.

Ele ainda alega que vai entrar com um processo contra Mayra por calúnia. “Em relação a isso eu espero que a Justiça tome essa decisão logo porque eu vou entrar com um processo de calúnia contra ela porque a Mayra tenta inverter. Se alguém cometeu um crime nesse processo, nessa pandemia, tenha certeza que não fui eu. Foi ela que cometeu e ela vai ser indiciada, vai responder a processo e eu espero que antes da justiça divina, a justiça dos homens possa puni-la”, afirma. 
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