sexta-feira, abril 02, 2021

Violência contra jornalistas cresce 168% em 2020 sob a liderança de Bolsonaro, aponta relatório


Ao menos 189 jornalistas e veículos de comunicação sofreram 150 ataques

Deu no O Globo

Em 2020, casos de violência não-letal a jornalistas cresceram 168% em comparação a 2019, aponta o relatório anual da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) sobre violações à liberdade de expressão.

Ofensas, agressões e intimidações representam quatro em cada cinco casos reportados. Ao menos 189 jornalistas e veículos de comunicação sofreram 150 ataques no período. E quatro em cada cinco ofensas a jornalistas ou veículos de comunicação foram feitas por políticos ou ocupantes de cargos públicos, com destaque para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e integrantes do governo.

GRAVIDADE – Segundo a Abert, as estatísticas são alarmantes, sobretudo diante de restrições como distanciamento social, adotadas no contexto da pandemia da Covid-19. Ofensas foram a forma de violência mais recorrente, representando 59 das 150 notificações no período, o que equivale a um aumento de 637,5% em comparação com 2019, quando foram registradas apenas 8 casos.

O relatório também menciona diversos casos de agressões sofridas por profissionais da comunicação, como o ocorrido em agosto de 2020 com jornalista do O Globo que, após questionar o presidente sobre cheques do ex-assessor Fabrício Queiroz à conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro no valor de R$ 89 mil, Bolsonaro afirmou que “minha vontade é eu encher a tua boca de porrada, tá? Seu safado”.

A Justiça determinou, no dia 27 de março, que o presidente Bolsonaro indenizasse a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, em R$ 20 mil por danos morais. A repórter acionou a Justiça em fevereiro de 2020, após sofrer diversos ataques de cunho sexual por Bolsonaro, que disse que ela “queria dar o furo a qualquer preço”, em referência ao depoimento dado por Hans River na CPI das Fake News. A jornalista fez uma série de reportagens sobre esquema financiado de disparos em massa de notícias falsas contra o então candidato do PT, Fernando Haddad, em 2018.

COBERTURA SUSPENSA – Depois de reincidentes casos de agressão a jornalistas feitas por Bolsonaro, os veículos de imprensa chegaram a suspender a cobertura do presidente na entrada do Palácio do Planalto, onde ele costuma parar para falar com eleitores.

O levantamento também aponta um caso inédito de sequestro de jornalista, ocorrido em outubro. Na ocasião, o repórter Romano dos Anjos, apresentador de afiliada da TV Record em Boa Vista (RR), foi rendido por três homens não identificados fora do horário de trabalho, enquanto jantava com a mulher.

Horas depois, seu veículo apareceu na BR-174 totalmente destruído após ter sido incendiado, e o jornalista só foi encontrado na manhã seguinte, na periferia rural da cidade. O relatório também cita assassinato do repórter Léo Vargas, executado por pistoleiros em Pedro Juan Callabero, na divisa com o Paraguai, em fevereiro de 2020.

ATAQUES – O número de ataques virtuais a jornalistas também seguiu alto em 2020. Foram 7.945 ataques virtuais por dia, ou seja, quase 6 agressões por minuto. As interações pejorativas foram realizadas sobretudo por perfis e sites conservadores nas redes sociais, responsáveis por cerca de 50 milhões de comentários negativos voltados à imprensa no Facebook e no Instagram, volume 29 vezes maior que postagens realizadas por contas mais ligadas à esquerda, que somaram quase 300 mil interações negativas à mídia nacional. A estatística, entretanto, aponta uma queda de quase 9% em comparação com 2019.

De acordo com o relatório, a judicialização do jornalismo segue consolidada em 2020, com 24 decisões judiciais proferidas no período, sendo apenas 8 favoráveis à imprensa e uma parcialmente acatada. Desse total, a maior parte envolve pagamento de indenização a profissionais do jornalismo. Por outro lado, as decisões contrárias envolvem a retirada de reportagens do ar e a proibição de divulgação de matérias jornalísticas.

Petistas e bolsonaristas reagem à carta-manifesto pela democracia assinada por presidenciáveis

Publicado em 2 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Manifesto foi divulgado em meio à crise militar no governo Bolsonaro

Renata Galf
Folha

O manifesto que uniu seis possíveis candidatos à Presidência da República em 2022 provocou reações de parte dos políticos bolsonaristas e petistas nas redes sociais. Divulgado na noite de quarta-feira, dia 31, o “Manifesto pela Consciência Democrática” foi assinado por Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB), João Amoêdo (Novo), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido).

Nas redes, as principais críticas vindas de políticos do PT e da esquerda destacaram a presença de Ciro Gomes em manifesto junto a figuras que declararam apoio a Jair Bolsonaro em 2018. Também a participação de Mandetta, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, em manifesto pela democracia, foi alvo de críticas. A maioria das figuras do partido, entretanto, não se manifestou.

IRONIAS – Do lado bolsonarista, os políticos que fizeram menção direta ao manifesto buscaram ironizar sua importância e o peso político no cenário nacional dos que assinam a carta. O deputado Marco Feliciano (Republicanos-SP) chamou o manifesto de piada e disse: “Sabemos quem é o nosso inimigo. Lula, te esperamos no 2º Turno ano que vem”. O manifesto foi divulgado em meio à crise militar no governo Bolsonaro e no dia do aniversário do golpe militar de 1964. O texto diz que a democracia está ameaçada e que é preciso “defender o Brasil”.

Os seis signatários são também críticos à possibilidade de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por enxergarem na participação do petista uma repetição da polarização do pleito anterior, com a oposição entre dois políticos que o grupo considera populistas. Por outro lado, muitos questionam a efetividade de uma possível frente ampla em contraposição a Bolsonaro que não conte com Lula.

Entre os petistas, Fernando Haddad, candidato a presidente em 2018, retuitou postagem em que o jornalista Breno Altman afirma que, com o manifesto, “Ciro Gomes conclui sua ruptura com o campo progressista”.  Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), chamou o possível candidato do DEM de “golpista, ex-inimigo do SUS e eleitor de Bolsonaro” acompanhado de uma foto na época do impeachment de Dilma em que Mandetta segurava uma placa escrito “Tchau querida”. “Mandetta, golpista, ex-inimigo do SUS e eleitor de Bolsonaro, bomba nas redes ao pedir democracia em carta à Nação.”

CONTESTAÇÃO – O deputado Nilto Tatto (PT-SP) cita reportagem da Folha sobre o manifesto e contesta a expressão “presidenciáveis de oposição a Bolsonaro”. Ele afirma “Mandetta, ex-ministro de Bolsonaro; Doria, que fez a campanha ‘BolsoDoria’; Ciro, isentão que viajou para Paris e Amoêdo, cujo partido é o mais fiel ao executivo nas votações na Câmara”.

Entre os bolsonaristas, o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), em referência ao manifesto, publicou que “urubus não têm mais galhos para sentar…” e que Bolsonaro será reeleito em 2022.Em postagem de apoio a Bolsonaro em 2022, o deputado Helio Lopes (PSL-RJ) optou por rivalizar com PT: junto de foto do presidente Bolsonaro em que se lê “Posso contar com seu apoio?” seguem as hashtags “BolsonaroAté2026” e “PTNuncaMais”.

Os governadores tucanos João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul —que junto a outros governadores já vinham sendo criticados nas redes bolsonaristas por medidas relacionadas ao combate à pandemia— foram alvo de postagens do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos- RJ), porém sem menção ao manifesto.

OLAVO DE CARVALHO – Já o escritor Olavo de Carvalho tuitou link do programa “Os Pingos nos Is” da Jovem Pan que tratou sobre o manifesto, mas incluiu junto à foto dos seis signatários o pergunta: “Quem são os verdadeiros ditadores do Brasil?”.

Tem se intensificado nas últimas semanas o discurso nas redes bolsonaristas de que medidas de restrição, como toques de recolher e lockdowns, seriam medidas ditatoriais. As mudanças no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças Armadas teriam culminado de cobranças do presidente para que elas o apoiassem em medidas contras os governadores.

Políticos envolvidos na elaboração do manifesto ouvidos pela Folha foram cautelosos ao falar de eventual aliança entre os seis signatários, mas trataram o gesto como sinal de que pode haver um diálogo entre eles que caminhe para algum tipo de coligação ou apoio, criando a chamada terceira via.

DIVERGÊNCIAS – Em entrevista à jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo, Ciro disse que há divergências inconciliáveis entre os signatários, mas que há um consenso a favor da democracia. “Trata-se apenas de um gesto, concreto, objetivo, no sentido de que, colocadas de lado nossas divergências, algumas inconciliáveis, temos o consenso possível a favor da democracia, da Constituição e contra um claro surto autoritário de Bolsonaro.” Para a confecção da carta, foi criado um grupo de mensagens que incluiu todos os pré-candidatos.

Ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro também foi sondado pelos idealizadores do documento, mas não assinou o texto, sob a justificativa de que as regras da consultoria Alvarez & Marsal, da qual é contratado, impedem manifestações do tipo.

Alguns dos envolvidos, como Mandetta, Huck, Moro e Amoêdo, têm mantido interlocução frequente, em grupos de WhatsApp e encontros virtuais. Eles avaliam a conjuntura e o cenário eleitoral, mais embolados desde a reabilitação de Lula, beneficiado pela decisão que lhe devolveu o direito de concorrer.

DESCONFORTO – De acordo com o texto do Globo, Ciro manifestou desconforto com a presença de Sergio Moro no grupo, por ter dúvidas quanto à presença do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro no que poderia ser chamado de “polo democrático”.

Em postagem no Twitter, o deputado federal Glauber Braga ironizou a presença de Moro no grupo, dizendo que, caso isso fosse verdade, “o negócio estaria tão amplo que daqui a pouco entra o Mourão”.

1º DE ABRIL – Ao longo da quinta-feira, as redes de diversos parlamentares de oposição foram tomadas por postagens críticas ao governo Bolsonaro fazendo referência a 1º de abril —tido como dia da mentira.

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, fez menção ao manifesto ironizando os partidos políticos envolvidos e citando a data de 1º de abril: “Claro que Huck, Mandetta, Doria, Eduardo Leite e João Amoêdo estão realmente preocupados com o futuro do Brasil. O caminho é esse: aliança com o PSDB, DEM e Novo”. Na sequência ele defende a união de políticos como Guilherme Boulos (PSOL), Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

Após a divulgação de matérias a respeito da suposta perseguição contra o empresário Beto estabelecido em Jeremoabo, recebi várias mensagens de solidariedade ao perseguido.

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Como consta do título acima, logo após as matérias publicadas no Blog a respeito da autuação do estabelecimento comercial do cidadão Adalberto Villas Boas, recebi várias mensagens solidarizando-se  e apoiando o mesmo, onde muitas delas condena sob todos aspectos a discriminação, prevaricação e abuso de "autoridades" em perseguição política contra quem trabalha honestamente.

Um dos comentários que chamou-me atenção foi " A justiça, para ser boa, começa por casa".

Portanto a Vigilância sanitária de Jeremoabo deveria na data de ontem primeiro penalizar o prefeito e seus secretários por aglomeração, por carreata, por não respeitar o uso de luvas na distribuição do peixe, e pr não exigir a crianças, adultos e idosos que participaram da aglomeração não usarem máscaras.

PARA FINALIZAR PUBLICO UM COMENTÁRIO QUE SELECIONEI JUNTAMENTE COM UMA LEI PÚBLICADA NO DIA 31.03.2021.



Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14132.htm

Medidas restritivas na Bahia passam por alterações; veja detalhes

Medidas restritivas na Bahia passam por alterações; veja detalhes
Foto: Bahia Notícias

Após reunião entre o governador Rui Costa e os gestores municipais, na tarde desta quinta-feira (1º), os gestores decidiram por mudanças nas restrições vigentes. As medidas serão publicadas na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (2). Um das novidades é a redução do toque de recolher, que passa a valer das 20h às 5h, em todo o estado, no período de 5 a 12 de abril. 

 

Os estabelecimentos comerciais e de serviços deverão encerrar as atividades com até 30 minutos de antecedência do início da restrição de circulação de pessoas, que é das 20h às 5h, para garantir o deslocamento dos funcionários e colaboradores às suas residências.

 

Os estabelecimentos comerciais que funcionem como restaurantes, bares e congêneres deverão encerrar o atendimento presencial às 18h, permitidos os serviços de entrega em domicílio (delivery) de alimentação até as 24h.

 

A circulação dos meios de transporte metropolitanos deverá ser suspensa das 20h30 às 5h, no período de 5 de abril até 12 de abril.

 

Fica proibida, em todo o território da Bahia, a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), das 18h de 9 de abril até as 5h de 12 de abril.

 

Também segue proibida, em todo o estado, a prática de quaisquer atividades esportivas coletivas amadoras do dia 5 de abril até 12 de abril, sendo permitidas as práticas individuais, desde que não gerem aglomerações.

 

Fica autorizado, em todo o território baiano, o funcionamento de academias e estabelecimentos voltados para a realização de atividades físicas, de 5 de abril até 12 de abril, desde que limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade do local, observados os protocolos sanitários estabelecidos.

 

Ficam suspensos eventos e atividades, em toda a Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos coletivos e amadores, cerimônias de casamento, eventos recreativos em logradouros públicos ou privados, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas coletivas em academias de dança e ginástica, durante o período de 5 de abril até 12 de abril.

 

Os atos religiosos litúrgicos poderão ocorrer, desde que, cumulativamente, sejam atendidos os seguintes requisitos: respeito aos protocolos sanitários estabelecidos, especialmente o distanciamento social adequado e o uso de máscaras; instalações físicas amplas, que permitam ventilação natural cruzada; limitação da ocupação ao máximo de 30% da capacidade do local. 

 

Os meios de transporte metropolitanos aquaviários obedecerão às normas editadas pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). A circulação dos ferry boats deverá ser suspensa das 20h30 às 5h, no período de 5 de abril a 9 de abril. Fica proibido o funcionamento nos dias 10 e 11 de abril. 

 

A circulação das lanchinhas deverá ser suspensa das 20h30 às 5h, de 5 de abril a 12 de abril, e limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade da embarcação no período de 10 e 11 de abril.

 

Ficam autorizados, durante os períodos de restrição previstos no decreto, os serviços necessários ao funcionamento de toda e qualquer atividade industrial, do setor eletroenergético, das centrais de telecomunicações (call centers) que operem em regime de 24h e dos Centros de Distribuição e o deslocamento dos seus trabalhadore

Bahia Notícias

É o fim da picada! Câmara aumenta em 171% valor do ressarcimento dos deputados em gastos com saúde


Charge do Bennet (Arquivo do Google)

Israel Medeiros
Correio Braziliense

Apesar da crise fiscal e do aperto nas contas públicas, deputados federais receberão um reembolso maior para despesas com atendimento médico ou assistência de saúde. A Câmara dos Deputados aumentou em 170,8% o valor destinado para esse fim. Com isso, o teto, que era de R$ 50 mil, passa a ser de R$ 135,4 mil em procedimentos sem cobertura pelo plano da Casa.

A medida começou a valer a partir da publicação, na última segunda-feira, dia 29, em uma edição extra do Diário Oficial da Câmara. O ato da Mesa Diretora foi assinado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e a justificativa é de que o valor está defasado.

“INFLAÇÃO MÉDICA” – “Nos últimos anos, a chamada ‘inflação médica’ tem superado o índice oficial de inflação: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O fenômeno, inclusive, não tem se restringido ao Brasil”, diz um trecho do documento.

O texto detalha, também, que a medicina tem avançado e passado a utilizar tecnologias mais modernas — o que, consequentemente, aumenta os custos de procedimentos médicos. “Some-se a isso a maior demanda do público pelo acesso a serviços de saúde e o envelhecimento da população, tudo contribuindo para a elevação dos custos com saúde”, detalha o texto.

A Câmara justifica que o índice utilizado para calcular a chamada “inflação médica” é a Variação de Custos Médico Hospitalares (VCMH). Esse cálculo leva em conta os custos das operadoras de planos de saúde, nos 24 meses anteriores, a frequência de utilização do plano e a variação dos preços dos serviços profissionais.

LIMITE ESTRATOSFÉRICO – “Nesse sentido, o aumento acumulado de 2015 a 2020 é de 170,8%, o qual, se utilizado como referência para atualização do antigo limite, elevará seu valor a R$ 135.400,00”, justifica o texto da Mesa. Apesar de o valor do reembolso ter aumentado, a medida esclarece que isso não deve criar ônus adicional para a Câmara.

O reembolso será analisado caso a caso pela segunda vice-presidência, ocupada pelo deputado André de Paula (PSD-PE), e levando em conta o parecer dos órgãos técnicos da Casa. Com isso, espera-se diminuir o represamento de processos que aguardam deliberação da Mesa.

O plano de saúde dos deputados custa R$ 420 por mês e garante direito à rede conveniada nacional, com a possibilidade de adicionar filhos e cônjuge como dependentes — o plano é no formato de coparticipação e cobra-se 25% de cada despesa médica. Caso não sejam contratantes do plano de saúde, os parlamentares podem conseguir atendimento no Departamento Médico da Câmara (Demed) e pedir reembolso para despesas realizadas externamente. Os parentes também podem utilizar o Demed, caso sejam dependentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não tem pandemia, furacão ou erupção vulcânica que abale a falta de vergonha dos parlamentares brasileiros. Independentemente das justificativas, em plena crise sanitária e econômica, com milhares de cidadãos não sabendo como farão a próximo refeição, os “nobres” deputados não se acanham em aumentar de forma exponencial o teto em procedimentos sem cobertura pelo plano da Casa. Vergonhoso e repugnante ! (Marcelo Copelli)


Se Bolsonaro imaginou dar um golpe, conseguiu mostrar-se como um “Capitão Brancaleone”


Bolsonaro parece ser dirigido pelo genial Mário Monicelli

William Waack
Estadão

A história do Brasil já teve ex-militar que demonstrou extraordinária incompetência para executar um golpe: Luís Carlos Prestes, em 1935. Jair Messias Bolsonaro está um patamar acima do lendário líder comunista, que também chegou a capitão. Mostrou-se extraordinariamente incompetente até para imaginar um golpe.

Um golpe é sempre uma ação que, no final das contas, depende de correlação de forças políticas (em sentido amplo) e militares (em sentido estrito) – e ambas de um momento apropriado, que é fluido por definição, embora possa ser “criado”.

DEU TUDO ERRADO – Bolsonaro ignorou tudo, leu errado os fatos da realidade e está sendo visto como palhaço que subiu ao trapézio no circo.

Ao contrário de outros candidatos a caudilho, Bolsonaro não criou qualquer movimento político consistente, organizado e capilarizado que pudesse minimamente seguir um comando. Para comparação, no seu auge o PT dispunha de sindicatos, organizações comunitárias, setores da Igreja Católica e substancial parte da intelectualidade prontos a atender ao que fossem as diretrizes do comando partidário.

Bolsonaro não dispõe de nada remotamente parecido, talvez por ter caído no fetichismo tecnológico de que a espuma criada por redes sociais significa real capacidade de mobilização de forças políticas. No sentido mais estrito da “política”, não dispõe no tão importante Legislativo brasileiro de qualquer massa de manobra significativa que ele controle como quiser.

REFÉM DO CENTRO – Ao contrário: Bolsonaro é massa de manobra do Centrão, ao qual acabou de entregar a chave do cofre que o Planalto controlava.

Se em algum momento Bolsonaro acreditou que tinha um Exército para chamar de “seu”, só um bom psiquiatra conseguiria explicar essa visão de mundo, pois, a partir da realidade dos fatos, o presidente jamais poderia ter feito essa afirmação. Bolsonaro ignorou completamente a evolução da doutrina e do pensamento dos comandantes militares nos últimos 35 anos, que pode ser resumida na ênfase que dão ao papel institucional e constitucional das Forças Armadas, além do empenho em profissionalismo, hierarquia e disciplina.

No episódio da demissão do Ministro da Defesa e seus comandantes militares, Bolsonaro acabou de destruir o pouquíssimo respeito que os oficiais superiores ainda nutririam por ele.

“LADRÃOZINHO” – Alguns já se referiam ao capitão como “ladrãozinho”, pois tiveram de sobreviver décadas apenas a partir de seus soldos e olham com nojo o esquema de “rachadinhas” no qual a família está envolvida.

É fato que os oficiais superiores abominam a tentativa de politização das Forças Armadas, mas o que mais criticam em Bolsonaro é o que identificam como incapacidade de liderança e comando.

Não é à toa que circulam entre militares nos últimos dias textos relembrando uma das grandes aventuras do século passado, a do navio “Endurance”, cuja tripulação sobreviveu a partir de 1915 a 22 meses de indescritíveis dificuldades no gelo da Antártica e acabou sendo salva pela capacidade de liderança e decisão de seu comandante – um exemplo de chefe dedicado a seus subordinados, exatamente o que os generais, almirantes e brigadeiros não enxergam em Bolsonaro.

CAPITÃO BRANCALEONE – Por último, Bolsonaro ignorou também o “momento”, que lhe é desfavorável. A pandemia conduziu o País a um tipo de comoção plenamente justificada, a economia está sendo ainda mais abalada, as elites empresariais abandonaram o governo, o Centrão tomou conta do que lhe interessa e fez de Bolsonaro um ente subordinado. Tudo isso fora o STF. Talvez ele esteja sendo assessorado por conselheiros políticos e pessoais que mais parecem saídos da clássica comédia do cinema italiano L’armata Brancaleone (em Portugal o título ficou mais sugestivo: Capitão Brancaleone), de 1966.

É um bando de malucos e mercenários, na Idade Média, incapaz de planejar e concluir qualquer ação. Pode ser que confiem num final igual ao do filme, quando milagrosamente são salvos de serem empalados.

quinta-feira, abril 01, 2021

É por aí Beto, usar dos caminhos legais para demonstrar a ilegalidade da perseguição política.

 



                                                                      



Já que em Jeremoabo  Decreto para combater o COVID-19 pelas atitudes e pelos péssimos exemplos do prefeito só existe para o gestor usar a máquina pública contra seus adversários políticos, expondo a Vigilância Sanitária ao ridículo, que conforme denúncia fechou a loja de um cidadão trabalhador,   deixando a do vizinho praticante dos mesmos atos em aberto; como se servidor público fosse para atender os instintos antirrepublicanos  do (des)governo; seria de bom alvitre que pelo menos seguisse as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal, conforme orientação  a seguir: 

OIE e WVA

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Associação Mundial de Veterinária (WVA) emitiram nota defendendo que os serviços veterinários e de nutrição animal são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças, no gerenciamento de emergências e enfrentamento de pandemias, como a que ocorre atualmente. Confira o posicionamento completo das entidades internacionais de saúde animal (texto em inglês).

Assessoria de Comunicação do CFMV

Faço uma pergunta a todo cidadão de bem e honesto de Jeremoabo. Quem está prejudicando a saúde e pondo em risco a vida de todos os habitantes de Jeremoabo, o prefeito patrocinando aglomeração, fazendo carreatas, aproveitando a vulnerabilidade do povo carente doando migalhas sem o mínimo de higiene, sem nenhuma prevenção contra o COVID-19, já que nem luvas usaram, levando o COVID-19 da cidade para a Zona  Rural; ou um cidadão trabalhador que paga seus impostos, cuja única ilegalidade foi não ser eleitor do prefeito, fornecer produtos veterinários alimentícios e medicamentos para animais, e quando a vigilância sanitária chega no seu estabelecimento, não encontra aglomeração, nem qualquer pessoa ali dentro? 

Na pior das hipóteses o bom senso recomenda, que sugerisse o proprietário a  fechar as portas, e não autuar por uma ilegalidade que não existiu, a não ser como falou o próprio dono do estabelecimento, perseguição política.

Mas vamos analisar através de evidências e fatos:

Respaldado em que Lei a Vigilância Sanitária lacrou o estabelecimento do senhor Adalberto e fez vistas grossas no estabelecimento do vizinho?

Será que já baixaram decretos diferentes, sendo um para eleitores do prefeito e outro para os contrários?

Será coincidência tentarem  fechar a rádio que o senhor Adalberto é Presidente, será coincidência agressão contra repórteres que compartilhavam com aquela emissora de rádio, será coincidência tentar intimidar através de processos improcedentes o Presidente da ONG, ou mais uma vez será coincidência essa suposta prevaricação e abuso de poder contra o seu estabelecimento comercial, usando dois pesos e duas medidas.

Escutando o vídeo enviado pelo senhor Adalberto, fui obrigado a sorrir quando escutei a resposta que os Vigilantes Sanitários estavam respaldados no Decreto.

Só mesmo Freud para responder qual decreto, porque os decretos desde o tempo das carreatas e aglomerações até a data de hoje não foi,  quem atesta não sou eu, mas o perfeitos e seus secretários, que além de não respeitarem as recomendações, ainda apimentaram através de autopromoção.

No entanto, nem tudo está perdido, o cidadão Beto, como pessoa civilizada e que respeita as leis do país e a democracia, já deu entrada no B.O., para reencontrar os seus direitos através da Justiça.



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