terça-feira, fevereiro 02, 2021

Procuradores apresentam reclamação e insistem com Lewandowski para que acesso de Lula a mensagens seja revisto


Conversas vieram nesta à tona 2ª feira  e reacenderam discussões

Marina Barbosa
Correio Braziliense

O procurador Deltan Dallagnol e integrantes da força-tarefa da Lava-Jato pediram que o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), reveja a decisão que permitiu o acesso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mensagens obtidas durante a Operação Spoofing. As conversas vieram à tona nesta segunda-feira, dia 1º, e reacenderam as discussões sobre o posicionamento do ex-juiz Sergio Moro e da força-tarefa na condenação de Lula.

As mensagens, cujo sigilo foi levantado nesta segunda-feira por Lewandowski, teriam sido trocadas entre os procuradores e o ex-ministro Sergio Moro de 2015 a 2017. E, na avaliação do Partido dos Trabalhadores, sugerem um “conluio” entre as partes, de forma a incriminar o ex-presidente Lula.

QUESTIONAMENTO – Moro e os procuradores da Lava-Jato, no entanto, questionaram a veracidade das mensagens, lembrando que elas foram obtidas por hackers investigados pela Operação Spoofing por terem invadido o celular de autoridades.

Em reclamação apresentada nesta segunda-feira, Dallagnol e mais seis procuradores da República afirmam que “tal material que se encontrava em posse dos réus da Operação Spoofing constitui prova ilícita, não tendo havido nenhuma perícia ou preservação da cadeia de custódia antes da apreensão juntos aos hackers”. E reclamam que, por isso, “tal material pode ter sido objeto de múltiplas adulterações”.

“É imprestável e constitui um nada jurídico, de modo que nenhuma perícia após a sua apreensão terá o condão de transformar a sua natureza como que por um passe de mágica”, afirmam.

RECONSIDERAÇÃO – Os procuradores pedem, então, que Lewandowski reconsidere as decisões que autorizaram o compartilhamento das conversas com a defesa de Lula e declare esse material “como prova ilícita e imprestável todo o acervo/material da Operação Spoofing, para fins de compartilhamento”.

O grupo ainda pede que Lula devolva as conversas e seja impedido de usá-las “para qualquer finalidade que seja, inclusive em defesas judiciais”. E argumenta que a medida visa garantir às autoridades que foram alvo dos hackers as garantias previstas pelo inciso X, do artigo 5º da Constituição Federal, que são intimidade, vida privada, honra e imagem.

A reclamação apresentada nesta segunda-feira chega a dar um prazo de cinco dias para que Lewandowski aprecie o pleito. Deltan e os procuradores argumentaram que o pedido já havia sido apresentado na semana passada e foi apenas reforçado nesta segunda-feira, já que “em que pese a urgência […], ainda não foi apreciado”.

Será que em pleno século XXI estamos diante de uma câmara de extermínio da Prefeitura Municipal de Jeremoabo?.

 


Acordem "vereadores representantes do povo", com urgência peçam socorro ao ministério público antes que seja tarde.


Levar os velhinhos para o local onde são atendidos os suspeitos e portadores da COVID-19 é pedir que adoeçam e morram, será que o governo Municipal quer diminuir o número de idosos do município de Jeremoabo?
O correto seria cada UBSF verificar os cadastros das famílias através dos ACS e sabendo onde estão esses idosos encaminhar o vacinador à residência dos mesmos e não levá-los a um local insalubre como um Centro de Atendimento à Covid.
A vacina é muito importante e necessária para a prevenção da doença, porém o local onde serão vacinados é o pior que poderiam escolher.
Minha gente exija da Secretaria de Saúde, que escolha um local mais adequado, para essa vacinação, ou façam um DRIVE-THRU, onde os idosos serão vacinados dentro dos carros dos seus familiares, amigos, ou da própria secretaria em local salubre, sem nenhum risco de contágio.

Não me faça perguntas ridiculamente difíceis, irrespondíveis.

.

Nesse final de tarde início de noite, estou recebendo esse vídeo juntamente com fotos, acrescidas dos seguintes comentários: " "Um absurdo, fora da lei e sem nenhum escrúpulo, quem paga essa conta?"

Como estava sem entender de que se tratava, indaguei solicitando que decifrasse para eu poder publicar.

Logo em seguida recebi a seguinte resposta:

" Olha as  máquinas da TOP Engenharia trabalhando para o prefeito ampliando o estacionamento do seu posto de gasolina.

Asfalto finalizando o trevo da br Vai ser inaugurado dia 13 Está dando uma repaginada no posto com o dinheiro público Top Engenharia é a empresa responsável pela pavimentação asfáltica da Br 235 no trecho de Jeremoabo ao Canché E do Trevo do Entroncamento. Entroncamento Dia 12 o ministro Tarcísio Freitas vem inaugurar a obra O prefeito aproveitou as máquinas pagas com o dinheiro público e está ampliando o estacionamento do seu posto de combustível. Para você entender direito, a TOP Engenharia é a empresa responsável para fazer o asfaltamento tanto do Trevo que está interligando as duas BRs, a BR que vai para Aracaju no trecho Aracaju Carira, é a TOP. é a quem fez o Trevo, melhor está terminando de fazer o Trevo e foi quem fez o asfalto até Canché, aí agora o prefeito está ampliando o estacionamento particular dele com as máquinas da TOP que é paga com o dinheiro do DNIT, um festival de imoralidade, está ai as fotografias e quem quiser que diga o contrário" (sic).

Minha resposta:

Agradeço a confiança que o cidadão tem para com esse Blog, porém, vamos colocar os 13(treze) vereadores que foram eleitos e são bem pagos para fiscalizar o erário público, que façam a sua parte a respeito desse assunto averiguando a veracidade dos fatos, indo no local e ouvindo as partes envolvidas.



















O que esperar da gestão de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado

 

Ele chega ao cargo defendendo a agenda de reformas do governo, mas com a pandemia de covid-19 travando a pauta

O que esperar da gestão de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado

Como presidente do Senado, o senador do DEM será responsável por convocar a votação do Orçamento de 2021, que ainda está parada no Congresso. A proposta é decisiva para o governo do presidente Jair Bolsonaro, pois define o tamanho da verba de cada ministério, e também para os congressistas, pois estabelece o destino das emendas parlamentares. O Centrão da Câmara pressiona pela instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) para discutir o projeto.

Leia Também: Saiba quem é Arthur Lira, novo presidente da Câmara que construiu base para Bolsonaro

Uma vitória de Pacheco, de acordo com técnicos e integrantes do Congresso, traz tranquilidade para o presidente Bolsonaro na análise do Orçamento. Um grupo adversário controlando essa pauta poderia pressionar o Executivo com projetos que aumentem gastos. O parlamentar demonstrou que não pretende entrar em colisão com o Executivo na administração das contas públicas e no destino do teto de gastos. A regra, porém, não pode ficar "intocada" na pressão social, afirmou ele ao Broadcast Político, antes da eleição.

Leia Também: Após Bolsonaro destacar voto em cédula no Senado, Barroso, presidente do TSE, exalta urna eletrônica

Na campanha para a presidência do Senado, Pacheco elegeu o tripé "saúde pública, crescimento econômico e desenvolvimento social" como projeto de gestão, ao qual chamou de "trinômio". A discussão sobre o plano de vacinação contra covid-19 no País vai ser o primeiro item na agenda da Casa, de acordo o parlamentar, eleito para presidir o Congresso Nacional até o início de 2023.

Além do governo, Pacheco recebeu o apoio de partidos de oposição no Senado: PT, PDT e Rede. Essas legendas pressionam pela retomada do auxílio emergencial, pago durante a pandemia de covid-19. Sem apresentar uma solução para uma nova rodada do benefício dentro do teto de gastos, o senador deixou a "batata quente" com o Executivo e colocou a definição sob a atribuição do presidente da República.

Para abrir espaço no teto de gastos, o governo defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial. A medida, porém, deve ser desidratada pelo Senado. De acordo com parlamentares, não há ambiente para corte de salário e jornada dos funcionários públicos - um dos itens previstos - ainda mais em meio à crise de covid-19. O movimento pode reduzir o impacto fiscal da PEC.

O alinhamento de Pacheco com o Planalto, porém, não dará um ambiente de apoio incondicional ao governo. A agenda de privatizações é uma das incertezas. Em entrevista ao Broadcast Político durante a campanha, Rodrigo Pacheco fez questão de deixar a capitalização da Eletrobras fora das prioridades para o ano.

"A pandemia é o mote principal de enfrentamento. O foco agora haverá de ser a preservação da saúde pública, um programa social e o crescimento econômico a partir das reformas que sejam necessárias no sistema tributário, a administrativa, as privatizações, não essa da Eletrobras, mas de um modo geral diminuir o tamanho do Estado empresário", afirmou Pacheco, em entrevista à reportagem.

No campo político, Pacheco assume a presidência do Senado alinhado ao Planalto e com a expectativa de blindar o governo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News e no Conselho de Ética, onde o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é alvo de uma representação. O senador do DEM sinalizou que só vai reativar esses colegiados após o retorno presencial dos trabalhos no Senado, ainda travado pela pandemia.

https://www.noticiasaominuto.com.br/

Com Brasil à deriva, Bolsonaro contribui para causar uma grave crise institucional


Charge do Amarildo (Arquivo do Google)

Marcelo Copelli

Ao longo de toda a sua vida política, o atual presidente, Jair Bolsonaro, sempre deixou claro, através de inúmeras ações e embates, que, diante da ausência do diálogo e do respaldo de sólidos projetos, enveredaria pela propagação da desinformação, das teorias conspiratórias e, sobretudo, dos violentos ataques aos que ousassem discordar de suas narrativas, por vezes alucinadas.

O que explicitamente poderia compor contra a sua pretensa caminhada, encontrou simpatia em uma massa que cresceu exponencialmente ao longo dos últimos anos por diversos motivos, seja por admiração, similaridade de pensamentos ou simplesmente raiva da urna eletrônica; razões pelas quais, em 2018, seus eleitores garantiram a cadeira presidencial para o Forrest Gump tupiniquim.

PACOTE COMBO – Com Bolsonaro, o país rubricou por quatro anos o mais caro pacote combo dos planos ofertados por ocasião da eleição, já que a reboque, os brasileiros ganharam não somente um contador de histórias, mas também três figurantes de mandatários – os filhos 01, 02 e 03 – com direito a vergonhosos pitacos na condução do país, gerando, por vezes, estrondosos ruídos internacionais, além de um vasto leque de questionáveis ministros e secretários que seguem à risca a premissa do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Assim, Bolsonaro se faz onipresente em todos os ministérios e secretarias. Espirrou fora do tom, está fora. Sem conversa ou direito à explicação. E que passe a boiada, adiante com o berrante, sob a batuta do imperativo monólogo presidencial.

Desde quando ainda cochilava pelas Casas Legislativas, e lá se foram três décadas, Jair sustentou o seu vazio discurso através de pautas igualmente descabidas, a exemplo da luta contra a invasão comunista, da urgência em disponibilizar vias legais para que o cidadão “de família” andasse armado ou ainda da sumária exclusão das falsas cartilhas escolares, entre tantas outras bandeiras fugazes e duvidosas.

NA CONTRAMÃO – Ao longo de dois anos de mandato no Planalto, o atual presidente remou contra a maré quase que diariamente, contradizendo recomendações adotadas por todo o mundo, ignorando a realidade pandêmica, chutando estatísticas, expondo a população à própria sorte, promovendo desencontros e rindo da promoção de conflitos.

Entoando o seu samba de uma nota só, Bolsonaro foi capaz de mentir reiteradas vezes para todo o país, negando os seus próprios discursos anteriores, inflamando os seus currais eleitorais, quebrando a bússola do bom senso e deixando o país definitivamente sem rumo.

SEM PLANEJAMENTO – Não há seriedade ou planejamento estratégico. As promessas de mudanças ficaram restritas à campanha eleitoral e, ainda que consiga chegar até o fim de sua gestão, Bolsonaro certamente não conseguirá provar a que veio. E não por culpa da crescente e insatisfeita oposição, pelos percalços do caminho ou ainda em virtude da crise sanitária, mas pela sua intrínseca incapacidade de gerir um condomínio, quiçá um país de dimensão continental.

Parafraseando o cineasta Luis Buñuel, “as oportunidades não abundam, e raramente as encontramos uma segunda vez”. E, por maior que seja a resiliência exigida da sociedade, o presidente ultrapassou o seu limite no cartão corporativo da boa vontade e já deu reiteradas oportunidades para ser cancelado definitivamente do cenário político. Só falta o providencial carimbo em seu passaporte para uma viagem apenas de ida.

Por enquanto, o Brasil segue desgovernado e à deriva. Os poucos coletes que ainda restavam, Bolsonaro fez questão de jogar ao mar.

Bolsonaro volta a falar sobre dificuldade para criar Aliança pelo Brasil e admite ‘outra alternativa’


Várias legendas já acenaram interesse no nome de Bolsonaro

Matheus de Souza e Sofia Aguiar
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar, nesta segunda-feira,  dia 1º, durante conversa com apoiadores, que enfrenta dificuldades para a criação de seu partido, o Aliança pelo Brasil, justificando que há muitos “problemas burocráticos” e que, caso não dê certo, “tem que pensar numa outra alternativa”.

Fundado em novembro de 2019, após Bolsonaro romper com o PSL, o projeto para criação da sigla não obteve 10% das assinaturas necessárias. No entanto, segundo o presidente, a discussão sobre o Aliança será retomada na terça-feira, 2, após a eleição da Câmara e do Senado.

NOVA OPÇÃO – Em novembro do ano passado, Bolsonaro afirmou que, se não conseguir a cota necessária para impulsionar o projeto, “a gente, em março, vai ter uma nova opção”. Diante da inviabilidade, a alternativa pode ser a de filiar-se a outros partidos, como Progressistas, PSL, Republicanos, PTB, Patriota e PL, que já acenaram interesse no nome do presidente.

Durante a conversa, Bolsonaro aproveitou para reafirmar sua posição contra as medidas de isolamento social adotadas por governadores para conter a disseminação do coronavírus. “Cada vez mais se comprova que a política do ‘Fique Em Casa’ destrói cada vez mais a economia, inunda o Brasil de desempregados, vem inflação, aumento de preços”, afirmou, mas eximiu sua culpa na instabilidade nacional: “não pode continuar culpando o presidente por essa política porque ela não é minha”, afirmou.

Com relação às medidas, Bolsonaro também fez questão de criticar seus adversários políticos, adeptos do distanciamento social. Segundo Bolsonaro, “‘Fique Em Casa’ é para uns, para outros é Miami e Maracanã. Aí não dá”, relembrando a viagem de Joao Doria (PSDB) para Miami, no final do ano passado, e, mais recentemente, a polêmica envolvendo o prefeito paulista Bruno Covas (PSDB), que neste domingo, 31, decidiu ir à final da Copa Libertadores, no Rio de Janeiro, com o filho.

Aliados avaliam que em nova sigla, Maia poderá ser o grande articulador da sucessão presidencial


Se permanecer no DEM, Maia será apenas mais um congressista

Felipe Frazão e Vinícius Valfré
Estadão

O fim da era Rodrigo Maia no comando da Câmara ocorre em um momento de dilema vivido pelo deputado. A dúvida é se ele deve sair do DEM, partido agora dominado por lideranças cooptadas pelo governo. Nos últimos dias, ele e o presidente Jair Bolsonaro travaram queda de braço na disputa pelo controle da Casa.

A legenda decidiu abandonar a campanha de Baleia Rossi (MDB-SP) e apoiar o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), candidato do Palácio do Planalto. Se permanecer na legenda, o parlamentar de 50 anos, quase cinco deles no comando da Câmara, será mais um congressista, avaliam aliados. Fora, Maia será cobiçado por outras legendas e terá condições de se tornar um player influente do campo oposicionista no processo sucessório de 2022.

NO COMANDO – Os mesmos aliados observam que ao ser eleito para chefiar a Casa, segundo posto na linha de sucessão da Presidência da República, em 2016, o parlamentar tomou de Eduardo Cunha (MDB), presidente cassado e preso por irregularidades, o Centrão, bloco dos partidos fisiológicos. Na reta final da campanha deste ano na Câmara, foi o grupo governista quem se apossou do DEM.

Uns veem Maia como malabarista. Teria agido assim num tempo de impeachment de uma presidente de esquerda, Dilma Rousseff; de processo de afastamento interrompido do sucessor dela, Michel Temer, e de cobranças nas redes para pedir o impeachment de Jair Bolsonaro pela condução do seu governo na pandemia que matou até o momento 224 mil brasileiros. Outros o enxergam como um político que apenas soube ocupar o vácuo na interlocução entre setores moderados de direita e esquerda, grupos empresariais e o mercado financeiro.

PRIORIDADE – No tempo de polarizações e ideologias anacrônicas, Maia manteve a pauta econômica como prioridade da Casa. Foi decisivo na aprovação da PEC do Teto de Gastos e outras propostas de Temer. Chegou a ser chamado de “primeiro-ministro”. No governo Bolsonaro, conseguiu aprovar uma reforma da Previdência enquanto o presidente defendia mais armas para a população.

O parlamentar soube ainda fazer pontes nos tribunais. Ele chegou a travar propostas que desagradavam o Judiciário e se postou ao lado de ministros da Suprema Corte nos atos antidemocráticos promovidos por Bolsonaro. Ao mesmo tempo, se limitava a notas de repúdio diante dos arroubos autoritários do presidente.

EXPERTISE – É essa expertise de busca de diálogo que leva muitos no Congresso a apostar que Maia não terá o fim de antecessores como Aldo Rebelo, Marco Maia e Efraim Ribeiro, hoje figuras sem expressão. Há quem observe ainda que a família Bolsonaro e sua militância digital levará um bom tempo para tirar Rodrigo Maia da posição de adversário favorito. Nos últimos anos, a rede de fake news ligada ao clã não poupou o parlamentar.

Por sua vez, ministros do Palácio do Planalto pregam que ele não é confiável e sempre quis derrubar o governo. Rodrigo Maia derrubou, sim, toda a agenda besteirol e de costumes de Bolsonaro, além de projetos de desmonte da máquina pública.

A aposta do grupo de Maia é que ele, sempre associado à velha política pelo bolsonarismo, possa aproveitar, na reta final do atual governo, o desgaste de um presidente cada vez mais ligado ao Centrão e a figuras com condenações por improbidade – é justamente o caso de Arthur Lira, aliado do Planalto, acusado pelo Ministério Público de liderar o esquema de “rachadinhas” na Assembleia de Alagoas.

NOVA LEGENDA – Independentemente do resultado das eleições na Câmara, Maia vive um momento de avaliar partidos para abrigá-lo e análises de composições que podem fazer frente a Bolsonaro em 2022. A criação de uma Frente Ampla de partidos em defesa da candidatura de Baleia foi a primeira tentativa robusta de unir campos opostos desde a redemocratização.

Mesmo com o DEM e o PSDB sucumbindo às verbas e cargos oferecidos pelo Planalto, Maia conseguiu reaproximar o PT e outros partidos de esquerda com um antigo aliado: o MDB, legenda com maior número de prefeituras.

Nos próximos dias, Maia ainda terá de responder a críticas. Lideranças da frente de partidos montada por ele para a disputa da Câmara reclamam da demora em manifestar apoio a Baleia. Até o início de dezembro do ano passado, quando a campanha de Lira já estava na praça, Maia não tinha anunciado quem seria o escolhido.

DECISÃO DO STF – Embora nunca admitisse, o parlamentar esperava uma decisão do Supremo Tribunal Federal que permitisse disputar um novo mandato, avaliaram aliados. Com a Corte rejeitando a possibilidade, no dia 7 daquele mês, ele ainda ensaiou lançar Agnaldo Ribeiro (PP-PB).

Mesmo se tivesse posto o nome de Baleia na disputa com antecedência, Maia e seu grupo enfrentariam dificuldades para conter a enxurrada de recursos do governo para agradar aliados e conter o candidato do MDB. O gabinete do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, tornou-se um QG da campanha do deputado alagoano e um centro distribuidor de verbas.

REDUTOS ELEITORAIS – O Estadão revelou que, em dezembro, foram empenhados R$ 3 bilhões só em obras do Ministério do Desenvolvimento direcionadas a redutos eleitorais de deputados e senadores. Bolsonaro abriu possibilidade ainda de entregar ministérios ao Centrão e a forças que abandonaram Rodrigo Maia, como o presidente nacional do DEM.

ACM Neto, herdeiro do carlismo, grupo do avô e senador baiano que tinha apetite voraz por verbas e poder, apoiou a “neutralidade” do partido na disputa na Câmara, isto é, aderiu a Bolsonaro e abandonou a Frente Ampla. Entre os traidores do partido está o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), com quem Maia morava, dividindo o apartamento funcional em Brasília. Eram amigos próximos, mas Elmar se rebelou ao ser preterido na escolha do sucessor e após receber do governo R$ 5 milhões em verbas extras para direcionar a seu reduto eleitoral.

RECOMPOSIÇÃO –  O ex-deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), vice-presidente do partido, tenta contemporizar. “Depois da eleição vamos tentar nos unir de novo, rever os excessos. Acho que vai recompor. Essas coisas passam. Rodrigo tem história, Neto também, já viveram muitas coisas”, disse.

Nas últimas 48 horas, Maia teria ameaçado abrir processo de impeachment contra Bolsonaro pela cooptação de deputados do DEM. “Nunca disse que ia abrir”, afirmou o deputado, torcedor do Botafogo, time conhecido na crônica esportiva por provocar surpresas nos acréscimos de um jogo, ruins ou agradáveis.

Maia recebeu acenos para assumir um cargo de primeira linha no governo de São Paulo. A reportagem apurou que o governador João Doria (PSDB) deixou claro ao deputado que as portas do Palácio dos Bandeirantes estão abertas a ele. Maia, no entanto, resiste a assumir cargos regionais.

GESTÃO DE PAES –  Ao Estadão, disse em dezembro que descartava, por exemplo, participar da gestão do prefeito Eduardo Paes (DEM), de quem é amigo, no Rio de Janeiro. A irmã gêmea dele, Daniela Maia, preside a RioTur. “Eu construí um ambiente de articulação política nacional”, disse.

O desejo de Maia era construir uma opção de candidatura nacional no DEM – ainda que não para si. Em 2018, seu nome chegou a ser testado pelo Democratas para disputar a Presidência da República, mas Maia recuou por impopularidade. O pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador Cesar Maia, quadro histórico do partido, ficou contra.

Maia almeja a articulação de uma frente alternativa a Bolsonaro que reúna setores da esquerda e da direita. Não descartou candidatura, nem assumir a coordenação da frente e ter cargos em governo. A área que lhe atrai, segundo disse, é a de modernização do Estado. Segundo avalia, o maior entrave à união entre os partidos é a agenda econômica pouco convergente entre presidenciáveis como Doria, Ciro Gomes (PDT) e Luciano Huck (sem partido).

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas