domingo, janeiro 03, 2021

Bolsonaro banca o atleta e esquece que precisa fazer mais uma cirurgia de risco


Objeto pontiagudo na barriga de Jair Bolsonaro incendeia as redes sociais

Os médicos se preocupam com o estado do capitão do time…

Carlos Newton

Neste final de ano, os médicos da Presidência assistiram, estupefatos, as proezas do atleta Jair Bolsonaro, outrora apelidado de Cavalão, que participou de um jogo de futebol e nadou na praia para confraternizar com dezenas de admiradores paulistas, em plena segunda onda da pandemia e já com os primeiros casos de reinfecção.

No sofisticado Serviço Médico da Presidência, que acompanha Bolsonaro permanentemente, 365 dias por ano, a preocupação é redobrada porque não se trata de um paciente comum, mas de um impaciente desleixado e pouco preocupado com seu estado de saúde.

CINCO CIRURGIAS – De 2018 para cá, Bolsonaro já sofreu cinco cirurgias. A primeira quando sofreu o ataque a faca durante um ato de campanha na cidade de Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro de 2018. Seis dias depois, mais uma cirurgia de emergência no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para onde foi transferido um dia após o atentado. Desta vez, foram retiradas aderências que obstruíram o intestino delgado do paciente.

Já como presidente, em 28 de janeiro de 2019 Bolsonaro fez uma nova cirurgia, com sete horas de duração, para retirar a bolsa de colostomia.  E a quarta operação foi em 8 de setembro do ano passado, quando os médicos corrigiram uma hérnia no abdômen em decorrência das múltiplas incisões feitas no local.

Em 2020, mais uma operação, desta vez para retirada de um cálculo na bexiga, dia 25 de setembro.

MAIS UMA OPERAÇÃO – O problema dos médicos é que o presidente está necessitando ser operado mais um vez, porque surgiram novas aderências na tela implantada em seu abdômen. O próprio Bolsonaro já anunciou que terá de fazer  essa cirurgia, e isso significa que ele precisa de algumas precauções, até porque é uma operação de risco, com muitas horas sob anestesia geral.

O pior é que Bolsonaro faz exatamente tudo ao contrário do que recomendam os médicos. Anda a cavalo, dirige moto e jet-ski , joga futebol, faz o que pode e o que não pode para forçar o abdomen. Finge que é um superatleta, se diz imbroxável e sua única reclamação é em relação às hemorroidas, porque não gosta de ser atingido por detrás, digo, pelas costas.

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P.S. – A cada dia vai ficando mais evidente que Bolsonaro é um caso patológico. que só mesmo Freud explicaria, tipo “narcisista maligno”, ou coisa que o valha. Na verdade, ele faz tudo ao contrário do que se esperava., e deve haver alguma explicação para esse comportamento. (C.N.)

Paragominas, município do Pará, mostra como virar o jogo na preservação da Amazônia


| PSDB –  Partido da Social Democracia Brasileira

Paragominas é exemplo de desenvolvimento sustentável

Tasso Azevedo
O Globo

No ano em que o Inpe anunciou a maior taxa de desmatamento na Amazônia em dez  anos, Paragominas, um município do tamanho de Sergipe,  no leste paraense,  teve a menor taxa  registrada em três décadas. Como isso é possível?  Ainda mais em ano de eleição?

Paragominas começou a ser colonizado nos anos 50, foi emancipado em 1965 e cresceu no entorno da Rodovia Belém-Brasília.  Nos anos 80 e 90, era o maior polo madeireiro do Brasil e um dos maiores do mundo em florestas tropicais.

CONVOCAÇÃO – No início dos anos 2000, o desmatamento corria solto e bateu em 330 quilômetros em 2005, o que levou em 2008 Paragominas a ser inserido na listo suja dos municípios que mais desmatavam a Amazônia.

 O então prefeito Adnan Demachki, um jovem e renomado advogado paraense que experimentava sua primeira experiência como administrador público, convocou a sociedade para reagir oferecendo duas opções: ou partiam para o confronto ou promoviam uma reviravolta para sair da lista e se tornar um exemplo de sustentabilidade.

MUNICÍPIO VERDE – Nascia o projeto Município Verde. Já em 2010 o desmatamento tinha caído abaixo de 40 quilômetros quadrados e mais de 80% do município estavam registrados no Cadastro Ambiental Rural, que veio a se tornar obrigatório no Brasil só em 2012 com o novo Código Florestal. Paragominas se tornou o primeiro município a sair da lista suja do desmatamento.

Entre 1985 e 2007,  a proporção do município coberta por florestas caiu de 81% para 67%. Em 2020 o desmatamento em Paragominas ficou em dez quilômetros quadrados, uma queda de 97% em relação a 2005. Com a forte queda do desmatamento associada a ações de reflorestamento e restauração, a área de floresta voltou a crescer, e hoje o município tem 68% de cobertura florestal.

DIZEM OS NÚMEROS – Mas qual o impacto econômico, social e político desta transformação? Os números falam por si: entre 2009 e 2017, o PIB municipal saltou de R$ 878 milhões para R$ 2,6 bilhões, e o PIB per capita saltou de R$ 9 mil para R$ 27 mil.  O Ideb passou de 4.3 em 2009 para 5.8 em 2019; a mortalidade infantil caiu de 19,56 para 10,62 no mesmo período. O acesso à água tratada subiu de 56% para 82%, e o esgotamento sanitário de 2% para 23% entre 2008 e 2019.

Iniciado com um chamado à  sociedade, o Município Verde na partida já era pensado para ser um projeto da sociedade, e não do governo. E o resultado se viu nas urnas nos quatro pleitos realizados desde então, com o eleitor consagrando vitorioso sempre o candidato comprometido com a continuidade do projeto.

ISSO DÁ VOTOS – Sim, combater o desmatamento, proteger a floresta e promover a sustentabilidade geram crescimento econômico, prosperidade e, de quebra, votos.

Paragominas é a prova viva de que uma sociedade organizada conjugada com uma administração pública comprometida com a sustentabilidade é capaz de promover uma transformação rápida, abrangente e consistente e nos enche de esperança de que ainda podemos virar o jogo na Amazônia até 2030.

Desmonte do Banco do Brasil, para justificar a privatização, começou na gestão anterior


nega irregularidade na venda de dívidas atrasadas ao BTG -  28/07/2020 - UOL Economia

Banco do Brasil está mantendo agências fechadas em Brasília

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Apesar de todas as promessas do presidente Jair Bolsonaro de que o Banco do Brasil não será privatizado em seu governo, há um processo claro dentro da instituição para facilitar a transferência de seu controle à iniciativa privada.

Quem acompanha o dia a dia do Banco do Brasil diz que seu desmonte com o intuito de privatizá-lo começou com Rubem Novaes, que deixou a presidência da instituição no início do segundo semestre de 2020.

PRIVATISTA NATO– Novaes, por sinal, nunca escondeu a sua obsessão pela privatização do BB. Fez questão de tornar explícito o seu desejo — ou missão — em todas as oportunidades que teve. Não à toa, foi rejeitado pelos funcionários do banco.

Quando André Brandão tomou posse como presidente do Banco do Brasil, muitos acreditaram que os tempos sombrios com Rubem Novaes tinham ficado para trás. Contudo, não é o que se vê.

Segundo funcionários do BB, o sucateamento continua em curso, a ponto de várias agências terem suspendido o atendimento presencial nos caixas de várias agências por falta de pessoal.

TUDO DE PROPÓSITO – “É inadmissível que uma instituição com o histórico do Banco do Brasil, que sempre se preocupou com sua imagem junto ao público, esteja tão desleixada. A percepção é a de que estão fazendo tudo de propósito”, afirma um funcionário do BB.

Pode-se dizer, segundo o mesmo funcionário, que o Banco do Brasil se transformou em uma “caixa-preta”, em que ninguém dá satisfação e a transparência foi riscada do dicionário.

Quando convidou André Brandão para a presidência do Banco do Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que precisava de um bom gestor, depois do desastre da administração de Rubem Novaes. Até agora, porém, Brandão não disse a que veio. Tudo continua como nos tempos de Novaes.

“Tem muita coisa estranha acontecendo dentro do BB. E coisa boa não é”, reforça outro empregado do banco. Pior para a população, que perde duas vezes, por meio do atendimento ruim e se for obrigada a socorrer novamente o banco por meio do Tesouro Nacional.

sábado, janeiro 02, 2021

Juiz cumpre a lei e nega acesso de Lula às mensagens entre Moro e procuradores


Juiz que negou acesso de Lula a mensagens de Moro e procuradores é o mesmo  que autorizou a "cura gay"

Juiz diz que a defesa de Lula peticionou durante o plantão

Tiago Angelo
Conjur

O juiz substituto Waldemar Cláudio de Carvalho, da 10ª Vara Federal Criminal do DF, negou à defesa do ex-presidente Lula acesso às conversas apreendidas pela chamada operação “Spoofing”. O compartilhamento do conteúdo hackeado do celular de autoridades, em especial de integrantes do Ministério Público Federal no Paraná e do ex-juiz Sergio Moro, foi determinado por Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, no último dia 28.

Na decisão, Waldemar Cláudio de Carvalho diz que o “pedido de acesso” às conversas não se enquadra na Resolução 71/09, do Conselho Nacional de Justiça, que define quais matérias podem ser conhecidas durante o plantão judicial.

CONTROVÉRSIA – Ocorre que, segundo os advogados de Lula, não houve propriamente um pedido de acesso, uma vez que o compartilhamento já foi ordenado pelo Supremo. A defesa do ex-presidente apenas peticionou à Vara solicitando que a decisão de Lewandowski fosse cumprida.

Assim, o juiz substituto tratou o pedido de cumprimento como se fosse uma espécie de nova ação ajuizada pelos advogados de Lula, o que não é o caso. Ao magistrado cabia apenas remeter mero despacho mandando a Polícia Federal entregar os arquivos periciados, segundo a defesa de Lula.

“Não conheço do pedido formulado nos autos, por não se tratar de matéria passível de ser apreciada em regime de plantão, porquanto não demonstrada a urgência ou excepcionalidade necessária a justificar a subtração da análise da questão pelo juízo natural da causa”, diz o juiz substituto.

MP APOIA O JUIZ – O magistrado também acolheu manifestação do Ministério Público, segundo a qual o pedido de acesso feito pela defesa de Lula foi dirigido ao juiz titular da 10ª Vara Federal Criminal do DF, não ao plantonista, que não podia despachá-lo.

Disse, por fim, que a Reclamação 43.007, julgada por Lewandowski e que deu a Lula acesso ao material da Spoofing, tem como parte a 13ª Vara Federal de Curitiba, que tinha Moro como titular, e não a 10ª Vara do DF.

“O que deveria ser uma mera passagem burocrática para o cumprimento de uma decisão do STF está se transformando numa barreira para que a determinação seja cumprida pela Polícia Federal, que tem a posse dos arquivos periciados”, afirmou à ConJur o advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa de Lula.

DESCUMPRIMENTO – Os advogados do ex-presidente já reclamaram junto ao gabinete de Lewandowski informando sobre o descumprimento. Eles solicitam que o ministro reforce, pela segunda vez, sua decisão, sem prejuízo de outras providências que se mostrem cabíveis contra o juiz substituto da 10ª Vara.

Nas petições encaminhadas ao Supremo a defesa também ressaltou que não está questionando o juiz Ricardo Leite, titular da 10ª Vara, mas sim os magistrados que representam a Vara durante o plantão e que estão descumprindo a ordem de compartilhamento.

Waldemar Cláudio de Carvalho ganhou notoriedade ao atender uma ação popular autorizando psicólogos de todo o país a fazer “terapia de reversão sexual” em homossexuais, a chamada “cura gay”. A decisão foi anulada pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que considerou ter havido usurpação de competência, pois o juiz não poderia ter avaliado constitucionalidade de ato normativo federal.

IRREGULARIDADES – Essa não é a única irregularidade desde que Lewandowski ordenou o compartilhamento das conversas entre procuradores e Moro. Inicialmente, ao invés de despachar um mero “cumpra-se”, para que a decisão do STF fosse cumprida imediatamente, a 10ª Vara abriu vista para que o Ministério Público se manifestasse.

O procedimento contraria a ordem do que deve ser feito, já que o correto é cumprir a decisão e, no mesmo despacho, abrir vista para o MP. Vale lembrar que não há nada que o parquet possa fazer contra decisões do Supremo, uma vez que o MP de primeiro grau não atua no STF. Assim, a abertura de vista apenas atrasou a ordem de Lewandowski.

Por conta da conduta da 10ª Vara durante o plantão, a defesa do ex-presidente peticionou junto ao STF na última quarta-feira (30/12), relatando o fato de a decisão não ter sido cumprida e pedindo que Lewandowski reiterasse sua ordem.

Nesta quinta-feira (31/12), Lewandowski atendeu ao pedido e reiterou a ordem que determina o compartilhamento. Com a decisão de Waldemar Cláudio de Carvalho negando o acesso aos dados apreendidos na “spoofing”, a defesa pediu nova reiteração.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria diz também que o julgado será importante, uma vez que Lula voltará a poder se eleger caso o Supremo decida pela suspeição de Moro. Mas não é bem assim, porque Lula foi condenado também pelo sítio de Atibaia e continua sendo ficha suja, portanto, inelegível. A matéria é fruto de entrevista do advogado de Lula, que força a barra, porque o juiz substituto está certo, não é caso para ser julgado em plantão. Apenas Isso. (C.N.)

Filha de Pazuello é nomeada novamente para cargo de confiança na Prefeitura do Rio


Stephanie já apareceu como solicitante do auxílio emergencial

Fábio Grellet
Estadão

Stephanie dos Santos Pazuello, de 35 anos, filha do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, vai ocupar um cargo de confiança na secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A nomeação dela foi publicada na edição deste sábado, dia 2, do Diário Oficial do Município do Rio e é retroativa ao dia 1.

Stephanie vai ocupar o cargo de Assistente I, símbolo DAS-06, com salário inicial de R$ 1.884,00 – o valor pode aumentar consideravelmente com as gratificações. A filha do ministro já ocupava um cargo na prefeitura do Rio na gestão passada, de Marcelo Crivella (Republicanos), derrotado na eleição.

EXPERIÊNCIA – Desde julho de 2020, ela era supervisora da Diretoria de Gestão de Pessoas da Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro S.A. (Rio Saúde), com salário bruto de R$ 7.171,00. Na ocasião, a Rio Saúde afirmou que Stephanie é formada em Administração, com experiência na iniciativa privada em gestão de pessoas, recrutamento e processos admissionais, e tem “a qualificação necessária para trabalhar e atender às necessidades da Empresa Pública de Saúde”.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, empossado nesta sexta-feira, 1, afirmou à imprensa que a filha de Pazuello “só está mudando de posição”. “A Stephanie vai trabalhar no gabinete comigo”, disse Soranz.

“Ela já trabalhava na Secretaria de Saúde, no RH da Rio Saúde, e vai trabalhar me assessorando na organização dos projetos especiais. Já era uma profissional da rede, já tinha matrícula, só está mudando de posição. Ela é filha do ministro Pazuello, claro. Mas são os ônus e os bônus de ser filha do ministro”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O nome de Stephanie apareceu na lista do governo federal como solicitante do auxílio emergencial. A informação consta dos sites da Dataprev, CEF e do Portal da Transparência. O pagamento foi enviado a uma conta do banco, mas o valor não foi sacado. Isso porque, após um cruzamento de dados, os sistemas do governo detectaram irregularidades no cadastro da moça, considerada “não elegível” para o benefício. O problema detectado foi “laço familiar”. Aliás o currículo dela é justamente esse “laço familiar”.  (Marcelo Copelli)

Flávio Bolsonaro é culpado por crime de “rachadinha” para 58% dos brasileiros, diz Datafolha


Charge do Cospe Fogo (humorpolitico.com.br)

Italo Nogueira
Folha

Um total de 58% dos brasileiros considera o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) culpado no caso da “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa Datafolha, 11% o consideram inocente, e outros 31% não souberam responder.

Essa avaliação pela culpa de Flávio é ainda maior entre os entrevistados com ensino superior (67%), renda familiar maior que dez salários mínimos (76%) ou que reprovam a gestão do presidente Jair Bolsonaro (85%). Mesmo entre os que aprovam a administração do governo federal, é maior o percentual dos que consideram o senador culpado: 37%, enquanto 23% o veem como inocente e 40% não sabem dizer.

MARGEM DE ERRO – A taxa mais elevada favorável a Flávio é encontrada entre aqueles que declaram sempre confiar em Bolsonaro. Neste grupo, 29% o consideram inocente, enquanto 30%, culpado —um empate técnico. O Datafolha ouviu 2.016 brasileiros com 16 anos ou mais por telefone em todas as regiões do país nos dias 8, 9 e 10 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

O caso das “rachadinhas” surgiu em dezembro de 2018, antes da posse de Bolsonaro na Presidência. Desde então, esse se tornou o tema que mais desgasta o presidente.Sete em cada dez (71%) entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do caso. Declararam estar bem informados 23%, enquanto 34% disseram estar mais ou menos a par do tema, e outros 14%, mal informados.

Entre o total de entrevistados, 58% consideram Flávio culpado. Já no grupo que declarou ter conhecimento sobre o caso, esse índice atinge 71%, enquanto 10% avaliam que o senador é inocente, e outros 20% não opinaram.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA – O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários na Assembleia Legislativa em benefício próprio.

Uma denúncia foi oferecida contra ele e outras 16 pessoas em outubro ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 desembargadores.Segundo os investigadores, foram desviados R$ 6,1 milhões entre 2007 e 2018 por meio de funcionários fantasmas empregados no antigo gabinete de Flávio, então deputado estadual. Parte desse dinheiro, diz o MP-RJ, foi usado para pagar despesas pessoais do filho do presidente.

O operador financeiro desse esquema, segundo os investigadores, é o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia e amigo do presidente há mais de 30 anos. A quebra de sigilo bancário de Queiroz mostrou que, além de receber parte do salário de ex-funcionários de Flávio, ele e sua mulher pagaram R$ 89 mil em cheques entre 2011 e 2016 para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

CONTAS PESSOAIS – A transação financeira nunca foi completamente esclarecida pelo presidente. Recentemente, ele declarou que Queiroz também pagava contas pessoais suas —não informou com que recursos. A investigação do MP-RJ identificou ao menos uma oportunidade em que o PM aposentado pagou, com dinheiro vivo, boletos da escola das filhas do senador.

A Promotoria afirma ser dinheiro da “rachadinha”.Juridicamente, ainda há a possibilidade de que o senador não seja sequer declarado culpado ou inocente. A defesa de Flávio tenta anular as provas do caso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que poderia encerrar o caso antes de um julgamento.

Os advogados do filho do presidente afirmam que elas são ilegais porque foram autorizadas pelo juiz Flávio Itabaiana, de primeira instância. O Tribunal de Justiça decidiu que, nesta investigação, Flávio Bolsonaro tem direito ao foro especial no Órgão Especial, destinado ao julgamento de deputados estaduais, cargo que ele ocupava na época dos fatos.

SOB RISCO – A decisão do TJ-RJ foi tomada em junho, uma semana depois da prisão preventiva de Queiroz. Até aquele momento, Itabaiana também havia autorizado a quebra de sigilo bancário dos investigados, bem como buscas e apreensões em endereços ligados aos alvos. As provas colhidas em todas essas operações estão sob risco.

O MP-RJ apresentou uma reclamação ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão do TJ, mas o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, ainda não decidiu se o recurso será ou não julgado. A indefinição faz com que a denúncia apresentada esteja parada no gabinete do desembargador Milton Fernandes, relator do caso no Órgão Especial.

Mais de dois meses após a acusação chegar ao seu gabinete, ele ainda não notificou as defesas para que se manifestem sobre as acusações. A Folha apurou que ele optou por aguardar as decisões dos tribunais superiores para dar andamento ao caso no TJ-RJ.

“ERROS BIZARROS” – Flávio Bolsonaro afirmou em suas redes sociais que o Ministério Público do Rio “comete série de erros bizarros” na denúncia. Em nota, a defesa disse que a denúncia já era esperada, mas não se sustenta.

“Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada”, declararam os advogados.

ACESSO À DENÚNCIA – “Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tão logo a defesa seja notificada para tanto”, completa a nota. A defesa de Queiroz afirmou que não teve acesso à denúncia.

“Inaugura-se a instância judicial, momento em que será possível exercer o contraditório defensivo, com a impugnação das provas acusatórias e produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações e, logo, a sua inocência”, afirmou o advogado Paulo Emílio Catta Preta.

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