terça-feira, dezembro 08, 2020

Nove (09)meses de pandemia e até a presente data os vereadores nada sabem do dinheiro do COVID-19 que chegou e como está sendo aplicado

 

Dia de Combate à Corrupção: MPF tem 66 investigações em andamento sobre desvio de recursos destinados para combater à covid-19 na Bahia.


No estado, outras 1.298 apurações estão em andamento somente na área de combate à corrupção

#pracegover As palavras Combate à Corrupção estão grafadas em fonte grossa branca sobre fundo preto.

Imagem: Secom/PGR

Às vésperas do Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado em 9 de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) divulga dados que evidenciam que não só os órgãos e entidades de saúde tiveram aumento de trabalho em razão da covid-19 no ano de 2020, na Bahia. O combate à corrupção também experimentou aumento de demanda na fiscalização da aplicação dos mais de R$2,5 bilhões* em recursos públicos já repassados para que os municípios da Bahia adotem as ações exigidas durante a pandemia.

Ao todo, 159 municípios baianos são alvo de apurações conduzidas pelo MPF que acompanham a devida aplicação dos recursos federais destinados ao combate do novo coronavírus. Os dados foram levantados na última semana de novembro, quando foram contabilizadas 66 investigações em andamento, todas abertas em 2020, durante a pandemia. Outras 1.298 apurações seguem sendo conduzidas no estado, apenas na área de Combate à Corrupção.

As investigações abrangem casos diversos, entre eles: aquisição superfaturada ou irregular de testes rápidos, equipamentos de proteção individuais, respiradores, e insumos para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde; irregularidades na contratação ou superfaturamento de contratos para gestão ou reformas de unidades de saúde; pagamento a maior de diárias para profissionais da área; e fraudes em licitações com uso dos recursos emergenciais. O MPF apura, ainda, relatos de uso de recursos federais da merenda e do transporte escolar durante a pandemia, mesmo com as aulas suspensas.

Entre as apurações estão inquéritos instaurados preventivamente para acompanhar a aplicação dos recursos emergenciais pelos municípios baianos, investigações de representações enviadas por cidadãos (popularmente chamadas de denúncias) e apuração de notas técnicas emitidas por órgãos de fiscalização, que indicam indícios de irregularidades ou desvios de verbas federais destinadas às prefeituras em função da pandemia.

Dentre estas investigações, três já se tornaram ações civil públicas ajuizadas na Justiça Federal, visando a uma melhor aplicação dos recursos públicos do SUS e/ou a aplicação de sanções por ato de improbidade administrativa ao gestor público que praticou o desvio.

*De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal - https://www.portaltransparencia.gov.br/coronavirus até 1º de dezembro os municípios baianos haviam recebido R$2,5 bilhões em recursos federais destinados ao combate da pandemia de covid-19.

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Nota da redação deste Blog - O dinheiro que chega para combater o COVID-19 tem que ser divulgado e informado para o população como e em que está sendo gasto; só que em Jeremoabo é tudo camuflado, se até a presente data os vereadores cobrando e denunciando não tem conhecimento de nada, pior o cidadão comum.

Como cedo ou tarde o mal feito é descoberto e apurado, o MPF-BA por enquanto já está de olho e apurando em 159 município baianos como está sendo aplicado o dinheiro do COVID-19, sem falar nos 1.298 na área de veículos sem motor consumindo combustível, os amarelinhos do transporte escolar, a merenda escolar e etc.

Aliás, os vereadores da oposição continuam cumprindo com o seu dever de fiscalizar, mesmo já entrando com uma representação na PF em Juazeiro, no início desse mês cobrou do TCM-BA e MPE transparência e explicação sobre os gastos  de recursos da Covid-19 e outros.

A luta continua, a oposição continuará honrando os votos dos seus 11.350 eleitores.

MPF-BA abre 66 investigações sobre desvios de recursos para combate a Covid-19


MPF-BA abre 66 investigações sobre desvios de recursos para combate a Covid-19
Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) abriu 66 investigações durante a pandemia para apurar supostos desvios de verbas públicas destinadas ao combate da Covid-19. Os dados foram divulgados pelo órgão às vésperas do Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado em 9 de dezembro. O MPF tem acompanhando também a aplicação de mais de R$2,5 bilhões em recursos públicos já repassados para que os municípios da Bahia adotem as ações exigidas durante a pandemia. 

 

Ao todo, 159 municípios baianos são alvo de apurações conduzidas pelo MPF que acompanham a devida aplicação dos recursos federais destinados ao combate do novo coronavírus. Outras 1.298 apurações seguem sendo conduzidas no estado, apenas na área de Combate à Corrupção. 

 

As investigações abrangem casos diversos, entre eles: aquisição superfaturada ou irregular de testes rápidos, equipamentos de proteção individuais, respiradores, e insumos para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde; irregularidades na contratação ou superfaturamento de contratos para gestão ou reformas de unidades de saúde; pagamento a maior de diárias para profissionais da área; e fraudes em licitações com uso dos recursos emergenciais. O MPF apura, ainda, relatos de uso de recursos federais da merenda e do transporte escolar durante a pandemia, mesmo com as aulas suspensas. 

 

Entre as apurações estão inquéritos instaurados preventivamente para acompanhar a aplicação dos recursos emergenciais pelos municípios baianos, investigações de representações enviadas por cidadãos (popularmente chamadas de denúncias) e apuração de notas técnicas emitidas por órgãos de fiscalização, que indicam indícios de irregularidades ou desvios de verbas federais destinadas às prefeituras em função da pandemia. 

 

Dentre estas investigações, três já se tornaram ações civil públicas ajuizadas na Justiça Federal, visando a uma melhor aplicação dos recursos públicos do SUS e/ou a aplicação de sanções por ato de improbidade administrativa ao gestor público que praticou o desvio. 

Bahia Notícias

Nota da redação deste Blog - Se realmente os vereadores da oposição protocolaram a denúncia na Polícia Federal em Juazeiro contra supostos desvios de finalidades do dinheiro do COVID-19 distribuído para o Município de Jeremoabo, com certeza dessa vez o " o bambu vai gemer", será apenas questão de dias para acontecer, já que está em andamento.


Superfungo resistente é identificado em UTI da Bahia; Anvisa emite alerta

 


por Jade Coelho

Superfungo resistente é identificado em UTI da Bahia; Anvisa emite alerta
Foto: Ilustrativa/Elói Corrêa/GOVABA

O superfungo fatal, resistente a medicamentos e responsável por infecções hospitalares, 'Candida auris', foi identificado em uma Unidade de Tratamento Intensivo em um hospital baiano. Após ser reportado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um alerta foi emitido nesta segunda-feira (7). 

 

De acordo com nota divulgada pela Anvisa, uma investigação foi instaurada para averiguar a possibilidade do primeiro caso positivo no país da Candida auris. 

 

A agência destaca que a Candida auris é um fungo resistente a medicamentos e que se tornou um dos mais temidos do mundo.

 

O fungo foi identificado em amostra de ponta de cateter de um paciente internado em UTI adulto em uma unidade hospitalar da Bahia. O hospital não foi divulgado. De acordo com a Anvisa, a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

 

A Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública, destaca a Anvisa. 

 

A agência descreve que o fungo apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Algumas cepas de C. auris são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas). 

 

Além disso, a Candida auris pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes com comorbidades. 

 

A Anvisa também ressalta que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos. 

 

Ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a  meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio.

 

A agência sanitária chama a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado. 

 

Diante disso, a Anvisa reforça a necessidade de atenção em todos os serviços de saúde do país. E também de intensificação das medidas gerais de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.

Bahia Notícias

Aras bloqueia repasse de R$ 270 milhões para clone de fundação da "lava jato"

 6 de dezembro de 2020, 22h40

Por  e 


ONG que apresentaria projeto de investimento já blindou procuradores na imprensa a pedido de Deltan Dallagnol
Reprodução

Ao tomar conhecimento de um depósito no valor de R$ 270 milhões da J&F exigidos pelo Ministério Público do Distrito Federal, o procurador-Geral da República, Augusto Aras, resolveu bloquear o que se identificou como desvio de finalidade. A exemplo do que haviam tentado fazer seus colegas de Curitiba, o ramo brasiliense do MPF planejou montar uma fundação para administrar a dinheirama. Dessa vez, com a ajuda da Transparência Internacional. O arquiteto da operação seria o conselheiro da TI e assessor informal da "lava jato", Joaquim Falcão.

O depósito relacionado ao acordo de leniência da holding da JBS foi feito na última quinta-feira (3/12). Prontamente, Augusto Aras alertou a subprocuradora-geral da República Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, informando-a de que a destinação correta do dinheiro seria o Fundo de Direitos Difusos ou revertidos em favor da União. O ofício, obtido pela ConJur, acompanhado de documentos, foi entregue na sexta-feira (4/12), ao órgão incumbido dos acordos de leniência.

Nele, Aras associa a manobra à que foi bloqueada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. No caso, o ministro suspendeu acordo semelhante do consórcio da "lava jato" de Curitiba que previa a criação de uma fundação com R$ 2,5 bilhões da Petrobras. 

Em parceria com a Transparência Internacional, procuradores do Distrito Federal assinaram em 2017 um memorando que integravam as autodenominadas operações greenfield, sepsis, cui bono e carne fraca — que atingiram a holding J&F e levaram os executivos do grupo a fazer um acordo de delação e a leniência para a empresa.

Há a pretensão de destinar parte dos recursos desse acordo, no valor total de R$ 10,3 bilhões, para um projeto de investimento na prevenção e no "controle social da corrupção". Custo dessa "campanha educativa": R$ 2,3 bilhões.  

O acordo firmado pelos procuradores do consórcio da capital federal previa que a ONG Transparência Internacional colaborasse com o desenho e a estruturação do sistema de governança e fundação de uma entidade "para atender a imposição de investimentos sociais" das obrigações impostas à J&F.

Tal parceria é uma espécie de "clone" da fundação que seria criada pelos procuradores de Curitiba com recursos da estatal de petróleo.

A parceria entre os procuradores da franquia lavajatista e a Transparência Internacional é antiga. Reportagem da Agência Pública, publicada em setembro, apresentou uma série de mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão.

Os arquivos com os diálogos foram entregues ao The Intercept e provocaram uma série de reportagens publicadas pelo site e veículos parceiros sobre os padrões de atuação do consórcio de Curitiba.

As conversas divulgadas mostram proximidade entre o procurador e o diretor-executivo da ONG que, por vezes, defendeu os métodos da autodenominada força-tarefa em veículos de imprensa. Muitas dessas manifestações de apoio à "lava jato" foram diretamente pedidas por Deltan.

Além da blindagem midiática, o executivo da ONG chegou a opinar sobre o controverso projeto de uma fundação que seria criada com parte dos fundos recuperados da Petrobras e que teria os tarefeiros em seu conselho.

"Bruno, será que a TI conseguiria soltar algo (equilibrado, como sempre) sobre liberdade de expressão até a próxima segunda?", questionou Deltan em um dos trechos revelados.

Na época, a Transparência Internacional afirmou que esse tipo de relacionamento entre agentes públicos e a ONG faziam parte da natureza de seu trabalho e missão e atacou o trabalho dos jornalistas envolvidos na reportagem.

O MPF, por sua vez, alegou que Deltan e Bruno Brandão "sempre se deram de modo republicano".

Obsessões bilionárias
A primeira tentativa de criar uma fundação que possibilitasse que os procuradores se tornassem gestores de fundos bilionários foi em 2016.

O Ministério Público Federal teve uma brilhante ideia: pegar os valores recuperados com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e, em vez de devolver para empresa, criar um fundo para combater a corrupção. Fundo esse, logicamente, seria gerido por integrantes do consórcio, sob a liderança de Deltan.

Na época, o relator da "lava jato" no STF era o ministro Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017, que negou categoricamente a ambição pecuniária dos procuradores. O magistrado ressaltou que a estatal é uma empresa de capital misto e que, tendo sido lesada, devia ela receber a totalidade do que for recuperado. Não haveria nenhuma razão, portanto, para a União (leia-se MPF) ficar com esse dinheiro.

Os procuradores do consórcio de Curitiba também atuaram junto a autoridades dos Estados Unidos na aplicação do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) para punir empresas brasileiras. A norma permite que autoridades norte-americanas investiguem e punam fatos ocorridos em outros países. Para especialistas, ela é instrumento de exercício de poder econômico e político dos norte-americanos no mundo.

Reportagem da ConJur mostrou o elo entre o advogado Modesto Carvalhosa e a "força tarefa". Eles seriam sócios no negócio de R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

*texto atualizado às 23h50 deste domingo

https://www.conjur.com.br/2020-dez-06/aras-270-milhoes-va-uniao-nao-fundacao-lavajatista

Revista Consultor Jurídico


Prorrogação só até janeiro ‘inviabilizará’ os trabalhos da Lava Jato no Rio, afirmam procuradores


Charge do Pelicano (Arquivo do Google)

Marianna Holanda
Estadão

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro disseram, nesta segunda-feira, dia 7, em ofício enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que a prorrogação dos trabalhos até 31 de janeiro, concedida mais cedo, “inviabilizará” os trabalhos do grupo.

No documento, os 12 procuradores, entre eles o coordenador Eduardo El Hage, alegam que não há tempo útil para a implementação de Gaeco no lugar da força-tarefa sem a descontinuidade das ações. Reforçam, portanto, o pedido de prorrogação por, ao menos, um ano.

CONSEQUÊNCIAS – “Insta frisar que a solução de continuidade inviabilizará a condução de diversas ações penais e medidas cautelares atualmente em curso, decorrentes da atuação conjunta, podendo ensejar o descumprimento de prazos, além de outras consequências processuais negativas, acarretando prejuízos imensuráveis ao interesse público”, diz o texto.

O documento afirma ainda que a “prorrogação por tempo insuficiente levará à descontinuação de investigações e processos criminais já instaurados e conduzidos pela força-tarefa”, como as 100 denúncias contra 553 pessoas. Cita ainda outras estatísticas do grupo, como seis acordos de leniência e a colheita de mais de dois mil depoimentos.

PRORROGAÇÃO – Os trabalhos da força-tarefa carioca se encerraria na terça-feira. A  PGR, então, informou a prorrogação até o final de janeiro. Disse ainda que quer que a procuradoria funcione com Gaeco, assim como acontecerá em Curitiba.

No ofício, os procuradores afirmam ainda que o prazo de 53 dias para o encerramento das atividades da força-tarefa são, na verdade, 24 dias “líquidos”, descontando finais de semana e feriados. Ou seja, menos de um mês.

Maia acusa Planalto de antecipar a sua sucessão: “Governo queria me derrotar”, crava sobre votação no STF


Maia apoiará quem mantiver independência na relação com Bolsonaro

Ingrid Soares e Wesley Oliveira
Correio Braziliense

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou o governo de ter antecipado o processo de sua sucessão ao estimular a pré-candidatura de Artur Lira (PP-AL), candidato do Centrão e da base do Palácio do Planalto. E foi além: disse que o objetivo do governo era “derrotá-lo”, apesar de ressaltar que nunca se colocou como candidato à reeleição.

“A candidatura do governo é contra Rodrigo Maia. Acabaram as desculpas, não precisam mais me derrotar. Vamos trabalhar para garantir equilíbrio fiscal para os próximos 24 meses”, alfinetou, para acrescentar:

ANTECIPAÇÃO – “O governo antecipou o processo da minha sucessão, agora a Câmara pode voltar a questões prioritárias, como a PEC emergencial, que deveria ter sido votada em dezembro de 2019, entre outras matérias que podem mudar os parâmetros da economia brasileira”, disse.

Para a sua sucessão, Maia afirmou que tem conversado com um grupo de deputados comprometidos com a agenda econômica liberal e com a independência da Casa em relação a outros poderes. De acordo com o deputado, a decisão do STF deu mais “energia” aos deputados que articulam a disputa pelo comando da Câmara. Maia enfatizou que seu candidato vai representar a continuação do movimento de independência em relação ao Palácio do Planalto.

“SEM PROBLEMAS” – Maia disse que não tem “problema de relação” com ninguém, ao ser questionado sobre Lira. E emendou dizendo que o governo tem “fixação” com seu nome. “Não tenho problema de relação com ninguém, o governo é que tem fixação no meu nome, trabalha para derrotar meu candidato”. Acho que o que vai acontecer é que o governo vai interferir, como já vem interferindo, nesse processo. Nosso candidato vai ficar de forma muito clara separado desse movimento de interferência”, salientou.

Para ele, “todos os candidatos” que se colocarem como independentes na disputa vão ter de “tomar cuidado” para deixar claro que não há uma interferência no Parlamento. “Espero que o Planalto deixe que deputados e deputadas decidam, mas não parece que é o que vai acontecer”, disse Maia.

COMEMORAÇÃO –  O presidente Jair Bolsonaro e o seu time ministerial mais íntimo enxergam uma “vitória” e um “motivo de comemoração” a decisão do STF que atingiu Maia. Apesar de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), visto como um aliado do Palácio do Planalto, também ter tido a possível candidatura barrada para novo pleito, considerou-a um efeito colateral. Importante foi a vedação ao atual presidente da Câmara.

Segundo auxiliares palacianos, o governo acredita que agora terá maiores chances de emplacar um sucessor na Casa. A disputa ao cargo, que é essencial para o andamento de projetos nos dois últimos anos do mandato presidencial, tem travado pautas de interesse do próprio governo.

REFORMA MINISTERIAL – Para conseguir atingir o objetivo de eleger seu ungido, o Planalto não descarta a possibilidade de uma reforma ministerial para agradar àqueles que apoiarem seu projeto. Dentre os que podem ser convidados a deixar o governo, e voltarem à Câmara pela construção da candidatura governista e reforçar a base, estão o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Por outro lado, Bolsonaro defende a permanência do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apesar de a saída deles ser vista com um sinal de diálogo junto à comunidade internacional, nas áreas ambientais e de política externa.

Derrotado no STF, Alcolumbre confessa decepção com a comemoração do resultado do julgamento pelo Planalto

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Alcolumbre descarta possibilidade de ingressar com um recurso 

Daniel Carvalho, Julia Chaibe Gustavo Uribe
Folha

Derrotado na noite de domingo, dia 6, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem dito a aliados que não vai recorrer da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de não permitir que ele dispute a reeleição ao cargo. O senador, que também preside o Congresso Nacional, disse a aliados, segundo relato feito à Folha, que ficou bastante incomodado com a postura do Palácio do Planalto no decorrer do processo.

Segundo uma pessoa com acesso a Alcolumbre, ele tem conversado por telefone com senadores e advogados desde a noite de domingo, quando foi concluído o julgamento. Alcolumbre estave em Macapá, engajado na candidatura do irmão, Josiel (DEM), à prefeitura da capital do Amapá. Na tarde desta segunda-feira, dia 7, embarcou para Brasília para reunir-se com aliados na residência oficial da presidência do Senado.

RECURSO – Aos que o indagam sobre a possibilidade de ingressar com um recurso no STF, Alcolumbre responde que não vai trabalhar para reverter a decisão porque, como presidente do Congresso, precisa respeitar o Judiciário. Mas, por outro lado, ele não esconde sua decepção com o Planalto e reclamou da notícia de que o governo comemorou o resultado do julgamento.

Alinhado ao Executivo, o senador se viu abandonado em virtude da operação para barrar a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Assim, Alcolumbre tem dado o recado de que trabalhará na construção de um candidato alinhado a ele, não ao Planalto.

Alheio a esta insatisfação, Bolsonaro quer conversar com o senador até quarta-feira, dia 9, para buscar respaldo a um nome do MDB apoiado pelo governo. Segundo assessores palacianos, antes mesmo de o julgamento definir que a recondução do senador é inconstitucional, o presidente já avaliava uma espécie de Plano B para a disputa legislativa no caso de uma derrota de Alcolumbre no Judiciário.

SIMPATIA – Nas conversas reservadas, Bolsonaro indicou simpatia por eventuais candidaturas de dois senadores do MDB: Fernando Bezerra (PE) e Eduardo Gomes (TO). O primeiro é líder do governo no Senado e o segundo, do Congresso. Ambos relataram a interlocutores terem interesse em ocupar o comando da Casa. Senadores, no entanto, apontam resistência de parte da Casa a nomes que tiverem o carimbo do governo.

O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), telefonou para o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), propondo um acordo: o PP apoiaria o MDB na disputa pelo Senado se, em troca, o MDB apoiasse a candidatura do deputado Arthur Lira (PP-AL) na Câmara. De acordo com relato feito à Folha, Baleia não se comprometeu.

Já o presidente do DEM, ACM Neto, prefeito de Salvador, entrou em contato com Rodrigo Maia pedindo que o deputado viabilizasse um nome de correligionário para sucedê-lo. A aliados pré-candidatos, porém, Maia afirmou que manteria o acordo de apoiar um deles, não forçando um nome de sua própria legenda.

Motorista de ônibus de acidente que matou 19 pessoas em MG se apresenta à Polícia Civil


Motorista de ônibus de acidente que matou 19 pessoas em MG se apresenta à Polícia Civil
Foto: Pedro Chimicatti / G1

O motorista Luiz Viana de Lima, que conduzia o ônibus que caiu de um viaduto em João Monlevade-MG na última sexta-feira (4), se apresentou à Polícia Civil de Minas Gerais no início da tarde desta segunda (7), para prestar depoimento sobre o acidente que deixou 19 pessoas mortas.

 

Segundo o portal G1, o condutor conseguiu pular antes que o veículo caísse do viaduto e fugiu logo após o acidente. Entretanto, Luiz Viana não foi considerado foragido, pois não havia mandado de prisão contra ele.

 

Uma representante da empresa Localima, responsável pelo ônibus que caiu do viaduto, também está na delegacia de João Monlevade-MG para prestar esclarecimentos para a Polícia Civil.

Bahia Notícias

É inadmissível Marcius Melhem intimidar advogada de Calabresa, diz presidente da OAB


por Folhapress

É inadmissível Marcius Melhem intimidar advogada de Calabresa, diz presidente da OAB
Foto: Divulgação/OAB

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, afirmou ser inadmissível que Marcius Melhem tente intimidar a advogada Mayra Cotta, que representa Dani Calabresa e outras cinco mulheres em processo que acusa o ator e ex-diretor da Globo de assédio sexual e moral.

"É inadmissível que o acusado tente intimidar a advogada da outra parte. A advogada tem a prerrogativa de representar e falar pelas clientes. Darei ciência à Comissão de Prerrogativas para que todo apoio seja dado à advogada", disse Santa Cruz em nota enviada ao F5.

Em seu Twitter, falou mais sobre o caso. "Uma nova tática entra para o manual dos homens acusados de assédio sexual: intimidar por meio de processo a advogada das vítimas. Um spoiler do fim desse roteiro mal escrito: não irá funcionar", afirmou Cotta.

Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, ao ser perguntada por ele sobre como ela recebia o fato de que Melhem tenta praticamente desvalorizar a denúncia, a advogada respondeu: "Eu recebo isso de uma maneira triste, mas não surpresa. É a tática mais antiga entre os assediadores, de tentar desacreditar, reduzir, diminuir a dor das vítimas", disse.

A respeito de que Dani Calabresa não teria relatado os fatos do modo como aconteceram, como disse o ator e diretor, Cotta se posicionou: "Isso também é esperado. É lamentável que ele tente reduzir a violência do que aconteceu com ela." E acrescentou que existem provas de que episódios de assédio moral e sexual realmente ocorreram. "Existe a palavra das vítimas, existe uma investigação interna e existem testemunhas", garantiu. Agora, Melhem quer que ela prove na Justiça o que diz.

ENTENDA O CASO

O ator e diretor Marcius Melhem anunciou nesta sexta (4) que vai tomar medidas judiciais contra Dani Calabresa, pedindo que ela confirme ou desminta relatos de assédio que teria sofrido. Ele também anunciou que já entrou com uma ação da Justiça contra a advogada Mayra Cotta, que representa as mulheres e testemunhas que o acusam de assédio, para que ela prove as denúncias.

Em mensagem enviada a Roberto Cabrini por escrito, e exibida na reportagem, Melhem declarou: "Em respeito a você e a seus telespectadores, preciso esclarecer que mais uma vez a advogada Mayra Cotta vai à imprensa ao invés de ir à Justiça para buscar a reparação às mulheres que ela representa. Venho a público reafirmar que são acusações mentirosas. Nunca tranquei ninguém, nunca chantageei ninguém, nunca forcei ninguém a nada. Por essa razão, estou processando a advogada Mayra Cotta", disse.

Mayra respondeu: "Eu acho lamentável que uma advogada, representando vítimas de assédio sexual, seja também colocada na posição de vítima, diante de uma ameaça desse tipo. Acho perigoso que a função de advogada esteja sendo ameaçada desse jeito", afirmou Mayra Cotta.

A colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, foi a primeira a expor a extensão das acusações contra o humorista, por meio de uma entrevista com a advogada Mayra Cotta, publicada no dia 24 de outubro. Nesta sexta-feira (4), reportagem da revista piauí revelou detalhes sobre dois assédios sofridos por Dani Calabresa que causaram comoção de internautas e artistas. Na época dos fatos, Marcius Melhem atuava como diretor humorístico da emissora. Segundo testemunhas e colegas de Calabresa, as situações aconteceram em 2017.

Uma das denúncias revela que Marcius Melhem tentou beijar Calabresa à força, além de agarrá-la contra a sua vontade e de exibir suas partes íntimas durante uma festa da equipe do Zorra, no Rio de Janeiro. Ele também pediu para que a artista "calasse sua boca" sobre a situação.

Bahia Notícias

Bahia registra novos casos da doença de Haff e 80% das infecções tem relação com peixe


por Jade Coelho / Mauricio Leiro

Bahia registra novos casos da doença de Haff e 80% das infecções tem relação com peixe
Foto: Reprodução/ Gerhard G./ Pixabay

Os casos da doença de Haff na Bahia dispararam desde o mês de novembro. Ao todo, já foram registrados 36 casos em 2020, sendo 30 somente em novembro. Em boletim emitido pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), as cidades com maior número de casos foram Salvador (12) e Camaçari (11). Os 30 casos informaram para a Sesab que o aparecimento dos sintomas ocorreu após a ingestão de peixe e mais 80% relataram ter consumido o peixe conhecido como "olho de boi". 

 

Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SESAB), o início das notificações ocorreu em agosto, quando o órgão recebeu 3 casos com sintomas compatíveis com a doença. Em novembro o órgão emitiu um alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saúde da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar (relembre aqui).

 

Além de Salvador e Camaçari, as cidades que registrarm casos foram: Entre Rios com 3 casos, Dias D'Ávila com 2, Candiba e Feira de Santana com 1 caso cada. Entre os infectados, 53% são do sexo masculino e 47% do feminino. Na faixa etária, as pessoas que mais se infectaram estão entre 50 a 59 anos, 20 a 29 anos e 40 a 49 anos.

 

Dos infectados, 30 apresentaram sintomas típicos da doença, entre eles, CPK elevado (uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração, sendo solicitada a sua dosagem para investigar possíveis danos a esses órgãos). Outros sintomas foram: dor muscular, urina escura (cor de café) e dor em membros superiores e inferiores.

 

QUE DOENÇA É ESSA?

A doença de Haff é uma síndrome que consiste de rabdomiólise (lesão muscular com liberação) sem explicação e se caracteriza por ocorrência rápida de extrema rigidez muscular. Pode surgir dor muscular, dor no tórax, falta de ar, dormência, perda de força em todo corpo e urina com cor de café. Além da elevação da enzima CPK e é muito comum após inferir crustáceos e principalmente alguns peixes.

Bahia Notícias

Idosa de 90 anos é a primeira a receber vacina contra Covid-19 no Reino Unido


Idosa de 90 anos é a primeira a receber vacina contra Covid-19 no Reino Unido
Foto: Reprodução / The Guardian

Margaret Keenan, uma senhora de 90 anos, foi a primeira a receber a vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 no Reino Unido. Nesta terça, o país começou a vacinar sua população com o imunizante produzido pelas empresas. 

 

"Sinto-me muito privilegiada por ser a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19", disse Margaret. "É o melhor presente de aniversário antecipado que eu poderia desejar porque significa que posso finalmente esperar passar um tempo com minha família e amigos no Ano Novo, depois de estar sozinha na maior parte do ano", completou a senhora, que completa 91 anos na próxima semana.

 

Margaret recebeu a primeira dose em um hospital em Coventry, região central da Inglaterra, na manhã desta terça. A segunda dose será aplicada em 21 dias. Com ela, a senhora deve adquirir imunidade total ao coronavírus. 

 

O país europeu é o primeiro a iniciar campanha de vacinação com a vacina desenvolvida pela parceria das duas empresas. Estudos da fase 3 de testes com o imunizante apontaram que o imunizante tem eficácia de 95% na prevenção à Covid -19. Não houve efeitos colaterais graves nos voluntários.

Bahia Notícias

Após críticas, MEC recua e adia para março volta das aulas presencias nas universidades

por Folhapress

Após críticas, MEC recua e adia para março volta das aulas presencias nas universidades
Foto: Divulgação

No alvo de críticas de reitores, professores e alunos, o MEC (ministério da Educação) recuou da decisão de retornar as atividades presenciais na rede federal de ensino superior em 4 de janeiro.

Em portaria publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União), na noite desta segunda-feira (7), a pasta comandada por Milton Ribeiro estipulou uma nova data: 1º de março.

"As atividades letivas realizadas por instituição de educação superior integrante do sistema federal de ensino, de que trata o art. 2º do Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, deverão ocorrer de forma presencial a partir de 1º de março de 2021, recomendada a observância de protocolos de biossegurança para o enfrentamento da pandemia de Covid-19", diz a portaria.

Até lá, faculdades privadas, institutos e universidades federais poderão continuar os trabalhos de forma remota.

Em suas redes sociais, Ribeiro disse que a medida reafirma a disposição do governo Bolsonaro (sem partido) pela "retomada das aulas presenciais, observadas as devidas condições sanitárias e medidas de segurança", escreveu ele no Twitter.

O retorno dos trabalhos presenciais em 4 de janeiro foi considerada impraticável, já que dava cerca de um mês para que as instituições de ensino se organizassem.

A primeira portaria, publicada no dia 2 deste mês, também foi criticada porque não ouviu os gestores das instituições, o que só ocorreu dois dias depois, na última sexta-feira (4).

Na reunião, os dirigentes das universidades pediram para que a autorização do ensino remoto fosse estendida até dezembro de 2021, conforme já aprovado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação).

A resolução, que alongava o prazo, foi aprovada pelo CNE no início de outubro e aguardava a homologação do ministro, que pressionado por aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não aprovou a extensão das atividades remotas.

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