domingo, dezembro 06, 2020

Triste Piada do Ano! Ministro da Saúde enviou verbas da Covid para entidades que nem tratam a doença

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Eduardo Pazuello – Wikipédia, a enciclopédia livre

General Pazuello demonstra seu despreparo para a função

Constança Rezende
Folha

O Ministério da Saúde decidiu repassar parte de R$ 2 bilhões de recursos emergenciais destinados ao controle do avanço da pandemia da Covid-19 a entidades, Santas Casas e hospitais filantrópicos que não atendem pacientes com a doença. Entre os beneficiados estão maternidades, clínicas dos olhos, hospitais psiquiátricos e associações beneficentes.

A destinação foi feita por meio de duas portarias editadas pela pasta em maio deste ano, 1.393 e 1.448, assinadas pelo ministro Eduardo Pazuello, então interino na Saúde.

DIZ O RELATÓRIO – A medida foi destacada em relatório produzido em outubro pelo Cosems-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo).

O órgão afirmou que “uma representativa parcela destes recursos foi destinada a entidades que atuavam em áreas não diretamente relacionadas ao enfrentamento da pandemia”.

Segundo o conselho, isso gerou dificuldade na aplicação dos recursos pelos gestores da saúde, “uma vez que a necessidade dava-se em outras áreas”.

CASOS BIZARROS – Da lista dos beneficiados pelas portarias, seis hospitais e abrigos psiquiátricos receberam R$ 7,6 milhões. Sete maternidades atendidas por associações de proteção à maternidade e à infância ganharam R$ 4,2 milhões.

Uma entidade filantrópica que fornece serviços de oftalmologia como “instrumento de inclusão social” de Goiás, por exemplo, recebeu R$ 188 mil. Em seu site, o grupo diz que os tendimentos são feitos por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), convênios médicos e particulares.

Outro centro que oferece serviços de oftalmologia, em Londrina (PR), recebeu R$ 181 mil. A instituição diz ter principal foco no atendimento de pacientes do SUS, mas não tem tratamento para Covid.

COISA DE DOIDO – Já um hospital de psiquiatria no município de Arapiraca (AL) recebeu R$ 2,5 milhões, e um albergue noturno que atende psicóticos e dependentes de álcool e drogas, em Loanda (PR), R$ 819 mil. Ligado à comunidade espírita, o local não atende pacientes com Covid-19, conforme informado por telefone.

Uma federação espírita em Curitiba recebeu R$ 722 mil. A ONG repassou o valor a um hospital psiquiátrico ligado à comunidade da denominação religiosa. A unidade informou, ao telefone, que não atende pacientes com coronavírus.

Uma maternidade de Buíque (PE), que recebeu R$ 923 mil, também disse não dispor de leitos para Covid. Quem liga para a unidade em busca de tratamento para a doença ouve que deve procurar um hospital do município.

TRABALHO DE PARTO – Outra maternidade que fica no município de Rio Verde, interior do estado de Goiás, e recebeu R$ 766 mil, informou que recebe pacientes com coronavírus “só se a mãe estiver em trabalho de parto”.

Apesar de não terem leitos para a Covid, algumas destas unidades argumentaram que tiveram de aumentar gastos com equipamentos de proteção individual, aumento da jornada de funcionários, além de adaptações para manter o distanciamento social. Também afirmaram que ainda não aplicaram todos os recursos recebidos pelo governo e ainda fazem estudo de como utilizar.

FALTAM LEITOS – Em paralelo, a ocupação de leitos de UTI para pacientes graves da Covid-19 no país voltou a preocupar. Um levantamento publicado pela Folha na terça-feira revelou que, em quase duas semanas, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 em hospitais privados paulistas passou de 55% para 84%.

​A alta também é observada nas internações em geral por Covid, segundo o SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo). No país como um todo, a taxa de ocupação por pacientes infectados estava em 74,7% em 33 instituições entrevistadas.

O presidente do Cosems-SP, Geraldo Reple Sobrinho, afirmou que não participou da decisão sobre as entidades que receberiam os valores. Ele alertou para uma possível dificuldade na prestação de contas. “Elas deverão comprovar em que estão empregando esses recursos para ações do tratamento da Covid”, disse.

DIZ A PORTARIA – De acordo com a portaria nº 1.393, o auxílio financeiro emergencial é destinado a entidades que participam de forma complementar do SUS, “com o objetivo de permitir-lhes atuar de forma coordenada no controle do avanço da pandemia da Covid-19”.

O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que estabeleceu auxílio financeiro emergencial às Santas Casas e hospitais filantrópicos sem fins lucrativos “para apoiá-los no controle do avanço da pandemia”.

A pasta disse ainda que o recurso foi repassado em duas parcelas, por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais, e usado em ações para combater a pandemia “como a compra de medicamentos, suprimentos, insumos e produtos hospitalares”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O ministro é tido como um general especializado em Logística. No entanto, seus atos não têm a menor lógica, como distribuir verbas da pandemia para entidades que não cuidam da covid ou prorrogar a validade de testes que ficaram guardados, sem uso. Nesse tipo de logística, o general demonstra não ter a menor patente. Devia pedir para sair. (C.N.)

Cidades sitiadas, com bairros inteiros dominados por traficantes, milicianos ou quadrilheiros


Violência nas favelas cariocas é "perturbadora", diz representante da OEA |  Brasília de Fato

A Polícia se mostra incapaz de reduzir a ação dos criminosos

Ascânio Seleme
O Globo

Na semana em que assistimos ao renovado espetáculo da democracia, quando se demonstrou mais uma vez a força e a integridade das instituições nacionais com a eleição de prefeitos de 5.567 municípios brasileiros, duas cidades, no interior de Santa Catarina e do Pará, foram barbaramente atacadas por grupos de criminosos que causaram pânico na madrugada.

O que se viu nos dois casos foi outro tipo de espetáculo, este cotidiano. O do desespero, da intimidação da população e das forças policiais locais, da violência desmedida em assaltos a banco. De quantos ataques desses você consegue se lembrar? Cinco, dez, vinte? Nesta semana foram dois, ambos com tiros, reféns e terror no meio da noite.

O BRASIL INTEIRO – Se pequenas cidades não conseguem dormir em paz, o que se passa em metrópoles como Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou Fortaleza é ainda mais alarmante. Não se trata somente de Criciúma ou Cametá, o Brasil todo está sob ataque há décadas. As cenas vistas em Santa Catarina e no Pará são parte da paisagem em todos os cantos do país. As notícias de violência no interior já nem surpreendem, tão banais se tornaram.

Nas grandes cidades, comunidades e bairros inteiros são dominados por traficantes, milicianos ou bandos organizados. Em lugares como o Complexo do Alemão, a polícia não entra, a menos que protegida por caveirões. Mesmo assim, apenas em rápidas incursões e até um determinado ponto.

No Rio, segundo o Mapa dos Grupos Armados, 3,7 milhões de cariocas vivem em áreas dominadas pelo crime. A milícia controla 57,5% da região, e o tráfico domina outros 15,4% do território municipal. Quem manda não é Marcelo Crivella e não será Eduardo Paes, aos quais restam 27,1% da cidade. Quem manda são militares de baixa patente que viraram milicianos ou descamisados que controlam bocas de fumo, todos armados com fuzis e metralhadoras.

OCUPAR O ESPAÇO – O mencionado Complexo do Alemão é um exemplo de como se podem desocupar regiões tomadas por bandidos. O método para retomar áreas dominadas se conhece. Trata-se de anunciar o dia, preparar um conjunto de forças de dissuasão imbatível (com apoio das Forças Armadas) e subir o morro. Os bandidos fogem como baratas, já se viu isso.

O problema vem a seguir: é a manutenção do controle do espaço retomado do tráfico ou da milícia por meio da presença efetiva do estado nas comunidades. Isso ainda não se viu. No Rio, e em todo o país, a melhor forma de combater a violência é oferecendo melhores serviços à população. Povo educado e saudável tem mais oportunidades, é menos violento e comete menos crimes.

No Brasil ocorre exatamente o contrário. Não bastassem as cenas de violência produzidas por traficantes, milicianos, assassinos e ladrões armados até os dentes, a principal autoridade do país fez de conta que não lhe diziam respeito os dois ataques que ganharam enorme espaço no noticiário nacional, disputando em tamanho com a Covid-19 e as eleições municipais.

UM MINISTRO SONSO – Jair Bolsonaro, o homem que daria um jeito na bandidagem do Brasil, criou o Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou para o cargo o ex-juiz Sergio Moro, que preferiu se ocupar com política no seu ano e meio no cargo. Depois de demitir Moro, instalou no seu lugar um sonso.

O presidente do Brasil tem ainda um outro problema que, ao contrário de inibir o crime, o deixa à vontade. Sua proximidade ancestral com a milícia do Rio mostra abertamente o caminho que adotou. E ele não trata da defesa das cidades e dos cidadãos, mas dá guarida aos irmãos de farda que saem por aí a controlar comunidades pela força.

Também é muito grave a defesa intransigente que o presidente faz da liberação das armas e da suspensão do rastreamento de armas e munições. A primeira não atende a um suposto fazendeiro desguarnecido que pretende defender suas terras, ou ao pobre cidadão que tenta proteger sua casa, como quer fazer crer sua excelência. Apenas ampara a indústria. O fim do rastreamento beneficia milicianos, traficantes, assassinos e os ladrões dos bancos de Criciúma e Cametá

Feriado: confira os horários de funcionamento dos serviços municipais

em 6 dez, 2020 7:00

Mercados centrais estarão abertos das 5h30 à 12h no feriado de Nossa Senhora da Conceição (Foto: Felipe Goettenauer)

Os mercados centrais Maria Virgínia Leite Franco, Thales Ferraz, Antônio Franco, assim como os setoriais (bairros) Milton Santos, no conjunto Augusto Franco, e Viana de Assis, no Santos Dumont, funcionarão das 5h30 às 12h. Os demais mercados setoriais estarão fechados. A feira livre do bairro 13 de Julho (Batistão) será realizada normalmente no período da manhã.

Os parques Augusto Franco (Sementeira) e Poxim estarão abertos em horário normal, das 5h às 21h45 e das 6h às 18h, respectivamente. Em ambos os locais, estão mantidas as orientações do decreto estadual, voltadas para a prevenção à covid-19.

O embarque e desembarque na Orla Pôr do Sol Jornalista Cleomar Brandi ocorrerá normalmente, das 8h às 17h;

Os serviços de limpeza e coleta domiciliar acontecem normalmente. Já os programas Cata Treco e coleta seletiva não ocorrem neste dia. Os Ecopontos estarão fechados, retomando as atividades na quarta-feira (9), no horário habitual, das 7h às 12h e das 13h às 16h.

Saúde 

Estarão funcionando a Rede de Urgência e Emergência (Reue), ofertado nos hospitais municipais Fernando Franco e Nestor Piva, incluindo os contêineres para atendimento exclusivo de síndromes gripais e suspeita de covid-19, com atendimento 24h.

Na Rede de Atenção Primária (Reap), as quatro Unidades Básicas de Saúde com atendimento exclusivo para os casos de síndromes gripais ou suspeitos de covid-19, estarão abertas normalmente, das 7h às 19h. São elas: UBS Geraldo Magela (Orlando Dantas), UBS Ministro Costa Cavalcante (Inácio Barbosa), UBS José Machado (Santos Dumont) e UBS Onésimo Pinto (Jardim Centenário).

As demais UBS retomam o atendimento na quarta-feira, dia 9.

 

Fonte: PMA 

INFONET

Eleições: Pardal recebeu mais de 105 mil denúncias em todo o Brasil

(Foto: TSE)

em 6 dez, 2020 8:41

Durante as Eleições Municipais de 2020, a Justiça Eleitoral recebeu 105.543 denúncias de irregularidades em propagandas eleitorais pelo aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi uma denúncia a cada 1,12 minutos, uma média de 1.623 registros de possíveis irregularidades por dia. O levantamento foi realizado pela Justiça Eleitoral de 26 de setembro a 29 de novembro de 2020. Em comparação com o pleito municipal de 2016 – quando foram contabilizadas 34.117 denúncias referentes à propaganda irregular –, houve um aumento de mais de 300%.

O estado com o maior número de irregularidades reportadas pelo Pardal é São Paulo, com 23.323 denúncias. Em seguida vem Minas Gerais, com 10.240, e Pernambuco, com 9.621. Já os três estados com o menor índice foram: Roraima (129), Acre (134) e Amapá (179). O Rio de Janeiro, um dos maiores colégios eleitorais do Brasil — com mais de 26 mil pedidos de registros de candidatura e 12 milhões de eleitores aptos a votar no pleito deste ano —, contabilizou apenas 3.166 denúncias nesse período.

O levantamento mostra ainda que o Sudeste é a região onde os eleitores mais apontaram irregularidades, com 42.733 denúncias, seguido pelo Nordeste, com 30.611, pelo Sul, com 18.727, pelo Centro-Oeste, com 7.543, e pela região Norte, com 5.929 denúncias.

A maior parte das irregularidades apontadas no Pardal, aplicativo gratuito disponível para download em smartphones e tablets (iOs e Android), refere-se à propaganda irregular de vereadores (56.866). As denúncias contra prefeitos somam 30.805 registros e as contra vice-prefeitos, 950.

O maior pico aconteceu no dia 15 de novembro, data do primeiro turno, quando foram registradas cerca de 20 mil denúncias.

Sobre o aplicativo

O Pardal foi lançado pelo TSE em 2016 e, este ano, ganhou nova versão para as Eleições Municipais. O aplicativo é utilizado para a abertura de procedimentos de natureza administrativo-eleitoral relacionados apenas a irregularidades de propaganda eleitoral. Já crimes eleitorais como compra de votos, condutas vedadas e uso da máquina pública devem ser registrados nos canais do Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

Com a atualização do aplicativo realizada este ano, a plataforma digital passou a: encaminhar denúncias sobre propaganda eleitoral diretamente aos juízes eleitorais locais; exigir maior detalhamento da identificação dos denunciantes; e realizar triagem automática para permitir a junção de denúncias relacionadas ao mesmo fato — evitando, assim, o processamento de relatos infundados. Após as triagens eletrônica e humana, o Pardal gera a conversão do relato em processo, no Processo Judicial Eletrônico (PJE).

Do total de denúncias recebidas no período de 26 de setembro a 29 de novembro, apenas 14.490 (12,91%) foram devidamente autuadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e objeto de efetiva análise dos juízes eleitorais. O restante das denúncias não possuía os requisitos mínimos para a atuação do órgão judicial.

Fonte: TSE

INFONET

Cármen Lúcia diz ser contra e quatro ministros ainda não votaram sobre reeleição no Congresso


Vergonha! Cármen Lúcia aquiva investigação sobre denúncias contra ministros  do STF | mapping.com.br

Charge da Pryscilla (Arquivo Google)

Sarah Teófilo, Augusto Fernandes e Renato Souza
Correio Braziliense

O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a ação que pode abrir caminho para que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), concorram à reeleição em suas respectivas Casas legislativas. Até agora, quatro ministros votaram pela possibilidade de recondução. O julgamento ocorre no plenário virtual, em que os magistrados colocam os votos por escrito e não fazem discursos públicos, como nas sessões presenciais.

A ação analisada na Corte foi impetrada pelo PTB. O partido pede a suspensão das normas internas do Congresso que abrem margem para a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado.

PELA REELEIÇÃO – O relator do caso no STF, ministro Gilmar Mendes, votou pela possibilidade de recondução, entendendo que a questão pode ser decidida, internamente, pelo Parlamento. O voto dele foi dado ainda na madrugada de sexta-feira. Até o momento, seguiram a análise de Mendes os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

O ministro Kassio Nunes Marques votou no sentido de permitir a reeleição apenas uma vez, independentemente de ser dentro da mesma legislatura — o que só beneficiaria Alcolumbre. Os ministros Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia votaram contra.

Mello destacou que a Constituição é clara ao vedar a reeleição de forma imediata. “A parte final veda, de forma peremptória, sem o estabelecimento de qualquer distinção, sem, portanto, albergar — o que seria um drible — a recondução para o mesmo cargo na eleição imediata”, escreveu.

JOGO DE BASTIDORES – Autor da ação, o PTB é presidido por Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, que quer ver Maia longe da Presidência da Câmara. No entanto, o governo considera Alcolumbre um aliado e deseja a permanência dele no cargo. A avaliação é de que o senador ajuda a aprovar reformas de interesse do Executivo e não entra em embates contra Bolsonaro, como faz Maia, que, publicamente, critica declarações e ações do chefe de Estado.

Juristas avaliam como controversa a possibilidade de o STF autorizar a reeleição, o que, na visão dos especialistas, poderia permitir monopólio do comando do Parlamento.

Na avaliação do advogado criminalista Bruno Salles, mestre em direito pela Universidade de São Paulo (USP), se a Corte permitir que presidentes da Câmara e do Senado concorram à reeleição em uma mesma legislatura, dará uma redação para o texto constitucional totalmente contrária ao que está escrito na Carta Magna, que veda reconduções às presidências das Casas legislativas dentro de um mandato.

INCONSTITUCIONALIDADE – “O jeito de reescrever a Constituição é por meio de emenda constitucional e não por meio do STF. Por mais que seja o guardião da Constituição, o Supremo não pode reescrever a Carta Magna por meio de interpretações. No meu entender, esse é um caso de ativismo judicial. O risco é que, quando o STF faz isso em uma matéria, pode repetir em várias outras. Assim, a gente começa a perder segurança jurídica”, ressaltou.

Vera Chemim, mestre em direito público pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em STF, também fez o alerta. “O ministro Gilmar apelou para uma interpretação sistemática, dizendo que a Constituição dá liberdade para o Congresso agir como bem entender, que seria assunto ‘interna corporis’… A Constituição é clara sobre reeleição, e não existe essa possibilidade”, frisou.

Auditor denunciado pela defesa de Flávio Bolsonaro se afasta da Corregedoria da Receita no Rio


Rachadinha de Flávio: governo exonera auditor-fiscal

Bolsonaro tenta blindar Flávio, mas está cada vez mais difícil

Paulo Renato Soares
Jornal Hoje

O auditor da Receita Federal citado pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) como possível responsável por vazamento de informações foi exonerado do cargo de chefia do escritório da corregedoria do órgão, no Rio de Janeiro. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (3).

O documento registra que o auditor-fiscal Christiano Paes Leme Botelho pediu para sair do cargo de chefe do escritório da corregedoria da Receita Federal na capital fluminense. Ele foi exonerado a pedido.

BONS SERVIÇOS – Paes Leme estava no cargo havia pelo menos 15 anos e, durante este período, coordenou trabalhos que ajudaram a força-tarefa da Lava Jato em duas investigações contra auditores fiscais sob suspeita de cobrar propina de empresários investigados.

A defesa de Flávio Bolsonaro tenta anular provas da investigação de rachadinha contra o senador alegando que os dados fiscais dele foram acessados irregularmente.

O jornal “Folha de S.Paulo” diz que a defesa de Flávio Bolsonaro não acusa diretamente o auditor, mas teria apontado casos semelhantes que supostamente envolveram Christiano para tentar provar que havia esta prática.

REUNIÃO NO PLANALTO – Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com advogados de Flávio Bolsonaro e convocou para o encontro o chefe do gabinete de segurança institucional, ministro Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. O objetivo era identificar falhas na conduta da Receita Federal, mas eles não encontraram provas de qualquer irregularidade.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou a abrir uma apuração preliminar sobre uma suposta mobilização de órgãos do governo federal para tentar anular investigações do caso das rachadinhas, que envolve o senador Flávio Bolsonaro. Mas, até agora, não houve avanços.

COM PAI E FILHO – A Receita Federal já confirmou que, em setembro, houve um encontro fora da agenda oficial entre o secretário do órgão, José Tostes, e Flávio Bolsonaro.

Também confirma o encontro fora da agenda no Palácio do Planalto ente Tostes e o presidente Bolsonaro, cerca de uma semana após o encontro com Flávio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que o presidente Bolsonaro e o filho Flávio estão fazendo o possível e o impossível para evitar que os crimes cometidos pelo hoje senador sejam investigados e ele responda a processo, tal a abundância de provas. Mas essa pressão pode ter efeito contrário e mobilizar o Ministério Público e a Polícia para apurar os fatos com a profundidade esperada. As cartas estão na mesa e o jogo ainda vai demorar. (C.N.)

Manobra para reeleger Davi Alcolumbre no Senado é intromissão indevida que cheira mal


Davi Alcolumbre pede a Bolsonaro que acene com bandeira branca | Congresso  em Foco

Bolsonaro usa Davi Alcolumbre como se fosse uma marionete

Vicente Limongi Netto

Nos meus bons tempos de repórter político, lá se vão 40 anos,  o Palácio do Planalto não metia o bedelho nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Os vencedores, apoiadores ou adversários do governo, tinham como foco principal os interesses do país. Zelavam pela governabilidade. Não abriam mão da independência do Legislativo. Hoje, no Senado, o roliço Davi Alcolumbre faz das tripas coração para ser reeleito presidente.  Em trama imoral. Tudo indicando que com o endosso do Supremo.

Trágico, patético e vergonhoso.  Se não colar com Alcolumbre, Bolsonaro saca o plano B. Vai com Eduardo Gomes(MDB-TO), líder do governo no Congresso.

VELHAS PRÁTICAS – A “nova política” de Bolsonaro não quer arriscar. Prefere um parlamentar dócil e servil na presidência do Senado, ao invés de um político de verdade, aberto ao diálogo, mas que não dobra a espinha para os poderosos de plantão.

Semelhante raciocínio é adotado pelos alquimistas palacianos, para a Câmara Federal.  Bolsonaro prefere ver o diabo pela frente do que Rodrigo Maia reeleito presidente. Nessa linha, joga todas as fichas no deputado Arthur Lira, denunciado pelo O Globo e Estado de São Paulo como “rei das rachadinhas” quando era deputado estadual em Maceió.

O clã Bolsonaro já tem um prendado rebento tido como adepto de “rachadinhas”, na época em que o senador Flávio Bolsonaro era deputado estadual no Rio de Janeiro. Tudo em casa. Todos boa gente.

UM GRANDE EXEMPLO – Casagrande bateu um bolão, referindo-se a Maradona. Sem meias palavras, o ex-jogador e comentarista foi exemplar e verdadeiro. Alertou os pais para a tentação das drogas.  Conversem com os filhos. Evitem que sejam contaminados por más companhias. Afastem-se dos falsos amigos.

Revelou que não naufragou totalmente diante do perigo e da ilusão das drogas, como ocorreu com Maradona, porque contou com a solidariedade da família, dos médicos, do amigos e da Rede Globo.

Como dependente químico, a luta de Casagrande tornou-se diária e dolorosa. É movido e grato pela força de Deus.    Casagrande foi taxativo: “O objetivo das drogas é causar derrotas humanas”.

E A PANDEMIA? – Enquanto Bolsonaro e alquimistas do Palácio do Planalto ocupam o tempo cuidando da distribuição de cargos para apaniguados do “Centrão”, o governador João Dória prefere anunciar que São Paulo começa a vacinar a população contra o covid-19 em janeiro. Atitude saudável e bem vinda de Dória, valiosa para alavancar sua candidatura a Presidência da República. Que Deus o ilumine.

Por fim, é inexplicável, injustificável e patético a mídia tirar Cristovam Buarque das catacumbas, para repercutir notícias. O pior, com opiniões rasas, sem brilho, ressentidas e melancólicas.  Próprias dos fantasmas políticos.

 Parece até que Brasília não tem homens públicos em atividade capazes e qualificados para tratar com competência dos mais variados assuntos. Francamente.

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