segunda-feira, maio 04, 2020

CNJ manda TJ-BA apurar denúncia de venda de sentenças por duas juízas no Oeste baiano


CNJ manda TJ-BA apurar denúncia de venda de sentenças por duas juízas no Oeste baiano
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou que a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) apure uma denúncia de suposta venda de sentenças em Formosa do Rio Preto, no oeste baiano. 

O documento encaminhado à Corregedoria Nacional de Justiça é assinado pelo delegado de Polícia Federal Maurício Salim Sahade Araújo e apresenta notícia crime contra duas magistradas que teriam atuado na referida comarca: Marlise Freire de Alvarenga e Martha Carneiro Terrin e Sousa. As juízas, segundo a denúncia, estariam envolvidas em esquema de negociação de decisões judiciais. 

O ato leva em consideração a existência de outros expedientes em trâmite no CNJ sobre possíveis infrações disciplinares praticadas por magistrados que atuaram na comarca de Formosa do Rio Preto. Para o ministro, é salutar e “a apuração das informações prestadas para verificação de eventual prática de falta funcional por parte das requeridas", declarou o corregedor nacional”. A Corregedoria-Geral da Justiça e do Interior do TJ-BA tem prazo de 60 dias para apurar os fatos narrados e prestar informações à Corregedoria Nacional de Justiça.  

Bahia Notícias

Ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt morre aos 76 anos


por Fernando Duarte / Glauber Guerra
Ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt morre aos 76 anos
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt  morreu nesta segunda-feira (4). Ele estava internando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cárdio Pulmonar desde a semana passada em decorrência de problemas neurológicos.

Nome histórico do PT, Fernando Schmidt foi eleito vereador em 1984 pelo partido. Entre 1993 e 1996, exerceu a função de secretário de governo da prefeitura de Salvador, na gestão de Lídice da Mata. Já em 2003, no governo do então presidente Lula, se tornou chefe de gabinete do Ministério do Trabalho e Emprego. No mesmo ano, entre 31 de julho e 6 de agosto, foi ministro interino da pasta. Em 2006, assumiu a assessoria especial do Ministro para Assuntos Internacionais da Secretaria de Relações Internacionais da Presidência da República e também diretor presidente da Companhia das Docas da Bahia (Codeba). No ano seguinte, se tornou chefe de gabinete do governador Jaques Wagner. Em 2011, foi nomeado secretário para Assuntos Internacionais e da Agenda Bahia.

Schmidt foi o primeiro presidente do Bahia eleito de forma democrática e direta após a intervenção judicial no clube em 2013. Ele ficou no posto até o fim de 2014. Antes, o dirigente havia presidido o Tricolor entre 1975 e 1979.

O sepultamento será realizado nesta segunda-feira (4), às 15h, no Cemitério do Campo Santo, em Salvador.

Bahia Notícias

residente, governadores e prefeitos condenam o povo à morte na Covid-19


E daí?", de Bolsonaro, é tema das charges desta quarta; veja ...
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Carlos Newton 
É com tristeza e revolta que escrevo este artigo. Conforme previsto pelas entidades internacionais e pelo próprio Ministério da Saúde, o Brasil caminha para ser um dos epicentros do coronavírus. Ou seja, trata-se de mortes anunciadas, como diria o genial escritor Gabriel Garcia Márquez. E o que estão fazendo as autoridades responsáveis pelo Sistema Único de Saúde, nesta fase aguda da pandemia? A meu ver, o presidente os governadores e os prefeitos estão se omitindo e simplesmente decidiram condenar o povo à morte.
A mídia cumpre seu papel ao nos massacrar com informações sobre a pandemia, mas as autoridades não se mexem, fazem cara de paisagem, o problema não é com eles. “E daí?”, chegou a perguntar o presidente Jair Bolsonaro, a um repórter que o indagou sobre providências contra a pandemia.
COLAPSO NO ATENDIMENTO – Está mais do que comprovado que já aconteceu o previsto pelo então ministro Henrique Mandetta – o sistema de saúde realmente entrou em colapso. Os pacientes estão morrendo aos montes, por falta de atendimento adequado.
E o que fazem os responsáveis, que são os governantes? Nada, absolutamente nada. Pelo que se saiba, apenas um deles já resolveu cumprir seu dever de oferecer adequada assistência médica à população nos termos da Lei 8080, de 1990, já citada aqui na Tribuna da Internet pelo jurista Jorge Béja.
Esta lei, em seu artigo 24, no capítulo “Da Participação Complementar”, determina a seguinte providência: “Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada”.
OMISSÃO CRIMINOSA – O sistema público do SUS está exaurido, enquanto a rede privada classe “A” possui muitas vagas, milhares de leitos estão disponíveis.  E a situação é de pandemia. Por que razão as autoridades não requisitam as vagas da rede privada?
Até agora, apenas o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anuncio sexta-feira que poderá requisitar leitos ociosos na rede privada. O objetivo é maximizar o atendimento e garantir tratamento igualitário aos pacientes do SUS na Covid-19.
Para a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), a lei municipal “não traz inovação no que se refere às requisições administrativas” e deverá ser usada após o “esgotamento de medidas prévias adotadas pelo Poder Público”.
HOSPITAL FANTASMA – No Estado do Rio de Janeiro, que lidera o ranking da morte, com perda de 9,01% dos pacientes contaminados, existe um hospital enorme da Rede D’Or que está pronto no bairro da Glória, mas somente será inaugurado depois da pandemia.
A Rede D’Or, a maior do país, pertence ao médico arquimilionário Jorge Moll, (72ª fortuna do mundo, segundo a revista Forbes). Seria um ato de grandeza se ele inaugurasse logo o enorme hospital, para atender ao pacientes da Covid-19.
Mas será que o Dr. Moll, que prestou o juramento de Hipócrates, terá nobreza e caráter para essa simples ação de caridade, ou vai ficar em seu palácio particular, guardado por Deus, contando o vil metal, como dizia o genial Belchior. Gostaríamos de saber o que pretende fazer o Dr. Moll, diante dessa situação de calamidade pública.
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P.S. 1 – O fato concreto é que a democracia liberal é um regime movido pelo egoísmo, pois parte do princípio de que o mercado controlaria tudo.

P.S.
 2 -O que diria Hipócrates, benfeitor da Humanidade, ao saber que, mais de 23 séculos depois de seus ensinamentos, a Medicina se tornaria um dos maiores negócios do mundo e, para ter direito à vida, seria preciso pagar um plano de saúde? 
(C.N.)  

domingo, maio 03, 2020

Sobe para 730 o número de casos confirmados da Covid-19 em Sergipe

Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que são 129 novos registros das doença e quatro óbitos em investigação.


Por G1 SE
 

Quatro municípios registraram os primeiros casos: Cedro de São João, com duas mulheres de 35 e 53 anos, e um homem de 77 anos de idade; Malhador com uma criança do sexo feminino de nove anos; Malhada dos Bois: uma mulher de 58 anos; e Salgado com um adolescente de 16 anos.
O número de curados subiu para 54. Foram realizados 3.095 testes e 2.365 foram negativados. Estão internados 60 pacientes, sendo 24 em leitos de UTI (13 na rede privada e 11 na rede pública) e 36 em leitos clínicos (nove na rede privada e 27 na rede pública). São 14 óbitos por Covid-19 em Sergipe.

"Bolsonaro é o agitador de sempre, o eterno deputado medíocre", dispara Folha de SP

"Ele sabe que afronta a Constituição, mas não se importa"
publicado 03/05/2020
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(Redes Sociais)
Editorial publicado pela Folha de S.Paulo na noite deste domingo 3/V eleva o tom das críticas do jornal a Jair Bolsonaro. "No domingo (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, numa sucessão de eventos que infelizmente se tornam habituais no Brasil, um punhado de celerados se reuniu em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, para defender, entre outras coisas, o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e uma intervenção militar. Mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro achou por bem juntar-se aos manifestantes e gritar palavras de ordem que os legitimam. Ele sabe que as bandeiras afrontam a Constituição, mas não se importa. É o agitador de sempre, o antiestadista, o eterno deputado medíocre do baixo clero", diz o texto intitulado "Marcha dos covardes".
O jornal prossegue: "o protesto do fim de semana teve como gatilho uma decisão de ministro do STF que impediu Bolsonaro de nomear um apaniguado como diretor-geral da Polícia Federal, que investiga Bolsonaro e família. Trata-se do sistema de freios e contrapesos de um regime democrático em funcionamento". E conclui com um recado:
"Uma imprensa livre e independente faz parte desse sistema. Ela seguirá vigilante, apesar das agressões da marcha dos covardes".

Manifestação pró-Bolsonaro - Idolatria + fanatismo = violência e insanidade - Orlando Brito - Os Divergentes

Manifestação pró-Bolsonaro – Idolatria + fanatismo = violência e insanidade
Por Orlando Brito

Generais desmentem Bolsonaro e dizem que Exército não apoiará sina de um maluco

Publicado em 03/05/2020

A afirmação de Jair Bolsonaro durante manifestação realizada neste domingo (3), em Brasília, de que teria as Forças Armadas ao seu lado não foi endossada por generais da reserva.
O colunista Chico Alves, do UOL, conversou com alguns generais que disseram que não há qualquer possibilidade de Exército, Marinha e Aeronáutica embarcarem em uma aventura antidemocrática.
“O presidente está enganado, está interpretando do jeito que ele quer. As Forças Armadas jamais vão entrar numa aventura. O povo está dividido, o Brasil quer que cada um faça sua parte de forma responsável”, disse o general Paulo Chagas, que foi candidato a governador do Distrito Federal em 2018.
Chagas disse ainda que o governo deveria direcionar as suas forças para o combate à pandemia. “Parece que ele (Bolsonaro) gosta desse tipo de confusão. Acho que tem alguma alma do outro mundo, que mora na Virgínia (referência ao astrólogo Olavo de Carvalho), que manda recados e ele acredita. Isso é ruim. Prejudica a ele e prejudica o Brasil”, avalia Chagas.
“Ele (presidente) tem apoio popular, como demonstrado hoje. Mas as Forças Armadas são conscientes da sua missão constitucional”, disse o general Maynard Santa Rosa, que até novembro era o responsável pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal. “O momento merece equilíbrio e reflexão, não precipitação”.
Reunião com generais
Neste sábado (2), Bolsonaro se reuniu com os chefes das Forças Armadas e os generais que integram sua equipe ministerial. Ele teria reclamado das dificuldades para governar devido ao que ele chama de “constante interferência do Judiciário”. Ele ameaçou fazer uma ruptura institucional, no sentido de eventualmente descumprir determinações futuras da Corte.
De acordo com militares ouvidos pela Folha, as declarações feitas por Bolsonaro em ato deste domingo (3) transmitem essa mensagem.

SES confirma mais 129 casos de Covid-19 e quatro óbitos em investigação

 

(Foto: Reprodução / Internet)
A Secretaria de Estado da Saúde registrou neste domingo, 3, mais 129 casos confirmados de Covid-19. O Estado chega a 730 pessoas infectadas pela doença. Estão sendo investigados quatro óbitos: duas idosas, uma de 80 anos residente em Aracaju, e outra de 94 anos de São Cristóvão; um idoso de 63 anos de Nossa Senhora de Lurdes, e um homem de 37 anos de Tobias Barreto.
Quatro municípios registraram os primeiros casos: Cedro de São João, com duas mulheres de 35 e 53 anos, e um homem de 77 anos de idade; Malhador com uma criança do sexo feminino de nove anos; Malhada dos Bois: uma mulher de 58 anos; e Salgado com um adolescente de 16 anos.
O número de curados subiu para 54. Foram realizados 3.095 testes e 2.365 foram negativados. Estão internados 60 pacientes, sendo 24 em leitos de UTI (13 na rede privada e 11 na rede pública) e 36 em leitos clínicos (nove na rede privada e 27 na rede pública). São 14 óbitos por Covid-19 em Sergipe.
SES







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Charge do Nani (nanihumor.com)
Julio Wiziack e Fábio Fabrini
Folha
Conselheiro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República acusa o órgão de fazer manobras internas para ajudar integrantes do governo Jair Bolsonaro. O conselheiro Erick Vidigal enviou nesta sexta-feira, dia 1º, uma carta aos demais membros do colegiado afirmando que o presidente interino da comissão, Paulo Henrique Lucon, tem atuado a favor do Planalto em troca de sua reeleição e contra a escolha de Vidigal para assumir a presidência.
Lucon nega as acusações e afirma que Vidigal “não tem condições técnicas e morais” para o cargo. A comissão, que hoje tem seis integrantes, foi criada há 21 anos para evitar e punir casos de conflito de interesse, além de recomendar punições por desvios praticados por servidores públicos de alto escalão, especialmente ministros e secretários.
SUSPENSÃO – O pano de fundo da briga interna é a eleição para a presidência do conselho, que deveria ter ocorrido na última sessão, há cerca de dois meses, e foi suspensa. Pela tradição, Vidigal, que está há mais tempo no posto, deveria ser eleito presidente.
No entanto, depois de defender a abertura de uma investigação sobre o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, Lucon e demais conselheiros fizeram um acerto pelo adiamento da escolha.
O caso começou a partir de reportagens da Folha. O jornal noticiou que Wajngarten é sócio majoritário de uma empresa, a FW Comunicação, que recebe dinheiro de TVs e agências de publicidade contratadas pela própria Secom, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. Depois que ele assumiu o cargo, em abril de 2019, as contratantes passaram a ter percentuais maiores da verba publicitária da Secom. Uma delas é a Record, do bispo Edir Macedo.
CONFLITO – Os precedentes da comissão eram de apontar conflito de interesses em situações como a de Wajngarten, mas, em fevereiro, em julgamento presidido por Lucon, o colegiado arquivou o caso sem levar adiante uma investigação. O chefe da Secom nega irregularidades.
“Irei recorrer à Justiça e ao MPF [Ministério Público Federal] não para impedi-lo [Lucon] de ser reeleito”, disse Vidigal à Folha. “Irei para que o Poder Judiciário o retire da comissão. Ele não preenche e nem nunca preencheu os requisitos legais [para a função].”
“A presidência da CEP (comissão), para mim, tanto faz. Se fosse presidente apenas seria mais fácil abrir a comissão para a sociedade poder fiscalizá-la. Vou buscar a transparência diretamente perante o MPF e o Poder Judiciário, onde tenho muito mais chance de êxito por poder contar com juízes de verdade.”
BARRADO – Vidigal afirma, na carta enviada aos outros membros, que foi barrado pela secretaria-executiva do órgão na busca de obter informações sobre processos em andamento. Em um dos pedidos, ele queria saber o relator do caso envolvendo Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, que deixou o cargo com acusações contra Bolsonaro.
“Somente depois de muita pressão, fiquei sabendo que seria o Lucon”, disse. “Imagine um ministro do Supremo pedir ao secretário-geral da corte o número de um processo ou o nome do relator e receber a informação de que ele só pode dar se o relator autorizar.” Na mensagem, Vidigal afirma que a comissão está se desvirtuando e sofrendo investidas do governo Bolsonaro.
Segundo ele, o orçamento foi reduzido, servidores, exonerados e houve um projeto de esvaziamento da comissão pela CGU (Controladoria-Geral da União), em acordo com Bolsonaro, além da “tentativa de nomear para o colegiado o irmão do ministro que é alvo do maior número de procedimentos na comissão [Arthur Weintraub, irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub]”.
IRREGULARIDADES – Vidigal sustenta que diversos conselheiros passaram a achar “normal” uma série de irregularidades. “O presidente [da CEP] não vê nada de imoral em autoridades realizarem despesas públicas que favorecem pessoas contratadas ao mesmo tempo pela administração pública e pela empresa da qual a autoridade é sócia”, escreveu, referindo-se ao caso Wajngarten.
“Não vê nada de irregular em relatar —para arquivar— um processo envolvendo autoridade que viajou para a Europa por convite dele próprio. Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se o dinheiro gasto com tais viagens pudesse ser usado para comprar respiradores para UTIs do SUS?”.
Nesse caso, Vidigal se refere a um evento organizado por Lucon em Roma, na Itália, com advogados processualistas antes de integrar a CEP. A então ministra da AGU (Advocacia geral da União), Grace Mendonça, participou. Seu marido a acompanhou em parte da viagem, que foi feita em avião da FAB.
ARQUIVAMENTO – Depois do episódio, Lucon foi nomeado para a CEP e se tornou relator do caso. Segundo Vidigal, ele não se declarou impedido e arquivou por falta de provas. Em outro episódio que sugere defesa do governo Bolsonaro, o conselheiro Ruy Altenfelder solicitou que todos os processos envolvendo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fossem julgados em bloco.
Segundo Vidigal, uma vez que cada processo tem um relator, caberia a Lucon deliberar sobre o andamento. “O pedido foi ignorado”, escreve Vidigal. O conselheiro afirma ter consciência de que, com a carta, partiu para a guerra e enterrou qualquer chance de assumir o comando da comissão.
“Não entrei na CEP para bater palmas para governantes indecentes ou para perseguir desafetos do governo. Muito menos para atender pedidos feitos às sombras por ex-governantes”, escreveu, sem citar nomes. Um dos conselheiros, Gustavo Rocha, que relatou e propôs o arquivamento do caso Wajngarten, é ligado ao ex-presidente Michel Temer (MDB) e foi ministro de seu governo.
MPF – Ao fim da carta, Vidigal afirma que informará ao Ministério Público Federal sobre o possível descumprimento de preceito legal na nomeação de Lucon para a comissão.Também avisa que recorrerá à Justiça para “restabelecer as prerrogativas mínimas e essenciais para que exerça seu mandato”.
Procurado pela Folha, Lucon afirmou em nota que Vidigal tenta confundir para atacá-lo, pois “desejava e deseja —a todo o custo e por qualquer meio— ser presidente da CEP”.
“Os demais conselheiros, por maioria, não o querem presidente, porque ele não tem o preparo e a idoneidade necessários. Isso o levou a me atacar e a atacar a CEP. O senhor Erick, infelizmente, não tem condições técnicas e morais para presidir a CEP, tal como ele desmedidamente ambiciona”, afirmou.
APOIO – Lucon disse que o evento em Roma teve o apoio de várias entidades, entre as quais a AGU, então comandada por Grace Mendonça. “O IBDP – Instituto Brasileiro de Direito Processual, que presido e presidia à época, foi apenas um dos muitos apoiadores do evento”, justificou. Lucon sustenta que o instituto atuou apenas na divulgação do evento e na indicação de professores para expositores no evento.
”Frise-se: o IBDP não incorreu em qualquer despesa no evento. Necessário dizer que conheci, em brevíssimos minutos, no tal evento, a ex-ministra Grace. Isso é o que resume minha relação com a senhora ex-ministra.” Lucon alegou que Vidigal lhe imputa falta de preparo na área administrativa, mas não examinou sua história.
CURRÍCULO – “Passei por quatro concursos públicos na USP (mestrado, doutorado, livre docência e ingresso na carreira universitária). Fui eleito pelos meus pares para integrar a Congregação da Faculdade de Direito da USP, órgão que também delibera sobre a direção da mais tradicional instituição de ensino jurídico do país”, afirmou, citando outros itens de seu currículo.
“E quem é Erick Vidigal? Filho do ministro Edson Vidigal, que foi do STJ [Superior Tribunal de Justiça] e que tem sua atuação questionada. Os cargos que exerceu foram comissionados. Ele deveria seriamente pensar se tem condições de permanecer como conselheiro da CEP.”

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