domingo, maio 03, 2020

Comportamentos do presidente Bolsonaro indicam possíveis desvios de personalidade


Regras claras do governo de Bolsonaro. A charge de Frank Maia ...
Charge do Frank (Arquivo Google)
Miguel Reale JúniorEstadão
Em entrevista ao programa Câmera Aberta, da Band, em 1999, Bolsonaro, indagado se, caso fosse presidente, fecharia o Congresso, respondeu: “Não há a menor dúvida. Daria golpe no mesmo dia”. Nessa entrevista defendeu a tortura e disse que o Brasil “só vai mudar, infelizmente, quando partirmos para uma guerra civil (…) matando uns 30 mil (…). Vão morrer alguns inocentes. Tudo bem. Em toda guerra morrem inocentes”.
Ao votar no impeachment, ele o fez em homenagem ao torturador coronel Brilhante Ustra, “o pavor de Dilma Rousseff”, disse.
DISCURSO GOLPISTA – Pela segunda vez, em plena pandemia, dia 19/4, Bolsonaro foi à manifestação dominical contra o Congresso Nacional e a favor da ditadura. Antes da fala de Bolsonaro, circunstantes gritavam “Fora Maia”, “AI-5”, “Fecha o Congresso”, “Fecha o STF” e carregavam faixas pedindo “intervenção militar já com Bolsonaro”, que em seu discurso falou: “Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil” – adotando como seu, portanto, o teor do encontro.
A identificação com essa reunião se comprova ao pretender interferir a favor dos manifestantes, com a mudança do diretor da Polícia Federal: na mensagem enviada a Moro, ministro da Justiça, Bolsonaro reproduz nota do site O Antagonista segundo a qual a PF está “na cola” de 10 a 12 deputados bolsonaristas.
O presidente, então, escreveu: “Mais um motivo para a troca”. Patente, destarte, que buscava intervir no inquérito determinado pelo ministro Alexandre de Moraes instaurado para verificar “a existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano”.
UMA PROVA CLARA – A nomeação de pessoa íntima para a diretoria da PF, cuja posse foi obstada pelo STF, é prova do interesse de demissão do então dirigente para se imiscuir nas investigações.
A atitude de Bolsonaro em face da pandemia, “uma gripezinha”, mostra indiferença pelo que poderia acontecer se desrespeitadas as normas de isolamento e quarentena determinadas pela OMS e pelo ex-ministro Mandetta.
Na última terça-feira, 28, indagado sobre o aumento do número de mortes, o presidente deu resposta agressiva: “E daí? Lamento. Eu sou Messias, mas não faço milagres”. A soberba, todavia, revela-se no uso das expressões “eu sou a Constituição”, “tenho a caneta”, “o presidente sou eu”, “quem manda sou eu”.
É UM CASO MÉDICO – Tais comportamentos indicam possível anormalidade de personalidade, a merecer análise médica acurada.
Já opinei ser a interdição um caminho eventual para Bolsonaro. Não estava a fazer blague. As atitudes habituais permitem supor possível transtorno de personalidade, falha profundamente estudada por Odon Ramos Maranhão, titular de Medicina Legal (Psicologia do crime, 2.ª ed. Malheiros, 1995, cap. 7) e objeto de classificação pela CID-10, a Classificação Internacional de Doenças da OMS, em livro específico sobre doenças mentais (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento, editor Artes Médicas, pág. 199).
Nessa classificação, o transtorno de personalidade antissocial tem por características a “indiferença insensível face aos sentimentos alheios; uma atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito a regras; a baixa tolerância à frustração; a incapacidade para experimentar culpa e propensão a culpar os outros”.
SINTOMAS DE PARANOIA – Poderia haver, eventualmente, transtorno de personalidade paranoide, cujos sintomas seriam, por exemplo, “combativo e obstinado senso de direitos pessoais; tendência a experimentar autovalorização excessiva e preocupação com explicações conspiratórias”.
Outra publicação respeitada é o DSM-5, da Associação Psiquiátrica Americana, que em http://www.niip.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Manual-Diagnosico-e-Estatistico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5-1-pdf.pdf, nas páginas 645 e seguintes, estuda os tipos de transtornos da personalidade, cabendo destacar: “1- paranoide, caracterizado por desconfiança e suspeita tamanhas que as motivações dos outros são interpretadas como malévolas; 2- antissocial, cujo padrão é desrespeito e violação dos direitos dos outros; 3- narcisista, que apresenta sentimento de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia”.
FALTA DE EQUILÍBRIO – Atentemos para o comportamento reiterado de Bolsonaro, ao longo do tempo, em favor de situações que geram dor, em apoio a manifestações pelo fechamento do Congresso e do STF, chegando a agir, como presidente, para não se apurar devidamente a organização do ato de domingo 19 de abril; em campanha contra o isolamento social, única medida possível para reduzir mortes; usando a trágica expressão, “e daí?” acerca do aumento do número de mortes; no gosto pelo aplauso popular, pois, no domingo 15 de março, ao ser ovacionado em frente ao Planalto falou: “Isso não tem preço”.
São esses os sinais indicativos de possível enquadramento nas categorias psiquiátricas acima lembradas, o que cumpre ser verificado por experts em medida adotada em defesa do País.
No meio da pandemia, um pandemônio.

O OPORTUNISMO É A UNICA ARMA DOS FRACOS ULTRAPASSADOS




Por:  Marcelo do Sindicato


De início eu quero me dirigir ao Senador Otto Alencar ( PSD/BA) homem probo e de conduta ilibada, para agradece-lo pela emenda parlamentar de quase 500 mil reais destinada ao nosso povo de Jeremoabo/BA, emenda essa cadastrada ainda na gestão do ex-prefeito Antônio Chaves, que tem como objetivo beneficiar com pavimentação a paralelepípedo algumas ruas de nosso município, que antes sofriam por não dispor desse serviço público imprevisível a vida e a saúde de todos em especial as crianças.

Embora os oportunista tentem desqualifica-lo a verdade adoece mais jamais ela morrerá, ela sempre prevalecerá em face da frágil mentira dissimulada pelos improbos, dignos de piedade e não ódio. O oportunismo é uma palavra cujo  significado é pejorativo com raras exceções. Torna-se uma espécie de qualidade apenas no esporte, quando se diz que tal jogador é oportunista, - ou seja, sabe aproveitar as oportunidades pra atingir os objetivos do jogo, por exemplo. Todas as outras aplicações, especialmente aquelas que se referem ao trabalho ou a vida pessoal, denotam negativismo. Oportunista é o que age de forma rasteira, ultrapassando todos os limites éticos e morais para alcançar os seus objetivos desejados, nem que para isso seja necessário eliminar o que (ou quem) estiver pela frente.
Frequentemente para os idiotas tal ato se confunde com esperteza ou ousadia, que na dose certa, são elementos que podem ajudar a certos indivíduos desqualificados a progredir, sem transgredir regras ou mesmo limites. Os oportunistas também não enxergam problemas em se apossar de algo que não é seu ou aproveitar uma brecha pra se dá bem, não importa as circunstâncias. No dia a dia nos esforçamos para renovarmos a nossa fé na humanidade, mais quando os fatos nos dizem ao contrário a tendência é a perplexidade e o sepultamento dos valores éticos e morais.

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Conta das perdas de Estados e municípios na pandemia será paga por servidores públicos .


Os senadores colocaram na conta dos servidores públicos a “ajuda” que Estados e municípios receberão da União. O texto aprovado no sábado (2) congela os salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais e dos membros dos três Poderes por 18 meses, ou seja, até dezembro de 2021. Foram excluídos do congelamento os servidores da saúde, da segurança pública e das Forças Armadas.
Em contrapartida, Estados e municípios terão compensação financeira pela perda de arrecadação provocada pela pandemia do novo Coronavírus. A economia estimada é de cerca de R$ 130 bilhões, sendo R$ 69 bilhões para os estados e o Distrito Federal e R$ 61 bilhões para os municípios, até o final de 2021.
O programa vai direcionar R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bi para os estados e R$ 3 bi para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bi para os estados e R$ 20 bi para os municípios). Além disso, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, em função de não participar do rateio entre os municípios. Esse valor também será remetido em quatro parcelas.
Além dos repasses, os estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões através da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de outros R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União. Os municípios serão beneficiados, ainda, com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final do ano. Essa medida foi acrescentada ao texto durante a votação, por meio de emenda, e deverá representar um alívio de R$ 5,6 bilhões nas contas das prefeituras. Municípios que tenham regimes próprios de previdência para os seus servidores ficarão dispensados de pagar a contribuição patronal, desde que isso seja autorizado por lei municipal específica.
Além de impedidos de reajustar salários, Estados e municípios também não poderão reestruturar a carreira, contratar pessoal (exceto para repor vagas abertas) e conceder progressões a funcionários públicos por um ano e meio.
Dos 81 senadores, 79 foram a favor e um votou contra. Os três parlamentares do Rio Grande do Norte votaram a favor do projeto: Jean Paul Prates (PT), Zenaide Maia (Pros) e Styvenson Valentim (Podemos).
Antes de ir para a sanção do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) o projeto ainda passará pelo crivo da Câmara Federal, nesta segunda-feira (4).
De acordo com a secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, o Rio Grande do Norte receberá R$ 597 milhões, sendo R$ 155 milhões vinculados à saúde e R$ 442 milhões para compensar as perdas de receitas.

Servidores municipais estão sem reajuste há cinco anos

agência Saiba Mais procurou sindicatos para comentar aprovação da proposta. A coordenadora-geral do Sindicato dos servidores municipais de Natal Soraya Godeiro destacou que os funcionários públicos de Natal, por exemplo, já estão sem reajuste há cinco anos e terão que ficar mais 18 meses sem aumento.
– Hoje, os salários do plano de carreira geral e plano de carreira da saúde municipal de Natal já estão congelados há cinco anos, sem reajuste conforme a lei da data-base, e sem o pagamento de diversos adicionais e outros benefícios legais. Além dessas, também estão congelados as matrizes salariais dos Planos de Carreira dos Fiscais Ambientais e Urbanísticos da Semurb (a Prefeitura ainda deve a data-base de 2013, 8%) e do Plano de Carreira dos Agentes de Mobilidade Urbana, congelado desde 2013. Mesmo tendo excetuado os servidores da saúde, sabemos que a Prefeitura não tem nenhuma intenção de atender as demandas e direitos dessa área. Sequer os EPI’s necessários no combate à pandemia do coronavírus estão sendo garantidos em diversas unidades de saúde da cidade”, destacou.

“Traição aos trabalhadores”

Coordenadora-geral do Sinasefe, Nadja Maria Lima Costa classificou como “traição” aos trabalhadores a aprovação do projeto:
– Vejo a votação como uma traição aos trabalhadores. Estão aproveitando a nossa condição de isolamento social para aprovar todas as medidas ultraliberais, que já estavam na pauta desse desgoverno. Deveriam estar tratando de políticas em defesa da vida, de proteger a população mais vulnerável com garantias de isolar-se e ter a ajuda social, que deveria ser um salário mínimo,. Atentam a cada momento, contra a vida deles e contra a nossa ao retirar direitos. Estão colocando a conta da irresponsabilidade do governo em todos nós servidores públicos . Temos que reagir e fortalecer o fora Bolsonaro com sua política genocida”, afirmou.

Sindicalista diz que projeto ataca consumo em momento de crise

O Rio Grande do Norte tem aproximadamente 200 mil servidores públicos. Para o presidente do Adurn-Sindicato Wellington Duarte, o projeto não representará um impacto na economia em curto prazo e segue a lógica implementada nos últimos anos no país.
– O funcionalismo público é o único segmento que ainda mantém uma capacidade de consumo porque tem certa estabilidade no emprego. Ora, os Estados estão querendo aumentar o consumo pra aumentar a arrecadação. Como vai ficar o consumo dessa massa de 200 mil funcionários públicos ? É uma medida que não impacto fulminante de crescimento economia e revela também a falta de compreensão do significado do serviço público: rebaixar o consumo de servidores público em nome do corte de despesa é seguir a lógica dos últimos anos. Não vejo como isso pode ser positivo. Obviamente que a sociedade, bombardeada diariamente, por informações às quais somos apresentados como privilegiados deve achar muito boa a medida. Mas em termos de economia não vejo grandes impactos. Impacto mesmo seria mais consumo e mais investimentos pra gerar mais renda e gerar impostos né ?”, afirmou.
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre

Nota da redação deste Blog - Essa é para os idiotas fanáticos  continuarem discutindo e brigando por causa de políticos.

Os salários de Senadores, deputados, prefeitos, vereadores, ninguém pode diminuir, são os intocáveis que tem o gado  para clocar o topo da pirâmide; enquanto isso, desde os garis, professores e funcionalismo de um modo geral, não precisam recuperar as perdas  que já vem se arrastando há muitos anos.
Mas isso é bom, só acontece porque o povo aprova o "rouba mas faz", não exerce a sua cidadania fiscalizando, cobrando e denunciando, deixa o barco correr frouxo amparado pela corrupção, pela omissão e pela impunidade.
O dinheiro que sai pelo ralo da corrupção falta para a saúde, para a educação e para o próprio salário.
Há mas de 20 (vinte) anos que venho avisando, agora não adianta chorar.



Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 3 de maio

Presidente da OAB: “Bolsonaro incita caos e desordem”

Presidente da OAB reage e diz que Bolsonaro “incita o caos e a desordem”. Felipe Santa Cruz condenou fala do presidente e afirmou que a paciência com ele é que se esgotou
BLOGDACIDADANIA.COM.BR
Presidente da OAB reage e diz que Bolsonaro “incita o caos e a desordem”. Felipe Santa Cruz condenou fala do presidente e afirmou que a paciência com ele é que se esgotou

Homem é visto com 2 mulheres 'em rolê' com carro da prefeitura de Salvador


por Francis Juliano
Homem é visto com 2 mulheres 'em rolê' com carro da prefeitura de Salvador
Foto: Reprodução / Twitter
Um carro da prefeitura de Salvador foi visto sendo usado por um homem que, por sua vez, era acompanhado de duas mulheres. As imagens mostram o motorista, de bermuda, e as mulheres com garrafas de bebida. Eles entram no carro sem qualquer constrangimento.

IDENTIFICADO
Procurada pelo Bahia Notícias, a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) disse que o homem já foi identificado e que as “medidas cabíveis” foram tomadas. A pasta informou ainda que o motorista, que é terceirizado, já foi “devolvido” à empresa de origem. Conforme a Semge, o caso foi descoberto no feriado da sexta-feira (1°).

Prefeitura de Alagoinhas restringe entradas de pessoas na cidade


 Prefeitura de Alagoinhas restringe entradas de pessoas na cidade
Foto: Divulgação
A prefeitura de Alagoinhas vai restringir a partir segunda-feira (4) a entrada de pessoas no munícipio, que fica localizado no agreste baiano. A medida tem como objetivo evitar a proliferação do coronavírus. 

Apenas moradores e pessoas que trabalhem em Alagoinhas terão acesso a cidade. Para isso, será necessário apresentar comprovante de residência ou de vínculo trabalhista no munícipio.

Nas duas entradas da cidade serão montadas barreiras de fiscalização, em que profissionais também irão medir a temperatura das pessoas, além de uma avaliação do histórico de saúde. 

Até o momento, Alagoinhas contabiliza oito casos de coronavírus, sem nenhum óbito.

Bahia Notícias

Paulo Afonso monta sistema de drive-thru para testagem rápida da Covid-19

Paulo Afonso monta sistema de drive-thru para testagem rápida da Covid-19
Foto: Divulgação / Paulo Afonso
A Secretaria de Saúde de Paulo Afonso começou a realizar testes rápidos para a detecção do novo coronavírus. Os exames são feitos no esquema de “drive-thru” no anexo do Laboratório Municipal de Referência Regional (Lacen).

A biomédica Shirley de Moraes, disse que o número de coletas aumentou com o novo sistema, devido a praticidade e a pouca exposição do paciente.

“Quando recebemos uma notificação de um caso suspeito, temos um cronograma de agendamento com horário marcado de atendimento. São nove profissionais que atuam em regime de escala de revezamento", ressaltou.

Até o momento, Paulo Afonso conta com sete casos registrados de coronavírus, entre eles Luiz de Deus, prefeito do município (relembre aqui).

Pandemia leva países a suspender reprovação de alunos e mudar provas


por Angela Pinho | Folhapress
Pandemia leva países a suspender reprovação de alunos e mudar provas
Foto: Reprodução / Pixabay
À medida que se prolonga o fechamento inédito e generalizado de escolas devido ao coronavírus, países do mundo todo têm adotado medidas excepcionais na educação. Elas incluem a suspensão da reprovação de alunos, novas políticas de notas e enxugamento de currículo.

Segundo dados da Unesco, braço das Nações Unidas para a educação e a cultura, 1,3 bilhão de estudantes estão em instituições de ensino que tiveram as atividades presenciais interrompidas, o correspondente a 73,8% do total. O percentual já chegou a mais de 90%, antes de a China começar uma reabertura gradual.

O mapa da organização mostra que os únicos países que ainda mantinham colégios abertos na semana passada eram Belarus, Turcomenistão e Tajiquistão, que, em diferentes graus, minimizam a gravidade do coronavírus.

De forma geral, as ações educacionais adotadas por países do hemisfério norte nas últimas semanas têm levado em conta dois fatores: eles estão mais adiantados do que o Brasil na pandemia, alguns com curva descendente de casos; e estão no final do ano letivo, que, em circunstâncias normais, acabaria em junho.

As medidas adotadas por eles visam, em regra, mitigar o aumento da desigualdade educacional, tido como muito provável, evitar a evasão escolar e tentar corrigir o mais rápido possível as lacunas de aprendizagem que o período de ensino remoto pode deixar.

Governos da Espanha, Itália e de grandes centros dos Estados Unidos, como Nova York, são alguns dos que decidiram que os alunos não repetirão de ano em 2020 --salvo, no caso dos dois primeiros, em situações excepcionais.

A Itália prevê a volta às aulas em setembro. Os alunos que tiverem deficiências constatadas em avaliações passarão de ano, mas serão encaminhados a programas de recuperação.

O exame que dá o certificado de formatura do ensino médio foi mantido, mas a nota final levará em conta mais a trajetória escolar do aluno do que o resultado da prova.

A medida se seguiu a uma série de outras, como a distribuição de computadores em comodato para famílias que não têm o equipamento e uma política específica para crianças com deficiência.

Vice-presidente de educação do Instituto Ayrton Senna, Tatiana Filgueiras ressalta que tudo isso foi possível graças a uma forte coordenação nacional das ações educacionais no país na atual pandemia.

"A coordenação chamou a atenção porque pensou tanto nas políticas universais como naquelas para públicos específicos, com perspectiva agregadora", diz ela, que vive no país. "No Brasil, o Conselho Nacional de Educação [CNE] lançou nesta semana um documento importante, mas com caráter de recomendação."

O texto do CNE sugere "avaliação equilibrada dos estudantes" e monitoramento da aprendizagem deles.

Na Espanha, que tem uma das maiores taxas de repetência da Europa, o Ministério da Educação acordou com os governos regionais a não reprovação dos alunos, como regra geral, e a atribuição de notas com base principalmente no desempenho do estudante no período anterior à suspensão das aulas presenciais.

Algumas regiões como a de Madri, decidiram posteriormente manter as regras anteriores de aprovação, mas a maioria deve seguir o acordado.

Em Nova York, pais de alunos receberam na semana passada uma carta do Departamento de Educação que informa a suspensão de reprovações e a mudança no sistema de notas. Alunos do sexto ao nono ano, por exemplo, poderão estar em uma de três classificações: "atende aos parâmetros"; "precisa melhorar"; "curso em andamento". Os que estiverem nas duas últimas terão atividades de reforço.

"Nós vemos vocês, ouvimos vocês e acreditamos que esta política enfatiza para estudantes a flexibilidade e a paciência neste tempo sem precedentes, além de mantê-los engajados sem penalizá-los pelo trauma que eles possam estar enfrentando", diz o texto. "Esta política busca minimizar o estresse das famílias e dos estudantes, ao mesmo tempo em que dá aos professores do próximo ano as informações sobre o progresso de cada aluno."

Ex-secretário municipal de Educação de São Paulo e pesquisador visitante da Universidade Columbia, Alexandre Schneider avalia como grande mérito de Nova York na atual pandemia a comunicação constante com os pais e o respeito à autonomia das escolas.

Diferente do que tem ocorrido na rede pública de diversos estados brasileiros, como São Paulo, as aulas não são padronizadas para todos os alunos da rede. As atividades, pelo contrário, são desenvolvidas pelos professores de cada turma, o que permite um engajamento maior do estudante, assim como um melhor acompanhamento individual.

Para Schneider, que também é colunista da Folha, uma lição de outros países que pode ser adaptada para o Brasil no período de pandemia é a de dar mais flexibilidade para o currículo, olhando para 2020 e 2021 na prática como um ano letivo só. Assim, a defasagem de conteúdo poderia ser recuperada em um período maior, evitando que uma criança seja injustamente reprovada ou passe de ano sem ter aprendido o necessário.

O Chile definiu algo nesse sentido. O Ministério da Educação local prevê para este ano, além de avaliações constantes e reforço, uma "priorização curricular", que irá elencar os conteúdos essenciais a serem ensinados em um ano tão atípico, para que as escolas foquem no mais fundamental.

Para Tatiana, é o momento de se pensar um currículo mais enxuto, em que haja espaço não só para as habilidades cognitivas, mas também para as socioemocionais. "Países como Finlândia e Cingapura já estavam tirando um pouco de conteúdo. Teremos um aumento drástico de desigualdade que pode ser uma oportunidade para a transição para uma educação do século 21."

No Brasil, por enquanto, a principal ação federal voltada à educação básica na pandemia foi uma medida provisória que permite às escolas cumprir parte da carga de 800 horas por ano a distância, dispensando-as dos 200 dias letivos previstos em lei.

Por ora, não há sinalização sobre mudanças em avaliações e política de reprovação. O governo Jair Bolsonaro decidiu manter a data prevista para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), sob críticas de secretários estaduais, que apontam prejuízo para os alunos mais pobres.

Diversos estados começaram programas remotos de ensino via internet e rede de televisão. Alguns deles, como São Paulo, já preveem cenário bastante desafiador após a volta às aulas, com grande pressão para que alunos do ensino médio e dos anos finais do fundamental deixem a escola para trabalhar.

Bahia Notícias

Bolsonaro força atrito com Supremo para encobrir interferência em favor dos filhos


Antes de ser nomeado, Ramagem já tinha escolhido a nova equipe
Bruno BoghossianFolha
Não houve chiadeira no Palácio da Alvorada quando Luiz Fux aproveitou o recesso do STF e decidiu, sozinho, suspender as investigações do caso Fabrício Queiroz, no início do ano passado. Ninguém saiu à portaria para dizer que aquele era um juízo político ou que o ministro abusava do poder de sua caneta.
Seria ingenuidade esperar coerência de Jair Bolsonaro. O presidente bateu palmas quando o Supremo tomou decisões que beneficiavam sua família e o governo. Agora, força uma confusão com a corte para encobrir sua tentativa escancarada de interferir na Polícia Federal.
QUERIA O AMIGO – Depois que Alexandre de Moraes barrou a nomeação de seu escolhido para o comando do órgão, o presidente disse que o ministro impedira a posse só porque Alexandre Ramagem era seu amigo: “Por que não posso prestigiar uma pessoa que eu conhecia com essa profundidade?”.
Não era nada daquilo. Bolsonaro foi impedido de trocar a chefia da PF porque demonstrou interesse em intervir politicamente em investigações que rondam seus filhos e aliados. As relações com Ramagem surgiram apenas como agravantes.
Bolsonaro atacou Moraes para embaralhar essas circunstâncias e posar de vítima de uma intromissão do Judiciário sobre seus poderes. Acrescentou que não seria “refém de decisões monocráticas de quem quer que seja”, em referência aos despachos emitidos por um único juiz.
TAMBÉM NÃO RECLAMOU … – Ele não se incomodou com esse detalhe quando Fux, Gilmar Mendes ou Dias Toffoli assinaram decisões que aliviaram temporariamente a barra de Flávio Bolsonaro nos inquéritos sobre o esquema da “rachadinha”. Ninguém fez campanha nas redes contra os ministros.
O presidente também não criou atrito com Moraes quando o ministro aceitou (sozinho) torcer a Lei de Responsabilidade Fiscal e autorizou Bolsonaro a criar despesas sem apontar a origem das receitas durante a crise do coronavírus. O pedido havia sido feito pelo próprio governo. Ninguém chamou um cabo e um soldado para fechar o Supremo.

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