sábado, novembro 02, 2019
Adélio recusa delação, repete que agiu sozinho e insiste em transferência de presídio
por Joelmir Tavares | Folhapress

Foto: Reprodução / G1
O homem que esfaqueou Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, Adélio Bispo de Oliveira, disse em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (31) que se recusa a fechar acordo de delação premiada porque não tem nada a falar além do que já relatou.
Adélio foi ouvido na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde está preso, pelo delegado Rodrigo Morais, da superintendência da PF em Belo Horizonte. Ele é o responsável pelo inquérito que apura a existência de comparsas ou mandantes do ataque ocorrido em Juiz de Fora (MG).
Ao fim do interrogatório, Morais ofereceu a Adélio a chance de fechar um acordo de colaboração premiada, caso tivesse algo a revelar, mas o esfaqueador rejeitou a hipótese. Ele manteve a versão de que agiu sozinho e negou que o atentado tenha sido encomendado.
O delegado da PF foi a Campo Grande tomar também o depoimento de um interno que disse ter ouvido Adélio confessar que teria conexões com uma facção criminosa e com políticos.
O preso é o iraniano Farhad Marvizi, que enviou uma carta a Bolsonaro narrando ter dados que poderiam ajudar a esclarecer o episódio. O informante, no entanto, é considerado pelos investigadores uma fonte de baixa credibilidade, por ser afeito a contar histórias mirabolantes.
No depoimento, agendado havia cerca de 15 dias, Marvizi disse que ouviu os detalhes do próprio Adélio, num período em que estiveram juntos na ala médica da penitenciária, mas avisou que só contará o que sabe em troca de perdão judicial do presidente da República.
O iraniano afirmou que o esfaqueador recebeu a promessa de ganhar R$ 500 mil para matar o então presidenciável, mas não revelou quem seria a pessoa responsável pelo pagamento.
O candidato a colaborador não citou até agora nenhum nome de facção ou de político supostamente ligado ao atentado nem indicou ter provas. A suspeita de envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) no caso já foi derrubada pelos policiais.
Diante do pedido para entregar dados concretos que pudessem corroborar sua versão, Marvizi falou que não pode dizer mais nada e que teme ser morto.
A PF descartou aceitar algum tipo de acordo com o estrangeiro, por desconfiar da veracidade de suas palavras. O iraniano tem o hábito de mandar correspondências para personalidades —já teria escrito ao apresentador Silvio Santos e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 2014, Marvizi espalhou a notícia de que o PCC queria sequestrar o advogado Carlos Araújo, ex-marido da então presidente Dilma Rousseff (PT). Após o alerta, a PF chegou a monitorar Araújo, mas concluiu se tratar de alarme falso.
A carta sobre Adélio mencionada por Bolsonaro não chegou às mãos dos agentes que conduzem o inquérito, que desconhecem seu teor na íntegra. No dia 6 deste mês, o presidente disse que entregou o documento "às autoridades competentes", mas não especificou quais eram elas.
Segundo pessoas que presenciaram o depoimento, Marvizi é visto na cadeia como alguém em busca de uma estratégia para conseguir liberdade ou redução de pena. Por isso, teria se aproveitado do contato que teve com Adélio para dizer que sabe de algo importante.
O próprio iraniano afirmou ao delegado que buscou "puxar papo" com o outro preso e mentiu, dizendo conhecer pessoas influentes em Minas Gerais, para ganhar a confiança dele.
O autor da facada negou ao delegado ter feito qualquer revelação ao colega de penitenciária, empregou tom de descrédito e lembrou que ele insistia em convencê-lo a delatar mandantes, chegando a sugerir nomes como os dos ex-presidentes Dilma e Lula (PT) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).
Adélio contestou ainda a existência da promessa de pagamento de R$ 500 mil.
Marvizi foi condenado a 20 anos de prisão por ordenar um atentado contra um auditor da Receita Federal no Ceará.
O chefe do inquérito na PF ouviu ainda outros dois presos que poderiam corroborar as informações do iraniano e também teriam ouvido relatos de Adélio, durante banhos de sol, sobre o planejamento do ataque a Bolsonaro.
Os dois depoentes disseram desconhecer as supostas revelações feitas por Adélio no presídio e puseram em xeque as afirmações do autor da correspondência.
Um dos interrogados foi Felipe Ramos Moraes, apontado como piloto de helicóptero do PCC. Ele foi ouvido porque havia a expectativa de que pudesse confirmar as alegações de Marvizi, o que acabou não acontecendo.
Na avaliação da equipe da Polícia Federal, as declarações colhidas só ajudaram a descartar a carta enviada a Bolsonaro como fonte de pistas e pouco contribuíram para o andamento da apuração.
As investigações descartaram, até agora, a participação de terceiros. O presidente Bolsonaro e seus advogados, no entanto, mantêm o discurso de que a tentativa de homicídio foi cometida por ordem de alguém.
No mês passado, o inquérito sobre o caso foi prorrogado por 90 dias.
A outra frente em que a apuração poderia avançar seria o exame dos equipamentos e documentos apreendidos pela PF com os advogados de Adélio, mas a Justiça suspendeu a análise dos materiais sob a justificativa de que a averiguação violaria o sigilo profissional dos defensores.
O debate sobre a liberação ou não da perícia está sendo feito no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), mas deve acabar migrando para o STF (Supremo Tribunal Federal), por esbarrar em temática constitucional.
Bolsonaro tem insistido na necessidade de verificar celulares dos advogados para rastrear contatos com eventuais financiadores ou mandantes do crime.
O autor da facada recebeu da Justiça a chamada absolvição imprópria. Ele é comprovadamente autor do crime, mas não pode ser responsabilizado penalmente, já que foi declarado inimputável por ter uma doença mental. O diagnóstico foi de transtorno delirante persistente.
Na sentença do caso, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, determinou que Adélio cumpra medida de segurança por tempo indeterminado. Tanto o magistrado quanto os advogados acreditam que ele deve ficar em um presídio de segurança máxima, para proteger sua integridade física.
TRANSFERÊNCIA
Como a Folha de S.Paulo mostrou, Adélio pediu à Justiça que seus atuais advogados sejam destituídos e que ele passe a ser representado pela DPU (Defensoria Pública da União) na ação penal originária, que corre em Juiz de Fora. A solicitação ainda está sendo analisada.
O preso é defendido hoje pelo escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que também é o curador (representante legal) dele. Nesta sexta-feira (1º), Zanone confirmou que deixará de atuar no caso.
Segundo ele, a representação se tornou muito trabalhosa e onerosa. “Nós já tínhamos falado com o Adélio que seria melhor a Defensoria assumir a assistência dele na execução. O processo da facada em si já foi concluído.” Zanone disse que continuará como curador.
O processo que trata da punição pela facada foi encerrado em julho sem que houvesse contestação. Os pontos que podem ser discutidos agora são relacionados à execução da medida de segurança.
Adélio reiterou nesta quinta-feira a vontade de deixar a penitenciária no Mato Grosso do Sul e ser transferido para uma cadeia em Montes Claros (MG), onde moram seus parentes, ou mais próxima da cidade.
O advogado Marco Alfredo Mejia, que é da equipe que atende o esfaqueador e acompanhou o depoimento à PF no presídio, disse à reportagem que ele voltou a falar sobre a vontade de ir para um local perto da família.
"O curador [Zanone] considera que o lugar mais seguro para ele é um estabelecimento do Sistema Penitenciário Federal, por isso sempre se posicionou a favor da permanência dele aqui", afirmou.
Mejia disse ainda ter estranhado se cogitar uma delação, já que "uma eventual colaboração dele não teria valor jurídico, por se tratar de uma pessoa reconhecidamente inimputável".
"Ele não quer delação nenhuma, porque agiu sozinho, foi um lobo solitário."
Segundo o advogado, Adélio aparentou um estado mental menos confuso, já que começou recentemente a aceitar o tratamento psiquiátrico e os medicamentos oferecidos na prisão.
"Está mais lúcido, situado, centrado, com um discurso linear, sem tantos delírios. Não quer ameaçar ninguém. Quer cumprir o que foi determinado na lei", afirmou Mejia. O delegado e o escrivão da PF relataram impressões parecidas ao deixar o local.
No depoimento, Adélio disse que o que mais quer é sair da prisão e ter uma vida normal. E que não pensa mais em matar Bolsonaro e o ex-presidente Michel Temer (MDB), como pretendia até meses atrás. Falou ainda que desistiu de combater a maçonaria, organização que ele acreditava persegui-lo.
A defesa de Marvizi, em nota à reportagem, disse que tem entrado com diversos recursos e pedidos judiciais em favor dele, mas que, enquanto não há resposta, o iraniano “entende conveniente escrever cartas para pedir socorro às autoridades”.
Foi nesse contexto, segundo os advogados, que ele mandou a correspondência a Bolsonaro. “Ele se entende tremendamente injustiçado e ademais se acha em estado gravíssimo de saúde.”
Marvizi, de acordo com sua defesa, “prestou relevantes declarações à Polícia Federal, mas pediu a devida segurança para ter tranquilidade de revelar outras, mais minuciosas e sensíveis, em ambiente que lhe proporcione a indispensável segurança”.
Os advogados falaram ainda que o regime rigoroso da prisão e os problemas de saúde “têm provocado abalos de ordem psicológica” no preso, com “dificuldades de compreensão social e de relacionamento humano”.
Procurada, a Presidência da República não se manifestou.
Adélio foi ouvido na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde está preso, pelo delegado Rodrigo Morais, da superintendência da PF em Belo Horizonte. Ele é o responsável pelo inquérito que apura a existência de comparsas ou mandantes do ataque ocorrido em Juiz de Fora (MG).
Ao fim do interrogatório, Morais ofereceu a Adélio a chance de fechar um acordo de colaboração premiada, caso tivesse algo a revelar, mas o esfaqueador rejeitou a hipótese. Ele manteve a versão de que agiu sozinho e negou que o atentado tenha sido encomendado.
O delegado da PF foi a Campo Grande tomar também o depoimento de um interno que disse ter ouvido Adélio confessar que teria conexões com uma facção criminosa e com políticos.
O preso é o iraniano Farhad Marvizi, que enviou uma carta a Bolsonaro narrando ter dados que poderiam ajudar a esclarecer o episódio. O informante, no entanto, é considerado pelos investigadores uma fonte de baixa credibilidade, por ser afeito a contar histórias mirabolantes.
No depoimento, agendado havia cerca de 15 dias, Marvizi disse que ouviu os detalhes do próprio Adélio, num período em que estiveram juntos na ala médica da penitenciária, mas avisou que só contará o que sabe em troca de perdão judicial do presidente da República.
O iraniano afirmou que o esfaqueador recebeu a promessa de ganhar R$ 500 mil para matar o então presidenciável, mas não revelou quem seria a pessoa responsável pelo pagamento.
O candidato a colaborador não citou até agora nenhum nome de facção ou de político supostamente ligado ao atentado nem indicou ter provas. A suspeita de envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) no caso já foi derrubada pelos policiais.
Diante do pedido para entregar dados concretos que pudessem corroborar sua versão, Marvizi falou que não pode dizer mais nada e que teme ser morto.
A PF descartou aceitar algum tipo de acordo com o estrangeiro, por desconfiar da veracidade de suas palavras. O iraniano tem o hábito de mandar correspondências para personalidades —já teria escrito ao apresentador Silvio Santos e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 2014, Marvizi espalhou a notícia de que o PCC queria sequestrar o advogado Carlos Araújo, ex-marido da então presidente Dilma Rousseff (PT). Após o alerta, a PF chegou a monitorar Araújo, mas concluiu se tratar de alarme falso.
A carta sobre Adélio mencionada por Bolsonaro não chegou às mãos dos agentes que conduzem o inquérito, que desconhecem seu teor na íntegra. No dia 6 deste mês, o presidente disse que entregou o documento "às autoridades competentes", mas não especificou quais eram elas.
Segundo pessoas que presenciaram o depoimento, Marvizi é visto na cadeia como alguém em busca de uma estratégia para conseguir liberdade ou redução de pena. Por isso, teria se aproveitado do contato que teve com Adélio para dizer que sabe de algo importante.
O próprio iraniano afirmou ao delegado que buscou "puxar papo" com o outro preso e mentiu, dizendo conhecer pessoas influentes em Minas Gerais, para ganhar a confiança dele.
O autor da facada negou ao delegado ter feito qualquer revelação ao colega de penitenciária, empregou tom de descrédito e lembrou que ele insistia em convencê-lo a delatar mandantes, chegando a sugerir nomes como os dos ex-presidentes Dilma e Lula (PT) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).
Adélio contestou ainda a existência da promessa de pagamento de R$ 500 mil.
Marvizi foi condenado a 20 anos de prisão por ordenar um atentado contra um auditor da Receita Federal no Ceará.
O chefe do inquérito na PF ouviu ainda outros dois presos que poderiam corroborar as informações do iraniano e também teriam ouvido relatos de Adélio, durante banhos de sol, sobre o planejamento do ataque a Bolsonaro.
Os dois depoentes disseram desconhecer as supostas revelações feitas por Adélio no presídio e puseram em xeque as afirmações do autor da correspondência.
Um dos interrogados foi Felipe Ramos Moraes, apontado como piloto de helicóptero do PCC. Ele foi ouvido porque havia a expectativa de que pudesse confirmar as alegações de Marvizi, o que acabou não acontecendo.
Na avaliação da equipe da Polícia Federal, as declarações colhidas só ajudaram a descartar a carta enviada a Bolsonaro como fonte de pistas e pouco contribuíram para o andamento da apuração.
As investigações descartaram, até agora, a participação de terceiros. O presidente Bolsonaro e seus advogados, no entanto, mantêm o discurso de que a tentativa de homicídio foi cometida por ordem de alguém.
No mês passado, o inquérito sobre o caso foi prorrogado por 90 dias.
A outra frente em que a apuração poderia avançar seria o exame dos equipamentos e documentos apreendidos pela PF com os advogados de Adélio, mas a Justiça suspendeu a análise dos materiais sob a justificativa de que a averiguação violaria o sigilo profissional dos defensores.
O debate sobre a liberação ou não da perícia está sendo feito no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), mas deve acabar migrando para o STF (Supremo Tribunal Federal), por esbarrar em temática constitucional.
Bolsonaro tem insistido na necessidade de verificar celulares dos advogados para rastrear contatos com eventuais financiadores ou mandantes do crime.
O autor da facada recebeu da Justiça a chamada absolvição imprópria. Ele é comprovadamente autor do crime, mas não pode ser responsabilizado penalmente, já que foi declarado inimputável por ter uma doença mental. O diagnóstico foi de transtorno delirante persistente.
Na sentença do caso, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, determinou que Adélio cumpra medida de segurança por tempo indeterminado. Tanto o magistrado quanto os advogados acreditam que ele deve ficar em um presídio de segurança máxima, para proteger sua integridade física.
TRANSFERÊNCIA
Como a Folha de S.Paulo mostrou, Adélio pediu à Justiça que seus atuais advogados sejam destituídos e que ele passe a ser representado pela DPU (Defensoria Pública da União) na ação penal originária, que corre em Juiz de Fora. A solicitação ainda está sendo analisada.
O preso é defendido hoje pelo escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que também é o curador (representante legal) dele. Nesta sexta-feira (1º), Zanone confirmou que deixará de atuar no caso.
Segundo ele, a representação se tornou muito trabalhosa e onerosa. “Nós já tínhamos falado com o Adélio que seria melhor a Defensoria assumir a assistência dele na execução. O processo da facada em si já foi concluído.” Zanone disse que continuará como curador.
O processo que trata da punição pela facada foi encerrado em julho sem que houvesse contestação. Os pontos que podem ser discutidos agora são relacionados à execução da medida de segurança.
Adélio reiterou nesta quinta-feira a vontade de deixar a penitenciária no Mato Grosso do Sul e ser transferido para uma cadeia em Montes Claros (MG), onde moram seus parentes, ou mais próxima da cidade.
O advogado Marco Alfredo Mejia, que é da equipe que atende o esfaqueador e acompanhou o depoimento à PF no presídio, disse à reportagem que ele voltou a falar sobre a vontade de ir para um local perto da família.
"O curador [Zanone] considera que o lugar mais seguro para ele é um estabelecimento do Sistema Penitenciário Federal, por isso sempre se posicionou a favor da permanência dele aqui", afirmou.
Mejia disse ainda ter estranhado se cogitar uma delação, já que "uma eventual colaboração dele não teria valor jurídico, por se tratar de uma pessoa reconhecidamente inimputável".
"Ele não quer delação nenhuma, porque agiu sozinho, foi um lobo solitário."
Segundo o advogado, Adélio aparentou um estado mental menos confuso, já que começou recentemente a aceitar o tratamento psiquiátrico e os medicamentos oferecidos na prisão.
"Está mais lúcido, situado, centrado, com um discurso linear, sem tantos delírios. Não quer ameaçar ninguém. Quer cumprir o que foi determinado na lei", afirmou Mejia. O delegado e o escrivão da PF relataram impressões parecidas ao deixar o local.
No depoimento, Adélio disse que o que mais quer é sair da prisão e ter uma vida normal. E que não pensa mais em matar Bolsonaro e o ex-presidente Michel Temer (MDB), como pretendia até meses atrás. Falou ainda que desistiu de combater a maçonaria, organização que ele acreditava persegui-lo.
A defesa de Marvizi, em nota à reportagem, disse que tem entrado com diversos recursos e pedidos judiciais em favor dele, mas que, enquanto não há resposta, o iraniano “entende conveniente escrever cartas para pedir socorro às autoridades”.
Foi nesse contexto, segundo os advogados, que ele mandou a correspondência a Bolsonaro. “Ele se entende tremendamente injustiçado e ademais se acha em estado gravíssimo de saúde.”
Marvizi, de acordo com sua defesa, “prestou relevantes declarações à Polícia Federal, mas pediu a devida segurança para ter tranquilidade de revelar outras, mais minuciosas e sensíveis, em ambiente que lhe proporcione a indispensável segurança”.
Os advogados falaram ainda que o regime rigoroso da prisão e os problemas de saúde “têm provocado abalos de ordem psicológica” no preso, com “dificuldades de compreensão social e de relacionamento humano”.
Procurada, a Presidência da República não se manifestou.
Bahia Notícias
Dias Toffoli (STF) e Augusto Aras (PGR) seguem calados sobre a ameaça de novo AI-5

O pacto dos Poderes pela impunidade está mesmo valendo
Deu na Folha
Dois dias depois do início da polêmica em torno da declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre “um novo AI-5”, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, seguem em silêncio.
Em entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta-feira (31), o filho do presidente Jair Bolsonaro disse que, “se a esquerda radicalizar a esse ponto [como os protestos violentos no Chile], a gente vai precisar ter uma resposta”. E acrescentou: “E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália”, afirmou.
A declaração, em escalada retórica até um recuo com pedido de desculpas, repercutiu no Congresso, no governo federal e entre entidades da sociedade civil, com manifestações de repúdio.
SEM COMENTÁRIOS – Procurada pela Folha, no entanto, a assessoria de imprensa da presidência do Supremo não respondeu até a conclusão deste texto. Toffoli é o chefe do Poder Judiciário no Brasil.
O órgão do STF foi contatado nesta quinta e também nesta sexta-feira (1º). A Folha repetiu o procedimento com a assessoria de imprensa da PGR, que também não respondeu. Aras é o chefe do Ministério Público da União.
Até esta sexta, apenas dois ministros do Supremo se manifestaram contra as declarações de Eduardo – Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes.
VENTOS E TREVAS – “Os ventos, pouco a pouco, estão levando embora os ares democráticos”, afirmou à Folha o ministro Marco Aurélio Mello nesta quinta-feira.
Nesta sexta, o ministro Gilmar Mendes comentou o assunto no Twitter. “O AI-5 impôs a perda de mandatos de congressistas, a suspensão dos direitos civis e políticos e o esvaziamento do habeas corpus”, escreveu.
“É o símbolo maior da tortura institucionalizada. Exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia”, afirmou o ministro.
RELACIONAMENTO – Toffoli e Bolsonaro têm mantido bom relacionamento entre si. No dia 16, por exemplo, o presidente do STF foi ao Palácio do Planalto para uma agenda que foi tornada pública após o encontro, e o teor da conversa não foi revelado.
É de Toffoli a decisão que suspendeu em todo o país, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), investigações com dados do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio por suposto esquema de “rachadinha” — divisão de vencimentos de servidores —, quando era deputado estadual.
Quanto a Augusto Aras, ele chegou à PGR indicado por Bolsonaro, para um mandato de dois anos, sem integrar a lista tríplice dos mais votados dentre os procuradores do MPF (Ministério Público Federal).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A repercussão das declarações de Eduardo Bolsona é massiva até no exterior. O britânico The Guardian, por exemplo, publicou longa entrevista a respeito. No caso de Toffoli e Aras, o silêncio deles mostra que o pacto entre os Três Poderes continua valendo e inclui também o novo procurador-geral da República. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A repercussão das declarações de Eduardo Bolsona é massiva até no exterior. O britânico The Guardian, por exemplo, publicou longa entrevista a respeito. No caso de Toffoli e Aras, o silêncio deles mostra que o pacto entre os Três Poderes continua valendo e inclui também o novo procurador-geral da República. (C.N.)
Confira o que falta investigar para saber se o porteiro mentiu sobre Bolsonaro

Controle mostra que o ex-PM disse que iria para a casa 58
Carlos Newton
O assunto é explosivo, os admiradores de Bolsonaro apressadamente acreditaram na versão presidencial de que se trata de um complô contra ele, para derrubá-lo do governo, mas não é nada disso. O fato concreto é que o porteiro do condomínio “Vivendas da Barra” teria de prestar depoimento sobre o morador da casa 66, o sargento reformado Ronnie Lessa, da PM, que está preso sob suspeita de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.
A grande surpresa foi o porteiro ter afirmado, em dois depoimentos, que no dia da morte de Marielle o ex-PM Élcio Queiroz entrou no condomínio com autorização da casa 58, residência de Bolsonaro, e não da casa 66, onde mora o sargento Ronnie Lessa. E a autorização teria sido dada pelo próprio Jair Bolsonaro, identificado pelo porteiro como “JB” na planilha de controle de visitantes, embora o então deputado federal do PSC estivesse em Brasília.
PLANILHA É A PROVA – A primeira questão a ser apurada é o caso da ficha que registra a entrada e saída de visitantes. Para efeitos de prova judicial, o principal controle que pode ser usado é a planilha original, preenchida por manuscrito do porteiro, que tem de preencher todos os quesitos.
No dia da morte de Marielle Franco, às 17h10m, o empregado do condomínio ele anotou todas as informações: nome do visitante (Élcio), modelo do veículo (Logan), cor (prata), placa (AGH-8202), casa (58), autorizador (JB). Todas as informações estão corretas. Não é verossímil que o porteiro tenha “inventado” que o visitante mencionou a casa 58, tanto assim que ele estranhou, ao acompanhar o Logan pelas câmaras de segurança e ver que ele se dirigiu para a cada 66.
Ao depor, disse que interfonou de novo para a casa 58 e quem atendeu lhe confirmou que estava tudo certo. A única dúvida que ainda resta é saber quem atendeu ao interfone e se responsabilizou por autorizar a entrada.
TIPO DE INTERFONE – Para elucidar o assunto, outra questão que precisa ser investigada é o sistema de interfone: se é do tipo mais comum ou se funciona acoplado ao computador, num aplicativo que opera com telefones comuns e celulares.
Na primeira hipótese, caso se trate de um interfone, a ligação teria caído na casa 58, mas foi atendida por outro homem, jamais pelo presidente Bolsonaro, que se encontrava em Brasília. E o porteiro pode ter se enganado ao julgar que se tratava do dono da casa, porque esses interfones têm interferências e estáticas, às vezes é difícil reconhecer quem está falando.
Porém, na hipótese de se tratar de interfone operado por computador, quando não há ninguém em casa para atender, a chamada é repassada automaticamente ao celular do morador – no caso, o presidente Bolsonaro, que estava em Brasília.

Às 15h58. uma ligação da portaria para a casa 58 que precisa ser ouvida
CASA VAZIA – Portanto. para saber se Bolsonaro atendeu, é preciso confirmar se a casa 58 estava vazia. O mais provável, no entanto, é que havia alguém lá.
Embora na quarta-feira o vereador Carlos Bolsonaro tenha proclamado que não houve ligações entre a portaria e a casa 58 no dia do assassinato de Marielle, as próprias imagens que ele exibiu nas redes sociais desmentem essa informação. Na planilha do áudio, há uma ligação entre a portaria e a casa 58 às 15h58m, mas esse áudio Carlos Bolsonaro esqueceu de exibir nas redes sociais.
É importante que a Polícia ouça essa gravação, porque assim se saberá quem estava atendendo ao interfone da casa 58 uma hora antes da visita do ex-PM Élcio Queiroz (será parente do famoso Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro?).
TRÊS MINUTOS – Outro ponto a ser investigado é que, nas redes sociais, Carlos Bolsonaro exibiu um áudio das 17h13 minutos do dia 14 de março de 2018, dia do assassinato de Marielle e Anderson, em que está registrada uma conversa do porteiro com o morador da casa 66, o sargento reformado Ronnie Lessa.
Ou seja, há um hiato de três minutos entre a anotação do porteiro e o registro da ligação para Lessa, ainda não esclarecido. É preciso saber se as ligações do porteiro para a casa 58 foram apagadas. Tudo indica que sim. Uma perícia no computador mostrará a verdade facilmente.
Bem, essas são algumas das questões que ainda precisam ser investigadas antes que um trabalhador brasileiro seja acusado de ter prestado falsos depoimentos, sem haver provas que comprovem o fato.
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P.S. – Não acredito que Bolsonaro e os filhos estejam envolvidos com a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, mas esse imbróglio no condomínio “Vivendas da Barra” (onde o ex-sargento Ronnie Lessa mora em uma das casas mais luxuosas) confirma as ligações perigosas que a família presidencial mantém com milicianos. Aliás, isso não é nenhuma novidade. Trata-se de fato público e notório, que nem cabe mais ser discutido. (C.N.)
P.S. – Não acredito que Bolsonaro e os filhos estejam envolvidos com a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, mas esse imbróglio no condomínio “Vivendas da Barra” (onde o ex-sargento Ronnie Lessa mora em uma das casas mais luxuosas) confirma as ligações perigosas que a família presidencial mantém com milicianos. Aliás, isso não é nenhuma novidade. Trata-se de fato público e notório, que nem cabe mais ser discutido. (C.N.)
Generais do Alto Comando reprovam a fala de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5
Charge do Ziraldo em 1968 (Arquivo Google)
Vinicius SassineO Globo
Ao defender um “novo AI-5” , o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) alimenta um radicalismo, incita um clima de convulsão social, atrapalha tentativas de melhorias no país e pode tumultuar a atuação cotidiana dos militares. Esta é a leitura de generais do Alto Comando do Exército ouvidos pelo Globo em condição de anonimato.
Esses generais dizem que o filho do presidente Jair Bolsonaro, líder do PSL na Câmara, deve ser responsabilizado por “falar o que quer”.
POSIÇÃO ATUAL – A defesa do Ato Institucional número 5 não representa a posição atual dos militares, segundo generais da cúpula do Exército. O comentário feito por um filho do presidente, com poder dentro do Congresso, não muda essa constatação, de acordo com esses oficiais.
O AI-5 foi editado na noite de 13 de dezembro de 1968, no governo do general Costa e Silva, e deu início à fase mais sombria da ditadura, com o fechamento do Congresso, censura, torturas e assassinatos de opositores políticos. O ato foi revogado há 41 anos, em outubro de 1978, em meio à abertura promovida pelo governo do general Ernesto Geisel.
Com a ampliação das apostas de membros do governo e dos filhos do presidente Bolsonaro em radicalismos, a cúpula do Exército vem tentando se afastar de uma associação à família.
ENGAJAMENTO – A missão é mais difícil diante do forte engajamento de generais da ativa e da reserva na eleição do presidente e na composição inicial do governo. Até agora, porém, vem prevalecendo no Planalto a ala ideológica e alguns militares lotados no Palácio já se alinharam a ela.
No Planalto, Bolsonaro e os filhos têm encontrado respaldo principalmente no ministro Augusto Heleno, general da reserva que comanda o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Heleno não se opõe à família mesmo em situações como a de ontem.
Outro auxiliar do presidente, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, submerge nesses casos. Ramos, que deixou o Comando Militar do Sudeste para se tornar ministro, costumava repetir que houve, sim, um golpe em 1964, tortura e “barbaridades” por parte do Exército.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O maior problema de Bolsonaro é evitar ser atingido pelo “fogo amigo” disparado incessantemente por seus filhos. Os três – Zero Um, Zero Dois e Zero Três – acham que, se houver um golpe militar o papai Bolsonaro continua no poder, como ditador. Mas isso “non ecziste”, diria Padre Óscar Quevedo. Se houver golpe, Bolonaro será o primeiro a ser afastado. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O maior problema de Bolsonaro é evitar ser atingido pelo “fogo amigo” disparado incessantemente por seus filhos. Os três – Zero Um, Zero Dois e Zero Três – acham que, se houver um golpe militar o papai Bolsonaro continua no poder, como ditador. Mas isso “non ecziste”, diria Padre Óscar Quevedo. Se houver golpe, Bolonaro será o primeiro a ser afastado. (C.N.)
sexta-feira, novembro 01, 2019
Promotora bolsonarista sai do caso Marielle, mas faltam as outras duas
Carmen Carvalho fez campanha para Bolsonaro em 2018
Italo NogueiraFolha
A promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho decidiu nesta quinta-feira (31) se afastar das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). A decisão foi tomada após a divulgação de fotos de Carvalho em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que quebrou a placa em homenagem à vereadora assassinada. O anúncio foi feito em nota do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Carmen Carvalho postou em sua conta no Instagram foto vestindo camisa em apoio a Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. Ela também manifestou emoção no dia 1º de janeiro, na posse do presidente.
VITÓRIA – “Há anos que não me sinto tão emocionada. Essa posse entra naquela lista de conquistas, como se fosse uma vitória”, escreveu ela.
Também publicou foto ao lado de Amorim na solenidade de entrega da medalha Tiradentes à promotora. A comenda foi proposta pelo deputado estadual Carlos Augusto (PSD-RJ), delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro. As imagens foram divulgadas pelo jornalista Leandro Demori, editor-chefe do site The Intercept Brasil, em sua conta no Twitter.
A Lei Orgânica Nacional do Ministério Público veda aos promotores que exerçam “atividade político-partidária”.
RECOMENDAÇÃO – Em 2016, o Conselho Nacional do Ministério Público expediu recomendação deixando expresso ser proibida “a participação de membro do Ministério Público em situações que possam ensejar claramente a demonstração de apoio público a candidato ou que deixe evidenciado, mesmo que de maneira informal, a vinculação a determinado partido político”.
A legislação, contudo, não deixa expressas as sanções para a prática. A análise cabe à Corregedoria das promotorias, que têm o poder de advertir, censurar, suspender, demitir e cassar a aposentadoria dos membros do Ministério Público “em caso de negligência no exercício das funções”.
Carmen Carvalho é membro do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que concentra o acompanhamento das investigações da Polícia Civil.
COLETIVA – Ela participou na quarta-feira (30) da entrevista coletiva em que o Ministério Público do Rio de Janeiro classificou como falso o teor do depoimento do porteiro que envolveu Bolsonaro na morte de Marielle. Essa declaração foi dada pela promotora Simone Sibilio.
Promotora desde 1994, a lotação original de Carmen Carvalho é no 2º Tribunal do Júri da capital. Ela também integra o Gaeco. O caso mais famoso em que atuou foi na investigação do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, na Rocinha.
A promotora atuou tanto na investigação como no julgamento do caso na primeira instância, que culminou com a condenação dos 12 denunciados —quatro foram absolvidos na segunda instância.
PORTEIRO – Reportagem do Jornal Nacional na última terça-feira (29) apontou que um porteiro —cujo nome não foi revelado— deu depoimento dizendo que, no dia do assassinato de Marielle, Élcio Queiroz, ex-policial militar suspeito de envolvimento no crime, afirmou na portaria do condomínio que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal.
Pelo depoimento do porteiro apresentado pela TV Globo, ao interfonar para a casa de Bolsonaro, um homem com a mesma voz do presidente teria atendido e autorizado a entrada. O suspeito, no entanto, teria ido a outra casa dentro do condomínio.
A promotora Simone Sibilio afirmou na quarta-feira que a investigação teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone e que restou comprovado que a informação dada pelo porteiro não procede.
NA CASA 58 – Na planilha de controle da portaria do condomínio, apreendida pelo Ministério Público, constava que no dia 14 de março de 2018 —quando a vereadora foi assassinada— Élcio havia ido para a casa 58, que pertence a Bolsonaro.
A Promotoria não citou hipóteses que possam explicar por que houve anotação incorreta do número da casa. Disse, apenas, que isso pode ter ocorrido por vários motivos e que eles serão apurados.
Mas o Ministério Público disse não ser possível confirmar ainda nem mesmo se a gravação registrada na portaria é do mesmo porteiro que prestou depoimento — embora diga poder afirmar que Élcio entrou uma única vez no condomínio e que, pela perícia “nos padrões vocálicos de quem autorizou”, foi confirmada a autorização dada por Ronnie Lessa.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A entrevista coletiva das três promotoras foi convocada apressadamente com o objetivo expresso de julgar e condenar o porteiro, que apenas cumprira sua obrigação. O comportamento delas jogou na lata do lixo a imagem do Ministério Público Estadual. E o resultado só poderia ser o afastamento delas. Mas as outras duas insistem em ficar, embora também não tenham demonstrado a devida isenção. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A entrevista coletiva das três promotoras foi convocada apressadamente com o objetivo expresso de julgar e condenar o porteiro, que apenas cumprira sua obrigação. O comportamento delas jogou na lata do lixo a imagem do Ministério Público Estadual. E o resultado só poderia ser o afastamento delas. Mas as outras duas insistem em ficar, embora também não tenham demonstrado a devida isenção. (C.N.)
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