domingo, fevereiro 03, 2019

'Você pode até tirar de cena o velho Renan, mas não matá-lo', diz senador

Senador vai fazer oposição ao Governo no Congresso

Toffoli e o Congresso arruinam a nova política na largada da legislatura - ISTOÉ Independente

Estratégia equivocada de Onyx no Congresso é criticada até por seus aliados


Onyx e Maia
Onyx tentou boicotar Rodrigo Maia e depois foi cumprimentá-lo
Vera RosaEstadão
A eleição para as presidências da Câmara e do Senado expôs o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RJ), articulador político do governo Jair Bolsonaro, que, nos bastidores, recebeu críticas até mesmo de correligionários. Os movimentos de Onyx foram considerados arriscados para o “day after” da disputa porque o comando das duas Casas tem importância estratégia para o Palácio do Planalto.
No Senado, o ministro atuou explicitamente em prol da candidatura de Davi Alcolumbre (DEM-AP), apesar do discurso oficial de neutralidade na eleição. Mais do que isso, orientou os aliados na construção de uma frente anti-Renan Calheiros (MDB-AL) e enviou o ex-deputado Abelardo Lupion, seu auxiliar no Planalto, para acompanhar Alcolumbre em reuniões.
RENAN REAGIU – A atuação de Onyx provocou a ira do candidato Renan. Dias após dizer que suas divergências com o ministro eram “coisa do passado”, o senador foi ao Twitter no meio da tarde para provocá-lo. “Atendendo orientação de Onyx, Alcolumbre se autoproclama presidente interino (do Senado). Na prática, é uma tentativa desesperada de golpe nas instituições, substitui o STF como garantidor da Constituição”, escreveu Renan.
Na Câmara, Onyx não queria apoiar a candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é do seu partido. Foi obrigado a ceder, no entanto, depois que Maia conseguiu consolidar apoios em vários partidos e atraiu até mesmo o PSL de Bolsonaro.
O fato de o DEM protagonizar a disputa na Câmara e no Senado também irritou aliados. O plano foi atribuído ao chefe da Casa Civil, e não ao governo. Para a equipe econômica, Renan tem mais experiência e pode angariar apoio em torno da reforma da Previdência. O governo quer aprovar o projeto ainda no primeiro semestre, mas sabe que enfrentará dificuldades.
ETERNO GOVERNISTA – Interlocutores de Bolsonaro afirmam que Renan sempre será governista – tanto que, antes ligado ao PT, ele vestiu agora o figurino de novo Renan, “mais liberal e menos estatizante”. Por essa avaliação, Onyx tem muito a perder nesse jogo, porque, dependendo do desfecho do confronto no Senado, pode ficar isolado como articulador político.
Até mesmo Maia deu uma estocada no ministro, afirmando que, se ele tivesse interferido com sucesso na eleição da Câmara, o resultado seria outro. Antes, o deputado disse que era contra o voto aberto, defendido no Senado por Alcolumbre. “O Congresso não é puxadinho do Executivo”, provocou o presidente da Câmara. “Quando a gente abre o voto, o governo marca cada deputado e cada senador. Isso tira a independência dos Poderes.”
Na prática, não se pode dizer que o Planalto ganhou o primeiro teste no Congresso nem mesmo com a vitória de Maia. A recondução do deputado é atribuída ao trabalho dele próprio e dos partidos que o apoiaram. A encruzilhada do Planalto é mesmo no Senado: em qualquer cenário, o governo pode ter Renan como líder da oposição, levando a tiracolo o MDB.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Realmente, Onyx Lorenzoni não tem a menor experiência como estrategista. Fica querendo interferir em tudo. Seu trabalho acaba dando errado – ao invés de unir forças, acaba dividindo a base. (C.N.)

Alcolumbre ainda não é ninguém, quem ganhou a eleição foi o próprio Bolsonaro


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Davi Alcolumbre foi uma invenção que até pode dar certo…
Deu na Folha
Ao assumir a presidência do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) disse na noite deste sábado (2) que a Casa vai enfrentar as reformas e negou que haverá revanchismo com Renan Calheiros (MDB-AL), que abandonou a eleição e obteve apenas 5 votos. Davi Alcolumbre recebeu 42 dos 77 votos. “Espero e confio que possamos entregar esta Casa, ao fim deste biênio que se inicia, com o país retomando os trilhos do desenvolvimento e da prosperidade, enfrentando as reformas complexas que, com urgência, nosso país reclama”, afirmou Davi, acenando positivamente à agenda econômica do governo Jair Bolsonaro que o apoiou.
Além da atuação explícita do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, declarou voto em Davi.
GESTO DE PAZ –  O novo presidente do Senado, fez um gesto de paz a Renan Calheiros, que deixou a eleição e a sessão acusando Davi de autoritarismo. Davi disse que Renan teria dele o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter. “Não conduzirei um Senado com revanchismo”, afirmou, prometendo “pujante disposição para o diálogo” e “deferência”.
“Com os ânimos serenados e voltados ao bem comum, precisamos reunificar o Senado da República em torno do que lhe deve ser mais claro”, declarou.
“Não tenho inimigos na política. A condição de adversário é passageira e permanentes são as instituições”, acrescentou o recém-empossado presidente do Senado, que também disse que acaba neste sábado o “segredismo” das votações secretas. “Esta será a derradeira sessão do segredismo, do conforto enganoso do voto secreto”, disse Davi.
AS CRÍTICAS – O novo presidente do Senado falou que os senadores não devem temer as críticas das ruas, mas que elas devem ser ouvidas. “Os anseios das ruas terão o protagonismo outrora deixado aos conchavos das elites partidárias assépticas ao interesse público”, disse ele.
Prometeu também tratamento equânime aos senadores, afirmando que não haverá os de alto e os de baixo clero. Em entrevista após a eleição, Davi disse que reunirá os líderes partidários na terça-feira (5) para discutir a formação de blocos e a distribuição do comando das comissões.
Ele afirmou também que mandará apurar a suspeita de fraude na eleição, quando apareceram 82 votos para 81 senadores.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A eleição foi uma vitória de Bolsonaro, que mexeu as pedras no tabuleiro. Por enquanto, Davi Alcolumbre ainda não é ninguém em Brasília. Mas pode se tornar gente grande, porque mostrou que tem coragem para segurar a onda. (C.N.)

Depoimentos dos engenheiros são cruciais para provar quem causou a tragédia


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Schvartsman diz que há motivos para diretores serem presos
Julia DuailibiG1 Brasília
Os advogados dos dois engenheiros da empresa alemã TÜV SÜD que prestavam serviço para Vale entraram, neste sábado (dia 2), com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O pedido foi distribuído para o desembargador Pedro Vergara.
André Yassuda e Makoto Manba foram presos em São Paulo na terça-feira (29) por suspeita de responsabilidade no caso do rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Os dois engenheiros estão presos temporariamente na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG). Investigados por suspeita de fraude nos documentos que liberaram o funcionamento da barragem, Yassuda e Manba foram ouvidos novamente pelo Ministério Público estadual e pela Polícia Federal ontem. Além deles, três funcionários da Vale foram detidos em Minas Gerais.
Segundo investigadores, Yassuda e Manba participaram de forma direta e atestaram a segurança da barragem número 1 da mina Córrego do Feijão, onde ficava a barragem.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como diziam os geniais compositores Luiz Reis e Haroldo Barbosa, “a notícia carece de exatidão”. Os engenheiros não “participaram de forma direta”. Apenas fizeram dois laudos, em junho e setembro, atestando que a barragem estava estável e sem risco de ruir. É praticamente certo que os laudos não autorizaram a Vale a inundar de novo a barragem e revolver os rejeitos com máquinas pesadas para reaproveitar sobras de minério, conforme aconteceu e provocou o rompimento, fato que ficou claro no vídeo exibido pela Band. É preciso procurar e prender os verdadeiros culpados. (C.N.)

Carlos Newton
Em sua coluna na Folha, a jornalista Mônica Bergamo informa  que os delegados da Polícia Federal responsáveis pelo inquérito sobre o rompimento da barragem de Brumadinho já interrogaram os cinco funcionários da Vale e da consultoria Tüv Süd Brasil que estão presos desde a terça-feira (dia 29). Os depoimentos, iniciados quinta-feira (dia 31), acabaram de ser colhidos neste sábado (dia 2). Os delegados também estão ouvindo funcionários que sobreviveram à tragédia.
Entre os cinco engenheiros presos, dois são empregados da empresa alemã que promoveu a última vistoria da barragem –André Yassuda e Makoto Manba. Junto com eles, está detido Cesar Grandchamp, da Vale, que também assinou os laudos em junho e setembro de 2018. Os outros dois presos – Ricardo de Oliveira e Rodrigo Gomes de Melo – são da área administrativa.
NÃO HAVIA RISCO – Na inspeção feita em junho, não havia o menor risco, porque a mina estava realmente desativada, totalmente seca e já com vegetação nascendo na superfície, conforme ficou claro em foto de 28 de julho, publicado aqui na TI. Na segunda inspeção, em setembro, também não havia risco, por que mina continuava inativa.
A única dúvida é saber se o laudo dos três autorizava que a barragem fosse novamente preenchida com água, conforme aconteceu, para facilitar os trabalhos de revolvimento dos rejeitos e a recuperação das sobras do minério. Imagens vazadas à Band por funcionários da Vale mostram que, quando houve o rompimento, a barragem estava sendo revolvida e já havia muito minério recuperado na superfície, segundo informou O Globo, que denunciou também a infiltração de “alto volume de água”.
Realmente, as imagens comprovam que, ao contrário do que afirma o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, a mina estava em plena atividade, por isso havia centenas de trabalhadores e mais de 300 deles morreram soterrados pela lama.
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P.S. 1
 – Caso não tenham autorizado a movimentação dos rejeitos da barragem, os três engenheiros devem ser logo soltos, pois não têm responsabilidade na tragédia anunciada.
P.S. 2 – No lugar deles, precisam ser presos o presidente da Vale, Fábio Schvartsman; o diretor-executivo de Ferrosos e Carvão, Peter Poppinga, que já é réu em Mariana; o diretor-executivo de Metais Básicos, Eduardo Bartolomeo; o diretor-executivo de Sustentabilidade e Relações Institucionais, Luiz Eduardo Osorio; o diretor de Estratégia, Exploração, Novos Negócios e Tecnologia, Juarez Saliba de Avelar; e o consultor-geral Alexandre Silva D’Ambrosio. Os demais diretores precisam permanecer, para tocar adiante a empresa que já foi orgulho dos brasileiros. (C.N.)

STF não pode se comprometer com reforma, pois precisará julgá-la no futuro


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Charge do Benett (Folha)
Pedro do Coutto
Na edição de ontem, reportagem de Carolina Brigido e Mateus Coutinho, O Estado de São Paulo publicou declarações do general Hamilton Mourão, que disse contar com o Supremo para legitimar reformas propostas pelo governo, entre as quais a da Previdência. A colocação traz consigo um defeito essencial ,na medida em que é possível que o STF venha a receber ações contra o projeto da reforma da Previdência como um todo ou vários pontos contidos no projeto e que podem ser objeto de contestação.
O vice-presidente da República esqueceu que o Supremo não pode se comprometer previamente por nenhuma decisão de governo, pelas razões que citei acima.
ERRO COMUM – Aliás, esse equívoco não é somente do vice presidente. Faz parte também do elenco das razões apontadas pela Federação Brasileira de Bancos, que está manifestando a intenção de reduzir os juros bancários. O ator que aparece na televisão fazendo a propaganda diz que a queda dos juros depende de esforço conjunto do Executivo, Legislativo e Judiciário, além da participação de toda a sociedade brasileira.
Em primeiro lugar os juros estão sendo cobrados pelos bancos. Claro de forma alguma tal montante estratosférico poderia ser resultado de uma manifestação conjunta da opinião pública. Se dependesse dos assalariados, evidentemente os juros não teriam chegado a altura que chegaram.
E a citação do Judiciário? Não podia ser iniciativa da população. Além deste aspecto, o Poder Judiciário não pode participar de nenhum esforço conjunto que surja no país. Claro, uma vez que o Judiciário não pode participar de qualquer trabalho conjunto para elaborar normas legais, exceto se a matéria encontrar-se unicamente na esfera da Justiça. Pela mesma razão que poderá ter de julgá-la amanhã.
TV DA CNN ­-  Numa entrevista a Circe Bonatelli, o empresário Roberto Menin um dos dirigentes da MRV e também associado a rede da CNN afirma que a empresa americana vai se instalar no Brasil e não será uma Rede chapa branca, pelo contrário, terá uma atuação independente. 
O objetivo é desenvolver um jornalismo de alto nível capaz de disputar principalmente o espaço hoje ocupado pela Globo News.

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